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24 agosto 2009

Dose letal de anestésico matou Michael Jackson


FONTE: Estadão

LOS ANGELES - Médicos-legistas concluíram que o astro pop Michael Jackson morreu depois de ingerir uma dose mortífera do anestésico propofol, informou o jornal Los Angeles Times, citando um mandado de busca revelado em Houston.

De acordo com o mandado de busca para investigar os escritórios do médico do "Rei do Pop" (leia parte do documento), doutor Conrad Murray, ele disse a detetives que vinha tratando o artista por causa de uma insônia havia aproximadamente um mês e meio. Ele dava 50 miligramas de propofol toda noite ao cantor, usando um acesso intravenoso, segundo o jornal.

A morte do astro pop Michael Jackson está sendo tratada como homicídio pelo Instituto Médico Legal (IML) do condado de Los Angeles, disse à Associated Press uma fonte ligada às investigações. A conclusão do IML de Los Angeles sugere que o médico particular do artista, doutor Conrad Murray, possivelmente será alvo de novas acusações.

Murray manifestou aos investigadores temores de que Michael Jackson estaria ficando viciado em propofol e disse que havia passado a usar outros medicamentos.

Na manhã da morte do artista, em 25 de junho, Murray passou horas tentando induzir o sono do paciente utilizando diversas drogas, mas nenhuma surtiu efeito.

Por volta das 10h40 daquele dia, o médico ministrou 25 miligramas de propofol depois de Jackson ter pedido a droga.

De acordo com o relato de Murray, ele deixou Jackson sozinho à espera de que a droga surtisse efeito e saiu para fazer alguns telefonemas. Quando voltou, percebeu que o cantor já não respirava mais.



Tributo

A mãe de Michael Jackson, Katherine Jackson, disse em carta tornada pública nesta segunda-feira que o tributo global ao filho marcado para o próximo mês em Viena é "uma ideia maravilhosa" e um evento que seu filho adoraria. O show do dia 26 de setembro, organizado pelo irmão de Michael, Jermaine, vai acontecer na frente de um palácio do século 17 na capital austríaca. O participantes do tributo ainda não foram anunciados, mas espera-se que milhares de pessoas assistam ao show.

"Um evento dessa dimensão não apenas mantém o espírito de Michael vivo, mais do que isso: dá a milhões de fãs a oportunidade de viver sua música e celebrar a vida do meu filho", escreveu Katherine Jackson. "Eu tenho certeza que Michael iria amar (o tributo)".

A carta, escrita à mão, é datada de quinta-feira e foi tornada pública pelos promotores austríacos do evento, o World Awards Media GmbH.

O promotor Georg Kindel disse que o tributo foi originalmente planejado para acontecer no estádio de Wembley, em Londres, no dia 29 de agosto, data em que Michael completaria 51 anos, mas Jermaine Jackson decidiu realizar o evento em Viena.

A capital da Áustria abriga muitos castelos e Jermaine disse que Viena foi escolhida como o local do show porque seu irmão "amava castelos".

A mãe do cantor também se dirigiu aos fãs, dizendo que estava "emocionada pelo amor e apoio que meu amado filho Michael recebeu no último mês".

Na semana passada, a intensa procura por ingressos para o show em Viena fez o site de venda entrar em colapso. Os preços variam de € 63 (US$ 90) a € 518 (US$ 742).

Nina Ellend, chefe de publicidade da World Awards Media GmbH, disse que milhares de ingressos foram rapidamente arrebatados e que a venda está sendo realizada em etapas.

De acordo com meios de comunicação austríacos, Madonna, U2, Lionel Richie e Whitney Houston podem estar entre os artistas presentes. Porém, o site do show diz que a apresentação vai incluir "alguns dos artistas contemporâneos mais populares".

Uma vereadora da cidade de Nova York quer homenagear o cantor Michael Jackson dando o nome do cantor à estação de metrô onde ele gravou o videoclipe da música "Bad". A vereadora Letitia James quer a colocação de uma placa na estação Hoyt-Schermerhorn, no Brooklyn, ou que o nome "Jackson" seja adicionado ao nome da estação, segundo o jornal New York Post.

O porta-voz da Autoridade de Transporte Metropolitano, Kevin Ortiz, disse nesta segunda-feira que é pouco provável que a proposta seja aceita. Segundo ele, agência proíbe a colocação de placas nas estações, mas está desenvolvendo um guia para a nomeação desses locais.

Michael Jackson, que morreu em 25 de junho último, gravou o videoclipe, dirigido por Martin Scorsese, na estação do Brooklyn em 1987. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

Seis superintendentes regionais da Receita pedem exoneração


FONTE: Globo.com

Seis superintendentes regionais da Secretaria da Receita Federal pediram demissão de seus cargos nesta segunda-feira (24), de acordo com carta divulgada pelos servidores ao atual comandante do Fisco, Otacílio Cartaxo.

São eles: Altamir Dias de Souza (4ª Região Fiscal), Dão Real Pereira dos Santos (10ª Região Fiscal), Eugênio Celso Gonçalves (6ª Região Fiscal), José Carlos Sabino Alves (Adjunto-7ª Região Fiscal), Luis Gonzaga Medeiros Nóbrega (3ª Região Fiscal) e Luiz Sérgio Fonseca Soares (8ª Região Fiscal).

Além disso, também estão deixando suas funções Henrique Jorge Freitas da Silva, que era responsável pela parte de Fiscalização da Receita Federal, e Marcelo Lettieri, coordenador de Estudos, Previsão e Análise, que divulgava os resultados da arrecadação federal para a imprensa.

Fátima Maria Gondim Bezerra Farias, da Coordenação-Geral de Cooperação Fiscal e Integração, Frederico Augusto Gomes de Alencar, da Coordenação-Geral de Contencioso Administrativo e Judicial, Luiz Tadeu Matosinho Machado, da Coordenação-Geral do Sistema de Tributação e Rogério Geremia da Coordenação-Geral de Fiscalização, também entregaram os cargos.

A notícia da saída dos 12 funcionários é divulgada após o atual secretário da Receita Federal ter retirado o cargo comissionado da servidora Iraneth Weiler, que trabalhava como chefe de gabinete de Lina Vieira, ex-comandante do Fisco.

O ato foi publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira (24). Alberto Amadei, que era assessor da ex-secretária da Receita Federal, também perdeu sua função. Ambos, porém, permanecem na Receita por serem funcionários de carreira.


