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29 junho 2009

LIBERADAS FOTOS DO ÚLTIMO ENSAIO DE MICHAEL JACKSON

Veja no Blog Infinito de Mim: CLIQUE AQUI

“NAZARÉ”, “JERUSALÉM”, “SAMARIA”...

por Riva Moutinho

Quando tinha 11 anos de idade minha mãe me levou para uma igreja Quadrangular onde não suportava ficar, e por isto fui transferido para uma igreja Batista também próxima a casa onde morávamos. Lá permaneci até entre os meus 16 e 17 anos.

Minha saída foi provocada por uma série de acontecimentos, tanto externos onde pude ver de perto as armações da cúpula da igreja, buscando destituir o Pr. Isaías (este é um dos poucos que reconheço como pastor atualmente), bem como a proteção que se dava aos que detinham uma condição financeira melhor e que, assim, possuíam alguma função na diretoria da igreja. E por questões internas minhas mesmo tanto de interpretação a cerca do que lia no Evangelho como as questões que me envolviam como ser humano mesmo. Desde que me entendo por gente sempre busquei ter uma mente independente, de maneira que as decisões que eu tomo sejam absolutamente minhas e não influenciadas por alguém.

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28 junho 2009

Brasil registra primeira morte por nova gripe, diz Temporão

FONTE: Globo.com


O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, anunciou neste domingo (28) a primeira morte no país causada por influenza A, a nova gripe. Um homem de 29 anos, que esteve na Argentina e estava internado no Rio Grande do Sul, foi o primeiro caso confirmado.

Segundo o ministro, o paciente foi internado em 20 de junho e, no dia 23, teve seu quadro "piorado" com "sintomas que evoluíram para um quadro de insuficiência respiratória".

"Mesmo devidamente assistido, veio a falecer hoje de manhã. O Ministério da Saúde lamenta profundamente a morte e reafirma que está lançando mão de todos esforços para conter a doença e evitar a ocorrência de óbitos", disse ele.


Letalidade baixa

Apesar da primeira morte registrada no país, Temporão afirmou que o índice de letalidade da doença ainda é considerado "baixo". "Há uma percepção em todo mundo da queda da letalidade. Não existem evidências que esse novo vírus esteja se misturando a outros, o que é compatível com a baixa letalidade. No início, [o índice de letalidade] era de 2%, caiu para 0,5% e agora se aproxima de 0,4%. Está em queda. No Brasil, a maioria dos casos tem sintomas leves", afirmou ele.


Vacina

O ministro afirmou que uma vacina está em fase final de desenvolvimento, embora tenha dito que não há uma previsão de quando isso ela pode estar disponível para a população. Ele disse ainda que a transmissão no Brasil não mudou de classificação e, deste modo, permanece "sem sustentabilidade". "Ou [as pessoas contaminadas] vieram de fora, ou transmitiram localmente, mas se deu por um vínculo epidemiológico forte", afirmou.


Pandemia e crescimento dos casos

Em meados deste mês, a nova gripe foi classificada como "pandemia" pela Organização Mundial da Saúde (OMF) pelo fato de ter se propagado para várias regiões do mundo. Na ocasião, o governo informou que a população brasileira poderia ficar "tranquila", pois a transmissão no Brasil ainda permanecia "limitada e sem sustentabilidade".

Desde 11 de junho, quando foi declarado o status de "pandemia" para a nova gripe, o número de casos registrados no Brasil começou a crescer com mais rapidez. Naquele momento, 56 pessoas estavam com o vírus. Neste sábado (27), o Ministério da Saúde confirmou que 591 brasileiros com a nova gripe, ou seja, um crescimento de 955% nas últimas semanas.


Viagens não recomendadas

Com o crescimento no número de casos, o governo de São Paulo, e o ministro da Saúde recomendaram, na última terça-feira (23), que brasileiros evitem viagens para países da América do Sul onde circula o vírus da nova gripe, principalmente Argentina e Chile.

Neste domingo (28), o ministro Temporão afirmou que o aumento do número de viajantes em férias para países afetados, como Estados Unidos, México, Canadá, Chile, Argentina, Austrália e Reino Unido, que possuem "transmissão sustentada", gerou o aumento de ocorrências no Brasil. "Temos um aumento no número de casos importados e temos o início do inverno no Hemisfério Sul, quando os casos de gripe também aumentam", afirmou.


Outros países com mortes

Além do Brasil, outros 12 países também já confirmaram mortes decorrentes da nova gripe. O país com mais casos confirmados de morte é os Estados Unidos, com 127, seguido do México (119), da Argentina (26), do Canadá (21), do Chile (12), da Austrália (5), da República Dominicana (2), da Colômbia (2), e da Costa Rica, Reino Unido, Honduras e das Filipinas, com uma morte confirmada. Estes dados foram divulgados neste sábado (27) pelo Ministério da Saúde.


Mudanças na forma de confirmação

Na última sexta-feira (26), Temporão anunciou mudanças na forma de confirmação da doença. Segundo ele, quando houver um caso confirmado em uma instituição – uma escola ou uma empresa, por exemplo – todas as pessoas que apresentarem sintomas da doença serão consideradas infectadas.

Segundo o ministro, os EUA também seguem esse protocolo, de confirmar casos por vínculos em lugares fechados. Essa nova orientação, no entanto, não vale para residências. Nesse caso, o sistema para identificar o vírus continua o mesmo.

Babá dos filhos de Michael Jackson diz que cantor era viciado em remédios


FONTE: Globo.com

Grace Rwaramba, 42 anos, babá dos filhos de Michael Jackson e funcionária do cantor há 17 anos –primeiro em seu escritório e depois cuidando das três crianças–, deu entrevista a Daphne Barak, publicada neste domingo no “The Times of London”.

Jackson havia recentemente demitido a babá, que diz ter criado os três filhos do astro desde o primeiro dia de vida de cada um deles. Na entrevista, ela falou sobre o vício em medicamentos do cantor, e afirma ter recebido uma ligação da mãe dele, no dia seguinte de sua morte, perguntando sobre onde estaria escondido o dinheiro que Jackson tinha guardado.

O 'rei do pop', o cantor Michael Jackson, morreu nesta quinta-feira (25), em Los Angeles, no estado americano da Califórnia, após ser socorrido e levado a um hospital com uma parada cardíaca. Ele tinha 50 anos e estava preparando uma última temporada de shows.

Leia, abaixo, os principais trechos da entrevista publicada pelo jornal britânico:


Morte de Jackson

Grace estava em Londres quando soube da morte do ex-patrão, e teria passado as 24 horas seguintes tentando contatar as crianças, Prince Michael Primeiro, de 12 anos, Paris Michael, de 11 anos, e Prince Michael Segundo, de 7 anos, apelidado de Blanket –que, segundo ela, a consideram como mãe.

Na manhã de sexta-feira, dia seguinte à morte de Jackson, a mãe do cantor, Katherine, teria telefonado à babá perguntando sobre onde estaria escondido o dinheiro de Jackson. “Grace, as crianças estão chorando. Estão perguntando de você. Não conseguem acreditar que o pai morreu. Grace, você se lembra que Michael costumava esconder dinheiro em casa. Estou aqui, onde pode estar?”.

A babá afirma: “Eu disse a ela que olhasse nos sacos de lixo e debaixo dos tapetes. Mas, você pode acreditar nisso? Essa mulher perdeu o filho há apenas algumas horas e me liga para saber onde está o dinheiro! Pedi para falar com as crianças, ela me disse que elas estavam dormindo. Mas tinha acabado de dizer que elas estavam chorando! Ela não me deixou falar com elas”.

Notícias de sábado davam conta de que Grace estaria na casa da família Jackson com os três filhos do ex-patrão, mas não há confirmação se de fato isso ocorreu.


Vício em medicamentos

A babá afirmou que o cantor era viciado em remédios e que teve de massagear sua barriga por diversas vezes depois de ele ter ingerido muitos medicamentos. Falou também de seu estado sujo e desleixado nos últimos momentos de vida. Grace testemunhava o abuso de drogas por Jackson, e diz que ele tomava uma mistura de medicamentos.

Em suas palavras, “ele sempre comia muito pouco e misturava demais. Tive que massagear seu estômago muitas vezes, porque ele sempre misturava muito. Houve um período em que ele ficou tão mal que eu não deixava as crianças vê-lo.”

Ela afirmou ainda que Jackson teria ficado furioso por ela ter chamado sua mãe e a irmã Janet para ajudar. “Tentamos fazer uma intervenção. Ele ficou tão bravo comigo. Gritava: ‘Você traiu minha confiança, você as chamou nas minhas costas'. E essa foi uma das vezes em que ele me demitiu."


Relação com os filhos

Grace voltou, foi demitida novamente há algumas semanas e vinha sofrendo com a distância das filhos de Jackson. “Eu carreguei essas crianças em meus braços desde o dia em que nasceram, são meus bebês”, afirmou na entrevista. Ela contou que o cantor não a deixava ver os três, independentemente de todos os seus apelos. “Escrevi, mas ele não respondeu. Mudou todos os telefones. E vinha recebendo telefonemas de que as crianças estavam sendo negligenciadas. Ninguém estava limpando os quartos, porque ele não pagava os empregados. Recebi outra ligação dizendo que Michael estava péssimo, sujo, que não se barbeava nem cortava as unhas. Que não estava comendo. Eu costumava ajudá-lo com tudo isso.”

“Eu amo meus bebês e sinto falta deles. Eu costumava abraçá-los e rir com eles. Mas quando Michael estava por perto, eles gelavam. Ele não gostava que eu os abraçasse, mas eles precisavam de amor. Eu sou a única mãe que eles puderam conhecer.”

