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03 junho 2011

Reunião do Clube Bilderberg na Suíça, semana que vem, discute liberação da maconha

Cidadãos suíços preparam uma mobilização de protesto contra a reunião anual de um dos mais poderosos grupos de poder da Nova Ordem Mundial. O Clube Bilderberg promove mais um encontro (quase secreto) no Cantão Graubünden, em Sant Moritz, de quarta-feira e domingo da semana que vem (8 a 12 de junho). Como de costume, o evento é fechado à imprensa, e tem pouca divulgação na mídia tradicional. No ano passado, ocorreu em Sitges, na Espanha, quase despercebido dos olhares profanos.

Um dos temas mobilizadores do encontro deste ano será a estratégia global para que os dirigentes dos países sejam convencidos a estudar medidas heterodoxas, como a legalização da maconha, sob o pretexto de enfraquecer o “poder do crime organizado”. A uma semana da reunião do Clube Bilderberg – quando a Oligarquia Financeira Transnacional e seus gerentes-controladores se juntam para trabalhar novos projetos de Engenharia Social -, a Comissão Global sobre Política de Drogas exortou os líderes internacionais a adotar uma nova abordagem para as drogas. O papo é substituir a estratégia atual de criminalização rígida das drogas e prisão dos usuários, ao mesmo tempo combatendo os cartéis criminosos que controlam o tráfico.

Fazem parte da comissão ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso, o atual primeiro-ministro grego, George Papandreou, o ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan, o empresário britânico Richard Branson e o ex-secretário de Estado norte-americano George Schultz. Outros membros da comissão incluem o ex-presidente mexicano Ernesto Zedillo, a ex-presidente suíça Ruth Dreifuss, o ex-presidente colombiano Cesar Gaviria, e o ex-presidente do Federal Reserve dos EUA Paul Volcker. Todos seguem a linha do Diálogo Interamericano (Interamerican Dialogue) que é um dos braços de formulação teórica e operação da cúpula Bilderberg.

Além da engenharia social com a maconha, outro ponto importante da reunião do Clube de Bilderberg será o desenho do cenário de crise para a Europa, que pode atingir mais fortemente os EUA e demais países, a partir do ano que vem.

Sugestões


A Comissão Global sobre Política de Drogas faz algumas recomendações:

Substituir a criminalização e punição de pessoas que são usuárias de drogas mas não prejudicam outras pessoas por uma oferta de serviços de saúde e tratamento aos necessitados.

Incentivar os governos a considerar a legalização da maconha e possivelmente outras drogas ilícitas, "para enfraquecer o poder do crime organizado e proteger a saúde e segurança de seus cidadãos". A comissão disse que iniciativas de descriminalização não resultam em aumentos importantes no consumo de drogas.

Os países que continuam a investir principalmente em uma abordagem policial devem focar o crime organizado violento e os traficantes de drogas.


Maconha saudável?

A empresa weGrow abriu na quarta-feira sua primeira loja fora da Califórnia para vender produtos relacionados ao cultivo da maconha.

Conhecida como o "Walmart da maconha", a filial com mais de 6 mil m² foi instalada no estado do Arizona, onde foi aprovada em novembro uma lei que permite o cultivo da planta para fins medicinais, prática adotada há tempos pelos californianos.

Os clientes também podem conseguir com um médico no local a autorização legal para o uso da maconha no tratamento de doenças.

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