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30 maio 2009

ONDE É QUE LULINHA ESTUDOU MESMO, LULÃO?

Por Reinaldo Azevedo


FONTE: Blog Reinaldo Azevedo


Olhem, como se diz por aí, “na boa”, não sei como Lula consegue se olhar no espelho depois de fazer certos discursos. Tá bom, vá lá, eu sei. Eu mesmo já identifiquei aqui uma possível patologia psíquica: Lula é destituído de superego. Por que isso agora? Ontem, esse gênio da raça descobriu os culpados pela baixa qualidade do ensino: a classe média: “Uma das razões pelas quais a escola pública foi se deteriorando é porque grande parte da classe média se afastou dela. Para não brigar [por qualidade], decidiu colocar os filhos na escola particular. E pagar na mensalidade de 3º ano primário o mesmo preço de uma universidade particular”.

Não está sozinho nessa avaliação. Há alguns teóricos da educação — também de classe média ou acima disso, que jamais pisaram numa escola pública — que acham a mesma coisa. É a velha tese de que os responsáveis por seus problemas são as vítimas. Ora, a classe média se afastou da escola pública porque ela era ineficiente. Claro, claro: o pai e a mãe poderiam ter-se convertido em militantes da causa. Enquanto isso, os filhos ficariam comendo grama; enquanto isso, a esquerdopatia reinante nos sindicatos de professores ficariam promovendo greves. “Ah, os sindicatos só são assim porque as condições são ruins”. Mentira! Em São Paulo, a Apeoesp se opôs a um programa de qualificação do corpo docente. É gente que promove queima de livro. Mas me afastei um pouco.

Lula, quando ainda dirigente da oposição, poderia ter dado o exemplo. Poderia ter posto os filhos para estudar na escola pública. Quem melhor do que ele para liderar o movimento, não é mesmo? Pois se preparem para uma revelação. Sabem o Fábio Luiz da Silva, o Lulinha, o Ronaldinho de Lula? ESTUDOU EM ESCOLA PARTICULAR. É, em escola particular. Mais precisamente, no Colégio Singular, em Santo André, uma das mais conceituadas da região. Como eu sei? EU DAVA AULA LÁ.

Mas é claro que a coisa foi feita à moda Lula. Fábio estudou no Colégio Singular, mas com bolsa de estudos, entenderam? Lula, o burguês do capital alheio, pôs o seu prestígio político a serviço da concessão de um privilégio — ou vocês acham que ele não tinha dinheiro para pagar a escola do seu gênio empresarial? Tinha. Mas, vocês sabem, onde há uma mamata, Lula está lá, mamando. “O cara” até recebe pensão por ter lutado contra a ditadura, ora essa!!! Enquanto ele “lutava”, construía o PT, que o faria chegar à Presidência, constituía um patrimônio que nenhum outro trabalhador com o seu nível de instrução tem e garantia a melhor escola para os filhos — sem desembolsar um tostão por isso.

Do Singular, já saíram alunos que se transformaram em profissionais de primeiro time, alguns com renome internacional. Volta e meia, um ex-aluno de lá manda um comentário a este velho professor… Só tenho 47. É que comecei a dar aula muito cedo. Pois bem, não foi o caso de Lulinha. Cursou biologia, vagou aqui e ali etc. Quando o pai alcançou a Presidência, era monitor de Jardim Zoológico: “Lulinha, onde fica a zebra?” Ele indicava. “Lulinha, onde fica a anta?” Ele mostrava. “Lulinha, onde fica o jumento?” Ele dava o caminho. O pai chegou lá, e ele se transformou num empresário de enorme sucesso, não é? A Telemar — atual Oi, de que Sérgio Andrade, o principal financiador das campanhas do seu pai, é sócio — logo descobriu o seu talento para o mundo dos negócios. A fala a seguir é pura imaginação benevolente deste escrita: “Que é isso, Lulinha? Alguém com o seu talento em, bem…, em seja lá o que for, merece ser empresário”. E Lulinha virou empresário. A família Andrade gosta da família Lula. Custeou a educação de Lurian em Paris.

Como a gente vê, o Brasil continua mesmo a ser um país injusto. É preciso pôr um fim nesse regime que garante a existência de fidalgos — sejam eles da antes chamada “burguesia”, seja da antes chamada “classe operária”. O que o Brasil ainda não conseguiu ser, de fato, é uma República. É preciso pôr fim ao regime dos aristocratas. E Lula é o seu mais pançudo representante.

Mais uma vez, este senhor é flagrado a fazer o exato oposto do que enuncia e anuncia

A inveja desvendada

FONTE: Revista IstoÉ



Certa vez, um homem, extremamente invejoso de seu vizinho, recebeu a visita de uma fada, que lhe ofereceu a chance de realizar um desejo. "Você pode pedir o que quiser, desde que seu vizinho receba o mesmo e em dobro", sentenciou. O invejoso respondeu, então, que queria que ela lhe arrancasse um olho. Moral da história: o prazer de ver o outro se prejudicar prevaleceu sobre qualquer vontade. É por meio dessa fábula que a psicanalista austríaca Melanie Klein (1882-1960) definiu na obra "Inveja e Gratidão", um dos principais estudos já feitos sobre o tema, o comportamento de quem vive intensamente esse sentimento.

Ao mesmo tempo que o ciúme é querer manter o que se tem e a cobiça é desejar aquilo que não lhe pertence, a inveja é não querer que o outro tenha. O mais renegado dos sete pecados capitais é uma emoção inerente à condição humana, por mais difícil que seja confessá-la. Afinal, todo mundo, em algum momento da vida, já sentiu vontade de ser como alguém. Há até um lugar no cérebro reservado para a inveja. Pela primeira vez, uma pesquisa científica mostra onde ela e o shadenfreude - palavra alemã que dá nome ao sentimento de prazer que o invejoso experimenta ao presenciar o infortúnio do invejado - são processados na mente humana.

De autoria do neurocientista japonês Hidehiko Takahashi, do Instituto Nacional de Ciência Radiológica, em Tóquio, o estudo "Quando a sua Conquista É a minha Dor e a sua Dor É a minha Conquista: Correlações Neurais da Inveja e do Shadenfreude foi publicado recentemente pela prestigiada revista cientifica americana Science. Por meio de ressonância magnética realizada em 19 voluntários (dez homens e nove mulheres), na faixa etária dos 20 anos, foi possível identificar onde os sentimentos são processados no cérebro. Ao sentir inveja, a região do córtex singulado anterior é ativada.

O interessante é notar que é nesse mesmo local que a dor física se processa. "A inveja é uma emoção dolorosa", afirma Takahashi. O shadenfreude, por sua vez, se estabelece no estriado ventral, exatamente onde se processa a sensação de prazer. "O invejoso fica realizado com a desgraça do invejado", diz o pesquisador. Durante a pesquisa, Takahashi induziu os voluntários a imaginarem um cenário que envolvia outros três personagens, do mesmo sexo, faixa etária e profissão que eles. Dois deles seriam, hipoteticamente, mais capazes e inteligentes.

Dessa comparação nasce a inveja, especialmente quando as pessoas são muito parecidas. Ou seja, é mais comum uma mulher se incomodar com outra, da mesma faixa etária e profissão, do que com alguém com características totalmente diferentes. "Trata-se de um sentimento caracterizado pela sensação de inferioridade", explica o neurocientista Takahashi. "Quando há essa sensação, é porque houve comparação e a pessoa perdeu."

O ator Roberto Birindelli perdeu muitas batalhas, mas parece ter vencido a guerra. Ao longo de seus 46 anos, a inveja sempre o perseguiu. Na escola, nutria o sentimento pelos colegas de classe que conquistavam as garotas com facilidade. Na vida adulta, sofria quando um colega ator conseguia um teste para o melhor papel de uma produção.

O sentimento o corroía tanto que ele chegou a invejar o modo como uma determinada jaqueta de couro caía bem em um conhecido. "O que me deixava mal era saber que a roupa não ficaria tão boa em mim", confessa Birindelli. "A minha inveja se repetia em tantos palcos quanto houvesse situações de comparação." Insatisfeito em se projetar o tempo todo nos outros, o ator foi em busca de auto-conhecimento.

Descobriu o eneagrama (técnica para estudo do comportamento humano), fez terapia e mergulhou na meditação. "Percebi que o problema era comigo", reconhece. "Sou inseguro em relação à maneira como a sociedade me vê." Amparado, aprendeu a lidar com a questão. "Hoje em dia, sempre que vou sentir inveja de alguém, me pergunto: ser como ele é melhor do que ser quem sou?", explica Birindelli, que está no ar na novela "Poder Paralelo", da Record. Além da insegurança, a baixa autoestima, o sentimento de incapacidade e a sensação de injustiça são características comuns aos invejosos. "Pessoas bem resolvidas e esclarecidas tendem a ter menos inveja", diz o psiquiatra José Thomé, da Associação Brasileira de Psiquiatria.

Mas por que há pessoas muito invejosas e outras que passam a vida quase sem sentir essa emoção? A psicóloga Sueli Damergian, professora da Universidade de São Paulo (USP), acredita que o segredo está em não ultrapassar a linha da afeição. "A inveja é sempre fruto da admiração", diz. "Se ela ficar restrita a isso, pode funcionar como impulso para o desenvolvimento." O problema é quando essa barreira é rompida. "Se o impulso destrutivo for muito forte, o invejoso passa a viver a vida do outro e isso pode ser danoso tanto para ele quanto para o invejado."

Em casos patológicos, que, segundo especialistas, são mais comuns do que se imagina, quem sofre do mal é capaz de caluniar, perseguir, e, em casos mais extremos, desejar a morte do invejado. Há, também, os que somatizam. Nessas situações, podem apresentar quadro depressivo, autodestrutivo, agressividade e tendências suicidas. O psiquiatra Thomé acredita que, salvo os casos patológicos, as pessoas têm livre-arbítrio para viver ou eliminar a inveja. "É um sentimento muito primitivo, que deve ser trabalhado."

Entre a inveja destrutiva e a construtiva, a artista plástica Roberta Martinho, 34 anos, ficou com a segunda. Garota curiosa, ela teve consciência do sentimento ainda na pré-adolescência. Queria ser como o Visconde de Sabugosa, personagem de Monteiro Lobato, em "O Sítio do Pica-Pau Amarelo" - é recorrente a inveja de personagens fictícios ou pessoas distantes do convívio, como as celebridades. Seu segundo contato com a emoção, dessa vez mais realista, foi por meio da professora de história. "Invejava a cultura, a erudição e a inteligência dos dois", diz Roberta. Numa versão light do sentimento, ela nem chegou a desejar o infortúnio de seus invejados. "Queria ser como eles, mas não me sentia inferiorizada nem injustiçada", diz.