Ela descreve Prince como “muito esperto” e disse que Blanket, o caçula, preparou a ela um show, um dia antes da demissão. “Ele era tão fofo, cantando para mim ‘Billie Jean’ e outras canções de seu pai. Estávamos nos divertindo tanto e, de repente, Michael entrou. Blanket imediatamente parou. As crianças pareciam assustadas, Michael estava tão bravo! Eu sabia que ele me demitiria. Sempre que percebia que as crianças estavam muito apegadas a mim, ele me mandava embora”

De acordo com a babá, as crianças não gostavam das máscaras que o pai as obrigava a usar em público e, sempre que conseguia, perdia-as ou esquecia de levá-las para as viagens.

Jackson levava as três crianças por toda parte, mas estava totalmente sem dinheiro. “No aniversário de Paris, em abril, eu queria comprar bexigas, coisas para fazer uma festa de aniversário. Não havia dinheiro na casa. Coloquei tudo no meu cartão de crédito pessoal. Trouxe pessoas para limpar o quarto das crianças, que precisava de uma faxina. Ele não estava pagando ninguém.”



Dinheiro

Grace contou que Jackson não sabia lidar com dinheiro e que costumava gastar tudo o que recebia. Após seu julgamento, em 2005, ele teria começado a receber remessas de dinheiro do xeque Abdullah, filho do rei de Bahrein, às vezes pela conta bancária da babá. Ela conta que recebeu depósitos de US$ 1 milhão e depois mais US$ 35 mil. Michael teria pedido que Grace desse seu cartão à mãe, Katherine, para que ela pudesse sacar dinheiro –o que, de acordo com a babá, ela fez todos os dias.

Ano passado, Abdullah processou Jackson por não ter cumprido um contrato de 4,7 milhões de libras por ele não ter gravado um disco e lançado uma biografia, que pagariam-no de volta todo esse dinheiro “investido”.

“Quando vivemos em Bahrein, não tínhamos nenhum tostão. Tudo era pago por Abdullah. E Michael deve tanto dinheiro às pessoas”, afirma a babá. Segundo ela, quando o cantor recebia algum dinheiro, ao invés de comprar uma pequena casa para viver, ao invés de ficar rodando de hotel em hotel, ele gastava. “Uma vez me mandou ir a Florença para gastar um milhão de libras em antiguidades. Paguei a passagem com meu cartão de crédito, quando cheguei lá e vi que as antiguidades não valiam nada, liguei para ele, que, mesmo assim, me mandou comprá-las. Não tínhamos nem casa para pôr as antiguidades.”

Grace alega que não era paga pelo rei do pop desde outubro de 2008, e que ele não havia nem mesmo pago as despesas de seu plano de saúde –ela sofre de lúpus, doença que afeta o sistema imunológico.

Ela conta, ainda, que o ex-chefe costumava assinar contratos sem saber exatamente do que se tratava e que, ao se comprometer com a AEG Live, não tinha consciência de que havia fechado 50 apresentações. “Cinquenta shows? O que você está fazendo?”, ela teria questionado. “Eu assinei por apenas dez”, ele teria respondido. “Ele não sabia nem o que tinha assinado. Ele nunca sabia.”

Casal Nardoni está separado


FONTE: Jornal Estado de Minas

São Paulo – Separados fisicamente há 418 dias, Alexandre Nardoni, de 31 anos, e Anna Carolina Jatobá, de 24, não teriam mais vínculo amoroso. A informação de que o casal acusado de matar Isabella Nardoni, de 5, teria posto um fim no relacionamento já chegou ao Ministério Público de São Paulo e poderá desmembrar a defesa dos dois, caso eles não sustentem em juízo a mesma história que contaram à polícia sobre a noite em que a criança foi esganada e jogada do sexto andar de um prédio da Vila Mazzei, bairro de classe média de São Paulo.

Os rumores da separação do casal começaram em janeiro, quando Anna Carolina e Alexandre pararam de trocar cartas de amor. As correspondências eram levadas por parentes. A última foi escrita por Alexandre entre o Natal e o ano-novo e entregue na primeira semana de janeiro à madrasta de Isabella. Na carta, o pai da menina assassinada dizia que estava com saudades dela e dos dois filhos. Essa carta, porém, não teve resposta. Desde então, Anna Carolina se dedica à religião e aos afazeres na cozinha comunitária das presas.

Os novos advogados do casal, Roberto Podval e Beatriz Dias Rizzo, não confirmaram ao Estado de Minas a separação do casal, mas também não a desmentiram. Disseram que ainda cuidam da defesa dos dois e que a suposta separação só afetaria os trabalhos dos advogados se o casal começasse a se acusar mutuamente ou se os dois não compartilhassem mais da mesma versão. “Eu sei que eles estão separados porque estão presos em cadeias diferentes. Mas, se eles começarem a se acusar, por uma questão de ética, só poderemos representar um”, diz Podval. Os pais de Alexandre e Anna Carolina não quiseram comentar o assunto.


Inevitável

No mundo do crime, casais que cometem assassinatos juntos acabam divergindo com o passar do tempo, e a separação se torna inevitável. Eles geralmente deixam de falar a mesma língua bem perto do julgamento. Foi assim com Suzanne von Richthofen. Ela e o namorado, Daniel Cravinhos, tramaram a morte dos pais dela em 2002, em São Paulo. Tiveram como parceiro Cristian Cravinho, irmão de Daniel. A acusação defendeu a tese de que o crime teve como motivo a herança que ela receberia dos pais. Próximo da formação do Tribunal do Júri, os dois irmãos passaram a acusá-la de planejar o crime, e Suzanne sustentou que foi influenciada pelo namorado. Cada um deles pegou 39 anos de prisão.

Outro exemplo ocorreu com o casal Guilherme de Pádua e Paula Thomaz. Em dezembro de 1992, os dois usaram uma tesoura para pôr fim à vida da atriz Daniella Perez, no Rio. Cada um deles pegou 18 anos de cadeia. Cumpriram apenas seis. Paula chegou a ter um filho de Guilherme dentro da cadeia, mas não quis mais vê-lo quando ganhou a liberdade. Hoje, eles não mantêm qualquer vínculo.

27 junho 2009

Site divulga fita com chamada de emergência da casa de Michael Jackson

26 junho 2009

FOTOS: ÚLTIMOS MOMENTOS DE MICHAEL JACKSON


A imagem acima mostra a tela da chamada de emergência onde diz "Homem de 50 anos" e "Não está respirando"





Nesta imagem aparece Michael Jackson recebendo atendimento médico.
Esta imagem ainda não foi confirmada oficialmente.

Causa da morte de Michael Jackson começa a ser investigada


FONTE: Estadão

LONDRES - As causas da morte do cantor, compositor e dançarino americano Michael Jackson, de 50 anos, devem ser conhecidas nesta sexta-feira, 26, quando está previsto para sair os primeiros resultados da autopsia, segundo afirmaram autoridades à CNN. Há especulações de que a parada cardíaca teria sido causada por uma injeção de remédios para dores severas depois de um ensaio para a sua turnê de despedida em Londres.

Eram 12h26 (16h26 de Brasília) quando o serviço de emergência de Los Angeles recebeu um telefonema da casa do cantor, que estava inconsciente. Aparentemente, Jackson foi reanimado por uma equipe de paramédicos antes de ser levado para o hospital da Universidade da Califórnia (Ucla). O jornal Los Angeles Times informou que o cantor não respirava quando a ambulância chegou à sua casa. Sua morte foi confirmada às 13h07 (17h07 de Brasília). O corpo foi, em seguida, transportado de helicóptero.

O corpo do cantor foi levado para o instituto médico legal e a autopsia está prevista para ser realizada nesta sexta-feira. Porém, autoridades alertaram que pode levar semanas para que se chegue à causa da morte, o que provavelmente terá de esperar pelos resultados de exames toxicológicos. Esses testes vão determinar se o cantor tinha drogas, álcool ou medicamentos em seu organismo. Detetives da divisão de homicídios do Departamento de Polícia de Los Angeles fizeram buscas na casa de Jackson, no bairro de Holmby Hills, em Los Angeles, mas alertaram que a investigação é um evento "corriqueiro".

Segundo o tabloide britânico The Sun, o cantor teria desmaiado e parado de respirar depois de uma injeção de um potente analgésico e sedativo chamado Demerol, parecido com a morfina. O jornal diz ainda que Jackson seria viciado no medicamento e poderia ter sofrido uma overdose

Brian Oxman, porta-voz da família Jackson, disse à CNN na quinta-feira que a família estava preocupada com a saúde do cantor e que havia tentado sem sucesso tomar conta dele por meses. "Michael aparecia nos ensaios algumas vezes, ele tentava duramente estar apto a fazer esses ensaios", disse Oxman sobre as preparações de Jackson para uma série de 50 shows que ele começaria a fazer em Londres a partir de julho. "O uso que ele fazia de medicamentos estava atrapalhando, as lesões que ele teve enquanto atuava, onde ele quebrou uma vértebra e a perna ao cair no palco, estavam atrapalhando", disse Oxman à CNN.





"Estresse por retorno fez coração parar"


O guru Uri Geller, amigo íntimo de Michael Jackson, disse nesta sexta acreditar que o estresse físico e mental em antecipação à "megatemporada" de 50 shows do cantor em Londres "fez o seu coração parar"."Essa turnê de 50 shows era simplesmente assustadora - 50 shows para qualquer estrela, para qualquer superestrela, é algo imenso. Eu não entendo por que ele decidiu fazer isso consigo mesmo. Aparentemente ele queria provar para o mundo que ele é o número um, que ele ainda é Michael Jackson, que ele ainda poderia fazer um Thriller, que ele conseguiria. E, sabe, acho que a antecipação, os níveis de estresse, a ansiedade para o que viria em Londres era tão grande, acho, que isso - bem, não sou médico - mas acho que isso fez o seu coração parar."

Michael Jackson havia anunciado que faria a partir do dia 13 de julho, em Londres, os últimos 50 shows de sua carreira. As apresentações em bloco, concentradas neste verão na arena O2, no leste da capital britânica, marcariam a volta de Michael Jackson aos palcos após dez anos sem realizar shows. A última turnê havia sido entre 96 e 97, quando Michael fez 82 shows com o espetáculo HIStory em 58 cidades. Seu último álbum com material original foi lançado em 2001.

