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26 janeiro 2009

Crise faz empresas demitirem mais de 50 mil no mundo nesta segunda; veja lista

FONTE: Folha online

Diversas empresas no mundo anunciaram cortes de empregos por causa da crise econômica mundial nesta segunda-feira, somando mais de 50 mil dispensas. Se considerados ainda dados de emprego divulgados hoje por montadoras japonesas, o número pode passar de 70 mil, uma vez que as 12 maiores montadoras do Japão esperam cortar 25 mil vagas até 31 de março.

O principal corte de hoje foi o da norte-americana Caterpillar, fabricante de máquinas do setor de construção, que demitiu 20 mil funcionários. "A crise financeira e bancária se acelerou no quarto trimestre de 2008 e teve um impacto significativo no crescimento econômico em geral, e nos setores aos quais servimos no mundo todo", informou a Caterpillar, cujos resultados são referência para estudar a evolução da economia nos EUA.

Além disso, a também norte-americana do setor telecomunicações Sprint Nextel planeja cortar cerca de 8.000 postos de trabalho no primeiro trimestre deste ano, como parte de reduzir em US$ 1,2 bilhão seus gastos anuais.

E a situação do mercado de trabalho nos EUA deve piorar nos próximos seis meses, segundo pesquisa da Nabe (Associação Nacional de Economia Empresarial, em inglês) divulgada nesta segunda-feira. De acordo com a associação, 39% dos economistas ouvidos preveem reduções "significativas" no primeiro semestre deste ano, contra 32% registrados na pesquisa anterior, feita em outubro do ano passado.

Na Europa, multinacionais e bancos internacionais anunciaram nesta segunda-feira o corte de 17.200 empregos em todo o mundo. O maior corte foi anunciado pelo gigante holandês do setor bancário ING, que vai cortar 7.000 vagas.

Veja outras demissões importantes no cenário da crise financeira global:

26 de janeiro: 20.000 demissões foram anunciadas pelo fabricante de máquinas de obras americano Caterpillar; 8.000 pela operadora das telecomunicações americana Sprint Nextel; 7.000 pelo especialista americano em materiais e produtos de construção Home Depot; 7.000 pelo grupo de banco e seguro holandês ING; 6.000 pelo grupo holandês da eletrônica Philips; 3.500 pela siderúrgica anglo-holandesa Corus e 2.000 pela General Motors.

A empresa farmacêutica Pfizer anunciou que deve fazer um corte de 10% em seu quadro de funcionários, o que pode representar cerca de 8.000 demissões na companhia.

No Japão, Toyota, Honda, Nissan, Mitsubishi Motors, Mazda e todos os outros construtores japoneses vão se desfazer de cerca de 25.000 assalariados, terceirizados ou com contratos temporários, em suas fábricas japonesas daqui até março, segundo dados da agência de notícias japonesa Jiji.

22 de janeiro: a Sociedade nacional de minas (Sonami) do Chile anunciou que 12.000 empregos foram eliminados entre setembro e dezembro de 2008. O gigante americano da informática Microsoft anunciou a demissão de 5.000 funcionários, dos quais 1.400 imediatamente. O fabricante de material eletrônico japonês Sony decidiu acelerar o programa de demissões de 16.000 empregos anunciado em dezembro.

21 de janeiro: a sueca Ericsson (telefonia móvel) anunciou a demissão de 5.000 funcionários no mundo, enquanto o grupo de mineração anglo-australiano BHP Billiton, o maior no mundo, anunciou 6.000 e seu concorrente Rio Tinto, mais de 2.300.

14 de janeiro: o fabricante de equipamentos do setor das telecomunicações americano Motorola anunciou a demissão de 4.000 empregos --são 17.000 desde janeiro de 2007. A Associação dos produtores e importadores de automóveis disse que 100.000 empregos do setor estavam em perigo na Romênia.

8 de janeiro: o japonês TDK, de tecnologias de estocagem informática, demitiu 8.000 funcionários no exterior.

6 de janeiro: o produtor americano de alumínio Alcoa anunciou a demissão de 13.500 empregados no mundo, ou seja 13% de seus efetivos.

21 de dezembro: o governo sul-coreano prevê 19.000 cortes de empregos públicos.

17 de dezembro: Valeo (equipamentos automotivos) cortou 5.000 empregos no mundo, dos quais 1.600 na França.

11 de dezembro: o sindicato patronal da indústria farmacêutica (Leem) calculou que entre 5.000 e 6.000 demissões na França até 2010.

2 de dezembro: A General Motors anunciou demissões de até 31.500 funcionários em três anos.

27 de novembro: A ArcelorMittal, primeiro grupo siderúrgico mundial, previu a demissão de até 9.000 funcionários no mundo, dos quais 6.000 na Europa.

14 de novembro: o grupo de informática americano Sun Microsystems anunciou de 5.000 a 6.000 demissões.

31 de outubro: A American Express demitiu 7.000 empregados, e a Whirlpool, fabricante de eletrodomésticos, 5.000.

24 de outubro: o construtor de automóveis americano Chrysler anunciou o corte de 5.000 postos.

22 de outubro: o grupo farmacêutico Merck previa 7.200 postos a menos daqui até 2011, dos quais 6.800 demissões.

9 de outubro: A Hewlett Packard anunciou 24.600 demissões no mundo.

8 de julho: A Siemens, terceira empresa alemã, anunciou o fechamento de 16.750 empregos no mundo, dos quais 5.250 na Alemanha.

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