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30 julho 2009

70% do Conselho de Ética é suspeito de irregularidades

FONTE: Globo.com

A esperada benevolência do Conselho de Ética com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), pode ser explicada, entre outras coisas, pela biografia de seus integrantes. Pelo menos 70% dos membros do colegiado são alvos de inquéritos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), réus em ações penais e/ou envolvimento com nepotismo e atos secretos nos últimos anos, segundo levantamento publicado pelo jornal "O Estado de S.Paulo".

Caberá a esses senadores decidir na terça-feira (4) o destino dos pedidos de abertura de processo de cassação de Sarney.

Pressionado a renunciar, o peemedebista é acusado de ligação com boletins administrativos sigilosos, nomeação de parentes e afilhados, além de desvio de recursos da Petrobras pela Fundação José Sarney.

A fundação vive hoje a perspectiva de intervenção por parte do Ministério Público (MP) do Maranhão, por causa da suspeita de desvio de cerca de R$ 500 mil de uma verba de patrocínio de R$ 1,34 milhão concedida pela estatal do petróleo. A fundação diz não ter sido notificada sobre a medida e que “é incorreto afirmar-se que houve desvios e irregularidades".

A reportagem do "Estado" cruzou a lista de integrantes titulares e suplentes do Conselho de Ética com escândalos recentes semelhantes aos que alcançaram Sarney. Poucos escapam. Dos 30 titulares e suplentes, ao menos 21 estão nessa malha fina. Dos 14 suplentes, dez empregaram parentes, assinaram atos secretos, são alvos de inquérito ou réus em processos.

Na terça-feira, o "Estado" publicou reportagem afirmando que o presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque (PMDB-RJ), emprega um assessor "fantasma" no próprio órgão desde novembro.

29 julho 2009

Michael Schumacher assumirá vaga de Massa até recuperação do brasileiro

FONTE: Globo.com

Michael Schumacher irá substituir Felipe Massa até o brasileiro se recuperar do grave acidente sofrido no treino classificatório para o GP da Hungria. Após o convite da Ferrari, o alemão passará por um forte trabalho de preparação física para estar apto a pilotar já no GP da Europa, em Valência, no dia 23 de agosto, próxima etapa do Mundial de F-1.

- Encontrei nesta tarde com Stefano Domenicali e Luca di Montezemolo e, juntos, decidimos que eu irei me preparar para assumir a vaga de Felipe. É verdade que o capítulo Fórmula 1 já estava encerrado para mim completamente, mas também é verdade que, por razões de lealdade à equipe, não posso ignorar esta situação infeliz. Mas como competidor também estou muito ansioso para encarar este desafio - diz Schumacher, em seu site oficial.

Schumacher, de 40 anos, vinha trabalhando como consultor da equipe e começará a fazer nos próximos dias um período de preparação para poder voltar a pilotar na próxima etapa. Heptacampeão mundial, o alemão voltará às pistas pouco menos de três anos após sua aposentadoria oficial. Sua última corrida na F-1 foi o GP do Brasil de 2006, em Interlagos, vencido por Felipe Massa.

- A Ferrari pretende colocar Michael Schumacher no carro de Felipe Massa até o brasileiro estar pronto para correr novamente. Michael Schumacher disse que está pronto e, nos próximos dias, ele passará por um específico programa de treinamento. No fim, será dada a confirmação para ele participar do GP da Europa, no dia 23 de agosto - diz a nota oficial da Ferrari.

28 julho 2009

STF decide, em agosto, que não há provas suficientes de que Palocci pediu quebra do sigilo bancário do caseiro

Por Jorge Serrão


FONTE: Alerta Total

A inocência forçada mais requerida pelo chefão Lula da Silva – tirando a do companheiro José Sarney – será finalmente confirmada, agora em agosto, pelo Supremo Tribunal Federal. O presidente Gilmar Mendes confirmou ontem que o plenário do STF vai apreciar, na pauta dos próximos 30 dias, a ação contra o deputado petista Antonio Palocci Filho – que Lula deseja escalar em seu gabinete de Relações Institucionais ou na Casa Civil. A única casa não recomendável para Palocci ir é a Mansão da República de Ribeirão. O resto vale tudo...

O Alerta Total já cansou de antecipar que a maioria dos ministros do STF vai inocentar Palocci da acusação de quebra de sigilo funcional pela violação dos dados bancários de Francenildo dos Santos Costa, em 2006. O caseiro denunciou Palocci como assíduo frequentador uma casa em Brasília, visitada por prostitutas de fino trato, destinada a lobby político-empresarial.

Quando era ministro da Fazenda, Palocci foi acusado de ter pedido à Caixa Econômica Federal para revelar os dados da conta do caseiro que o colocou nu perante a opinião pública. Em fevereiro de 2008, o então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, apresentou denúncia formal ao STF contra Palocci, o então presidente da Caixa, Jorge Mattoso, e o então assessor de imprensa do ex-ministro, Marcelo Netto.

Agora, para alegria do Palhaço do Planalto, os ministros do STF julgarão que não existem provas suficientes de que Palocci teria pedido o sigilo bancário do caseiro. Logo, o petista deve ser inocentado e o caso, arquivado. O relator do processo contra Palocci é o próprio presidente Gilmar Mendes.

Presidente do Conselho de Ética emprega ''fantasma''


FONTE: Estadão

Um assessor do recém-eleito presidente do Conselho de Ética do Senado, Paulo Duque (PMDB-RJ), é funcionário fantasma do próprio órgão há mais de oito meses. O advogado Luiz Eustáquio Diniz Martins foi transferido do gabinete de Duque para o Conselho de Ética em 19 de novembro do ano passado com um salário de R$ 5 mil. Martins, no entanto, mora no Rio de Janeiro e não cumpre expediente no órgão.

Duque não integrava o Conselho de Ética quando transferiu o assessor de seu gabinete. Em novembro do ano passado, seu nome passava longe de qualquer especulação para presidir esse colegiado, responsável por investigar a conduta parlamentar. Ontem, o Estado procurou Luiz Eustáquio Martins na sala onde ficam os funcionários do Conselho de Ética. No local, a reportagem apurou que ninguém conhece o advogado.

O chefe de gabinete de Paulo Duque, Zacheu Barbosa Teles, admitiu que Martins, na verdade, é assessor do senador, e não do Conselho de Ética.

"É assessor há muitos anos", afirmou. O advogado foi parar no órgão, segundo Zacheu Teles, para resolver um problema de falta de vaga no gabinete de Duque. "Foi um negócio de vaga, alguma coisa assim, foi preciso fazer umas trocas", explicou.

Duque passou a integrar o Conselho de Ética no começo do mês, quando foi indicado pelo PMDB e eleito, no dia 15,para presidi-lo com a missão de evitar a abertura de processo contra o presidente José Sarney (PMDB-AP), alvo de denúncias de nepotismo, desvio de verbas de Petrobrás e envolvimento nos atos secretos. Naquela semana, Duque defendeu Sarney e esbanjou frases polêmicas. "A opinião pública é muito volúvel", disse. Ele não contou, porém, que mantém um assessor escondido na lista de funcionários do próprio Conselho de Ética desde novembro.