Nesta sexta-feira, o amigo do cantor disse acreditar que "a antecipação, os níveis de estresse, a ansiedade para o que viria em Londres" não foi saudável para o ídolo pop de 50 anos. Uri Geller, que vive no Reino Unido e teve Michael Jackson como padrinho de casamento, disse ainda que o cantor certa vez descreveu a si mesmo como "um homem muito solitário". As declarações foram dadas a diferentes programas de rádio e televisão da BBC de sua casa em Sonning, no condado inglês de Berkshire. Em uma das entrevistas, Uri Geller comentou a relação de Michael Jackson, que foi julgado sob acusação de abusar sexualmente de um garoto adolescente, com menores de idade.

"Em algumas ocasiões eu cheguei a gritar com ele, disse a ele para simplesmente não fazer coisas que eu achava que estavam manchando sua reputação - embora eu, em todos os anos que o conheci, nem por uma fração de segundo acreditei que algumas das acusações que estavam sendo levantadas contra eles eram verdadeiras. Mas ele era uma criança e não entendia essas coisas. Quando eu disse a ele furiosamente 'Michael, você não pode trazer crianças para a sua cama', ele apenas olhou para mim e… bem, ele era uma criança de coração, preso em um corpo de adulto."

Em outro momento, o guru falou sobre a conturbada relação do cantor com a mídia, afirmando que a imprensa e as tevês "adoravam" colocá-lo "em um pedestal", para em seguida "destruir o pedestal". "O mundo inteiro sabia de Michael Jackson. Ele era um bom pai. Muitas vezes eu estive presente quando ele estava com as crianças, e ele era humilde, era carinhoso, era generoso, mas sim, era incompreendido. A imprensa adorava destruí-lo, a mídia o colocava em um pedestal e depois destruía o pedestal. Portanto… sim, ele era muito polêmico, ele viveu um inferno, viveu um inferno muitas vezes, especialmente durante o caso na Justiça e com tudo o que estava sendo dito sobre ele."

24 junho 2009

Relatório aponta falhas em sistema e atos secretos podem passar de 663

FONTE: Folha online

Apesar de o relatório da comissão instalada pela primeira secretaria do Senado ter identificado 663 atos secretos, o número de decisões administrativas que foram mantidas em sigilo desde 1995 pode ser ainda maior. No relatório, os três servidores apontam que o sistema de controle dos BAP (Boletins Administrativos de Pessoal) tem muitas falhas.

"Diante da sistemática de publicação, a comissão concluiu que é possível que ainda sejam encontrados outros problemas, em função da fragilidade dos procedimentos, ou em razão da falha humana. Portanto, não é possível afirmar categoricamente que os números são conclusivos", afirma o documento.

A comissão de sindicância criada pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), poderá encontrar novos atos secretos. A comissão começou a trabalhar na segunda-feira e deve ampliar a investigação da comissão da primeira secretaria com o cruzamento de dados dos BAP e do "Diário Oficial" do Senado. A expectativa é que a sindicância recomende abertura de processo administrativo contra o ex-diretor-geral Agaciel Maia e o ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi.

O prazo para que a sindicância conclua os trabalhos termina na próxima segunda-feira, mas deve ser prorrogado por mais uma semana. O depoimento do chefe do serviço de publicação do boletim de pessoal do Senado, Franklin Albuquerque Paes Landim, ainda não foi tomado. Em entrevista à Folha, Landim confirmou que recebeu ordens de Agaciel e de Zoghbi para a que a edição dos atos ocorressem secretamente.

A comissão indicou que Agaciel foi o responsável pela não publicação dos atos secretos. O texto afirma que uma determinação da Mesa Diretora de 1996 determinou que os BAP seriam publicados pela subsecretaria de Administração de Pessoal, sob a responsabilidade do diretor-geral. Agaciel Maia assinou a norma.

"A partir de agosto de 1996, o BAP continuou a ser editado pela Subsecretaria de Administração de Pessoal, mas sob responsabilidade do diretor-geral; daí por que, desde então, todos os atos para serem publicados pela Secretaria de Recursos Humanos, necessitam da autorização para publicação da Diretoria-Geral", diz o relatório.

O parecer da comissão aponta existência de 663 atos que foram utilizados para tomar medidas administrativas de formas sigilosos como nomear, exonerar, aumentar salários e ampliar verbas. Foram identificados ainda 118 boletins regulares de pessoal publicados em data posterior à de sua edição. A Secretaria de Recursos Humanos justificou que, nestes casos, o boletim havia sido publicado, mas seu "link" na intranet havia sido corrompido.

O documento afirma que o sigilo pode ter sido um erro operacional ou deficiência deliberada na publicação dos atos.

"A ausência de publicação pode ser originada pela simples falha humana, erros operacionais, deficiência na tramitação e publicação dos atos. Todavia, o uso indiscriminado de boletins suplementares, entre os quais 312 não publicados, contendo 663 atos (...) constituem indícios de que tem havido deliberada falta de publicidade de atos", afirma o relatório.

Segundo a comissão, não foi encontrada nenhuma determinação de senadores ou de integrantes da Mesa Diretora para que os atos não fossem publicados. A comissão recomenda abertura de procedimento administrativo para encontrar os responsáveis.

22 junho 2009

Senador pede afastamento de Sarney da presidência da Casa


FONTE: Estadão

BRASÍLIA - O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) pediu nesta segunda-feira, 22, o afastamento do senador José Sarney (PMDB-AP) da presidência da Casa por 60 dias, até que todas as denúncias contra o Senado sejam apuradas. "Espero que ele se afaste e passe o cargo para o vice-presidente do Senado (senador Marconi Perillo)", disse Buarque em discurso no plenário. A avaliação do senador é de que as denúncias estão sendo apuradas em ritmo muito lento.

Mais cedo, em entrevista ao estadao.com.br,o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) disse pertencer ao "bloco dos indignados" em relação à revelação de atos secretos na Casa e contou entender como "uma espécie de chantagem" a divulgação de um ato que diz que a sua mulher, funcionária da Câmara há 26 anos, aparece "emprestada" ao Senado. "Eu nunca fui intimidado diretamente por Agaciel (Maia, ex-diretor-geral) não, mas eu entendo isso como uma espécie de chantagem sim, de ameaça. E aí ficou citando nomes, o meu, do Pedro Simon (senador do PMDB-RS) querendo me intimidar como se eu tivesse o rabo preso, mas eu não tenho rabo preso", afirmou.

Segundo o senador, na última sexta-feira, foi distribuído um decreto, "um ato de Agaciel", que mostra que a sua esposa, Gladys Pessoa de Vasconcelos Buarque, teria trabalhado algumas semanas na liderança do PDT no Senado, sem gratificação. "Agora distribuíram o ato que ela veio para cá (Senado) mas não o da devolução dela. Como se ela fosse nomeada por aqui. Ela não é nomeada, trabalha na Câmara", explicou.

Gladys teria abandonado a função quando mudaram as regras que exigiam que para mudar da Câmara para o Senado era necessário uma gratificação.

No entanto, Buarque afirma nunca ter sido "intimidado diretamente por Agaciel". "Não sei se foi ele. Eu nunca fui intimidado diretamente por Agaciel não, mas eu entendo isso como uma espécie de chantagem sim, espécie de ameaça, mas eu não tenho o que esconder, então eu não tenho problema. Agora eu não sei se foi o Agaciel".

Cristovam se disse contrário ao movimento de alguns senadores na Casa de se autodenominarem "bloco ético". "Sou contra este negócio de bloco dos éticos. Eu faço parte do bloco dos indignados, dos raivosos, dos descontentes", disse.



Mais pressão

Do plenário, o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), também deu um recado ao presidente da Casa: "Mas Sarney, lhe digo isso não com felicidade. Vossa excelência não precisa sobreviver, quem precisa sobreviver é o Senado". E disse que: "Se tiver senador envolvido nisso, precisa ir junto. Defendo a demissão." Ele acrescentou que a "quadrilha está costumada a mandar no Senado, dominando a vida dos senadores".

O líder atacou o ex-diretor da Casa Agaciel Maia em discurso. Ele chegou a chamá-lo de ladrão e chantagista: "É a lógica do chantagista, acumular poder. Não tenho dúvida de que ele chegou aqui humilde, servindo. Duvido de que ele fez tudo sozinho, tenho certeza de que ele teve ajuda de senadores." Virgílio também atacou o ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi: "Agaciel tem de perecer como homem público. Caso dele e de Zoghbi é de demissão. Não respeitaram a Casa que os abrigou como funcionários."

Virgílio decidiu fazer o pronunciamento para esclarecer episódios que ocorreram com ele, os quais, de acordo com seu relato, poderiam se transformar em pretexto para chantagem contra ele por parte dos dois ex-diretores, que são acusados de prática de irregularidades no Senado e já foram exonerados dos cargos.

Os senadores que reivindicam mudanças profundas na administração e gestão política da Casa estão preparados para pressionar o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), a acelerar as mudanças propostas. À Agência Brasil, Virgílio disse que o Senado "entrou num caminho sem volta": "Ou o presidente Sarney fica com esse pessoal ou cai junto com eles (envolvidos nos escândalos)", disse numa referência a Zoghbi e Maia, já afastados pelo presidente da Casa, por conta de denúncias de participarem de esquemas de fraude em contratos do Senado.

21 junho 2009

SERÁ QUE CUIDAMOS, REALMENTE BEM, UM DO OUTRO?

por Riva Moutinho


No livro de Eclesiastes 4: 9 e 10 nos diz que é “Melhor serem dois do que um”, “porque se um cair o outro levanta o seu companheiro”; mas quantos de nós estamos realmente se importando se o outro está de pé ou não? Quantos de nós estamos realmente preocupados em saber se o outro está bem? Quantos de nós nos importamos realmente com o outro?

