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29 junho 2011

Em uma semana começa a ser implementada a nova identidade

O novo RG, chamado Registro de Identidade Civil (RIC), começará a ser implementado no país já a partir de julho. O RG biométrico, com chip, será disponibilizado para cerca de 2 milhões de brasileiros em Brasília, Rio de Janeiro e Salvador a princípio. Posteriormente, outras cidades receberão o documento, que até 2019 promete atingir 150 milhões de brasileiros.

Considerado mais seguro que a identidade convencional, o RIC possui um chip eletrônico contendo diversos dados biométricos do portador. Ele também eliminará a necessidade de vários documentos, uma vez que sua numeração reunirá os cadastros de diferentes sistemas públicos - servirá para o CPF também, por exemplo.

“Com a chegada do RIC, cada cidadão passa a ter um número nacional baseado em suas impressões digitais. Isso evita que o cidadão seja confundido com outra pessoa ou que alguém se passe por outro para cometer crimes, contrair dívidas ou cometer abusos”, informa o Ministério da Justiça.

A convocação dos selecionados para trocar a antiga cédula de identidade começou em janeiro e a escolha foi aleatória, segundo o Ministério da Justiça. No primeiro semestre, parte dos eleitores brasileiros também já foi cadastrada para permitir uma mudança para o cartão biométrico no título de eleitor.

Nessa primeira fase, todo o custo será bancado pelo governo - o documento biométrico pode custar até R$ 40 e as formas de pagamento ainda não estão definidas (hoje alguns Estados cobram pelo atual RG).

A tecnologia foi contratada de uma empresa suíça, a Covadis, com sede em Genebra, que também trabalha na instalação em outros países do mundo. Para seu executivo-chefe, Marcelo Correa, as alterações no sistema de identificação brasileiro "serão um teste importante" para a nova tecnologia. Para ele, a grande vantagem do novo formato é a proteção dos dados dos cidadãos, além da redução do risco de fraudes, com o roubo de documentos.

O cartão promete diminuir a quantidade de cópias de documentos que cada cidadão terá de fazer, cada vez que for obrigado a se apresentar a um serviço público. Para garantir a proteção dos dados, a Casa da Moeda ficará responsável pelo armazenamento das informações contidas em cada um dos cartões.

Palocci ajuda na fusão Pão de Açúcar-Carrefour, e escândalo em Campinas apavora Dirceu & Cia

O próspero consultor Antônio Palocci Filho continua cuidando de assuntos de interesse do governo de forma tão ou mais intensa do que quando estava na Casa Civil. Palocci é um dos articuladores da complicada negociação para que o BNDES libere R$ 4 bilhões para ajudar a “fusão” entre os grupos Pão de Açúcar, Carrefour e banco BGT Pactual. Consultores concorrentes de Palocci reclamam que ele “continua despachando como sempre”.

Além de garantir a grana do BNDES para a complicada operação, Palocci e outros consultores ligados ao governo petralha terão de armar o terreno para que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) não crie obstáculos à fusão – do mesmo jeito que ocorre com a Brasil Foods (Sadia + Perdigão). O caso também pode gerar problema com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), por causa da súbita subida de cotação das ações do Pão de Açúcar na BM&F Bovespa.

O empreendimento - que criaria uma empresa com R$ 65 bilhões em faturamento - só corre risco de dar errado se o grupo Casino, atual sócio de Abílio e concorrente do Carrefour, atrapalhar. O risco de dar “m” é grande. O Casino já denunciou às autoridades francesas que o negócio é ilegal. Dificilmente, o Casino aceitará perder o direito contratual de controlar o Pão de Açúcar a partir de 2012. Diniz gostaria de se livrar dos sócios franceses que tolhem seus movimentos. A pressa no negócio é grande porque o Carrefour quer se desfazer, de qualquer maneira, de suas unidades fora da França, tendo o máximo de ganho.

Enquanto articulam mais este ilusionismo empresarial - chamando de fusão a assimilação de uma empresa por outra, criando uma nova, com um banco de sócio, e tendo controladores estrangeiros, mas um suposto comando operacional de brasileiros -, os consultores petralhas dedicam a máxima atenção ao escândalo na Prefeitura de Campinas. O consultor José Dirceu de Oliveira e Silva é um dos mais alarmados. Teme que sejam revelados detalhes operacionais de suas “consultorias” a empresas ligadas ao prefeito e à primeira dama campinenses.

Escutas telefônicas podem revelar negócios da cúpula petista com o prefeito Doutor Hélio e a esposa dele, Rosely Nassim. Um grampo legal já revelou indício de tráfico de influência entre o publicitário João Santana, Doutor Hélio, o Palácio do Planalto e a empresa chinesa de banda larga Huawei. Dr Hélio pediu a Santana para fazer lobby junto à Presidenta Dilma Rousseff em favor dos chineses.

O Caso de Campinas, como tantos outros escândalos, deve dar em nada. Mas os articuladores da “operação abafa” nunca tiveram tanto medo de que suas manobras pela impunidade possam dar errado. Se a falcatrua ganhar destaque no noticiário, como é a tendência, tudo pode esbarrar até em Luiz Inácio Lula da Silva – tão amigo de Doutor Hélio quanto seu companheiro José Dirceu.

Por Jorge Serrão

O corpo exala maus odores, mas o excesso exige ajuda médica

Com a correria do dia a dia, muitas pessoas acabam descuidando um pouco da higiene pessoal ou adquirindo problemas que geram algum mau odor corporal. O resultado muitas nem é percebido pelo indivíduo, que acaba sofrendo desconfortos e constrangimentos. Há várias motivações para os diferentes cheiros do corpo. Doenças, por exemplo, causam mudanças nos odores que exalamos, assim como a comida. É importante saber como eles surgem, as maneiras de controlá-los e em que casos o mau cheiro estão fora do padrão.

Sabe-se que o incômodo não vem do suor, mas da ação bacteriana que ocorre quando ele é expelido.Certos aspectos podem piorar o quadro. Entre eles estão obesidade (gordura funciona como isolante térmico e, então, o obeso transpira mais), alterações da tireoide (causam suor excessivo), abafamento do local (uso de sapatos fechados, por exemplo) e alimentos como alho e cebola (alteram a composição do suor, tornando-o desagradável).

Todos produzem maus odores corporais e o cuidado pessoal faz a diferença. Higienização adequada é fundamental para controlar a situação. Invista em um desodorante adequado, evite roupas abafadas, tome banho com o auxílio de uma bucha vegetal para esfoliar a pele. No caso dos pés, passe bucha vegetal, escovinha e, depois, pedra pomes. Dessa maneira, as células mortas são retiradas e não servem de substrato para os fungos. É importante secar bem (entre os dedos também) e só passar cremes se a pele for seca. Não se esqueça da meia, que coleta o suor. Deixe de lado sapatos de plástico. Os talcos para os pés, por exemplo, servem para controlar os microorganismos e absorver o suor. Não são fatores de cura, mas de controle.

Além disso, é importante que todos estejam conscientes de que há solução para o problema, desde que certos cuidados sejam tomados. Nos casos em que o mau odor está fora do padrão, quando a própria pessoa acha o seu cheiro desagradável, mesmo com higiene correta, o auxílio de um médico deverá ser procurado. Vale lembrar também que qualquer um em condições de atividade física intensa e sob calor vai transpirar e o desodorante não consegue conter. Logo, é preciso cuidado com os exageros e a desinformação.

Esqueceram mala de Dilma e tiveram que acionar um jato da FAB para buscá-la

Vocês se lembram de que a presidente Dilma viajou para São Paulo no sábado, 30 de abril, para exames no Hospital Sírio-Libanês porque apresentava sintomas, que depois se confirmaram, de pneumonia?

Pois bem, naquele dia, segundo fonte confiável, houve uma trapalhada monumental no embarque da presidente da República: o avião presidencial “Santos Dumont” (ex-Aerolula) viajou quase com lotação plena e tudo o que se possa imaginar num deslocamento nestas circunstâncias. Menos por um detalhe: com Dilma doente, esqueceram a mala da presidente no helicóptero que a levara do Alvorada para a Base Aérea de Brasília, onde ocorreu a decolagem para São Paulo.

Dilma chegou para uma estada no hospital com duração ainda ignorada sem qualquer bagagem além da bolsa. Diante do tamanho da gafe, foi necessário acionar um jato EMB 190 da Força Aérea Brasileira que serve à Presidência – um colosso de 36 metros de comprimento, com capacidade, na vida civil, para uma centena de passageiros e que voa a 900 quilômetros por hora – para buscar a mala em Brasília.

Como a presidente viajou sem estar acompanhada de uma de suas ajudantes-de-ordem – oficiais das três Armas que prestam serviços em seu gabinete — , a falha pode ser imputada ao chefe da segurança presidencial, general-de-brigada Marco Antônio Amaro dos Santos, que deveria ter zelado pela bagagem.

28 junho 2011

Família pede que governo indiano autorize morte de gêmeas siamesas

A família das gêmeas siamesas indianas Saba e Farah Shakeel pediu que o governo da Índia desse autorização para que elas fossem mortas, para evitar que continuem sentindo dor.