CONTRADIÇÃO

O conselho não se reuniu no primeiro semestre deste ano. Estava parado até o início dos escândalos envolvendo Sarney. A reportagem localizou Luiz Eustáquio Martins por telefone no Rio de Janeiro.

Num primeiro momento, ele contou que assessora Paulo Duque desde janeiro de 2007, quando o parlamentar assumiu, como segundo suplente, a vaga do então senador e hoje governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB). "Eu trabalho com ele há muito tempo, há muitos anos. Sou assessor do senador", disse.

Confrontado com a informação de que é lotado no Conselho de Ética desde novembro, o advogado tentou mudar a versão. Irritado, afirmou trabalhar para o órgão - apesar de este ter passado o primeiro semestre parado. "São diversas funções. São atividades que não dizem respeito a jornalistas. Eu não tenho que lhe dar informações sobre nada", disse.

Dois dados contradizem Martins: o fato de ser desconhecido entre os funcionários do Conselho de Ética; e o próprio chefe de gabinete de Duque confirmar que a nomeação dele no órgão foi feita apenas para ajustar um problema de vaga.

Martins é um defensor ferrenho de Paulo Duque. Ele costuma visitar blogs de política e deixar, como leitor, comentários em defesa do patrão. O advogado ajudou o senador, por exemplo, a lançar em 2007 o livro Peço a palavra de ordem, com discursos históricos de outros senadores. Na época, Martins afirmou que o trabalho "joga luz sobre o conceito de Estado de Direito Democrático".

Impacto da mola sobre Massa pode ser comparado ao de um tiro, diz engenheiro


FONTE: Globo.com

O impacto da mola de aço sobre a cabeça de Felipe Massa, que causou o acidente com o brasileiro no treino classificatório para o GP da Hungria no sábado, foi analisado por profissionais a pedido do Jornal Nacional, da TV Globo. Segundo o engenheiro Francisco Carlos, a intensidade contra o corpo do piloto da Ferrari pode ser comparada à de um tiro. Já o físico Julio Figueiredo diz que a força na horizontal pode ser equivalente à situação do objeto sendo lançado verticalmente sobre a cabeça de Felipe do ponto mais alto do Empire State Building, cuja altura é de 440m e fica localizado em Nova Iorque, nos Estados Unidos.


27 julho 2009

Médico que operou Massa diz que piloto pode ter sua carreira encerrada na F-1


FONTE: Globo.com

Os médicos do Hospital Militar de Budapeste disseram que ainda é muito cedo para prever quando Felipe Massa correrá de novo, após a revelação de que o piloto teve o olho esquerdo atingido no acidente no treino para o GP da Hungria. De acordo com o site da revista inglesa "Autosport", a imprensa local noticiou que o médico Robert Veres, que operou o brasileiro, disse que o dano pode ser suficiente para encerrar sua carreira na Fórmula 1.

- Ele sofreu danos no olho. Não sabemos se ele estará preparado para correr novamente - disse Veres.

Em relação à suspeita de lesão no olho, Robert Veres falou que é cedo para fazer prognósticos da extensão do problema e descartou o retorno do brasileiro nesta temporada.

- Não sabemos exatamente a extensão do dano porque sem operá-lo é muito difícil de evoluir a sua funcionalidade.

O Hospital Militar de Budapeste marcou uma entrevista coletiva no início da noite para atualizar o estado de saúde de Felipe Massa à imprensa. A mola que saiu da Brawn de Rubens Barrichello atingiu o capacete do piloto logo acima do olho esquerdo, danificando-o e causando a fratura do crânio.

Felipe Massa deverá ser removido do Hospital Militar de Budapeste para a clínica Pitié-Salpêtrière, do Dr. Gerard Saillant, em Paris. A previsão inicial é que isso ocorra no fim da semana. Segundo Galvão Bueno, narrador da TV Globo, o pedido foi feito por Jean Todt, ex-chefe da Ferrari e pai de Nicolas, empresário do piloto brasileiro.

O médico francês está em Budapeste e já cuidou de Michael Schumacher em 1999, quando ele quebrou a perna em um acidente em Silverstone, e de Ronaldo Fenômeno, que dedicou os dois gols marcados na final da Copa do Mundo de 2002 ao francês. Em entrevista coletiva nesta segunda, ele disse ser ainda muito cedo para prever a recuperação do brasileiro.

- É impossível fazer qualquer previsão sobre a recuperação dele. As conseqüências podem ser zero ou até alguma coisa mais séria. Temos que acompanhar a evolução do caso dia após dia, mês após mês - disse Saillant.

Um garoto de sucesso

FONTE: Revista IstoÉ

O Estado do Amazonas é representado na bandeira do Brasil pela estrela Prócion, nome de origem grega que significa "antes do cão" e inspirou Gustavo de Morais Pereira a batizar a agência de publicidade que abriu em 2003, aos 18 anos. Começava ali a trajetória do jovem calouro universitário, filho do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, que, em seis anos, se tornou um dos empresários mais ricos do Amazonas. Sua ascensão meteórica, no entanto, não tem sido impulsionada por peças publicitárias de sucesso. Aos 25 anos, o brilhantismo de Pereira está mesmo na capacidade de convencer seus parceiros a aceitar negócios milionários, sobretudo no setor imobiliário. Em 2007, Pereira declarou à Receita Federal um patrimônio de R$ 1,28 milhão, mais que o dobro dos R$ 595 mil declarados por Alfredo Nascimento à Justiça Eleitoral em 2006.

No mapa das constelações, Prócion é um sistema binário, ou seja, por trás da estrela principal há outra menos visível que a acompanha de perto. Assim como no céu do firmamento, o filho do ministro também não está sozinho em suas atividades empresariais. Ele conta com o apoio do advogado Antonio Adalberto Magalhães Martins, amigo da família Nascimento. Os dois fundaram uma agência de propaganda, a G de M Pereira & Cia. Ltda., que nunca chegou a operar. Depois se tornaram sócios numa construtora e numa escola que possui vários terrenos em Manaus, onde agora são erguidos dois empreendimentos de luxo. A empreitada já rendeu a ambos quase R$ 16 milhões.

Em 2006, com apenas R$ 20 mil, Pereira virou sócio da empreiteira Forma Construção Ltda. Dois meses depois, pagou R$ 300 mil pela sociedade no Centro de Estudos Amazônicos. Três anos antes, essa escola foi usada por Magalhães Martins para adquirir quatro terrenos. Duas áreas estão situadas na exclusiva Estrada da Ponta Negra, às margens do Rio Negro. Com calçadão, bares e boates, o local é comparado na região à orla da zona sul carioca. Só esses dois terrenos somam 6.500 metros quadrados, que, segundo corretores, valeria pelo menos R$ 5 milhões. Mas o valor da compra declarado pelo sócio de Pereira foi de irrisórios R$ 300 mil, exatamente o que o filho do ministro pagou ao sócio. O desembolso, de acordo com Pereira, foi feito em três parcelas anuais de R$ 100 mil, a partir de 2005, dois anos antes de a sociedade ser registrada formalmente em cartório.