No capítulo 10 do Evangelho de Lucas a partir do verso 30, Jesus responde a pergunta: “Quem é o meu próximo?” Entre tantas lições que podemos retirar da Parábola do Bom Samaritano uma coisa é certa: O meu próximo nem sempre é aquele que caminha comigo, mas de certo é aquele que comigo forma um. E esta unicidade não provém de nenhum acordo, contrato ou qualquer coisa similar, mas sim da reciprocidade do amor, pois bem sabemos que “sem amor nada seremos.

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A Operação Limpeza do Judiciário

FONTE: Revista IstoÉ


A sede do Superior Tribunal de Justiça em Brasília entrou para a história da cidade como símbolo de obra faraônica. A preços de hoje, custou R$ 409 milhões. Mas há quem queira superar esse recorde. Uma cratera gigante no centro da capital tornou-se grande preocupação para a cúpula do Judiciário. Trata-se da nova sede do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), orçada em R$ 477 milhões. Cada um dos nove andares do prédio terá banheiros coletivos para homens e mulheres com 800 metros quadrados. Pelo projeto,todos os banheiros terão boxes para massagem com 60 metros quadrados. As lojas ocuparão 200 metros quadrados e o bicicletário, 100 metros. Diante de tamanho descalabro, o Conselho Nacional de Justiça embargou a obra, em maio, até que o presidente do TRF1, Jirair Migueriam, apresente um projeto mais econômico. Mas já foram gastos R$ 41,5 milhões na cratera, na base subterrânea, com superfaturamento pago de R$ 2,4 milhões.

A nova sede do TRF1 não é um caso isolado no Poder Judiciário. O CNJ está às voltas com dezenas de abusos pelo Brasil afora, que incluem superfaturamento de obras, contratações irregulares e muito engavetamento de processos. Em sua ação saneadora, o CNJ também tomou providência para aparar os excessos da nova sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Fechou acordo com o presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Britto, depois que o Ministério Público Federal denunciou irregularidades nas obras. Britto concordou em reduzir o custo da armação de concreto, que já consumiu R$ 117 milhões. O valor total é de R$ 369 milhões.

O Tribunal desistiu de construir uma "ponte elevatória", espécie de elevador gigante para empilhar mercadorias também gigantes, um "carrinho de limpeza de fachada" e antenas de tevê a cabo. O TSE promete economizar R$ 18 milhões ao final da obra, mas o CNJ espera que a redução chegue a R$ 30 milhões.

Nas inspeções nos Estados, o CNJ também encontrou muitos desvios. Na construção do Fórum de Teresina (PI), o metro cúbico do concreto armado saiu por R$ 1,7 mil, contra o preço de mercado de R$ 400. Um superfaturamento de 365%. "A contratada praticou preços mais de quatro vezes superiores aos preços de mercado", concluiu o CNJ. Assim que o conselho terminou a inspeção, o presidente do TJ do Piauí, desembargador Raimundo Nonato Alencar, criou comissão de inquérito para investigar a obra, que vem de administrações anteriores. "Houve momentos realmente constrangedores na audiência pública do CNJ em Teresina, expondo os magistrados", diz Alencar. "Mas é bom que se faça isso mesmo, o Judiciário precisava de inspeções." No Maranhão, os técnicos encontraram "valores destoantes" nas obras do Fórum Desembargador Sarney Costa. Pelos cálculos do CNJ, é possível reduzir em 50% os custos de alguns itens da bonificação de despesas indiretas da obra, como serviços médicos, equipamentos e móveis para escritório. Após a inspeção no Judiciário do Maranhão, em janeiro, o corregedor-geral de Justiça do CNJ, ministro Gilson Dipp, comentou: "Nunca pensei que houvesse tanta corrupção e malandragem na Justiça."

O CNJ já visitou sete estados e levantou casos generalizados de má aplicação de dinheiro. Os próximos alvos são o Espírito Santo e o Paraná, onde há denúncias de desmandos. A juíza federal Salise Sanchotene, da Corregedoria do CNJ, diz que as inspeções questionam não só aspectos legais das obras, mas também a conveniência de prédios suntuosos, frente à dificuldade das comarcas. "Em Parintins, no Amazonas, os juízes se cotizam para comprar material de limpeza", lamenta Salise. "A gente volta abatida de algumas inspeções."

Problemas com obras são tantos que o CNJ quer impor regras para evitar superfaturamento, impedir abusos e reduzir gastos

Os problemas com obras são tantos que o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, também presidente do CNJ, quer transpor para todo o Judiciário a resolução do Conselho Federal de Justiça que fixou regras mais rígidas para construções. Todo contrato terá controle prévio de aprovação de custos e o metro quadrado tomará por base o preço de mercado. Os prédios terão de ser compatíveis com os serviços prestados. Gilmar criou uma comissão para endurecer também a Lei Orgânica da Magistratura. O ministro Gilson Dipp já enviou suas propostas. "Não se justifica que a penalidade mais grave para o juiz seja a aposentadoria compulsória com vencimentos integrais", diz Dipp.

Enquanto a Lei Orgânica mais rígida está sendo elaborada, o CNJ recorre às suas resoluções. Uma das autoridades já punidas é o desembargador Washington Luiz Damasceno de Freitas, de Alagoas. Ele terá de devolver R$ 354 mil aos cofres públicos por ressarcir despesas indevidas para si mesmo. No mês passado, o conselho recebeu denúncia de que um dos desembargadores do Ceará estava curtindo as praias em carro oficial. O CNJ, então, baixou norma restringindo o uso de carros em todo País. Em fevereiro, o TJ de Mato Grosso do Sul publicou portaria dando folga aos servidores no dia do aniversário. Dipp deu um ultimato a um dos desembargadores do TJ: "Vocês têm até hoje para derrubar essa portaria, senão quem vai derrubar sou eu." O TJ revogou a portaria.

Várias outras mudanças têm acontecido nos Estados com a simples chegada da equipe do CNJ. "Lá vem a turma do Gilmar Mendes", foi o que se ouviu entre os funcionários do Judiciário na Bahia, no final do ano. Houve juiz que viajou para o Exterior para não dar explicações sobre atrasos nos processos. Em Alagoas, foram encontrados 500 homicídios sem inquéritos para investigá-los. Muitas vezes é o povo quem apressa as soluções. Em Salvador, uma senhora entrou aos gritos na audiência do CNJ: "Estou há 15 anos tentando um teste de paternidade." O pai da garota era um empresário, amigo do juiz.

Em Belém, durante a audiência do CNJ, uma das advogadas do Banco do Brasil denunciou que naquele instante um dos gerentes estava cumprindo ordem judicial irregular para tirar dinheiro da conta da Eletrobrás e dar a particulares. Um dos desembargadores que participava da audiência pegou o telefone e determinou que não fosse feita a movimentação suspeita.

Há precedentes. Em março, o CNJ forçou a aposentadoria do juiz Rivoldo Costa Sarmento Júnior, de Alagoas, depois que uma decisão dele resultou no depósito de R$ 63 milhões da Eletrobrás na conta de Glayton Goulart.

Em São Paulo, a Corregedoria do TJ resistia em investigar um juiz acusado até por tráfico de crianças. Dipp avocou o processo para Brasília. "O CNJ não é só para o Nordeste, é para São Paulo e Rio também", avisou Dipp. Aos 64 anos, movido por um marcapasso e um desfibrilador, Dipp afirma que tem tido respaldo de parte da magistratura. "A Justiça brasileira é tão desigual quanto a desigualdade entre as pessoas." No dia 9, o CNJ determinou a saída de mais de cinco mil cartorários sem concurso. A próxima tesoura do CNJ cortará a cabeça dos juízes de paz que não foram eleitos. E a limpeza do Judiciário está apenas no começo.

Ato secreto era intencional, reforça servidora do Senado

FONTE: Folha online

Mais um servidor do Senado confirmou a versão do chefe de serviço de publicação de boletim de pessoal da Casa, Franklin Paes Landim, de que partiam dos ex-diretores Agaciel Maia (Diretoria-Geral) e João Carlos Zoghbi (Recursos Humanos) as ordens para que determinados atos administrativos não fossem publicados para esconder seu conteúdo.

A servidora foi ouvida informalmente na quinta-feira à noite, antes da publicação da entrevista de Landim à Folha. O nome dela é guardado em sigilo para evitar retaliações. Ela trabalha na Secretaria de Recursos Humanos, no décimo andar, o mesmo de Landim.

O chefe de serviço de publicações dá expediente numa sala com mais de cinco pessoas que acompanham a rotina do órgão. Todos deverão ser ouvidos pela nova comissão de sindicância criada pelo presidente José Sarney (PMDB-AP) para investigar Zoghbi e Agaciel.

A entrevista de Landim e o depoimento da servidora do Recursos Humanos provocaram mudanças no relatório da primeira comissão de sindicância que havia sido criada para apurar a existência dos atos secretos. O documento foi entregue na sexta-feira, mas só será divulgado amanhã pelo primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI).

A comissão não incluiu o depoimento da servidora no relatório final porque sua atribuição foi apenas a de identificar os documentos. O que apurou além disso será repassado para a outra comissão, que irá apurar responsabilidades.

No documento deverá ser usada a expressão "atos com negação de publicidade". A expressão "atos secretos" ficará de fora. O relatório contabilizou o número de atos e não o de boletins administrativos onde eles são publicados.

Os três integrantes da comissão fizeram um pacto de não divulgar o total de atos encontrados. A Folha apurou, no entanto, que ficará entre 600 e 650. Até quinta-feira passada, haviam sido computados 623.

Franklin Paes Landim contou à Folha que Agaciel dava as ordens para ele por telefone, enquanto que Zoghbi, que despachava no mesmo andar, ia pessoalmente. Procurado, Agaciel Maia não quis comentar as declarações de Landim.

