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03 dezembro 2009

Arnaldo Jabor: Antigamente o roubo era mais discreto

02 dezembro 2009

Mary's Band: O Bispo vai Tomar no Culto

04 novembro 2009

CQC na Marcha para Jesus



O CQC serviu para mostrar como as pessoas seguem seus líderes religiosos sem utilizarem o córtex. Sim, porque se tal coisa fizessem perceberiam o quanto são enganados.

E o pior é que estas pessoas ainda que se vejam na televisão permanecem achando que há uma lógica para aquilo que dizem acreditar. Isso sim é loucura!!!

As pessoas seguem cegos e não percebem que se tornaram cegas.

O diabo não precisa fazer nada... Ele deve estar, de férias, surfando em Malibu.

02 novembro 2009

REVISTA ISTOÉ: Corrupção Nanica, Estrago Gigante


No início do mês, a Controladoria-Geral da União (CGU) atingiu um número simbólico: fiscalizou os repasses de recursos federais em 30% dos municípios brasileiros, algo próximo a 1,6 mil pequenas cidades, com menos de 500 mil habitantes. Individualmente, os relatórios enviados pelos fiscais da CGU mostram casos de corrupção barata espalhados por todo o País, mas, quando observados em conjunto, desenham um cenário sombrio.

De acordo com o levantamento do órgão fiscalizador do Poder Executivo, 95% das cidades visitadas pelos agentes da CGU apresentam problemas na administração dos recursos federais que lhes foram repassados nos últimos anos. Esses problemas, na maior parte dos casos, são na verdade indícios de malversação do dinheiro público, que muitas vezes se traduz em licitações fraudadas, comprovação de gastos com notas frias e falsas ou na apropriação pura e simples de recursos por parte dos agentes municipais. Apesar de pequenas, essas cidades receberam R$ 11 bilhões apenas de programas ligados aos ministérios nos últimos seis anos.

Acesse o site da Revista Época para continuar a leitura: CLIQUE AQUI

27 outubro 2009

Aeronáutica aponta que 8 fatores contribuíram para acidente da TAM


FONTE: Estadão

Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) concluiu que oito fatores contribuíram de maneira decisiva para a tragédia com o voo 3054 da TAM, que deixou 199 mortos, em 17 de julho de 2007. O relatório final sobre o maior acidente aéreo do País, a que o Estado teve acesso, diz que os peritos não encontraram evidências de falha nas engrenagens dos manetes (aceleradores). Como o equipamento se encontrava muito destruído pelo fogo e pelo impacto da queda, não foi possível determinar com 100% de certeza em que posição as alavancas de potência estavam no momento em que o Airbus A320 varou a pista do Aeroporto de Congonhas.

O relatório ainda não foi oficialmente divulgado. O Setor de Comunicação Social da Aeronáutica informou que o texto está em fase final de elaboração e deve ser concluído este ano. Ocorre hoje, em Brasília, a última reunião da comissão de investigação do acidente, com a participação de peritos americanos e franceses que auxiliaram na apuração.


PRINCIPAL HIPÓTESE

Como o único indicativo de que os pilotos deixaram os manetes fora da posição recomendada - um na posição de aceleração e a outro em frenagem - veio da caixa-preta, o Cenipa resolveu estudar as duas hipóteses mais prováveis: falha no sistema de controle de potência do jato, que teria transmitido ao motor informação diferente da que indicava o manete, ou um erro dos pilotos Kleiber Lima e Henrique Stefanini di Sacco. A segunda hipótese, diz o Cenipa, é a mais provável "uma vez que é elevada a improbabilidade estatística de falha no sistema de acionamento" dos manetes.

Para tentar entender o que se passou nos instantes finais do voo 3054, peritos realizaram em simulador 23 procedimentos de aproximação para pouso em Congonhas. "A repetição das ações dos pilotos, da forma como foram registradas pelo FDR (gravador de dados), levou ao mesmo resultado do acidente, até mesmo quanto às posições e velocidades com as quais a aeronave saiu da pista e colidiu com as edificações", diz a página 48. Os ensaios mostraram ainda que, embora não fosse previstas pelo fabricante do jato, as duas tentativas de arremetida (desistência do pouso) foram bem-sucedidas 15 segundos após o toque dos trens de pouso com o solo.


FALHA EM AVISO SONORO

As simulações revelaram um dado preocupante: nem sempre o aviso sonoro "retard", que tem a função de advertir os pilotos sobre os procedimentos a serem adotados no momento do pouso, operou conforme o previsto. "Ficou constatado que, na aeronave A320, é possível, durante o pouso, posicionar um dos manetes de potência na posição reverso (frenagem) e outro na posição de subida (aceleração), sem que nenhum dispositivo alerte de modo eficiente os pilotos", diz a página 102. "Tal situação pode colocar a aeronave em condição crítica e, dependendo do tempo necessário para que a tripulação identifique essa configuração e dos parâmetros da pista de pouso, uma situação catastrófica poderá ocorrer", avisa o Cenipa.