Razões

Os superintendentes regionais e coordenadores gerais anunciaram, em carta a Otacílio Cartaxo, seu pedido de demissão por conta dos "últimos acontecimentos relacionados com a alta administração da Receita Federal do Brasil".

"A começar pela forma como ocorreu a exoneração da ex-Secretária Lina Maria Vieira, passando pelos depoimentos realizados no Congresso Nacional, e as recentes notícias veiculadas pela mídia nacional, denotando a clara e evidente intenção do Ministério da Fazenda de afastar outros administradores do comando da Receita Federal", informam na carta.

Os servidores dizem ainda, no documento, que pautam sua vida funcional "pelos princípios da ética, da impessoalidade, da legalidade e da moralidade". "O que nos trouxe para a administração da RFB foi a crença na possibilidade de construção de uma instituição mais republicana, com autonomia técnica e imune às ingerências e pressões de ordem política ou econômica", dizem.

Pedem ainda que o atual secretário mantenha e aprofunde a política de fiscalização que vem sendo implementada com foco nos grandes contribuinte, além de preservar, também, a autonomia técnica do órgão e que "não tolere qualquer tipo de ingerência política".


Dilma X Lina

A chefe de gabinete de Lina Vieira, Iraneth Weiler, confirmou ao jornal "Folha de São Paulo", em 13 de agosto, que Erenice Guerra, secretária-executiva da Casa Civil, foi ao gabinete de Lina no final do ano passado. "Ela entrou pela porta do corredor, não passou pelas secretárias. Não foi uma coisa que constava da agenda", disse ela ao jornal. Erenice teria supostamente ido marcar uma reunião entre a ministra Dilma Rousseff e Lina Vieira. Em nota, a Casa Civil negou que a secretária-executiva Erenice Guerra tenha visitado a ex-secretária da Receita Federal.

No encontro, Dilma, segundo a versão da ex-secretária da Receita, teria pedido que o Fisco agilizasse a investigação sobre as empresas de Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Lina disse ter interpretado como um pedido para encerrar as investigações. Dilma sempre negou o encontro e o pedido.

Senadores de oposição querem que a ex-secretária passe por uma acareação com Dilma. Durante o depoimento que deu na última terça-feira (18) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, ela disse que aceitava a aceração.

Na quarta-feira (19), o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), ironizou a proposta de acareação. "Eles (a oposição) querem a televisão. O negócio deles é aparecer. Narciso acha feio tudo que não é espelho", provocou.

No depoimento à CCJ, a ex-secretária da Receita Federal apresentou detalhes do suposto encontro secreto com Dilma Rousseff, mas negou que a ministra tenha tentado influenciar no resultado de investigações do órgão sobre os negócios do filho de José Sarney.


Demissão de Lina Vieira

Lina Vieira foi demitida em meados de julho, após a decisão do Fisco de investigar, neste ano, a Petrobras. A empresa mudou o regime tributário de competência para caixa, no segundo semestre de 2008, retroagindo ao início do ano passado, o que gerou um crédito fiscal (que pode ser abatido no pagamento de tributos) superior a R$ 1 bilhão referente à contabilização de "variações cambiais".

Em maio, a Receita Federal informou que não é permitido a empresas mudar o regime de pagamento de impostos no meio do ano, como a Petrobras admitiu ter feito no ano passado. Posteriormente, Otacílio Cartaxo afirmou que a legislação seria omissa em relação à mudança de regime tributário feita pela estatal do petróleo.

22 agosto 2009

Governo obriga Receita a tirar grupo de Lina da fiscalização


FONTE: Folha online

A pouco mais de um ano das eleições, o governo federal decidiu intervir na Receita e mudar o responsável por auditar o recolhimento de impostos das maiores empresas do país, retirando Henrique Jorge Freitas do cargo de subsecretário de Fiscalização, informaram Leonardo Souza e Leandra Peres na edição de hoje da Folha.

Numa reunião tensa com a cúpula do órgão, o novo secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, avisou o subsecretário "que não teria como segurá-lo" no cargo devido a pressões do ministro Guido Mantega (Fazenda). Freitas é peça central num projeto elaborado pela ex-secretária Lina Vieira, que mudou o foco de ação da Receita: mais preocupada com grandes contribuintes, e não com pessoas físicas e pequenas empresas.

Essa nova postura provocou protestos na iniciativa privada e descontentamento no governo. A Folha apurou que Lina Vieira foi demitida no dia 9 de julho, entre outros motivos, por não ter atendido a uma série de pedidos políticos. A reunião de cúpula da Receita foi realizada na casa de Cartaxo, em Brasília. Foi convocada com o propósito de comunicar a dispensa dos servidores mais próximos de Lina.

A discussão avançou a madrugada e resultou num levante, não por causa da substituição dos cargos de confiança, mas pela suspeita de que ela estava sendo usada como pretexto para acobertar mudanças na política de cerco aos grandes contribuintes. Os presentes bateram pé pela permanência de Henrique Freitas. Cartaxo encerrou o encontro com a promessa de que voltaria a falar com o ministro Mantega. Procurados pela Folha, o Ministério da Fazenda e a Receita Federal informaram que não iriam se manifestar.

Os novos aviões de Lula


FONTE: Revista IstoÉ

A frota presidencial agora conta com mais dois jatos de luxo da Embraer que custaram R$ 168 milhões. Além do Aerolula

A partir de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderá exercer sua diplomacia presidencial pelo mundo afora a bordo de um novo avião. Trata-se de um jato Embraer 190, da família E-Jet, mesmo modelo encomendado pelo ex-piloto austríaco Niki Lauda para a frota da sua companhia comercial, a Lauda Air. No caso brasileiro, o EMB-190 será usado especialmente para as viagens pela América Latina. Também servirá para transportar equipes de apoio, convidados e como aeronave reserva para casos de eventual manutenção ou pane do Aerolula, como a que ocorreu em março no retorno de uma viagem aos Estados Unidos.

Desde que trocou o velho Boeing 707, o "Sucatão", pelo moderno Airbus A319, em 2005, a Presidência estudava adquirir aviões que substituíssem os dois Boeing 737-200, chamados de "sucatinhas". Mas a repercussão negativa da compra do avião presidencial, por US$ 56,7 milhões, adiou os planos. A decisão de compra veio depois que, em 2007, uma das aeronaves apresentou problema técnico e interrompeu uma viagem da comitiva presidencial à África. O avião levava 25 empresários e 25 jornalistas. O presidente, então, comentou com assessores que o episódio havia definitivamente convencido a imprensa, que criticara a compra do Aerolula, da necessidade de renovação de toda a frota presidencial.


