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30 outubro 2010

O Grande Imitador

Como se sabe, a forma mais sincera de elogio é a imitação. Uma pesquisa fotográfica mostra que, por esse prisma, Lula é um elogio itinerante ao ditador Fidel Castro, sucessor do ditador Fulgencio Batista em Cuba


[FONTE: Site da Revista Veja]

Homem ou mulher, branquelo nórdico ou negro africano retinto, alto ou baixo, burro ou inteligente, gordo ou magro... O diretor de cinema Otto Preminger (1905-1986), americano nascido na Áustria, achava as classificações das pessoas listadas acima imperfeitas e incompletas. Para ele, no fundo, só existem pessoas de dois tipos: as que nasceram para estar diante das câmeras e as destinadas a ficar atrás delas. Lula e Fidel Castro são, sem dúvida, seres humanos do primeiro tipo na estrita divisão feita por Otto Preminger. O diretor de Laura, Anatomia de um Crime e O Cardeal prezava igualmente outra maneira de classificar os atores talentosos: há os que lapidam suas qualidades inatas por meio da imitação de outros melhores do que eles e os que escorregam pela vida e pela carreira impulsionados apenas pelos dons trazidos do berço. Lula e Fidel figuram também na primeira categoria de atores da tabela Preminger.

A imitação dos mestres é um método conhecido e aprovado para abrir um atalho na caminhada evolutiva em qualquer carreira. Cícero e Quintiliano, mestres romanos da oratória clássica, discordavam sobre muitos aspectos da retórica, mas estavam de acordo no aconselhamento a seus discípulos sobre a importância de começar pela imitação, deixando para desenvolver estilo próprio mais tarde, depois de firmada sua reputação. Deveria copiar-se principalmente o actio, ou seja, a entonação, o gestual, as expressões faciais, a linguagem corporal. Eles, muito mais do que as palavras, são, na visão dos mestres, os verdadeiros elementos da persuasão. Atores e políticos devem abusar deles para magnetizar as plateias.

 
A aula magna da Universidade Roma Três a ser ministrada no próximo dia 10 de novembro versará sobre os elementos do discurso político. Informa o programa que o destaque será o papel dos gestos na comunicação e na persuasão. O professor não será Fidel Castro. Mas poderia ser. A escola italiana se junta a dezenas de outras na Europa e nos Estados Unidos que buscam descobrir se certas posturas corporais, gestos e expressões faciais específicas são comprovadamente eficientes no convencimento das audiências. Será possível provar cientificamente que determinadas entonações de voz ou trejeitos são inerentes aos oradores que pretendem não apenas argumentar mas convencer seus ouvintes? Será que o apelo à emoção e o gestual dramático superam sempre outras formas de expressão oral mais racionais e contidas? Pode-se aprender a ser carismático em um palanque ou no palco apenas repetindo gestos de oradores comprovadamente carismáticos? Esses estudos estão apenas no começo, mas são fascinantes.

Talvez os estudiosos possam chegar um dia a uma gramática corporal e facial que permita mesmo aos mais desajeitados oradores tornar-se perfeitos senhores do palco? Se a pessoa já tiver nascido para, na classificação de Preminger, viver diante das câmeras, é bastante provável que a resposta seja sim. O melhor caminho, desde os romanos, é a imitação de um ídolo. Fidel Castro é um dos ídolos de Lula. Foram tantas as visitas do brasileiro a Cuba, antes e depois de se tornar presidente, que ele deve ter mais horas de assistência de discursos de Fidel (os curtos são de três horas e os longos podem passar de dez) do que de qualquer outro político brasileiro ou internacional. Consciente ou inconscientemente, Lula assimilou o estilo de Fidel Castro. O mestre é mais culto e mais carismático do que o pupilo brasileiro — mas Lula já ganha de Hugo Chávez, outro notório imitador do cubano.

Estas páginas foram ilustradas com gestos de Lula claramente copiados de Fidel Castro. Alguns deles não são privativos do mestre cubano e do aluno brasileiro. É o caso do gesto de apontar o indicador para um chefe de estado estrangeiro. Quando presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton não perdia uma chance de usar o truque. Fidel e Lula idem. Na maioria das vezes, estão simplesmente apontando a um visitante ilustre o lugar reservado a ele pelo cerimonial. Nas fotos, porém, o gesto dá a impressão de que quem aponta o dedo é o “mandatário alfa”, aquele que está no comando da situação, indicando caminhos a um colega desorientado ou sem muita convicção.

Monoglota, Lula se beneficia bastante de um truque de Fidel Castro — o de falar sempre mais do que o interlocutor, de forma que nas fotos ele pareça estar ensinando ao colega alguma coisa. No caso de Lula, a mágica da “boca aberta, pois a foto não tem som”, é ainda mais eficiente. Com frequência Lula aparece nas fotos oficiais falando com a maior tranquilidade a interlocutores russos, alemães, árabes, israelenses, africanos, como se dominasse o idioma deles. Fidel Castro fez desse um jogo de cena clássico de seu arsenal, pois, mesmo dependendo vitalmente das doações anuais bilionárias dos soviéticos para sua ilha não soçobrar, aparecia nas fotos como se ensinasse alguma coisa aos velhinhos do Kremlin.