AEROPORTO IRREGULAR

A investigação da Aeronáutica encontrou diversas irregularidades em Congonhas na época do acidente: 1) O aeroporto não era certificado nos termos do Regulamento Brasileiro de Homologação Aeronáutica 139, que baliza o funcionamento de todos os aeroportos do País. 2) As obras no terminal de passageiros e no pátio de estacionamento, concluídas em 2007, não foram homologadas. 3) Não foi realizada inspeção aeroportuária especial durante nenhuma das obras realizadas em Congonhas e concluídas em 2007. 4) Não foi realizada inspeção aeroportuária especial pós-acidente. 5) Até a data do acidente, o aeroporto não dispunha de aérea de escape.

Ainda no quesito aeroporto, o relatório do Cenipa traz algumas novidades. Diz que, em 2005, o extinto Departamento de Aviação Civil (DAC) realizou inspeção em Congonhas e constatou a inexistência de área de escape, como exigem legislações internacionais. Na ocasião, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) elaborou plano de ações corretivas em que se comprometia a avaliar soluções para o problema. Um ano depois, ao analisar o plano da estatal, o DAC advertiu: "A Infraero será responsabilizada por eventuais danos e/ou prejuízos ocasionados a terceiros, em razão da não correção da referida irregularidade".

O Cenipa salienta que o prazo dado à Infraero para a correção do problema expirou em 30 de agosto de 2006, quando a fiscalização do setor já era de responsabilidade da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).


TREINAMENTO FALHO

O relatório aponta falhas no treinamento e instrução fornecidos pela TAM. Segundo o Cenipa, a formação teórica dos pilotos usava apenas cursos interativos em computador, "o que permitia a formação massiva, mas não garantia a qualidade da instrução recebida". Além disso, a formação de Stefanini, o copiloto, contemplou apenas um tipo de certificação, o que se mostrou insuficiente para enfrentar aquela situação. Por fim, havia a percepção, entre os tripulantes, de que o treinamento vinha sendo abreviado, por causa da grande demanda advinda do crescimento da empresa.


OS OITO FATORES CONTRIBUINTES

Instrução: A formação teórica dos pilotos usava exclusivamente simulações em computador, o que não garantia a boa formação individual de cada um. Além disso, a formação do copiloto, Henrique Stefanini di Sacco, contemplou apenas um determinado tipo de certificação, que se mostrou insuficiente para enfrentar a situação. Havia a percepção entre os tripulantes, aliás, que o treinamento vinha sendo abreviado


Coordenação de cabine: O monitoramento do voo não se mostrou adequado, uma vez que a tripulação não percebia o que acontecia, o que impediu correções.


Pouca experiência do piloto: Apesar de sua larga experiência em grandes jatos comerciais, Di Sacco tinha apenas 200 horas de voo em jatos A320


Supervisão gerencial: A companhia aérea permitiu que a tripulação fosse composta por dois comandantes, mas Di Sacco havia realizado só um treinamento específico. A falta de coordenação entre os setores da empresa - especialmente Operações e Treinamento - levou a falhas na formação dos pilotos


Falta de percepção: A configuração e o funcionamento dos manetes não ajudaram os pilotos na identificação de dificuldades. E essa situação foi agravada pela falta de um alarme para indicar o erro na posição do instrumento

Perda de consciência situacional: Surgiu como consequência da falta de percepção dos pilotos. A automação da aeronave também não ofereceu aos tripulantes sinais de perigo

Regulação: Embora a Anac proibisse a operação com
reverso (freio aerodinâmico) inoperante, a exigência só foi normatizada em 2008. Isso impediria o pouso com pista molhada

Projeto: Ficou constatado que é possível possível pousar com os manetes do A320 em posições distintas, sem que nenhum dispositivo alerte os pilotos

13 outubro 2009

Vídeo da ABC News:

Crianças Acusadas em Nome de Jesus



Esta é a fé cristã que tem alienado milhões de mentes por todo mundo. O vídeo mostra o que pastores evangélicos, em Nome de Jesus, estão fazendo com as crianças na Nigéria.

Enquanto isso, no Brasil, Malafaia e Cerullo pedem R$ 900,00 como uma "oferta de fé".

Gostaria de pedir sua colaboração, na medida do possível, com o pessoal do Caminho da Graça - Estação Santos. O objetivo deles é irem a Nigéria a fim de salvar quantas crianças puderem. Os dados bancários estão no banner acima.

05 outubro 2009

ENQUANTO ISSO...

