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30 julho 2011

Os hospitais de Roseana na UTI

Quem percorre o interior do Maranhão se surpreende com a quantidade de esqueletos de grandes obras abandonadas e expostas ao tempo. Várias delas estão em municípios humildes como Marajá do Sena, Matinha e São João do Paraíso. São hospitais públicos inacabados do programa Saúde é Vida, principal bandeira da campanha de reeleição de Roseana Sarney (PMDB). Com apenas 12% do cronograma cumprido desde que foi lançado há dois anos, o projeto já tem um custo superior a R$ 418 milhões e corre o risco de virar mais um imenso monumento à corrupção. Relatório da Procuradoria de Contas maranhense, obtido com exclusividade por ISTOÉ, acusa o governo de fraudar o processo licitatório, pede a devolução de parte dos repasses e a aplicação de multa ao secretário de Saúde, Ricardo Murad, cunhado da governadora. A investigação dos procuradores Jairo Cavalcanti Vieira e Paulo Henrique Araújo, a partir de representação do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Maranhão, revela um cipoal de irregularidades e mostra como o governo beneficiou empreiteiras que depois abasteceram o caixa de campanha do PMDB com mais de R$ 2 milhões.

Os problemas começaram no segundo semestre de 2009, quando o governo de Roseana resolveu lançar o Saúde é Vida. Mesmo sem previsão orçamentária, a governadora conseguiu incluir o programa no Plano Plurianual e entregou sua execução ao cunhado. Murad, alegando urgência, contratou sem licitação a empresa Proenge Engenharia Ltda. para a elaboração dos projetos básico e executivo. Os procuradores descobriram que, na verdade, o projeto básico já tinha sido elaborado por técnicos da própria Secretaria de Saúde. A mesma Proenge venceu, logo depois, um dos lotes da concorrência 301/2009 para a construção de 64 hospitais de 20 leitos. O edital da obra indicava que as empreiteiras vencedoras deveriam elaborar o projeto executivo dos hospitais. Ou seja, a empreiteira acabou recebendo duas vezes para prestar o mesmo serviço. No total, a Proenge recebeu R$ 14,5 milhões. Para os procuradores do TCE maranhense, que questionam o caráter emergencial da contratação, “os valores pagos à empresa Proenge constituem lesão ao erário e devem ser objeto de ressarcimento”. Eles calcularam em R$ 3,6 milhões o total que deve ser devolvido.

As ilegalidades não param aí. A construção dos hospitais de 20 leitos foi dividida em seis lotes, mas três deles simplesmente não entraram na licitação. Foram entregues a três empreiteiras diferentes: Lastro Engenharia, Dimensão Engenharia e JNS Canaã, que receberam quase R$ 64 milhões em repasses e nem sequer construíram um hospital. A JNS Canaã é um caso ainda mais nebuloso. Os procuradores afirmam que a empreiteira, filial do grupo JNS, teve seu ato constitutivo arquivado na Junta Comercial do Maranhão em 24 de novembro de 2009, dias antes de fechar contrato com o governo. A primeira ordem bancária em nome da JNS saiu apenas quatro meses depois, em 16 de abril de 2010. Sozinha, a empresa recebeu R$ 9 milhões, não concluiu nenhum dos 11 hospitais e teve seu contrato rescindido por Murad. Antes, porém, a mesma JNS doou R$ 700 mil para a campanha de Roseana, por meio de duas transferências bancárias, uma de R$ 450 mil para a direção estadual do PMDB e outra de R$ 300 mil para o Comitê Financeiro, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral.

A Dimensão Engenharia e Construção Ltda., outra das contratadas sem licitação, foi ainda mais generosa ao injetar R$ 900 mil no caixa do partido durante a eleição. A Lastro Engenharia, por sua vez, repassou aos cofres peemedebistas mais R$ 300 mil. A empresa conseguiu dois contratos com dispensa de licitação: a reforma do Hospital Pam-Diamante, em São Luís, e a construção de hospitais de 20 leitos. Além disso, foi uma das vencedoras da disputa (licitação número 302/2009) para erguer unidades de saúde com 50 leitos. Esses contratos foram aditivados em 25% (o limite legal previsto pela legislação). Ao todo, a empreiteira faturou R$ 58 milhões. O uso do limite para elevar o valor dos contratos foi utilizado também por outra construtora, a Ires Engenharia, o que alertou os procuradores do TCE. “Chama a atenção o fato de o valor acrescido aos contratos coincidir até nos centavos com o valor limítrofe previsto em lei. A impressão que se tem é que ou o valor originariamente contratado foi equivocado ou os aditivos foram firmados sem critério estritamente técnico”, escreveram no relatório.

Para o deputado Domingos Dutra (PT), os problemas no programa Saúde é Vida vão além do anotado pelos procuradores. Um levantamento das ordens bancárias de 2010 mostra uma série de repasses redondos que, segundo Dutra, “indicariam a prática de caixa 2 para abastecer a campanha de Roseana.” A Dimensão Engenharia, por exemplo, recebeu R$ 1 milhão em 19 de julho. Três dias antes, a empreiteira Console apresentou fatura de R$ 2 milhões. No mesmo dia, o governo pagou mais R$ 1 milhão à Geotec e R$ 1,5 milhão à Guterres, que no dia 22 recebeu mais R$ 500 mil. A JNS teve três repasses redondos: R$ 300 mil e R$ 50 mil em 16 de abril e R$ 1,5 milhão em 16 de julho. A Lastro teve um repasse de R$ 1,5 milhão; a Proenge, dois repasses de R$ 600 mil e R$ 300 mil; e a Ires Engenharia, um pagamento de R$ 1 milhão. “Nenhuma empresa emite nota fiscal pela prestação de serviços com números redondos”, afirma Dutra. “Geralmente são valores fracionados, até em centavos, como vemos nas dezenas de outras ordens de pagamento.” O parlamentar encaminhou petição ao Ministério Público Federal e à Controladoria-Geral da União.

Além dos indícios de corrupção e do uso das obras para angariar dividendos políticos, o deputado federal Ribamar Alves (PSB) ataca a concepção do Saúde é Vida, que, segundo ele, contraria determinações do próprio Ministério da Saúde sobre a construção de hospitais em cidades com menos de 30 mil habitantes. “Essas prefeituras não têm dinheiro para a manutenção desses hospitais nem médicos suficientes ou demanda”, afirma. Ele estima em R$ 500 mil o custo mensal para a manutenção dessas unidades, valor acima da soma dos repasses do Fundeb, do SUS e do Fundo de Participação dos Municípios. “Sem gente nem dinheiro, esses hospitais vão se transformar em imensos elefantes brancos”, diz Alves. O parlamentar lembra que a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara aprovou requerimento do deputado Osmar Terra (PMDB/RS) para convidar Murad a prestar esclarecimentos sobre o programa e outros problemas na área da saúde. “Ele tem muito o que explicar”, afirma. Procurado por ISTOÉ, o secretário de Saúde do Maranhão não se manifestou até o fechamento da edição.

[FONTE: Revista Época]

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A corrupção no Brasil é tão epidêmica e vista como normal que a única medida a ser adotada é o extermínio de tais seres inumanos.

Não se assuste com as minhas palavras, pois enquanto você se assusta, esta senhora está matando dezenas, centenas ou quem sabe milhares de seres humanos por causa dos hospitais que a corrupção não permitiu que eles já estivessem prontos.

Alguém lembra da CPMF? Uma grana que deveria ser investida na saúde e que, até hoje, ninguém sabe onde foi parar.

Infelizmente o povo permanece na inércia e reelege sempre os mesmos corruptos que acabam por produzir novos corruptos e esta engrenagem continua sua proliferação num país que tem uma das mais altas cargas tributárias do mundo.

A Copa do Mundo por aqui, será a Copa da Corrupção. Não interessa se a Seleção Brasileira será a campeã. O povo brasileiro já perdeu quando Joseph Blatter confirmou o Brasil como sede da Copa de 2014.

Sinto-lhes informar mas por aqui, a corrupção só diminuirá ou acabará quando um louco explodir o Congresso ou começar uma chacina de políticos.