A fronteira entre a eficiência e o grotesco é tênue nas traquinagens de Fidel aprendidas por Lula. O patrono desse teatralismo de palanque é Adolf Hitler, que, por sua vez, aprendeu tudo com um comediante de Munique, Ferdl Weiss. Os cubanos chamam Castro de “El comediante en jefe”.

Adolf Hitler, líder nazista que chegou a ter 90% de aprovação nas pesquisas, aprendeu a gesticular com um comediante de Munique. Heinrich Hoffmann, seu fotógrafo particular, fez uma sensacional sequência de fotos do chefe ensaiando e as publicou em livro em 1939. Charles Chaplin estudou essas fotos para compor sua paródia de Hitler no inesquecível filme O Grande Ditador, de 1940 - Fotomontagem: AKG/Latin Stock - AFP

28 outubro 2010

Papa condena aborto e pede a bispos que orientem politicamente fiéis

[Fonte: Estadão]

SÃO PAULO - Em reunião em Roma na manhã desta quinta-feira, 28, o papa Bento XVI conclamou um grupo de bispos brasileiros a orientar politicamente fiéis católicos. Sem citar especificamente as eleições de domingo, o papa reforçou a posição da Igreja a respeito do aborto e recomendou a defesa de símbolos religiosos em ambientes públicos. "Quando projetos políticos contemplam aberta ou veladamente a descriminalização do aborto, os pastores devem lembrar os cidadãos o direito de usar o próprio voto para a promoção do bem comum", disse.

Falando a bispos do Maranhão, Bento XVI reconheceu que a participação de padres em polêmicas podem ser conturbadas. "Ao defender a vida, não devemos temer a oposição ou a impopularidade", continuou. O pontífice se posicionou também sobre o ensino religioso nas escolas públicas e, relembrando a história do País com forte presença católica e o monumento do Cristo Redentor, no Rio, orientou os sacerdotes que encampem a luta pelos símbolos religiosos. "A presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia de seu respeito", concluiu.

Leia abaixo a íntegra do discurso de Bento XVI:

"Amados Irmãos no Episcopado,

Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo" (2 Cor 1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5 [cinco]. Nos nossos encontros, pude ouvir, de viva voz, alguns dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.

Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à. união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.

Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76).

Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, consequência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38). Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático - que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana - é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vita, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambiguidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo" (ibidem, 82).

Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sociopolítico de um modo unitário e coerente, é "necessária - como vos disse em Aparecida - uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o "Compêndio da Doutrina Social da Igreja"" (Discurso inaugurai da V conferência Geral do Episcopado Latino Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. GS, 75).

Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. "Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambiguidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana" (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17-IX-2010).

Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve "encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política" (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.

Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baia da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade

Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Bênção Apostólica."

24 outubro 2010

O PT nega a verdade e engana a muitos.

21 outubro 2010

Jornalista ligado ao PT e a campanha de Dilma pagou por dados de tucanos

[FONTE: Estadão]

Investigação da Polícia Federal revela que partiu da pré-campanha da petista Dilma Rousseff a iniciativa de contratar o jornalista Amaury Ribeiro Jr., autor da encomenda e financiador direto da quebra de sigilo de líderes tucanos e da filha e genro do presidenciável do PSDB, José Serra.

O Estado teve acesso à integra do inquérito da PF que detalha a anatomia da violação, além de disputas por dinheiro dentro da campanha de Dilma e a existência de um depósito de R$ 5 mil, em dinheiro vivo, a poucos dias do primeiro turno eleitoral, para calar uma testemunha-chave sobre a violação de sigilo.

A presença de um jornalista ligado ao PT na origem da trama afasta o discurso oficial do governo que, por meio da Receita Federal e até mesmo pela PF, tentou retirar do episódio qualquer conotação política, atribuindo a violação a uma máfia que operava na agência do Fisco em Mauá.

No inquérito, há comprovantes de depósito, feitos nos dias 9 e 17 de setembro, na conta do Dirceu Rodrigues Garcia, o despachante que coordenou a pedido de Ribeiro violações nas delegacias da Receita em São Paulo. Em seu depoimento, no dia 6 de outubro, Garcia afirmou que o jornalista ligado ao PT deu o dinheiro no mês passado para que ele não contasse nada sobre a violação do sigilo. "Amaury por diversas vezes pediu ao declarante (Dirceu) que se fosse procurado para se explicar na polícia, deve neste caso ficar calado", diz trecho do depoimento.

Convidado para trabalhar no núcleo de inteligência da campanha petista, Ribeiro desembarcou em Brasília em abril deste ano e ficou hospedado num flat, pago pelo jornalista Luiz Lanzetta, dono da Lanza Comunicação, que cuidava da estratégia de mídia da campanha de Dilma. Só a equipe do jornalista Luiz Lanzetta, patrocinador do convite a Ribeiro recebia R$ 150 mil mensais do comitê.

De acordo com dados do inquérito, o jornalista, então funcionário do jornal Estado de Minas, procurou o despachante, em setembro de 2009, para pedir as declarações de rendas dos tucanos, entre elas a do vice-presidente do partido, Eduardo Jorge, e a da filha de José Serra, Verônica. O valor do serviço: R$ 12 mil. O dinheiro foi entregue num pacote e contado no banheiro, no dia 8 de outubro do ano passado, no Bar da Onça, na Avenida Ipiranga, em São Paulo.

No último dia 15, Ribeiro falou pela terceira vez à PF. Contou que conheceu o despachante em 2008 e que pedia a eles pesquisas sobre as empresas dos tucanos.

