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13 fevereiro 2009

Perito suíço diz que brasileira é "golpista" e "sofre de distúrbio", informa jornal


FONTE: Folha online

O legista Walter Bär, do Instituto de Medicina Forense da Universidade de Zurique, responsável pelos exames realizados na advogada brasileira Paula Oliveira, 26, --supostamente atacada por um grupo de skinheads em Zurique-- afirmou nesta sexta-feira que Oliveira é um golpista e sofre de distúrbio mental. A informação foi divulgada no jornal suíço "Tagesanzeiger".

"Isso é uma forma de golpe. Talvez essa mulher tenha um grande desejo de estar grávida [...] Esse tipo de pessoa faz de tudo para chamar atenção para si mesma", afirmou Walter Bär, em entrevista ao jornal. A família da brasileira contesta a afirmação da polícia suíça, de que ela teria praticado autoflagelo.

Polícia suíça diz que exames comprovaram inexistência de gravidez em brasileira ferida
Leia íntegra do comunicado feito pela polícia de Zurique sobre o caso da brasileira ferida
Família e amigos consideram absurda tese de automutilação de brasileira ferida na Suíça

O médico afirma que pela superficialidade dos cortes encontrados no corpo de Oliveira, o caso se trata de automutilação. Segundo os exames realizados pelo instituto, a advogada não estava grávida.

Na versão apresentada pela família da advogada, Oliveira foi atacada por três supostos skinheads quando saía de uma estação de trem nos arredores de Zurique, nesta segunda-feira (9). Em entrevista ao jornal, o perito afirmou que o tipo de agressão é comum em mulheres jovens.

"Elas se cortam para poder aliviar as tensões emocionais. No momento em que ela se machuca, as pessoas tem uma sensação de dor, que os estudos [sobre o assunto] mostram", afirma o médico ao jornal.

Na entrevista concedida ao "Tagesanzeiger", o médico explica que o caso é comum entre pessoas que sofreram algum tipo de abuso anteriormente. Na agressão, Oliveira foi cortada com estiletes, onde os supostos criminosos escreveram as siglas do partido SVP (Partido do Povo Suíço), nos braços, pernas e na barriga da advogada.

Segundo o perito, as mensagens podem significar um conflito mental e uma forma de Oliveira expressar as dificuldades de uma estrangeira que vive fora do país.


Outro lado

A família e amigos de Oliveira afirmam considerar absurda a tese de automutilação sustentada por Bär. "A situação tem de ser vista com cuidado. A família está apreensiva. Acho que é um absurdo o autoflagelo", afirmou um primo da advogada, o universitário Tales Oliveira. Ele é filho de Silvio, tio de Paula.

Segundo diz, a família não entrou em contato nesta sexta-feira com o advogado Paulo Oliveira, pai da jovem, que está na Suíça com a mãe de Paula. O pai da brasileira é separado da mãe da advogada e mantém união com uma outra mulher.

Tales afirma que familiares souberam das declarações do perito pela imprensa. Ele disse que a jovem nunca apresentou problemas psiquiátricos ou comportamentos diferentes do habitual. "Era normal", disse.

Paula estudou na Faculdade de Direito da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), onde esteve de forma ativa no movimento estudantil local. Ex-colegas de faculdade afirmam que a jovem era alegre, se sociabilizava bem na classe e sempre se empenhou nos estudos.

O Itamaraty informou que acompanha o caso e que deve se pronunciar após a apuração dos fatos.

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