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30 setembro 2010

Edir Macedo divulga carta em apoio a candidatura de Dilma


Política e religião não deveriam se misturar, no entanto, como ambas tem os mesmos objetivos comuns: dominar as massas e ganhar dinheiro, não é de se estranhar como ambos os seguimentos estão ligados no Brasil.

Na campanha presidencial passada o pastor Silas Malafaia apareceu em vídeo dizendo que Lula era o cara. Hoje, o mesmo Malafaia não apoia Dilma. Apoiava Marina, mas depois que a verdinha disse no debate da Record que faria plebiscito para legalização do aborto e da maconha, sua santidade Malafaia decidiu apoiar José Serra.

Edir Macedo foi mais longe, depois de chamar no passado Lula de diabo e coisas parecidas, o apoiou nas últimas eleições e, nesta, saiu em defesa da candidata-maquiada Dilma Roussef. Mas o apoio incondicional do Bispo ao Lula faz sentido, afinal de contas foi Lula e seu ministro-marionete Hélio Costa (candidato ao governo de Minas) que colocaram no ar, em TV aberta, a inconstitucional Record News.

Em Minas, o Jornal Hoje em Dia de propriedade do sr. Edir Macedo, se esforça para não publicar reportagens que possam denegrir a imagem da candidata (que também não sabe de nada do que acontece sob sua gestão na Casa Civil).

Então é isso. O circo está montado. Lula desmontou a oposição, comprou os movimentos sindicais e estudantis, comprou as igrejas com maior número de fiéis e que caminham cegamente orientadas por seus líderes e utiliza todo o aparato do Governo a favor de sua candidata.

Agora basta saber se os brasileiros vão aceitar assistir a este espetáculo de horror por mais 4 anos, e é o resultado das urnas no dia 03 de outubro que mostrará o tamanho do aval que AlibaLula e sua turma possuem.

O Brasil não merece esta deturpação de valores e nenhum ser-humano merece possuir uma mente alienada.

Que neste domingo cada um de nós possa ir as urnas e votar não nos indicados por padrinhos políticos, mas naqueles candidatos que, de fato, demonstram capacidade para desenvolver o Brasil e combater, de verdade, a corrupção que assolou o país nestes últimos 8 anos.

Nós merecemos um Segundo Turno e temos o direito de conseguirmos isso.

Pense nisto!

Riva Moutinho

24 setembro 2010

ARNALDO JABOR: via CBN

Diante dos escândalos impunes, só nos restam 'maldições bíblicas'


Lula não é um político, é um 'fenômeno religioso'

22 setembro 2010

A Rede Bandeirantes criticou Lula por assinar a Lei PNDH que destrói certos pilares do que entendemos ser uma sociedade livre

20 setembro 2010

Dilma favoreceu firma e aparelhou secretaria, diz auditoria do TCE

[FONTE: Folha online]

Auditorias feitas na gestão de Dilma Rousseff (PT) na Secretaria de Minas e Energia do Rio Grande do Sul e na Federação de Economia e Estatística, entre 1991 e 2002, apontam favorecimento a uma empresa gaúcha que hoje recebe R$ 5 milhões da Presidência e mostram aparelhamento da máquina.

Os documentos foram desarquivados no Tribunal de Contas gaúcho a pedido da Folha. Hoje candidata à Presidência, Dilma foi secretária dos governos Alceu Collares (PDT), em sua fase "brizolista" no PDT, e Olívio Dutra (PT), quando se filiou ao PT, pré-ministério de Lula.

Em 1992, os auditores constataram que a fundação presidida por Dilma favoreceu a Meta Instituto de Pesquisas, segundo eles criada seis meses antes para vencer um contrato de R$ 1,8 milhão (valor corrigido). A empresa gaúcha foi a única a participar da concorrência devido à complexidade e falta de publicidade do edital.

Segundo a auditoria, a negociação entre a empresa e o órgão do governo foi sigilosa e nem sequer constou em ata os termos negociados: "Conclui-se que as irregularidades cometidas no decorrer do procedimento licitatório vieram a favorecer a empresa Meta", diz o parecer.

Após ganhar outros negócios no governo gaúcho, a Meta prestou serviços ao PT, à Fundação Perseu Abramo, ligada ao partido, e obteve contratos mais vultuosos na esfera federal --via Ministério do Desenvolvimento Social e Ministério da Justiça.

Em 2008, a Meta conseguiu seu melhor contrato: foi vencedora de uma concorrência de R$ 5 milhões da Secretaria de Comunicação da Presidência para fazer pesquisa sobre a aprovação e o alcance de programas sociais do governo, hoje bandeiras da campanha de Dilma: PAC, Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida.