Segundo o jornalista, a investigação fazia parte de um trabalho para o jornal Estado de Minas em busca de eventual proteção do ex-governador Aécio Neves contra um suposto serviço de espionagem comandado pelo deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) e pessoas ligadas a Serra. O jornal custeou as viagens, conforme comprovantes que estão no inquérito. Amaury, porém, deixou a empresa no fim de 2009.

É aí que entra em cena a campanha petista. Em abril, Lanzetta procura por Ribeiro para ajudá-lo na briga pela "fatia do bolo" no orçamento de comunicação de Dilma. Na briga pela outra "fatia do bolo" estava o deputado Rui Falcão - do comando de campanha do PT. A investigação de Ribeiro valeria dividendos no mercado subterrâneo de dossiês do PT, reforçando a posição de Lanzetta.

Numa reunião com outras pessoas num restaurante em Brasília, o jornalista e o chefe do núcleo de inteligência de Dilma deram sinais do trabalho a ser feito. Presente ao encontro, o delegado Onésimo de Souza afirmou à polícia que surgiram outras solicitações. Pediram, segundo ele, que "fosse levantado tudo sobre algumas pessoas". Onésimo disse à PF que entendeu que poderia haver um "método que não fosse legal", e repetiu sua versão de que Amaury afirmou, na conversa, ter "dois tiros fatais" contra Serra.

Revelado o episódio no primeiro semestres pela revista Veja, Lanzetta acabou afastado da campanha em junho, após notícia de que estaria por trás da montagem de dossiê contra dirigentes tucanos para atingir Serra, com dados obtidos de Ribeiro.

17 outubro 2010

O banco alemão KfW envolve Valter Cardeal, homem de confiança de Dilma Rousseff, na história de uma fraude de € 157 milhões

Revista Época

O engenheiro gaúcho Valter Luiz Cardeal de Souza é o diretor de Planejamento e Engenharia da estatal Eletrobras, maior empresa de energia elétrica no país. Pragmático e influente, tem fama de possuir mais poder do que o cargo sugere. Empresários do setor, executivos de grandes empresas e a elite da burocracia tratam Cardeal como o “homem da Dilma”, referência às estreitas ligações políticas, profissionais e pessoais entre ele e a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Cardeal entrou para o setor público em 1971, quando se tornou funcionário da Companhia Estadual de Energia Elétrica do Rio Grande do Sul (CEEE). Cardeal e Dilma se aproximaram durante o governo de Alceu Collares (1991-1995), quando ela era secretária de Energia do Rio Grande do Sul e ele diretor da CEEE. Desde então, ele se tornou homem de confiança de Dilma no setor elétrico. Os dois pertenceram ao PDT e, em 2001, ele a acompanhou na mudança para o PT. Dois anos depois, Cardeal chegou à Eletrobras por indicação de Dilma, ministra de Minas e Energia no início do governo Lula. Em 2007, ele ocupou interinamente a presidência da estatal, uma tentativa frustrada de Dilma para manter o controle sobre a empresa, que acabou nas mãos do PMDB. Com 59 anos, alto e falante, Cardeal costuma ser poupado nos rompantes de mau humor de Dilma nas reuniões com subalternos.

Em 2007, Cardeal foi denunciado pelo Ministério Público Federal por gestão fraudulenta e desvio de recursos com base nas descobertas da Operação Navalha, da Polícia Federal, que investigou irregularidades em obras públicas. Sob a proteção de Dilma, manteve-se apesar disso firme no governo federal. Foi presidente do Conselho de Administração de Furnas e da Eletronorte, outras duas estatais federais. Como diretor de Planejamento e Engenharia da Eletrobras, é responsável por projetos bilionários do sistema Eletrobras, como o programa de incentivo ao uso de energias alternativas, conhecido como Proinfa. Cardeal ainda acumula o cargo de presidente do Conselho de Administração da Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), uma subsidiária da Eletrobras. Por causa desse segundo emprego, o nome de Cardeal aparece em um dos maiores escândalos da área de energia no governo Lula.

ÉPOCA teve acesso a uma ação de indenização por danos materiais e morais apresentada contra a CGTEE em agosto deste ano na 10ª Vara Cível de Porto Alegre pelo Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW) – um banco de fomento controlado pelo governo da Alemanha, uma espécie de BNDES germânico que foi criado na época da reconstrução do país depois da Segunda Guerra Mundial. Nessa ação, o KfW afirma ter evidências de que Cardeal teria conhecimento, desde o início, da emissão de garantias ilegais e fraudulentas, para que duas empresas privadas brasileiras obtivessem um empréstimo internacional no valor de e 157 milhões destinados à construção de sete usinas de biomassa de geração de energia no Rio Grande do Sul e no Paraná. Para o banco que empresta o dinheiro, essas garantias forneceriam um atestado de que, se o devedor não pagasse, alguém – no caso a CGTEE – funcionaria como fiador e arcaria com essa responsabilidade. Só que essas garantias, dadas em nome da CGTEE, violavam a Lei de Responsabilidade Fiscal, no artigo que proíbe empresas do governo de dar aval internacional a empresas privadas. Esse artigo determina que elas não podem funcionar como fiadoras nesse tipo de empréstimo. Ele foi incluído na lei para evitar o descontrole no endividamento das empresas estatais em moeda estrangeira e para impedir que o patrimônio do Estado seja colocado em risco. Todo gestor público experiente deve saber dessa proibição.