No mesmo ano em que Pereira virou sócio da Forma, a construtora incorporou um terreno de 50 mil metros quadrados, de propriedade da escola amazônica, onde foi erguido um condomínio de luxo chamado Atlantis.

O complexo arquitetônico tem 86 casas duplex e um shopping center. De acordo com corretores, uma casa ali não custa menos de R$ 400 mil. Em outro terreno do centro de ensino, a empreiteira está construindo o edifício Atlantic Tower, torre comercial de 18 andares, 300 salas e spa. "O prédio mais moderno e inteligente do Norte do País", segundo o folder publicitário do empreendimento. Na declaração de renda de 2007, Pereira informou que obteve R$ 320 mil de "lucros e dividendos" de sua agência de publicidade. O valor é idêntico ao que ele pagou para se tornar sócio de duas empresas para lá de lucrativas.

Numa outra transação, Pereira recebeu R$ 450 mil da transportadora Socorro Carvalho Cia., que embolsou R$ 12 milhões do Fundo da Marinha Mercante, ligado ao gabinete do ministro, de acordo com o Portal da Transparência. A empresa é de Marcílio Carvalho, marido da superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) do Amazonas, Maria Auxiliadora Carvalho. Pereira diz que o dinheiro veio da venda de um apartamento herdado da mãe, Francisca Leonia. Mas certidões negativas dos cartórios de Manaus indicam que o imóvel nunca esteve em nome dele, da superintendente do DNIT ou da transportadora. Claudomiro Carvalho, irmão e sócio de Marcílio, doou R$ 100 mil para a campanha de Nascimento ao Senado, em 2006.

Procurado por ISTOÉ, Pereira informou, por meio da assessoria de imprensa do ministério que não ia comentar os negócios com a Socorro Carvalho Cia. Nascimento também não atendeu ao pedido de entrevista. O assessor de imprensa do ministro, Jefferson Coronel, diz que Pereira é um economista inteligente, estudou arquitetura, fala inglês e tem pós-graduação na Fundação Getulio Vargas - qualificações que, segundo Coronel, dariam ao jovem empresário condições de amealhar seu patrimônio milionário. "Todas as empresas de Pereira atuam exclusivamente no mercado privado. Não há nenhuma interferência do pai", afirma Coronel. Talvez o sucesso empresarial do filho do ministro estivesse mesmo escrito nas estrelas.

26 julho 2009

Prioridade é reduzir inchaço do cérebro de Felipe Massa, diz médico


FONTE: Globo.com

Dino Altmann, médico responsável pelo GP do Brasil, que está na Hungria, relatou neste domingo que o neurologista responsável pelo tratamento de Felipe Massa disse que ele "tem um pouco de edema", mas não tem hematoma ou lesão do tecido nervoso do cérebro. Massa foi atingido sábado por uma mola que se soltou do carro de Rubens Barrichello, durante os treinos para o GP da Hungria. Edema cerebral é, simplificando, um inchaço.

- Dependendo do grau do inchaço, há um aumento da pressão do cérebro - diz Milton Steinman, cirurgião especializado em trauma do Hospital Israelita Albert Einstein.

Como a calota craniana é um compartimento limitado, a massa encefálica não tem para onde crescer, o que requer medidas para reduzir o inchaço. O período do inchaço é variável. Pode ser de 2 a 3 dias, ou até mais.

As tomografias computadorizadas (TCs) em série – no caso de Massa elas serão de 48 em 48 horas – têm o objetivo de descartar a chamada lesão axional difusa, quando a forte desaceleração resultante do impacto causa ruptura de fibras axoniais (os axônios atuam como condutores dos impulsos nervosos). Não há lesões cerebrais graves neste caso, mas pequenas hemorragias, que são detectadas nas TCs. Uma ressonância nuclear magnética pode ser empregada como ferramenta adicional para gerar imagens de confirmação.

Para Steinman, é preciso considerar que Massa foi vítima de dois choques – o da mola e, depois, contra a barreira de contenção.

- A transferência de energia é muito grande. O prognóstico é variável, é muito difícil prever como será a evolução, se haverá comprometimento de reflexos. Mas eu já vi paciente com inchaço cerebral importante (grave) que acorda sem nenhuma sequela. Como o Massa é jovem, as chances são boas - diz Steinman.


Cálculo de impacto

Segundo Sérgio Ejzenberg, perito em acidentes automotivos e mestre em engenharia de transportes da Escola Politécnica da USP, é preciso considerar que a mola que desprendeu do carro de Barrichelo manteve movimento, quicando, na mesma direção que os veículos.

- Não foi parada instantânea com absorção total de energia. Ou seja, quanto mais rápido ela estava, menor terá sido o impacto, porque você subtrai as duas velocidades.

Tomando como premissa que a mola estivesse a 100 km/h, o impacto teria sido a 160 km/h. Considerando que ela não bateu em cheio no rosto de Massa, mas resvalou do lado esquerdo do crânio do piloto, Ejzenberg calcula uma energia de impacto de aproximadamente 500 joules. Para que se tenha ideia do que isso significa, uma energia de 1.800 joules causa decapitação. Um pouco menos, 1.700 joules, enforcamento.

- Evidentemente, uma perícia vai definir ângulo do choque, peso e velocidade exata da mola - diz o engenheiro.



Em sua avaliação, o acidente reforça a necessidade de revisão de projeto dos carros de Fórmula 1.

- Em nome da segurança dos pilotos, está mais do que na hora de adotar cockpits como de aviões de caça. Não há razão para que isso não seja feito, os pilotos ficam expostos até mesmo a aves.

Além da proteção em caso de choques com pequenos objetos, em caso de incêndios, o cockpit fechado serve como célula de sobrevivência. Ejzenberg prefere não calcular a força do impacto, porque seria necessário avançar ainda mais nas suposições.

Mas, assumindo que o impacto tenha durado um décimo de segundo, a força aplicada seria de 40 a 50 quilos. O problema é que, também aqui, é preciso considerar o grau de ruptura do capacete - se o crânio bateu no revestimento do capacete ou teve contato direto com a mola, e em que extensão e tempo.

Durante a produção de um capacete de Fórmula 1, 120 camadas de fibra de carbono são coladas juntas. Depois, o capacete vai para um forno onde as camadas são soldadas e endurecidas a uma temperatura constante de 132°C. Partes sujeitas a forças extremas são reforçadas com alumínio e titânio. O interior é feito de duas camadas de Nomex, um tecido antichama.

Antes de a Federação Internacional de Automobilismo aprovar um capacete, ele passa por uma série de testes de impacto. Durante o teste de penetração, um objeto de metal pontiagudo, de 3 kg, é derrubado de uma altura de três metros sobre a superfície do capacete, que deve permanecer íntegro. Submetida a um peso de 38 kg, a presilha não pode alargar mais de 30 milímetros. O visor é bombardeado com projéteis viajando a aproximadamente 500 km/h e os pontos de impacto não podem ser mais profundos que 2,5 milímetros.