As gêmeas, de 15 anos, nasceram unidas pela cabeça, e se tornaram conhecidas em 2005, quando o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, xeque Mohammed bin Zayed al-Nahyan, decidiu pagar as despesas de sua cirurgia de separação.

Na época, a família das gêmeas optou por não realizar a operação. Mas nos últimos quatro meses, os pais de Saba e Farah decidiram pedir ajuda ao governo indiano para acabar com seu sofrimento. As irmãs sofrem de fortes dores de cabeça e dores agudas em todas as articulações do corpo.

O irmão mais velho de Saba e Farah, Tamanna Ahmad, disse ao jornal indiano India Today que as duas estão presas na cama. "Até a fala delas se tornou mais confusa. Seus dedos e tornozelos estão retorcidos", afirmou.

Segundo Ahmad, a família não conta com ajuda financeira que permita pagar por um tratamento médico e prefere que as gêmeas morram para que seu sofrimento seja aliviado. "Minha mãe quer a permissão do presidente ou dos tribunais para que elas possam morrer."

Separação delicada

Em 2005, o xeque Mohammed al-Nahyan pagou pelas consultas das gêmeas com alguns dos maiores especialistas em separação de siameses no mundo, incluindo a equipe do neurocirurgião americano Benjamin Carson, do Hospital Pediátrico Johns Hopkins, em Baltimore.

O príncipe dos Emirados Árabes Unidos entrou em contato com Mohammed Shakeel Ahmad, o pai das meninas, através da embaixada do país na Índia, depois de ler uma reportagem sobre o caso.

Os médicos descobriram que as duas meninas compartilhavam uma artéria, que leva o sangue do corpo para o coração, e uma importante veia no cérebro. Além disso, elas possuem somente dois rins, ambos no corpo de Farah.

Segundo os especialistas, a separação completa só seria feita após uma série de operações, mas havia grande possibilidade de que uma das gêmeas morresse.

A família optou por não realizar as cirurgias por medo de perder uma das filhas, mas a condição das gêmeas se deteriorou com o passar dos anos. Médicos disseram à família que a dependência das gêmeas dos rins de Farah poderia causar pressão alta, perda de peso e fraqueza.

O pai de Saba e Farah sustenta a família de oito pessoas com o dinheiro obtido com uma casa de chá em Patna, no leste da Índia, mas disse ao jornal britânico The Daily Telegraph que não ganha o suficiente para os medicamentos que as duas filhas precisam. "As meninas querem viver e aproveitar a vida como outras pessoas, mas quando estão sentindo dores, elas choram e pedem ajuda", disse Shakeel.

A mãe das gêmeas, Rabia Khatoon, disse ao India Today que, se o governo não puder ajudar no tratamento, deve permitir que as gêmeas sejam sacrificadas. "Pelo menos será melhor do que vê-las sofrer todos os dias", disse.

Bruno confirma esquema de extorsão e reforça ameaças de delegado

O goleiro Bruno prestou depoimento na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, nesta terça-feira, e acusou a juíza, Maria José Starling, de oferecer a ele liberdade, caso o processo fosse transferido para as mãos dela na comarca de Esmeraldas. A proposta teria sido feita numa audiência de instrução e julgamento, em 2010, na cidade.

Segundo Bruno, a magistrada o chamou para uma reunião privada, sem escolta policial, e fez a proposição durante a “conversa informal”. Starling é acusada de tentar negociar um habeas corpus que facilitaria a liberdade do ex-atleta por R$ 1,5 milhão. A negociação seria feita com junto com o advogado Robson Pinheiro, indicado pela magistrada. Bruno alega que, por meio desse advogado, recebeu livros com mensagens de apoio enviadas pela juíza. O advogado levava os recados se referindo à juíza como uma “amiga”, para disfarçar os agentes penitenciários sempre presentes nos encontros do detento com Pinheiro.

Ao ser interrogado sobre as intenções da juíza Bruno afirmou que, a primeira impressão era de que Satarling queria ajudar. “À primeira vista ela foi muito humana comigo. Eu acreditei nela”, disse o detento. Bruno achava que a magistrada não estaria interessada em dinheiro, mas sim em ajudá-lo a responder ao processo em liberdade.


Denúncia contra delegado

Bruno acusou, durante a audiência, o delegado Edson Moreira de ameaçar a segurança das filhas do ex-atleta. O chefe do Departamento de Investigações teria pedido R$ 2 milhões a Bruno pra livrar a culpa dele solicitando que o goleiro jogasse a culpa do sumiço de Eliza sobre Luiz Henrique Romão e sobre o menor envolvido no crime. Porém, Bruno negou que faria essa “covardia” com os amigos”.

Futuro

“E quero sair dali (Nelson Hungria) com a cabeça erguida”, disse Bruno. O ex-atleta negou envolvimento no desaparecimento de Eliza e disse que precisa de liberdade para lutar contra as acusações. “Por que não começam a procurar ela viva? Por que tenho que passar por toda essa humilhação onde as pessoas me olham com olhar de ódio e esquecem do que fiz, do que sou. Eu sou inocente. E acredito que todas as pessoas envolvidas no caso também são”, disse Bruno.

Caso Bruno

Depois de se relacionar com Eliza Samudio em 2009, o goleiro Bruno Fernandes passa a ser pressionado pela mulher para assumir a paternidade de uma criança. No mesmo ano, ela presta queixa contra o jogador na Justiça carioca por agressão e por forçá-la a abortar. Em 9 de junho de 2010, a modelo chega ao sítio do jogador em Esmeraldas, supostamente para resolver a situação. Após o dia 10, ela não foi mais vista. A polícia recebe denúncia anônima em 24 de junho sobre o suposto assassinato, que envolveria outras oito pessoas. A Justiça decreta a prisão de Bruno em 6 de julho. O atleta responde por homicídio triplamente qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver, crimes cujas penas somadas variam de 14 a 36 anos de prisão. 

Motorista que avançar sinal com radar para evitar assalto terá de registrar B.O. em BH

Quem circula de carro de madrugada em Belo Horizonte e avança o sinal vermelho para fugir de possíveis ataques de assaltantes não vai se livrar facilmente da multa de R$ 191,54 (por infração gravíssima) e da perda de sete pontos na carteira. Nessa segunda-feira, ao pôr em funcionamento 23 detectores de avanço de sinal nos principais corredores de trânsito da capital, a BHTrans comunicou que os condutores terão a obrigação de comprovar que realmente corriam risco de serem assaltados e, por isso, cometeram a infração de trânsito.

E, depois de escapar da tentativa de assalto, o motorista terá de chamar a polícia e enfrentar a burocracia oficial caso queira se livrar da multa. De acordo com o diretor de ação regional e operação da BHTrans, Edson Amorin, quem avançar o sinal vermelho de madrugada, diante da ameaça de assalto, será obrigado a registrar boletim de ocorrência na Polícia Militar e recorrer à Junta Administrativa de Recursos de Infração (Jari) para não ser penalizado. “De madrugada, os equipamentos funcionarão normalmente e vão autuar qualquer infrator”, alerta Amorin. Ele lembra que o aparelho faz uma fotografia panorâmica do ambiente e a BHTrans fornecerá as imagens para confirmar se o motorista estava mesmo correndo risco.

No caso de o motorista avançar o sinal para abrir passagem para um carro de polícia ou ambulância, em uma situação de emergência, Edson Amorin explica que as câmeras , além de fotografar os veículos individualmente, também retratam o contexto. “É fácil identificar que determinado avanço de sinal, naquele momento, ocorreu por causa de uma situação anormal. Nesse caso, os motoristas não serão autuados”, disse o representante da empresa que administra o trânsito na capital, lembrando que são dois sensores instalados no equipamento. O primeiro identifica o veículo e o segundo confirma ao avanço.


Atropelamentos

Estudo feito pela BHTrans definiu os locais de instalação dos detectores de avanço de sinal. São vias de maior fluxo de veículos, de pedestres, e cruzamentos com maior índice de atropelamentos por avanço de sinal. Segundo Edson Amorin, 10% das mortes no trânsito em Belo Horizonte ocorrem em locais onde há avanço de sinal, resultando em atropelamentos. Como exemplo, ela cita os cruzamentos d a Avenida dos Andradas com Rua Caetés, Afonso Pena com Espírito Santo e Avenida Amazonas com Rua Tamóios, além de corredores como as avenidas Cristiano Machado, Antônio Carlos e a Via do Minério, no Barreiro.

Até julho de 2012, mais 17 detectores de avanço de sinal serão instalados na cidade. Eles vão funcionar em sistema de rodízio, cobrindo 60 pontos já determinados pela BHTrans. “Algumas avenidas estão em obras e não adianta implantar o equipamento agora e ter que modificar depois”, disse Edson. As fotos feitas pelos equipamentos são enviadas imediatamente para uma central, onde são analisadas e processadas.