Na ação judicial, o banco alemão faz uma afirmação ainda mais comprometedora. De acordo com o KfW, a então ministra, Dilma Rousseff, tomou conhecimento do negócio em 30 de janeiro de 2006, durante um seminário, em Frankfurt, sobre investimentos em infraestrutura e logística no Brasil. “Até mesmo alguns políticos conheciam os fatos, como a então ministra, Dilma Rousseff”, afirma a ação. Ao processo, os advogados do KfW anexaram documentos do seminário. Dilma, na época ministra da Casa Civil, foi inscrita como chefe da equipe da Presidência do Brasil (leia abaixo a reprodução do programa do seminário). As garantias da operação, de acordo com o banco, foram discutidas num dos fóruns do seminário de que ela participou. Na apresentação do negócio a Dilma, o KfW diz ter informado que a operação ainda tinha o desafio de obter as garantias. Em seguida, apresentou uma saída: “Solução: emissão de garantia de pagamento por uma subsidiária, com patrimônio suficiente, da empresa governamental de energia Eletrobras”. Segundo o KfW, a subsidiária da Eletrobras já teria sido aceita pela agência oficial alemã de crédito de exportação. Dois dias depois do seminário com a presença de Dilma, o KfW, de acordo com a sindicância da CGTEE, registrou a obtenção das garantias aos financiamentos. Em nota enviada a ÉPOCA, o banco alemão afirma que recebeu garantias da CGTEE em março e agosto de 2005 para empréstimos para a empresa Winimport construir as usinas de biomassa.

A assessoria de Dilma confirmou que ela participou do seminário em Frankfurt, mas negou que tenha visto a apresentação sobre o negócio. Em nota enviada a ÉPOCA, a assessoria de Dilma afirma: “Tratou-se de um evento, como muitos feitos habitualmente pelo governo Lula em vários países, para exposição dos cenários econômico e social do Brasil a empresários e dirigentes alemães. A ex-ministra falou no painel ‘Aspectos Jurídico-Regulatórios e Programas Governamentais para Infraestrutura e PPPs’. Não houve painel sobre ‘financiamento de projetos de usinas de biomassas’. Na parte da tarde, (ela) se reuniu com representantes de empresas alemãs do setor naval e siderúrgico. À noite, embarcou para o Brasil”.

Em usinas de biomassa, podem ser usados resíduos de cana, madeira, vegetais e até lixo que, jogados em imensas caldeiras, viram matéria-prima para a geração de energia. Das sete usinas previstas – três da Winimport e quatro da Hamburgo –, cinco nunca saíram do papel. As outras duas constam dos registros da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o órgão regulador do mercado, como de propriedade da Winimport. Uma, no município paranaense de Ignácio Martins, ainda estaria em obras. A outra, em Imbituva, no Paraná, já estaria gerando energia. Visitas da reportagem de ÉPOCA às duas unidades, no entanto, revelaram situações diferentes. O projeto de Ignácio Martins está inconcluso. O mato tomou conta do canteiro de obras. A Aneel já multou a Winimport por atraso no cronograma dessa usina, cuja autorização data de novembro de 2004. A usina de Imbituva, um município de 28 mil habitantes, tem aparência de abandono, com apenas uma guarita de vigilância. A obra foi aprovada pela Eletrobras dentro do Proinfa, o programa destinado a incentivar o uso de energia alternativa no país. O dinheiro que fora emprestado para a construção das usinas teve outro destino.

O KfW descobriu a fraude em 2007, quando a Winimport deixou de quitar parte do financiamento. Na ocasião, o banco alemão procurou a CGTEE para cobrar as garantias, nos termos previstos na documentação dos empréstimos. Foi informado de que a estatal não tinha conhecimento desse aval. Isso motivou uma sindicância pela CGTEE e o fato foi comunicado à Polícia Federal. Naquele ano, uma investigação da PF, denominada Operação Curto-Circuito, constatou a fraude nas garantias, o sumiço do dinheiro e o envolvimento de nove pessoas. Elas foram presas depois de investigações em que a PF, com autorização judicial, obteve acesso a sigilos bancário, fiscal e telefônico e realizou buscas e apreensões. Em 2007, a PF enviou o relatório final da apuração à Justiça Federal no Rio Grande do Sul. Atualmente, todos respondem a processo, acusados dos crimes de formação de quadrilha para a prática de delitos contra a administração pública, corrupção passiva e ativa e estelionato.

Quatro dos acusados são ou foram militantes do PT gaúcho e desempenharam funções relevantes nos governos do partido. Um deles é o principal acusado do golpe, o engenheiro eletricista Carlos Marcelo Cecin, ex-diretor técnico e de meio ambiente da CGTEE. Os outros três ligados ao PT são: Joceles da Silva Moreira, ex-assessor jurídico da CGTEE; Alan Barbosa, diretor-presidente da Hamburgo e um dos representantes da Winimport nas negociações; e o engenheiro Iorque Barbosa, ex-presidente da Cooperativa Riograndense de Eletricitários. Outro dos acusados é o representante no Brasil da empresa alemã CCC Machinery, Erwin Alejandro Jaeger Kar, apontado como mentor do golpe. A CCC Machinery intermediou os financiamentos contraídos na Alemanha pela Winimport e pela Hamburgo porque tinha interesse na venda das turbinas que equipariam as usinas no Paraná e no Rio Grande do Sul. Entre os acusados no processo não consta o nome de Valter Cardeal.