"Apesar de terem poucas horas de voo, os sucatinhas já têm 35 anos de idade e precisavam ser substituídos", explica a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto. Mas a aquisição das novas aeronaves também tem um objetivo comercial. Ao visitar outros países com jatos da Embraer, o presidente Lula aproveitará para fazer propaganda da indústria nacional. Os dois EMB-190 custaram cada um US$ 52 milhões (um total de R$ 168 milhões, ao câmbio de R$ 1,62, de agosto de 2008). De acordo com autoridades militares ouvidas por ISTOÉ, o governo teria economizado R$ 30 milhões em relação ao preço da concorrência. As aeronaves tiveram a autonomia de voo estendida para até oito horas, podendo decolar de Brasília e chegar às Ilhas Canárias, na costa africana. Com apenas uma parada técnica para reabastecimento, será possível atingir a África e a Europa.

Com 36,7 metros de comprimento e 28 metros de envergadura, o EMB-190 voa a 850 km/h. "Como se trata de um avião presidencial, muitas modificações foram feitas, a fim de comportar as atividades do presidente", afirma o major-brigadeiro Joseli Parente Camelo, da Segurança Institucional. O interior foi reconfigurado para abrigar um gabinete de trabalho, com banheiro, além de 36 assentos do tipo classe executiva e mais 11 poltronas. Todas as comunicações são criptografadas para evitar interceptações. A primeira unidade presidencial do EMB-190 foi batizada de Bartolomeu de Gusmão (o padre luso-brasileiro, inventor e primeiro a voar em um balão operacional) e ganhou duas faixas diagonais com as cores verde e amarela. Já está voando, mas problemas de homologação da anac obrigaram a embraer a refazer a cabine, o que adiou a entrega oficial da aeronave, prevista para junho. O segundo EMB-190 deverá ser entregue até dezembro e será uma espécie de espelho do "Bartolomeu de Gusmão", com a mesma configuração interna e de desempenho. Os dois aviões já sairão de fábrica com as modificações nas portas do compartimento de bagagem e nos sliders, os escorregadores para evacuação de emergência, conforme orientação feita pelas agências reguladoras da aviação dos Estados Unidos.


20 agosto 2009

Acordão enterra caso Sarney e abre crise no PT


FONTE: Estadão

Com os votos dos três representantes do PT, o Conselho de Ética absolveu ontem o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e o líder dos tucanos, o senador Arthur Virgílio (AM). O arquivamento de todas as denúncias e representações, que fazia parte do "acordão" selado na semana passada entre líderes governistas e a oposição, abriu uma crise sem precedentes na bancada petista. Flávio Arns (PT-SC) avisou que vai deixar o partido. Horas antes, a senadora Marina Silva (AC) também anunciou que estava saindo do PT (veja na página A14).

"O PT jogou a ética no lixo e vai ter de achar outra bandeira. O partido deu as costas para a sociedade e para o povo", disse Arns ao anunciar que deixará o partido. A posição petista, totalmente submissa à orientação do Planalto, que mandou votar a favor de Sarney para preservar a aliança com o PMDB para 2010, foi o destaque da sessão do conselho.

Sob vigilância do líder peemedebista, Renan Calheiros (AL), o líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), não conseguiu pôr em prática a proposta de reabrir pelo menos uma denúncia contra Sarney - falava em manter a investigação da denúncia sobre o namorado de uma neta de Sarney que foi nomeado para trabalhar no Senado por ato secreto. Renan havia dito ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que não aceitaria "esse jogo de cena para a plateia" e queria os três votos do PT no apoio ao presidente do Senado.

O arquivamento das seis denúncias e cinco representações contra Sarney, por quebra de decoro, ocorreu 70 dias depois de o Estado revelar, no dia 10 de junho, a existência de atos secretos que beneficiaram seus parentes e apadrinhados, além das reportagens sobre a casa de R$ 4 milhões não declarada à Justiça Eleitoral e o desvio de dinheiro público na Fundação Sarney.

"A dureza do processo político consolida parcerias e alianças. Está ficando clara a necessidade de estarmos juntos na defesa da governabilidade", disse Renan. Mesmo não integrando formalmente o conselho, ele participou de toda a reunião. Pronunciou-se uma única vez, para avisar que o PMDB se sentia "suficientemente esclarecido" com as explicações de Virgílio e votaria pelo arquivamento das denúncias contra ele.

Duas horas antes do início da reunião do conselho, o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), divulgou nota orientando a bancada a votar pelo arquivamento das representações contra Sarney. A nota veio na sequência da reunião, terça-feira à noite, com o deputado Michel Temer (PMDB-SP), os senadores Sarney, Romero Jucá (PMDB-RR) e Lobão Filho (DEM-MA), além da anfitriã, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, e o ministro Edison Lobão (Minas e Energia). Na reunião, eles receberam a garantia dos três votos do PT (João Pedro/AM, Delcídio Amaral/MS e Ideli Salvatti/SC) e concluíram que Sarney não corria mais nenhum risco.

Para engavetar os processos, Berzoini alegou que a oposição alimentou a crise política no Senado de olho em 2010, fez uma "manipulação hipócrita dos interesses eleitorais" e investiu no fim da aliança entre PMDB e PT. A nota justificando a posição dos petistas foi lida por João Pedro.

Diante da evidência do "acordão", o senador Pedro Simon (PMDB-RS), foi ao ataque. "Hoje é o dia que o PT abraça o Sarney e o Collor e a Marina sai do partido", definiu. O ex-presidente e senador Fernando Collor (PTB-AL) faz parte da tropa de choque pró-Sarney.

As votações no conselho duraram cerca de uma hora. Os governistas aprovaram requerimento para que as seis denúncias e as cinco representações contra Sarney fossem votadas em dois blocos, sem necessidade de derrubar uma a uma.

Piratas virtuais invadem site da Record e chamam bispos de ladrões


FONTE: Folha online

Piratas virtuais invadiram e picharam o site da Record neste sábado (15). Mensagens de protesto contra a TV e a Igreja Universal do Reino de Deus permaneciam no ar até o começo desta tarde, mas já foram derrubadas.

"Vocês não são bispos, não são santos, vocês são ladrões", escreveram os invasores, entre xingamentos e palavrões. A Record, por meio de sua central de Comunicação, informou à reportagem que está apurando a origem do ataque.