25 julho 2009

Massa corre risco de vida, diz diretor do hospital, segundo agência de notícias


FONTE: Globo.com

O diretor do hospital militar AEK, onde Felipe Massa se submeteu a uma cirurgia no crânio após o acidente deste sábado, afirmou que o brasileiro corre risco de vida, apesar de sua condição ser estável. A declaração foi divulgada pela agência de notícias Associated Press. Com uma pequena lesão cerebral, Massa está sedado e vai passar por uma tomografia na manhã deste domingo.

- A situação de Massa é grave e envolve risco de vida, mas ele está estável – afirmou Peter Bazso, diretor-médico do hospital em Budapeste, segundo a AP

Cirurgia para retirada de fragmento ósseo de Felipe Massa é bem-sucedida

22 julho 2009

Gravação liga Sarney a atos secretos


FONTE: Estadão

Uma sequencia de diálogos gravados pela Polícia Federal com autorização judicial, durante a Operação Boi Barrica, revela a prática de nepotismo explícito pela família Sarney no Senado e amarra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), ao ex-diretor-geral Agaciel Maia na prestação de favores concedidos por meio de atos secretos. Em uma das conversas, o empresário Fernando Sarney, filho do parlamentar, diz à filha, Maria Beatriz Sarney, que mandou Agaciel reservar uma vaga para o namorado dela, Henrique Dias Bernardes.

Em conversa com o filho, alvo da investigação, Sarney caiu na interceptação. Segundo a gravação, o senador se compromete a falar com Agaciel para sacramentar a nomeação. O namorado da neta foi nomeado oito dias depois, por ato secreto.

Segundo a PF, a mobilização da família começa na tarde de 30 de março de 2008, quando a neta do senador liga para o pai, indagando se não dava "pro Henrique (seu namorado) entrar na vaga". Bernardo Brandão Cavalcanti Gomes, irmão de Bia por parte de mãe, acabara de pedir demissão do Senado, onde estava desde 2003. "Podemos trabalhar isso, sim", respondeu Fernando à filha.

Já na primeira conversa, Fernando demonstra conhecer o caminho para efetivar a nomeação. "Amanhã de manhã cedo tu tem que me ligar, pra eu falar com Agaciel", diz. Referia-se a Agaciel Maia, o então todo-poderoso diretor-geral do Senado, alçado ao posto em 1995 pelas mãos de José Sarney, em sua primeira passagem pela presidência da Casa.

No diálogo, pai e filha tratam da vaga como se fosse propriedade da família. Fernando cumpre o prometido. No dia seguinte, diz: "Já falei com o Agaciel. Peça ao Bernardo pra procurar o Agaciel." E passa a relatar a conversa com o diretor-geral. "Eu disse: mas pelo menos, ô Agaciel, segura a vaga."

Segundo Fernando, Agaciel lhe pediu que conversasse sobre o assunto com Sarney, porque a nomeação dependia, formalmente, da chancela de Garibaldi Alves (PMDB-RN), à época presidente do Senado. "Eu vou falar com o papai ou mesmo com o Garibaldi amanhã aí em Brasília, quando eu for, amanhã ou depois, pessoalmente, porque é o único jeito de resolver." Fernando finaliza o telefonema dando uma orientação à filha - ao pedir para levarem a Agaciel o currículo do namorado de Bia, ele pede para informar: "Ó, a pessoa que o Fernando quer botar é essa aqui."

Foram quatro dias de troca de telefonemas até o assunto ser resolvido. No terceiro dia, Bia liga para Fernando. Diz que o irmão, de saída do Senado, já tinha ido até Agaciel, conforme orientação do pai. O ex-diretor não ficara com o currículo do namorado, repetindo o discurso de que era preciso, primeiro, autorização de Garibaldi.


SARNEY EM CENA

Fernando recorre, então, a um atalho: "Vai lá em casa hoje à noitinha, e entrega pro ajudante de ordem do seu avô, ou o Picollo ou o Aluísio, o currículo do Henrique", orienta. A neta entende que era preciso de uma mãozinha do avô.

Ainda naquele dia, após a visita à casa do avô para levar o currículo, Bia telefona novamente para o pai. "Falei com vovô", diz. Em seguida, relata ao pai que Sarney mostrara contrariedade por não ter sido avisado com antecedência sobre a demissão de Bernardo: "Ele falou assim: Ah, você tinha que ter falado antes pra eu já agilizar."

No dia seguinte, 2 de abril de 2008, quarta-feira, Fernando pega o telefone e liga para um dos ajudantes de ordem de Sarney, Aluísio Mendes Filho, e explica a situação. Ele queria que o pai desse a ordem a Agaciel para efetivar a nomeação.

A explicação de Fernando é o resumo de uma confissão do nepotismo: "O irmão da Bia, quando papai era presidente do Senado, eu arrumei um emprego pra ele lá. Ele agora tá saindo e eu liguei pro Agaciel pra ver a possibilidade de botar o namorado da Bia lá, porque me ajuda, viu, é uma forma e tal de dar uma força pra mim. E o irmão tá saindo, é uma vaga que podia ser nossa." No fim, ele diz o que faltava para a nomeação: "Uma ligação de papai pro Agaciel."

Menos de uma hora depois, o próprio Sarney liga para o filho. "Olha, você não tinha me falado o negócio da Bia", protesta. Na visão do senador, a demissão não deveria ter sido solicitada até que a nomeação do namorado de Bia estivesse resolvida. "Mas ele (Bernardo) entrou logo com um pedido de demissão", reclama. Sarney pergunta: "Já falou com Agaciel?" Recebe uma resposta afirmativa e promete interceder. "Tá bom. Eu vou falar com ele."


NOMEAÇÃO

A conversa entre pai e filho se deu às 10h32 de 2 de abril, segundo a PF. No dia 10 do mesmo mês, foi assinado o ato que nomeou Henrique, namorado de Bia, para assessor parlamentar 3, com salário de R$ 2,7 mil.

Os diálogos foram captados no curso da Operação Boi Barrica, rebatizada pela Polícia Federal de Operação Faktor depois de reclamações do conjunto folclórico maranhense que inspirou o nome da ação. O grupo de boi-bumbá Boizinho Barrica tem os Sarney como padrinhos.

A operação, iniciada há quase três anos para investigar negócios envolvendo empresas da família no Maranhão, acabou por esbarrar em suspeitas de corrupção em órgãos do governo federal comandados por apadrinhados de Sarney.

O caso da nomeação do namorado da neta de Sarney não é único. Desde que o Estado revelou, em junho, a existência de centenas de atos editados secretamente pelo Senado para esconder nomeações de parentes de senadores e outras decisões impopulares, apareceram vários familiares e agregados do presidente do Senado pendurados na folha de pagamento da Casa. A lista inclui, por exemplo, irmão, cunhada, sobrinhas e neto de Sarney.

20 julho 2009

A superxerife sai atirando

FONTE: Revista Isto É


Na manhã nublada de uma quarta-feira, segunda semana de maio, a então secretária da Receita Federal, Lina Vieira, percebeu que não completaria um ano num dos cargos mais cobiçados da administração pública.

