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07 junho 2011

Em um ano, goleiro Bruno vai do céu ao inferno

Da vida de fama, festas, bons restaurantes e viagens não restou nada. Do assédio diário dos fãs e do tratamento de ídolo do Flamengo, ficaram as cartas que recebe na prisão - em média cinco por semana - e o pedido de fotos e autógrafos por parte de alguns agentes e detentos. Em um ano, o goleiro Bruno Fernandes trocou a mansão no Rio de Janeiro por uma cela na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana. O cotidiano do atleta mudou radicalmente após ser apontado pelo Ministério Público Estadual e pela Polícia Civil como o mandante do assassinato de Eliza Samudio, 25, sua ex-namorada.

Nos últimos 12 meses, o semblante e as declarações do jogador mudaram radicalmente. Antes de ser preso, logo quando o caso veio à tona, o goleiro exibia uma fisionomia tranquila e até debochada. Depois de um treino no Flamengo, em junho passado, Bruno chegou a dizer que iria rir de toda a confusão. À medida que o tempo na prisão só aumentava, o acusado começou a fazer aparições nas audiências de instrução do processo com um semblante abatido e as falas ganharam tom de humildade.

A rotina de treinos e exercícios físicos do goleiro, hoje, se restringe à monotonia da prisão. Atualmente, ele passa a maior parte do dia dentro de sua cela (veja ao lado). Fisicamente, o jogador também não é mais o mesmo. Durante os depoimentos no Fórum de Contagem, ele apresentava um corpo mais magro daquele que ostentava nos jogos e treinos como titular no gol do Flamengo.

Ainda que seja solto ou inocentado, dificilmente o jogador irá retomar a carreira de onde a deixou. Na avaliação do ex-jogador e comentarista Tostão, em junho passado, quando o suposto crime ocorreu, Bruno estava em sua melhor forma. Logo que surgiram as suspeitas do envolvimento com o crime, ele foi afastado do clube carioca.

"Ele era um grande goleiro e tinha tudo para crescer. É difícil prever onde ele estaria hoje, mas certamente estaria muito bem. Provavelmente, na seleção brasileira", disse. Segundo Tostão, Bruno tinha um porte físico invejável a qualquer goleiro. "Ele estava no auge, mas era muito jovem. Os goleiros costumam atingir a melhor fase um pouco mais velhos do que os jogadores de linha", afirmou.

Condenação. Bruno foi condenado pela Justiça do Rio de Janeiro,em dezembro passado, a quatro anos e seis meses de prisão pelo sequestro, lesão corporal e constrangimento ilegal de Eliza. Os crimes aconteceram em outubro de 2009. Na decisão, o juiz Marco Couto, da 1ª Vara Criminal de Jacarepaguá, descreve o ex-ídolo como um homem covarde, de personalidade criminosa, apreciador de orgias, drogas e álcool.

Depois de ter mais de uma dezena de habeas corpus negados pela Justiça mineira, o goleiro espera agora que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgue mais um pedido. Ainda não há data para a decisão.

Prisão leva ex-ídolo flamenguista à falência

A prisão e a acusação de envolvimento no desaparecimento e morte de Eliza Samudio, 25, também provocou o caos financeiro do ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes. Desde julho do ano passado, o suspeito não recebe o salário de cerca de R$ 200 mil do Flamengo e já acumula uma dívida de R$ 245 mil em pensão alimentícia do suposto filho de 1 ano, que teve com a vítima.

A Justiça determinou em dezembro que ele depositasse 17,5% do seu salário à criança. Nenhum centavo, até ontem, havia sido depositado.

Na época da prisão, o jogador ainda amargou um prejuízo milionário. Bruno estava vendido ao clube italiano Milan, onde teria um salário de R$ 500 mil por mês.O negócio foi desfeito assim que surgiu a notícia do crime ocorrido na capital mineira. Se tivesse sido transferido ao clube europeu, o goleiro já teria recebido pelo menos R$ 6 milhões.

Sítio. A advogada Maria Lúcia Borges, que representa a mãe de Eliza, Sônia de Fátima Moura, pediu à Justiça carioca que bloqueie um dos imóveis do suspeito. O sítio, em Esmeraldas, na região metropolitana, que teria servido de cativeiro para Eliza, seria usado como garantia para o pagamento de pensão.

Atualmente, o local de 400 m² está à venda. O imóvel é avaliado em R$ 800 mil. A quantia seria dividida entre Bruno e a ex-mulher, Dayanne Souza. O sítio e a casa onde a avó do goleiro mora, em Belo Horizonte, são os únicos imóveis que o jogador tem em seu nome. Durante uma das audiências de instrução do processo, ele disse ter esperanças de poder voltar a jogar como profissional.

R$ 6 milhões por ano é o valor que o goleiro deixou de acumular
com o salário do clube italiano Milan para onde ele seria vendido em julho passado.

R$ 245 mil é a quantia que Bruno já deve de pensão ao filho Bruninho,1. A Justiça ordenou que ele dê à criança 17,5% do seu salário de R$ 200 mil no Flamengo.

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