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29 junho 2011

Palocci ajuda na fusão Pão de Açúcar-Carrefour, e escândalo em Campinas apavora Dirceu & Cia

O próspero consultor Antônio Palocci Filho continua cuidando de assuntos de interesse do governo de forma tão ou mais intensa do que quando estava na Casa Civil. Palocci é um dos articuladores da complicada negociação para que o BNDES libere R$ 4 bilhões para ajudar a “fusão” entre os grupos Pão de Açúcar, Carrefour e banco BGT Pactual. Consultores concorrentes de Palocci reclamam que ele “continua despachando como sempre”.

Além de garantir a grana do BNDES para a complicada operação, Palocci e outros consultores ligados ao governo petralha terão de armar o terreno para que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) não crie obstáculos à fusão – do mesmo jeito que ocorre com a Brasil Foods (Sadia + Perdigão). O caso também pode gerar problema com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), por causa da súbita subida de cotação das ações do Pão de Açúcar na BM&F Bovespa.

O empreendimento - que criaria uma empresa com R$ 65 bilhões em faturamento - só corre risco de dar errado se o grupo Casino, atual sócio de Abílio e concorrente do Carrefour, atrapalhar. O risco de dar “m” é grande. O Casino já denunciou às autoridades francesas que o negócio é ilegal. Dificilmente, o Casino aceitará perder o direito contratual de controlar o Pão de Açúcar a partir de 2012. Diniz gostaria de se livrar dos sócios franceses que tolhem seus movimentos. A pressa no negócio é grande porque o Carrefour quer se desfazer, de qualquer maneira, de suas unidades fora da França, tendo o máximo de ganho.

Enquanto articulam mais este ilusionismo empresarial - chamando de fusão a assimilação de uma empresa por outra, criando uma nova, com um banco de sócio, e tendo controladores estrangeiros, mas um suposto comando operacional de brasileiros -, os consultores petralhas dedicam a máxima atenção ao escândalo na Prefeitura de Campinas. O consultor José Dirceu de Oliveira e Silva é um dos mais alarmados. Teme que sejam revelados detalhes operacionais de suas “consultorias” a empresas ligadas ao prefeito e à primeira dama campinenses.

Escutas telefônicas podem revelar negócios da cúpula petista com o prefeito Doutor Hélio e a esposa dele, Rosely Nassim. Um grampo legal já revelou indício de tráfico de influência entre o publicitário João Santana, Doutor Hélio, o Palácio do Planalto e a empresa chinesa de banda larga Huawei. Dr Hélio pediu a Santana para fazer lobby junto à Presidenta Dilma Rousseff em favor dos chineses.

O Caso de Campinas, como tantos outros escândalos, deve dar em nada. Mas os articuladores da “operação abafa” nunca tiveram tanto medo de que suas manobras pela impunidade possam dar errado. Se a falcatrua ganhar destaque no noticiário, como é a tendência, tudo pode esbarrar até em Luiz Inácio Lula da Silva – tão amigo de Doutor Hélio quanto seu companheiro José Dirceu.

Por Jorge Serrão

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