Mas ÉPOCA teve acesso a novas evidências de seu envolvimento no caso. Entre os documentos, aparecem fotos de Cardeal durante visita à CCC Machinery na Alemanha. Uma das imagens mostra um quadro de aviso com os nomes de Cardeal, Cecin e Jaeger. Depoimentos colhidos no processo criminal também apresentam indícios de que Cardeal, como presidente do conselho de administração da CGTEE, tinha conhecimento dos detalhes dos financiamentos, inclusive das garantias que teriam sido fornecidas pela estatal. Por intermédio do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), órgão do Ministério da Justiça, foi solicitado às autoridades alemãs que colhessem depoimentos de testemunhas locais. ÉPOCA também teve acesso aos interrogatórios prestados pelos executivos da CCC Machinery Wolfgang Willing e Detlev Wahl.

Willing e Wahl afirmaram que Cecin, na época diretor técnico da CGTEE, visitou a CCC Machinery na Alemanha em 9 de outubro de 2005. Disseram também que, em 2 de novembro daquele ano, Cecin retornou à empresa na companhia de Cardeal. Na ação que tramita na Justiça do Rio Grande do Sul, o KfW afirma também que “há evidências que serão apresentadas oportunamente sugerindo que o senhor Cardeal estava ciente da emissão das garantias Winimport desde o início”.

Outras informações em poder da Justiça brasileira reforçam a hipótese de que Cardeal tinha conhecimento das garantias aos empréstimos. Em depoimento à Justiça, Cecin afirmou que os membros da diretoria e do conselho de administração da CGTEE sabiam das negociações para a construção das usinas. “Todo mundo começou a dizer que não sabia, que não ouviu. Eu fiquei simplesmente horrorizado com isso. Porque era um assunto de conhecimento de todo mundo”, disse Cecin em seu depoimento. ÉPOCA procurou Cecin. Por intermédio de seu advogado, Lúcio Constantino, ele afirmou que a ação judicial proposta pelo KfW confirma o que ele disse à Justiça.

Em seu depoimento, Cecin disse ainda que, na viagem que fez com Cardeal à Alemanha, eles jantaram com Axel Schroeder, dono do grupo MPC, o controlador da CCC Machinery. Afirmou que Schroeder fala português, pois foi dono de fábricas de navios no Brasil, nos anos 1960. Segundo Cecin, Cardeal se entusiasmou na conversa sobre investimentos em biomassa no Brasil. Em seu depoimento, Alan Barbosa também deu indícios do envolvimento de Cardeal. Ele disse que acompanhou Luciano Prozillo, diretor financeiro da Winimport, em reunião do conselho de administração da CGTEE, presidida por Cardeal, para tratar de projetos de interesse da empresa. Apesar de todas as informações sobre a participação de Cardeal, a sindicância conduzida pela CGTEE concluiu que as “garantias” foram tratadas pela Winimport e pela Hamburgo exclusivamente por Cecin.

ÉPOCA também procurou Cardeal. Ele disse que só tomou conhecimento das garantias em maio de 2007, quando o KfW cobrou da CGTEE o pagamento de prestações atrasadas devidas pela Winimport. Cardeal confirmou que esteve na sede da CCC Machinery, em Hamburgo, mas afirma que não tratou de empréstimos concedidos pela KfW a empresas brasileiras.

ÉPOCA pediu ao KfW que apresentasse as evidências que teria contra Cardeal. A reportagem indagou também se o banco tratou das garantias para empréstimo para as usinas de biomassa com Dilma e outras autoridades brasileiras. O KfW informou que não poderia responder às questões porque o assunto está em litígio na Justiça e também por causa das regras de confidencialidade e sigilo do sistema bancário alemão.

A participação de Cecin e de outros petistas nessa gigantesca fraude internacional chama a atenção para um grupo que gravita em torno de Dilma desde os tempos em que a atual candidata do PT à Presidência militava na política gaúcha. Na gestão do governador Olívio Dutra, Cecin trabalhou na equipe montada pela secretária estadual de Minas e Energia, Dilma Rousseff, para comandar a Companhia Estadual de Energia Elétrica. A diretoria da estatal contava também com as participações de Cardeal e Márcio Zimmermann, atual ministro de Minas e Energia.

Em 2002, com a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a saída do PT do governo do Rio Grande do Sul, Dilma, Cardeal, Zimmermann e Cecin foram para o governo federal. Na diretoria técnica e de meio ambiente da CGTEE, Cecin se transformou no nome mais forte no comando da subsidiária da Eletrobras. Seu prestígio aumentou quando ele ajudou a elaborar o projeto Luz para Todos, principal programa de Dilma no Ministério de Minas e Energia. O Luz para Todos foi depois coordenado por Cecin durante a implantação no Rio Grande do Sul.

Nas negociações para a CGTEE dar aval ao financiamento das usinas de biomassa, Cecin foi auxiliado pelo então consultor jurídico da CGTEE, Joceles Moreira. No governo Olívio Dutra no Rio Grande do Sul, entre 1998 e 2002, Joceles ocupou uma das vice-presidências do Banrisul, o banco público gaúcho. Ele foi o autor do parecer jurídico que respaldava as assinaturas de Cecin nas garantias.