A maneira que encontrou para lidar com a questão foi mergulhar nos livros. "Ler muito, estudar, pesquisar", diz. Quando a pessoa consegue fazer com que o sentimento, em tese negativo, impulsione ações positivas, ela o transforma no que os especialistas chamam de inveja criativa. "Inveja, ciúme e raiva são tão importantes quanto a visão, a sexualidade e a alimentação", defende o psiquiatra Carlos Byington. "Todos eles trazem informações importantes para formar e transformar a própria identidade." Hoje, Roberta é frequentadora assídua de biblioteca e museu. E diz não sentir mais inveja de nada, nem de ninguém. "Descobri que as pessoas são únicas e que não devemos seguir padrões alheios."

Comum em toda a sorte de relações humanas, a inveja está presente até mesmo dentro de casa. As irmãs Júlia e Lídia Loyola, 25 e 23 anos, respectivamente, e suas meias-irmãs Fernanda e Gabriela Fernandes, 17 e 13, moram juntas e compartilham da incômoda emoção. Filhas da mesma mãe e de pais diferentes, estão sempre se comparando e lamentando aquilo que não são.

As mais velhas invejam a vida cheia de oportunidades das mais novas. "Aos 15 anos, quando precisava de dinheiro, trabalhava", diz Júlia. "A Fê não precisa disso." Fernanda reconhece. "Não fico tripudiando, mas reconheço que me sinto recompensada por ter vantagens em relação às minhas irmãs mais velhas, apesar de elas estudarem tanto", diz. "Ao mesmo tempo, queria ser como elas: tirar boas notas e não ficar de castigo."

O ambiente de trabalho, por sua vez, também é terreno fértil para os invejosos. Uma pesquisa das universidades de Warwick e Oxford, na Inglaterra, mostra que nem sempre se inveja a maneira de ser do rival, mas suas posses. No experimento, os entrevistados poderiam ganhar ou "queimar" o dinheiro do concorrente, sob o custo de perder parte de sua verba - 62% dos participantes escolheram se voltar contra o outro. Segundo a psicóloga Glaura Maria Verdiani, autora da tese de mestrado "Um Estudo sobre a Inveja no Ambiente Organizacional", pelo Centro Universitário de Araraquara (SP), é provável que esse sentimento esteja impregnado em 100% das relações profissionais.

"Em uma equipe de 30 pessoas, é possível que todos invejem alguém, em algum nível", revela. A emoção pode ter origem em qualquer um e partir para diferentes direções. Acontece entre pessoas do mesmo cargo, funcionários de funções inferiores e superiores. "Há chefes invejosos de seus subordinados, que são mais jovens, mais dispostos e, muitas vezes, mais talentosos", diz Sueli.

Aos 28 anos, a designer Claudia Neves foi vítima da inveja em seu local de trabalho. Até seis meses atrás, ela era a única funcionária entre vários homens do departamento em que trabalhava, numa agência de publicidade em São Paulo. Sua vida profissional virou de pernas para o ar com a chegada de outra garota, da mesma idade, que passou a dar expediente numa função com remuneração menor. No início, as duas se davam bem - ao menos aparentemente. Até que a nova colega passou a evitá-la e agir de maneira estranha.

"Ela não fazia o tipo feminina e, de repente, começou a me pedir dicas de maquiagem", conta Claudia. Além disso, mais gordinha, passou a se preocupar com a quantidade de calorias que ingeria. "Essa neurose começou depois que os meninos compararam o corpo dela com o meu", diz. Com o tempo, o melhor amigo de Claudia se afastou. E seu supervisor passou a implicar com seu trabalho.

A designer desconfia que foi vítima de calúnias. "Certa vez, meu chefe foi grosseiro comigo", conta. "Nessa hora, pude ver no rosto dela que estava rindo por dentro." Triste com a situação, Claudia pediu para ser demitida. "O ex-marido dela me disse que ela tinha ódio mortal de mim e queria me destruir", conta. Apesar da atitude drástica que teve de tomar, ela não acredita que a colega tenha saído vitoriosa. "Ela conseguiu me eliminar, mas estou muito feliz fora de lá", afirma.

Em novembro passado, nos Estados Unidos, o ex-âncora de telejornal Larry Mendte, 51 anos, além de demitido, foi condenado a pagar uma multa de US$ 5 mil (R$ 10,1 mil) e a prestar 250 horas de serviços comunitários por violar o e-mail de sua colega de bancada, Alycia Lane, 36 anos. Por dois anos, Mendte enviou mensagens se fazendo passar por ela para veículos de imprensa e colegas de trabalho. Durante o caso, admitiu ter inveja por causa do salário anual de US$ 780 mil (R$ 1,6 milhão) de Alycia. "O meu papel na emissora estava sendo reduzido quando ela me falou que era a nova estrela", disse, à época.

Assim como os demais sentimentos, a inveja vem de berço. Segundo Melanie Klein, até mesmo os bebês nutrem esse sentimento. Eles invejam o seio materno, capaz de alimentá-los e confortá-los. A emoção, no entanto, começa a se tornar mais visível na primeira infância e se manifesta na forma de cobiça. Pedro, 5 anos, e Isabela, 4, são primos e estudam juntos. "Eles disputam tudo: a atenção da família, dos professores, dos colegas", diz a educadora Caroline de Oliveira, 32 anos, mãe de Pedro. "Isabela é mais de cobiçar os brinquedos do primo, e ele, por sua vez, disputa a atenção das pessoas quando ela se destaca." Para lidar com a atenção, a mãe explica para o filho que não é possível ter tudo o tempo todo. "Tento prepará- lo para lidar com essa sensação, que estará sempre presente."

A psicóloga Sueli, da USP, assina em baixo. "É importante eliminar os sentimentos de inferioridade e baixa autoestima e mostrar o outro lado", explica. "Se a pessoa não é boa em algo, certamente será em outra coisa." Afinal de contas, a melhor maneira de domar o sentimento da inveja é, assim como fez o ator Birindelli, identificá-lo e aprender a lidar com ele. Graças a seu esforço, ele hoje circula satisfeito com a jaqueta de couro que tanto invejou no outro e, finalmente, comprou.

[Link da reportagem CLIQUE AQUI]

Fenômeno Susan Boyle perde programa de calouros no Reino Unido


FONTE: Globo.com

O mundo todo esperava, mas o público que votou na grande final do programa "Britain's got talent" não quis: Susan Boyle, maior fenômeno recente da música britânica perdeu o prêmio principal para um grupo de dançarinos chamado Diversity.

A última etapa da atração aconteceu neste sábado (30), e Boyle deixou de faturar o prêmio de 100 mil libras (aproximadamente R$ 320 mil), e a oportunidade de se apresentar diante da rainha, durante o Royal Variety Show.

Ao saber da notícia, Boyle afirmou: "As melhores pessoas venceram. Desejo a vocês o melhor". Questionada sobre seus planos, ela disse que quer lançar um disco. E encerrou: "Que jornada! Foi inacreditável e uma lição de humildade".

Vestindo um elegante longo prateado –bem diferente do estilo simples apresentado na primeira etapa da da competição–, ela cantou a mesma música que a consagrou: “I dreamed a dream”, do musical “Les misérables” (assista ao vídeo da apresentação).

No fim da apresentação, disse que queria agradecer o apoio de todos, de sua cidade natal e também do público. “Foi uma semana de muita pressão para todos nós. Mas valeu muito a pena. Me sinto em casa no palco. Afinal, estou entre amigos”, afirmou Boyle.

Após o show, a escocesa foi aplaudida de pé tanto pelo público quanto pelo jurados, que a exemplo das outras apresentações, foram só elogios para a cantora. "Você foi o centro das atenções do mundo, saíram notícias negativas a seu respeito. Mas eu só conseguia pensar que, para responder aos críticos, você deveria subir neste palco e cantar a canção pela qual nos apaixonamos, ainda melhor do que na última vez", afirmou Piers Morgan, um dos jurados. "Eu deveria ser imparcial, mas esqueça! Você é a melhor e deveria vencer essa competição."

Conhecido como durão, Simon Cowell também apoiou a competidora. "Você tinha todo direito de sair do programa. Muita gente disse que você não deveria estar aqui. Ganhando ou perdendo, você voltou, enfrentou os críticos e os superou. Isso é o mais importante. O que quer que aconteça, você pode sair daqui de cabeça erguida."


Diversity

O grupo de dançarinos que surpreendeu ao deixar Boyle em segundo conquistou o Reino Unido com uma dança cheia de acrobacias ao som de um mix de rap e dance music, com efeitos eletrônicos.

Muito aplaudido pelo público e também pelos jurados após o show (veja aqui), os integrantes afirmaram estarem muito satsifeitos por ter chegado tão longe na competição.

Os jurados, no entanto, se mostraram mais otimistas. Amanda Holden apostou na vitória do grupo, e Simon chegou a afirmar que lhes daria nota 10, definindo sua apresentação como "perfeita".



Pronta para faturar

A escocesa de cabelo rebelde, não se parece em nada com uma estrela. É gordinha, de aparência melancólica e não tem o sorriso típico das celebridades. Mas sua voz de ouro a tornou uma das favoritas no “Britain's got talent” e celebridade da internet. O vídeo da primeira apresentação da caloura no programa já ultrapassou a marca dos 60 milhões de acessos no YouTube.

Com um fã-clube de famosos, que inclui a atriz Demi Moore e a cantora Cyndi Lauper, Boyle ofuscou todos os outros candidatos. Especialistas na área de entretenimento afirmaram ao jornal “Telegraph” que o interesse do público por Boyle não deve diminuir com o fim do programa. Paul Pott, primeiro vencedor da atração em 2007, faturou quase cinco milhões de libras, e a cantora escocesa deve superá-lo facilmente.

Alguns grandes nomes da música já manifestaram vontade de gravar com Boyle. Elaine Paige, a heroína da competidora, e Andrew Lloyd Webber também consideraram parcerias com ela. Fontes da indústria fonográfica cogitam, no entanto, que a prioridade de Boyle é gravar um álbum para o selo Syco, de Simon Coweel, produtor e jurado do programa.

As apostas para o álbum são grandes, já que Boyle, ao contrário dos competidores anteriores do “Britain’s got talent”, ganhou fama internacional e sua vida vem sendo acompanhada dia-a-dia por paparazzi, jornalistas e pelo público do mundo todo. Sua simples aparição provoca tanto ou mais comoção do que sua música.

Mas até agora o sucesso não trouxe nenhum retorno financeiro para Boyle. “Pelo que podemos perceber, não acho que ela teve retorno financeiro algum, o que é uma vergonha”, explica Matt Fiorentino, porta-voz da Visible Measures, uma empresa de Massachusetts que acompanha os sucessos do YouTube.

“Nós contamos centenas de milhares de comentários sobre ela, e o público está ávido por um álbum. As pessoas realmente se apaixonaram por ela”, diz Fiorentino.

