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15 julho 2011

S&P coloca nota dos EUA em revisão com possibilidade de rebaixá-la

NOVA YORK - Mais um alerta sobre a dívida dos Estados Unidos foi emitido na noite de quinta-feira. Após a Moody's ameaçar rebaixar a nota de risco dos EUA, é a vez da agência de classificação de risco Standard & Poor's colocar a nota de crédito dos Estados Unidos em revisão com possibilidade de rebaixamento. Isso significa que os americanos podem perder a nota máxima de credibilidade e desceram para um patamar menor, já que o risco aumentou. Os Estados Unidos são classificados pela S&P com o rating AAA desde 1941.

A desconfiança em relação à capacidade de pagamento dos americanos acontece no momento em que o país atingiu o teto do seu endividamento - de US$ 14,29 trilhões. Por lei, o país não pode se individar mais do que esse nível. O problema é que no dia 2 de agora, há vencimento de dívidas e os americanos não têm dinheiro para pagar. O presidente americano, Barack Obama, pressiona o Congresso para aprovar um limite maior.

O impasse está na diferença de projetos. Obama propõe um pacote que prevê redução de despesas e crescimento das despesas no total de US$ 4 trilhões e dez anos. Já a oposição - Partido Republicano - contrapõe com cortes de US$ 2,4 trilhões, sem aumento de impostos. Para ter dinheiro no dia 2 de agosto, quando vencem as próximas dívidas do país, um acordo precisa ser fechado até o dia 22 de julho.

Mas, segundo o presidente do comitê de dívida soberana da S&P, John Chambers, a agência pode rebaixar o rating dos Estados Unidos mesmo que o Congresso norte-americano concorde em elevar o teto da dívida do país.

O analista ponderou que o corte pode ser feito em duas situações: "se concluirmos que ajustes futuros ao teto da dívida ficarão sujeitos a manobras políticas, ao ponto de persistirem as dúvidas sobre a disposição e a capacidade do Congresso e da administração de honrar os compromissos agendados de obrigações com dívida dos Estados Unidos"; ou se o acordo que agora deve ser fechado não reduzir o déficit orçamentário em US$ 4 trilhões nos próximos dez anos, porque isso sugeriria "uma inabilidade de fechamento de uma acordo em tempo hábil e de implementação crível de uma política de consolidação fiscal no médio prazo".

"O debate durou tempo demais e foi mais rebelde do que esperávamos", disse Chambers. A entrevista foi concedida após a S&P anunciar que colocou o rating AAA dos EUA em observação e dizer que há 50% de probabilidade de que ele seja rebaixado nos próximos três meses.
Sem acordo. Ontem à noite, as negociações sobre o déficit dos EUA terminaram sem uma solução entre os líderes políticos. A Casa Branca informou que o presidente Barack Obama, que continua pressionando pelo maior acordo possível para o orçamento, dará um entrevista à imprensa hoje, às 12h (de Brasília).

Os líderes envolvidos nas negociações, que foram realizadas durante cinco dias seguidos na Casa Branca, disseram que podem fazer uma breve pausa nas reuniões e se encontrar com outros membros dos partidos para discutir o que acontecerá agora.

Durante as conversas, Obama disse que um grande acordo permanece como sua preferência, segundo um representante da Casa Branca. No entanto, o porta-voz da Câmara descartou um acordo de US$ 4 trilhões porque ele envolveria aumento nas receitas fiscais.

Plano B. Obama reiterou que não vai assinar uma solução de curto prazo para o problema, segundo o representante da Casa Branca. O presidente também disse que um acordo com cerca de US$ 2 trilhões em cortes também é possível se os dois lados cederem um pouco. Outra opção seria fazer uma mudança pequena no déficit e ao mesmo tempo aumentar o limite da dívida.

O misto de opções ainda sobre a mesa e o prazo de tempo curto estão colocando mais foco no em um plano de "última hora".

[FONTE: Estadão]

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