19 setembro 2010

Entenda o caso que envolve Erenice Guerra

ARNALDO JABOR:

O tempo passa, o tempo voa e os malandros brasileiros continuam numa boaaa

15 setembro 2010

José Dirceu reclama de "excesso de liberdade de imprensa"

[FONTE: Jornal do Brasil]

Davi Lemos, Portal Terra

SALVADOR - O ex-ministro-chefe da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu, reclamou, na noite de segunda-feira (13), em encontro com petroleiros, do "excesso de liberdade e de direito de expressão e de imprensa", como divulgou em nota, na tarde desta terça-feira (14) a assessoria de imprensa do PT na Bahia.

O trecho completo da nota do PT: "O primeiro ano do governo da Dilma certamente será marcado pela política. Todos os articulistas na Globo batem na mesma tecla. O problema é o monopólio das grandes mídias, excesso de liberdade e de direito de expressão e de imprensa. A imprensa já disputa até a constituição do governo".

Na mesma nota, Dirceu defende a reforma política como uma questão essencial à democracia brasileira, quando citou o financiamento público de campanha, fidelidade partidária, voto em lista, cláusulas de barreira e fortalecimento dos partidos, visando transformá-los em verdadeiras instituições políticas.

Instantes depois da divulgação da nota, a assessoria do PT divulgou outra nota na qual excluia o trecho no qual José Dirceu apontara o "excesso de liberdade e de direito de expressão e de imprensa" como obstáculos a um possível governo da presidenciável petista Dilma Roussef.

FHC acusa Lula de agir como 'chefe de facção'

[FONTE: Estadão]

ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou ontem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem agido como "militante e chefe de facção" durante a campanha eleitoral e pregou que o Supremo Tribunal Federal (STF) atue para impedir esses excessos.

Em entrevista à Rede Mobiliza, portal de internet do PSDB, FHC acusou Lula de "extrapolar" e afirmou que ele "abusa do poder político". "Eu vejo um presidente que virou militante, chefe de uma facção política, e acho que isso está errado", afirmou. "Acho até que caberia uma consulta ao STF porque, se você não tiver instrumentos para conter essa vontade política, fica perigoso." De acordo com o ex-presidente, "alguma instância tem de dizer que o presidente está extrapolando e abusando do poder político de maneira contrária aos fundamentos da democracia".

Reagindo à declaração do presidente Lula, que afirmou querer "extirpar o DEM" da política brasileira, FHC disse que Lula "é autoritário", "quer o poder absoluto" e "está em apoteose mental". "Quando o presidente diz que quer eliminar um competidor, ele quer o poder total, isso é autoritarismo. Um presidente não pode fazer isso."

Ele fez um paralelo com o ditador italiano Benito Mussolini. "Outro dia assisti a um filme sobre Mussolini, Vincere, faltou quem freasse Mussolini; Lula não tem nada a ver com Mussolini, mas o estilo "eu sou tudo e quero ter poder total" não pode, ele tem de parar."

FHC teceu comparações entre sua postura, em 2002, quando José Serra (PSDB) também concorreu à Presidência, e a de Lula, neste ano, em relação a Dilma Rousseff (PT). Ele criticou o fato de Lula misturar sua função de integrante de um partido com a de líder de uma nação. "Eu apoiei Serra, mas não fiz isso (extrapolar os limites), nunca, porque quando o presidente fala envolve o prestígio dele não como líder de um partido, mas da instituição que ele representa."

Freud. Ele afirmou que Lula tem problemas "freudianos" com ele e por isso vive "denegrindo" seu governo. "É Freud, Lula perdeu para mim duas vezes e não engoliu, quer me derrotar de novo, mas eu não sou mais candidato. (Lula) não precisa ser tão mesquinho e estar o tempo todo distorcendo dados."

FHC disse que o escândalo de tráfico de influência envolvendo Israel Guerra, filho da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, é uma reedição do mensalão. "Estar com alguém no Planalto, na sala ao lado do presidente, planejando para beneficiar uma empresa, tenho que dizer, isso é o mensalão de novo, não é lobby."

Ao falar sobre a quebra do sigilo fiscal de integrantes do PSDB e familiares de José Serra, FHC deu a entender que o episódio não tem sido bem explorado pela campanha tucana.

"Sigilo fiscal pouca gente vai entender, até porque pouca gente preenche o formulário da Receita", afirmou. "Sigilo fiscal é uma palavra abstrata. Nesse sentido, temos de ser claros: é um acúmulo de coisas erradas, você se sente violado, sua vida devassada. Isso o povo entende. Se você disser que estão entrando na sua vida privada, que amanhã vai ter fiscal entrando nas suas coisas, vendo o valor do seu salário na sua carteira de trabalho, falsificando documentos em seu nome para criar intrigas."

13 setembro 2010

Dilma e Erenice Guerra: colar e brincos idênticos














Estou aqui acompanhando as últimas notícias da denúncia feita pela Revista Veja desta semana e reparem o que encontrei.