Embora ela já incomodasse setores do governo com a sua obstinada independência, até então a condução de sua gestão corria sem maiores sobressaltos. Mas parte de sua rotina seria alterada naquele dia, considerado por ela um divisor de águas: os almoços, quase diários, com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, no gabinete do próprio, localizado no sexto andar, deram lugar a encontros fortuitos, meramente técnicos, ao longo das semanas que se seguiriam. Ela sentiu o baque e chegou a comentar com amigos: "O ministro está estranho comigo."

Coincidência ou não, quatro dias antes vazara para a imprensa que a Receita estava investigando uma manobra contábil da Petrobras, que teria evitado que a empresa pagasse R$ 4,3 bilhões em impostos. Em nota oficial, a Petrobras negou que houvesse irregularidade na operação. Mas a informação motivou o pedido de instalação de uma CPI no Senado, tudo o que o governo não queria.

Na tarde da quinta-feira 9, Lina Vieira teve a confirmação daquilo que pressentira dois meses antes. Depois de uma longa apresentação em que ela passou a limpo os números da arrecadação, Mantega foi taxativo: "Preciso substituí-la", disse, meio sem jeito, enquanto brincava com uma caixa de pastilhas Valda.

Na reunião, antes do anúncio definitivo de sua saída, Lina havia dito a Mantega que a arrecadação tinha caído 7,38% em relação a junho de 2008. Mas que voltaria a crescer em julho e agosto. Primeiro, pela retomada da economia, depois porque havia a expectativa de um pagamento de R$ 500 milhões de uma ação na Justiça referente ao Finsocial, além da expectativa de IPO da Visanet, o que implicaria aumento de Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido.

Só que as previsões otimistas, naquele momento, já soavam como palavras ao vento. Atônita, logo depois da demissão, Lina correu ao seu gabinete. Disparou telefonemas, avisou os seus maiores aliados - os dez superintendentes regionais da Receita - e reuniu os assessores para montar um documento com os resultados dos 11 meses de sua gestão. Ela temia ficar com a pecha de incompetente. "Eles vão aproveitar a queda da arrecadação, mas todo mundo sabe que o problema é a Petrobras", desabafou um de seus auxiliares.

O documento de 63 páginas ficou pronto às 19h30 da terça-feira 14. "A (ministra) Dilma (Rousseff), que é presidente do Conselho da Petrobras, ficou irritada porque esse dinheiro (da Petrobras) iria para o PAC. Uma bobagem. Se ele fosse recolhido em impostos também poderia ir para o PAC, só que demoraria um pouco.

Mas o que iria acontecer se todas as empresas resolvessem fazer o mesmo?", questionou um dos principais assessores de Lina em conversa com ISTOÉ. Apesar do seu perfil sereno, Lina também cuspiu fogo em conversas reservadas. Num momento de rara irritação, chegou a reclamar da ministra Dilma: "Eu não podia perguntar para ela se podia fazer o meu trabalho", desabafou a amigos. Em entrevista exclusiva à ISTOÉ, Lina, embora mais cautelosa, foi clara: "Não submeteria o meu trabalho a ninguém.

A ministro nenhum. Não aceito ingerência política." Oficialmente não houve explicação para a saída da secretária da Receita 11 meses e 15 dias depois de assumir. Nos bastidores, sabe-se que o caso Petrobras foi um fator agravante. Mas fez parte de um processo de desgaste. Inicialmente indicada para ser a eminência parda do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Machado, Lina, pelo seu estilo independente, firme em suas posições, criou asas. "Passamos a fazer o planejamento da arrecadação com foco nos grandes contribuintes.

A fiscalizar com profundidade. Saímos da superfície. Tiramos o foco da fiscalização que estava nas despesas médicas e viramos o foco para a análise das compensações", contou à ISTOÉ. "Assim que verificamos a análise da queda da arrecadação por diversos motivos, baixamos todas as empresas que estavam utilizando essas compensações em diligência." Lina não diz, mas entre elas estavam não só a Petrobras como grandes bancos, estatais e as maiores empresas do País.

Ela também mudou toda a estrutura do órgão. Substituiu sete dos dez superintendentes, criou o processo seletivo interno para delegados e inspetores, na tentativa de evitar nomeações políticas, e iniciou a descentralização das autuações. Com 33 anos de Receita, prestes a se aposentar, Lina fez o que planejava à frente do órgão. Mas garante que trabalhou afinada com Mantega. "Recebi as diretrizes do ministro, de uma nova gestão, de liderança, de descentralização", garante a ex-secretária. "Mas incomodamos os grandes contribuintes."

Quando avisou a Lina que ela seria demitida, Mantega tinha em mente nomear o atual presidente do INSS, Valdir Simão. Mas foi surpreendido por uma rebelião dos superintendentes regionais e de cinco chefes-adjuntos, que ameaçaram deixar o cargo. Nomeou interinamente o secretário-adjunto da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, um dos braços direitos da ex-secretária, e saiu de férias.

O ministro da Fazenda só volta dia 27 de julho, quando espera ter um clima mais tranquilo para fazer a mudança na Receita Federal, que vai exigir muito jogo de cintura, pois os auditores não aceitam nenhum nome ligado aos ex-secretários Everardo Maciel e Jorge Rachid. Uma das maiores apostas é Nelson Machado acumular o cargo.

Apesar da demissão, Lina diz sair satisfeita. Não é por menos. Ela fez o sucessor, mesmo que interinamente, e deixa no comando da Receita seus principais auxiliares. Depois de cumprir quatro meses de quarentena, a ex-xerife pretende se apresentar na quarta região fiscal, onde está lotada, e gozar três meses de licença-prêmio, sair de férias e, depois, se aposentar. "Saio feliz pelo que realizei", garante.

09 julho 2009

"Fantasma" de Michael Jackson é visto em reportagem feita em Neverland



Os fãs do cantor Michael Jackson encheram o site da rede de TV americana "CNN", dizendo ter visto um vulto estranho em uma reportagem exibida pela emissora na última quinta-feira, dia 02/07/2009, quando mostrava ao vivo o interior do rancho Neverland, onde o astro viveu por mais de uma década. Segundo os fãs, seria o fantasma de Michael Jackson. Será?!!!

Fundação de Sarney dá verba da Petrobrás a empresas fantasmas


FONTE: Estadão

Fundação José Sarney - entidade privada instituída pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para manter um museu com o acervo do período em que foi presidente da República - desviou para empresas fantasmas e outras da família do próprio senador dinheiro da Petrobrás repassado em forma de patrocínio para um projeto cultural que nunca saiu do papel.

Do total de R$ 1,3 milhão repassado pela estatal, pelo menos R$ 500 mil foram parar em contas de empresas prestadoras de serviço com endereços fictícios em São Luís (MA) e até em uma conta paralela que nada tem a ver com o projeto. Uma parcela do dinheiro, R$ 30 mil, foi para a TV Mirante e duas emissoras de rádio, a Mirante AM e a Mirante FM, de propriedade da família Sarney, a título de veiculação de comerciais sobre o projeto fictício.

A verba foi transferida em 2005, após ato solene com a participação de Sarney e do presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli. A Petrobrás repassou o dinheiro à Fundação Sarney pela Lei Rouanet, que garante incentivos fiscais às empresas que aceitam investir em projetos culturais. Mas esse caso foi uma exceção. Apenas 20% dos projetos aprovados conseguem captar recursos.