Cerco total

A BHTrans tem fechado o cerco contra os motoristas que desrespeitam os limites de velocidade e cometem outras infrações, com a instalação de vários tipos de equipamentos. A cidade conta com 50 radares para flagrar excesso de velocidade, os chamados pardais, além de quatro aparelhos, instalados dia 15, para punir condutores que invadem faixas exclusivas de ônibus na Avenida Nossa Senhora do Carmo, na Região Centro-Sul da capital.

“O objetivo da BHTrans é assegurar a mobilidade e a qualidade de vida das pessoas. A gente não pode falar em qualidade de vida quando estamos tendo acidentes”, afirmou o gerente da empresa que gerencia o trânsito na capital, lembrando que no caso dos detectores de avanço de semáforo o investimento foi de R$ 13 milhões, para um período de 30 meses.

A discussão a respeito de motoristas multados por avanço de sinal nas madrugadas, que agora chega a Belo Horizonte, também ocorreu em outras cidades onde os detectores desse tipo de infração de trânsito estão em operação. Confira como é a situação nessas cidades:


Recife

Desde 2006 as lombadas eletrônicas do Recife ficam desligadas das 22h às 6h, por determinação do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). A velocidade média das lombadas varia, dependendo do local, entre 40km/h e 60km/h. Também ficam desligados à noite os fotossensores, que flagram o avanço do sinal vermelho. Os equipamentos são desligados das 20h às 6h.

De acordo com a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU), cerca de 300 dos 637 semáforos da cidade ficam com o sinal intermitente à noite. Os semáforos são colocados em alerta entre 23h e 6h, dependendo da localização do cruzamento. O principal argumento é a segurança dos motoristas, que não param nos sinais com medo de assaltos.

Em março de 2010, a discussão sobre o desligamento das lombadas eletrônicas foi retomada após um acidente no Largo do Cabanga, um dos principais acessos à Zona Sul da cidade. Um carro que vinha em alta velocidade capotou e um casal de 15 e 20 anos morreu. A lombada estava desligada. Apesar do acidente, o TJPE reafirmou o desligamento das lombadas no horário noturno.


Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, a questão foi levada à Justiça, em 2009, quando um motorista recorreu ao Tribunal de Justiça daquele estado para cancelar a multa por avanço de sinal. Depois de derrotado em primeira instância, ele acionou o TJRJ e a 17ª Câmara Criminal entendeu que o condutor não deve ser punido porque o local onde foi cometida a infração era perigoso. %u201CDiante da violência urbana do Rio, compete ao poder público demonstrar que, no local e horário da multa, oferecia ao cidadão os meios razoáveis de segurança. Além disso, não havia no momento nenhum carro ou pedestre%u201D, justificou o desembargador relator do caso, lembrando que o motorista alegou que o local é sabidamente perigoso e conseguiu retirar sete pontos que havia ganho em sua carteira de habilitação.

No mesmo ano, a prefeitura da capital carioca tornou mais flexível a aplicação de multas por avanço de sinal das 22h às 6h, divulgando a relação de 49 locais onde os motoristas poderiam ignorar o sinal vermelho na madrugada, mas desde que respeitassem o limite de velocidade definido para a área.

Curitiba

No Paraná, desde abril do ano passado, as regras para motoristas que avançam o sinal da meia-noite às 6h ficaram mais brandas. A diretoria de trânsito da Urbanização de Curitiba, que administra e fiscaliza o trânsito naquela cidade anunciou que os condutores que avançarem o sinal na madrugada não seriam mais multados, desde que reduzissem a velocidade e verificassem se havia segurança para a travessia. A companhia também se reservou o direito de verificar as imagens do radar, para decidir pela aplicação ou não da multa.


São Paulo

Na capital paulista, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) adota a tolerância zero contra motoristas que avançam o sinal, mesmo de madrugada. No ano passado, a empresa substituiu radares antigos, que não tinham tecnologia para flagrar motoristas infratores à noite, por equipamentos capazes de identificar quem avança o sinal.


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Olha, sinceramente, essa BHTrans é uma mina de dinheiro aqui em Belo Horizonte. O dia que a investigarem de fato vão abrir a caixa de pandora. Aliás, multa no Brasil já virou comércio há muito tempo.

E os caras, ao invés de facilitar a vida da população, fazem tudo para complicar. Por que não desligam os radares no período de 00:00h às 05:00h? Pelo que entendi o ladrão vai ter que aparecer na foto pra gente conseguir provar que havia risco de assalto, mas com um ladrão tão perto, ele não poderia entender que seria essa uma reação minha e atirar?

Ao menos tenho absoluta certeza que estando eu ferido ou morto é quase certo que eu ou minha família consiga, depois de alguns anos retirar a multa que tenha ocasionado isso tudo.

Dois dos grandes problemas no Brasil é a falta de respeito humano e a visão tacanha de quem deveria ter uma visão empreendedora.

Riva Moutinho 

27 junho 2011

Beijo de desconhecida evita que jovem chinês cometa suicídio

A chinesa Liu Wenxiu, de 19 anos, conseguiu salvar um garoto de 16 anos que ameaçava se jogar de uma passarela na cidade de Shenzhen, na China, com um simples beijo. Liu estava passando pelo local quando viu dezenas de pessoas acompanhando o drama do adolescente, que estava com uma faca na mão, pendurado na passarela. Ela conseguiu se aproximar do garoto dizendo para a polícia que era namorada dele e a razão pela qual ele pretendia cometer suicídio.

Na verdade, de acordo com a imprensa local, o menino estava desesperado porque a mãe dele havia falecido e a madrasta não o tratava bem. Para completar, a mulher havia fugido com todo o dinheiro do pai. “Ele me disse que não tinha mais ninguém, ninguém se preocupava com ele ou confiava nele. Eu mostrei as cicatrizes que tenho nopulso direito, de quando eu tentei o suicídio porque ninguém na minha família estava feliz (...). Eu já estive no lugar dele e sei exatamente como foi”, disse Liu.

Durante a conversa, a chinesa beijou o adolescente e a polícia aproveitou para fazer o resgate. Se os dois mantiveram contato depois, não se sabe. Mas Liu Wenxiu foi convocada para ajudar a polícia novamente. O garoto, que foi levado para a delegacia, disse que só contaria a verdadeira razão da tentativa de suicídio se a falsa namorada estivesse presente.

Confira o vídeo com a reportagem da TV local e momento do beijo:





[FONTES: Youtube e Extra do G1]

Dossiê dos aloprados: Mercadante sai em defesa de Ideli

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, já deu início ao movimento para tentar livrar a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvati, das investigações a respeito do envolvimento dela no escândalo do Dossiê dos Aloprados. Mercadante foi o principal mentor da fabricação de um falso dossiê contra o tucano José Serra, em 2006. Em sua edição desta semana, VEJA revela que Ideli também esteve envolvida no caso, participando das negociações para a compra do falso dossiê.

Em entrevista ao jornal O Globo, Mercadante saiu em defesa da colega, utilizando-se da tradicional argumentação petista: tudo não passa de uma tentativa de atingir a nova ministra e o governo Dilma Rousseff.

Como mostra reportagem de VEJA, Ideli participou de uma reunião, em 4 de setembro de 2006, na qual ficou incumbida da tarefa de divulgar o falso dossiê contra Serra. Participaram do encontro, além de Ideli e Mercadante, o sindicalista Osvaldo Bargas, o petista Expedito Veloso – responsável por revelar o envolvimento do ministro na fraude –, e o ex-chefe de inteligência da campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o catarinense Jorge Lorenzetti.

Mercadante admitiu a participação de Ideli nessa reunião – mas negou que Lorenzetti – que chegou a ter a prisão decretada por envolvimento no caso – tenha participado do encontro. “O Lorenzetti nunca esteve no meu gabinete. E qual a razão para citar o Lorenzetti? Por que construíram essa mentira? Para tentar colocar a Ideli. Como Lorenzetti era de Santa Catarina, e como Ideli acabou de virar ministra, é uma forma de tentar envolver o governo Dilma que não tem nenhuma relação com esse episódio”.

Na versão do ministro, a reunião teria servido para que Bargas e Veloso o alertassem que um depoimento no Conselho de Ética do Senado poderia envolver seu nome no escândalo da máfia dos sanguessugas. Mercadante afirmou que decidiu, então, conversar com Ideli para perguntar se deveria rebater as acusações também no Conselho de Ética – e ela afirmou-lhe que não.

[FONTE: Revista Veja]

Kristinn Hrafnsson: "O WikiLeaks não depende de uma única pessoa"

No próximo mês, o WikiLeaks pode perder seu membro mais importante. Em 12 de julho, a justiça britânica começa a decidir se extradita Julian Assange para a Suécia, onde ele é convocado a responder por crimes sexuais. Assange passou 11 dias na cadeia em dezembro por causa das acusações e, desde então, espera a decisão em prisão domiciliar em um casarão a leste de Londres. Os integrantes do grupo temem que a extradição para a Suécia abra precendentes para que Assange seja levado aos Estados Unidos, onde o WikiLeaks é investigado por vazar milhares de documentos sigilosos do governo. Com a saída de cena do fundador, o jornalista islandês Kristinn Hrafnsson deve se tornar a face mais conhecida da organização e parte de seu futuro. Ele falou a ÉPOCA antes de sua vinda ao Brasil, para participar do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo.