A foto acima da ministra Erenice Guerra foi tirada por Dida Sampaio/AE em 13/07/2010. Já a foto da candidata Dilma Roussef é proveniente do debate de ontem realizado pela Rede TV e Jornal Folha, transmitido ao vivo pela internet no portal da UOL e pela TV pelo canal Rede TV!

O que achei curioso é que em ambas as fotos o colar e o brinco utilizados tanto por Dilma quanto por Erenice parecem ser idênticos.

Será que a Erenice os emprestou para a Dilma aparecer com eles no debate de ontem?

Ou será que esta foi uma forma sútil da Dilma dizer que está com a Erenice?

Talvez, as duas amigas tenham comprado os dois conjuntos de jóias idênticas em algum passeio por aí.

Fato real mesmo é que o PT, mais uma vez, assola o país com mais um caso de corrupção proveniente de dentro do Palácio do Planalto.

Família de Erenice também operou no Ministério de Minas e Energia

[FONTE: Estadão]

Uma irmã da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, autorizou o governo a contratar sem licitação o escritório do próprio irmão delas. No centro do contrato está a área de Minas e Energia, um setor que tem a influência de comando de Erenice e da ex-ministra Dilma Rousseff.

Erenice foi consultora jurídica da pasta no período em que a hoje candidata do PT dirigiu o Ministério de Minas e Energia no governo Lula.

Erenice saiu de lá com Dilma em 2005, mas sua irmã, Maria Euriza Alves Carvalho, entrou como consultora jurídica da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao mesmo ministério. No dia 1.º de setembro de 2009, Maria Euriza autorizou a EPE a contratar, sem licitação, o escritório Trajano e Silva Advogados, com sede em Brasília, por um valor de R$ 80 mil. Entre os advogados do escritório está Antônio Alves Carvalho, irmão de Maria Euriza e da ministra Erenice Guerra.

Segundo reportagem da revista Veja desta semana, esse mesmo escritório é usado pelo filho de Erenice, Israel Guerra, para despachar, fazer lobby e cobrar propina de empresários que tentam negociar contratos com o governo. Para oficializar seu serviço, Israel usa uma empresa de consultoria em nome de um irmão e que tem sede na sua própria casa no Distrito Federal.

A contratação sem licitação do escritório do irmão de Erenice pelo governo foi publicada em setembro de 2009 no Diário Oficial da União. Está lá escrito: "Aprovada por Maria Euriza Carvalho - Consultora Jurídica." Até abril deste ano, pelo menos, a irmã da ministra aparecia como consultora da EPE, segundo o Diário Oficial da União.

O escritório foi contratado para representar a EPE numa ação judicial movida por uma empresa que brigava para participar de um leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) naquela época. Segundo o edital de contratação do escritório do irmão de Erenice, o contrato era de seis meses e por um valor global de R$ 80 mil.

"Às pressas". Ontem, o Estado conversou com o advogado Márcio Silva, um dos donos do Trajano e Silva Advogados e amigo dos irmãos Erenice, Maria Euriza e Antônio Carvalho. Márcio Silva, que também representa a campanha presidencial de Dilma Rousseff (PT) na Justiça Eleitoral, confirmou a contratação sem licitação pelo governo. Alegou que a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) teve que recorrer a um escritório às pressas em Brasília para resolver uma pendência judicial em 24 horas.

"Foi feito um convite direto porque era o único contato que tinham em Brasília e a EPE tem sede no Rio de Janeiro", explicou. "Você até pode achar que há algo antiético, mas não houve nenhuma ilegalidade", ressaltou. Segundo Márcio Silva, o valor de R$ 80 mil era uma previsão se o processo chegasse ao Supremo Tribunal Federal. Mas, de acordo com ele, o serviço ficou em R$ 25 mil.

A área de energia elétrica faz parte do rol de temas em que o irmão de Erenice atua dentro do escritório. Ao lado do advogado Alan Trajano, Antônio Carvalho cuida de processos ligados à infraestrutura.

Oficialmente, ele se afastou em abril da banca, mas ainda continua prestando consultorias, segundo Márcio Silva. Ontem, o Estado procurou o advogado e sua irmã Maria Euriza, mas os dois não foram localizados para comentar o assunto.

Reportagem da revista Veja desta semana aponta ainda a existência de um esquema de tráfico de influência na Casa Civil e isso levou a oposição a pedir a demissão da ministra Erenice Guerra. Documento obtido pela revista mostra que a empresa de transporte aéreo Via Net Express contratou firma de lobby pertencente a filhos de Erenice, para garantir contratos com os Correios.

Na ocasião, a Casa Civil era chefiada por Dilma Rousseff e Erenice ocupava o posto de secretária executiva, atuando como principal auxiliar da hoje candidata do PT ao Planalto.