O projeto de Sarney foi aprovado pelo Ministério da Cultura em 2005 e está em fase de prestação de contas na pasta. Antes da aprovação, o próprio Sarney chegou a enviar um bilhete ao então secretário executivo e hoje ministro da pasta, Juca Ferreira, pedindo para apressar a tramitação. Em 14 de dezembro, o ministério comunicou que o projeto estava aprovado e, no dia seguinte, a Petrobrás anunciou a liberação do dinheiro. Procurada pelo Estado, a Petrobrás informou que a fundação foi incluída no programa de patrocínio como "convidada" e por isso não teve de passar pelo processo de seleção.

O objetivo do patrocínio, que a fundação recebeu sem participar de concorrência pública, que a estatal faz para selecionar projetos, era digitalizar os documentos do museu. "Processamento técnico e automação do acervo bibliográfico", como diz um relatório de contas.

Pela proposta original, que previa o cumprimento das metas até abril de 2007, computadores seriam instalados nos corredores do museu, sediado num convento centenário no centro histórico de São Luís, para que os visitantes pudessem consultar online documentos como despachos assinados por Sarney na época em que ocupava o Palácio do Planalto. Até ontem, não havia um único computador à disposição dos visitantes.

Nos últimos dias, o Estado analisou notas fiscais e percorreu os endereços das empresas que a fundação afirma ter contratado para prestar serviços ao projeto. Na relação de despesas, foram anexados até recibos da própria entidade para justificar o saque de R$ 145 mil da conta aberta para movimentar o dinheiro do patrocínio.


RECIBO

Em recibo de 23 de março de 2006, em papel timbrado da fundação, Raimunda Santos Oliveira declara ter recebido R$ 35 mil por "serviços prestados de elaboração do projeto de preservação e recuperação do acervo" do museu. Procurada ontem pelo Estado, ela disse que já trabalhou na fundação, mas nos anos 90. "Eu trabalhei lá de 1990 a 1995", disse. Sobre o recibo, não quis comentar: "Não sei do que você está falando."

A lista de empresas que emitiram as notas revela atuação entre amigos no esforço para justificar o uso do dinheiro. Uma delas, a Ação Livros e Eventos, tinha como sócia até pouco tempo atrás a mulher de Antônio Carlos Lima, o "Pipoca", ex-secretário de Comunicação da governadora Roseana Sarney (PMDB) e atual assessor do ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, aliado da família.

Das 34 notas fiscais emitidas pela Ação, que somam R$ 70 mil, 30 são sequenciais - é como se a firma tivesse apenas a Fundação José Sarney como cliente. Mais: uma das sócias, Alci Maria Lima, que assina recibos anexados à prestação de contas, nem sabe dizer que tipo de serviço a empresa prestou. "Eu assinei o recibo, mas não sei o que foi que a empresa fez, não."

"Pipoca" é irmão de Félix Alberto Lima, dono de outra empresa, a Clara Comunicação, que teria prestado serviços ao projeto da fundação. As notas da Clara totalizam R$ 103 mil.

Ao Estado, Félix Lima disse num primeiro momento que prestou serviços de divulgação das atividades da fundação. Ele não soube explicar a relação disso com o projeto patrocinado pela Petrobrás. "Não sei de projeto, me chamaram para fazer esse trabalho e cumpri isso profissionalmente", disse. Mais tarde, em outro telefonema, tentou retificar o que dissera: afirmou que a Clara foi contratada para divulgar o projeto.

Outra empresa cujas notas foram anexadas na prestação de contas, o Centro de Excelência Humana Shalom, não existe nos endereços declarados à Receita Federal. Por "serviços de consultoria", teria recebido R$ 72 mil da Fundação José Sarney. À época, a Shalom tinha como "sede" a casa da professora Joila Moraes, em bairro de classe média de São Luís. "A empresa é de um amigo meu, mas nunca funcionou aqui. Eu só emprestei o endereço", disse Joila. Ela é irmã de Jomar Moraes, integrante do Conselho Curador da Fundação José Sarney e amigo do senador.


ENDEREÇO

Uma terceira empresa, a MC Consultoria, destinatária de R$ 40 mil, nunca existiu no endereço no qual foi registrada na Receita. Funcionários do prédio jamais ouviram falar dela.

Na prestação de contas, há até notas referentes à compra de quentinhas num restaurante na rua do museu. A fundação pagou R$ 15 mil pelas marmitas. Pelo valor unitário, R$ 4,50, o restaurante teria fornecido mais de 3 mil quentinhas.

08 julho 2009

Presidência da República gastou R$ 4 mi com cartão corporativo no 1º semestre


FONTE: Jornal Estado de Minas

A Presidência da República gastou R$ 4,08 milhões com cartões corporativos no primeiro semestre deste ano. O valor corresponde a 82% do total desembolsado em 2008: R$ 4,8 milhões. Além do aumento registrado, houve crescimento nas despesas secretas. Em 2009, só R$ 20 mil não constam como compras sob sigilo. Em todo o ano anterior, foram R$ 69 mil. Os dados constam de levantamento realizado pelo Estado de Minas no Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União (CGU). A pesquisa mostra ainda que, apesar das recomendações do governo, persistem irregularidades no uso dos cartões, como pagamentos em restaurantes de Brasília, prática que é proibida.

Além disso, assessores têm assumido a responsabilidade de gastos feitos em nomes de ministros, principalmente durante viagens. Trata-se de uma espécie de blindagem contra eventuais denúncias. Mantido o ritmo atual de pagamentos, o Palácio do Planalto baterá o recorde de despesas nessa seara. Até agora, a maior marca foi alcançada em 2005, com cerca de R$ 5,2 milhões. Naquele ano, no entanto, o governo federal como um todo consumiu o valor mais baixo da história: R$ 21,7 milhões. Em 2006, o gasto do Executivo chegou a R$ 33,3 milhões. No primeiro semestre deste ano, o desembolso foi de R$ 29,7 milhões, o que representa mais da metade dos R$ 55 milhões de 2008, quando estourou o escândalo do uso irregular dos cartões.

As faturas que chegaram de janeiro a junho de 2009 na contabilidade oficial apontam que só em hospedagens e restaurantes foram gastos R$ 108,6 mil por órgãos da administração federal. Sete servidores do Ministério da Defesa, por exemplo, consumiram praticamente a metade disso: R$ 53,4 mil, dos quais R$ 17,2 mil em despesas realizadas no fim do ano passado. Procurado pela reportagem, o ministério não se pronunciou até o fechamento da edição.


Blindagem

O volume de gastos feitos por funcionários em hotéis e restaurantes tem uma explicação. Muitos pagam as contas do ministro, quando em viagem, como Tarso Genro, da Justiça, cujas faturas em outros estados foram quitadas com cartões de dois de seus seguranças. O mesmo aconteceu com Orlando Silva, do Esporte, que teve suas despesas de R$ 2,2 mil em hotéis acertadas por uma servidora. O ministério informou que as despesas se referem a gastos no cumprimento de agenda oficial fora de Brasília. “Como o ministro não recebe diárias, a servidora foi designada para realizar pagamentos de hospedagem”, afirmou a assessoria do órgão.