ÉPOCA – Antes de se tornar porta-voz do WikiLeaks, o senhor era jornalista na Islândia. Como se ligou ao site?
Kristinn Hrafnsson – A primeira vez que ouvi falar do WikiLeaks foi em dezembro de 2009 quando o site obteve documentos muito importantes sobre o espetacular colapso da economia da Islândia. Todos os bancos islandeses tinham ido à falência em três dias e, dez meses depois, o WikiLeaks obteve documentos internos do maior banco do país e fiz reportagens a respeito do assunto. Foi muito importante para a população porque os documentos explicavam por que os bancos faliram. Eles sugeriam que a fraude era disseminada e que os donos do banco eram os maiores beneficiários. Foi uma reportagem muito interessante e importante porque o banco tentou impedir a sua publicação mas não conseguiu. Julian Assange e eu nos encontramos alguns meses depois da publicação dos documentos e nos tornamos amigos. Ele me mostrou o vídeo do assassinato de civis pelo Exército americano no Iraque algumas semanas antes de sua divulgação. Eu estava trabalhando como jornalista investigativo para a TV estatal islandesa naquela época e comecei no WikiLeaks investigando as informações por trás do vídeo, que foi intitulado “Assassinato Colateral”. Meu contrato não foi renovado na TV estatal e comecei a trabalhar em tempo integral para o Wikileaks. Faço parte dos funcionários desde agosto do ano passado.

ÉPOCA – Como o senhor avalia o resultado das ações do WikiLeaks até agora?
Hrafnsson – O WikiLeaks existe desde 2006 e, de lá para cá, saiu praticamente do anonimato para ser fonte de informações extremamente importantes sobre corrupção e injustiça cometidas por empresas e governos em vários lugares do mundo. Talvez os documentos mais importantes que o site vazou tenham sido sobre a corrupção no Quênia, pelos quais ganhou um prêmio da Anistia Internacional, em 2009. Também foram importantes o vazamento de informações sobre o despejo de lixo tóxico da Alemanha na costa da África e sobre os bancos da Islândia, em 2009. E há vários outros exemplos, mas o site continuou fora do radar até abril do ano passado, quando divulgou o vídeo sobre os assassinatos no Iraque e uma série de outros documentos sigilosos dos Estados Unidos. Analiso as realizações do WikiLeaks em duas esferas. Primeiro, pelo impacto sobre os governos, nas políticas e nas relações internacionais. E segundo, pelas mudanças que impõe ao jornalismo e como ele é percebido. Quanto aos governos, acho que o WikiLeaks é capaz de expor as injustiças e revelar informações que estavam escondidas. O WikiLeaks ajudou a traçar um perfil das duas guerras mais importantes das últimas décadas, a do Iraque e a do Afeganistão. Revelou erros e abusos das forças aliadas nos conflitos e como, na realidade, não houve nenhuma mudança nas práticas do novo governo do Iraque. Sabemos hoje que o primeiro-ministro Nouri Al-Maliki torturou presos – e que oficiais americanos sabiam. Isso derruba o único argumento que restava para justificar a guerra do Iraque: o de que era preciso dar fim a um regime torturador. Os argumentos de que o país tinha armas de destruição em massa e abrigava terroristas da Al Qaeda já tinham ido por terra. O vazamento dos telegramas das embaixadas americanas desmistificou as relações diplomáticas e mostrou como o governo americano conduzia suas políticas na arena internacional. Revelou que os americanos sabiam de todos os aspectos negativos dos regimes, embora mantivessem seu apoio. Na Tunísia, por exemplo, o Departamento de Estado estava ciente do nepotismo e da corrupção no governo Ben Ali, mas continuou apoiando. O vazamento dos telegramas americanos sobre o país gerou mais ódio e fomentou as manifestações que derrubaram Ben Ali do poder. Por sua vez, a situação na Tunísia serviu de inspiração para os egípcios derrubaram Hosni Mubarak e foi uma faísca para protestos na região, na chamada “primavera árabe”. O WikiLeaks teve participação nas extraordinárias manifestações que se espalharam pelo norte da África e pelo Oriente Médio. Também podemos notar o impacto do WikiLeaks no mundo do jornalismo. O site revitalizou o jornalismo investigativo e trouxe novos aspectos que, com sorte, vão permanecer.

ÉPOCA – Vários sites de vazamento de informação aos moldes do WikiLeaks estão surgindo pelo mundo. O que o senhor acha disso?
Hrafnsson – No geral, acho muito positivo que a ideia esteja se espalhando. Porém, há problemas, como o fato de alguns sites não oferecerem a proteção necessária para garantir o anonimato das fontes, uma condição fundamental no modelo do WikiLeaks. Um dos casos é o Wall Street Journal, que está tentando imitar o sistema do WikiLeaks mas não dá o suporte técnico ou legal para garantir a segurança de quem entrega as informações. Tantas pessoas apontaram essas falhas tão rapidamente que imagino que ninguém sério entregaria suas informações para eles. Mas, por isso mesmo, acredito que mais e mais sites vão seguir os valores defendidos pelo WikiLeaks e que esse ideia vai crescer gradualmente até se tornar uma parte essencial em qualquer lugar do mundo, em qualquer assunto de interesse. Hoje temos mais de 20 sites que seguem esses preceitos, como o BrusselsLeak, o EnvironLeaks, BalkanLeaks, OpenLeaks... A ideia está se espalhando por sites independentes e pelos grandes veículos de imprensa e isso é bom. O objetivo do WikiLeaks é difundir a ideia, não ser o único competidor nesse mercado – mas as pessoas têm que avaliar os projetos e decidir quais são confiáveis e quais não são.

ÉPOCA – Pelo menos desde o começo do ano o WikiLeaks não está recebendo documentos. O site enfrentou algum problema com a segurança de suas fontes?
Hrafnsson – Uma razão é que o site foi sabotado por pessoas que estavam deixando a organização. Mas a razão principal é que não achávamos justo focar nossos recursos em reabrir o site porque, basicamente, estamos tão atolados e temos tão pouca mão-de-obra, que já tem sido difícil trabalhar com o material que já temos. Seria ainda mais difícil processar de maneira adequada novos conteúdos. Há dois motivos pelos quais nossa capacidade de trabalho tem sofrido. A primeira é a atitude das instituições financeiras, que fecharam todos os caminhos para recebimento de doações. A segunda é o caso da Suécia, em que Julian Assange tem gastado boa parte de seu tempo. Ele não pode sair de onde está na Inglaterra e isso afeta a nossa capacidade de trabalho. Por isso, não priorizamos a reabertura do site.

ÉPOCA – Mas houve alguma falha na segurança?
Hrafnsson – Houve, mas ela poderia ter sido consertada num período relativamente curto de tempo. Decidimos não priorizar isso por causa das razões que já mencionei.

ÉPOCA – Bradley Manning foi preso pelo governo americano sob a acusação de ter vazado informações sigilosas do Exército dos Estados Unidos para o WikiLeaks. Isso fere a credibilidade da organização, já que o site deveria garantir proteção total para suas fontes?
Hrafnsson – É preciso ter cuidado ao falar de Manning. Ele é supostamente a fonte de parte do material sobre a guerra no Afeganistão, mas Julian disse que ele nunca havia escutado o nome Bradley Manning até que ele fosse mencionado na mídia. Julian sempre dizia que a melhor maneira de proteger a fonte era não sabendo quem era a fonte e esse é um dos ideais por trás do WikiLeaks. Se ele é mesmo a fonte, é um dos maiores denunciantes das últimas décadas. Mas, tendo dito isso, desde o começo do WikiLeaks, em 2006, nenhuma fonte de informação foi comprometida ao entregar material para o site. Temos 100% de aproveitamento na proteção de nossas fontes.

ÉPOCA – O governo britânico deve decidir no início de julho sobre o pedido de extradição de Julian Assange para a Suécia. O que o WikiLeaks espera dessa decisão?
Hrafnsson – O WikiLeaks vai se adaptar a qualquer mudança que aconteça – como tem feito até agora. Essa é uma situação pela qual já passamos, uma vez que Julian ficou 11 dias na cadeia no início deste ano. Não vou entrar em detalhes sobre como vamos responder diante de cada cenário, mas a ideia é continuar com o projeto do WikiLeaks não importa o que aconteça. Não é uma ideia 100% dependente de uma única pessoa ou um pequeno número de pessoas. Ela vai continuar de alguma forma o que quer que aconteça com seus integrantes.