12 setembro 2010

O desmentido que confirma a reportagem. Ou: revista não tem como obrigar alguém a falar, mas o governo tem como forçar o silêncio

por Reinaldo Azevedo

[FONTE: Blog Reinaldo Azevedo]

Quem leu a íntegra da reportagem da revista VEJA percebeu que o testemunho do empresário Fábio Baracat é apenas uma das evidências de que Israel Guerra, filho de Erenice Guerra, ministra da Casa Civil e braço-direito de Dilma, faz o que o dicionário da política define como lobby. Há muitas outras. O testemunho de Fábio está gravado, e não há na reportagem uma só fala atribuída a ele que não tenha sido dita à reportagem de livre e espontânea vontade. Pensemos um pouquinho: DE QUAIS INSTRUMENTOS DISPÕE A VEJA PARA OBRIGAR ALGUÉM A DIZER O QUE NÃO QUER? Pensemos mais um pouco: DISPORÁ O GOVERNO DE INSTRUMENTOS PARA LEVAR ALGUÉM A NEGAR O QUE DISSERA ANTES? Ao responder as duas perguntas, leitor, uma vereda se abre em seu juízo. Mas isso não é o tudo.

A estranha nota de Fábio Baracat está publicada na íntegra num post de ontem. Há ali negativas e afirmativas que são absolutamente irrelevantes para referendar ou negar a reportagem porque tratam de assuntos diversos. Puro diversionismo! O trecho que interessa é este, prestem bem atenção:
Durante o período em que atuei na defesa dos interesses comerciais da MTA, conheci Israel Guerra, como profissional que atuava na organização da documentação da empresa para participar de licitações, cuja remuneração previa percentual sobre eventual êxito, o qual repita-se, não era garantido e como já esclarecido

Então basta! Baracat, que decidiu fazer de conta que negava a reportagem, não é besta nem nada e tenta conciliar o testemunho gravado com um desmentido arranjado na última hora. Conheceu o filho da ministra “como profissional que atuava na organização da documentação da empresa para participar de licitações, cuja remuneração previa percentual sobre eventual êxito”. É o que disse VEJA, não é mesmo? A diferença é que a revista demonstrou que a atuação de Israel foi bem-sucedida. Mas esperem: então a ministra Erenice Guerra, a figura mais poderosa do governo, tem um filho que atua na facilitação de concessão de benefícios públicos a empresas privadas? Isso, por si mesmo, é uma imoralidade!

Atentemos para outro trecho de sua nota:
“Destaco também que não tenho qualquer relacionamento pessoal ou comercial com a Ministra Erenice Guerra, embora tivesse tido de fato a conhecido, jamais tratei de qualquer negócio privado ou assuntos políticos com ela.”

Por que um empresário que negocia benefícios públicos para uma empresa contrata como lobista o filho da ministra? E que circunstâncias levam este mesmo senhor a conhecer a mãe do rapaz? A propósito, informa revista:
“Os dois levaram o empresário para o apartamento funcional onde Erenice morava até março deste ano. Para entrar, Baracat teve de deixar do lado de fora celulares, relógio, canetas - qualquer aparelho que pudesse gravar o encontro. Erenice foi amável, abriu um vinho. “Ela conversou sobre amenidades e assuntos do governo.”
A rigor, não há diferença entre a sua nota e o que informa a revista. Nos encontros, Erenice realmente tratava de amenidades. Só uma vez, revelou Baracat, ela falou sobre “saldar compromissos políticos”.

O objetivo da nota, SEM DESMENTIR OS FATOS, é um só: engrossar a acusação do PT de que tudo não passa de uma questão eleitoral. Então façamos uma síntese para que fique mais claro:
- o filho da ministra mais poderosa do governo e braço-direito da candidata à Presidência que lidera as pesquisas tem uma empresa de lobby;
- esta empresa de lobby faz a intermediação de recursos públicos, sobre os quais a mãe do lobista tem influência, para empresas privadas;
- um empresário confessa que contratou os serviços do rapaz e que ambos foram bem-sucedidos: um conseguiu a grana que queria; o outro conseguiu a comissão;
- este mesmo empresário confessa que o rapaz dizia falar com autorização da mãe — a “doutora” — e é levado à presença da toda-poderosa.

Muito bem. Dado isso tudo, o que deve fazer uma publicação que se dedica ao jornalismo, não à campanha eleitoral? Segundo o PT e os petistas, deve cuidar de outros assuntos; tratar, quem sabe?, de substantivos celestes, omitindo a verdade do leitor para que ele não se deixe influenciar como eleitor. Querem saber? Podem botar o burro na sombra. Não será assim — em período eleitoral ou não. Uma das funções do jornalismo é vigiar o poder segundo os parâmetros da Constituição, das leis e do decoro público. E assim será!