As duas empresas financiadas pelo banco alemão – Winimport e Hamburgo – eram representadas nas negociações com a CGTEE por Alan Barbosa, técnico do setor elétrico que participou de lutas sindicais e militou no Campo Majoritário, antigo nome da corrente do PT liderada pelo ex-ministro José Dirceu. Barbosa é diretor-presidente da Hamburgo, empresa criada exclusivamente para assinar os contratos e receber o financiamento no valor de € 109,9 milhões.

Ao envolver Cardeal num escândalo internacional, o KfW atinge um dos nomes considerados certos num eventual governo Dilma. Essa poderá ser considerada a segunda grande baixa do time de confiança de Dilma. A outra foi a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, abatida por um escândalo de tráfico de influência e nepotismo no Palácio do Planalto.

Golpes Nazipetralhas

por Jorge Serrão


A internet é o calvário da marketagem petista. Os militantes-seguidores de Dilma Rousseff tem milhões de motivos para se irritar com mais uma paródia legendada do filme “A Queda” (Downfall) - obra de Oliver Hirschbiegel que retrata as últimas horas de Adolf Hitler. A avacalhação reencena, como farsa, uma reunião no Palácio do Planalto, no momento em que a candidatura de Dilma corre risco. Veja enquanto o PT não manda tirar do YouTube...

A ironia cinematográfica permite uma indagação. Os petistas socialistas tem alguma semelhança com os “nacionais-socialistas” alemães. Quanto ao projeto megalômano de poder, sim. Os petistas não perseguem os judeus, embora costumem jogar pesado com inimigos ou “traidores”. Vide Celso Daniel, Toninho do Pe e outras vítimas menos votadas. A perseguição deles é para aparelhar a máquina do Estado – o que fazem com maestria. No método para conquistar e manter o poder usam velhas táticas nazistas. Daí ser possível apelidá-los de “nazipetralhas”.

Aquela máxima de Paul Joseph Goebels, o famoso Reichpropagandaminister, de repetir mentiras até que se sejam aceitas como “verdades” é prática comum dos nazipetralhas. Nesta campanha presidencial, os marketeiros do PT inventaram que existe uma "Central de Boatos" organizada por "grupos neo-nazistas e de extrema-direita" para impedir a vitória da democracia popular, representada pela companheira Dilma Rousseff. A nazipetralhada resolveu espalhar isso pela internet.

O marketing de guerrilha deles cita um tal de "Tony Chastinet". Tem até citação para o cabra no Google. O sujeito que os nazipetralhas “denunciam” é meramente um idoso de uns 60 e poucos anos, que participou de um grupo jovem nacionalista dos anos 60. Tony é por eles rotulado como “nazista”. A militância petista inventou que toda a maldade nazista contra Dilma provém do site "Tribuna Nacional - Liberdade de Expressão e Debate".

Enquanto a nazipetralhada inventa, O Globo denunciou no sábado: “Mecanismos de comunicação da Petrobras continuam sendo usados em apoio à candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência. Segundo e-mail enviado da caixa postal do coordenador de Patrocínio à Música e Patrimônio da estatal, Claudio Jorge Oliveira, ao qual O GLOBO teve acesso, fornecedores estão sendo convocados para participar de ato político a favor da campanha petista marcado para acontecer no Rio, na próxima segunda-feira. Com título em letras maiúsculas, o funcionário convida os ´caros amigos´ a participar do evento. No e-mail, o funcionário pede a adesão à campanha do PT e faz um apelo: ´Se você puder, divulgue o evento junto a seus amigos do Rio de Janeiro´".

O jornalão dos Marinho acrescenta: “A Petrobras informou que essa prática não é autorizada pela empresa: ´O uso do correio eletrônico corporativo da Petrobras em atividades de caráter político-partidário é proibido por norma interna. O correio encaminhado pelo jornal foi repassado à área competente, que vai apurar o caso´. O advogado Ricardo Penteado, que representa a candidatura presidencial do tucano José Serra, pretende entrar na Justiça contra o uso da estatal para objetivos eleitorais".

Eis mais um exemplo concreto de aparelhamento petista da máquina ligada ao Estado. E o crime eleitoral aconteced justamente na empresa que teve Dilma como presidente do Conselho de Administração. Coincidência mais infeliz, impossível. Justo a Petrobrás que é o teatro de operações de uma das maiores fraudes econômicas – “jamais vista antes na história deste País”, como bem diria o chefão $talinácio. A suposta capitalização da Petrobrás é uma piada de chorar.

Circula na internet uma explicação para o ilusionismo de mercado. O governo Lula vendeu para a Petrobrás 5 bilhões de barris de petróleo que estão enterrados em algum lugar do pré-sal. Cobrou por isso uns R$ 72 bilhões. Logo, a Petrobrás ficou devendo essa grana, pelo direito de lá na frente pesquisar, perfurar, explorar e finalmente retirar o óleo do fundo do mar. Com o ouro negro na barriga do pré-sal, a Petrobrás abre seu capital e oferece ações no mercado.

O governo central (Tesouro) compra parte destas ações, pelas quais deveria pagar à estatal uns R$ 45 bilhões. Mas como tem um crédito pelos barris "a futuro", abate apenas o valor da conta e continua credor da Petrobrás de cerca de R$ 27 bilhões. Tudo ilusão contábil. A Petrobrás não vai pagar. Mas o governo federal vai registrar como receita e assim vai fazer neste mês o maior superávit da história. Ainda vai pegar parte desse dinheiro e emprestar para o BNDES pagar as ações da Petrobrás!