Zoghbi também confirmou, por meio do advogado, que a não publicação de alguns atos era deliberada. Segundo ele, as ordens que repassava ao servidor vinham de Agaciel. Para o Ministério Público, o fato de os atos não terem sido publicados de propósito significa que houve crime de improbidade administrativa. Para o Ministério Público, esses atos devem ser anulados imediatamente.

Após a entrevista de Landim, Sarney estimulou servidores do Senado a fazerem o mesmo. "Nós asseguramos a todos que tiverem colaborado no inquérito absoluta liberdade de o fazer, sem nenhuma represália. Quem fizer assim estará prestando um serviço ao país e ao Senado", afirmou.

Na entrevista à Folha, Landim contou que tinha uma pasta para guardar os atos que, conforme determinação dos dois diretores, não poderiam ser publicados de imediato e que alguns atos foram por "anos" mantidos em segredo. "Ele mandava guardar. Dizia: Esse você não vai [publicar]", afirmou, com relação a Agaciel.

19 junho 2009

Sarney abre sindicância no Senado, mas não afasta diretoria


FONTE: Estadão

BRASÍLIA - O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), anunciou nesta sexta-feira, 19, a criação de uma comissão de sindicância para apurar as denúncias de atos secretos na Casa, revelados em reportagens do Estado. O peemedebista descartou, por ora, a demissão do diretor-geral do Senado, Alexandre Gazineo, e de toda a diretoria da Casa, conforme pedido feito por um grupo de senadores na última quinta. Para Sarney, o afastamento agora seria precipitado. "Não haverá afastamento imediato de ninguém", disse. "Com o resultado da sindicância teremos um processo administrativo para apurar os culpados." Segundo o presidente da Casa, a medida anunciada nesta sexta "atende de imediato o que denunciado".

A comissão será acompanhada pelo procurador-geral da República e um auditor do Tribunal de Contas da União (TCU). Sarney anunciou ainda a criação de um portal de transparência para que se publique tudo o que acontece no Senado, sem negar nenhuma informação ao pública e uma auditoria externa na folha de pagamento. "Começaremos um processo para apurar as reais responsabilidades", disse. Ainda segundo ele, o processo administrativo vai apurar as verdadeiras responsabilidades dos atos secretos, e, em seguida, de acordo com a lei, será aberto um inquérito administrativo para punir os culpados.

Sarney disse ainda que se alguma apuração envolver senadores, o caso será encaminhado para o Supremo Tribunal Federal (STF), que é o foro no qual podem ser investigados os parlamentares. "Se houver responsabilidade de senador, o caso vai ao STF", afirmou Sarney. "Posso assegurar que não vamos perseguir ninguém que estiver fazendo denúncia e a comissão terá toda a liberdade de apurar o que for preciso, sem nenhuma represália", afirmou Sarney, completando: "vamos punir quem tiver responsabilidade apurada nesse caso. Não faremos nenhuma contemplação".

O anúncio foi feito um dia após um grupo de 20 senadores protocolarem documento na Mesa Diretora dando ultimato para que Sarney promova mudanças moralizadoras na Casa. O peemedebista disse ontem concordar com três das oito reivindicações. São elas a redução de pessoal e a suspensão de novas contratações, a realização de reunião mensal ordinária do plenário para decidir a pauta de votações e ratificar atos administrativos e a contratação de auditoria externa para todos os contratos firmados pelo Senado.



Apoio

O teor do documento apresentado é apoiado por senadores de cinco partidos. São sete do PT, sete do PSDB, três do PMDB, dois do PDT e um do PSB. Ou seja, metade da bancada petista no Senado assinou o documento, apesar de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter defendido Sarney. Uma das reivindicações do texto protocolado na Mesa é que o novo diretor-geral tenha mandato de dois anos e o seu nome seja referendado pelo voto dos senadores, além da promoção de uma ampla reforma administrativa na Casa.

18 junho 2009

Atos secretos no Senado chegam ao total de 650


FONTE: Estadão

BRASÍLIA - A comissão de sindicância que analisa os atos secretos do Senado já detectou cerca de 650 decisões mantidas sob sigilo nos últimos anos. A equipe de trabalho pretende adotar, em seu relatório final, o termo "boletins não publicados" e recomendar uma investigação sobre cada ato para saber os motivos que levaram à sua não divulgação.

O relatório deve sugerir ainda que a análise sobre o significado de cada ato e os motivos de seu sigilo - erro técnico ou proteção intencional - seja feita por órgãos de dentro do Senado, como Advocacia-Geral e Secretaria de Controle Interno, e também de fora da Casa, como o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), pressionou nos últimos dias para que a expressão "ato secreto" fosse retirada da conclusão final da comissão. Mergulhado numa crise após o Estado revelar a existência dos documentos, o senador pediu que a investigação apontasse para um erro técnico no sistema interno do Senado. A preocupação decorre da divulgação de que nomes de parentes - incluindo sobrinhos, neto e irmão - aparecem na relação investigada. Mas Sarney foi informado de que seria impossível afirmar que centenas de atos ficaram na gaveta por problemas na intranet do Senado.

A solução encontrada pelos servidores que cuidam do levantamento foi apontar um fato: a existência de "boletins não publicados", mas sem fazer juízo de valor sobre cada documento. A alegação da comissão é a de que não cabe aos funcionários esse tipo de avaliação.

Em discurso na terça-feira, Sarney se defendeu da acusação de que usou esses boletins para nomear parentes, tentou se dissociar da crise e apresentou uma série de medidas que tomou nos últimos meses para conter a crise interna. Muitas, porém, ainda nem foram aplicadas ou não condizem com o que o senador disse aos colegas, causando irritação entre os parlamentares.

O levantamento dos técnicos do Senado identificou que muitos boletins contêm mais de um ato. Por isso, a multiplicação no resultado final. É o caso, por exemplo, da nomeação de Nathalie Rondeau em 26 de agosto de 2005 para o Conselho Editorial do Senado. Ela é filha do ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau, afilhado político de Sarney. O mesmo boletim que nomeou Nathalie promoveu a mulher do então diretor-geral Agaciel Maia, Sânzia Maia, a secretária do Órgão de Coordenação e Execução.

O número de 650 atos pode subir, já que foram analisados apenas os dados referentes à Diretoria-Geral e à área de Recursos Humanos. Ficaram de fora, por exemplo, as movimentações de servidores na gráfica e na Secretaria de Informática, o Prodasen. São órgãos loteados também por afilhados de Agaciel, mas que têm vida própria dentro do Senado.

17 junho 2009

A VELOCIDADE ESTÁ ACABANDO COM O MUNDO

Por Riva Moutinho


Estou ainda na casa dos 30 faltando menos de uma década para alcançar a “vitalícia” casa dos “enta” (quarenta, cinqüenta...), no entanto, quando falamos de um mundo em transformação pela tecnologia, percebemos que o pouco tempo parece ser muito, uma vez que podemos listar várias mudanças significativas. Sem dúvida alguma a tecnologia alterou profundamente a velocidade do mundo e por conseqüência toda a forma de pensar e de realizar do ser-humano.

Lembro da época em que escrevia cartas e as colocava no correio, e ficava aguardando por uma resposta... (zzzz...)

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16 junho 2009

Atos secretos serviram para negociação de cargos entre senadores


FONTE: Folha online

Atos secretos do Senado foram usados para uma troca de nomeações entre os gabinetes do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) e do então colega Edison Lobão (PMDB-MA), que hoje exerce o cargo de ministro de Minas e Energia.

Diretor-geral do Senado à época, Agaciel da Silva Maia nomeou em 8 de outubro de 2003 a filha de Crivella, Deborah Christine, para o gabinete de Lobão, que exercia mandato. Nesse mesmo dia, Renato Lobão Ferreira foi exonerado do gabinete de Lobão e nomeado para o de Crivella.

Renato Lobão é filho de Célio Lobão, que foi chefe da Casa Civil do governo de Edison Lobão no Maranhão, entre 1991 e 1994. Renato nega ser da família do ministro e diz que tem como provar. Mas a mulher do ministro, a deputada Nice Lobão (DEM-MA), diz que Célio é primo distante de seu marido.

Conforme a assessoria do senador Crivella, "cogitou-se nomear" Deborah no gabinete de Lobão e, em troca, empregar Renato, mas logo os senadores desistiram da ideia. Diante do recuo, "não houve posse e em 30 dias o ato perdeu a validade", afirma a assessoria.

O ato secreto, porém, se tornou público apenas em maio deste ano e pode ser acessado na intranet do Senado. Não há registro de outra medida anulando a nomeação, mas a assessoria disse que, sem a posse, ele perdeu a validade em 30 dias.

A reportagem não conseguiu falar com Deborah. Uma secretária do senador Lobão Filho, que assumiu a vaga de Edison Lobão após ele ser nomeado para o ministério, informou que a filha de Crivella não trabalha no seu gabinete.


Requisitado

Renato Lobão Ferreira nega ter conhecimento do ato secreto e afirma nunca ter sido lotado no gabinete de Crivella.

Ele, que não é concursado do Senado, contou que foi requisitado pelo então presidente da Casa Humberto Lucena, entre 1994 e 1995, para trabalhar na área de informática. Renato disse que era servidor do antigo Ministério do Interior, hoje da Integração Nacional: "Eu trabalho com informática desde 1977. Tenho uma ampla experiência e formação nessa área".

Ele afirma trabalhar atualmente na Secretaria Especial de Informática no desenvolvimento de páginas na internet para os senadores e diferentes setores da Casa. Segundo Renato, seu pai não é parente direto do ministro de Minas e Energia e que a família Lobão é muito grande no Maranhão.

A reportagem procurou ontem o Ministério de Minas e Energia, mas até a conclusão desta edição a assessoria não telefonou de volta com uma posição do ministro. A Folha não conseguiu falar com Agaciel Maia sobre o caso.

De acordo com os atos que começaram a vir à tona, o boletim foi editado pelo então diretor de recursos humanos do Senado, João Carlos Zoghbi.

