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04 janeiro 2011

Empresário paga aluguel de R$ 12 mil de filho de Lula

FONTE: Folha.com

Um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís, mora desde 2007 em apartamento alugado por R$ 12 mil nos Jardins, bairro nobre de São Paulo. Quem paga a conta é uma empresa com contratos com vários governos, entre eles o federal.

Lulinha, como Fábio Luís é conhecido, não é sócio da empresa que paga o aluguel. Mas o Grupo Gol, que alugou o apartamento, é do empresário de mídia e mercado editorial Jonas Suassuna, sócio de Lulinha em um outro negócio, a empresa de conteúdo eletrônico Gamecorp.

Primo do ex-senador Ney Suassuna (PMDB-PB), Jonas fez fortuna com venda de CDs da Bíblia gravados por Cid Moreira.

Procurado pela Folha, Jonas Suassuna disse que não vai mais pagar o aluguel para o filho do presidente. O grupo tem contrato com vários governos para venda de livro didático; do governo federal, recebeu valores irrisórios nos últimos oito anos.

No prédio, há um apartamento que foi ocupado pelo presidente de uma das maiores usinas de açúcar do país. Há uma unidade por andar, com quatro suítes e o mesmo número de vagas na garagem. O último pavimento conta com deck e piscina. O valor de cada unidade é estimado em R$ 1,8 milhão.

Lulinha disse à Folha que foi morar com o amigo em 2007, quando se separou.

"Ele arcava com o aluguel e eu entrei com os móveis da minha antiga residência e assumi as despesas do apartamento. Há quatro meses pedi para ficar com todo o apartamento, pois me tornei pai, e estamos transferindo o contrato para meu nome."

Já Suassuna, que mora no Rio, disse que tinha um quarto no apartamento, que usava quando viajava a São Paulo até Lulinha levar a mulher e o filho para lá.


ALUGUEL

A Folha apurou que até hoje é Suassuna quem paga o aluguel, e o dono do imóvel não havia sido contatado até a semana passada para discutir mudança no contrato.

Quando alugou o apartamento, o Grupo Gol informou ao proprietário que ninguém moraria lá. O imóvel seria usado para acomodar os executivos da empresa que eventualmente viajassem do Rio, onde está sediada, para São Paulo.

O dono do imóvel afirmou ter sabido pela Folha a identidade do inquilino.

Outro filho de Lula, Luís Claudio, também mora num apartamento nos Jardins, mas em prédio menos luxuoso do que o do irmão.

Luís Claudio disse à Folha que mora com amigos que alugaram o apartamento.

Como a Folha mostrou ao longo desta semana, ambos deixaram a condição de estagiários antes de o pai virar presidente e hoje, oito anos depois, têm seis empresas --apenas uma delas, a Gamecorp, tem sede própria e corpo de funcionários.

O escritório de Lulinha também fica nos Jardins. No mesmo endereço está o escritório da Editora Gol, de Suassuna, e também registrada a G4 Participações, uma das empresas de Lulinha.

02 janeiro 2011

Casa Civil livra Erenice Guerra de punições

[FONTE: Revista Veja]

Governo manobra para evitar que o novo ministro da pasta, Antônio Palocci, assuma responsabilidade sobre caso

Longe dos holofotes, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomou mais uma medida revoltante em seu último de mandato. Para evitar repercussões negativas logo no início do governo Dilma, a Secretaria da Casa Civil decidiu, em 31 de dezembro, encerrar as investigações de tráfico de influência na gestão de Erenice Guerra, sem nenhuma punição à ex-ministra. A alegação foi falta de provas.

A comissão de sindicância interna, instalada em 18 de outubro, “tentou” apurar o envolvimento de Erenice em contratos da Casa Civil com a empresa Unicel, na qual seu marido, o engenheiro elétrico José Roberto Camargo Campos, era diretor comercial. A denúncia foi revelada por VEJA em setembro de 2010.

Campos arquitetou um plano para que a pequena empresa de comunicações entrasse no bilionário mercado de telefonia celular de São Paulo. A concessão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) saiu em 2005 após decisão pessoal de seu presidente, Elifas Gurgel. Técnicos da Anatel contestaram a decisão porque a empresa sequer apresentou garantias sobre sua capacidade técnica e financeira para tocar o negócio. Mas, no fim, o lobby de Erenice saiu vencedor.

O argumento da Casa Civil para não investigar o caso é de que o convênio entre o governo e a Unicel não foi localizado. O documento, que obviamente não despareceu sozinho dos arquivos públicos, previa que a diretoria de telecomunicações do órgão fizesse testes com equipamentos da operadora para prestação de serviço móvel especializado. Segundo a Casa Civil, o convênio não envolveu valores, nem compromisso de compra de materiais.

O ex-ministro da Secretaria Carlos Eduardo Esteves Lima assinou uma portaria publicada na última sexta-feira pedindo que um processo administrativo disciplinar seja aberto na Secretaria de Administração da pasta para apurar possíveis irregularidades no convênio.

Na manhã deste domingo, quando recebeu o cargo, o ministro da Casa Civil, Antônio Palocci, anunciou que a secretaria não ficará mais sob comando da pasta e, sim, sob a responsabilidade da Secretaria-Geral da Presidência. A manobra serve para livrar o novo ministro da responsabilidade sobre as investigações.

Servidores – A Casa Civil também se esquivou de punir os ex-servidores da pasta Vinícius Castro e Stevan Knezevic, também envolvidos em denúncias apontadas por VEJA. Ambos foram parceiros do filho de Erenice, Israel Guerra, na empresa Capital Assessoria e Consultoria – que cobrava propina em troca de facilidades na obtenção de contratos com o governo.

Reportagem de VEJA revelou a reação de Vinícius Castro ao encontrar 200 000 reais em propina em sua gaveta na Presidência. “Caraca! Que dinheiro é esse?”, exclamou. De acordo com a Casa Civil, a acusação não pode ser comprovada.

A comissão também informou não ter conseguido checar a participação de Knezevic no caso. A justificativa é que, como ele é servidor da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e estava cedido à Casa Civil, não era obrigado a prestar depoimento ao grupo. O relatório da comissão de sindicância será entregue ao Ministério da Defesa, ao qual a Anac é subordinado, e à Comissão de Ética Publica da Presidência, que já investiga denúncias contra Erenice Guerra.

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