Riva Moutinho

O dinheiro era para o partido

O comunista Haroldo Lima não detém conhecimentos técnicos sobre petróleo, mas sabe tudo de política. Aos 71 anos, o atual diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP) já fez muito pela esquerda. Militou no movimento estudantil, fundou a organização Ação Popular, a AP, na qual combateu a ditadura militar, e, há 39 anos, apaixonou-se pelo PCdoB. É um dos mais antigos e dedicados quadros do partido, pelo qual cumpriu cinco mandatos como deputado federal. Num deles, elegeu-se com o mote “botando para quebrar”. A exemplo de tantos outros políticos de sua geração, sacrificou-se pelos ideais da esquerda, mas capitulou aos encantos da direita. Em 2003, em reconhecimento a seus serviços, o então presidente Lula nomeou Haroldo para uma diretoria na ANP.

Desde então, Haroldo socializou cargos e contratos entre os camaradas do PCdoB. Fora, assegurou – com muito custo – o próspero acúmulo de capital dos grandes empresários do setor petrolífero. Essa ambiguidade de papéis, subproduto do aparelhamento partidário do Estado brasileiro, não poderia dar certo. Conforme revelou ÉPOCA na capa de sua última edição, viraram regra a cobrança de propina e os achaques a empresários que precisam das canetadas dos burocratas da ANP. A reportagem trouxe a público evidências fortes da corrupção na ANP, como cheques, e-mails, relatos de empresários extorquidos – e até um vídeo em que uma advogada que atua no ramo é achacada por dois assessores da ANP. Todo o material integra uma investigação sigilosa, iniciada pelo Ministério Público Federal no Rio de Janeiro.

No vídeo, gravado em maio de 2008, Antonio José Moreira, então procurador da ANP, e Daniel de Carvalho Lima, estagiário da agência, cobram R$ 40 mil da advogada Vanuza Sampaio para liberar o registro de um cliente dela, a distribuidora de combustíveis Petromarte. Ambos dizem falar em nome do dirigente do PCdoB Edson Silva, então superintendente de Abastecimento e hoje assessor de Haroldo Lima. Os dois assessores da ANP dizem no vídeo que o valor de R$ 40 mil foi estipulado por Edson Silva e que ele receberia R$ 25 mil do total.

Assim que a reportagem foi publicada, a direção da ANP, em vez de determinar a investigação dos fatos, esforçou-se por tentar desqualificar o caso. A ANP chegou a anunciar que a advogada Vanuza foi interpelada judicialmente – e que ela teria negado qualquer acusação contra o comunista Edson Silva. Não é verdade. “Fui interpelada em razão de uma matéria que saiu na imprensa contra o senhor Edson Silva. Apenas neguei que fosse fonte da referida matéria. Nunca voltei atrás em nada”, disse a advogada Vanuza. Ela, diante da repercussão do caso, aceitou falar a ÉPOCA na semana passada. Vanuza esclareceu, sobretudo, o que já se suspeitava: os dois assessores da ANP disseram a ela que o dinheiro cobrado iria para o caixa do PCdoB (leia a entrevista) .

Não é por acaso que a ANP reagiu agressivamente às acusações: até a máquina publicitária da agência tem muitas afinidades com Haroldo Lima – e depende dele. A Leiaute Propaganda, agência baiana contratada pelo baiano Haroldo Lima para comandar a publicidade da ANP, tem entre seus sócios amigos e camaradas do próprio Haroldo Lima. Sidônio Palmeira e Liani Sena, dois dos donos da Leiaute, são filiados ao PCdoB, segundo registros do Tribunal Superior Eleitoral. Antônio do Carmo, até há pouco tempo diretor da Leiaute, integrou o PCdoB por 18 anos. Os laços entre Sidônio Palmeira e Haroldo Lima são antigos: eles militaram juntos no movimento estudantil da Bahia. Hoje, a ANP do comunista Haroldo Lima gasta R$ 7,7 milhões anuais com a empresa de Sidônio. A mesma Leiaute prestou serviços nas últimas campanhas eleitorais do petista Jaques Wagner ao governo da Bahia, disputadas com o apoio do PCdoB. (Hoje, a Leiaute também detém as contas publicitárias do governo da Bahia.)

Uma das sócias da Leiaute, Liani Sena, disse que nem ela nem Sidônio Palmeira são ou já foram filiados ao PCdoB, apesar das evidências em contrário. Ela afirmou ainda que o contrato da agência com a ANP obedece a todas as exigências da lei. “Foi um processo de licitação legal do governo federal”, disse. Procurada, a ANP, em resposta a perguntas enviadas pela reportagem de ÉPOCA, disse que o contrato com a Leiaute foi “auditado pelos órgãos de controle externo, que nunca registraram qualquer irregularidade na sua execução”. 

 [FONTE: Revista Época]

Voo AF447: Confusão na cabine - últimos diálogos entre os pilotos

O Cockpit Voice Recorder no fundo do Atlântico
A transcrição da íntegra dos últimos diálogos na cabine de pilotagem divulgados pelo Escritório de Investigações e de Análises (BEA) da Aviação Civil da França. Os pilotos se mostram confusos nos momentos antes da tragédia:

2h11min32s - Piloto em função (Bonin): “Eu não tenho mais o controle do avião. Eu não tenho mais nenhum controle do avião”.

2h11min43s - Comandante entra no cockpit: “Ei, o que vocês estão fazendo?”. – Bonin: “O que está acontecendo? Eu não sei. Eu não sei o que está acontecendo”.

2h12min4s - Bonin: “Eu tenho a impressão que estamos a uma velocidade maluca, não? O que vocês acham?”

2h12min13s – Copiloto (Robert) : “O que você acha? O que você? O que é preciso fazer?”

2h12min15s - Comandante: “Eu não sei. Está descendo”.

2h12min27s - Robert : “Você está subindo… Você está descendo, descendo, descendo, descendo”. – Bonin: “Eu estou me descendo agora?”.

2h12min32s - Comandante: “Não, você está subindo agora!”

2h12min33s – Bonin: “Eu estou subindo? OK, então vou descer”.

2h12min44s - Comandante: “Não é possível”.

2h13min25s - Bonin: “O que está… Como pode que a gente continue descendo tanto?”.

2h13min39s - Robert: “Sobe, sobe, sobe, sobe”.

2h13min40s – Bonin: “Mas eu estou empinando muito há algum tempo”. – Comandante: “Não, não, não, não sobe”. – Robert: “Então desce”.

2h13min45s - Robert: “Então me passa os comandos, me passa os comandos”.

2h14min5s - Comandante: “Atenção, você está empinando” – Robert (que assumiu o comando): “Estou empinando?” – Bonin: “Bom, é o que é preciso fazer, nós estamos a quatro mil pés.”

2h14min18s – Comandante: “Vai, puxa!” – Bonin: “Vai, puxa, puxa, puxa, puxa.”

2h14min28s - Fim das gravações.

[FONTE: Revista Veja]

O esquema do PP no Ministério das Cidades

Assim como o PR transformou o Ministério dos Transportes em centro de operações partidárias nem sempre republicanas, o Partido Progressista (PP) vem atuando de forma similar no Ministério das Cidades, um dos carros-chefe do PAC, dono do terceiro maior orçamento da Esplanada, com investimentos de R$ 7,6 bilhões previstos para este ano. Dos gabinetes do Ministério, o tesoureiro do PP, Leodegar Tiscoski, assim como outros executivos ligados ao partido, libera recursos para obras consideradas irregulares pelo Tribunal de Contas da União, algumas delas com recomendação de “retenção dos pagamentos”, e favorece empreiteiras que contribuem financeiramente para as campanhas eleitorais do PP.