Ele também deixou o cargo em março, após a denúncia de que emprestou apartamento funcional do Senado para os filhos. Os atos secretos também serviram para nomeações de filhos de Zoghbi.

14 junho 2009

Onda de manifestações toma capital do Irã por conta de resultados eleitorais

Se você não leu, leia: O primeiro E-book de Riva Moutinho

AMIZADE

Por Riva Moutinho


Segundo o dicionário, o significado da palavra amizade é “afeição recíproca entre dois entes”. O que parece ser uma definição lógica e conhecida por muitos de nós é também um dos significados mais desconhecidos na prática. Isso porque temos caminhado por um mundo que tem se estruturado em conchavos que, por sua vez, se baseiam na avareza de sentimentos egoístas. Sutilmente, assim como em vários outros termos e significados, vemos a amizade ter o seu significado na prática adulterado e o que antes deveria ser uma demonstração de amor, passou a ser um exemplo claro de estupidez.

Claro que não estou aqui generalizando todos e tudo, apenas gostaria de refletir sobre o que a Bíblia nos traz sobre amizade e, assim, poderíamos refletir sobre nós... cada um sobre si mesmo.

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13 junho 2009

O que já dizem os corpos

FONTE: Revista Veja


A dor irreparável das famílias das vítimas do Airbus da Air France que caiu no meio do Atlântico tem um contraponto na nobreza da derradeira missão de seus entes queridos. Resgatados do mar e examinados por especialistas, seus corpos começaram a fornecer informações preciosas sobre as circunstâncias em que se deu a tragédia do Airbus da Air France, com 228 pessoas a bordo, há duas semanas. Como ocorre em todos os desastres aéreos, essas informações vão se transformar em lições para que se construam aviões mais seguros. As vítimas do voo 447, assim como os doadores de órgãos, continuarão a viver nas vidas que ajudarão a salvar. As perguntas para as quais já se encontraram respostas, ainda que parciais, incluem algumas das que mais angustiam os parentes das vítimas. De que maneira os passageiros e tripulantes morreram? Teriam eles sofrido? Na semana passada, à medida que as equipes de resgate recolhiam do mar os corpos das vítimas e os destroços da aeronave, essas questões começaram a ser esclarecidas.

Profissionais envolvidos nas operações de resgate e de reconhecimento dos corpos já periciados do voo 447 da Air France ouvidos por VEJA dizem que, ao contrário do que se especulou inicialmente, os ferimentos sofridos pelas vítimas fazem supor que o avião não explodiu nem se desintegrou inteiramente no ar, ejetando os passageiros a grande altura sobre o oceano. É quase certo que o aparelho caiu na água, ainda com a fuselagem preservada – pelo menos em parte – e com muitos dos passageiros em seu interior. No momento da queda, todos os ocupantes do Airbus já estariam mortos por asfixia, causada pela rápida despressurização da cabine momentos antes da queda. O alerta sobre a despressurização da cabine consta das duas dezenas de mensagens automáticas enviadas para o centro de controle da Air France pela aeronave, comunicando falhas graves nos sistemas de navegação, enquanto cruzava uma tempestade. A companhia aérea confirmou a VEJA o recebimento dessa mensagem, expressa pelo código "cabin vertical speed". Com a mudança repentina de pressão dentro do avião e a consequente falta de oxigênio, os passageiros e tripulantes teriam sofrido hipóxia cerebral – falta de oxigenação – e desmaiado em menos de meio minuto. Sem a volta do fornecimento de oxigênio, todos teriam morrido rapidamente.

A tese da morte por asfixia é reforçada pelo fato de os primeiros corpos periciados apresentarem o que os legistas chamam de "dentes rosados". Eles são o resultado de hemorragias junto às raízes dentárias, típicas de vítimas de sufocamento. Os exames dos órgãos internos poderiam ajudar a comprovar a tese da asfixia, mas os legistas acreditam que as lesões características dessa forma de morte, como o rompimento dos tímpanos e o inchaço dos pulmões, não poderão mais ser comprovadas por causa do estado de decomposição dos corpos. Caso eles estivessem mais bem preservados, o reconhecimento das vítimas seria mais fácil, já que nas roupas de algumas delas foram encontrados documentos, objetos pessoais e até cartões de embarque.

Os peritos apontam outras provas de que pelo menos parte do Airbus chegou ao solo inteira. Se o avião tivesse explodido ou se desintegrado no ar, os corpos estariam muito mais machucados. A maioria dos cadáveres apresenta o chamado "sinal das quatro fraturas". Essa expressão da medicina legal se aplica a vítimas com fraturas nos terços médios de pernas e braços. São lesões comuns em pessoas que se jogam de edifícios e caem em pé. O "sinal das quatro fraturas" teria sido produzido nas pernas na hora do impacto da fuselagem sobre a água. No caso dos braços, pela força da gravidade no momento de uma desaceleração violenta. Amparados nessas evidências, os legistas descartam a possibilidade de que esses corpos tenham sido lançados para fora do avião em pleno ar, como ocorreu em 2006 com o Boeing da Gol que se chocou com o jatinho Legacy na Amazônia e se fragmentou. "Serão necessários mais exames para avaliar o estado dos órgãos internos dos corpos, mas as lesões sugerem que as vítimas estavam sentadas e que o avião pode ter batido violentamente de barriga sobre o mar", diz um perito. "Se essas pessoas tivessem caído do avião ainda no ar, teriam múltiplas fraturas, além das que observamos apenas nos membros superiores e inferiores. Além disso, seus órgãos estariam destruídos", ele conclui.

Na sexta-feira passada, as equipes de resgate completaram onze dias de operações de busca numa área maior que a do estado do Acre. A Aeronáutica reconhece que nem todos os corpos poderão ser retirados do mar. Primeiro, porque as correntes marinhas continuam a espalhá-los para longe do local do acidente. Segundo, porque é possível que aqueles ainda desaparecidos estejam presos dentro da fuselagem submersa. Por fim, porque, pela data do acidente, os corpos já estão prestes a entrar na terceira fase do processo de decomposição, a chamada esqueletização. Nessa etapa, os gases que trazem os corpos para a superfície começam a escapar devido à degeneração dos tecidos e os cadáveres voltam ao fundo do mar. "A partir dessa fase, que está na iminência de começar, será impossível localizar corpos na superfície", diz Reginaldo Inojosa, professor do curso de mestrado de perícia forense da Universidade de Pernambuco.

As primeiras informações fornecidas pela análise dos corpos recolhidos no mar começam a explicar as circunstâncias do desastre com o voo 447 da Air France. Falta ainda encontrar respostas para várias questões técnicas sobre a sequência de acontecimentos que levaram o Airbus a se espatifar. São elas:

O avião enfrentou uma "tempestade perfeita"? As imagens feitas por satélite indicam que não. No jargão da meteorologia, "tempestade perfeita" é uma tormenta de magnitude descomunal, resultado de uma série de fatores improváveis e simultâneos. O furacão Katrina, que arrasou Nova Orleans em 2005, é um exemplo desse tipo de fenômeno. O aglomerado de nuvens cúmulos-nimbos (CBs) que estavam na rota do Airbus era de grande porte, mas não resultava de nenhum fenômeno meteorológico extraordinário. Nuvens de intensidade maior que a do cenário do acidente costumam ser avistadas acima da América do Sul, especialmente no verão.

Uma nuvem cúmulo-nimbo pode derrubar um avião de grande porte? Sim. Nenhum avião é construído para resistir às condições extremas das áreas de atividade mais intensa de uma CB. Por isso, as normas de segurança aérea recomendam que não se atravessem nuvens desse tipo. Elas abrigam em seu interior ventos com diferentes direções e velocidade média de 200 quilômetros por hora, blocos de granizo do tamanho de maçãs e fortes descargas elétricas. Aglomerados de nuvens CBs, como os que estavam na rota do Airbus, são ainda mais perigosos, pois apresentam várias regiões de atividade intensa em seu interior, os chamados núcleos. Os riscos de avarias nas partes móveis, nas asas e nos vidros da aeronave são grandes. Esses danos podem desestabilizar o avião, provocar a despressurização da cabine ou comprometer sistemas vitais à navegação.

O piloto pode ter entrado na tempestade devido a defeitos no radar meteorológico? Sim. Um problema no radar ou um erro de interpretação do piloto ao avaliar os dados do equipamento pode tê-lo levado à decisão equivocada de seguir adiante e entrar numa área de atividade intensa da nuvem. Mesmo grandes jatos, como o Airbus A330-200, são dotados de uma única antena de radar, posicionada no nariz do avião. A uma velocidade de 870 quilômetros por hora, uma rajada de pedras de granizo com apenas 1 centímetro de diâmetro poderia comprometer a antena e a análise das condições meteorológicas. Outra hipótese é que o radar estivesse desregulado. Durante o voo, o piloto precisa fazer cerca de quatro ajustes no ângulo da antena do radar. Caso a regulagem não tenha sido precisa, o piloto pode não ter enxergado uma área perigosa da CB a tempo de se desviar dela.

O piloto pode ter decidido atravessar a CB para economizar combustível? Não. Nenhum piloto economiza combustível pondo em risco a segurança do avião.

Se os computadores dos aviões mandam mensagens via satélite sobre falhas nos sistemas de bordo, por que não enviam também as conversas na cabine e outros dados que ajudariam a esclarecer acidentes? Porque a caixa-preta já armazena uma quantidade muito grande de informações e a comunicação via satélite é muito cara.

O fato de o Airbus ter enviado alertas automáticos de panes durante quatro minutos significa que o avião levou quatro minutos para cair? Não necessariamente. Não se sabe se a última mensagem coincide com a queda do avião. A pane que danificou vários sistemas a bordo pode ter avariado o aparelho que envia os alertas automáticos.

