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28 maio 2011

Pilotos estavam às cegas no momento da queda de Airbus

Paris, França. Um relatório redigido por cinco experts independentes contratados pelo Tribunal de Grande Instância de Paris é avassalador sobre as responsabilidades da Airbus e da Air France no acidente do voo 447. A aeronave partiu do Rio de Janeiro e seguiria até Paris. No entanto, caiu no meio do oceano Atlântico, na noite de 31 de maio de 2009, matando as 228 pessoas a bordo.

No documento, redigido antes da descoberta das caixas-pretas e só revelado ontem, os peritos afirmam que os pilotos não tinham treinamento específico nem informação para enfrentar a falha dos sensores de velocidade. O documento foi obtido pelo jornal "Libération". Além disso, os procedimentos recomendados pela Airbus foram considerados difíceis de "aplicar". Com base nessas considerações, a juíza de instrução do caso, Sylvia Zimmerman, abriu processo de homicídio involuntário contra a Air France e a Airbus.

Ontem, o Escritório de Investigações e Análises da França (BEA, na sigla em francês) divulgou relatório parcial baseado na análise das caixas-pretas encontradas no início do mês. Os pilotos do voo 447 tiveram problemas com leituras diferentes da velocidade da aeronave. Apesar de seus esforços para controlar o avião, ele perdeu velocidade e caiu em três minutos e meio, a 200 km/h. Especialistas sugerem que os sensores teriam congelado. Após o acidente, a Air France substituiu os equipamentos (tubos de Pitot) nos Airbus 330 e 340.

O BEA não tenta identificar a causa do acidente nem atribuir responsabilidades: é apenas a descrição da cadeia de eventos. O relatório revelou ainda que o capitão, Marc Dubois, estava fora da cabine em um intervalo normal de descanso quando os problemas começaram. O BEA divulgará novo relatório parcial em julho.

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