Os ministros da Cultura, Juca Ferreira, Igualdade Racial, Edson Santos, e Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, agiram da mesma forma. As assessorias das pastas confirmaram que os pagamentos efetuados pelos servidores foram em favor das autoridades. No levantamento feito pelo EM, os titulares das pastas da Saúde, José Gomes Temporão, e do Meio Ambiente, Carlos Minc, pagaram suas despesas com os próprios cartões. O primeiro gastou, de dezembro de 2008 até maio deste ano, R$ 2,3 mil em hospedagens e refeições. Já Minc consumiu R$ 335,25 em hotel.

Funcionários pagarem a conta de seus superiores não é uma prática ilegal, mas pode ocasionar problemas para os próprios servidores que acompanham a autoridade e recebem diária por isso. O Portal da Transparência não revela, por exemplo, que o gasto foi efetuado em favor da autoridade. Outras despesas realizadas por assessores também podem representar dor de cabeça, como ocorreu com o ministro da Educação, Fernando Haddad. Ele devolveu R$ 78,40 referentes a um lanche comprado por uma servidora em um restaurante de Brasília, o que não é permitido.

O levantamento mostra que outra prática antiga, que o governo recomendou diminuir, ainda está em vigor: os saques na boca do caixa. Só uma servidora do Ministério da Cultura movimentou R$ 6,2 mil dessa forma, dos R$ 10,1 mil consumidos com o cartão corporativo neste ano. O restante foi em hotéis e restaurantes, inclusive em um estabelecimento em Brasília, onde a despesa em refeição foi de R$ 118,20. Por meio de sua assessoria, o ministério confirmou os gastos, mas não sabia de que forma ele foi efetuado.

07 julho 2009

INESQUECÍVEL: 19 anos sem Cazuza

"Faz Parte do Meu Show"- Globo de Ouro 1988


"O Nosso Amor a Gente Inventa"

05 julho 2009

As tardes molhadas de Agaciel


FONTE: Revista Época

Desde que Agaciel da Silva Maia deixou há quatro meses a diretoria-geral do Senado, o país assiste a uma série de escândalos sobre seus 14 anos no comando da administração da instituição. Em todos eles, descobriram-se artifícios criados por Agaciel para preservar as irregularidades sob segredo. O mais novo mistério é um cofre de aço Pavani, com mais de 1 metro de altura, trancado em um armário em frente à mesa de trabalho usada por Agaciel. Funcionários do Senado dizem que ele guardava ali dinheiro e documentos. Como Agaciel não revelou o segredo para abrir o cofre, seus sucessores ainda não sabem o que há lá dentro. Vão chamar especialistas para arrombá-lo. Ao sair, Agaciel fez uma limpeza em seus arquivos. Mesmo assim, deixou vestígios.

Há dez dias, epoca.com.br revelou que Agaciel mandou construir uma escada secreta. Ela ligava seu gabinete no 3o andar do Anexo I do Senado – a torre onde estão os escritórios mais disputados pelos senadores – ao pavimento de baixo, onde mantinha uma espécie de bunker. Com cerca de 130 metros quadrados, ele tinha banheiro privativo, sofás e tapetes vermelhos, spots com luz especial, frigobar, equipamentos de som e de vídeo e um telão. Uma mesa de reunião e cabos de computadores – as máquinas foram retiradas antes de a sala ser descoberta – sugerem que o bunker pode também ter sido usado para atividades e encontros reservados. Algumas delas bem íntimas, por algumas evidências encontradas no local: manchas nos sofás, revistas e vídeos eróticos – um deles com o título de Tardes molhadas – e uma bisnaga pela metade de KY, com prazo de validade até dezembro de 2009. O KY é um gel lubrificante indicado para sexo.

Depois de descobrir a escada secreta, os servidores do Senado acharam uma porta com três fechaduras. Tiveram de chamar um chaveiro para abri-la. Tomaram um susto. O lugar estava muito sujo e fedorento. Como só Agaciel tinha as chaves para acesso, os serventes do Senado não podiam fazer a limpeza. Espalhadas pelo chão, foram encontradas mais de 20 caixas de lenços de papel da marca Yes. Do lado de dentro do bunker, foi afixada uma placa com os dizeres “Comissão Diretora Presidência do Senado Federal” – algo parecido com o que há do lado de fora dos gabinetes do Senado.

Para chegar ao bunker, havia dois caminhos: um era pelo elevador privativo dos senadores, que permite a entrada em uma saleta com acesso ao gabinete do diretor-geral por uma porta também exclusiva, fora da visão dos funcionários. Outra porta nessa saleta dá acesso à escada secreta. Essa saleta, com bonitos móveis antigos, era o escritório da telefonista do Senado Cristiane Tinoco Mendonça, uma moça elogiada pela beleza e boa forma física, que era apresentada como uma das secretárias de Agaciel Maia, mas fazia muito mais que atender telefonemas ou atender recados.

Cristiane virou notícia no dia da eleição de José Sarney para a presidência do Senado. Da tribuna, o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) descreveu o espanto do colega Tasso Jereissati ao ser informado de que o BMW estacionado em uma das vagas destinadas a carros de senador era de Cristiane. Depois se descobriu que Cristiane mora num apartamento funcional do Senado. Até março, ela tinha status de diretora como secretária de Controle e Execução do Senado. No auge do poder de Agaciel, eram famosos entre os funcionários da Diretoria-Geral do Senado os despachos das 5 da tarde entre Cristiane e Agaciel. O senador Heráclito Fortes (DEM-PI), primeiro-secretário do Senado, mandou abrir uma sindicância para apurar como foi construída a escada – obra não prevista na reforma do prédio e nem no projeto do arquiteto Oscar Niemeyer – e para que servia o bunker de Agaciel.

Agaciel já responde a várias investigações sobre outras ações secretas. Primeiro ele escondeu sua mansão em nome de um de seus irmãos, o deputado federal João Maia (PR-RN). Depois, baixou atos secretos para nomear e demitir funcionários e conceder reajustes salariais para a alta burocracia do Senado. Na quinta-feira, ele prestou depoimento à Polícia do Senado sobre a nomeação clandestina da filha de um de seus principais auxiliares para o gabinete do senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Disse que sua assinatura foi falsificada e atribuiu a culpa ao ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi. Zoghbi é aquele diretor – de acordo com a revelação de ÉPOCA – que era o dono oculto de empresas abertas em nome de sua ex-babá para receber dinheiro de empresas com contratos com o Senado.

Na semana passada, em seu site, epoca.com.br divulgou a declaração do senador Tião Viana (PT-AC) de que, num momento em que estava em dificuldade financeira, teria recebido de Agaciel Maia uma oferta de dinheiro como um empréstimo “a fundo perdido”. Quer dizer, não precisava pagar. Nessa conversa, Agaciel teria dito que já teria feito isso com vários senadores. Agaciel nega. Tião Vianna diz que só não demitiu Agaciel quando presidiu o Senado porque estava no cargo como interino. Ele afirma que relatou os fatos ao procurador-geral da República e tinha como primeiro compromisso, se tivesse sido eleito presidente do Senado na disputa com José Sarney, a demissão de Agaciel.

