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13 julho 2011

Cientistas brasileiros descobrem as origens da carne usada no Big Mac

A fim de identificarem as características culturais da alimentação mundial, pesquisadores do Laboratório de Ecologia Isotópica do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da USP viajaram o mundo para analisar o Big Mac, mais conhecido produto da rede de fast-food McDonald’s, que está presente em mais de cem países. "O lanche, considerado o carro-chefe do McDonald’s, funciona como um poderoso traçador do sistema de produção de carne dos países. O hambúrguer fornece diversas e variadas informações", diz o cientista Luiz Antonio Martinelli, responsável pela pesquisa.

Para descobrir onde e como é produzido o hambúrguer, a pesquisa rastreou a cadeia alimentar do gado. Martinelli chegou à conclusão de que, apesar de o Big Mac ser uma comida global, seu sabor é local, pois o hambúrguer é originário do rebanho de cada país. "Mas isso não ocorre no mundo todo. Os isótopos estáveis do carbono e do nitrogênio da carne contida em cada um dos Big Macs estudados mostraram, por exemplo, que o lanche consumido no Japão é proveniente da Austrália, com gado alimentado com gramíneas do tipo fotossintético C4", diz. O fato comprova que o Japão importa carne da Austrália, onde as plantas que suportam altas luminosidades, fato que não ocorre no país nipônico.

A pesquisa permitiu chegar a três conclusões. "A primeira é que com um simples hambúrguer é possível rastrear o que o gado come pelo mundo todo. A segunda nos confere a possibilidade de estabelecer como carnes produzidas em diferentes países viajam pelo mundo. E a terceira é que, por uma questão de mercado, o igual não é tão semelhante assim", relata Martinelli.

[FONTE: Jornal O Tempo]

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