ÉPOCA – Mas Assange acabou se tornando a face do WikiLeaks.
Hrafnsson – A percepção de que ele personaliza o WikiLeaks é parcialmente baseada no fato inegável de que ele é, de fato, a pessoa mais importante do projeto, seu fundador e seu mais atuante membro desde 2006. Tendo dito isso, essa percepção se deve a um dos problemas da mídia atual: a personalização. Um dos defeitos da mídia moderna é a forma como está baseada em personalidades, às vezes mesmo de forma obsessiva, em vez de focar na notícia. Posso dizer com certeza que o próprio Julian não está inteiramente satisfeito com esse foco. A mídia tem focado muito mais em Julian do que no próprio WikiLeaks e seus projetos e teria que ser ao contrário. Seria assim em circunstâncias normais: o foco deveria estar na informação que foi vazada. Não no fato de que houve um vazamento nem na organização que o intermediou, muito menos na pessoa responsável por ele. Mas isso faz parte de um problema maior da mídia, não está relacionado só com o WikiLeaks.

ÉPOCA – Talvez seja assim por causa da relação conturbada entre Assange e os jornais. Bill Keller, então diretor do New York Times, escreveu uma longa reportagem expondo detalhes de uma complicada negociação com o fundador do projeto.
Hrafnsson – Em geral, o relacionamento do WikiLeaks com a mídia é muito bom. Tendo em mente que temos uma relação de trabalho com dezenas de veículos e que 75 veículos estão trabalhando com o nosso material, as más relações com a mídia estão mais para exceção do que para regra. A maioria das relações são baseadas no entendimento e no respeito mútuo.

ÉPOCA – Não há uma contradição entre o ideal do WikiLeaks de espalhar uma informação ao máximo e fechar acordos de exclusividade com alguns meios de comunicação?
Hrafnsson – Essas duas coisas não têm nenhuma correlação. O WikiLeaks tem um compromisso de disseminar ao máximo a informação com o máximo de impacto. Para isso, forjamos, no último ano, acordos com a mídia tradicional, que atinge um maior público. Além disso, também deixamos a informação disponível para qualquer pessoa, como uma forma de arquivo histórico. Dar exclusividade de algumas informações para alguns meios por algum tempo de forma alguma vai contra os nossos princípios. Simplesmente colocando os dados em um website não garantiria a exposição a um número tão grande de pessoas como fornecendo o material para os veículos para que eles possam, com sua mão-de-obra, analisar seu conteúdo e fazer reportagens.

ÉPOCA – Daniel Domscheit-Berg, ex-porta-voz do WikiLeaks, escreveu um livro fazendo várias acusações contra Julian Assange. O senhor leu o livro? O que acha da atitude dele?
Hrafnsson – Não li e acho que não é uma atitude honrosa de maneira geral fugir de um projeto, sabotar os sistemas e falar mal de seus ex-colegas. O período mais sério e turbulento do WikiLeaks foram os últimos 14 meses. Observe que Daniel esteve afastado durante todo esse período. Ele não participou dos projetos mais importantes, estava afastado durante a fase mais importante da organização. Por isso, ele é um mau comentarista. O que define o WikiLeaks hoje é a extraordinária exposição que tivemos nos últimos meses e como lidamos com as pressões, com as acusações. Além de lutar contra governos e ministros, contra as maiores instituições financeiras do mundo, tivemos que combatê-lo. Não acrescenta nada à causa ter um pequeno grupo de ex-colaboradores sedentos por atenção. A atitude dele não é nada honrável.

ÉPOCA – Uma das acusações de Domscheit-Berg é a falta de transparência do WikiLeaks, embora a organização advogue pela transparência. Segundo ele, não é possível saber o que foi feito com o dinheiro das doações. Como o senhor responde a essas críticas?
Hrafnsson – É preciso ter em mente que Daniel era a pessoa dentro da organização que lidava com as finanças até o momento em que foi suspenso e decidiu sair do WikiLeaks. Ao criticar esse aspecto da organização, ele está criticando o próprio trabalho. Não há nada Não-transparente nas finanças do WikiLeaks. Se alguém quiser saber qualquer coisa, desde quanto foi doado no último ano até como o dinheiro foi gasto, só precisa ir ao site do fundo Vau Holland, na Alemanha, que tem registro de todos os recursos desde 2010. A organização é bastante transparente e as acusações de Daniel de que o WikiLeaks é um esquema para levantar dinheiro são infundadas. Ele só quer atacar a organização e não devemos perder tempo discutindo o que ele disse, porque é ridículo em todos os aspectos. Ele deveria calar a boca.

ÉPOCA – Domscheit-Berg faz várias críticas à pessoa de Assange, incluindo que ele defende a transparência para os governos e as organizações, mas ficou bravo quando detalhes de seu processo de assédio sexual na Suécia foram divulgados. O que o senhor tem a dizer sobre isso?
Hrafnsson – A ira de Assange não teve a ver com a publicação de detalhes, mas com a disseminação de informações erradas sobre o caso. Como você pode notar, não estou nada feliz com o que Daniel tem dito porque 1) ele está errado e 2) ele não sabe nada da organização porque não tem sido parte dela pelo último ano ou mais. Ele tem espalhado informações errôneas e mentirosas sobre o WikiLeaks. Ele não está fazendo críticas, está simplesmente caluniando a organização.

ÉPOCA – Daniel inclusive sugeriu que, antes de divulgar, Assange tentou vender os direitos do clipe “Assassinato colateral”. É uma acusação séria.
Hrafnsson – Eu fiz parte desse projeto e Daniel não estava lá. Ele estava na Alemanha. Você disse que essa é uma acusação séria, mas discordo em essência. Vender o vídeo foi algo que foi discutido abertamente, discutimos se era algo que deveríamos fazer, se deveríamos leiloar o clipe. Mas a decisão foi não fazer. E isso não teve nada a ver com Daniel Domscheit-Berg, foi apenas algo que foi debatido. Em essência, não há nada de errado em discutir esse assunto. Isso acontece no mundo da mídia o tempo todo e há argumentos fortes de que a mídia comercial deveria pagar por certos conteúdos. Mas o que importa é que não foi feito. Você já me fez quatro perguntas sobre as acusações de Daniel, mas ele não fazia parte da organização durante seus períodos mais difíceis. Como é possível que eu tenha que responder de novo e de novo questões sobre o WikiLeaks como se ele fosse um membro da organização?

ÉPOCA – Mas Daniel não é o único a criticar o WikiLeaks. Há quem diga que a organização colocou a vida de informantes afegãos em risco depois de divulgar, sem censura, os documentos sobre a guerra no país. O WikiLeaks errou? Houve alguma mudança de procedimento depois daquela ocasião?
Hrafnsson – É preciso lembrar que dos 90 mil documentos obtidos pelo WikiLeaks sobre a guerra no Afeganistão, 15 mil não foram divulgados dentro da política de minimizar os danos. Seguimos a própria classificação do Exército americano e a nossa avaliação. Apesar desse cuidado, alguns poucos nomes foram mencionados. Mas nenhuma pessoa sofreu qualquer dano por causa disso. Aliás, nenhum indivíduo - a não ser ocupantes de cargos do alto escalão dos governos - foi afetado pelos vazamento de dados. Isso foi verificado pelo Pentágono, pelo Departamento de Estado americano e até por oficiais da Otan no Afeganistão. É um feito extraordinário diante das informações que divulgamos. A organização adota uma atitude específica diante de cada material antes da divulgação. Por isso, as acusações de negligência são infundadas. Tenho bastante confiança de que fomos bastante cuidadosos e responsáveis ao lidar com o conteúdo a ser divulgado.

ÉPOCA – Quais são os próximos vazamentos do WikiLeaks?
Hrafnsson – Estamos envolvidos com um projeto grande, que são os telegramas da diplomacia americana, e nossos recursos são bastante limitados, em boa parte por causa do ataque das instituições financeiras, como mencionei anteriormente, e da prisão domiciliar de Julian Assange. Temos de 15 a 20 funcionários e mais um número de voluntários contribuindo praticamente em tempo integral conosco. Temos também um bom número de voluntários em tempo parcial.

ÉPOCA – O que o senhor vê para o futuro do WikiLeaks?
Hrafnsson – É muito difícil dizer, temos muitas opções. Queremos lutar por mais liberdade de expressão e de imprensa em geral, essa é a nossa prioridade. Precisamos decidir como levar adiante essa tarefa.

ÉPOCA – Recentemente, surgiu a possibilidade de ele vir para o Brasil. Como o senhor vê o futuro de Assange?
Hrafnsson – É preciso esperar para ver. Ele tem um caso judicial pendente, a ser decidido em julho, e está lutando contra a extradição para a Suécia e, possivelmente, contra uma extradição da Suécia para os Estados Unidos. A situação dele é bastante precária no momento e, por isso, é bastante difícil fazer qualquer plano de longo prazo. O que vemos é que há uma apreço pelo que temos feito no Brasil e que o país poderia ser uma boa base para as nossas operações. Temos muitas bases, na Europa e em outros países do globo, e temos tido muita sorte de poder contar com um grupo de pessoas que nos apoiam bastante no Brasil e em outros países.