Na página pichada, sobrou até para a companhia Telefônica. "Gostaríamos também de esclarecer que os ataques aos servidores DNS da Telefônica foram causados devido à falta de capacidade e educação dos atendentes". Informada sobre a menção aos seus serviços, a empresa preferiu não se pronunciar.

O ataque pró-Globo foi "assinado" pelo conjunto "Skynet group". O símbolo da emissora foi inserido na página principal da Record.

Um outro grupo de invasores, denominado "Elite Top Team", já havia conseguido violar os sites do SBT e da Record entre o final de 2006 e o início de 2007. As invasões divulgavam mensagens de protesto contra a política nacional e contra os radiodifusores. À época, a Record disse ter tomado providências para minimizar esse tipo de investida.


Guerra de TVs

A invasão virtual acontece na mesma semana em que Record e Globo trocaram ataques em seus telejornais. Na terça-feira, o "Jornal Nacional" veiculou reportagem de dez minutos sobre as acusações que o Ministério Público faz à cúpula da Igreja Universal --a Justiça abriu ação criminal contra Edir Macedo, fundador da Iurd, e mais nove integrantes da igreja, sob acusação de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Em sua reportagem, a Globo mostrou imagens de 1995 de Macedo ensinando pastores a convencer fiéis a doar dinheiro.

O "Jornal da Record", na noite seguinte, declarou que a cobertura do caso pela concorrente é um "ataque direto e desesperado" de quem tem medo de perder "o monopólio dos meios de comunicação no Brasil". O texto afirmava "não ser novidade que a família Marinho usa a televisão para seu jogo de interesses" e que "o poder da família Marinho teve origem na ditadura militar". A Record chegou usar imagens do documentário inglês "Muito Além do Cidadão Kane".

A audiência média do "Jornal Nacional" na semana foi de 36,7 pontos no Ibope, equivalente a 2,05 milhões de domicílios na Grande São Paulo, e a do "Jornal da Record" foi de 8,6 pontos.

18 agosto 2009

Lina diz que pedido de Dilma foi 'incabível' e aceita acareação


FONTE: Estadão

BRASÍLIA - Em uma sessão marcada pelo tom agressivo dos senadores governistas e pela antecipação da disputa eleitoral, a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira compareceu nesta terça-feira, 18, à Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ), onde confirmou o suposto pedido da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para que agilizasse uma investigação acerca das empresas da família Sarney.

Pressionada diversas vezes a revelar detalhes sobre as circunstâncias nas quais o encontro teria ocorrido, Lina disse não se lembrar o dia exato, mas manteve a versão de que teria interpretado o pedido de Dilma como incabível.

Apesar da insinuação de alguns senadores, a ex-secretária insistiu que não tomou a iniciativa de informar ao jornal Folha de São Paulo sobre o pedido de Dilma em relação à investigação sobre as situação fiscal de Fernando Sarney. Segundo ela, o repórter que a procurou já tinha a informação e queria apenas a sua confirmação. Ela repetiu que não se sentiu pressionada com o pedido da ministra, mas interpretou como sendo uma solicitação para resolver as pendências e encerrar a fiscalização.

Lina disse também que antes do pedido da ministra Dilma, a Receita recebeu solicitação do Judiciário para que agilizasse a fiscalização e que a Receita já estava cumprindo este pedido. Ela disse que o número de fiscais envolvidos no processo não era suficiente e que, por isso, o próprio judiciário reiterou o seu pedido de agilidade.

O senador Agripino Maria (DEM-RN) disse ser estranho uma autoridade do governo ter chamado de forma inédita a secretária da Receita para tratar de assuntos políticos, já que a própria justiça já havia pedido celeridade. Agripino perguntou a Lina por que Dilma teria feito aquele pedido. "Eu não posso responder pela ministra. Na fiscalização, a Receita trabalha com critério subjetivos e impessoais"

Sobre o registro do encontro com a ministra, Lina foi enfática. "O encontro não constou das agendas oficiais", disse, para depois acrescentar que não considera a agenda uma prova do encontro.

Lina reafirmou que esteve sozinha com Dilma na sala, mas lembrou que passou por outros lugares no Palácio do Planalto antes de chegar ao gabinete da ministra da Casa Civil. Para ela, o Planalto deve ter algum registro de sua passagem pelo local. Ainda segundo a ex-secretária da Receita, apenas sua secretária teria sido informada sobre sua ida à Casa Civil.



Juízo de valor

Em vários momentos, a ex-secretária também questionou por que a ministra Dilma estaria negando o encontro entre as duas. Ela evitou, porém, fazer juízo de valor sobre o suposto pedido da ministra. Disse que não comentou com ninguém sobre o encontro, porque considerou que não havia necessidade.

Lina voltou a lembrar que se identificou na portaria do Palácio do Planalto, passou pelo detector de metal, subiu de elevador até o quarto andar, foi colocada em uma sala de espera com mais duas pessoas, onde lhe serviram água e café e que depois foi recebida rapidamente por Dilma. "Por que eu iria criar esse encontro?", perguntou.



Método de fiscalização

A ex-secretária disse que assim que assumiu o cargo, mudou o foco da fiscalização. Para ela, a fiscalização era superficial e de quantidade. Ela informou que após assumir o cargo de secretária da Receita, a fiscalização passou a ser focada na qualidade e nos grandes contribuintes, ponto apontado por seus colaboradores como um dos principais fatores que levaram a sua demissão.

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) criticou também a atuação dos senadores da base governista, o que classificou como extensão da censura que está se instalando no País. Os senadores Renan Calheiros, Romero Jucá e Aloizio Mercante argumentaram, no início da sessão, que a CCJ não era o foro adequado para ouvir a ex-secretária. Tasso disse que depois que o juiz Dácio Vieira censurou o jornal O Estado de S.Paulo, agora os senadores do governo tentam impedir que o Senado ouça depoimentos "importantíssimos" do que acontece nos bastidores do poder.

Empreiteira admite ter comprado apartamento usado pelos Sarney


FONTE: Estadão

Quatro horas depois de o senador José Sarney (PMDB-AP) dizer ontem, no plenário, que o Estado havia publicado uma reportagem "irresponsável" e "sem provas" em sua edição de domingo, a empresa Holdenn Construções Assessoria e Consultoria Ltda. admitiu em nota a relação de favores com a família. A reportagem mostrou que a Holdenn negociou e pagou dois apartamentos usados pelo clã Sarney em São Paulo.

