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24 abril 2009

Gilmar Mendes queria impor “censura pública” a Joaquim Barbosa, o que lhe renderia um inédito impeachment

por Jorge Serrão

FONTE: Alerta Total

O ministro Joaquim Barbosa, responsável pelo infinito julgamento do escândalo do mensalão, quase foi detonado do seu emprego vitalício no Supremo Tribunal Federal, por ter acusado o presidente Gilmar Mendes de estar "destruindo a credibilidade da Justiça brasileira", durante um “barraco” armado, anteontem, entre os dois, em pleno plenário da suprema corte tupiniquim. Alguns ministros – incluindo Gilmar Mendes - queriam impor uma “censura pública” a Barbosa – o que seria uma sanção disciplinar grave e inédita na história do STF.

Mas a operação abafa falou mais alto. Na reunião fechada dos ministros, depois do incidente, Marco Aurélio de Mello e Celso de Mello advertiram que a “censura pública” seria uma arma para um pedido de impeachment de Barbosa - inédito no STF. O ministro Celso de Mello considerou que houve excesso e informações realmente ofensivas praticadas por Joaquim. O ministro lembrou que a Lei Orgânica da Magistratura impede que um magistrado incida em impropriedade verbal ou excesso de linguagem.

Ontem, a operação abafa no STF (onde a sessão foi cancelada na véspera) tentou cumprir o objetivo de fabricar a imagem de que a briga entre Gilmar e Barbosa não gerou ou apenas constatou uma crise institucional. Até o chefão Lula da Silva deu seu parecer técnico sobre o caso, comparando a briga a uma confusão daquelas que acontecem no futebol todos os dias, e o futebol não acaba. Gilmar Mendes fugiu do assunto: “Sobre isso não vamos falar, está superado. O tribunal já manifestou. Não há crise, não há arranhão”. Joaquim Barbosa afirmou que não comentaria o episódio.

Na reunião fechada no STF, na véspera, Joaquim avisou que não se retrataria do que disse a Gilmar. Ontem, Barbosa apenas informou que trabalharia normalmente ontem. Ele se reuniu com assessores para avaliar se seria o caso de dar declarações sobre o ocorrido. Optou pelo silêncio. Na hora do almoço, foi com Ayres Britto e Ricardo Lewandowski a um restaurante. Quando retornou ao gabinete no STF, sua glória suprema: havia mais de mil e-mails em sua caixa de mensagens, quase todos em apoio a sua atitude.

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