A atuação de Tiscoski é um flagrante da promiscuidade instalada no ministério. Desde 2007 ele é o secretário nacional de saneamento do ministério e no ano passado exerceu dupla função. Ao mesmo tempo que, como funcionário público, geria obras de saneamento em todo o País, ele operava como tesoureiro nacional do partido. Ou seja, em ano eleitoral, era ele quem, a partir de posto privilegiado, arrecadava recursos para financiar as campanhas do partido. Na semana passada, Tiscoski afirmou à ISTOÉ que em março de 2010 se licenciou do cargo de tesoureiro. “Solicitei meu afastamento das funções de tesoureiro e, desde então, não assinei mais qualquer documento da tesouraria do PP”, disse o secretário. “No período eleitoral eu não exercia mais a função de tesoureiro.” É mentira. Documentos do Tribunal Superior Eleitoral mostram que em dezembro do ano passado Tiscoski assinou a prestação de contas do partido. As doações de empresas registradas nas contas do PP vão de 18 de março a 29 de setembro do ano passado. O repasse do dinheiro para os candidatos ocorre entre 13 de abril e 23 de novembro. Colocado diante do documento, Tiscoski, por intermédio da assessoria do PP, reformulou sua explicação. Afirmou que não mais assina cheques ou ordens bancárias como tesoureiro, mas admitiu que “encaminhou” a prestação de contas ao Tribunal. No PP, informam que a gerência das finanças do partido está a cargo do primeiro-tesoureiro, o ex-deputado Feu Rosa. A troca de nomes, porém, não torna a relação do PP com o ministério mais transparente. O “novo tesoureiro” é assessor especial da pasta, cuidando do relacionamento do ministério com o Congresso.

Com interesse direto nas obras do Ministério das Cidades, as empreiteiras contribuíram oficialmente com cerca de R$ 15 milhões nas campanhas do PP em 2010. A maior parte (R$ 8,7 milhões) na forma de doações ocultas. Isso significa que o dinheiro foi para a conta do partido, durante a campanha eleitoral, e imediatamente distribuído entre os seus candidatos. Três das grandes construtoras do País, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Queiroz Galvão repassaram legalmente um total de R$ 7,5 milhões para as campanhas do PP. Apenas três obras de mobilidade urbana tocadas por essas empresas com recursos do Ministério das Cidades somam R$ 2,7 bilhões. Só a implantação da Linha 3 do Metrô do Rio de Janeiro tem orçamento de R$ 1,3 bilhão. O Tribunal de Contas da União encontrou um superfaturamento de R$ 57 milhões no contrato, tocado pelas empresas Queiroz Galvão e Carioca Christiani-Nielsen. Após a ação do Tribunal, os preços que estavam acima dos valores do mercado foram refeitos. Em novembro do ano passado, porém, o TCU determinou a paralisação dessa obra por conta de falhas no seu projeto básico. A Secretaria de Transportes do Rio de Janeiro, que executa a obra, já apresentou o novo formato do projeto ao tribunal, que ainda não se manifestou. A obra de conclusão do Complexo Viário Baquirivu–Guarulhos, com orçamento de R$ 101 milhões, é outro exemplo de problemas. Tocada pela Construtora OAS, está na lista de irregularidades graves desde 2003. O TCU apontou superfaturamento de R$ 6,9 milhões. Mas a Prefeitura de Guarulhos informou que não tem interesse em executar o restante da construção. O Tribunal busca agora recuperar o dinheiro público desviado.

Os casos mais flagrantes de descaso com o dinheiro público no ministério são duas grandes obras que estão na lista suja do TCU: os metrôs de Salvador e de Fortaleza. As duas somam contratos no valor total de R$ 1,6 bilhão. Nos dois casos, o Tribunal determinou a retenção parcial de pagamentos para evitar prejuízos aos cofres públicos por causa de prática de preços acima do mercado. No caso do metrô de Salvador, trecho Lapa – Pirajá, o TCU exigiu a retenção de R$ 50 milhões nos próximos pagamentos ao consórcio Metrosal, formado pelas empreiteiras Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez. No Metrô de Fortaleza, trecho Vila das Flores–João Felipe, tocado pelas empresas Queiroz Galvão e Camargo Corrêa, foi encontrado superfaturamento de R$ 65 milhões em auditoria realizada em 2008. O tribunal determinou a repactuação do contrato. Foi exigida, ainda, a manutenção das retenções, seguros-garantias e fianças bancárias até o julgamento final do mérito da tomada de contas especial.

Apesar das investigações e dos alertas emitidos pelo TCU, os responsáveis pelo Ministério das Cidades liberaram recursos para essas obras no crédito suplementar que reforçou as obras do PAC em julho do ano passado. O metrô de Salvador recebeu um extra de R$ 6,7 milhões, enquanto o de Fortaleza ganhou mais R$ 100 milhões. Essa mesma prática de desconsiderar as recomendações do TCU, aceitar o aumento nos preços de obras já consideradas superfaturadas e ainda efetuar o pagamento para as empreiteiras é que tornou a atuação do PR no Ministério dos Transportes um escândalo.

As semelhanças entre os esquemas do PR e do PP, no entanto, não se resumem a isso. Assim como os republicanos, os progressistas tomaram conta do Ministério das Cidades, de cima a baixo. A presidente Dilma Rousseff trocou o ministro. Márcio Fortes, hoje na autoridade pública olímpica, deu lugar ao deputado Mário Negromonte (BA) por exigência do partido e com o aval do governador da Bahia, Jaques Wagner. A presidente chegou a cogitar a nomeação da secretária nacional de Habitação, Inês da Silva Magalhães, mas o PP vetou. A cobiçada Secretaria Nacional de Transporte e Mobilidade Urbana foi entregue a Luiz Carlos Bueno de Lima, que já havia sido secretário de Ciência e Tecnologia no Ministério da Saúde no período em que o ex-deputado Severino Cavalcanti (PP-PI) presidiu a Câmara. O chefe de gabinete de Negromonte, Cássio Ramos Peixoto, foi trazido do governo baiano, no qual era diretor da Agência de Defesa Agropecuária. O ex-secretário de Agricultura da Bahia Roberto Muniz, ex-deputado estadual pelo PP, assumiu a secretaria-executiva. A manutenção de Inês num posto-chave ainda não foi assimilada pelo partido. Um integrante da cúpula do PP afirmou à ISTOÉ que ela é a “olheira” da presidente no ministério. Seja por intermédio da secretária ou não, o fato é que o Palácio do Planalto já tem conhecimento da forma como o aliado PP vem se comportando no governo. Resta saber como o governo vai lidar com uma legenda que soma 44 votos na Câmara e cinco no Senado.


[FONTE: Revista IstoÉ]

29 julho 2011

Justiça afasta juíza envolvida em suspeita de cobrar propina para libertar o goleiro Bruno

A juíza Maria José Starling, da comarca de Esmeraldas (MG), envolvida em uma suspeita de cobrança de propina para vender um habeas corpus para a libertação do goleiro Bruno, foi afastada de suas funções. A medida foi publicada na quarta-feira no Diário do Judiciário de Minas Gerais. A dentista Ingrid Calheiros Oliveira, noiva do goleiro Bruno Fernandas, acusou a juíza e um advogado de tentativa de extorsão para colocar o goleiro em liberdade. Bruno está preso desde julho do ano passado, acusado do sequestro e assassinato de sua ex-amante, Eliza Samudio, de 25 anos.

Ingrid formalizou a acusação em depoimento a representantes do Ministério Público, da OAB mineira, da ouvidoria de polícia e das comissões de Direitos Humanos e de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas. A decisão de afastar a magistrada foi proferida pelo desembargador Mário Lúcio Carreira Machado. A deliberação havia sido dada pela Corte Superior com base no artigo 174, que permite ao magistrado se afastar do exercício de suas funções, sem prejuízo do subsídio, até decisão final da Corte.

A versão apresentada por Ingrid também envolve o delegado Edson Moreira, que passou a ser conhecido nacionalmente na época do desaparecimento de Eliza. Moreira apareceu diversas vezes em cadeia nacional de rádio e TV dando detalhes do crime, classificado por ele como uma monstruosidade.

Na acusação, Ingrid afirma que a juíza Maria José Starling e o advogado Robson Martins Pinheiro teriam pedido 1,5 milhão de reais para conseguir a libertação do jogador. Ingrid alega ter sido procurada no fim do ano passado pelo advogado por indicação da juíza - que em outubro de 2010, durante uma audiência do caso, defendeu publicamente a libertação de Bruno.

Pelas investigações da Polícia Civil mineira, a morte de Eliza completou um ano no último dia 10. Desde então, Bruno e outros oito acusados do crime tiveram 59 habeas corpus negados pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), além de outros recursos recusados também pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Ingrid afirma que o advogado depois mudou o acordo e exigiu que o valor fosse pago uma semana antes de o pedido de habeas corpus ser impetrado em diversas instâncias judiciais. Um e-mail em poder da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, que teria sido enviado pela juíza à dentista, ainda pedia que Ingrid não atendesse "nenhum telefone de Brasília" e informava o telefone pessoal da magistrada.