Na nota, assinada pelo empresário e amigo da família Rogério Frota de Araújo, a empreiteira admite que comprou o apartamento nº 22 do edifício Solar de Vila América, na Alameda Franca, 1.581, nos Jardins. Diz que depois da compra, o imóvel "foi vendido ao senhor José Sarney Filho, mediante instrumento Particular de Promessa de Compra e Venda e outras Avenças". O apartamento 22 foi comprado pela empreiteira depois de um contato inicial de José Adriano, neto de Sarney, com o proprietário do imóvel, o economista Felipe Jacques Gauer.

O imóvel foi adquirido em fevereiro de 2006, quando a empresa ainda se chamava Aracati. "Ele (José Adriano) me fez algumas perguntas e disse que uma pessoa dessa empresa, a Aracati, iria me procurar para acertar a compra do apartamento", contou ao Estado Felipe Gauer, o antigo proprietário.

O apartamento de nº 32, diz a nota da empreiteira, foi comprado em dezembro de 2006 e "é de propriedade da Holdenn (...) para uso dos sócios da empresa". O dono do imóvel, o empresário Sidney Wajsbrot, disse ao Estado, também em entrevista publicada na edição de domingo, que antes mesmo de pôr o apartamento à venda foi procurado pelo então zelador do prédio com a informação de que "o senador Sarney estava procurando um apartamento, que já tinha outros dois e queria um terceiro, para um assessor dele". A família utiliza os apartamentos desde que foram comprados pela Holdenn, em 2006. No apartamento 22, mora Gabriel José Cordeiro Sarney, 22 anos, filho do deputado Zequinha Sarney (PV-MA). Antes dele, morou o irmão, José Adriano, o mesmo que iniciou a negociação concluída pela Holdenn.

O apartamento 32, usado com frequência por assessores da família, já hospedou o próprio senador. Chama atenção, na relação entre a Holdenn e os Sarney, o fato de que nem a empresa nem a família esclarecem as condições da suposta venda do apartamento 22 para Zequinha Sarney.

Limitam-se a informar a existência de um "contrato de promessa de compra e venda" e que o deputado está até hoje pagando o imóvel à Aracati. Não esclarecem valor nem em quantas parcelas a empreiteira teria financiado o apartamento. Também não informam quando se deu o negócio. Na prática, admitem que Zequinha Sarney é dono informal de um imóvel comprado por uma empreiteira com negócios no setor elétrico, área em que sua família exerce forte influência.

Ontem o Estado encaminhou quatro perguntas ao deputado e reiterou o pedido de acesso ao contrato de compra e venda do apartamento. Em nota, ele se negou a fornecer o documento e classificou o Estado como inimigo político da família. "Não me interessa dar detalhes da minha vida pessoal a um adversário político que tenta me envolver numa disputa cujo único objetivo é retirar meu pai da presidência do Senado."

13 agosto 2009

Relatório do Coaf aponta uso de dízimo para compra de imóveis, diz jornal




A reação dos parlamentares no Congresso


PASSEATA FORA SARNEY 15/08/09 ÀS 14:00 H


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11 agosto 2009

Justiça recebe denúncia contra bispo Edir Macedo e mais nove

FONTE: Estadão

SÃO PAULO - A Justiça de São Paulo recebeu nesta segunda-feira, 10, a denúncia contra o bispo Edir Macedo e outras nove pessoas ligadas à Igreja Universal do Reino de Deus por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

A acusação formal foi oferecida no último dia 5 pelo Ministério Público Estadual (MPE), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A denúncia foi recebida pelo juiz da 9ª Vara Criminal da Capital.

Foram denunciados, além de Edir Macedo, Alba Maria da Costa, Edilson da Conceição Gonzales, Honorilton Gonçalves da Costa, Jerônimo Alves Ferreira, João Batista Ramos da Silva, João Luís Dutra Leite, Maurício Albuquerque e Silva, Osvaldo Scriorilli e Veríssimo de Jesus.

Segundo o MPE, eles são acusados de integrarem um esquema envolvendo empresas de fachada, que remetia ao exterior dinheiro obtido com doações de fiéis. Esse dinheiro, depositado em paraísos fiscais, voltava ao Brasil em forma de contratos de mútuo utilizados para a aquisição de empresas.

De acordo com a denúncia, Edir Macedo e os demais acusados há cerca de 10 anos vêm se utilizando da Igreja Universal do Reino de Deus para a prática de fraudes em detrimento da própria igreja e de inúmeros fiéis.



Valores

Durante as investigações, os promotores conseguiram localizar milhares de depósitos em dinheiro em favor da Igreja Universal. Somente no período entre março de 2003 a março de 2008, esses depósitos somaram R$ 3,9 bilhões, de acordo com o MPE.

Levantamento feito pelo MPE e pela Polícia Civil, com base em dados bancários e fiscais obtidos judicialmente, mostra que a Igreja Universal movimenta cerca de R$ 1,4 bilhão por ano no Brasil, dinheiro arrecadado por meio do pagamento de dízimo por seus milhares de fiéis espalhados por 4.500 templos, instalados em 1.500 cidades do País.



Imunidade tributária

Na denúncia, o Ministério Público destaca que Edir Macedo e outros bispos da Universal destinavam grande parte de sua pregação para a coleta do dízimo, enfatizando a necessidade de a Igreja angariar recursos para a compra de óleos santos de Israel, o financiamento de novos templos e o pagamento de pregações nas rádios e TVs. A Universal aceitava cheques, carros e outros bens como doação.

Ainda segundo a denúncia, Edir Macedo e os outros denunciados aproveitaram-se da imunidade tributária estabelecida pela Constituição Federal para templos religiosos, e passaram a se utilizar da Igreja Universal em benefício próprio, captando os valores dos dízimos, ofertas e contribuições dos fiéis da Igreja, que não têm fato gerador tributário, investindo em bens particulares, como imóveis, veículos ou joias.

Para os promotores, ficou comprovado que o dinheiro das doações, em vez de ser utilizado para a manutenção dos cultos, era desviado para atender a interesses particulares dos denunciados, segundo o MPE.

07 agosto 2009

E o "barraco" continua no Senado Federal....