Segundo ele, a primeira performance de Boyle - quando ela surpreendeu os céticos jurados e a plateia com sua voz de anjo - foi perfeita para o YouTube. Se tornou o quinto vídeo mais visto de todos os tempos. “Ela tem a história perfeita para este tipo de mídia”, avalia Fiorentino. “As pessoas a julgaram pela aparência, e aí ela revelou essa voz fantástica e se tornou um sucesso."


Vizinhança

A competição se tornou o único assunto em Blackburn, o pequeno vilarejo escocês onde Susan Boyle era uma cantora comum nas noites de karaokê do pub local. “Estamos todos torcendo por ela”, contou o gerente do pub Jackie Russel, antes da final do programa. "O melhor ainda está por vir”, apostou, certeiro.

Telões foram instalados no vilarejo e estava prevista uma festa no centro comunitário onde Susan era voluntária.

29 maio 2009

Suzane Richthofen acusa promotor de assédio


FONTE: Globo.com

A Corregedoria Geral do Ministério Público Estadual (MPE) investiga a veracidade de um depoimento de Suzane von Richthofen, de 25 anos, prestado à juíza da Vara de Execuções da Comarca de Taubaté, no Vale do Paraíba (SP). Condenada pelo assassinato da mãe e do pai, em outubro de 2002, Suzane declarou que o promotor de Justiça Eliseu José Berardo Gonçalves se apaixonou por ela e a levou duas vezes para seu gabinete quando esteve presa na Penitenciária de Ribeirão Preto. O promotor nega todas as acusações.

Em depoimento, Suzane afirmou que o promotor, da Vara das Execuções Criminais de Ribeirão Preto, esteve na unidade prisional para tirar algumas fotos da cela onde ela convivia com outras presas. Suzane disse que dias depois ela foi conduzida ao gabinete do promotor, em local fora da prisão, e permaneceu a sós com ele por várias horas.

O promotor teria feito indagações sobre a vida pessoal dela. Após 10 dias, ela disse que foi novamente levada ao gabinete dele, de ambulância e sem algemas. O promotor teria providenciado música ambiente, com CDs românticos, e disse que havia se apaixonado por ela.

O promotor Eliseu José Berardo Gonçalves negou as acusações feitas por Suzane. Ele disse que ela terá de provar na Justiça tudo o que declarou. Gonçalves afirmou ainda que o depoimento dela foi há uns dois anos e que a Corregedoria-Geral do MPE investiga o caso.

“A Corregedoria é um órgão sério e isento. Estou tranquilo. Tenho consciência do que fiz”, argumentou. O promotor admitiu ter ido à cela de Suzane e tirado fotos, pois, segundo ele, havia denúncia de supostos privilégios às presas. Gonçalves também confirmou que Suzane foi duas vezes a seu gabinete para ser ouvida sobre as supostas regalias.

27 maio 2009

Coreia do Norte lança 6º míssil em 3 dias e ameaça Coreia do Sul


FONTE: Folha online

A Coreia do Norte manteve nesta quarta-feira a provocação às críticas internacionais. Depois de lançar, pelo terceiro dia consecutivo, um míssil de curto alcance em sua costa leste, o regime de Pyongyang encerrou o armistício assinado em 1953, após a Guerra das Coreias, e ameaçou atacar a vizinha Coreia do Sul como retaliação por aderir à iniciativa americana contra o tráfico de armas de destruição em massa.

A imprensa norte-coreana relata ainda que o país retomou a atividade de produção de plutônio com fins militares.

O regime comunista, que argumenta estar "defendendo sua segurança", ainda não afirmou o que pretende obter da comunidade internacional com tantos desafios às críticas --que incluem até mesmo a sua principal aliada China-- e até mesmo a violação da resolução do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), que estuda agora um novo texto contra o país asiático.

A escalada da tensão começou com o teste nuclear anunciado na segunda-feira (25) pelo regime norte-coreano e que originou uma grave crise internacional. Nesta segunda-feira, o Conselho de Segurança concluiu que o segundo teste nuclear feito pela Coreia do Norte violou a resolução emitida pelo conselho em 2006, quando o regime norte-coreano fez seu primeiro teste nuclear.

Analistas afirmam que a Coreia do Norte quer pressionar Washington e o governo do novato Barack Obama para ter uma posição privilegiada ao exigir o fim das sanções econômicas e o reconhecimento diplomático na mesa de negociações pela desnuclearização.

A Coreia do Norte ameaçou nesta quarta-feira atacar a Coreia do Sul como reação assim à decisão tomada nesta terça-feira por Seul de aderir à iniciativa americana contra o tráfico de armas de destruição em massa (PSI, na sigla em inglês), que permite a abordagem de navios suspeitos.

A Coreia do Norte anunciou que responderá com um ataque militar se seus navios forem interceptados e que também não garante a segurança dos navios estrangeiros no mar Ocidental (mar Amarelo), onde em anos recentes os dois países mantiveram confrontos armados.

O presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, agradeceu à população a "maturidade" com que está recebendo as ameaças norte-coreanas.

Uma fonte militar afirmou à agência Yonhap que seu país tem superioridade naval e repelirá qualquer ataque.

A península coreana é uma das áreas mais militarizadas do mundo, com 1 milhão de soldados da Coreia do Norte, 655 mil da Coreia do Sul e outros 28.500 militares americanos assentados em território de seu aliado sul-coreano desde o final da Guerra da Coreia.


Mísseis

A Coreia do Norte lançou também nesta quarta-feira (terça-feira no Brasil), pelo terceiro dia consecutivo, um míssil de curto alcance em sua costa leste, informaram fontes oficiais sul-coreanas citadas pela Yonhap, agência estatal de notícias da Coreia do Sul.

Fontes da Presidência da Coreia do Sul disseram à Yonhap que, pouco depois de 9h (21h desta terça-feira no horário de Brasília), a Coreia do Norte disparou outro míssil de terra em direção ao mar do Leste.

Fontes sul-coreanas disseram à Yonhap que o regime de Kim Jong-il estaria preparando lançamentos adicionais na costa oeste de mísseis anticruzeiro KN-01, similares aos Silk Worm e com um alcance máximo de 160 quilômetros. O objetivo seria desencorajar sobrevoos espiões sul-coreanos e norte-americanos no país.

A Coreia do Norte proibiu a navegação de navios entre os dias 25 e 27 em uma região do litoral oeste da província de Pyongan do Sul, e, por isso, não se descartam lançamentos de outros foguetes. Fontes da defesa sul-coreana estimam que a Coreia do Norte tem, no total, 800 mísseis, entre eles alguns de longo alcance Taepodong, como o que lançou em 2006, e 200 Rodong, com alcance de 1.300 km.


Plutônio

A Coreia do Norte voltou ainda a processar combustível nuclear para produzir mais plutônio com fins militares, informa a imprensa sul-coreana.

O jornal "Chosun Ilbo" afirma que testemunhas viram a saída de vapor recentemente de uma área de Yongbyon, ao norte de Pyongyang, um sinal de que foram reativadas as instalações que produzem plutônio, que pode ser utilizado na fabricação de bombas nucleares.

"Os satélites espiões americanos detectaram vários sinais, como o vapor de água, que mostram que as instalações de tratamento, que estavam paralisadas, foram reativadas", informa o jornal.

A Coreia do Norte anunciou em 14 de abril a retirada das negociações do Grupo dos Seis (Rússia, Coreia do Norte e Coreia do Sul, Estados Unidos, Japão e China), o fim da cooperação com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e a reativação das instalações nucleares, depois que o país foi condenado no Conselho de Segurança da ONU pelo lançamento de um foguete no último dia 5 de abril.

Pyongyang havia se comprometido em fevereiro de 2007 a fechar as instalações de Yongbyon que produzem plutônio, material que pode ser utilizado na fabricação da bomba nuclear.

O "Chosun Ilbo" destaca que se Coreia do Norte processar 8.000 barras de combustível de Yongbyon pode obter entre seis e oito quilos de plutônio, o suficiente para fabricar uma bomba nuclear.

24 maio 2009

Susan Boyle volta à semi final do Britain's Got Talents 2009 e...



está classificada para a grande final!

21 maio 2009

Pronto para inocentar Palocci, STF reforça condenação de mulher que furtou duas caixinhas de chiclete

Por Jorge Serrão


FONTE: Alerta Total

O deputado federal e ex-ministro Antonio Palocci (PT-SP) já tem data marcada para ser inocentado pelo crime de quebra de sigilo funcional, sob acusação de mandar violar o sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa. No próximo dia 4 de junho, uma quinta-feira, o Supremo Tribunal Federal vai julgar o caso do petista – que tem foro privilegiado e tudo para se livrar de condenação. A tese é de que não há provas materiais objetivas de que a ordem para ferrar Francenildo tenha partido de Palocci – mesmo que o fato lhe interessasse diretamente.

Enquanto o dia de Palocci não chega, o Marco Aurélio Mello negou ontem um habeas corpus a uma mulher que foi condenada a dois anos de prisão. O crime cometido por ela foi ter furtado caixas de chiclete que, juntas, somavam R$ 98,80. O crime hediondo ocorreu em Sete Lagoas, Minas Gerais, em 2007. De repente, se tivesse ocorrido em Brasília, com um político que tem o privilégio de ser julgado pela suprema corte tupiniquim, o resultado fosse outro. Quem sabe a moça não teria direito a uma delação premiada que a livraria da cadeia – como já ocorre com os “mensaleiros”?

O ministro Marco Aurélio, corretamente, desconsiderou a suposta “insignificância” do crime. Destacou que não se tratava de "furto famélico" - quando a pessoa furta alimentos para saciar a fome. Além disso, o ministro levou em conta que a mulher já tinha sido condenada por crimes semelhantes. O caso do chiclete – que de apreciação constitucional tem nada - será julgado em definitivo pela Primeira Turma do STF, em data ainda não marcada.

Já Palocci espera a decisão do Supremo para se candidatar a um cargo majoritário no ano que vem. Seja ao Governo de São Paulo (sem chances) ou até à Presidência da República (com menos chances ainda). Embora tenha sido obrigado a renunciar ao poderoso cargo de Ministro da Fazenda, em março de 2006, depois que foi acusado de pedir à Caixa Econômica Federal para quebrar informalmente o sigilo bancário do caseiro Francenildo – que o denunciara por freqüentar uma mansão em Brasília destinada a lobby e prostituição de luxo -, Palocci aposta que sai desta para uma melhor.

Entre março de 2008 e março de 2009, 14 ações penais, libertando os condenados com base no princípio da insignificância. Na semana passada, o ministro Ricardo Lewandowski suspendeu uma ação penal contra um homem acusado de furtar água encanada, no Rio Grande do Sul. Segundo o Ministério Público, a ligação clandestina causou prejuízo de R$ 96,33 à Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan). O princípio da insignificância valeu.

Na última terça-feira, a Segunda Turma do STF concedeu habeas corpus a um homem acusado de tentar furtar cinco barras de chocolate num supermercado mineiro, pelo mesmo princípio. Decisão semelhante beneficiou um homem condenado pelo furto de sete cadeados e de um condicionador de cabelo avaliados em R$ 86,50. O STF anulou a pena de dois anos de prisão e multa.