Resumo da opereta: o governo não colocou um centavo, mas comprou mais ações da Petrobrás, aumentou sua participação e ainda recebeu de troco R$ 27 bilhões. Além disso, o governo assume 51% das ações, com direito a voto e veto, nomeia a diretoria, traça estratégias de administração e estatiza praticamente a Petrobrás. Assim, o governo Lula vai estatizando a maior empresa do Brasil (a quarta do mundo), sem pôr um centavo de verdade.

O e-mail denúncia da internet prossegue. Se você dividir 72 bilhões por 5 bilhões vai encontrar o valor de 14,4 reais que são US 8.7, o preço do barril de petróleo que está superfaturado. Na crise do petróleo 1973, a maior da história, chegou a US 11.4. Analistas acreditam que a tendência será do preço do petróleo cair ainda mais, se for confirmada uma segunda crise financeira que está por vir. A previsão de tsunami é para meados de 2012.

Mentir na política e na economia é a tradição pragmática nazipetralha. Até quando vai durar o luloilusionismo? Nem Deus sabe. Se eles vencerem a eleição, o Brasil corre sério risco de desintegração. Caso o golpismo nazipetralha não seja contido politicamente, pagaremos um preço muito alto. Quem sobreviver sentirá.

15 outubro 2010

Lula apoia Collor... que apoia Dilma. O Brasil merece isso?

Collor, enquanto presidente, confiscou o dinheiro das cadernetas de poupanças.

Collor foi expulso da presidência por corrupção, mediante denúncia do próprio irmão.

Collor, depois de passar anos inelegível, conseguiu voltar como Senador por Alagoas.

No Governo Lula, se tornou presidente da Comissão de Infraestrutura no Senado.

Essa Comissão cuida de todo o dinheiro destinado para as obras do PAC.

E Collor apóia Dilma!


O BRASIL MERECE ISSO?

VOCÊ MERECE ISSO?

Danilo Gentili: Politicamente Incorreto

12 outubro 2010

OPINIÃO: A Hipocrisia Cristã e Política


Atenção todos! A hipocrisia aflorou, por demais, no segundo turno destas eleições e o que tem de gente que não se enxerga, já não nos permite mais enumerar.

Dilma Rousseff, no ápice da sua encenação de vítima, trouxe à tona coisas que todo ser humano consciente sabe de cór e salteado: a hipocrisia brasileira é singular.
Após ocorrer o penúltimo debate, ainda no primeiro turno, o famoso pastor-aviador Silas Malafaia decidiu tirar o seu apoio da candidata Marina Silva e passar para o candidato José Serra simplesmente porque Marina disse que faria um plebiscito sobre a legalização do aborto e da maconha.

Em outro caso, cheguei a receber um email o qual dizia que Dilma era lésbica e estaria sendo acionada na Justiça pela tal ex-companheira a fim de conseguir algum tipo de pensão pelos 15 anos de convivência. Por conta disso, do ateísmo declarado e de ser favorável ao aborto, Dilma Rousseff perdeu apoios importantes dos chamados religiosos cristãos pelo Brasil afora. O que acabou favorecendo a existência de um segundo turno nas eleições presidenciais.

Agora, na entrada do segundo turno o que se vê é uma hipocrisia, tanto política quanto religiosa, em índices alarmantes. Ora bolas, o que é, é e vamos parar de estampar tantas máscaras nestas caras.

Hipocrisia I: O sr. Silas Malafaia (que na eleição passada apareceu na TV apertando a mão de Lula e dizendo que ele era "o cara" para ser o presidente do Brasil), desta vez não apoia o presidente. Foi para o lado da Marina porque ela é evangélica da igreja Assembléia de Deus (não se esqueça que ele mesmo já apoiou o ex-cassado Garotinho para presidente também porque era evangélico) e agora está com o Serra por questões cristãs (apesar de Serra não ser evangélico). Malafaia é hipócrita para condenar a postura coerente da Marina, mas não usa o mesmo peso quando usa a fé alheia trazendo o pastor americano Cerullo para pedirem R$ 900,00 na TV para seus fiéis em troca de bençãos. O resultado desta empreitada foi a compra de um jatinho de alguns milhões de dólares.

Hipocrisia 2: O sr. Edir Macedo já chamou Lula de filho do diabo, mas depois mudou de idéia e o ajudou a eleger. O agradecimento por tal apoio veio na aprovação de funcionamento, comandada pelo então Ministro das Comunicações sr. Hélio Costa, da inconstitucional Record News. Atualmente, todos os meios de comunicação dirigidos pelo sr. Edir Macedo omitem notícias que possam prejudicar a eleição da sra. Dilma.

Hipocrisia 3: A sra. Dilma Rousseff não crê em Deus (tem uma trecho de uma entrevista dela com o Datena no Youtube em que ela diz isso) e é a favor do aborto conforme entrevista que ela deu a Revista IstoÉ e que também está no Youtube. No entanto, agora, diz que não é bem assim. Já até está indo em igrejas e tirando fotos com criancinhas.

Hipocrisia 4: Todos os líderes católicos que atacaram a Dilma por ela ser a favor do aborto. Ora bolas, porque o Vaticano sempre escondeu os seus líderes pedófilos e fecha acordos as escondidas para que casos e mais casos sexuais não apareçam na imprensa. E o apoio a Hitler?