ÉPOCA – O WikiLeaks divulgou documentos que mencionam o Brasil. Haverá mais vazamentos incluindo o país?
Hrafnsson – Vamos esperar para ver. Não falo nada sobre os futuro vazamentos. Esse é um princípio meu e é importante se manter dentro dele para que as ações falem mais do que as palavras.

ÉPOCA – Recentemente, o governo brasileiro cogitou manter alguns documentos sob sigilo eterno sob a alegação de que sua divulgação poderia causar danos. Qual sua opinião a respeito?
Hrafnsson – Sempre haverá quem diga que divulgar uma informação pode gerar problemas. Mas se você perguntar a essas pessoas quais seriam esses danos, o que há de tão danoso em ter informação, elas geralmente se enrolam e fogem falando de generalidades. Nunca devemos acreditar em quem diga que haverá repercussão negativa caso se divulgue uma informação que está sendo mantida em sigilo às custas dos contribuintes. Não sem antes ouvir instâncias que entendem do assunto e podem apresentar argumentos concretos sobre a proposição. É claro que pode haver consequências negativas. Mas pergunto: quais são os danos causados pelos vazamentos do WikiLeaks nos últimos 14 meses? Constrangimento para os governos. Não houve nenhuma grande mudança negativa da ordem mundial nem nenhum dano a pessoas individualmente. Sabemos em nossos corações que a verdade não causa danos para o público, ela o liberta. Devemos nos perguntar, sim, quais são os prejuízos causados por guardar segredo. E temos muitos exemplos de como o sigilo tem gerado danos para nós e para a imprensa. Por causa do segredo foi fácil iludir a população dos Estados Unidos e do mundo sobre a existência de armas de destruição em massa e da presença da Al Qaeda no Iraque. Isso justificou uma invasão ilegal do país que acabou gerando a morte de centenas de milhares de pessoas.

ÉPOCA – Quais são, na sua opinião, as consequências do WikiLeaks para o jornalismo?
Hrafnsson – A principal foi mostrar ao jornalismo que ele tem que lutar com mais garra pelo seu principal ideal que, na minha opinião, é a justiça. Sou um ativista que acredita que desencavar a verdade pode mudar o mundo para melhor. O jornalismo se tornou algo muito estabelecido e começou a ficar sentado esperando por press releases e por declarações oficiais do governo, em vez de sair a campo fazendo as perguntas críticas sobre a realidade. Isso é o que os jornalistas deveriam fazer como parte de sua vocação e de sua missão. O WikiLeaks apontou para esse problema e mostrou uma imagem não muito agradável do mundo do jornalismo. Mas sem jornalismo não é possível ter um ambiente político saudável. O WikiLeaks também mostrou a possibilidade de usar caixas postais eletrônicas para receber documentos - e muitos jornalistas têm copiado essa ideia, como já mencionei. Também deu exemplo de como é possível usar as ferramentas digitais, como as bases de dados, para mostrar a realidade.

ÉPOCA – Julian Assange já reclamou várias vezes de sofrer vigilância de serviços. O senhor se sente vigiado?
Hrafnsson – Sabemos com certeza que as pessoas ligadas ao WikiLeaks estão sendo investigadas. Isso não é baseado em um sentimento: há um júri esatebelecido no estado de Virgínia para nos investigar. Não temos certeza, mas achamos que nossas contas do Twitter são monitoradas. Temos vários exemplos que sugerem vigilância, mas achamos que ela deve ir muito além do que sabemos. Nunca vimos espiões nos observando, mas sabemos que é possível vigiar à distância. Posso assegurar que isso acontece e é uma ameaça para Assange e para outras pessoas dentro da organização. Esses fatos são muito relevantes para a mídia de todo o mundo porque representam um ataque à liberdade de imprensa.

ÉPOCA – O que o senhor espera da decisão sobre o caso da Suécia contra Assange?
Hrafnsson – É importante esclarecer, primeiro, que não há nenhuma acusação contra Assange e que, segundo, esse é um caso contra o qual Julian está lutando pessoalmente. A organização não está sendo acusada de nada, não tem nada a ver com o caso. É uma batalha legal levada a cabo por Julian, cuja defesa é custeada por um fundo separado e por recursos pessoais. E muito importante separar a pessoa de Julian da organização nesse caso.

ÉPOCA - O WikiLeaks tem ajudado a custear a defesa de Bradley Manning?
Hrafnsson – Temos uma clara simpatia pela causa de Manning e apoiamos financeiramente a sua defesa. Prometemos ajudar com uma certa quantia mas a defesa dele já estava paga. Então, decidimos esperar para ver se ele vai precisar de ajuda no futuro. Fora isso, há muito pouco o que podemos fazer a não ser pedir que as pessoas se pronunciem em favor de sua libertação. Ele tem sido mantido em circunstâncias ridiculamente desumanas, que poderiam ser classificadas de tortura, e isso é uma grande vergonha para a administração de Barack Obama. Ele tem sofrido com a privação do sono, a agressão psicológica, e foi obrigado a tirar a roupa, humilhado e mantido em regime de total isolamento por 10 meses. Ficou dentro da cela por 23, 24 horas diárias e sem contato com qualquer outro preso. Ele só podia falar com seu advogado de defesa e com um ou dois amigos. É uma situação ultrajante para qualquer prisioneiro e uma vergonha para um país como os Estados Unidos, que lutam pelos direitos humanos no mundo todo.

26 junho 2011

Grã-Bretanha recomendará preservativo turbinado

Autoridades do setor de saúde pública da Grã-Bretanha recomendaram para toda a União Europeia que aprovem a camisinha CSD500, produzida pela empresa Futura Medical. Ela possui em sua extremidade um gel que dilata as artérias e, consequentemente, aumenta o fluxo de sangue para o pênis, causando maior e mais prolongada ereção. Será comercializada sob a marca Durex e estará nas farmácias de pelo menos 29 territórios europeus.

25 junho 2011

Chuveiro ligado uma hora por dia encarece conta em R$ 51

O professor Afonso Nogueira levou um susto quando recebeu a conta de luz referente a junho: o consumo, que vinha na casa dos 194 Kwh por mês saltou para 283 Kwh. A mudança doeu no bolso. Em maio, ele pagou R$ 125 na conta de energia e no mês seguinte, teve que desembolsar R$ 186. O aumento de quase 50% tem explicação: o frio, que chegou ainda no outono.

O maior vilão da estação é o chuveiro elétrico, usado nas temperaturas mais altas nesta época do ano. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) um chuveiro em tensão mais forte ligado por uma hora por dia encarece a conta de luz em cerca de R$ 51 ao final do mês.

Além do chuveiro, o Idec também lista outros equipamentos que elevam o consumo. No inverno, é mais difícil secar as roupas e o uso da secadora aumenta. A água fria também leva os consumidores a optarem por usar mais vezes a lavadora que consome por mês 3,15 kWh a 6,30 kWh quando usada duas vezes por semana. Quem tem aquecedor elétrico, liga o aparelho frequentemente. O grande número de doenças respiratórias coloca em ação aparelhos como vaporizadores e nebulizadores.

Na casa do professor Nogueira foi a combinação de vários desses fatores que levou ao aumento da conta. "Eu acordo às 6h, o banho tem que ser quente mesmo", diz. A filha pequena usa muito vaporizador e ainda faz xixi na cama, o que coloca a máquina de lavar roupa para funcionar mais vezes. No próximo mês, porém, ele está disposto a baixar o gasto. "Tem coisas que não dá para cortar, mas vamos ficar de olho nas lâmpadas acesas à toa e diminuir o tempo dos banhos", explica.

Dicas. Independente do clima, há dicas que devem ser sempre seguidas e que podem ajudar a reduzir as contas. No caso de lavadora de roupas, secadoras e ferro elétrico, o ideal é juntar uma grande quantidade de roupa para ser lavada e passada de uma só vez. Para geladeira, a dica é evitar abrir e fechar muitas vezes e não deixar acumular grandes camadas de gelo no freezer. Outra providência de quem quer gastar menos com energia deve ser trocar lâmpadas incandescentes por fluorescentes e aproveitar a claridade natural do dia.

Milionária falecida 'esquece' a família e deixa fortuna para sua enfermeira nos EUA

Uma milionária de 104 anos que morreu no mês passado resolveu deixar para sua enfermeira a maior parte de sua fortuna, estimada em US$ 400 milhões. De acordo com autoridades locais, Huguette Clark doou para instituições de caridade quase todo o seu dinheiro, mas deixou para a funcionária que cuidou dela por 20 anos cerca de US$ 38 milhões.

O testamento deixou a família da idosa revoltada, já que nenhum parente da milionária recebeu nada. A enfermeira, Hadassah Peri, herdou ainda uma coleção de bonecas e casas de boneca da idosa, que pode valer mais alguns milhões de dólares.

Uma afilhada de Huguette que não é sua parente direta também foi contemplada, e terá direito a US$ 14 milhões. A milionária não tinha filhos, e especificou no testamento a vontade de não deixar nada aos descendentes de seus meio-irmãos.