Brasil avacalhado

por Maria Lúcia Barbosa

[FONTE: Blog Alerta Total]

Como um todo nunca levamos à sério coisas sérias. O brasileiro é um piadista nato e seu humor lhe basta. A informalidade é nosso forte e a moralidade nunca o foi. À massa basta futebol, carnaval, cerveja, celular, TV a cabo e a felicidade comprada em 12 prestações em lojas de departamento.

Valores como honra passam longe da percepção coletiva. Sentimento de pátria ocorre para uns poucos que no exterior se deparam com algum símbolo nacional ou um forró em Nova York, executado para público de Terceiro Mundo. Entretanto, na era Lula/PT, justiça seja feita, se chegou a um grau de avacalhação nunca antes havido nesse país.

No plano urdido pelo principal grupo de poder petista, uma espécie de gabinete da sombra, o Brasil avacalhado é a ante-sala da ditadura do PT, que culminará sob a dominação de Rousseff. E esta é o golem de Lula da Silva, ou seja, a criatura que ele plasmou para lhe obedecer, humana apenas na aparência que a propaganda lhe confere, mas sem intelecto nem personalidade próprias.

Como seu criador ela será uma figuração manejada ideologicamente por certas forças que o homem comum desconhece: o Foro de São Paulo que congrega a esquerda troglodita.

Mergulhado no mundinho fácil do consumo o povo abestalhado, ou abestado como diz o palhaço Tiririca que será eleito triunfalmente, aplaude o paizão Lula e votará na mãezona Rousseff, agora travestida de avó devotada. Tudo é propaganda na ante-sala do Estado Policial petista, cuja última façanha foi devassar o sigilo fiscal da filha, de parentes, de correligionários do candidato do PSDB, José Serra.

Mistura-se ao crime cometido na Receita Federal, órgão subordinado ao Ministério da Fazenda, que por sua vez é subordinado à presidência da República, a mentira descarada, a negação hipócrita dos envolvidos, todos do PT, a intriga que tenta infamar os adversários.

E com maestria o PT faz aquilo que mais entende: transforma a vítima em culpada. O povo, que em sua maioria não sabe o que é Receita Federal, aplaude Lula da Silva enquanto corre solta a canalhice nos órgãos públicos. No Brasil o crime compensa desde que você seja um companheiro.

Não se contentando em atropelar a linguagem, cuspir palavrões, exibir sua costumeira vulgaridade, o paizão pula e berra nos palanques e na TV. Ele é o maior cabo eleitoral de seu golem e mente, mente e mente, porque lhe ensinaram que quanto maior a mentira mais o povo acredita. Descaradamente ele pergunta à platéia embevecida: “Cadê esse tal sigilo que não apareceu até agora?”. E acusa Serra de colocar a família como vítima da devassa fiscal feita pelos beleguins do PT.

Será que Lula da Silva gostaria, por exemplo, que fosse devassado o sigilo fiscal do seu filho Lulinha, aquele que de ex-funcionário de zoológico alcançou rápida e estrondosa ascensão financeira? Ou de outros membros de sua família que estão bem distantes das agruras do proletariado?

Se o PSDB usasse as habituais e abjetas táticas de dossiês para infamar adversários, Serra já estaria preso e incomunicável, mas Lula e seu PT são impunes porque conseguiram em oito anos sem oposição dominar as mais importantes instituições, os grupos de pressão, os partidos políticos.

Lula avacalhou o Congresso e quer mais para Rousseff, elegendo também a maioria dos senadores. Avacalhou a Educação, a Saúde, o Enem, os Correios, a Petrobrás, a Receita Federal. Internacionalmente avacalhou nossa política externa apoiando ditadores, chamando dissidentes cubanos que morrem em greve de fome de criminosos comuns, se envolvendo em casos vergonhosos como o de Honduras, seguindo par e passo com Hugo Chávez e outros déspotas latino-americanos.

Indiferente, o povo abestalhado aplaude o paizão das bolsas-esmola, dos gordos lucros presenteados aos magnatas, da imprensa que, comprada com verbas oficiais repete a palavra e os hipotéticos feitos do dono.

Seis anos de bonança econômica internacional, o fiel cumprimento do Plano Real de Fernando Henrique Cardoso, muita propaganda e falatório do presidente da República, distorção de dados, nenhuma oposição produziram a sensação de que os indivíduos vão bem. Entretanto, o Brasil avacalhado vai mal. E vai piorar.

Que se cuidem os endividados pelo consumo irresponsável, os doentes que morrem nas filas do SUS, os que deixam as escolas como analfabetos funcionais, os que terão suas vidas devassadas com a quebra de sigilos bancários e fiscais, a mídia que será ferozmente censurada.