06 agosto 2009

Programa CQC e a crise no senado

Discurso de José Sarney manipula dados


FONTE: Estadão

SÃO PAULO - O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), tentou confundir os senadores no seu discurso ontem em plenário. Durante os 48 minutos em que apresentou sua defesa para as denúncias contra ele no Conselho de Ética, cometeu uma série de deslizes.

Num jogo de palavras, misturou duas investigações da Polícia Federal para insinuar que as gravações divulgadas pelo Estado no dia 22 de julho - em que ele negocia a nomeação do namorado da neta - poderiam ter sido montadas. Os áudios publicados no jornal são autênticos, do começo ao fim de cada telefonema, sem edição, e a voz de Sarney é real.

Na conversa, Sarney fala com o filho Fernando Sarney sobre a nomeação de Henrique Dias Bernardes - então namorado de Maria Beatriz Sarney - e diz que vai discutir o assunto com o ex-diretor Agaciel Maia.

As gravações, feitas pela Polícia Federal com autorização da Justiça, fazem parte da Operação Boi Barrica, em que a PF investiga o filho do presidente do Senado. Em seu discurso ontem, Sarney admitiu que era sua a voz nas gravações. Ele argumentou que os áudios não poderiam ser divulgados porque envolviam um senador, que tem foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal (STF). “Trata-se de conversas coloquiais entre familiares”, disse.

Logo depois, começou a falar de uma suposta montagem, sem, porém, explicar imediatamente do que se tratava. “Agora, quero mostrar aos senhores os métodos que foram adotados. Não encontrando nada contra mim, então, faltando, acho, notícia, querendo generalizar, os senhores vão ficar pasmados: fraudaram a fita que distribuíram aos jornais e incluíram o meu nome com a voz de uma outra pessoa”, afirmou.

Somente depois Sarney explicou que se referia à Operação Navalha, realizada em 2007 pela PF para desmontar um esquema de fraudes em licitações. Essa investigação envolveu o empresário Zuleido Veras - dono da Gautama - suspeito de ligação com a família Sarney. Segundo o senador, um áudio - que o Estado jamais divulgou - teria sido montado. Numa gravação em que Zuleido teria dito que iria à casa de Sarney, a voz não seria do empresário, mas de outra pessoa.

04 agosto 2009

Manifestantes invadem plenário do Senado contra Sarney e são retirados à força


FONTE: Folha online

Um grupo de manifestantes da Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas) invadiu nesta terça-feira o plenário do Senado com uma faixa com os dizeres "Fora Sarney" na defesa pela saída do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), do comando do Senado.

Os protestantes também usavam máscaras cirúrgicas com os mesmos dizeres. Como o regimento do Senado não permite manifestações dentro do plenário, os trabalhadores foram retirados à força pela Polícia Legislativa.

A faixa foi arrancada das mãos dos manifestantes, que foram conduzidos pela polícia para fora do local. Alguns ainda tentaram entrar em confronto com os policiais, mas foram contidos.

Sarney não estava na presidência da Casa no momento do tumulto. O senador Adelmir Santana (DEM-DF), que presidia a sessão, pediu para que a polícia tomasse as providências para coibir a manifestação. Alguns senadores intercederam em favor dos manifestantes, como Arthur Virgílio (PSDB-AM).

"O regimento não prevê manifestações, mas também não prevê violência", disse. Os manifestantes deixaram o plenário aos gritos: "Ão, ão, ão, abaixo à repressão. Fora Sarney".

Um dos sindicalistas, Geraldo Jesus Santos, criticou o que chamou de truculência da Polícia Legislativa. "Protestamos em silêncio e fomos reprimidos pela polícia."

03 agosto 2009

Aliados de Sarney trocam acusações com Pedro Simon


FONTE: Estadão

BRASÍLIA - O senador Pedro Simon (PMDB-RS) defendeu novamente hoje, em discurso no plenário, a renúncia de José Sarney (PMDB-AP) da presidência do Senado. Porém, enquanto falava, Simon foi interrompido pelo líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), que acabou discutindo com o parlamentar gaúcho. "Eu gosto muito do senhor, senador Pedro Simon. Eu só lamento que nos últimos 35 anos o esporte favorito do senhor tenha sido falar mal do Sarney. Desde que o partido decidiu indicar o José Sarney à vice-presidente da chapa do Tancredo Neves. Desde aquele momento, o senhor fala mal do Sarney. Porque o senhor queria ter sido o indicado. E não conseguiu naquele momento", disse Renan, visivelmente irritado.

Simon negou ter ressentimento do episódio e questionou por que Renan havia renunciado à presidência do Senado quando respondeu a processo por quebra de decoro e não defende a mesma atitude de Sarney, acusado de nepotismo e tráfico de influência. Em seu discurso, Simon já havia criticado Renan, líder da tropa de choque que defende a permanência de Sarney no comando do Senado. Ele relembrou que Renan renunciou à presidência da Casa quando respondeu a processo por quebra de decoro parlamentar para evitar uma eventual cassação de seu mandato.

"Por que o senhor quer que o presidente José Sarney renuncie? Por causa do neto? Por que, senador? Diga em poucas palavras. Eu respondi a processos por questões de foro íntimo. Eu renunciei porque a crise foi tanta, e o senhor por algumas vezes ajudou a inflamar a crise, que não foi mais possível ficar", respondeu o líder do PMDB na Casa, que logo após foi cortado por Pedro Simon, que continuou o discurso.

Simon disse acreditar que a última chance de Sarney deixar a presidência da Casa 'com dignidade' é até antes da reunião do Conselho de Ética, marcada para quarta-feira. "Se o presidente Sarney achar por bem renunciar à presidência, tendo em vista a situação que se encontra o Senado Federal, será um grande gesto dele, será um gesto que se somará à sua biografia. Se Vossa Excelência José Sarney não fizer isto, será o que Deus quiser", afirmou. "Apelo ao senador José Sarney que saia da presidência."



Culpa

Pedro Simon ressaltou que todos os senadores, inclusive ele, têm parte de culpa na crise política que assola a instituição e que por anos os parlamentares "varreram a sujeira para debaixo do tapete". "Durante todas essas crises, nós senadores não tivemos a competência de fazer as transformações necessárias na vida do Congresso e na vida do Senado. É como jogar para debaixo do tapete: deixa como está, empurra mais para frente", criticou.