Em outra correspondência - que teria sido enviada por Ingrid a Bruno por meio do atual advogado do goleiro, Cláudio Dalledone Júnior - a dentista diz que "a conversa mudou", em referência ao acerto com Pinheiro, e que havia desistido de fazer o pagamento antecipado porque, caso a artimanha não tivesse efeito, não teriam "como provar" o acordo e o respectivo pagamento.

“Ela resolveu depor porque ficou com medo”, afirmou o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia de Minas, deputado estadual Durval Ângelo (PT), que pretende encaminhar a denúncia ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Durval Ângelo afirmou, ao site de VEJA, que o acusado Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, amigo do goleiro Bruno, corre risco de ser assassinado. Segundo o deputado, outros amigos do goleiro estariam dispostos a matar Macarrão como forma de “queima de arquivo”. O acusado também já teria sido coagido a assumir a autoria da execução de Eliza, para inocentar o jogador.

Ameaças de morte – A juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, responsável pelo caso do goleiro Bruno Fernandes, passou a receber proteção policial. Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), dois policiais acompanharão a juíza. A medida foi tomada após afirmações feitas pelo advogado assistente de acusação no caso, José Arteiro Cavalcante Lima. Ele disse ter sido jurado de morte pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusada de matar a ex-namorada de Bruno. A juíza e o delegado que investigam o crime também estariam ameaçados.

[FONTE: Revista Veja]

Novo líder da Al Qaeda aparece pela primeira vez em vídeo

O líder da organização terrorista Al Qaeda, Ayman al-Zawahiri, elogiou os manifestantes sírios em um vídeo postado na internet nesta quinta-feira. Em tom tranquilo, Zawahiri pede a derrubada do presidente sírio Bashar al Assad, que comanda uma regime ditatorial no país há 11 anos e enfrenta protestos desde março deste ano.

É o primeiro vídeo no qual ele aparece desde sua nomeação como líder da Al Qaeda. Zawahiri, um médico egípcio que era o "número dois" da organização, substituiu Osama bin Laden, morto em 1º de maio em uma operação militar dos EUA no Paquistão.

No vídeo, de cerca de sete minutos de duração e divulgado por sites islamitas, Zawahiri descreve Assad como "parceiro da América" na guerra contra os muçulmanos. "Dais uma lição ao opressor e ao traidor (Assad), lições em sua resistência e na resistência de sua injustiça, corrupção e traição", diz o líder da Al Qaeda. Além disso, acrescenta: "apresentais um exemplo e dais à vossa nação árabe e muçulmana lições no sacrifício, na persistência e na luta contra a injustiça".

O novo líder da Al Qaeda também crítica os Estados Unidos e Israel, e adverte contra os planos de Washington de estabelecer na Síria um novo regime que proteja seus interesses. "Washington tenta hoje estabelecer no lugar de Assad, que protegeu as fronteiras da entidade sionista, outro regime que desperdice vossa revolução e vosso jihad (guerra santa)", afirma.

Desde o começo dos protestos no Oriente Médio e Norte da África, que derrubaram governos na Tunísia e Egito, líderes da Al Qaeda, inclusive o próprio Bin Laden, tentam se associar às manifestações, oferecendo orientação para que as revoltas assumam a visão extremista do Islã. No entanto, especialistas internacionais acreditam que as revoltas no mundo Árabe mostram que a influência da organização terrorista diminuiu entre os jovens, que procuram mais liberdades, e não as regras defendidas pelos fundamentalistas.

[FONTE: Revista Época]

27 julho 2011

Contra a impotência sexual, prefeitura no ES distribuirá Viagra

Para combater a impotência sexual masculina em Serra, no Espírito Santo, a prefeitura irá investir R$ 58 mil na aquisição de 36,3 comprimidos de Sildenafila --comercializado sob o nome de Viagra. A medicação estará disponível em 30 dias.


"Identificamos que existe uma população com disfunção [erétil] e que não se trata porque é um tratamento caro. Muitas vezes o homem passa por crise, ciúmes e insegurança no casamento e isso acaba gerando instabilidade na família inteira", diz o secretário da Saúde de Serra, Silvani Alves Pereira.


De acordo com o secretário de Saúde, a expectativa é que o primeiro lote seja distribuído em 180 dias. "Vai depender da procura, mas acreditamos no sucesso do programa e vamos comprar o segundo lote", afirma Pereira.


Antes de ir à clinica especializada, porém, os homens com impotência sexual deverão buscar ajuda na unidade de saúde do seu bairro --que será responsável pelo encaminhamento à Clinica do Homem. Apenas o médico da rede municipal especialista em andrologia poderá emitir a receita para o medicamento.


A aquisição custará aos cofres públicos R$ 58.876,59. No total, serão distribuídos 25,5 mil comprimidos de 50 mg, 5,4 mil de 100 mg e 5,4 mil de 25 mg.


O comprimidos de Sildenafila estão na lista de medicamentos especializados distribuídos pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Segundo o Ministério da Saúde, a portaria que regulamenta essa distribuição indica o remédio para tratar hipertensão pulmonar arterial e não disfunção erétil.


No caso de Serra, porém, os comprimidos de Viagra foram comprados com recursos municipais e, por isso, não demandam de nova portaria para tratar da impotência sexual.


[FONTE: Folha online]

Maluf recebe aluguel de R$ 1,3 mi por ano da Fazenda

Uma empresa do deputado Paulo Maluf (PP-SP) recebe cerca de R$ 1,3 milhão por ano do governo federal pelo aluguel do prédio onde funciona a sede da Procuradoria da Fazenda Nacional, em São Paulo. Maluf já recebeu R$ 5,5 milhões dos cofres do Ministério da Fazenda desde o fim de 2006, quando o contrato foi celebrado com "dispensa de licitação". O nome de Maluf aparece num relatório sigiloso do Tribunal de Contas da União (TCU) que defende o fim dos negócios envolvendo empresas de deputados e senadores com o poder público federal.


O aluguel tem vigência até dezembro deste ano e foi assinado por meio da empresa Maritrad Comercial Ltda, da qual Paulo Maluf é dono junto com sua mulher, Sylvia. O Tribunal de Contas selecionou a relação de parlamentares (deputados e senadores) que têm contratos com administração federal e recomendou ao Congresso que seja cumprido o artigo 54 da Constituição. Além de Maluf, o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) é outro que tem o nome incluído na lista do tribunal, conforme apurou a reportagem.


De acordo com o artigo 54 da Constituição, deputados e senadores não podem firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público e ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada.


O contrato do Ministério da Fazenda com a empresa de Maluf foi assinado no dia 12 de dezembro de 2006 pelo prazo de cinco anos, sem licitação. O aluguel pago à Maritrad Comercial hoje gira em torno de R$ 130 mil mensais, valor correspondente a 41,5% da locação do imóvel em São Paulo. O restante é repassado para outros proprietários, não vinculados ao Congresso Nacional. O Portal da Transparência do governo federal divulga só os valores anuais do contrato, que são, em média, de R$ 1,3 milhão/ano. O prédio tem 11 mil metros quadrados de área construída.




Justificativa


Procurado pela reportagem para comentar a locação do imóvel onde funciona a Procuradoria da Fazenda Nacional em São Paulo, o deputado Paulo Maluf (PP-SP) não respondeu aos contatos. A assessoria do parlamentar informou que ele não foi localizado. Já a assessoria do Ministério da Fazenda alegou que escolheu o prédio por meio de dispensa de licitação depois de uma pesquisa de mercado e análise técnica da equipe de engenharia da pasta.


Para dispensar concorrência pública, a assessoria mencionou o inciso X do artigo 24 da Lei de Licitações (Lei 8.666, de 1993). Segundo o texto, é dispensável a licitação para "a compra ou locação de imóvel destinado ao atendimento das finalidades precípuas da administração, cujas necessidades de instalação e localização condicionem a sua escolha, desde que o preço seja compatível com o valor de mercado, segundo avaliação prévia".