Sem Poder Judiciário que proteja os cidadãos através da isonomia da lei, sem um Congresso que legisle em prol do bem comum, com a mídia amordaçada pelo futuro ministro da Mentira, à mercê de novos impostos para sustentar a pesada e aparelhada máquina pública, submetida à Constituição à lá Chávez que Rousseff pretende impor, a nação tiririca continuará a aplaudir.

Brasileiro está acostumado a rir de sua própria desgraça e não tem complexo de vira-lata. Tem orgulho de ser vira-lata.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga. www.maluvibar.blogspot.com

As acusações de um ex-pastor


A Igreja Mundial do Poder de Deus é tida como a igreja neopentecostal que mais cresce no Brasil. Tem mais de 2.300 templos e ocupa quase toda a programação da Rede 21, além de horários em outros canais. Quando foi fundada pelo apóstolo Valdemiro Santiago, em 1998, o então motorista de caminhão Givanildo de Souza começava a trabalhar em Sorocaba, no interior de São Paulo. Entusiasmado com as promessas de cura, enriquecimento e ressurreição, ele resolveu trocar o caminhão pelos templos. Virou discípulo de Valdemiro e obreiro da Mundial. Para provar sua proximidade com Valdemiro, Givanildo exibe fotos de sua família com a de Valdemiro, todos em trajes de lazer.

A dedicação ao altar lhe rendeu promoções. Givanildo passou por várias cidades até ser transferido para Araçatuba, a 525 quilômetros da capital paulista. Lá ficou responsável por 14 igrejas. Como pastor regional, chefiava os colegas e respondia pelo dinheiro arrecadado. Semanalmente, diz, enviava para a sede os montantes recolhidos. O vínculo com a Mundial durou até julho deste ano. Depois de se declarar descontente, Givanildo decidiu sair e agora faz acusações contra a Mundial. Ele afirma que era orientado a distorcer trechos da Bíblia para aumentar a arrecadação com os fiéis. É a primeira vez que um dissidente da Mundial dá um depoimento assim.

Representantes da igreja foram procurados para comentar, mas não quiseram responder. A seguir, suas principais afirmações sobre o funcionamento da Mundial.

A pressão por arrecadação
Os líderes da Igreja Mundial, segundo Givanildo, estabelecem metas financeiras a seus subordinados e cobram resultados. “Se eu não dobrasse o valor, ia ser mandado embora com minha família e tudo”, diz. Givanildo conta que, um pouco antes de deixar a Mundial, despachava para a sede cerca de R$ 300 mil por mês, oriundos do bolso dos fiéis. “Depositava na conta da igreja. Às vezes, pediam para levar em mãos.”

A pressão por arrecadação e as técnicas para extrair dinheiro de fiéis, segundo ele, eram ditadas pelo bispo Josivaldo Batista, o segundo homem da Mundial. Josivaldo, diz, lidera a segunda parte dos encontros periódicos de pastores para falar de crescimento financeiro. “A primeira parte da reunião é televisionada. Depois que desligam tudo, o bispo Josivaldo começa a falar: ‘O negócio é o seguinte, se não crescer, vamos fazer umas trocas aí. Vamos botar os pastores lá no fundão do Nordeste, no meio do mato’.”

O uso da Bíblia
Givanildo diz que, nas reuniões, Josivaldo também mostra como usar trechos da Bíblia para aumentar a arrecadação. “Houve uma campanha feita em cima de Isaías 61:7, sobre a dupla honra. Aí surgiu a proposta de pedir 30% do salário da pessoa.” Esse versículo diz o seguinte: “Em lugar da vossa vergonha tereis dupla honra; (...) por isso na sua terra possuirão o dobro e terão perpétua alegria”. Segundo Givanildo, os pastores passaram a pregar que para obter a “dupla honra” era necessário “dobrar” o dízimo e dar mais 10% do salário como oferta. Total: 30%. O “trízimo” ficou conhecido como uma inovação introduzida pela igreja de Valdemiro.

Outra orientação comum, diz Givanildo, é fazer associações simplórias entre números citados em textos sagrados e metas de ofertas. Num trecho bíblico que descreve uma batalha está dito que 7 mil guerreiros “não se dobraram a Baal”. É o que basta para uma associação. Depois de reler essa frase aos fiéis, os pastores passam a pedir doações de 7 mil pessoas, insinuando que se trata de uma determinação bíblica.

A barganha pela água benta
Na Mundial, de acordo com Givanildo, o acesso a bens sagrados são barganhados. Josivaldo, diz ele, mandava distribuir água benta só aos que contribuíssem financeiramente. “A gente tinha de dizer assim: ‘Eu quero 200 pessoas com oferta de R$ 100, que eu vou dar uma água’. Para aquelas que não tinham oferta, não podia dar.”