O senador gaúcho defende que Sarney, alvo de cinco ações no Conselho de Ética, renuncie à presidência do Senado para arrefecer a crise. "Já tivemos aqui o afastamento, renúncia do senhor ACM (Antonio Carlos Magalhães), pesando sobre ele uma acusação, cá entre nós, relativa à quebra de sigilo do painel. Vivemos uma renuncia de um senador, sob denúncias ainda mais graves, que é o senhor Jader (Barbalho), e tivemos a renúncia do presidente, hoje líder, Renan Calheiros", disse.

"O líder do PMDB entrando com uma representação contra o líder do PSDB, o Senado está conflagrado definitivamente. Partiremos para uma situação que sabemos como começa, mas não sabemos como termina. E se o Conselho de Ética abrir a panela explosiva, com toda a sinceridade, eu não sei como vai terminar. Eu não sei como vai terminar, eu não sei para onde nós caminhamos", afirmou Simon.

02 agosto 2009

A lição do juiz Falcone


FONTE: Revista Carta Capital

Na próxima semana, deverá ser apreciado novo pedido de concessão de liminar, no interesse do banqueiro Daniel Dantas e referente ao complexo agropecuário composto de 27 fazendas e 543 mil cabeças de gado, patrimônio esse que foi objeto de cautelar sequestro judicial, determinado pelo juiz Fausto De Sanctis.

O sequestro decorreu do contido no relatório conclusivo da denominada Operação Satiagraha e se verificou quando do recebimento da denúncia contra Dantas e outros treze corréus. A peça da lavra do procurador Rodrigo De Grandis acusa Dantas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, gestão fraudulenta, formação de quadrilha e bando e outros três delitos conexos. A advogada Dora Cavalcanti, que atua na busca da liminar de levantamento do sequestro de fazendas e mugires, sustenta “que Daniel Dantas não faz parte da composição da agropecuária”, algo que, evidentemente, só poderá ser reconhecido por decisão de mérito. Em outras palavras, existem indícios suficientes a ligar Dantas com os graves ilícitos descritos no relatório do inquérito e na denúncia do Ministério Público Federal.

O recente desfalque judicial ao patrimônio do banqueiro Daniel Dantas – já condenado por corrupção voltada a impedir o prosseguimento de investigações e ensejar a continuidade de atividades ilícitas na condição de gestor de uma organização criminosa – revelou que o banqueiro não estava tão protegido como imaginava. O procurador e o juiz sabiam muito bem que, depois do surpreendente empenho do ministro Gilmar Mendes em soltar Dantas liminarmente, outro caminho, o do sequestro de bens, deveria ser trilhado, sempre à luz do interesse público.

No particular, inúmeros e consistentes indícios de lavagem de dinheiro e de reciclagem de capitais em atividades formalmente lícitas permitiam legalmente os sequestros de fazendas e cabeças de gado.

A decisão judicial encontrou apoio na Convenção da ONU sobre criminalidade organizada (Convenção de Palermo) e no nosso Código de Processo Penal. Este, desde 1941, prevê o sequestro como medida acautelatória, voltada à reparação do dano decorrente de crimes. Quanto ao bloqueado fundo de ações do Opportunity, uma liminar concedida por desembargadora federal suspendeu- apenas a sua liquidação. Continua, portanto, o bloqueio até o julgamento do mérito do mandado de segurança interposto no interesse do banqueiro. A respeito da liminar, Dantas impediu apenas a liquidação por ser irreversível e eventualmente ruinosa aos investidores. O mais ruinoso para os investidores, entretanto, seria o desbloqueio, debaixo de gestão dantesca.

Sobre a necessidade do sequestro de bens de Daniel Dantas, recordo de um surpreendente e instrutivo encontro. Certa vez, a jornalista francesa Marcelle Padovani, correspondente há anos do Le Nouvel Observateur na Itália, convidou-me para almoçar e frisou que me faria uma surpresa. Naquela ocasião, Marcelle também dirigia, eleita pelos seus pares, a Associazione della Stampa Estera in Italia, fundada em 1912 e que se tornou a maior organização mundial de serviços e de assistência aos correspondentes de jornais estrangeiros: 54 países representados por 800 órgãos de imprensa associados. O almoço seria no restaurante da associação, na então sede vizinha aos terminais de ônibus da romana Piazza San Silvestro.

Um parêntese. Marcelle escreveu Cose di Cosa Nostra (Coisas da Cosa Nostra), considerado o livro-testamento do juiz Giovanni Falcone, dinamitado pela Máfia em 23 de maio de 1992. Por que o siciliano Falcone teria preferido uma jornalista francesa em vez de um italiano? Os mais afoitos concluiriam que se a escolha recaísse num italiano, os demais ficariam enciumados. Nada disso. Na verdade, Marcelle conhecia como poucos o tema e havia, com o consagrado escritor siciliano Leonardo Sciascia, produzido a obra La Sicilia come Metafora. Em resumo, era Marcelle, também, uma escritora de peso, com obras fantásticas, como Les Dernières Années de la Mafia, Le Parti Comuniste Italien, Vivre avec le Terrorisme, etc.

Registre-se: até então, muitas autoridades, em especial políticos, por cooptação, interesses, má-fé ou trava no olho, sustentavam que a Máfia não existia. Mas os assassinatos dos juízes Giovanni Falcone e Paolo Borsellino, em maio e julho de 1992, colocaram fim ao negacionismo.

Na semana passada, Totò Riina, capo di tutti i capi, preso há mais de dezesseis anos, rompeu treze de silêncio, autoimposto ao saber da primeira condenação lançada depois da sua prisão em janeiro de 1993. Ao juiz Antonio Ingroia, do “pool antimáfia” de Palermo, Riina disse não ter a Máfia matado o juiz Borsellino. Ele atribuiu o crime, “provavelmente”, aos agentes do serviço secreto italiano: as relações amigáveis entre os agentes da espionagem italiana e a Máfia são conhecidas, como mostra o processo condenatório de Bruno Contrada, ex-007.

Retorno ao almoço no restaurante da Stampa Estera. A surpresa reservada chegou por volta das 14h30, quando o garçom servia um prato de peixe-espada. Na minha frente postou-se o ex-motorista de Totò Riina. Seu nome: Gaspare Mutolo. Ele pertencia à segunda geração dos colaboradores de Justiça. Uma segunda leva de arrependidos (pentiti) pós-Buscetta, o já falecido “don Masino”, que fugiu, depois da guerra vencida pelos mafiosos corleoneses liderados por Totò Riina, para o Brasil e se casou com a brasileira Cristina Guimarães.

