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16 julho 2011

Familiares de vítimas do acidente da TAM em 2007 lembram quatro anos da tragédia

Neste fim de semana, parentes e amigos das vítimas do acidente do voo 3054 da TAM lembram os quatro anos da tragédia. Foi realizada na Catedral da Sé, em São Paulo, uma missa neste sábado. No domingo (17), será celebrado um ato ecumênico no local do desastre, na avenida Washington Luís, próximo ao aeroporto de Congonhas, e outra missa na Catedral Metropolitana de Porto Alegre.

Na sexta-feira (16), a Justiça Federal aceitou a denúncia do Ministério Público contra a ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Denise Abreu, o vice-presidente de Operações da TAM, Alberto Fajerman, e o diretor de segurança de voo da TAM, Marco Aurélio dos Santos de Miranda e Castro. Os três são acusados pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo, cuja pena varia de dois a cinco anos de prisão.

No dia 17 de julho de 2007, o avião da TAM que fazia um voo entre Porto Alegre e a capital paulista colidiu contra um prédio depois de um pouso frustrado em Congonhas, matando 199 pessoas entre ocupantes da aeronave e pessoas que estavam em terra. A Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Voo TAM JJ3054 (Afavitam) encara como uma vitória a denúncia aceita.

Com o processo instaurado, dois dias antes do acidente ter completado quatro anos, a possibilidade de prescrição das acusações contra os envolvidos está descartada. O advogado da Afavitam, Ronaldo Marzagão, disse neste sábado (16) que, de acordo com as leis brasileiras, caso o processo tivesse sido aberto depois do acidente ter completado quatro anos e os réus fossem condenados à pena mínima, eles não seriam punidos. “Foi muito importante o juiz ter recebido a denúncia”, disse Marzagão, à Agência Brasil. “Agora, mesmo os réus sendo condenados à pena mínima, que é dois anos, não há prescrição”.

Marzagão se reuniu com membros da Afavitam neste sábado para explicar as consequências da denúncia e sua aceitação pela Justiça. Ele explicou que só agora a Justiça começa a analisar o processo. Acusados, MPF e testemunhas devem ser ouvidos e, em cerca de dois anos, o julgamento de primeiro grau deve estar concluído.

O presidente da Afavitam, Dario Scott, espera que a pena seja exemplar. “Queremos que a justiça seja aplicada de forma rigorosa e exemplar para que outras pessoas que usam o transporte aéreo não corram os riscos que nossos filhos, pais e amigos correram”.

Scott disse que, quatro anos após o acidente, as famílias das vítimas estão sensibilizadas e mobilizadas em busca da punição aos culpados. Neste fim de semana, elas participam do 38º Encontro da Afavitam e de atividades especiais para lembrar os mortos no acidente.

[FONTE: Revista Época]

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