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27 março 2009

Márcio Thomaz Bastos assume defesa da construtora Camargo Corrêa


FONTE: Folha online

O advogado criminalista Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça do governo Luiz Inácio Lula da Silva, assumiu a defesa da construtora Camargo Corrêa, alvo da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal. A operação, deflagrada na quarta-feira (25), resultou na prisão de dez pessoas, sendo quatro executivos e duas secretárias da construtora.

Bastos atuará em conjunto com o advogado Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, que já estava no caso. Ontem, a defesa da construtora ajuizou um pedido de habeas corpus para libertar os funcionários presos pela PF.

O ex-ministro, substituído em março de 2007 por Tarso Genro, afirma que não houve influência do Palácio do Planalto para que assumisse o caso. "Tenho amigos pessoais lá dentro [da Camargo Corrêa] e eles que me procuraram. Nada de Planalto. Tive com o presidente, mas só por cinco minutos, só para cumprimentá-lo no meio de uma reunião que ele estava tendo", afirmou Bastos à Folha Online

As investigações da PF apontam suspeitas de que a construtora tenha feito doações irregulares a partidos políticos. A polícia encontrou menções de doações a PSDB, DEM, PPS, PSB, PDT, PP e PMDB. Os partidos negam as doações irregulares.

Bastos afirma que já começou a estudar o caso para poder se inteirar sobre quais serão os próximos passos tomados no caso.

A Operação Castelo de Areia visa desarticular uma suposta quadrilha que atuava dentro da construtora. As suspeitas são de crimes financeiros e lavagem de dinheiro.


Castelo de Areia

A Operação Castelo de Areia visa desarticular uma suposta quadrilha que atuava dentro da construtora. As suspeitas são de crimes financeiros e lavagem de dinheiro.

Segundo reportagem da Folha desta sexta-feira, transcrição de conversas telefônicas de diretores da construtora aponta que a empreiteira fez doações ilegais a partidos políticos, segundo interpretação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.

Apesar de a operação ter atingido partidos de oposição, as investigações, segundo informou o "Painel", da Folha, também preocupa membros do PT.

Também há indícios da participação de um dirigente da Fiesp no suposto esquema. Ele foi citado em uma das conversas grampeadas pelos investigadores. A entidade nega qualquer "distribuição de dinheiro para funcionários públicos", "pagamentos por fora" ou "obtenção de benefícios indevidos em obras públicas".

Senadores citados nos documentos da PF trataram de comprovar a legalidade de doações recebidas da construtora. O PSDB já solicitou ao presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), que ele peça à Justiça acesso aos relatórios da PF.

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