Em Mato Grosso do Sul, um jovem foi condenado a sete anos e quatro meses de prisão pelo furto de um pacote de arroz, um litro de catuaba, um litro de conhaque e dois pacotes de cigarro, somando R$ 38. Mesmo que entre os itens furtados houvesse produtos não essenciais, os ministros do STF consideraram que o valor financeiro era muito pequeno para justificar a condenação.

19 maio 2009

Fusão da Perdigão e Sadia cria "grande multinacional brasileira"




FONTE: Folha online


A fusão entre Sadia e Perdigão, que resultou na criação da Brasil Foods (BRF), dá origem a uma "grande multinacional brasileira", anunciaram nesta terça-feira o presidente da Perdigão, Nildemar Secches, e o presidente do Conselho de Administração da Sadia, Luiz Fernando Furlan. O acordo foi assinado ontem à noite e anunciado nesta manhã ao mercado. Pelo acordado, 68% do capital da nova empresa ficará com acionistas da Perdigão e 32% com acionistas da Sadia.

"É uma grande multinacional brasileira de alimentos processados", definiu Secches em entrevista coletiva, em São Paulo, concedida para explicar os detalhes do negócio. "Estamos criando um campeão, que provavelmente se tornará o maior processador de carne do mundo", afirmou Furlan.

"Não tem nenhum banqueiro nem jornalista que nos visitou nos últimos anos que não nos perguntasse sobre isso [fusão], era uma solução óbvia", disse Secches.

A primeira ação conjunta da Brasil Foods será uma oferta pública de ações no valor estimado de R$ 4 bilhões para captar recursos. A previsão é realizar a operação já no final de julho. Os recursos serão utilizados integralmente para abater dívidas da nova empresa, que já nasce com endividamento de R$ 10 bilhões.

Segundo Furlan, a dívida remanescente, de R$ 6 bilhões, "é confortável" ante o faturamento conjunto, que ficará na casa de R$ 30 bilhões por ano.

Sobre o risco de não ser alcançada a captação de R$ 4 bilhões, Secches disse que ele não existe. "Quase metade da operação já está colocada. O BNDES já mostrou interesse", disse ele. "Poderia ser até mais [de R$ 4 bi], mas o recurso já é suficiente."

No Rio, o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, confirmou hoje que tem interesse em participar da nova empresa e vai esperar o lançamento de ações. A participação ocorreria com o BNDESPar, subsidiária de investimentos do banco.

Ainda sobre a emissão, Furlan acrescentou que, devido à decisão de fazer a captação, serão reavaliadas as decisões da Sadia de se desfazer de alguns de seus ativos para poder cobrir as dívidas contraídas com as operações de derivativos.

Conforme as empresas, as ações da Brasil Foods continuarão a ser negociadas no Novo Mercado, ambiente da Bovespa que exige maior grau de governança corporativa e em que hoje está listada a Perdigão.


Sinergias, preços e concorrência

Em relação às sinergias de Sadia e Perdigão, o que costuma resultar em demissão, Secches disse que não há consenso, mas resultaria em uma economia que varia entre R$ 2 bilhões e R$ 4 bilhões.

Furlan, por sua vez, garantiu que não haverá demissões no chão de fábrica, uma vez que o objetivo da fusão é ganhar mercado e, por consequência, produzir mais, gerando mais empregos.

Sobre a possibilidade de a fusão trazer aumento de preços, uma vez que cairia a concorrência, Secches disse que espera exatamente o contrário. "O objetivo da fusão é melhorar a competitividade e, automaticamente, ter preços melhores." Além disso, acrescentou Furlan, a empresa pretende repassar ao mesmo parte das sinergias para o bolso do consumidor.

Os dois executivos ainda lembraram que, apesar de deterem fatia grande dos mercados de carnes processadas e massas congeladas, isso não significa que não possuem concorrente. "Do jeito que vocês falam, parece que não temos concorrentes. No Brasil, existem vários deles, sem contar com os estrangeiros, como Cargill, Tyson e Bunge", disse Furlan.

"Falam muito do mercado de pizzas, mas temos a concorrência de um monte de padarias e pizzarias por aí", brincou Secches.


Brasil Foods

A nova empresa nasce com os apostos de décima maior empresa de alimentos das Américas, segunda maior indústria alimentícia do Brasil (atrás apenas do frigorífico JBS Friboi), maior produtora e exportadora mundial de carnes processadas e terceira maior exportadora brasileira (atrás de Petrobras e da mineradora Vale).

Com cerca de 119 mil funcionários, 42 fábricas e mais de R$ 10 bilhões em exportações por ano (cerca de 42% da produção), a gigante surge com um faturamento anual líquido de R$ 22 bilhões.

A fusão foi concretizada depois de meses de negociações. A elaboração final do contrato, informa a reportagem, foi marcada por muitas idas e vindas entre advogados e executivos de bancos de investimentos envolvidos no acordo.

As discordâncias eram com relação ao valor patrimonial do banco Concórdia, que pertence à Sadia. Desde o início, estava decidido que a área financeira do grupo ficaria fora da BRF. A avaliação de seu valor para baixo, no entanto, significou milhões de reais a menos em ações, para os acionistas da Sadia.

No processo de fusão previsto, a Perdigão muda de nome para BRF e a Sadia para HFF, e em seguida ocorre a incorporação das ações da HFF pela BRF. Os Conselhos de Administração das duas empresas serão formadas pelas mesmas pessoas, e o presidente de uma será co-presidente da outra --ou seja, o controle será dividido entre Secches e Furlan.

Segundo o comunicado, o acordo foi aprovado pelos Conselhos de Administração das duas empresas e ainda precisa passar por adesão dos acionistas de ambas. "A concretização da associação também depende da apresentação da operação aos órgãos antitruste de outras jurisdições nas quais essa exigência legal seja necessária, em virtude de a Perdigão e a Sadia possuírem operações."

Entre esses órgãos estão, por exemplo, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e a SDE (Secretaria de Direito Econômico).


17 maio 2009

Até quando seremos tão babacas?

Por Jorge Serrão

FONTE: Alerta Total

O ministro Joaquim Barbosa promete acelerar o julgamento do “mensalão petista” – que ninguém arrisca uma data para terminar, punindo ou não alguém. Barbosa ameaça denunciar um fato gravíssimo no plenário do Supremo Tribunal Federal: as várias chicanas jurídicas praticadas por réus e testemunhas para embolar o caso. As armações defensivas dos 39 réus incluem endereços inexistentes de testemunhas, inclusive que se mudaram para o exterior, recusas a prestar depoimento e contestação de perícias.

Barbosa tomou recentemente uma decisão que merecia mais destaque na mídia que sua briga com Gilmar Mendes. Desmembrou o inquérito do “mensalão tucano”, que até agora tem 42 volumes. E decidiu que apenas o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), por ter foro privilegiado, será julgado pelo STF. Os outros 14 réus vão enfrentar tribunais de primeira instância. É mais um problema para Marcos Valério Fernandes de Souza. O publicitário é réu tanto no escândalo petista quanto no tucano. Mas os mensaleiros sabem que tudo vai dar em nada - como é de costume por aqui.

Para consagrar a impunidade reinante no Brasil, nada melhor que saber que agora vive em Paris o cirurgião plástico Hosmany Ramos – condenado há 57 anos de prisão e foragido da Justiça. Hosmany revelou que fugiu do Brasil, com documentos falsos, embarcando em um vôo regular da Air France. Breve, lançará seu livro “O Goleador”, pela Geração Editorial, depois de avisar a amigos que não fugiu da prisão, mas que “retomou a liberdade que merecia”. Mais um retrato perfeito de um País em que o crime compensa, e muito.

Retomando o mensalão, Joaquim Barbosa resolveu empurrar um pepino para frente. Só vai decidir, no ano que vem, se o chefão Lula da Silva prestará depoimento de defesa solicitado por Roberto Jefferson. Em plena campanha eleitoral de 2010, Barbosa vai eletrizar o País com sua decisão. Como presidente, Lula tem a prerrogativa de marcar data, hora e local para ser ouvido. O duro é que - conforme promessa solene de toda testemunha - ele não poderá mentir... O que não será tarefa fácil...

Voltando ao Joaquim Barbosa, o ministro anda preocupado com o desgaste da imagem do Judiciário. A preocupação vai muito além das conseqüências de sua guerra de vaidades com o presidente Gilmar Mendes. A imprensa em geral deu pouquíssimo destaque a uma reportagem do Estadão, de 10 de maio, denunciando que o STF sofre de uma doença muito comum ao Congresso Nacional: a falta de presença em dias de trabalho. De 24 sessões plenárias, apenas seis tiveram as presenças de todos os 11 ministros – que ganham os salários mais altos do poder público.

Honra aos cinco ministros que cumpriram a obrigação de ir a todas as sessões do STF: Carlos Alberto Direito, Ricardo Lewandovski, Carmem Lúcia, Ayres Britto e Marco Aurélio de Mello. Já o ranking de faltas é liderado, com nove faltas cada um, pelos ministros Celso de Mello e Ellen Gracie (há muito tempo priorizando sua indicação para a Corte de Apelação da Organização Mundial do Comércio). Barbosa faltou 4 vezes. Gilmar, seu desafeto, três. Eros Grau duas vezes e Cezar Peluzzo, uma.

Outro fato gravíssimo mereceu pífia atenção da mídia amestrada. Eros Grau acabou condenado culpado em um processo de violação contra a lei de licitações. O processo era bem antigo. Foi aberto bem antes de Eros ser indicado por Lula para o STF. A situação é assustadora. Afinal, só pode atuar na suprema corte quem tem reputação comprovadamente ilibada. E quem tinha processo antes de ir para lá sequer deveria ter ido para lá. E agora, José? Inês é morta? Se for, que a terra lhe seja leve!

Outro desgaste imenso para o Judiciário tupiniquim pode ter desdobramentos graves. O corregedor-geral do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, desembargador André Nabarrete, alimentou uma guerra interna no TRF3. Tudo porque abriu procedimento administrativo contra 134 magistrados que subscreveram o histórico manifesto pela independência da toga. O documento, de apoio ao juiz Fausto Martin De Sanctis, foi divulgado em julho de 2008, em meio à crise institucional contra Gilmar Mendes, em função da Operação Satyagraha, contra o banqueiro-amigo Daniel Dantas e companhia limitada.

O inferno do Judiciário não acaba. Pegou muito mal a notícia de que a poderosa Federação dos Bancos pagou passagens, hospedagens e refeições para que um grupo de 42 juízes do trabalho e ministros do Tribunal Superior do Trabalho participassem do “16º Ciclo de Estudos de Direito do Trabalho” da Febraban. O evento, fechado ao público profano, foi promovido pelos banqueiros, no feriadão de 21 de abril, em um luxuoso resort cinco estrelas na Praia do Forte, na Bahia. As diárias do lugar variam de R$ 718 a R$ 1.277.