Os motivos da ruptura
“Eu fazia meu melhor no altar, só que quando chegava nesse momento de pedir oferta não me sentia bem. Ficava enojado”, afirma. “Se a igreja está passando necessidade, não pode ter fazenda, clube.” Givanildo conta que era considerado “rebelde” por não colocar em prática as campanhas de ofertas acima de R$ 100. E, quando o faturamento caía, era acusado de roubo, diz. “Um dia, na reunião, o bispo Josivaldo, querendo me humilhar, gritou assim: ‘Pastor Souza, vem aqui na frente’. Ele disse que tinha uma acusação, que eu estava pegando propina de outros pastores.”

A nova igreja
Fora da Mundial, Givanildo montou sua própria igreja, a Missionária do Amor. Seu primeiro templo, em Araçatuba, tem sistema de som, grafite na parede e quase uma centena de bancos estofados. Com que dinheiro montou tudo isso? “Tem gente que acredita e está me ajudando”, afirma. Sua igreja não parece ser muito diferente da Mundial. Givanildo afirma que, pelo menos no que diz respeito à forma de pedir ofertas, não segue os passos de Valdemiro.

07 setembro 2010

GOELA ABAIXO: A História que o PT não mostrará na TV

Um Lula fascistóide no horário eleitoral.Ou: Perder a eleição é do jogo; não dá é para perder a vergonha

por Reinaldo Azevedo


Se alguém achava que Lula já havia atingido o limite da abjeção política nos palanques ao se referir ao tucano José Serra como “o bicho”, viu há pouco, no horário eleitoral, que ele, à sua maneira, sempre “pode mais”. O presidente da República chamou o tucano José Serra de “o candidato da turma do contra”, aquele que “torce o nariz para tudo”, acusando a oposição de “mentiras e calúnias”, de “cometer um crime contra o Brasil” e de preconceito “contra a mulher”.

Lula usa, assim, a sua popularidade para tentar satanizar o adversário de seu partido, apresentando-se, uma vez mais, como o protetor de Dilma, aquele que fala em defesa da “mulher”, que estaria sendo agredida. E quem não está com eles não tem “amor pelo Brasil”.

É uma fala fascistóide. Nas democracias, é a oposição que dá legitimidade a um governo. Embora as pesquisas indiquem que Dilma exerce uma liderança folgada, é Lula quem parte para o vale-tudo; é Lula quem deixa claro que pode recorrer a qualquer expediente para vencer.

Eu antevia que ele poderia chegar a isso — e pode fazer muito mais caso a eleição caminhe para um segundo turno. Por isso, no dia 4, escrevi um texto intitulado Chegou a hora de a campanha da oposição entrar no “modo da resistência institucional; é preciso chamar lula às falas. Destaco alguns trechos:

A gravidade das violações de sigilo na Receita Federal subiu estupidamente de patamar depois da fala de ontem de Lula, no Rio Grande do Sul. Ela pede uma reação enérgica da oposição - e não cabe nem mesmo o cálculo se uma resposta à altura dá ou tira votos. Estou convencido, sem prejuízo de o tucano José Serra continuar a apresentar suas propostas, de que a campanha da oposição entra no que eu chamaria “Modo de Resistência Institucional”. Ontem, Lula usou a sua popularidade para pedir carta branca à sociedade para fazer o que bem entende. É preciso dizer com todas as letras: ONTEM, LULA REIVINDICOU O DIREITO DE DAR UM GOLPE DE ESTADO, tendo, circunstancialmente, as urnas como arma.

Se alguma dúvida havia sobre o compromisso de Lula com a democracia, ela se desfez ontem. Não tem compromisso nenhum! Está evidenciado que ele a usa como arma tática e que a escalada petista supõe a desconstrução do estado de direito conforme nós o conhecemos.
(…)
Sim, agora é preciso entrar no MODO DE RESISTÊNCIA INSTITUCIONAL. E o próprio presidente Lula - pouco importa se sua popularidade atingiu 8795%, segundo a última medição Vox Diaboli - tem de ser chamado às falas.
(…)
O sr. Lula precisa saber que, na democracia, “a gente convence o eleitor a votar na gente” segundo regras - todas aquelas que o PT tem desrespeitado sistematicamente. Na democracia, a gente “vai para a rua” não para pisotear as leis, mas para pedir a sua efetiva aplicação. Método típico de uma ditadura é fraudar o sigilo fiscal e bancário de adversários. Método típico de uma ditadura é organizar bunkers de bandidos para produzir dossiês. Método típico de uma ditadura é querer criar constrangimentos morais para que as pessoas exerçam o direito, também ele constitucional, de recorrer à Justiça. Método típico de ditadura é considerar a violação da Constituição mera “futrica”.
(…)
Outro valor mais alto se alevanta. Se o custo de a oposição dizer o que tem de ser dito - QUE O PRESIDENTE LULA, NA PRÁTICA, PROTEGE CRIMINOSOS AO DAR DECLARAÇÕES COMO A DE ONTEM - for perder votos, que assim seja. Com quantos a democracia e o estado de direito, VIVIDOS NA PRÁTICA, podem contar? Pois que a causa siga com estes bons.
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As lideranças do país que deploram a contínua violação da Constituição, das leis e do decoro têm apenas um caminho: voltar ao livro-texto da democracia e do estado de direito e repudiar, sem meias-palavras, o discurso irresponsável de Lula.
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Hora de perceber a gravidade da questão e de ter uma reação correspondente - nem que seja, reitero, para mobilizar os poucos e bons. Assim me expresso apenas para encarecer o momento já que, de fato, são milhões os brasileiros que não estão dispostos a ceder a Lula e ao PT os seus direitos constitucionais. Fossem apenas os 300 de Esparta, então se deveria lutar com eles. Mas há muito mais gente do que isso pronta para resistir.

