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13 julho 2011

TRE rejeita contas de 2007 do PMDB por doação ilegal


Uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) intensificou ainda mais a disputa interna no PMDB Estadual entre a atual direção e deputado federal Newton Cardoso. O tribunal rejeitou, por unanimidade, a prestação de contas de 2007 do partido. A legenda responsabiliza os débitos deixados pela campanha de Newton Cardoso ao Senado, em 2006, pelas irregularidades.

Segundo o TRE, o PMDB de Minas não identificou as fontes de doações de campanha no valor total de R$ 211 mil. Além disso, o partido não apresentou a documentação de gastos de cerca de R$ 47 mil do repasse do fundo partidário daquele ano.

O deputado federal Leonardo Quintão usou esse episódio como um dos argumentos para solicitar a expulsão do ex-governador do partido. Segundo o documento entregue à executiva, Newton Cardoso depositou o dinheiro "sem a devida identificação dos doadores". "Além do prejuízo com a devolução dos valores, o partido deverá ficar sem receber R$ 320 mil do fundo partidário", disse o parlamentar.

O atual secretário geral do PMDB de Minas, deputado estadual Antonio Júlio, disse que o partido vai recorrer da decisão da Justiça Eleitoral, mas não há muita esperança de evitar o prejuízo de mais de R$ 500 mil. "É difícil. Foi doação de campanha do Newton sem recibo e o TRE é muito rigoroso nesse sentido. Não tem muito jeito", reconheceu.

Já deputado federal e ex-governador Newton Cardoso classificou como "bobagem" a tentativa de responsabilizá-lo pelo prejuízo. "Na Justiça Eleitoral, as contas de campanha são individuais. O que tem a ver a minha prestação de contas de 2006 com a do partido em 2007? Nada! Não há nenhuma relação. É querer forçar demais a barra contra mim. Esse pessoal que está aí (na Executiva Estadual) não sabe nada de legislação eleitoral", desabafou o deputado federal.

[FONTE: Jornal O Tempo]

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