O senador Arthur Virgílio confirmou ter recebido um empréstimo de Agaciel, no valor de R$ 10 mil, para desbloquear seu cartão de crédito durante uma viagem com a família a Paris. Segundo ele, dois amigos se cotizaram e pagaram o empréstimo. Virgílio também contou, da tribuna, que uma secretária do Senado, ao abrir a porta de um armário de Agaciel, ficou surpresa com um monte de dinheiro que caiu. Funcionários do Senado dizem que Agaciel guardava dinheiro vivo porque todas as vezes em que senadores passavam por um aperto financeiro recorriam a seus préstimos.

Amigos de Agaciel dizem que sua longevidade na direção-geral do Senado se deve à rede de benefícios e favores ocultos que montou para resolver problemas de senadores. Um deles é a caixa-preta dos pagamentos sobre despesas médicas de senadores, ex-senadores e parentes. ÉPOCA solicitou ao Senado informações sobre o gasto anual do Serviço de Atendimento Médico dos Senadores (Sams). A direção do Senado diz que não sabe. Informa que essas despesas são registradas em quatro ou cinco rubricas diferentes da contabilidade do Senado. Não há limite para os gastos médicos de senadores e seus dependentes. Para quem não é mais parlamentar – basta um suplente assumir o mandato por seis meses para conseguir o benefício de assistência médica vitalícia –, o limite de gastos é de R$ 32.958,12. Funcionários do Senado afirmam que muitos parlamentares são gratos a Agaciel porque ele autorizava até tratamentos estéticos – cirurgias plásticas e implantes de cabelo e Botox. Esse mundo prazeroso e oculto do Senado parece ter ruído agora.

03 julho 2009

Sarney oculta da Justiça Eleitoral casa de R$ 4 milhões


FONTE: Estadão

BRASÍLIA - O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ocultou da Justiça Eleitoral a propriedade da casa avaliada em R$ 4 milhões onde mora, na Península dos Ministros, área mais nobre do Lago Sul de Brasília. De acordo com documentos de cartório, o parlamentar comprou a casa do banqueiro Joseph Safra em 1997 por meio de um contrato de gaveta. Em nenhuma das duas eleições disputadas por ele depois da compra - 1998 e 2006 - o imóvel foi incluído nas declarações de bens apresentadas à Justiça Eleitoral.

Sobre a ausência da casa nas declarações registradas na Justiça Eleitoral, a assessoria de Sarney informou ao Estado, por escrito, que ocorreu um "erro do técnico que providencia a documentação do presidente Sarney junto aos órgãos competentes". Afirmou ainda que o imóvel consta das "declarações anuais de Imposto de Renda do presidente, entregues também ao TCU com frequência anual".

Dois documentos do próprio senador, arquivados no Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP), deixam dúvidas sobre a declaração da casa à Receita Federal. Num dos documentos, apresentado na campanha de 2006, Sarney listou seus bens, mas sem nenhuma referência à casa de R$ 4 milhões em Brasília. Ao final, ele escreveu de próprio punho que aquela lista de bens declarados à Justiça Eleitoral é a reprodução fiel de sua declaração à Receita. "De acordo com minha declaração de bens à Receita Federal em 2006", registrou o presidente do Senado no rodapé, que leva sua assinatura.

O outro documento é da campanha anterior, a de 1998. Na ocasião, Sarney juntou ao registro de candidatura uma cópia da sua declaração de IR apresentada à Receita naquele ano. O imóvel avaliado em R$ 4 milhões ficou de fora. Por ter sido comprado em 1997, o imóvel deveria constar da declaração de renda apresentada em 1998, ano-base 1997.

Por lei, as declarações de Imposto de Renda de qualquer cidadão são protegidas por sigilo fiscal. Por ser parlamentar e receber dinheiro público, Sarney envia cópia ao Tribunal de Contas da União (TCU), que também mantém esses dados em segredo. O único meio de o eleitor conhecer o patrimônio de um candidato é a declaração apresentada à Justiça Eleitoral. É quando essas informações se tornam públicas - e, ao divulgá-las, Sarney deixou a casa de fora.

O advogado Alberto Rollo, especialista em direito eleitoral, falou em tese sobre o assunto. Segundo ele, a omissão de um bem à Justiça Eleitoral pode ser interpretada como "fraude". Sem analisar especificamente o caso de Sarney, o diretor executivo do portal Transparência Brasil, Cláudio Weber Abramo, também condenou a prática. "Quem omite bens mente ao eleitor."



Dez anos depois

O valor da casa de Sarney em Brasília destoa dos demais imóveis que o senador declarou ao TRE. O imóvel mais caro listado por ele é um terreno em Santo Amaro, município da região dos Lençóis Maranhenses, no valor de R$ 60 mil.

Sarney comprou a casa de Brasília em 1997, do banqueiro Joseph Yacoub Safra, dono do Banco Safra. O negócio foi fechado por meio de um "instrumento particular de promessa de venda e compra, não levado a registro".

O valor de R$ 400 mil, segundo o banco, Sarney quitou logo no ano seguinte, em 1998. A transferência do imóvel, porém, se deu apenas em 2008, dez anos depois, quando a escritura foi lavrada e registrada no cartório de imóveis.

À pergunta sobre a demora em transferir a casa, o Banco Safra respondeu ao Estado: "Desconhecemos." Por meio dos assessores, Sarney avisou que não responderia sobre a razão de ter levado dez anos para registrar o imóvel no Lago Sul em seu nome.

Na escritura registrada ano passado, Safra, como pessoa física, repassa formalmente a propriedade da casa a Sarney e ao filho dele, o deputado Zequinha Sarney (PV-MA). Pelo documento, Sarney e Zequinha passaram a ter, cada um, 50% dos direitos sobre o imóvel.

Ao contrário do pai, o deputado incluiu em suas declarações de bens o direito à metade da casa na Península dos Ministros, onde o metro quadrado chega a custar R$ 3 mil. Em valores atuais, nenhuma casa onde está a de Sarney valeria menos de R$ 4 milhões, de acordo com consultores da Câmara de Valores Imobiliários de Brasília.

Se considerados os valores de 1997, quando ocorreu a transação, a avaliação da casa feita pelo governo de Brasília para fins de cobrança de IPTU, o imposto sobre imóveis urbanos, já era de R$ 593,6 mil. O valor de mercado, normalmente, é superior ao da avaliação oficial.



Projeto

O primeiro registro do imóvel em cartório, de 1979, descreve o projeto original: um salão, sala de jantar, quatro quartos, três banheiros, copa, cozinha, despensa, quarto de empregada e dois jardins. Há ainda um subsolo, com um quarto, quatro depósitos, dois vestiários e um banheiro. São 694 metros quadrados de área construída. Na área de lazer, hoje há uma piscina.

A casa fica a 150 metros da margem do Lago Paranoá e na mesma quadra da residência oficial da presidência do Senado. Safra havia comprado o imóvel em 1992.

01 julho 2009

Conheça Joe Jackson, o controverso pai de Michael Jackson

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