CHEGOU A HORA DE A CAMPANHA DA OPOSIÇÃO ENTRAR NO “MODO DA RESISTÊNCIA INSTITUCIONAL”. É PRECISO CHAMAR LULA ÀS FALAS. TALVEZ ISSO CUSTE AINDA MAIS VOTOS. PARA O VALOR QUE SE QUER E QUE SE TEM DE PRESERVAR, ELES NÃO FAZEM FALTA.

Perder a eleição é do jogo. Não dá é para perder a vergonha!

Governo, PT e Receita: reação ensaiada

[FONTE: Revista Veja]

Para reagir à série de denúncias de violação de sigilo, a cúpula da campanha petista decidiu fazer neste feriado prolongado de 7 de setembro um “esforço concentrado”, conforme reconhece um colaborador próximo da candidata Dilma Rousseff. A estratégia passa por declarações afinadas de integrantes da campanha, da própria candidata e do primeiro escalão do governo e conta ainda com ajuda da Receita Federal. Tudo para blindar Dilma e reduzir o escândalo à ação de mais uma leva de aloprados.

Dilma Rousseff, seu coordenador-geral de campanha, José Eduardo Dutra, o ministro Alexandre Padilha e o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, vieram todos a público na segunda e na terça-feira negar que a quebra de sigilos fiscais tenha qualquer vínculo com a campanha petista – embora o contador e o analista que acessaram dados da filha do tucano José Serra, Verônica, e do vice-presidente do partido, Eduardo Jorge, tenham filiação ao PT. À noite, o próprio Lula entrou em cena no horário eleitoral para acusar Serra de ‘baixaria’ e ‘preconceito’.

Governo e campanha dizem exigir a investigação do escândalo “até a última vírgula”, nas palavras de Dilma. Dutra, que no domingo admitiu “constrangimento” diante da série de denúncias, solicitou investigação da Polícia Federal, o que repetiria o desenrolar do escândalo de 2006, quando um assessor do então candidato petista ao governo Aloizio Mercadante foi flagrado com uma mala de dinheiro para comprar um dossiê contra Serra. A Polícia Federal chegou a indiciar o assessor Hamilton Lacerda por lavagem de dinheiro, mas o Supremo Tribunal de Justiça anulou e arquivou o processo.

Em meio às declarações do comando da campanha petista e do governo, a Receita Federal também emitiu uma série de comunicados. Anunciou em nota o desligamento da funcionária Adeildda Ferreira – mesmo antes de concluir a sindicância. Divulgou em seguida outro comunicado manifestando “profunda indignação” com as acusações de que o órgão estivesse acobertando o escândalo. Em Brasília, o corregedor-geral do órgão, Antonio Carlos Costa D’Ávila, leu um comunicado a jornalistas em que negou tratar-se de quebra de sigilo, uma vez que o acesso teria sido feito apenas a “dados cadastrais”, como telefone, endereço e número de conta bancária. Por fim, atribuiu a Adeildda o acesso suspeito aos dados de 2.591 contribuintes.

Embora não reconheçam tratar-se de uma estratégia para conter uma possível queda de Dilma nas pesquisas, um integrante da cúpula do PT admite que “pode até haver uma diferença nos próximos números” – mas nada muito significativo, acredita. Segundo um dirigente do partido ligado à campanha, as pessoas ainda não entendem o assunto e não ligam o escândalo a Dilma.

“Pecha” - Para os tucanos, o esforço petista é uma “dissimulação” que tem por objetivo aumentar a confusão sobre um assunto já complexo, sem esclarecer nada. Segundo o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, o PT percebeu que era a hora de mover uma reação ao escândalo, mas suas explicações – assim como as da Receita – são “rasteiras e fantasiosas”. “A pecha de alguém que subverte a ordem democrática colou no PT”.

(Marina Dias)

ARNALDO JABOR: Os sigilos quebrados e os vários conceitos de democracia

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