No encontro com Mutolo, evitei o termo pentito, que, para um ex-mafioso como Mutolo, seria pejorativo, pois soa como traidor. Até hoje Riina desconfia ter sido Mutolo um dos responsáveis pela sua prisão, a quebrar os mais de 24 anos de fuga da Justiça, tudo sem nem precisar mudar do aristocrático bairro palermitano onde residia. Talvez Riina esteja enganado. A versão de acordo com os próceres da criminalidade dos potentes, aqueles que movem ocultamente os cordéis e estão acima das máfias, é mais razoável. Basta atentar ao fato que Riina foi preso ao sair de casa. Mas o seu apartamento só recebeu atenção da polícia dois dias depois, ou seja, quando tudo do seu interior já havia sido retirado.

Mutolo havia procurado Marcelle para se queixar do fato de o Estado italiano não reajustar o estipêndio dos colaboradores de Justiça, que viviam longe da família, com nova identidade e dificuldades na obtenção de complementar fonte lícita de renda. Mutolo disse-me pintar com perfeição retratos e paisagens. Segredou ter sido o autor, na prisão, das telas assinadas pelo capo-mafia Luciano Liggio (falecido em 1993), do qual Riina havia sido lugar-tenente e depois sucessor. Ele explicou que Liggio queria “fazer bela figura”, a mostrar para a Justiça ser capaz de sobreviver sem precisar da Máfia. O certo é que Liggio cavava um benefício para sair do cárcere e simulava uma dissociação com o mundo do crime, trocado pelo da arte: “Giudice Fanganiello, nenhuma galeria italiana aceita quadro pintado por mafioso. Pega mal. Será que venderia os meus no Brasil?”

Na minha primeira pergunta a Mutolo, mirei no bolso das organizações criminosas, quer mafiosas, quer constituídas em bandos. Ou melhor, indaguei-o do acerto do ensinamento de Falcone: “Para desestabilizar e enfraquecer uma organização criminosa é necessário empobrecê-la”.

Mutolo respondeu com um fato da sua história mafiosa de vida. Ele contou, com relação ao seu primeiro dia de encarceramento no megapresídio palermitano denominado Ucciardone, ter batido durante bom tempo uma caneca de alumínio contra as grades. Estava faminto e não era atendido. Quando sem esperança, extenuado e pronto a encher o estômago com água para espantar a fome, ouviu um apelo para se acalmar. Partia de um desconhecido companheiro de cela, que atendia pelo nome de Totò Riina. Com voz baixa, Riina perguntou o que gostaria de comer e, logo depois, foi-lhe servido o desejado por um agente penitenciário.

A partir daí, Mutolo disse haver aprendido com Riina um conhecidíssimo ditado mafioso: “Chi ha soldi e amicizia va in c... alla Giustizia” (Quem tem dinheiro e amizade manda... a Justiça). Completou Mutolo: “Para um chefe ou membro de organização criminosa de peso, é melhor ficar preso com muito dinheiro guardado do que permanecer em liberdade duro: al verde”. Para Mutolo, que convivia com o chefão Totò Riina, o que mais doía era o bolso: “Colpire gli interessi economici dei boss”.

Não sei por onde anda Mutolo. Mas, se fosse chamado a dar um parecer no caso Dantas, voltaria a repetir a resposta dada à minha pergunta sobre criminalidade organizada e que bem lembro: “Il mafioso lo si indebolisce non appena mettendolo in galera, ma impoverendolo”. Enfraquecemos o mafioso não somente aprisionado-o, mas empobrecendo-o.

Um passeio pela Sarneylândia

FONTE: Revista Época

O plenário da antiga sede da Assembleia Legislativa do Maranhão, no centro de São Luís, ostentava em suas paredes dois símbolos que contam muito sobre a história do Estado. De um lado, ficava um crucifixo, símbolo católico comum em repartições públicas brasileiras. No lado oposto, na mesma altura do crucifixo, havia um letreiro dourado com a frase “Não há democracia sem Parlamento livre”, assinada pelo senador José Sarney (PMDB-AP), ex-presidente da República e ex-governador do Maranhão.

Em novembro do ano passado, a Assembleia mudou de endereço. Trocou o antigo prédio da rua Egito por uma edificação maior, recém-construída num bairro distante do centro. Com a mudança, os deputados resolveram mexer na decoração do plenário. Sem alarde, optaram por não levar o crucifixo para o novo endereço, já que a presença da peça católica no local costumava render reclamações de ateus, evangélicos e pessoas sem religião. Dispensaram Jesus Cristo. No letreiro de Sarney, porém, ninguém ousou mexer. Sua frase foi reinstalada no novo plenário, exatamente como aparecia na antiga sede.

A presença do sobrenome Sarney em instituições públicas e privadas é comum no Maranhão. O campeão em homenagens é José Sarney, que virou até município. Presidente Sarney, no noroeste do Estado, tem cerca de 15 mil habitantes e Índice de Desenvolvimento Humano 0,555, patamar parecido com o de Gana, país africano que aparece na 135ª posição do ranking mundial. Roseana Sarney (filha), Marly Sarney (mulher), Sarney Filho (filho), Kiola Sarney (mãe), Sarney Costa (pai) e até Fernanda Sarney (neta) são alguns dos outros homenageados em ruas, travessas, escolas, edifícios, tribunais e vilas, na capital e no interior.

Há poucos dias, a governadora Roseana Sarney (PMDB) enviou um documento ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) solicitando a retirada de seu nome da fachada da instituição. A ordem chegou após duas decisões do Tribunal de Justiça do Maranhão determinando a remoção dos nomes de políticos vivos dos logradouros públicos do Estado. Desde 2002, quando foi inaugurado, o nome oficial do prédio do TCE é Palácio Governadora Roseana Sarney Murad. É lá que os técnicos e conselheiros devem analisar a legalidade das contas da administração da própria Roseana. Poucos dias antes do pedido, o nome de Roseana já havia sido retirado da fachada do prédio, mas ainda é possível ver a marca do letreiro antigo na parede.

Roseana divulgou que passou o mesmo tipo de recomendação aos seus secretários e aos prefeitos do interior. Ela não quer mais ver seu nome estampado em instituições públicas. Se a mesma regra for aplicada em todos os locais que ostentam o sobrenome Sarney, os maranhenses terão que gastar muita tinta. Num passeio de apenas um dia por São Luís, um dos 217 municípios do Estado, ÉPOCA encontrou 12 estabelecimentos e logradouros batizados com o nome de alguém da família.

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