Featured Video

12 agosto 2011

O drama de um pai frente ao poder da Igreja Universal do Reino de Deus

Acompanho a luta desses pais há poucos anos e tal história além de me causar uma profunda dor (pois sou pai também), causou-me revolta, indignação, raiva.


Olho para o céu e pergunto a Deus como pode existir tanta maldade, tanta crueldade... e tantas coisas que nem sei nomear.


E não digo apenas dos assassinos deste menino, mas de todo o sistema judiciário brasileiro que é comandado, não pela ética e pelo dever, mas por interesses obscuros que levam para as cadeias apenas aqueles que não possuem "costas quentes".


Há muito a religião aqui no Brasil comanda barbáries, desde a alienação que leva o indivíduo a deixar de comer para entregar o seu dinheiro para a igreja, até assassinatos provenientes dos motivos mais estúpidos possíveis. Tudo isso para que se mantenham os lucros, onde as cifras de arrecadação passam facilmente pela casa de bilhões de reais em determinadas denominações religiosas.


Hoje, recebi mais um email do sr. Carlos Terra (pai do Lucas Terra) relatando resumidamente a agonia ao qual eles vivem desde o assassinato de seu filho. E uma mistura de dor, tristeza e indignação nasceu em mim durante a leitura desse email. Por que esses pais que já sofreram tendo um filho assassinado tão violentamente por religiosos precisam percorrer o Brasil e o mundo pra pedir algo que deveria ser um direito dele e uma obrigação do Estado: punição para todos os envolvidos.


Dessa forma, copio abaixo, na íntegra, o email do sr. Carlos Terra, ao qual, desde que tomei conhecimento do assunto nutro profundo carinho e admiração. E peço a cada um de vocês que leiam e ajudem como achar que podem.


Riva Moutinho

******************************

Meu nome é Carlos Terra, sou pai do estudante Lucas Terra, 14 anos, que foi queimado vivo no dia 21/03/2001, segundo Laudo a Polícia Científica da Bahia.

Meu filho foi violentado, amarrado, espancado, amordaçado e colocado dentro de uma caixa de madeira. Carbonizaram seu corpo para encobrir os Vestígios de Pedofilia.

No dia 24/10/2001, após sete meses de investigação, a polícia baiana, concluiu o Inquérito Policial e indiciou o “pastor Silvio Galiza Universal como autor do homicídio. O crime é hediondo e triplamente qualificado, Motivo Torpe, Emprego de Fogo e recurso que impossibilita a defesa da vítima.

No dia 08/11/2001, o M.P.E. pediu a Prisão Preventiva do acusado mas o juiz não assinou a prisão.

No dia 15/01/2002, estive em Roma na Itália denunciando o crime em ONG’s Internacionais de Direitos Humanos.

No dia 18/02/2002, estive em Genebra na Suiça, pedindo ajuda aos órgãos Internacionais de Direitos Humanos na ONU (Organização das Nações Unidas).

No dia 04/07/2002, estive em Brasília no Ministério da Justiça, onde falei pessoalmente com o Ministro, pedindo a prisão do pedófilo assassino de meu filho, mas ele não foi preso.

No dia 28/08/2002, o Promotor de Justiça pediu a Pronúncia para que o assassino vá para o Banco dos Réus.

No dia 05/09/2002, o Juiz decidiu que o assassino será julgado pelo Tribunal do Júri, mas não assinou a prisão.

No dia 24/04/2003, o Tribunal de Justiça da Bahia decidiu por unanimidade que Galiza será julgado pela sociedade.

No dia 29/05/2003, o Tribunal negou por unanimidade outro recurso dos advogados do acusado.

No dia 30/05/2003, os advogados entraram com recurso no STJ em Brasília para que o Galiza não sente no Banco dos Réus. Fui à Brasília e o recurso foi negado pelo STJ.

No dia 18/08/2003, voltei à Brasília, na Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, pedi ajuda.