24 junho 2011

Gêmeos Winklevoss desistem de ação contra Facebook

Os gêmeos Winklevoss, colegas de faculdade de Marck Zuckerberg, fundador do Facebook, resolveram finalmente dar um fim a sua campanha contra a rede social. Nesta quinta-feira (23), eles anunciaram que não irão mais apelar à Suprema Corte americana contra Zuckerberg, quem eles acusam de ter-lhes roubado a ideia original do site. Os irmãos já haviam conseguido um acordo de US$ 65 milhões pelos direitos autorais do Facebook.

A história dos dois aparece no filme A Rede Social, de 2010, que conta a história por trás do escândalo envolvendo a criação do Facebook. Ainda na faculdade, Zuckerberg teria sido convidado pelos gêmeos e um amigo indiano para desenvolver um site que conectasse os alunos do campus de Harvard. O dono do Facebook não só largou o projeto no meio como teria passado a desenvolver sua própria rede social a partir da ideia dos Winklevoss - o próprio Facebook.

Os Winklevoss buscavam reconhecimento pela participação no processo criativo da rede social. Uma corte de apelações californiana, porém, julgou que Zuckerberg não enganou os gêmeos como eles alegam. Depois da decisão, os dois ameaçaram levar o caso à Suprema Corte, mas algo os fez desistir da ideia.

“Cameron Winklevoss, Tyler Winklevoss e Divya Narendra provêm, aqui, a informação de que, após cuidadosa consideração e análise, decidem não arquivar petição (contra Zuckerberg) junto à Suprema Corte dos Estados Unidos”, diz um parecer da corte californiana.

Não se sabe, porém, o que fez a atitude dos gêmeos mudar. Em 2004, os Winklevoss conseguiram um acordo com o Facebook que lhes dava mais de um milhão de ações da companhia. Em 2008, porém, entraram novamente com recurso na Justiça alegando que a empresa teria falseado os valores das ações, dando-lhes as de menor valor. A Corte ouviu-os e teve início um novo processo contra o Facebook.

“Com a ajuda de um time de advogados e de analistas financeiros, eles (os Winklevoss) fecharam um acordo que me parece extremamente favorável à luz da recente atividade do mercado financeiro”, disse à Wired Alex Kozinski, juiz da Corte que julgou o caso. O valor das ações acordado entre os irmãos e Zuckerberg cresceu a cerca de US$ 50 bilhões com os investimentos feitos nos últimos anos.

Foi Queima de Arquivo

Com 15 anos de atraso, o Supremo Tribunal Federal colocou um ponto final em um dos crimes mais rumorosos do Brasil: os assassinatos de Paulo César Farias e de sua namorada, Suzana Marcolino. PC Farias, como era conhecido o empresário alagoano, foi o tesoureiro do ex-presidente e atual senador Fernando Collor de Mello. Ele era considerado o maior conhecedor dos esquemas de corrupção que levaram ao impeachment de Collor e apontado pela Polícia Federal como o responsável pela movimentação de dezenas de contas no Exterior abastecidas pelo propinoduto instalado no governo federal. Em 23 de junho de 1996, dias antes de depor em uma CPI que investigava a relação de empreiteiras com o Palácio do Planalto, PC e sua namorada foram mortos na casa do empresário na praia de Guaxuma, litoral de Maceió. Antes mesmo de os corpos serem removidos, os irmãos de Farias, também envolvidos com o governo Collor, e a polícia alagoana passaram a tratar o caso como crime passional. Suzana teria matado PC e se matado em seguida. Uma versão endossada por delegados da Polícia Federal e pela mídia em geral, mas que não tinha nenhuma sustentação em provas técnicas ou testemunhais, como denunciaram diversas reportagens de ISTOÉ desde a primeira semana de julho de 1996. Com base nos relatos de testemunhas, muitas delas ignoradas pela polícia alagoana, e nos estudos feitos por peritos e legistas de todo o País, as reportagens mostravam que PC e Suzana foram vítimas de um duplo homicídio e que a cena do crime fora alterada para dificultar as investigações.

No início deste mês, o ministro Joaquim Barbosa, do STF, decidiu, em última instância, que Adeildo dos Santos, Reinaldo Correia de Lima Filho, Josemar dos Santos e José Geraldo da Silva, ex-seguranças de PC e ainda hoje funcionários da família Farias, deverão ser levados a júri popular acusados como coautores dos assassinatos. A decisão de Barbosa não deixa dúvida. O que ocorreu na casa da praia de Guaxuma foi um duplo homicídio e não um homicídio seguido de suicídio. “O jornalismo praticado por ISTOÉ teve papel fundamental para que a farsa não prevalecesse sobre os fatos”, diz o juiz Alberto Jorge Correia Lima, da 8ª Vara Criminal de Alagoas, responsável pelo processo que apura o crime. Segundo ele, o julgamento dos ex-seguranças de PC deverá ocorrer em setembro.

“Depois de tanto tempo, aumentam as chances de os ex-seguranças serem inocentados, pois os detalhes já não estão mais na memória das pessoas como na época do crime”, lamenta o promotor Luiz Vasconcelos. “Mas só o fato de haver um júri popular comprova que uma farsa estava em gestação.” Em março de 1997, o promotor e o juiz colocaram em dúvida um laudo elaborado pelo legista Fortunato Badan Palhares, da Unicamp, que procurava impor rigor científico à tese do homicídio seguido de suicídio. Com base em reportagem de ISTOÉ, que, amparada em pareceres emitidos por legistas de diversos Estados enumerou uma série de falhas no laudo de Palhares, a Justiça alagoana convocou três especialistas em medicina forense para mediar o impasse. A conclusão foi a de que todos os indícios apontavam para o duplo homicídio. “Se quatro pessoas estão em uma sala e uma delas é morta, ou o assassino está entre os três que sobreviveram ou eles compactuaram para encobrir uma outra pessoa”, diz o promotor, referindo-se à situação dos acusados. O promotor lamenta que a farsa montada em torno da tese do crime passional tenha impedido que investigações mais profundas fossem feitas. Ele explica que a possível condenação dos ex-seguranças de PC pode representar a punição aos autores dos homicídios, mas que o mandante do crime ainda é um mistério. Em sua denúncia, o juiz Correia Lima chegou a apontar o ex-deputado Augusto Farias, irmão de PC, como o mentor intelectual do crime, mas o STF entendeu que não havia provas suficientes contra o ex-parlamentar. Se a Justiça fosse menos morosa, é provável que todos os mistérios em torno da morte de PC já estivessem resolvidos.


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Isso é pra gente ver o quanto somos manipuláveis e inertes, afinal de contas, um dos maiores beneficiários do silêncio de PC Farias foi eleito, pelo povo de Alagoas, ao senado. Ou alguém acha também que o sr. Fernando Collor é o inocente de tudo o que aconteceu à época.

Parece-me aquelas piadas de humor negro.


Riva Moutinho

Hackers atacam página do IBGE

Mais um site foi invadido por hackers na madrugada desta sexta-feira (24). Desta vez, o sítio atacado foi o do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Quem acessar a página nesta manhã irá ler a seguinte mensagem no topo da página na internet: "IBGE Hackeado - Fail Shell" - Este mês, o governo vivenciará o maior número de ataques de natureza virtual na sua história feito pelo Fail Shell. Entendam tais ataques como forma de protesto de um grupo nacionalista que deseja fazer do Brasil um país melhor. Tenha orgulho de ser brasileiro, ame o seu país, só assim poderemos crescer e evoluir! Atacado por FIREH4CK3R. Brasil, um país de todos!”

Na madrugada dessa quarta-feira (22), os portais da Presidência da República, do governo brasileiro e da Receita Federal também foram atacados e retirados do ar por hackers. Segundo o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) – empresa pública que presta serviços de tecnologia da informação para os órgãos do governo – os ataques foram feitos com cerca de 2 bilhões de acessos às páginas.

Vale ressaltar que, ao pé da página, os hackers fizeram questão de negar qualquer relação com os grupos LulzSec ou Anonymous no Brasil, que , conforme a mensagem postada, seriam grupos sem qualquer ideologia.

22 junho 2011

Grupo hacker invade sites do governo brasileiro

O coletivo hacker LulzSec, responsável pela invasão da rede Playstation Network, da gigante japonesa Sony, tentou invadir na manhã desta quarta-feira (22) sites do governo brasileiro. “TANGO DOWN brasil.gov.br & presidencia.gov.br”, diz uma mensagem na conta de twitter do grupo postada por volta da meia noite. “Tango Down” é a expressão usada por eles para quando conseguem derrubar um site - ou seja, deixá-lo fora do ar.

Uma hora depois, outro tweet: “nossa unidade brasileira está fazendo progressos. Parabéns, irmãos do LulzSecBrazil”.

Segundo a assessora de comunicação do Planalto, Ivonete Motta, houve de fato uma tentativa de invasão dos servidores governamentais, mas a situação foi rapidamente controlada pelo Serpro (Serviço de Processamento de Dados). Segundo ela, não houve invasão per se dos sites, e eles teriam ficado fora do ar por causa de um congestionamento das redes causado pelo próprio Serpro como medida de segurança.