Por que os banqueiros só convidaram a cúpula da Justiça trabalhista para o congresso? O pagamento destas despesas dos magistrados não poderia ser considerada uma remuneração indireta? Será que proximidade entre juízes e advogados trabalhistas dos bancos é boa para a imagem do Judiciário? As perguntas têm respostas tão delicadas que a Associação nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra) preferiu nem comentar a presença de ministros, desembargadores e juízes no evento dos banqueiros.

O Globo deste domingo informa que uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), prevista para entrar em vigor nos próximos dias, determina que carros oficiais não podem ser usados para passear, apenas para trabalhar. Magistrados de todo o país deverão estacionar esses veículos em uma garagem diariamente, ao fim do expediente, e em feriados e fins de semana. A medida foi criada para evitar abusos - como fazer viagens ou levar crianças para a escola. Será que a nova regra vai pegar?

Quer mais fogo no inferno do Judiciário, então vamos falar da maldição dos precatórios. Eis uma vergonha nacional que comprova os prejuízos para os cidadãos da total insegurança do direito no Brasil. A Justiça reconhece e manda pagar créditos reclamados por cidadãos e empresas contra o poder público. Acontece que o Executivo não paga. Governadores, prefeitos, empresas públicas se lixam para o contribuinte. E fica tudo por isto mesmo. Quem tem direito a receber o precatório vai reclamar com quem?

Agora, o calote oficial tem chance de ser consagrado com a Proposta de Emenda Constitucional PEC 12/2006 do Senado, que virou a PEC 351/2009 na Câmara. A Ordem dos Advogados do Brasil tem gritado, no vento, contra a armação. Deputados e senadores fazem uma legislação contra o cidadão-eleitor-contribuinte, desrespeitando as decisões do Judiciário, em favor do Executivo historicamente desonesto e que reina impune.

Cadê a Justiça? Agora, o desgoverno capimunista e neolibertino vai botar de novo na poupança do brasileiro, e, certamente, ninguém fará nada! Quem ganha menos vai pagar ainda mais importo com a incidência do Imposto de Renda sobre a soma anual da renda do contribuinte. A metida que a equipe econômica fará na poupança é inconstitucional. O amestrado Congresso deve aprovar, mesmo que a contragosto. E a Justiça não fará nada?

Trata-se de O Estado contra o Povo – como escreveu ontem, aqui nesta Alerta Total, o apicultor Arlindo Montenegro, um cabra cansado de ser ferrado pelo Estado Capumunista, enquanto cuida de suas amáveis abelhas. E tem gênio com coragem e sem intelecto para afirmar que não vivemos uma crise institucional no Brasil. Até quando seremos tão babacas para deixar tudo errado do jeito que sempre esteve?

O que falta para institucionalizarmos o totalitarismo no Brasil? A democradura em vigor ainda pode produzir mais estragos? Por que os segmentos esclarecidos da sociedade ficam tão intimidados ou sentindo-se impotentes de reagir contra a reinante sacanagem generalizada? Imprensa, cadê você para denunciar os erros e pressionar os podres poderosos? Ministério Público, cadê você para denunciar os erros e exigir que se faça Justiça?

Temos de soltar o grito de Democracia. Passou da hora de botar ordem no caos. Ou partimos para um aprimoramento institucional, com base na segurança do Direito Natural, ou o totalitarismo vai reinar, absoluto, com seus esquemas de corrupção e terror que ajudam a manter nosso rico Brasil artificialmente na miséria – política, financeira e ética.

15 maio 2009

Goiano que matou a inglesa pega 21 anos


FONTE: Revista Veja

O goiano Mohammed D'Ali Carvalho dos Santos foi condenado a 21 anos de prisão pelo assassinato da inglesa Cara Marie Burke. A sentença foi anunciada no final da noite desta quinta-feira pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, presidente do 1º Tribunal do Júri de Goiânia. A condenação foi anunciada depois de treze horas de sessão. Além de ter matado Cara, ele esquartejou seu corpo e o escondeu. O crime aconteceu no ano passado, em Goiânia. Ele cumprirá a pena na própria cidade - já estava detido desde julho do ano passado no complexo de Aparecida de Goiânia.

O advogado de Santos, Carlos Trajano, deu pistas de que não entrará com recurso contra a sentença. "Vamos analisar a possibilidade de recurso, uma vez que a pena aplicada está dentro do que a defesa previa. Consideramos que foi uma pena justa, pois calculávamos que seria entre 12 e 20 anos", disse ele, conforme reportagem do portal UOL. Réu confesso, o jovem goiano foi ao tribunal defendendo a tese de que tem transtornos mentais. A promotoria, porém, defendeu que o rapaz tem capacidade de responder por seus atos. Segundo o promotor Milton Marcolino, o crime foi premeditado.

Marcolino se disse satisfeito com a condenação. "Os jurados rejeitaram por completo a tese de semi-imputabilidade, portanto não temos nenhum motivo para pensar em recurso nesse momento", disse ele. O juiz Alcântara justificou a redução da pena em um ano: "Houve uma redução de seis meses por ele ser tecnicamente réu primário, e mais seis meses por menoridade, pelo fato de ter cometido o crime quando tinha menos de 21 anos e por ter confessado espontaneamente." O irmão e a namorada de Santos estavam no tribunal. Não havia nenhum parente de Cara no local.

O crime - Em 26 de julho do ano passado, Cara e Santos tiveram uma discussão no apartamento dele. A moça disse que voltaria para a Inglaterra, depois de uma temporada de três meses no Brasil. O rapaz teve um acesso de fúria e decidiu matá-la. Trancou o apartamento, aumentou o volume do rádio, pegou uma faca de cozinha, aproximou-se de Cara e cravou a faca no meio de suas costas. A lâmina varou o pulmão esquerdo e chegou ao coração. Cara morreu em segundos. Para não manchar o piso, Santos levou o cadáver para o boxe do banheiro. Trocou de roupa e foi para uma festa. No dia seguinte, livrou-se do corpo.

Para evitar que Cara fosse identificada, esquartejou-a. Decepou-a na altura dos cotovelos, dos joelhos e no pescoço. Embalou a cabeça e os membros em sacos e fotografou sua obra com o celular. Em seguida, escondeu o tronco em uma mala e espalhou os pedaços pela periferia de Goiânia. No dia seguinte, um mendigo encontrou a mala com o tronco de Cara embaixo de uma ponte e avisou a polícia. O corpo apareceu em reportagens de TV. Uma amiga da inglesa viu a imagem no noticiário e achou as roupas parecidas com as de Cara.

A amiga ligou para o necrotério e descreveu uma tatuagem que ela tinha na nuca: um coração flechado com a inscrição "Mum" (mamãe, em inglês). Com a identificação, a polícia chegou a Santos. Ele conhecera a estudante em 2007, durante uma viagem que fez a Londres para visitar a mãe. O goiano convidou Cara para vir ao Brasil. Aqui, o casal passou a maior parte do tempo consumindo drogas. Santos planejava se casar com Cara com o objetivo de obter a cidadania britânica. Quando descobriu que ela voltaria para Londres sem ele, decidiu matá-la.

Senado quebra acordo e instala CPI para investigar a Petrobras


FONTE: folha online

Após o bate-boca de ontem entre tucanos e o democrata Heráclito Fortes (PI), o Senado criou hoje uma CPI para investigar a Petrobras. O vice-presidente do Senado, Marconi Perillo (PSDB-GO) atendeu o pedido da oposição e autorizou a leitura do requerimento que pede uma investigação para apurar possíveis irregularidades constatadas pela Polícia Federal na empresa. (Saiba o que a CPI quer investigar sobre a Petrobras). A Petrobras não se manifestou.

A CPI também vai apurar denúncias de sonegação fiscal e supostas irregularidades no repasse de royalties a prefeituras.

Os 32 senadores que integram o requerimento de instalação da CPI têm até a meia noite de hoje para retirar as assinaturas. Na prática, a leitura do requerimento já representa a criação a CPI. Mas se as assinaturas forem retiradas e não houver um mínimo de 27 nomes a favor da investigação, a CPI é desinstalada.

Perillo foi autorizado pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), a quebrar o acordo de líderes que suspendeu a instalação da CPI até que o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, prestasse esclarecimentos no plenário da Casa.

"O presidente Sarney me telefonou dizendo que era regimental a leitura do requerimento", disse Perillo.

Durante a sessão, também foram criadas outras duas CPI para apurar denúncias na área de Educação e a Amazônia (demarcação da reserva Raposa/Serra do Sol).

A disputa pela instalação da CPI da Petrobras provocou ontem um mal-estar. Líderes tucanos bateram boca e trocaram ofensas nesta quinta-feira com o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), que se recusou a fazer a leitura do requerimento de instalação da CPI no plenário do Senado.

A senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), segunda-vice presidente do Senado, foi chamada às pressas para encerrar a sessão plenária --o que irritou os tucanos. Tasso Jereissati (PSDB-CE), Arthur Virgílio (PSDB-AM) e Sérgio Guerra (PSDB-PE) subiram à tribuna do Senado e deram prosseguimento à sessão mesmo com ela encerrada.

Heráclito reagiu às críticas e disse que o PSDB não tinha poderes para cobrar a instalação da CPI uma vez que não participou da reunião em que foi fechado o acordo para sua suspensão. "Se eu fizesse a leitura, quebraria um acordo que são as decisões tomadas pelo colégio de líderes. É tradição na Casa respeitar as decisões", afirmou o democrata.

Plano LGBTT obrigará Forças Armadas a aceitarem o homossexualismo como algo natural em seus quadros

Por Jorge Serrão


FONTE: Alerta Total

O famoso Capitão Gay, quem diria, agora poderá sair do armário dos quartéis sem ser molestado ou punido por seu comportamento sexual. Os militares serão obrigados a aceitar o homossexualismo como algo normal em seus quadros – ao contrário do que ocorre atualmente. A revogação do artigo que proíbe a pederastia nas Forças Armadas é uma das 137 medidas previstas no Plano Nacional de Promoção da Cidadania LGBTT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) – lançada ontem, em solenidade no Itamaraty.

Agora, só falta substituir a tradicional continência pelo gesto simbólico de passar a mão na bunda dos companheiros oficiais. Tudo, claro, com todo respeito! Assim, as Forças Armadas (desarmadas para suportar tamanha guerra assimétrica contra sua imagem) ganharam ontem mais uma contribuição para sua desmoralização lenta, gradual e irrestrita. E o “presente de grego” foi dado pelo mesmo homem que deseja revogar a Lei de Anistia e cobra punição aos militares que ele define como “torturadores” da dita-dura.