O pitot, peça cuja falha teria iniciado a sequência de panes no Airbus, pode derrubar um avião? Isoladamente, não. Sem o pitot, o piloto fica sem informações sobre a velocidade da aeronave. Mas, nesse caso, há procedimentos-padrão destinados a garantir a segurança do voo. A dúvida é se a falha do pitot desencadeou ou não uma série de erros eletrônicos ou de pilotagem. Isso seria coerente com uma das raras certezas existentes sobre acidentes aéreos: a queda de um avião é sempre o resultado de uma combinação de fatores, e não de um único erro ou defeito.

12 junho 2009

Navios seguem para área onde foram avistados novos destroços

FONTE: Globo.com

Os navios brasileiros que participam das buscas ao voo 447 seguem, nesta sexta-feira (12), para uma região onde foram avistados destroços que podem ser da aeronave da Air France. Além disso, navios franceses equipados com sonar vasculham uma área onde provavelmente ocorreu o acidente. As informações foram passadas pelo tenente-brigadeiro Ramon Borges Cardoso, do Departamento de Controle do Espaço Aéreo.

O Airbus da Air France transportava 228 pessoas de 32 nacionalidades, entre passageiros e tripulantes. O voo, de número 447, deixou o Rio de Janeiro no dia 31 de maio às 19h30 (horário de Brasília) e fez o último contato de voz às 22h33. Às 22h48, o avião saiu da cobertura do radar de Fernando de Noronha.

Os novos destroços avistados estão em águas brasileiras. Até a quinta-feira (11), 44 corpos haviam sido reitrados do mar. Não há informações de resgate de mais corpos.

Três parentes de vítimas do acidente chegaram ao Recife nesta madrugada. Elas devem acompanhar os trabalhos no Instituto Médico Legal. A assessoria da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco disse que as informações necessárias para identificação, como tatuagens e roupas que os passageiros usavam, já foram anotadas em relatórios da Polícia Federal, preenchidos no Rio de Janeiro.

Também nesta sexta, chegaram à capital pernambucana 37 peças catalogadas pela Marinha que foram recolhidas no mar. O material foi levado por uma aeronave C-130, de acordo com Cardoso.

Os destroços devem ser analisados por técnicos franceses, que são responsáveis pelas investigações sobre as causas do acidente.



Buscas

Cardoso afirma que ainda não se sabe o ponto exato da queda da aeronave, mas os navios equipados com sonares estão vasculhando uma área específica, onde foi feito o último reporte do Airbus da Air France. "Esse ponto provável [da queda] é o que nós temos colocado como última posição de reporte da aeronave. É uma área de aproximadamente 65, 70 quilômetros de raio, a partir da posição onde houve último reporte. Essa é a área que está sendo computada como área mais provável [de queda] e é o local onde os navios franceses estão iniciando o trabalho com o sonar."

Duas aeronaves francesas que participam da operação de buscas estão paradas nesta sexta, para manutenção que já estava prevista. Cardoso diz que elas devem voltar ao trabalho de resgate no sábado (13).

Segundo o vice-almirante Edson Lawrence, a Fragata Constituição, que está navegando em direção a Fernando de Noronha com três corpos de vítimas retirados do mar, será substituída pela Corveta Jaceguai na operação de buscas.

Participam dos trabalhos 840 militares da Aeronáutica e da Marinha brasileiras.

"O Comando da Marinha e o Comando da Aeronáutica informam que, nas últimas horas, aeronaves de busca visual, deslocadas para oeste dos pontos de concentração inicial, conseguiram avistar diversos destroços, confirmando as previsões do planejamento de buscas em relação ao movimento das correntes marítimas. Navios já foram direcionados para o resgate nessas áreas.

A meteorologia indica uma acentuada piora das condições de tempo e visibilidade na área de buscas, o que poderá comprometer os trabalhos. Mesmo com as limitações meteorológicas, as buscas continuarão a ser realizadas, sempre nas áreas que ofereçam condições de voo visual a baixa altura. As condições do mar são favoráveis, com ondas de até um metro de altura.

O efetivo militar, os meios empregados, assim como a conduta adotada para as Operações de Busca, permanecem sem alteração em relação às informações prestadas anteriormente."

10 junho 2009

Senado acumula mais de 300 atos secretos para criar cargos


FONTE: Estadão

BRASÍLIA - Depois da revelação feita no mês passado por um estudo da Fundação Getúlio Vargas de que o Senado tinha mais 600 funções comissionadas e cargos com gratificação, descobre-se agora outra caixa-preta na Casa. Atos administrativos secretos foram usados para nomear parentes, amigos, criar cargos e aumentar salários. Levantamento feito por técnicos do Senado nos últimos 45 dias, a pedido da primeira-secretaria, detectou cerca de 300 decisões que não foram publicadas, muitas adotadas há mais de 10 anos. Essas medidas entraram em vigor, gerando gastos desnecessários e suspeitas da existência de funcionários fantasmas.

O Estado teve acesso a esses atos secretos, que, após o início da investigação interna, começaram a sair como "boletins suplementares", inseridos nos respectivos meses a que se referem, com data da época. Na relação, aparecem as nomeações da ex-mulher do deputado Eliseu Padilha (PMDB-RS) na Advocacia-Geral e da ex-presidente da Câmara Municipal de Murici, cidade cujo prefeito é filho do hoje líder do PMDB, Renan Calheiros (AL).

Também secreto é o ato que exonerou um neto do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), então lotado no gabinete de Epitácio Cafeteira (PTB-MA). A exoneração, pelo modo secreto, ocorreu para não dar visibilidade à existência de um parente não concursado de Sarney nos quadros da instituição no momento em que o Senado se via obrigado a cumprir a súmula antinepotismo do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na pesquisa dos técnicos do Senado, surgem ainda medidas impopulares, como a que estende assistência vitalícia odontológica e psicológica a marido ou mulher de ex-parlamentares. Os boletins secretos revelam também que mais um filho e um irmão do ex-diretor João Carlos Zoghbi (Recursos Humanos) trabalharam no Senado, além dos outros sete parentes já conhecidos.

Esses dois, João Carlos Zoghbi Júnior e Luis Fernando Zoghbi, eram lotados na Diretoria-Geral, então comandada por Agaciel Maia - exonerado em março após a acusação de ocultar a propriedade da casa onde mora em Brasília. Para abrir espaço para essas contratações, um dos atos secretos, de 24 de dezembro de 2004, cria 25 cargos na diretoria-geral.

Ex-presidente da Câmara Municipal de Murici (AL), Marlene Galdino foi lotada na Diretoria-Geral até o ano passado com um salário de R$ 5 mil. Renan Calheiros Filho é o prefeito da cidade. O Conselho Editorial do Senado, órgão criado por Sarney, foi usado, por exemplo, para abrigar, entre agosto de 2007 e outubro de 2008, Luiz Cantuária Barreto (PTB), ex-presidente da Assembleia do Amapá, com salário de R$ 7,1 mil.


Boletim

O Senado publica diariamente um boletim acessado pelos servidores com as nomeações e mudanças administrativas internas. Ao assumir a Primeira-Secretaria em fevereiro, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) foi avisado de que muitas decisões não saíram da gaveta de Agaciel - por tratarem de medidas questionáveis, a maioria para agradar ao grupo do ex-diretor e também do alto comando político. Entre eles, estão Sarney, Renan e demais ex-presidentes, como Jader Barbalho (PMDB-PA) e Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA), morto em 2007.

Enquanto as decisões públicas saem num mesmo documento diariamente, a maioria das sigilosas tem tratamento único, sem se misturar com outras medidas. A existência desse tipo de procedimento surpreendeu até os auditores da FGV, responsáveis por uma reforma administrativa no Senado.

"O próprio regulamento dispõe que muitas das competências não descritas deveriam ou poderiam ser especificadas por atos da comissão diretora e do diretor-geral. No entanto, a equipe de consultores da FGV não teve acesso a esses atos, e alguns deles nem sequer foram publicados", dizem os auditores.

A descoberta desses boletins obrigou o primeiro-secretário a oficializar uma comissão para cuidar do assunto. Em 28 de maio, Heráclito nomeou três servidores para cuidar oficialmente do tema e entregar uma conclusão até sexta-feira.

"Não tenho compromisso com o erro", afirma o senador. "Qualquer irregularidade que chegue ao meu conhecimento, eu tomo providência. Não existirão mais atos secretos no Senado. A não ser aqueles de caráter estritamente pessoal."

Sarney afirmou na terça-feira ao Estado desconhecer a existência desses atos secretos. Ele disse apoiar a divulgação desse tipo de documento. "É claro que eu apoio. A Constituição manda que todos os atos públicos sejam divulgados." Ele ressaltou ainda que, como parlamentar, cuida mais da parte política do que da administrativa.

Procurado, por meio de sua assessoria, Renan não se pronunciou. Eliseu Padilha confirmou que a ex-mulher, Maria Eliane, trabalhou no Senado de março de 2006 a dezembro de 2008. Disse que foi requisitada para dar pareceres jurídicos. "Deveriam ter publicado isso (não em ato secreto). Essa pergunta deve ser feita ao Senado."

Chega a 41 número de corpos resgatados do mar

09 junho 2009

Chega a 24 número de corpos resgatados do mar

08 junho 2009

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Aeronáutica e Marinha dizem que 16 corpos foram resgatados

Caseiro que derrubou Palocci diz que não esperava tanto "jogo sujo"


FONTE: Folha online

O caseiro Francenildo Costa, 27, cujo depoimento à CPI dos Bingos derrubou o ministro Antonio Palocci (PT), em 2006, disse que teve a vida invadida após a quebra e divulgação de seu sigilo bancário, e que o "jogo sujo" o chocou, informa reportagem de Rubens Valente, publicada nesta segunda-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

"Se eu soubesse que ia chegar a esse ponto o jogo sujo deles, eu não tinha falado. Invadiram minha vida. Eu não queria que isso acontecesse. Até a família, parentes ficaram duvidando do dinheiro", afirmou o caseiro, que hoje trabalha de bicos.