“O Serpro (Serviço de Processamento de Dados) detectou nesta madrugada, entre 0h30 e 3h, uma tentativa de ataque de robôs eletrônicos aos sites Presidência da República; Portal Brasil e Receita Federal. O sistema de segurança do Serpro, onde estes portais estão hospedados, bloqueou todas as ação dos hackers”, diz nota oficial divulgada no Blog do Planalto.

O governo garante que nenhuma informação foi vazada ou acessada, e que todos os dados contidos nesses sites estão absolutamente seguros.

Na última segunda-feira, um adolescente de 19 anos foi preso em Essex, na região metropolitana de Londres acusado de ser um dos membros da cúpula do LulzSec. Ryan Cleary foi detido em sua residência, mas o próprio grupo hacker já afirmou, em sua página oficial, que ele não tem nenhuma ligação com o coletivo e que as pistas que levaram ao nome do jovem foram planejadamente plantadas.

“A Polícia britânica está claramente tão desesperada para nos pegar que eles acabaram prendendo alguém que, na melhor das hipóteses, tem uma associação ínfima com a gente. Que pena”, afirma uma nota do LulzSec.

21 junho 2011

A Copa do Roubo é Nossa!

O que levaria uma transnacional brasileira, como a Odebrecht, a contratar, por R$ 15 milhões, o irmãozinho de um ministro para lhe prestar consultoria – certamente na área estratégica, ou em negócios ligados à Defesa? Ou será que o rapaz foi contratado apenas por seus laços de família? Ou ele foi recrutado por ser um competente soldado que apenas deu o azar de não chegar ao posto de General?

Enquanto você pensa, tome uma cervejinha neste domingão. E fique sabendo que o mercado da loura gelada e afins vai esquentar no Brasil. Será anunciada, com toda pompa e circunstância, assim que for conveniente, que a Heineken já comprou a brasileira Schincariol. A terceira maior cervejaria do mundo, atrás da belgo-brazileira Inbev e da sul-africana SABMiller, espera subir no ranking cervejeiro com este estratégico negócio comentado, à boca de siri, no mercado tupiniquim.

Entre um copo e outro, falemos da Copa. Em botecos finos, freqüentados por neoricos, já se ouve a musiquinha: “A taça do mundo é nossa... Com os petralhas, não há que quem possa...”. Tudo mundo sabe que, há longo tempo, o futebol é um dos principais teatros de operação das organizações mafiosas. Os brasileiros, que são craques neste negócio de crime organizado, vão brilhar ainda mais, antes da copa de 2014 e, depois dela, até as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

Já está montadinho o esquema para se ganhar muito dinheiro, de forma legalizadamente escusa. Já começa com a jogada da isenção de impostos, congressualmente aprovada a peso de taça dourada, que beneficiará todas as empresas que forem parceiras da FIFA na organização do torneio. Mais grana ainda rolará, por cima e por baixo dos panos, nas obras de infraestrutura. Todas propositalmente atrasadas, para gerar contratos de emergência ou ficarem mais caras.

Até sexta, as licitações seriam quase secretas ou cercadas de grande sigilo. Agora, diante da repercussão negativa na mídia amestrada, o governo vem correndo aos holofotes jornalísticos para alegar que não será bem assim... Claro que será! O jogo de cartas marcadas já está definido há muito tempo. A briga interna é para saber quem leva mais ou menos. Mas, quem estiver dentro, dificilmente toma bola fora, se for generoso no pagamento dos mensalões da copa.

Nosso esquadrão pode não ser de Ouro. Mas não perde a chance de tomar de assalto qualquer metal que estiver dando sopa nos negócios que misturam interesses públicos com privados. A Taça do Roubo é Nossa! Esta competição, prévia da Copa e Olimpíadas, nossos agentes conscientes do Crime Organizado já faturaram, por antecipação.

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

A Marcha da Maconha como livre expressão

A semana passada foi marcada por uma decisão da mais alta Corte do país, o STF (Supremo Tribunal Federal), capaz de resgatar um sentido essencial que vinha se perdendo nos posicionamentos das instâncias inferiores da Justiça. Ao considerar licitas manifestações que defendem a mudança da legislação que criminaliza o uso da maconha, o STF reforçou os ditames do artigo 5º de nossa Constituição no que tange ao valor fundamental de garantia ao direito de livremente se reunir e de expressar ideias.

De fato, provocados por pedidos de concessão de liminares por parte de integrantes do Ministério Público, juízes de primeira instância e também a 2ª Câmara de Direito Criminal do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) acabaram por confundir a defesa da mudança da lei com o descumprimento desta. Em suas decisões, consideradas inconstitucionais pelo STF, impediram a realização de “marchas da maconha”. As instâncias inferiores não atentaram, inclusive, que os organizadores da manifestação orientavam contrariamente ao uso da substância proibida durante a marcha.

Não havia sido a primeira vez que marchas do tipo foram impedidas de acontecer, sempre com o argumento da apologia ao uso da droga e à impossibilidade de se evitar o consumo no decorrer da manifestação. No entanto, em todas as decisões judiciais impeditivas da marcha, persistiam os mesmo equivocos de interpretação constitucional, que desembocaram em atentados ao princípio democrático e aos direitos fundamentais resguardados no julgamento do STF.

O princípio democrático é a norma constitucional que determina não apenas a adoção de decisões por uma maioria legislativa ou social, mas também e, em especial, a preservação dos direitos das minorias. Esse sempre foi o caso das marchas que foram impedidas. Afinal, o direito à livre expressão do pensamento, acompanhado pelo direito à reunião, é um dos instrumentos fundamentais a garantir a possibilidade da minoria se transformar em maioria pela arma do convencimento, o que opera como mecanismo de compensação de formas violentas de enfrentamento, trazendo ao Parlamento o papel de “lócus” da disputa e solução pacífica entre interesses e valores conflitantes dos grupos sociais divergentes.

É, por conseguinte, direito inalienável da qualquer cidadão, ou grupo de cidadãos, exprimir, de forma pacífica, seu pensamento discordante da maioria parlamentar que aprovou e mantém uma determinada lei penal vigendo. Isso vale para círculos restritos de amigos e familiares, debates públicos, opiniões na imprensa ou em praça pública. Tais manifestações não implicam em estímulos à conduta tipificada por esta mesma legislação que se quer criticar e alterar. Na doutrina norte-americana, se alcunha este tipo de posicionamento pela expresssão in favor off.

A situação proibitiva era tão insólita, que lembrava os tempos da Ditadura Militar, em que protestar contra a existência da Lei de Segurança Nacional era considerado crime contra a Segurança Nacional. Afinal, se postular pela revogação de uma lei não é conduta salvaguardada pelo direito de livre expressão e reunião, que condutas da cidadania seriam salvaguardadas por este direito? Posso expressar que sou contra as normas vigentes, mas não posso dizer quais e as respectivas razões?

Ora, subtrair de parcela da cidadania o direito de protestar contra a vigência de qualquer lei, penal ou não, é ferir de morte o regime democrático. É retirar-lhe o sentido, traduzindo-se em ato imperial, impróprio ao Estado Democrático de Direito.

Podemos argumentar que não há direito absoluto, o que é avaliação precisa. Assim, o direito à livre expressão não pode ofender a honra de alguém ou estimular a prática de delitos. Mas postular a revogação de uma lei penal não pode ser considerado incitação ao crime que ela tipifica, nem ofensa à honra. Se havia receio por parte da jurisdição de os defensores de uma nova lei usassem a marcha para a prática de desobediência civil, via consumo da erva, nada impedia que os policiais presentes à passeata realizassem a prisão em flagrante dos infratores. Aliás, esse é o procedimento que a lei recomenda, não só em situações de protesto, mas nas demais, porque extrapolaria os limites do direito à livre expressão.

Finalmente, está claro que decisões judiciais não se descumprem, mesmo que as achemos inconstitucionais, porque são animadas pela presunção de legitimidade própria à segurança jurídica das relações humanas e sociais reguladas pelo direito. Mas caberia aos tribunais inferiores pautar suas decisões pelo entendimento de que, na dúvida, devem ser resguardados e valorizados os direitos fundamentais de livre reunião e expressão, jamais interditados. Esse sentido constitucional foi resgatado pela decisão do Supremo.

A importância e profundidade desse resgate pelo STF jogam novamente luz sobre as normas penais brasileiras. Não se tratam de clausulas pétreas, imutáveis, portanto, devem estar sempre sujeitas ao debate público. Arrisco-me a sustentar que esse é inclusive o sentido desejado pelo legislador originário. Os debates a serem travados doravante não podem ser confundidos com estímulos à prática das condutas vedadas. Que passemos a entender que criticar leis não é o mesmo que as desobedecer. É, pois, o contrário: a expressão essencial e mínima do que se constitui um regime democrático. Hoje, do ponto de vista dos direitos da cidadania, certamente estamos mais maduros.

Por Pedro Estevam Serrano, advogado e professor de Direito Constitucional da PUC-SP,mestre e doutor em Direito do Estado pela PUC-SP.

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