O desgoverno petista quer que as escolas adotem livros com temática de famílias compostas por homossexuais. O objetivo é preparar os professores pata aceitar e lidar com o homossexualismo em sala de aula. Também deseja um trabalho de prevenção de homofobia nas escolas, acesso a técnicas de reprodução assistida para lésbicas, além da transferência de presos travestis para presídios femininos. O coordenador do Programa Brasil Sem Homofobia, Eduardo Santarelo, reclamou ontem que ainda existem no Brasil alguns setores muito refratários ao movimento gay.

Comportamento sexual é uma decisão individual. Homofobia – que não existe comprovadamente no Brasil – não deve ser tolerada. No entanto, é inaceitável que uma minoria queira impor seus valores ao resto da sociedade. Tal comportamento de marketing totalitário atenta contra os valores democráticos.

O Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBTT) é mais uma estratégia ideocrática para criar ou acirrar “diferenças” artificiais na sociedade brasileira, para fragmentá-la ainda mais – como é o desejo do projeto globalitário da Oligarquia Financeira Transnacional. O duro é que a turma LGBTT entra de agente desta jogada.

13 maio 2009

Deputado que disse se lixar para opinião pública é afastado de relatoria


FONTE: Globo.com

O presidente do Conselho de Ética da Câmara, José Carlos Araújo (PR-BA), oficializou nesta quarta-feira (13) a saída de Sérgio Moraes (PTB-RS) do cargo de relator do caso do deputado Edmar Moreira (sem partido-MG), acusado de uso irregular de verba indenizatória. Na semana passada, Moraes afirmou que Moreira era “boi de piranha” e disse estar “se lixando para a opinião pública”. O novo relator é Nazareno Fonteles (PT-PI).

Araújo afirmou ter pedido ao colega que se afastasse da função, mas Moraes se recusou. Por isso, o presidente do conselho decidiu dissolver a comissão que investigava Moreira, que reunia também os deputado Hugo Leal (PSC-RJ) e Professor Ruy Pauletti (PSDB-RS), além de Moraes. Desta forma, no entendimento de Araújo, o deputado do PTB está fora também da relatoria do caso no Conselho de Ética.

O presidente só anunciou a decisão depois de ouvir o apoio da maioria dos integrantes do Conselho de Ética. Ele disse ter sido procurado ao longo do final de semana por colegas pedindo a troca. “Em decorrência das declarações do relator e dos desdobramentos dos fatos, quase todos os conselheiros demonstraram insatisfação e desconforto e manifestaram pedidos de substituição.”

Durante a reunião, Moraes teve espaço para se defender e para fazer ataques à imprensa. Afirmou que a mídia quer “colocá-lo no fogo” e fez ataques ao PSOL e ao DEM, que pediram oficialmente sua saída. Ele recebeu apoio de alguns deputados do PTB, que compareceram à reunião.



"Nao podemos ficar aqui patrulhando o que cada colega vai falar. Aqui são 513 instituições. Já vi gente subir na tribuna dizendo em plenário que ia dar em jornalista com cinto. Está errado, mas eu respeito a opinião. Aqui é a casa das opiniões divergentes. Temos que receber todas, justas ou injustas, e colocar em voto. Não se pode trocar o relator porque não se está de acordo", disse o líder do PTB, Jovair Arantes (GO).

Autora de um dos pedidos da saída, a deputado Solange Amaral (DEM-RJ) afirmou que o colega não tinha condições de continuar no caso. “Não se trata de qualquer questão pessoal, mas o papel do relator requer uma imparcialidade, um distanciamento necessário para produzir o relatório.”

O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), que assinou o outro pedido de substituição de Moraes, também questionou a isenção do colega. “A nossa leitura é que relator no processo no Conselho de Ética é como juiz de futebol, quanto menos aparecer na partida melhor.”

Governo vai tributar poupança com mais de R$ 50 mil

FONTE: Globo.com


Falta de reforço fez teto da Renascer desabar, aponta perícia


FONTE: Estadão

SÃO PAULO - A falta de reforço metálico na estrutura que sustentava o telhado da sede internacional da Igreja Renascer em Cristo, no Cambuci, região central de São Paulo, foi o fator decisivo para o desabamento que deixou nove mulheres mortas e mais de cem feridos em janeiro. O resultado está no exame elaborado por técnicos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), que será anexado ao laudo final do Instituto de Criminalística (IC), previsto para ser divulgado oficialmente na próxima semana. Das 14 tesouras de madeira que sustentavam o telhado, apenas uma, a que ficava em cima do púlpito, não havia recebido reforço metálico durante a reforma da igreja, entre 1999 e 2000.

Essa tesoura, chamada pelos peritos do Núcleo de Engenharia de "T14", ruiu às 18h50 de 18 de janeiro, no momento em que fiéis do culto das 17 horas saíam e outros chegavam para a celebração seguinte, às 19 horas. Ainda não se sabe por que essa estrutura era a única do telhado que não havia recebido um reforço metálico - todas as outras tesouras estavam intactas, uma vez que passaram pelos reparos exigidos pela Promotoria de Habitação e Urbanismo da capital e foram supervisionadas por engenheiros do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

O exame feito pela Poli-USP também mostra que essa mesma tesoura que ficava acima do palco apresentava apodrecimento em uma das extremidades - o que pode ter causado ou facilitado o desabamento. Ao contrário do que se acreditava, o peso dos dutos de ar-condicionado e do sistema de som e luz do templo não foram preponderantes para a tragédia, uma vez que os equipamentos estavam apoiados em uma estrutura auxiliar. Uma das hipóteses ainda estudadas pelos peritos do IC é de que uma reforma no telhado da Renascer no segundo semestre de 2008 - quando 1.600 telhas foram substituídas - possa ter "alterado a dinâmica" da tesoura 14, causando sua deterioração.

Contratada pela Renascer por R$ 70 mil para realizar essa troca de telhas, a empresa Etersul Coberturas e Reformas Ltda não tinha licença do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea/SP) para funcionar. A troca do telhado também não foi informada à Prefeitura, como exige a legislação municipal. Assim, os peritos acreditam que algum procedimento durante a reforma possa ter "detonado o processo de deterioração da única tesoura que não estava reforçada metalicamente, justamente a que ficava acima do palco".


Sabotagem

O laudo que apontará as causas do desabamento do teto da Renascer já deveria ter sido concluído, conforme informou inicialmente o perito do Instituto de Criminalística (IC) José Manoel Dias Alves. Mas a hipótese de sabotagem de uma das tesouras, que foi encontrada cortada entre os destroços, teve de ser investigada - soube-se mais tarde que o corte foi feito pelos bombeiros durante o resgate das vítimas. O inquérito aberto pela 1ª Delegacia Seccional (centro) já ouviu quase 140 pessoas - entre vítimas, testemunhas, engenheiros e dirigentes da Igreja - e aguarda apenas a conclusão do laudo do IC. "Os eventuais indiciamentos vão depender do resultado do laudo", disse o seccional Dejar Gomes Neto.

A Assessoria de Imprensa da Renascer disse que "quando procurou tomar conhecimento do suposto laudo citado pela reportagem, verificou que ele simplesmente não está pronto. Só será finalizado e divulgado daqui a cerca de 30 dias". Informou ainda que a Igreja e seus advogados não teriam como comentar as conclusões da Poli-USP e "refutam de antemão como incompletas as informações esparsas que venham a ser ofertadas sobre tema de tal relevância e responsabilidade".

09 maio 2009

Não é só ele que está "se lixando"


FONTE: Revista Veja

O Congresso seria bem diferente se todos os deputados e senadores seguissem o exemplo do deputado Sérgio Moraes, do PTB do Rio Grande do Sul. Na semana passada, o nobre parlamentar gaúcho deu uma invejável demonstração de sinceridade aos colegas e aos eleitores. Relator do processo que analisa as peripécias do deputado Edmar Moreira - como se sabe, Moreira tem um castelo de 20 milhões de reais que nunca declarou ao fisco e também cultivava o hábito de usar a verba de gabinete para contratar serviços de suas próprias empresas -, Moraes se irritou com os jornalistas que cobravam dele uma posição mais rigorosa sobre o caso e disparou uma das mais honestas declarações que se ouviu da boca de um político nos últimos tempos: "Eu estou me lixando para a opinião pública! Até porque a opinião pública não acredita no que vocês escrevem. Vocês batem, batem e nós nos reelegemos mesmo assim".

Há dezenas de outros exemplos de parlamentares que se envolveram nos mais escabrosos escândalos da recente história política brasileira e que flanam pelos corredores do Congresso anistiados pelos eleitores. São as evidências reais de que o deputado Sérgio Moraes, infelizmente, apenas reproduziu a verdade. "O que se convencionou chamar de opinião pública atinge um público restrito, com um pequeno poder de mobilização. Grande parte da população não tem acesso às informações sobre os desmandos dos políticos. E mesmo aqueles que têm informação estão mais preocupados com problemas cotidianos, como emprego, salário e educação dos filhos, deixando a política em segundo plano", diz o cientista político Rubens Figueiredo.

Para Cláudio Abramo, diretor da ONG Transparência Brasil, as denúncias sobre os desmandos ainda são a melhor arma para a sociedade se defender dos maus políticos. "Nos últimos anos o acesso à informação tem sido facilitado e, com isso, a vida dos políticos corruptos tende a ficar mais difícil, mas é um trabalho de longo prazo", afirma. A entidade vê com bons olhos a possibilidade de proibir os políticos com ficha suja de disputar eleições.

Apesar de algumas demonstrações de indignação sobre as declarações de Sérgio Moraes, o Congresso, como regra, tem seguido linearmente o que o deputado prega - só que no mais coveniente silêncio. Há duas semanas, por exemplo, foi revelado que o ex-diretor de Recursos Humanos do Senado José Carlos Zoghbi e sua mulher, Denise Zoghbi, receberam 2,3 milhões de reais do Banco Cruzeiro do Sul pela renovação de contrato para concessão de crédito consignado aos funcionários do Senado.

Em vez de remeter a investigação do caso à Polícia Federal, como seria o normal, o presidente do Senado, José Sarney, preferiu chamar a Polícia Legislativa. Zoghbi, o milionário, tem uma relação muito próxima com o grupo político de Sarney e tem como padrinho político o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, aliado de Sarney. Qualquer investigação minimamente séria teria que se debruçar sobre as ligações políticas dos funcionários afastados com os senadores que comandam o Senado. Traduzindo: é uma investigação apenas de mentirinha, de faz de conta, para não se chegar a lugar algum e deixar tudo como está. Os senadores também estão se lixando para a opinião pública.

08 maio 2009

GRAÇA & PROSA em BH.... Venha Conhecer!!!


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07 maio 2009

Família de Madeleine divulga retrato falado de novo suspeito


FONTE: Globo.com

A família da menina britânica Madeleine McCann, desaparecida de um condomínio particular em uma praia de Portugal, em 2007, divulgou nesta quinta-feira (7) um retrato falado de um novo suspeito de envolvimento no caso.

A imagem mostra um homem que, segundo uma mulher britânica que passava férias no mesmo local, era "muito feio", com a pele esburacada e um nariz grande, magro e com cerca de 1,50 de altura.

