Featured Video

15 maio 2009

Goiano que matou a inglesa pega 21 anos


FONTE: Revista Veja

O goiano Mohammed D'Ali Carvalho dos Santos foi condenado a 21 anos de prisão pelo assassinato da inglesa Cara Marie Burke. A sentença foi anunciada no final da noite desta quinta-feira pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, presidente do 1º Tribunal do Júri de Goiânia. A condenação foi anunciada depois de treze horas de sessão. Além de ter matado Cara, ele esquartejou seu corpo e o escondeu. O crime aconteceu no ano passado, em Goiânia. Ele cumprirá a pena na própria cidade - já estava detido desde julho do ano passado no complexo de Aparecida de Goiânia.

O advogado de Santos, Carlos Trajano, deu pistas de que não entrará com recurso contra a sentença. "Vamos analisar a possibilidade de recurso, uma vez que a pena aplicada está dentro do que a defesa previa. Consideramos que foi uma pena justa, pois calculávamos que seria entre 12 e 20 anos", disse ele, conforme reportagem do portal UOL. Réu confesso, o jovem goiano foi ao tribunal defendendo a tese de que tem transtornos mentais. A promotoria, porém, defendeu que o rapaz tem capacidade de responder por seus atos. Segundo o promotor Milton Marcolino, o crime foi premeditado.

Marcolino se disse satisfeito com a condenação. "Os jurados rejeitaram por completo a tese de semi-imputabilidade, portanto não temos nenhum motivo para pensar em recurso nesse momento", disse ele. O juiz Alcântara justificou a redução da pena em um ano: "Houve uma redução de seis meses por ele ser tecnicamente réu primário, e mais seis meses por menoridade, pelo fato de ter cometido o crime quando tinha menos de 21 anos e por ter confessado espontaneamente." O irmão e a namorada de Santos estavam no tribunal. Não havia nenhum parente de Cara no local.

O crime - Em 26 de julho do ano passado, Cara e Santos tiveram uma discussão no apartamento dele. A moça disse que voltaria para a Inglaterra, depois de uma temporada de três meses no Brasil. O rapaz teve um acesso de fúria e decidiu matá-la. Trancou o apartamento, aumentou o volume do rádio, pegou uma faca de cozinha, aproximou-se de Cara e cravou a faca no meio de suas costas. A lâmina varou o pulmão esquerdo e chegou ao coração. Cara morreu em segundos. Para não manchar o piso, Santos levou o cadáver para o boxe do banheiro. Trocou de roupa e foi para uma festa. No dia seguinte, livrou-se do corpo.

Para evitar que Cara fosse identificada, esquartejou-a. Decepou-a na altura dos cotovelos, dos joelhos e no pescoço. Embalou a cabeça e os membros em sacos e fotografou sua obra com o celular. Em seguida, escondeu o tronco em uma mala e espalhou os pedaços pela periferia de Goiânia. No dia seguinte, um mendigo encontrou a mala com o tronco de Cara embaixo de uma ponte e avisou a polícia. O corpo apareceu em reportagens de TV. Uma amiga da inglesa viu a imagem no noticiário e achou as roupas parecidas com as de Cara.

A amiga ligou para o necrotério e descreveu uma tatuagem que ela tinha na nuca: um coração flechado com a inscrição "Mum" (mamãe, em inglês). Com a identificação, a polícia chegou a Santos. Ele conhecera a estudante em 2007, durante uma viagem que fez a Londres para visitar a mãe. O goiano convidou Cara para vir ao Brasil. Aqui, o casal passou a maior parte do tempo consumindo drogas. Santos planejava se casar com Cara com o objetivo de obter a cidadania britânica. Quando descobriu que ela voltaria para Londres sem ele, decidiu matá-la.

0 comentários:

Postar um comentário

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More