De acordo com a assessoria do Ministério da Fazenda, um comunicado foi feito às principais imobiliárias de São Paulo no dia 25 de agosto de 2006 por meio de um anúncio no próprio Estado. "A divulgação resultou em 57 imóveis ofertados, e, da análise da Equipe de Engenharia da SAM/FP, foram apontados 02 (dois) que teriam condições efetivas para atender às necessidades de instalação da procuradoria", informou a assessoria.


Segundo o ministério, o imóvel do qual Maluf é sócio foi escolhido "após a avaliação do valor de locação por parte da Superintendência do Patrimônio da União em São Paulo". A assessoria da pasta informou ainda que o contrato de locação termina no próximo dia 10 de dezembro e há previsão de prorrogação.


[Revista IstoÉ]

25 julho 2011

Autópsia de Amy Winehouse termina sem conclusão imediata, diz polícia

A Scotland Yard afirma que aguarda os resultados de exames toxicológicos, que devem sair em um prazo de duas a quatro semanas.


A polícia informa ainda que um inquérito judicial sobre o caso, aberto pelo tribunal encarregado de investigar mortes não esclarecidas, foi adiado até 26 de outubro.


De acordo com a funcionária do tribunal Sharon Duff, a polícia investigou o local onde o corpo de Amy foi encontrado, considerando a cena da morte "não suspeita".


A Justiça já emitiu uma autorização para que a família de Amy realize o funeral da cantora, encontrada morta no último sábado.


A mãe, o pai e o irmão de Amy Winehouse estiveram nesta segunda-feira em frente à casa da cantora no bairro de Camden Town, no norte de Londres, onde ela foi encontrada morta.


O pai da cantora, Mitch, agradeceu aos fãs por levarem flores, bilhetes e cartões para o local. "Isso significa muito para a minha família", disse ele.


'Morte inexplicada'


Logo após a notícia da morte de Amy, no último sábado, investigadores afirmaram que a causa do óbito ainda era considerada "inexplicada". Um porta-voz da polícia disse que "seria inapropriado especular sobre a causa de sua morte neste momento".


Ao longo de todo o fim de semana, fãs prestaram homenagens em frente à residência da cantora, deixando, além das flores e mensagens de carinho, garrafas de vodca e maços de cigarro.


Há anos a artista de 27 anos vinha lutando contra o vício do álcool e das drogas.


Segundo informações da companhia oficial que monitora as vendas do mercado fonográfico na Grã-Bretanha, as vendas do CD Back to Black, o segundo da cantora, tiveram um aumento exponencial nas primeiras 24 horas após o anúncio da morte.


Cinco anos depois de seu lançamento, o álbum voltou às paradas de sucesso, alcançando a posição número 59.


As vendas de faixas singles do CD também dispararam.


'Lacuna'


Pedindo privacidade, a família emitiu no domingo um comunicado dizendo que está "desolada" e que a morte de Winehouse "deixa uma lacuna em nossas vidas".
"Nossa família está desolada pela perda de Amy, uma maravilhosa filha, irmã e sobrinha."


Artistas e celebridades se juntaram aos fãs de Winehouse para prestar homenagens à cantora.


O guitarrista dos Rolling Stones, Ron Wood, dedicou seu programa de rádio na Grã-Bretanha da noite de sábado à cantora. Wood disse que a morte "é uma perda muito triste de uma grande amiga com quem passei muito tempo junto".


Wood também disse que dedicaria uma apresentação de sua outra banda, o Faces, na cidade inglesa de Hurtwood, para Amy.


A cantora americana Carole King, de quem Winehouse gravou a canção Will You Love Me Tomorrow, descreveu-a como uma figura "muito talentosa", que levou uma vida "terrivelmente amaldiçoada".


O ator Russell Brand publicou em seu site que "perdemos uma alma linda e uma mulher talentosa".


Outras celebridades usaram suas contas no Twitter para se expressar sobre a morte da cantora.


Kelly Osbourne, cantora, apresentadora e filha de Ozzy, disse que estava "chorando por ter perdido uma das minhas melhores amigas".


"Te amo para sempre, Amy e nunca esquecerei quem você era de verdade."


[FONTE: BBC Brasil]

Em manifesto na internet, atirador norueguês diz que Brasil é 'disfuncional'

O suspeito dos dois ataques em Oslo, Anders Behring Breivik, 32, citou o Brasil em seu documento intitulado "A European Delaration of Independence - 2083" (Uma declaração de Independência Europeia - 2083) publicado na internet.


Segundo ele, por causa da "revolução marxista brasileira", o Brasil teria se tornado uma mistura de raças o que se mostrou uma "catástrofe" para o país que é "de segundo mundo" com um baixo nível de coesão social. Os resultados seriam os altos níveis de corrupção, baixa produtividade e conflitos entre as diferentes culturas.


Breivik ainda classificou o Brasil como um país "disfuncional".


Ele ainda discorre sobre o acidente com o Césio-137 em Goiânia, sobre o golpe militar de 1964, que contou com a intervenção americana e sobre a proclamação da República em 1889.


Com várias referências históricas, o documento assinado por Breivik -- com 1.518 páginas -- inclui ainda um manual sobre como montar bombas e um discurso contra o Islã e o marxismo, várias referências históricas, detalhes da personalidade de Breivik e um diário dos três meses que precederam o ataque.


Breivik destaca "o uso do terrorismo como um meio de despertar as massas", e admite que será lembrado como "o maior monstro nazista desde a 2ª Guerra Mundial".


O manifesto revela que o ataque já era preparado desde o outono de 2009 no hemisfério norte.


AUDIÊNCIA


Na manhã desta segunda-feira, Anders Behring Breivik foi levado à corte de Oslo.


Breivik, 32, definido como um fundamentalista cristão, islamófobo e ultradireitista, queria transformar a audiência desta segunda-feira uma ampla declaração de suas crenças perante o juiz e a imprensa.


Ele afirmou em seu manifesto na internet, publicado antes dos ataques, que apareceria na corte de uniforme e faria uma longa defesa de sua tese.


A audiência, contudo, foi realizada a portas fechadas, anunciou o a Justiça local, um esforço para evitar que a corte vire palanque para as ideias radicais de Breivik. A sessão durou cerca de 35 minutos.


Segundo Geir Lippestad, advogado do acusado, Breivik acredita que seus crimes foram "atrocidades, mas necessários" e que não merece nenhum castigo por eles.


PRISÃO PREVENTIVA


Breivik, que confessou ser o autor do massacre, não quis se declarar culpado ao tribunal.


Ele explicou ao juiz Kim Heger que não se considera culpado pois precisava ter cometido estes atos para enviar "um forte sinal" aos noruegueses e proteger o país contra a "invasão" dos muçulmanos. Ele afirmou que trabalhava em conjunto com "duas outras células".


Dois psiquiatras vão avaliar o estado de saúde mental de Breivik, que, segundo a polícia, se manteve calmo durante seu depoimento e parece não ter sido afetado pelos eventos.


O juiz determinou que Breivik fique detido por oito semanas, até 22 de agosto, metade das quais deve ficar em solitária e isolamento --sem cartas, telefonemas ou contato com sua família ou a mídia.


Segundo o promotor que participa do caso, Breivik sabe que passará o resto da vida atrás das grades.


Normalmente, o acusado é levado à corte a cada quatro semanas enquanto os promotores preparam o caso, para que o juiz possa aprovar sua contínua detenção. Em casos de crimes sérios ou quando o réu é confesso, é comum este período ser ampliado.


Breivik foi indiciado por atos de terrorismo. O juiz afirmou que sua confissão e outras evidências encontradas pela polícia permitem o indiciamento.


O norueguês de 32 anos disse ainda ao juiz que quis induzir a maior perda possível ao governista Partido Trabalhista, para que não consiga mais recrutar novos filiados.


Ele acredita que o partido falhou com o povo ao não protegê-lo de uma "tomada muçulmana" e o preço desta traição foram os ataques de sexta-feira.


ATAQUES


Na primeira ação, um carro-bomba explodiu próximo à sede do governo, no centro de Oslo, matando oito pessoas. No segundo ataque, Breivik atirou contra os participantes de uma colônia de férias da juventude do Partido Trabalhista (no poder) na ilha de Utoya, 40 km a oeste da capital, provocando ao menos 68 mortes.