Hipocrisia 5: Lula, na minha opinião, é o campeão. Basta fazer uma pesquisa simples no Youtube e ver as idéias do Lula candidato nas eleições que ele não venceu e comparar com as que ele teve após assumir o Governo. Se gaba de colher os frutos conquistados com a implantação do Plano Real, mas não diz que ele e o PT fizeram de tudo para que o Plano Real não fosse implantado. Fala mal do FHC, mas não revela que manteve todas as bases deixadas pelo PSDB, inclusive projetos, como o próprio Bolsa Família. Isso é tão verdade que Heloísa Helena, Plínio de Arruda e, inclusive a Marina Silva, já afirmaram isso. Diz que o fato de Serra estar junto com o FHC é ruim, mas não mostra para a população que ele, Lula e Dilma, tem ao lado José Sarney e Fernando Collor. Preciso dizer quem são?

A lista é longa e poderia citar muitos outros como o caso do Ciro Gomes que chamou Michel Temer de líder da quadrilha dentro do PMDB, que afirmou que Serra é o melhor candidato, mas que agora aliou-se a Dilma.

Por fim, caros leitores, eu e você fazemos parte desta lista de hipócritas no exato momento que ouvimos o que eles dizem e nos deixamos influenciar.

Você não precisa concordar com o que escrevo ou penso, mas não vou mudar só pra agradar e ser mais aceito.

Em 31 de outubro, vote consciente.


Riva Moutinho 12/10/2010

10 outubro 2010

ABORTO: Dilma tenta desmentir o que ela e o PT já declararam ser a favor.

Ciro Gomes agora é coordenador da campanha da Dilma, mas...

o que ele disse antes demonstra outra coisa

09 outubro 2010

O Lula mudou... E como mudou!!

No vídeo abaixo você vê, primeiramente, o presidente Lula discursando a favor do Bolsa Família, programa social que ele não criou (foi o FHC) mas que ele soube, e bem, aproveitar os dividendos de tal programa. Inclusive até o expandiu.


Em um segundo momento, aparece o Lula candidato (ahhh... desse deu saudade!!) Dizendo o que, anos depois, ele mesmo se contradiziria, sendo presidente.

Lula fez mais do mesmo.

E isto é um fato!



SERRA OU DILMA?

Vivemos um momento extremamente delicado no meio político onde a ética está cada vez mais enfraquecida e onde os valores humanos estão, cada vez mais, sendo colocados de lado.

A Dilma Rousseff é igual aqueles caras que querem entrar em algum lugar dando carteirada: "Aí... o Lula me escolheu, viu?" "Aí... sou a protegida do Lula, ok?"

Até o PMDB (a grande meretriz de Brasília), reclamou da presunção dos PTralhas, evidenciada mais ainda com a tristeza nas caras de quem acredita fielmente que podem manipular o povo brasileiro.

Somos um povo pacífico, mas não podemos nunca nos esquecer da ditadura militar, da falta de liberdade religiosa e de imprensa e de tantos outros males que nos assolou.

Sinceramente, não dá pra dar crédito em alguém que quer entrar na Presidência do Brasil dando "carteirada".

Podemos não ter muita opção para escolher um presidente, mas temos a opção clara de quem, de fato, não tem capacidade para assumir um cargo tão importante.

Lula confiou em Pallocci, José Dirceu, José Genoíno, Gilberto Carvalho e tantos outros que decepcionaram. O que nos levaria a acreditar que a simples indicação de Lula à Dilma é o suficiente para acreditarmos que ela tem capacidade suficiente para dirigir o Brasil?

Caros leitores, nunca estabeleci o muro como minha moradia, ainda que fosse provisória.

Sinceramente, gostaria de ter visto nestas eleições o, agora eleito senador por Minas Gerais, o sr. Aécio Neves como candidato a presidente. Infelizmente, a escolha do PSDB foi a da mesmice. Paciência. 

Mas entre o antiquado José Serra e a guerrilheira-extreme-makeover Dilma Roussef, ficarei com o antiquado que, pelo menos, tem capacidade técnica e trajetória política.

04 outubro 2010

SEGUNDO TURNO: O Brasil ainda pertence ao Brasil


Marina Silva não vai para o Segundo Turno nas eleições presidenciais deste ano, mas sem dúvida, ela é a grande responsável pela ida de José Serra para lá.

Em uma eleição em que a presunção de um presidente e a altivez de sua candidata marcaram discursos, o povo brasileiro demonstrou que ainda há alguma consciência perdida em meio aos milhões de eleitores que foram as urnas neste 03 de outubro.

O Brasil merecia este Segundo Turno e cada um de nós poderemos pensar e repensar no momento político atual que vivemos e decidir, de fato, o que pode ser melhor para o país.

Sou e serei sempre contra qualquer tipo de alienação e a maior prova de que uma democracia é de fato uma democracia, é quando ouvimos a voz do povo ecoar mais alto do que qualquer mecanismo de manipulação, do que qualquer utilização da máquina do Estado para favorecer algum candidato e quando o apadrinhamento baseado em uma eventual aceitação popular é sufocado pela liberdade de pensar e agir, de assumir as consequências oriundas das nossas decisões.

Espero que até o dia 31 de outubro cada brasileiro possa se libertar a cada dia mais e votar, de fato, com consciência.

Nossa liberdade de expressão é inegociável!

Riva Moutinho

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