No dia 19/08/2003, estive no Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana em Brasília.

No dia 20/08/2003, estive na Secretaria Nacional de Direitos Humanos em Brasília.

No dia 21/08/2003, estive na Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão na P.G.R. em Brasília.

No dia 19/09/2003, falei pessoalmente com a Relatora da ONU, a Dra. Asma Jahangir, pedindo ajuda.

No dia 20/10/2003, voltei à Brasília e falei com o novo Ministro da Justiça; mas o assassino não foi preso.

No dia 19/03/2004, voltei à Brasília e falei com Presidente do Superior Tribunal de Justiça, pedi justiça.

No dia 25/04/2004, voltei à Brasília e falei com o Ministro Relator do STJ, pedi celeridade no processo.

No dia 09/06/2004, o assassino foi julgado e condenado a 23 anos de prisão Regime Fechado.

No dia 17/08/2005, o Julgamento e Condenação do Assassino foram Anulados, ele foi beneficiado pela Lei.

No dia 30/11/2005, o assassino foi a novo Júri Popular, foi condenado a 18 anos de prisão.

No dia 29/01/2006, o assassino condenado denunciou seus superiores o “bispo” Fernando Universal e o “pastor” Joel Universal.

No dia 22/02/2006, o “pastor” Joel foi preso em Belém do Pará, foi trazido para Bahia.

No dia 03/03/2006, os advogados do “pastor” Joel pediram Habeas Corpus no STF, ele foi libertado.

No dia 08/03/2006, o preso Galiza, pediu proteção à sua família e acusou a Universal de lhe pagar mensalmente pelo seu silêncio para não delatar seus superiores.

No dia 14/03/2006, o juiz pela segunda vez pediu a prisão preventiva do “bispo” Fernando e do “pastor” Joel. Não foram presos porque fugiram.

No dia 12/02/2007, estive novamente em Brasília, falei com o Ministro do STJ, pois a defesa do assassino “pastor” Galiza Universal entrou com recurso para anular o segundo julgamento.

No dia 26/02/2007, recebi novas ameaças de morte, para ficar calado e encerrar minha luta por justiça.

No dia 08/03/2007, recebi novas ameaças disseram que matariam meus outros filhos e minha esposa.

No dia 20/03/2007, a Procuradoria Geral da República emitiu parecer ao STJ para manter a prisão do assassino.

No dia 14/08/2007, o STF em Brasília concedeu outro Habeas Corpus para o “bispo” Fernando e o “pastor” Joel. Os acusados do assassinato de Lucas Terra, comemoraram o Habeas Corpus, com Champagne Francesa.

No dia 16/08/2007, o assassino Galiza foi agraciado com a redução da pena, de 18 anos para 15 anos.

No dia 27/08/2007, inconformado, voltei à Brasília, na Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal.

No dia 28/08/2007, fui ao STJ em Brasília, pedir para anular o benefício do assassino; não anularam.

No dia 29/08/2007, fui ao STF pedir justiça, não fui recebido.

No dia 22/10/2007, falei com o Chefe de Polícia da Bahia, pedindo celeridade no Inquérito Policial do “bispo” Fernando  e do “pastor” Joel, fui bem recebido.

No dia 23/10/2007, estive na Delegacia de Homicídios, pedindo celeridade no Inquérito, fui bem recebido.

No dia 06/11/2007, fiz denúncia a OEA – Comissão Interamericana de Direitos Humanos, em São José da Costa Rica, América Central.

No dia 08/11/2007, recebi novas ameaças de morte; desconheço o medo, não os temo.

No dia 29/11/2007, o digno Ministério Público da Bahia, pediu a prisão preventiva do “bispo” Fernando e do “pastor” Joel, mas o juiz não decretou a prisão. Novamente festejaram com Champagne Francesa.

No dia 12/02/2008, minha esposa Marion Terra esteve na ONU em Genebra na Suíça, denunciando o crime.