Os dois ataques foram cometidos com apenas duas horas de diferença. A hipótese mais sólida era de que o suspeito tinha ativado o carro-bomba que explodiu na capital para depois seguir em direção à ilha, situada a cerca de 40 quilômetros da capital.


Breivik disse à polícia de Oslo ter agido "sozinho" no massacre. Mas depoimentos de alguns sobreviventes deram a entender que poderia haver outro atirador.


[FONTE: Folha online]

24 julho 2011

Por que a internet é tão lenta?

A internet oferece novos serviços atraentes. A locadora Netflix, que pretende chegar ao país até o fim do ano, deve permitir que você assista a um filme com alta resolução transmitido ao vivo pela internet para sua TV. O jogo World of warcraft convida o usuário a brincar com outros on-line em um universo fantástico de batalhas, com grandes detalhes gráficos e uma trama envolvente (leia mais em Mente Aberta). A nova rede Google+ permite transmitir vídeo direto do telefone para seus amigos. Outras empresas oferecem sistemas de videoconferência envolvendo vários interlocutores simultâneos, que funcionariam em trânsito, em seu celular ou no tablet. O problema é que tudo isso não exige apenas aparelhos modernos, como smartphones e tablets avançados. Esses novos serviços dependem de uma conexão de qualidade. E é aí que boa parte dos brasileiros fica a pé.


A infraestrutura de conexão à internet de alta velocidade no Brasil não condiz com um país moderno. A rede brasileira fica devendo até para países da América Latina. No Chile, onde a média da velocidade de banda larga é mais que o triplo da brasileira, paga-se um quinto do preço. O atraso da internet brasileira tem várias causas. Apenas uma natural: a extensão territorial do país. As outras são derivadas de decisões humanas: opções políticas equivocadas, uma carga tributária abusiva e baixa competição entre os poucos fornecedores de serviços. Essa condição precária poderá mudar nos próximos anos se os planos do governo derem certo. Do contrário, perderemos mais uma chance de aumentar nossa competitividade. E de usufruir os prazeres da internet.


A internet brasileira padece de dois males distintos. O primeiro deles é sua escala ainda tímida. Os brasileiros são tidos como campeões de redes sociais. Uma pesquisa realizada pelo instituto Ibope Nielsen mostra que nós somos o povo que mais passa horas na frente do computador, conectados à internet. A média do brasileiro é de 45 horas mensais. Logo depois estão Inglaterra e Estados Unidos, com uma média de 43 e 40 horas de conexão por mês, respectivamente. Somos também o país que mais usa redes sociais – 90% de nossos internautas estão no Orkut, Facebook, Twitter, MSN ou outro site do tipo. Esse sucesso, porém, é ilusório. Reflete o uso intenso de uma minoria com acesso à internet. Apenas 20% da população brasileira tem serviços de banda larga. São 14 milhões de conexões fixas e 28 milhões por aparelhos móveis, segundo dados do Comitê Gestor de Internet, órgão que reúne representantes do governo, das operadoras e da sociedade civil.


O segundo problema é a qualidade. A banda larga fixa, que permite conexões mais rápidas do que a rede móvel (ou 3G), tem velocidade média prometida de 1,7 megabit por segundo. Isso seria o suficiente para baixar em duas horas e meia um filme com qualidade para ver na tela do computador. É uma taxa razoável para a maioria dos serviços que usamos em nosso dia a dia. Mas, na prática, não é o serviço que a operadora de telefonia entrega. Os contratos trazem uma cláusula segundo a qual a velocidade oferecida pode ser até 10% da contratada.


Para complicar, é difícil para o usuário calcular a velocidade real de sua rede. “Se tivéssemos uma regulamentação que exigisse um nível mínimo de qualidade, esse cenário seria diferente”, afirma Luis Minoru Shibata, diretor da consultoria Promon Logicalis. No ano passado, o Ministério Público (MP) enviou um ofício à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) pedindo esclarecimentos sobre a fiscalização da banda larga no Brasil. Num deles, o MP pedia uma definição para qual velocidade seria considerada mínima para alguém vender um pacote de banda larga. Hoje, qualquer serviço que não seja de conexão discada pode levar esse nome.


No início do mês, o governo anunciou os detalhes de um programa ambicioso para levar uma espécie de banda larga popular à maioria da população. O objetivo do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) é massificar a internet até 2014, quando o Brasil sediará a Copa do Mundo de futebol. Até lá, 70% dos municípios brasileiros deverão ter acesso rápido, com 1 megabit por segundo por R$ 35 ao mês. Dá para baixar uma música em 40 segundos. As operadoras fixas Oi, Telefônica, CTBC e Sercomtel foram as primeiras a aderir ao PNBL. Do lado das móveis, a TIM anunciou que levará banda larga 3G para até 1.000 municípios até o final de 2012. A gestão do programa está a cargo da Telebras, estatal de telecomunicações. Pelo acordo, nos lugares onde as operadoras não tiverem interesse em oferecer uma conexão, elas deverão alugar a capacidade de suas centrais para terceiros, sem lucrar com isso.


Para funcionar, o PNBL precisará resolver os entraves da rede brasileira. Se conseguir, além de levar internet para quem não podia pagar, também poderá aumentar a qualidade dos planos que usamos hoje. O primeiro impacto seria no preço. O valor médio de uma mensalidade de banda larga no Brasil, de US$ 28, não é tão acima da praticada no mundo. Aparecemos em 97º num ranking de 167 países publicado pela União Internacional das Telecomunicações. Os mesmos US$ 28 são pagos em Portugal. Nos Estados Unidos, o valor é de US$ 19. A diferença é que a velocidade média da conexão nos outros países é maior. Quando se considera o preço por megabit por segundo (Mbps), nossa banda larga é uma das mais caras, principalmente fora do Sudeste. Em Manaus, pagam-se hoje R$ 130 por uma conexão com a mesma velocidade que o PNBL oferecerá por R$ 35.


Os impostos sobre o preço de um modem de internet chegam a 70%


O plano exigirá investimentos públicos. No início do mês, as operadoras apresentaram um estudo de viabilidade ao governo. Ele prevê que o país poderá chegar a 78 milhões de conexões banda larga em 2014 e a 153,6 milhões em 2020. E a velocidade média seria 12 vezes maior do que a de hoje. Mas, para alcançar essa evolução, seriam necessários gastos de R$ 144 bilhões até 2020, divididos entre o governo e as operadoras. O sucesso do PNBL também depende de um esforço do governo para reduzir a carga tributária. Hoje, o consumidor paga 43% de impostos para assinar um serviço de banda larga. Taxas ainda mais altas incidem sobre os equipamentos usados pelas operadoras. “A empresa paga 70% de imposto para cada modem que usamos para conectar o computador à rede 3G”, diz Eduardo Levy, diretor executivo da Telebrasil, associação que representa as operadoras fixas e móveis. “Esse valor é repassado para a mensalidade dos planos.”


Além disso, não há padronização para a instalação das novas redes nos municípios. Segundo Levy, na cidade de Campinas, no interior de São Paulo, uma operadora precisa da autorização de mais de 65% das pessoas que moram a um raio de 200 metros do local onde ela pretende instalar uma antena. Andando mais alguns quilômetros, na cidade de Piracicaba, a regra é que não se pode instalar uma antena de transmissão a um raio menor do que 100 metros de qualquer construção. “Agora imagine que cada um dos mais de 5 mil municípios brasileiros tenha sua própria legislação”, diz. É um problema enfrentado tanto pelas operadoras móveis, para instalar suas antenas para a rede 3G, quanto pelas fixas, que precisam de obras pesadas para levar seus cabos subterrâneos de fibra óptica.


Outros países tiveram sucesso com planos similares. Na Coreia do Sul, foram mais de dez anos de subsídios intensos do governo para garantir uma banda larga (fixa e móvel) de qualidade a toda população. O governo recolheu menos impostos pelos equipamentos pesados. Mas a entrada de mais clientes de banda larga trouxe uma arrecadação maior na taxa de serviços e compensou as perdas fiscais do governo. No Canadá, que tem diferenças territoriais como o Brasil, o governo criou um fundo para financiar as conexões mesmo nos lugares mais inóspitos, onde as operadoras trabalhariam com prejuízo.