Ela disse tê-lo visto duas vezes nos dias anteriores ao desaparecimento de Madeleine observando o apartamento onde ela estava com a família.

O caso completou dois anos no último domingo . Para marcar a data, os pais da menina, Gerry e Kate McCann deram uma entrevista à famosa apresentadora de TV americana Oprah Winfrey, veiculada na segunda-feira nos Estados Unidos.

Desde então, investigadores particulares contratados pelos McCann receberam centenas de telefonemas com possíveis pistas.


Nova teoria

Entre elas estão os relatos de dois outros britânicos - uma menina de 12 anos e um homem - que também afirmam ter visto um suspeito observando o apartamento dos McCann na Praia da Luz, no litoral sul português.

Os investigadores, no entanto, ainda não confirmaram se a pessoa que eles viram é a mesma do retrato-falado.

Os detetives dizem ter obtido informações sobre cinco ocorrências separadas em que um homem suspeito foi visto nas redondezas do apartamento da família na ocasião, que, segundo eles, poderiam ajudar a resolver o mistério sobre o desaparecimento de Madeleine, na época com 3 anos de idade.

Dave Edgar e Arthur Cowley, ambos investigadores aposentados após terem servido a polícia britânica, examinaram milhares de páginas dos arquivos da polícia portuguesa sobre o caso, tornados públicos em julho do ano passado.

Segundo eles, uma pessoa teria observado o apartamento dos McCann durante uma semana antes do desaparecimento de Madeleine.

A teoria, a ser apresentada na noite desta quarta-feira em um documentário exibido pelo canal britânico Channel 4, se baseia em vários relatos de testemunhas que não haviam sido divulgados e em dois depoimentos de pessoas que dizem terem visto um homem carregando uma criança para fora do apartamento na noite em que a menina desapareceu.

"Na minha experiência, o acaso simplesmente não acontece. Ninguém entra e pega uma criança só porque estava passando por ali. Essas coisas são planejadas", afirmou Edgar.

"Temos três testemunhos que coincidem. O resort na Praia da Luz era bastante recluso. Então é ali que acho que está a resposta", disse.

O casal McCann, que mora no condado de Leicester e tem outros dois filhos gêmeos, divulgou uma imagem de como Madeleine estaria hoje, às vésperas de completar 6 anos de idade.

Os investigadores dizem ter recebido cerca de 30 telefonemas de pessoas que afirmam ter visto a menina recentemente, principalmente em lugares nos Estados Unidos e na América Latina.

06 maio 2009

A energia que vem das estradas


FONTE: Revista IstoÉ

Há muito tempo que as grandes cidades de todo o mundo andam nubladas, cobertas pela poluição. E esse "cobertor" tem peso: são cerca de três bilhões de toneladas de gás carbônico pairando anualmente sobre a sua população. Mais preocupante, ainda, é o fato de que essa carga pesada se refere apenas à poluição produzida pelo elevado número de veículos circulando.

Foi pensando nisso que a companhia israelense do setor de energia Innowattech se propôs a usar o próprio problema como solução - transformar o tráfego da hora do rush em fonte de eletricidade "limpa". A empresa começou a instalar geradores especiais sob rodovias e trilhos capazes de produzir energia em massa através dos meios de transporte. Exemplo: entre três e seis centímetros de profundidade no solo da estrada de Haifa, ao norte de Israel, há geradores que transformam em energia a força mecânica da pressão dos pneus dos veículos. Trata-se de um processo tecnológico chamado piezeletricidade.

Uma única faixa, de um quilômetro, equipada com o gerador, já está fornecendo aos israelenses 0,5 megawatt por hora, o suficiente para iluminar 600 casas durante um mês. "Teremos a maior rodovia piezelétrica do mundo", diz Uri Amit, presidente da Innowattech.

Um dos desafios era determinar o material ideal na montagem desses geradores e optou-se por peças de cerâmica, uma vez que elas acusam com extrema rapidez o peso dos veículos. Outra questão: onde posicioná-los? Como 80% da energia será sempre gerada por caminhões e demais automóveis pesados e mais largos, os pesquisadores concluíram que os geradores têm de ficar posicionados a 60 centímetros do acostamento. Na fase de testes, eles foram ligados a um aparelho que mede a corrente elétrica. Quando um caminhão passava, a corrente subia. No poste, o resultado: as lâmpadas se acendiam. Para quem dirige na nova estrada os geradores são imperceptíveis.

Apesar de serem comprovadamente eficientes, os geradores têm limitações: coletam fluxos estáveis de eletricidade somente em estradas e trilhos em que haja tráfego intenso. Ocorre, porém, que o pico de demanda energética da manhã e da noite por parte da população coincide com o horário em que o movimento de carros é bem mais pesado. Feliz coincidência. "Podemos produzir eletricidade em qualquer lugar onde haja uma estrada agitada usando energia que normalmente é desperdiçada", diz Amit. Por enquanto, o custo do projeto é de US$ 650 mil por quilômetro.

05 maio 2009

Operários que ficaram presos em andaime durante ventania passam bem

FONTE: Jornal da Globo

04 maio 2009

Todas as acusações do casal Zoghbi

FONTE: Revista Época


Na noite da quinta-feira 23, ÉPOCA manteve duas conversas com o casal João Carlos e Denise Zoghbi na mansão em que eles moram no Lago Sul, área mais nobre de Brasília. No primeiro encontro, a revista mostrou ao casal o resultado de três meses de apuração sobre as empresas de fachada em nome da ex-babá de João Carlos, Maria Izabel Gomes. A babá é uma senhora de 83 anos que não tinha renda até 2006. ÉPOCA mostrou que a família Zoghbi usou o nome de Maria Izabel para ocultar quantias milionárias recebidas de bancos que tinham autorização para fazer operações de empréstimos consignados com os funcionários do Senado. Diante das evidências, João Carlos e Denise confirmaram a história. No primeiro momento, atribuíram a fraude aos filhos, demitidos do Senado após o Supremo Tribunal Federal vetar o nepotismo. No primeiro encontro, o casal Zoghbi parecia desesperado. Repetiam que a divulgação da história da babá acabaria com eles.

Durante a conversa, a reportagem sugeriu que, se os Zoghbis revelassem um escândalo ainda maior, com potencial para ser capa da revista, o caso da babá não seria o destaque principal da edição. Meia hora após o fim da primeira conversa, João Carlos ligou para o repórter Andrei Meireles e pediu um novo encontro. De volta à casa dos Zoghbis, ÉPOCA recebeu propostas de barganha. Denise ofereceu um carro para a reportagem não ser publicada (ÉPOCA apurou depois que se tratava de um Mercedes-Benz). Diante da recusa, passaram a oferecer denúncias sobre supostos esquemas de corrupção em todas as grandes compras, licitações e contratações no Senado.

João Carlos e Denise afirmaram que há corrupção nas contratações do Sistema de Processamento de Dados (Prodasen), na comunicação social, no transporte, na vigilância e no serviço de segurança. Ao falar da área de taquigrafia, são mais específicos: “A taquigrafia é um escândalo. O serviço público tem o órgão dele de taquigrafia e contrata uma empresa para taquigrafar e fazer o mesmo serviço”, diz ela.

Segundo o casal, a quadrilha que opera todos os negócios no Senado tem um chefe. Trata-se, segundo eles, de Agaciel Maia, que foi diretor-geral do Senado por 14 anos. Agaciel deixou o cargo há dois meses, depois da denúncia de que havia registrado uma mansão sua em nome do deputado federal João Maia (PR-RN), seu irmão. “Esses anos todos, o Senado tem dono. Um único dono”, diz Denise, sobre Agaciel. “Ele é sócio de todas as empresas terceirizadas (que têm contrato com o Senado)”.

Agaciel Maia nega as acusações e atribui as denúncias de Zoghbi a uma antiga rivalidade. “Ele (João Carlos) sempre teve diferenças comigo. Sempre sonhou em ser diretor-geral”, diz. Agaciel afirma que nem teria como manipular os milionários contratos com empresas terceirizadas que fornecem mão de obra ao Senado: “A comissão de licitação é formada por 13 integrantes de diversas áreas, que são nomeados pelo presidente do Senado. Não havia como eu interferir”. Agaciel é investigado pelo Ministério Público e pela Polícia Federal por suspeita de fraude em licitações. “Já me viraram do avesso e não encontraram nada. Nem vão encontrar”, diz.

Na conversa com ÉPOCA, em momento algum o casal Zoghbi pediu reserva sobre as revelações que estava fazendo. A partir da segunda entrevista, eles deixaram de dizer que o uso da babá como laranja havia sido um negócio dos filhos. João Carlos passou a admitir que era a ele que a história da babá comprometia.

O casal Zoghbi fica cauteloso quando a conversa evolui para nomes de senadores. Quem são os parlamentares que bancam e se beneficiam das supostas operações corruptas de Agaciel? Os Zoghbis desconversam. O limite do casal é a insinuação do envolvimento dos senadores Romeu Tuma (PTB-SP) e Efraim Morais (DEM-PB) com Agaciel. Nada falam sobre os padrinhos políticos deles próprios – e também de Agaciel –, como José Sarney (PMDB-AP) e Renan Calheiros (PMDB-AL) e o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão.

Na semana passada, a maior especulação nos principais gabinetes do Senado era sobre as possíveis reações de Denise. “Se essa mulher contar o que sabe, implode a cúpula do Senado”, diz um senador. Numa semana em que se esperava que o assunto predominante nas conversas no Senado fosse a doença da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, Denise roubou a cena. Ela e o marido começaram a falar. Eis os principais trechos do que eles disseram até agora.


O dono do Senado

João Carlos Zoghbi – Mas por que o João Carlos nisso aí? Eu, sem ser ordenador de despesas, poxa vida... O diretor-geral (Agaciel Maia) sim, que vocês já abriram coisa lá. Será que não dá para trabalhar em cima disso, não? Ele, sim, como ordenador de despesas, com a caneta na mão, decide. Eu?

Denise Zoghbi – Por que não vai em cima de quem tem a caneta? Esses anos todos o Senado tem um dono. Um único dono. Não acha que está no endereço errado?

ÉPOCA – Não. Pode até ter um (caso) mais interessante. Mas preciso de coisa para isso. Não tenho mais coisa do Agaciel. Sei que ele está de diretor escondido, despachando no 9º andar, despachando naquela sala que foi da mulher dele.

Denise – Quantas terceirizadas há no Senado? Verifique quantas? Quanto dá por mês?

ÉPOCA – Como é isso?

João Carlos – O mapa da mina está em cima...

Denise – Mas vai publicar o nosso?

ÉPOCA – Mas eu quero o mapa da mina inteiro.

Denise – O caso é o seguinte: nós não temos dinheiro para oferecer para você.

ÉPOCA – Dinheiro? Como assim? Não estou entendendo.

João Carlos – Nós somos quebrados, porra.