No dia 21/02/2008, voltei à Brasília no Superior Tribunal de Justiça, fui recebido pelo Ministro.

No dia 22/05/2008, o “bispo” Fernando e o “pastor” Joel, desafiam a Justiça Baiana e não comparecem à Audiência de Acareação.

No dia 22/05/2008, o juiz da Bahia decreta a Prisão Preventiva do “bispo” Fernando e do “pastor” Joel.

No dia 23/05/2008, o pedófilo assassino “pastor” Galiza , chamou novamente o Ministério Público e denunciou que: Lucas Terra foi assassinado porque ao entrar no Gabinete Pastoral da “igreja” no bairro Pituba, flagrou o “bispo” Fernando e o “pastor” Joel  Fazendo Sexo (mantendo relação sexual). Com receio que Lucas Terra fosse comentar o que viu, resolveram assassiná-lo.

No dia 24/05/2008, o “bispo” Fernando foi preso em Pernambuco, pela polícia baiana, estava na “igreja” fazendo “cultos” e orando pelos fiéis. O pastor Joel de Cabo Frio (RJ), não foi preso porque fugiu.

No dia 28/06/2008, o STF em Brasília, concedeu aos dois  acusados outro Habeas Corpus. Novamente ele comemoraram com Champagne Francesa.

No dia 02/01/2009, o assassino “pastor” Galiza foi transferido para o Seguro, um espaço dentro do Presídio, onde ficará protegido dos demais presos (Benesse Concedida Pelos Amigos).

No dia 17/02/2009, o assassino Galiza foi Agraciado pela Justiça, com o beneficio de Regime Semi Aberto, agora pode sair da prisão no Natal, Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia das Crianças e talvez até no Carnaval, para violentar e assassinar crianças e adolescentes.

No ano de 2009, foram ouvidas as testemunhas arroladas pela defesa; estas residentes em Paranaguá (PR), Aracaju (SE), Maceió (AL), Recife (PE), João Pessoa (PB), Belém (PA) e outras cidades distantes, estas ¨testemunhas¨ nunca vieram a Bahia e nunca viram Lucas Terra.
Estive em todas estas cidades acompanhando estes depoimentos duvidosos.

No dia 20/11/2010, os advogados dos acusados pediriam ao STF o Trancamento do Processo.

No dia 1º/12/2010, o Supremo Tribunal Federal em Brasília negou o Trancamento do processo.

No dia 21/03/2011, completou 3.650 dias e 89.280 horas, conto os dias e as horas diariamente, esperando e lutando para que chegue o momento da condenação e da prisão de todos assassinos de Lucas Terra.

Esses religiosos, pedófilos, covardes, assassinos, seres abaixo da animalidade, merecem a prisão.

Este Crime Hediondo não pode entrar para o Rol de Crimes Insolúveis. Irei lutar até o fim da minha vida para ver estes pedófilos assassinos presos. Eles não podem continuar impunes, andando, livremente pelas ruas e shoppings de nosso país, para destruir outras famílias, como destruíram a minha.

Quando se perde os pais, perde-se o passado, quando se perde um filho, perde-se o futuro.
Sei que no meu país existem autoridades dignas e honradas que não se curvam diante do poder econômico.

Pelo amor de Deus, alguém neste país tem que ter autoridade, coragem e raça para prender estes Pedófilos Assassinos .

(Esta carta foi transcrita e publicada pelos amigos da família Terra, você que leu esta carta pode participar desta luta, adquira o livro Lucas Terra Traído Pela Obediência, com 400 páginas e 95 capítulos, que relata com detalhes como tudo aconteceu, como os oito advogados contratados e pagos com os dízimos e ofertas dos fiéis atuam; o que a “igreja” fez e continua fazendo para proteger os pedófilos assassinos.

Contatos:

E-mail: carlosterra7@hotmail.com (71 9255-9619)

0 comentários:

Postar um comentário

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More