Esses países justificam o investimento com os benefícios trazidos por uma boa internet. O principal impacto da banda larga não é permitir que mais gente possa carregar um vídeo mais rápido no YouTube ou baixar uma partida de futebol em poucos segundos. Também pode trazer para os cidadãos serviços como educação e saúde. E oferecer melhores condições a empresas e trabalhadores autônomos, que dependem cada vez mais de informação e comunicação. Um estudo europeu mostra que programas de popularização de banda larga aumentam até 7% a produtividade nas regiões onde são implantados. É essa conexão que o Brasil precisa fazer.




[FONTE: Revista Época]

Por que engavetou?

Em novembro de 2006, a então secretária executiva da Casa Civil da Presidência da República, Erenice Guerra, recebeu uma carta com denúncias graves. A correspondência falava sobre como grandes empreiteiras pagavam propina aos dois últimos ministros dos Transportes, Anderson Adauto e Alfredo Nascimento, a políticos do PL e a diretores do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) durante o primeiro governo Lula. Endereçada à então chefe de Erenice, Dilma Rousseff, ministra da Casa Civil na ocasião, a denúncia detalhava valores de obras, citava quem pagava e quem recebia dinheiro. Tudo muito semelhante ao esquema revelado no atual escândalo do Ministério dos Transportes.


A carta denúncia chegou ao governo depois de recebida em casa por um alto funcionário da Secretaria de Controle Interno do Palácio (Ciset), órgão que fiscaliza a lisura dos contratos firmados pela Presidência. O funcionário diz que a carta era anônima. Apesar de apócrifa, os auditores do Palácio se convenceram da necessidade de apurar. Diante do conteú­do delicado do documento, decidiram procurar Ere-nice Guerra. ÉPOCA ouviu dois funcionários da Ciset que acompanharam a história para saber o que aconteceu. De acordo com eles, depois de ler a carta, Erenice pediu um tempo para reflexão. Mais tarde, no mesmo dia, informou que não aceitaria a recomendação – mandar investigar a denúncia – para não criar problemas com a base governista no Congresso Nacional.


Hoje, lendo a carta com atenção, chega-se à conclusão de que, se as acusações tivessem sido apuradas, boa parte das suspeitas de corrup-ção surgidas nas últimas semanas – que levaram à demissão de mais de uma dúzia de funcionários dos transportes, entre eles o ministro Alfredo Nascimento – teria sido evitada.


O documento apócrifo pedia providências para que, no segundo mandato do presidente Lula, não fosse mantido o esquema de corrupção montado pelo Partido Liberal, o PL, no Ministério dos Transportes. Depois do escândalo do mensalão, em 2005, o PL mudou de nome e passou a se chamar Partido da República, PR. O remetente anexou cinco extratos de contrato do Dnit com empreiteiras e uma planilha que relaciona os pagamentos feitos pelo governo às empresas, com distribuição de propina. Esses contratos teriam rendido R$ 866,6 milhões a cinco construtoras. Segundo a denúncia, essas empreiteiras teriam repassado R$ 41,8 milhões de propina a políticos e funcionários do Dnit por intermédio de outra empresa, chamada EMPS. A maior parte dos pagamentos ilegais (R$ 25,9 milhões), segundo a planilha, foi feita ao PL, cujos dirigentes também teriam recebido outros R$ 4,3 milhões. São citados como beneficiários desse dinheiro os deputados federais Valdemar Costa Neto e Milton Monti, ambos de São Paulo. Ainda segundo o documento, alguns diretores e altos funcionários do Dnit tam-bém teriam sido beneficiados:


1) Mauro Barbosa, na ocasião diretor-geral do Dnit, com R$ 8,6 milhões, equivalente a 1% das verbas liberadas;


2) Hideraldo Luiz Caron, diretor de Infraestrutura do Dnit até a semana passada, com R$ 1,5 milhão;


3) Luiz Prosel Jr., coordenador de Construção Rodoviária do Dnit na ocasião, com R$ 800 mil;


4) Márcio Guimarães de Aquino, que era chefe da Comissão Permanente de Licitação do Dnit, com R$ 400 mil;


5) Hugo Sternick, ex-chefe da Divisão de Projetos, com R$ 200 mil.


Segundo funcionários, Erenice disse que não investigaria para não criar problemas com a base
Os dois primeiros nomes da lista foram diretamente atingidos pelo escândalo atual. Barbosa era o chefe de gabinete do então ministro Alfredo Nascimento até três semanas atrás. Caiu na primeira leva de demissões determinadas por Dilma.


No final da tarde da última sexta-feira, Caron pediu demissão depois de 15 dias de pressão. Desde o começo da crise, ele foi citado por integrantes do PR como o representante do PT na máquina de aditivos de contratos do Dnit. Contra ele, pesam cerca de 100 pro-cessos no Tribunal de Contas da União (TCU). Num deles, foi condenado em maio a restituir R$ 4,2 milhões aos cofres públicos, co-mo revelou ÉPOCA na semana passada.


As pessoas e empresas citadas no documento apócrifo foram procuradas por ÉPOCA. Por meio de sua assessoria, Dilma encaminhou a seguinte nota: “Não há registro de entrada desta denúncia na Ciset na ocasião citada. A Ciset recebeu hoje (22/7) um e-mail com remeten-te não identificado com relato de fatos que podem corresponder às denúncias narradas pela revista Época. Esses fatos serão apurados por processo administrativo”. Erenice Guerra não foi encontrada.


O deputado Valdemar Costa Neto, secretário-geral do PR, diz que a denúncia não tem sustentação. Para o PR, essas acusações, como todas as outras que vieram a público nas últimas semanas, devem ser apuradas pela Polícia Federal.


Cinco empreiteiras são acusadas na carta de pagar propinas por obras na BR-101, no Rio de Janeiro e no Nordeste. A construtora Queiroz Galvão afirmou que refuta “toda e qualquer acusação de pagamento de propina e contratação de empresa para a realização deste tipo de pagamento”. O Grupo ARG também negou pagamentos ilegais. As outras empreiteiras citadas no documento não responderam às ligações. Procurado para falar sobre os cinco funcionários citados na denúncia, o Dnit informou que todos desconhecem as acusações e negam qual-quer irregularidade. Na entrevista em que anunciou sua demissão, Caron disse que tinha sido procurado por ÉPOCA para falar sobre uma denúncia. Sem entrar em detalhes, afirmou: “Qualquer acusação é absolutamente mentirosa. Espero que quem escrever tenha no mínimo prova”.


A prudência e o benefício da dúvida recomendam que se deve tratar com muito cuidado qualquer denúncia anônima. Todas as normas de boa conduta dos servidores públicos, porém, determinam que as acusações de irregularidades devem ser apuradas para que não pairem dúvidas sobre os responsáveis pelo uso do dinheiro público. A dimensão do escândalo atual mostra que a carta enviada ao Palácio do Planalto em 2006, embora apócrifa, trazia o roteiro de um grande foco de corrupção.


[FONTE: Revista Época]

Corpo de Amy levou seis horas para ser encontrado, diz jornal

O tabloide britânico The Sun publicou em seu site no início da noite deste domingo (24) que o corpo de Amy Winehouse pode ter levado até seis horas para ser encontrado. A Polícia Metropolitana de Londres encontrou a cantora morta em sua casa por volta das 16h - horário local - de sábado (23).


Ainda segundo a publicação, Amy esteve em um consultório médico na sexta-feira (22), véspera da tragédia, e teria sido bem avaliada pelo profissional. De acordo com uma fonte, ele se mostrou feliz com a condição da cantora, afirmando ter ficado despreocupado após examiná-la.


Nos últimos meses, Amy passou a fazer check-ups com bastante regularidade por causa de sua saúde fragilizada, consequência dos abusos com álcool e drogas pesadas.


Fontes da Polícia teriam confirmado ao The Sun que não havia sinais de drogas na residência da cantora, enfraquecendo as suspeitas de morte por overdose. Contudo, ainda é cedo para confirmar qualquer coisa, já que o resultado dos testes toxicológicos, responsáveis por definir se houve relação entre a morte e o uso de entorpecentes, deve levar até duas semanas para sair.