Ele diz esperar que a Justiça decida sobre a ação por danos morais que move contra a Caixa Econômica e a Editora Globo pela quebra e divulgação de seu sigilo bancário --segundo ele, uma operação que visava desacreditá-lo. À Folha, Francenildo disse esperar que a Justiça adote no seu caso a rapidez que usa no inquérito do STF.

Em 2006, Francenildo deu um depoimento à CPI dos Bingos afirmando que o então ministro da Fazenda frequentava uma mansão em Brasília usada por lobistas para fechar negócios de jogos ilegais e realizar festas. O local, conhecido como "República de Ribeirão Preto", foi alugado por ex-assessores de Palocci, que negava as acusações.

O depoimento acabou deflagrando outro escândalo, pois seu sigilo bancário foi violado ilegalmente logo após participar da CPI. Palocci é tido como possível mandante da quebra do sigilo.


Outro lado


A Caixa alegou, por meio de sua assessoria, ter havido "regularidade e legitimidade" no episódio da quebra do sigilo bancário de Francenildo.

"A Caixa apresentou contestação nos autos da ação ajuizada pelo senhor Francenildo dos Santos Costa, demonstrando a regularidade e legitimidade de todos os procedimentos adotados no âmbito da instituição em relação ao senhor Francenildo."

A CEF disse ainda que "o juiz da causa promoveu duas audiências de conciliação e também concedeu prazos visando à composição amigável entres as partes, iniciativas que resultaram infrutíferas, tendo em vista que o senhor Francenildo e seu advogado não aceitaram as propostas.

07 junho 2009

Marinha resgata 17 corpos do acidente com Airbus; outros são avistados


FONTE: Folha online

Os comandos da Aeronáutica e da Marinha informaram neste domingo que foram resgatados 17 corpos de passageiros que estavam a bordo do Airbus-330 da Air France, que desapareceu domingo passado (31) após decolar do Rio com destino a Paris, foram resgatados. Dois foram resgatados ontem, e 15 hoje. Outros corpos já estão sendo avistados

Dos corpos, nove foram resgatados pela Marinha brasileira e oito pela Marinha francesa, que auxilia nas buscas com a fragata Ventuse.

Os resgatados pela Marinha brasileira estão a caminho de Fernando de Noronha, para depois seguirem para Recife, onde serão feitos os exames de identificação. Desses nove, quatro são masculinos, quatro femininos e um ainda não foi identificado.

A Aeronáutica ressaltou que, "em Fernando de Noronha, apenas a preparação pericial inicial dos corpos será realizada. A identificação dos corpos dos passageiros e tripulantes do voo AF 447 encontrados será processada a partir de um trabalho conjunto dos peritos da Polícia Civil de Pernambuco e da Polícia Federal. Os exames pelos médicos legistas e a liberação final dos corpos acontecerá pelo IML de Recife, enquanto a Polícia Federal auxiliará com os exames genéticos e confrontos de impressões digitais".

Segundo a Aeronáutica, ainda foram encontrados dezenas de destroços e do avião acidentado. A maior parte está localizada a cerca de 1.150 km de Recife.

As buscas estão sendo feitas por 14 aviões, sendo 12 brasileiros e dois franceses, além de seis navios, sendo cinco brasileiros e um francês, a fragata Ventuse, que se incorporou à operação hoje.

As duas aeronaves francesas (Falcon 50 e Atlantic Rescue D) permanecem colaborando com as missões de busca.

Para os próximos dias, "as buscas por corpos prosseguirão simultaneamente ao resgate dos variados componentes da aeronave já localizados", informaram as autoridades.


Buscas

Durante a manhã, a Aeronáutica já havia informou localização de cinco corpos de passageiros que estavam a bordo do Airbus-330 da Air France.

Segundo a Aeronáutica, as ações de busca e resgate permanecem concentradas nos pontos onde foram localizados os corpos. A aeronave R-99, no entanto, realiza varreduras na região para identificar eventuais novos focos de destroços.


Voo 447

O voo 447 da Air France desapareceu sobre o oceano Atlântico na noite de domingo (31). O avião decolou por volta das 19h do aeroporto Tom Jobim, no Rio, com destino a Paris e fez o último contato com o comando aéreo brasileiro por volta das 22h30 de domingo.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou na terça-feira que o Airbus da Air France caiu a aproximadamente 400 milhas (740 km aproximadamente) do arquipélago de Fernando de Noronha (PE).

Não há hipóteses claras sobre o que pode ter derrubado a aeronave, mas já há certeza de que o avião sofreu despressurização e uma pane elétrica, porque a aeronave enviou alerta automático do tipo durante o voo. Sabe-se também que a aeronave enfrentou forte turbulência.

06 junho 2009

Além de corpos, Aeronáutica encontra partes da asa do Voo 447


FONTE: Estadão

São Paulo - O tenente-coronel Henry Munhoz da Aeronáutica informou na noite deste sábado, 6, que foram encontradas materiais do Airbus A330 da Air France. "(Havia) vários destroços da aeronave: entre eles assentos do avião, bem como parte das asas", afirmou. "Durante 24 por dia, continuaremos empenhados nas missões de buscas, na prioridade na busca por corpos".

Os dois corpos encontrados nesta manhã foram transferidos para a Fragata Constituição, que se dirige a Fernando de Noronha. De lá eles devem ser levados a Recife. A Aeronáutica anunciou ainda que o conteúdo da mochila, do laptop e da pasta de couro coletadas pelas equipes de busca no Oceano Atlântico será repassado apenas as famílias dos passageiros do voo 447. Caberá a elas decidir se essas informações serão tornadas públicas.

O tenente-coronel afirmou, ainda, que o estado dos dois corpos, do sexo masculino, não será apresentado. Os corpos e os itens recolhidos pela corveta Caboclo já foram repassados para a fragata Constituição. A embarcação está a caminho de Fernando de Noronha. Os corpos serão catalogados no arquipélago e, depois, enviados ao Instituto Médico-Legal (IML) do Recife, para identificação.

Munhoz informou ainda que as buscas seguem sem interrupção com prioridade para o resgate dos corpos. "A ordem de prioridade é: sobreviventes, corpos e destroços", afirmou. A operação que encontrou dois corpos de homens contou com a ajuda de aeronaves francesas e dos Estados Unidos, mas o resgate foi feito com aeronave e navio brasileiros.

As peças do avião Airbus 330 que desapareceu sobre o Oceano Atlântico há uma semana também são levadas para perícia em Recife. Ainda de madrugada, o avião radar R-99 havia descoberto uma série de pontos a aproximadamente 69 quilômetros do local do último comunicado feito pelo avião no domingo. Pela manhã, aviões de busca foram enviados à região e visualizaram os destroços.

O anúncio foi feito pelo coronel Jorge Amaral, que é vice-chefe do Centro de Comunicação da Aeronáutica. "Por volta das 5h da manhã, durante um voo de varredura, a aeronave R-99 localizou alguns pontos de destroços e solicitou o envio de outro avião para tentar o contato visual. Por volta das 8h manhã, a aeronave C-130 confirmou a visualização e reportou ao comando da operação".

Segundo o brigadeiro Ramon Borges Cardoso, os dois corpos são do sexo masculino e foram resgatados pela corveta Caboclo, da Marinha, a 470 milhas - cerca de 900 quilômetros - de Fernando de Noronha. Também foram localizadas uma poltrona, uma maleta de couro com bilhete da Air France e uma mochila com lap top. As bolsas estavam identificadas, mas não necessariamente pertenciam às pessoas cujos corpos foram encontrados.

Os dois corpos deverão chegar a Fernando de Noronha neste domingo, 7. O almirante Edison Lawrence Dantas, comandante do 3º Distrito Naval, explicou que a corveta entregará o material e os corpos recolhidos para a fragata Constituição, que tem mais velocidade e deverá chegar à área neste sábado.

Depois, a fragata seguirá para Fernando de Noronha. Quando a embarcação estiver a cerca de 300 quilômetros do arquipélago, um helicóptero da FAB irá ao seu encontro e receberá os corpos e os destroços.

A sequência do resgate, de acordo com a Aeronáutica foi a seguinte: às 8h14 foi retirada uma poltrona azul, com número de identificação 237011038331-0. Às 9h10 foi avistado o primeiro corpo. Às 9h30 o corpo foi resgatado e identificado como sendo de um homem. Às 9h50 uma mochila da marca Targus, contendo um cartão de vacinação, foi levada a bordo. Às 10h18, foi a vez uma pasta, com um bilhete aéreo da Air France, com número de identificação 0334N0302730W (a Air France já confirmou a numeração do documento). Às 11h13 foi retirado do mar o segundo corpo, também, do sexo masculino.



Identificação

De manhã, cinco peritos em identificação da cadáveres da Polícia Federal haviam chegado a Fernando de Noronha, onde estão baseadas as buscas, aumentando os rumores sobre o encontro de corpos.

Apesar da presença da equipe, de acordo com o vice-almirante Edison Lawrence, os corpos e objetos localizados passarão "pouco" tempo na ilha. "Estamos separando e fotografando tudo o que está a bordo e as imagens estão sendo repassadas para os centros de comando da operação de busca, no Brasil, e de investigação, na França", destacou o militar.

Em Recife, a Polícia Civil fechou, por volta das 16 horas deste sábado, a rua onde está situado o Instituto Médico Legal (IML), no bairro Santo Amaro, na região central da capital. Nesta semana, durante reuniões, as Polícias Científica e Federal, a Aeronáutica e a Secretaria de Defesa Social traçaram três planos.

Os dois primeiros foram preparados para caso seja encontrada uma pequena quantidade de corpos ou para uma situação mediana. Se foram localizados mais de 150 corpos e fragmentos, o IML será isolado para os trabalhos de identificação das vítimas do acidente com o Airbus A330. A demanda diária será transferida para hospitais públicos da região, a exemplo do Hospital da Polícia Militar.

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