Denise – Esta reportagem vai acabar conosco, o João vai ser demitido. O que eu posso fazer? Dinheiro? Se eu te der o meu carro, você não publica?

ÉPOCA – Denise, eu não sou corrupto. Você está me agredindo.

Denise – Eu não estou querendo te agredir. Eu estou dizendo que nós não temos como te pedir... Não publica isso porque você vai acabar com a nossa vida (chorando). Vai acabar com a vida dos nossos filhos.

João Carlos – Uma humilhação, porra.

ÉPOCA – Essa história está apurada. Deveriam ter pensado na hora que pegaram uma senhora, que chamam de “mãe preta”, e colocado como laranja numa empresa. Três empresas. Não pensaram nisso na hora? Essa mulher vai depor na Polícia Federal.

Denise – Não pensamos. Mas vai publicar isso?

ÉPOCA – É o meu trabalho.



O patrimônio de Agaciel

ÉPOCA – Como funcionava o esquema (do Agaciel) lá dentro?

Denise – Ali, acho que ele divide tudo com o primeiro-secretário.

João Carlos – É a sintonia. Porque o primeiro-secretário, em última análise, é ele que delibera (durante a gestão de Agaciel, vários senadores ocuparam a primeira-secretaria. No período a que Zoghbi se refere, foram os senadores Romeu Tuma, do PTB-SP, e Efraim Morais, do DEM-PB).

Denise – Ele (Agaciel) fica com a parte do leão. Agaciel está milionário. Eu sei que ele tem casa, apartamento em Natal, uma fazenda no interior do Rio Grande do Norte, várias casas em Brasília em nome de irmãos. Ele faz bem feito.

João Carlos – Não vai ser aqui em Brasília. Vai ver na origem dele.

O QUE DIZ EFRAIM: “Não segui cartilha de ninguém. As palavras dele não têm nenhuma verdade. Agaciel nunca determinou nada. Pelo contrário. Como senador, não tem nenhum sentido eu seguir a cartilha de um funcionário. Fiz um trabalho transparente na primeira- secretaria e todas as tentativas contra mim não foram comprovadas”.


O esquema das terceirizações

Denise – Eu tenho uma história melhor. Vai atrás das empresas terceirizadas.

ÉPOCA – Cadê o mapa da mina das terceirizadas?

Denise – Ele (Agaciel Maia) é sócio de todas as empresas terceirizadas.

ÉPOCA – Ele é sócio? Onde é que eu encontro?

Denise – Não sei.

ÉPOCA– Por exemplo: você usou sua ama de leite. Quem ele usa? No nome de quem está essa coisa?

João Carlos – Espera aí: se olhar todo direcionamento de contratos e quem realizava os contratos do Senado... Vai ver um crescimento exponencial de patrimônio do diretor que realizava os contratos. Durante esse período o patrimônio dele cresceu muito...

ÉPOCA – Isso não tem nada de novo. Tanto é que ele caiu. Quero avançar nessa história.

João Carlos – Não estou falando nada disso. É essa pessoa que contribuía para esse processo. Como as terceirizadas? Através do ex-diretor de contratos Dimitrios Hadijnicolaou (ex-diretor da Secretaria de Compras do Senado, que perdeu o cargo em agosto de 2008 depois de ser acusado pelo Ministério Público de participar de fraudes em licitações para contratação de empresas terceirizadas pelo Senado). Estou te dando caminhos.


Agaciel e as terceirizações

Denise – O que todo mundo dentro do Senado sabe é que todas as terceirizadas são dele (Agaciel). Todas as contratações passam por ele.

ÉPOCA – Mas como provo isso? Por exemplo: quando a gente descobriu a dona Maria Izabel (a babá de João Carlos Zoghbi), a gente teve como chegar. Precisamos da Maria Izabel dele.

João Carlos – Quer uma ponta? Ele tem uma penca de irmãos. Mas tem um que trabalha no Senado. É o Oto Maia, que é o mais próximo. Pode ter outros, mas esse, necessariamente, tem o nome dele.

Denise – Tem de verificar quem são os donos. Tem um compadre, que eu não sei o nome dele, que é o marido de uma mulher que trabalha com a mulher dele. Já me falaram que tem coisa. Trabalha no 9o andar e que, inclusive, ficou no lugar dela.

João Carlos – Uma coisa é certa: ele não está concentrado em cima de uma pessoa. Ele tem braços porque foram 14 anos no comando. Deve ter umas dez terceirizadas.

Denise – Por aí, imagina. Cada um com uma média de mil, 2 mil funcionários.

João Carlos – Tem no Prodasen, na comunicação social, no transporte, na vigilância, na parte de segurança.

ÉPOCA – E na taquigrafia?

Denise – A taquigrafia é um escândalo. O serviço público tem o órgão dele de taquigrafia e contrata uma empresa para taquigrafar e fazer os mesmos serviços.

ÉPOCA – E de quem é essa empresa?

Denise – Essa empresa é da Cleide (Cleide Cruz, diretora da Secretaria de Comissões do Senado, que atuou como secretária de importantes CPIs do Congresso, inclusive a que levou ao impeachment do ex-presidente Fernando Collor). Que eu saiba, a filha dela é que tomava conta da empresa. Era a gerente.

O QUE DIZ CLEIDE CRUZ: “Não é verdade. Uma multinacional chamada Steno Brasil presta serviços de transcrição de reuniões em tempo real para o Senado. Não é exatamente taquigrafia, por ser bem mais moderno. Essa empresa, de grande porte, sem ligações empresariais comigo, passou por uma licitação para entrar na Casa. Uma empresa da qual minha filha é sócia presta serviço de administração para a Steno Brasil. Não há nada de irregular e o Ministério Público já investigou”.


O Interlegis e o clã Tuma

ÉPOCA – Vocês podem falar do que vocês viram ali dentro.

João Carlos – A gestão é muito centralizada.

Denise – Procura olhar o Interlegis (programa desenvolvido pelo Senado para modernizar e integrar os poderes legislativos, federais, estaduais e municipais).

ÉPOCA – Tinha o Tuminha (ex-deputado federal Robson Tuma, filho do senador Romeu Tuma, do PTB de São Paulo) operando ali em determinado momento?

Denise – O Agaciel neutralizou ele, rapaz. O Agaciel fez o Sarney brigar com o Tuma.

João Carlos – Olha, vamos lá. Ninguém imaginava que o Tuma fosse tão fraco naquele momento. O Agaciel anulou o Tuma. O Tuminha tentou ali, forçou uma situação em determinado momento e o Agaciel neutralizou o Tuminha e deixou o Tuma desmoralizado nisso aí.

Denise – O primeiro-secretário só trabalhava se fosse na cartilha do Agaciel. Todos fecharam com ele. Vai no Interlegis.

João Carlos – Outra ponta para puxar envolve o Interlegis. Ali é dinheiro de recurso internacional, de empréstimo do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), que não passa pelo processo licitatório. Teve uma contratação de R$ 10 milhões de um censo que foi feito diretamente por eles nesse processo. E mais: o Interlegis é todo minado.

Denise – E estão preparando outro censo...

ÉPOCA – E esse censo foi feito?

João Carlos – Foi feito na época.

Denise – Eles inclusive falam com muito orgulho da realização.

João Carlos – O Interlegis nasceu lá atrás com a Regina em um propósito e, de lá para cá, ele foi todo sendo deturpado.

ÉPOCA – A Regina do Prodasen? (Regina Borges é a funcionária que no ano 2000, por determinação dos então senadores Antônio Carlos Magalhães e José Roberto Arruda, mandou violar o painel eletrônico do Senado na votação secreta em que foi cassado o senador Luiz Estevão.)

João Carlos – Antes do escândalo do painel, o Interlegis foi criado com uma finalidade específica. Mas ficou um organismo de fachada para contratação de pessoas e de serviços. O dinheiro do Interlegis não passava pelo crivo da Lei 8.666 (que regula as compras e a contratação de serviços no setor público). Aí é que está. A contratação das pessoas deveria ser para cargos técnicos e trabalhar dentro do Interlegis para cumprir a missão do órgão. No entanto, os servidores foram trabalhar nos Estados e nos gabinetes a critério do Agaciel. Isso tem como provar. Historicamente, toda a trajetória do Interlegis foi sempre de desvios. E não são poucos recursos.

O QUE DIZ ROMEU TUMA: o senador Romeu Tuma defende o Interlegis e afirma que tem boas relações com Sarney: “Na primeira-secretaria sempre me pautei pela ética. Advogados e consultores da Casa trabalharam seriamente compromissados com o interesse público, tudo com a concordância da mesa diretora. Sempre fizemos normas para evitar qualquer possibilidade de desvio. Quanto ao Interlegis, há um acordo com o Banco Mundial, que faz regularmente auditoria externa e interna. É um trabalho sério, que investe na transparência. Também repudio qualquer ilação de mal-estar com o senador José Sarney, que respeito muito”.

O QUE DIZ ROBSON TUMA: “Nunca tive acesso e nem me envolvi em qualquer processo no Senado. O fato de ele (Zoghbi) ter sido descoberto em atos ilícitos não pode fazer com que ele ataque genericamente para encobrir seus erros. Zoghbi cita o meu nome porque não tenho mais imunidade parlamentar nem tribuna para me defender. É uma atitude própria de quem está desesperado e tenta jogar a culpa em outros para tirar qualquer responsabilidade de suas costas. Vou entrar na Justiça contra o Zoghbi”.

O QUE DIZ EFRAIM: o senador Efraim Morais acusa João Carlos de querer tumultuar o Senado: “As palavras dele têm de ser medidas, depois de tudo o que aconteceu. Que se fiscalize o Interlegis. Renovamos o contrato do Interlegis 2 em um total de U$ 33 milhões e não foi usado nada porque estava terminando o nosso mandato na mesa diretora. O Interlegis é fiscalizado pelo BID. Cabe a ele (Zoghbi) mostrar a roubalheira, então. Há uma vontade dele de tumultuar tudo. Ele vai ter de provar”.


As ligações com os caciques do Senado

João Carlos – O Agaciel tem a veia política. Na primeira vez que o Sarney colocou ele lá, o Agaciel fez um trabalho de formiguinha de senador em senador para fazer a cabeça do Sarney.

Denise – Ele ganha todos os senadores.

ÉPOCA – O Agaciel presta favores variados.

João Carlos – É. Pois é. Ali, tem todo tipo de favores.

Denise – Um exemplo é o ACM (senador Antônio Carlos Magalhães, morto em 2007). Ele não suportava o Agaciel e depois passou a adorar. O Renan (Calheiros, líder do PMDB) não suportava ele e depois passou a adorar.

João Carlos – Ele era um facilitador. Vendia facilidade para todos, pô. Tem de fazer o transporte disso e mais daquilo? Ele fazia o transporte. Tem de imprimir isso e mais aquilo? Ele imprimia. Esse negócio de passagem. Tudo foi administrado de forma concentrada.

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