[FONTE: Jornal do Brasil]

Número de brasileiros sozinhos triplica em 20 anos. Já são 6,9 milhões

A família tradicional, com pai, mãe e três filhos, está cada vez mais rara no Brasil. Pela primeira vez na história, o número de pessoas morando sozinhas ultrapassou o das famílias com cinco integrantes. Hoje, os domicílios com apenas um morador já são 12,2% do total, ante 10,7% das residências com cinco pessoas. Os brasileiros solitários já somam 6,9 milhões – quase três vezes mais que os 2,4 milhões de 1991.


Os dados constam de um recorte inédito feito pelo Estado nos dados do Censo Demográfico de 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa revela que o País está seguindo uma tendência internacional: há cada vez menos gente dividindo o mesmo teto. Em 1960, a média de moradores por domicílio era de 5,3 pessoas. Cinquenta anos depois, caiu para 3,3. Ainda assim, é bem maior do que a proporção em países europeus e nos Estados Unidos: por volta de 2,5.


Existem, porém, duas grandes diferenças no aumento dos “solitários” brasileiros registrado na última década. A primeira é a intensidade – de 2000 para cá, o ritmo de crescimento dos domicílios com apenas um morador foi cerca de 15% maior do que na década anterior. A outra é a participação das cidades médias: morar sozinho era um comportamento mais restrito às grandes cidades. Mas, nos últimos dez anos, o avanço de casas e apartamentos com apenas um morador foi quase 40% maior em cidades de 100 mil a 500 mil habitantes que nos grandes municípios.




Razões


As principais explicações para esse fenômeno são o crescimento no número de idosos e o aumento na renda média do brasileiro. Porto Alegre, líder no ranking dos solitários entre as capitais, com 21,6%, é o melhor exemplo da primeira razão. A cidade gaúcha é também a capital que conta com mais moradores com mais de 60 anos (15%). Como regra geral, quanto mais velha a população, maior o número de pessoas morando sozinhas após criar os filhos, se divorciar ou ficar viúva.


Florianópolis, segundo lugar na lista das capitais, é um exemplo de como a renda influencia na quantidade de pessoas morando sob o mesmo teto. Como a cidade é a capital com maior renda per capita por domicílio, há mais pessoas com condições de bancar todos os custos de manter uma casa ou um apartamentos apenas com seu salário.


Já São Paulo ocupa um lugar intermediário: é a 8ª capital com maior renda per capita, 5ª colocada no ranking da terceira idade e 7ª das que, proporcionalmente, mais têm domicílios com apenas um habitante. No total dos municípios brasileiros, a maior média é de Herval (RS), no interior gaúcho, onde 26,6% dos moradores vivem sozinhos. Na outra ponta está Ipixuna, no Amazonas – lá, a alta proporção de indígenas faz menos de 1% dos lares ter só um morador.


[FONTE: Estadão]

23 julho 2011

Atirador de Oslo se via como um "idealista disposto a correr riscos por suas crenças"


Detido para interrogatório pela polícia da Noruega como principal responsável pelos atentados que deixaram mais de 90 mortos em Oslo, capital do país, nesta sexta-feira, Anders Behring Breivik, de 32 anos, fazia comentários políticos regularmente em diversos sites - notadamente no Document.no, mantido por um expoente da direita norueguesa. Entre julho de 2009 e outubro de 2010 ele deixou dezenas de comentários no blog, que os agrupou neste sábado. Os textos formam um mosaico das ideias de Breivik e ajudam a compor o seu perfil. Como outros que acabaram se provando sociopatas, ele mostra ser bastante culto e articulado.

Num de seus posts, Breivik revela sua desilusão com o Partido Progressista norueguês, ao qual foi filiado por 10 anos. Em nota publicada nesta sábado, o partido informou que Breivik entrou para o seu grupo de jovens em 1997 e permaneceu na agremiação até 2007 - tendo ocupado cargos de confiança entre 2002 e 2004 na regional do partido na área oeste de Oslo.

O Partido Progressista foi fundado em 1973 e é conhecido por abrigar políticos de extrema direita. Atualmente, é a segunda maior legenda do parlamento do país, ocupando 41 cadeiras. Defensor ávido dos preceitos do liberalismo econômico, o partido prega a redução do poder do estado norueguês e dos impostos pagos pela população. No entanto, quando se trata de questões sociais, sua veia extremista sobressai – principalmente quando o tema é a imigração.

O Partido Progressista é a principal voz contrária aos gastos do governo norueguês com auxílio social para refugiados e trabalhadores que chegaram de forma ilegal ao país. Em editorial publicado em 2010, o jornal britânico The Guardian classificou o partido como um dos maiores sucessos da direita europeia das últimas décadas. Segundo a publicação, apesar de contar com apenas 27.000 membros, o partido teria, no ano passado, apoio de 33% da opinião pública norueguesa. Segundo o site da legenda, seu número de apoiadores dobrou nos últimos dez anos.

No entanto, para Breivik, o Partido Progressista amoleceu em anos recentes. Num comentário publicado em 24 de janeiro de 2010 no Document.no, ele critica a falta de rigidez do partido - sobretudo quando o tema é o combate ao multiculturalismo. "A resistência genuína foi reduzida à mera divulgação de comunicados antes das eleições, para assegurar que as vozes do partido estão sendo ouvidas", escreve Breivik.

Ele também critica o fato de os membros mais proeminentes do partido serem políticos de carreira, e não "idealistas que querem assumir riscos e trabalhar por seus ideais”. Breivik compara os progressistas com políticos da esquerda, e afirma que esses últimos conseguem unir forças e disseminar suas ideias de maneira muito mais eficaz.

Essa perda de fé no Partido Progressista parece ter sido um dos motivos da colaboração de Breivik com o Document.no. “A maioria da direita, infelizmente, ainda não percebeu que é preciso derrotar o multiculturalismo parra derrotar a islamização”, diz ele em um de seus comentários. No último dos posts coligidos pelo site, datado de 29 de outubro de 2010, Breivik descreve o Document.no como uma das "poucas vozes ideológicas alternativas" da Noruega.

O Document.no é mantido por um proeminente jornalista norueguês, Hans Rustad, conhecido por seu discurso pró-Israel, anti-islamista e anti-imigração. As ideias de Rustad estão em linha com as de movimentos como o Stop Islamisation of Europe (Evite a Islamização da Europa), cujo slogan é "O racismo é a pior forma de estupidez. A islamofobia é o auge do senso comum".

No post de 29 de outubro de 2010, Breivik oferece conselhos a Rustad sobre a maneira de gerir sua empresa. O atirador, que se formou pela Escola de Comércio de Oslo e fundou, em 2009, uma grande propriedade para produzir alimentos orgânicos, batizada de Breivik Geofarm, apresenta as credenciais que o qualificariam como conselheiro em negócios: "Nos últimos 14 anos, trabalhei em diversos projetos ligados à internet. Tenho educação em finanças e dois outros bacharelados, ganhei meu primeiro milhão como empreendedor aos 24 anos e tenho muitos amigos que hoje são empresários bem sucedidos em várias indústrias. Muitos de meus amigos são experts no desenvolvimento de redes sociais."

Em vez de gastar dinheiro na contratação de repórteres, diz Breivik, o site deveria dedicar seus recursos à construção de uma rede social que integrasse suas bases "à semelhança do Tea Party", nos Estados Unidos. Em vários outros trechos, Breivik ressalta a necessidade de se fundar na Noruega um grande jornal conservador ou uma “plataforma pan-europeia de retórica e análise”.

Em outro post revelador, datado de 14 de setembro de 2009, Breivik se define como um "conservador cultural" e afirma: "Precisamos influenciar outros conservadores culturais para que adotem nossa linha de raciocínio anti-racista, pró-homossexuais e pró-Israel".

Breivik claramente se vê como um ideólogo e agitador cultural. Segundo o jornal norueguês Aftenposten, sua conta no Twitter tinha apenas uma mensagem, datada de 17 de julho. "Uma pessoa com uma crença equivale a 100 000 pessoas que têm apenas interesses", diz o post, adaptado de uma frase do filósofo britânico John Stuart Mill.

[FONTE: Revista Veja]

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