Malafaia e Cerullo não param de extorquir o povo



Acontecem tantas coisas neste mundo afora que a gente fica pensando se algumas coisas realmente recebem atenção das pessoas. Esta venda de unção da dupla Malafaia & Cerullo é uma delas.

Já recebi email de gente falando que a primeira leva desta comercialização evangélica rendeu mais de R$ 2 milhões. Fiquei meio assim... Mas teve um dia que vi um vídeo do Malafaia na web dizendo que ele não pediu dinheiro pra fazer determinado evento porque já tinha vindo desta parceria aí acima. Pensei: "Putz!!! Então é verdade. Como que tem gente boba neste universo!!!"

Pra minha surpresa, hoje acessando o Blog do Genizah deparei com mais um vídeo dizendo que a campanha continua. Até que justifica a continuação, afinal em time que tá ganhando não se mexe. Mas é muita cara de pau destes dois aí passarem o tempo na TV vendendo bençãos. Este tipo de comércio tinha que ser proibido por Lei. É um abuso!!!

Eles não tem nenhum respaldo bíblico e mesmo assim enganam um monte de gente que nem conhece aquilo que dizem seguir: a Bíblia.

Não foi atôa que Jesus os chamou de Guia de Cegos.

E pra piorar bem a situação, vejo que todos querem (de alguma forma) comprar sua benção, sua unção... mas ajudar aquele que está machucado e caído no chão, ninguém quer.

Veja os casos, por exemplo, dos trabalhos realizados pela Visão Mundial, ou das crianças que estão sendo chamadas de bruxas por pastores na Nigéria e com isto recebendo toda sorte de tortura e dos casos de infanticídio nas tribos indígenas brasileiras. Ong's destinadas a ajudarem estas causas pedem que cada um apadrinhe uma criança com R$ 40,00 ou R$ 50,00 mensais e padrinhos recebem uma gama de documentação a fim de acompanharem o trabalho deles. Mesmo assim, poucos dão ouvidos a isso. Melhor é dar dinheiro para o Malafaia & Cerullo, encher o bolsos deles e garantir uma benção por aqui.


Graças a Deus que ainda há samaritanos na face da Terra!!!!!

Riva Moutinho
BH - MG

01 outubro 2009

DENÚNCIA: Infanticídio Indígena



A partir de hoje o Ação Reação vai ser mais uma das poucas vozes que ecoam este absurdo que acontece no Brasil: enterro de crianças vivas nas tribos indígenas.

A mídia não mostra esta verdade indescritível pra sociedade, mas enquanto os políticos filhos da puta do Congresso trabalham apenas para si próprios a fim de massagearem seus egos bestiais, enquanto líderes religiosos transformam a imunidade dos seus templos em meios de enriquecerem, enquanto os idiotados donos da Record e Rede Globo fazem suas briguinhas ao vivo, enquanto panacas perdem tempo assistindo Big Brother e afins; crianças estão sendo enterradas vivas nas tribos indígenas brasileiras.

Agora que você tomou conhecimento, VOCÊ VAI FAZER O QUÊ?!!!

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O que é Infanticídio?

Popularmente usado para se referir ao assassinato de crianças indesejadas, o termo infanticídio nos remete a um problema tão antigo quanto a humanidade, registrado em todo o mundo através da história.

A violência contra as crianças é uma marca triste da sociedade brasileira, registrada em todas as camadas sociais e em todas as regiões do país. No caso das crianças indígenas, o agravante é que elas não podem contar com a mesma proteção com que contam as outras crianças, pois a cultura é colocada acima da vida e suas vozes são abafadas pelo manto da crença em culturas imutáveis e estáticas (ver box ao lado).

A cada ano, centenas de crianças indígenas são enterradas vivas, sufocadas com folhas, envenenadas ou abandonadas para morrer na floresta. Mães dedicadas são muitas vezes forçadas pela tradição cultural a desistir de suas crianças. Algumas preferem o suicídio a isso.

Muitas são as razões que levam essas crianças à morte. Portadores de deficiência física ou mental são mortas, bem como gêmeos, crianças nascidas de relações extra-conjugais, ou consideradas portadoras de má-sorte para a comunidade. Em algumas comunidades, a mãe pode matar um recém-nascido, caso ainda esteja amamentando outro, ou se o sexo do bebê não for o esperado. Para os mehinaco (Xingu) o nascimento de gêmeos ou crianças anômalas indica promiscuidade da mulher durante a gestação. Ela é punida e os filhos, enterrados vivos.

É importante ressaltar que não são apenas recém-nascidos as vítimas de infanticídio. Há registros de crianças de 3, 4, 11 e até 15 anos mortas pelas mais diversas causas.

Em certas comunidades, aumentam os casos entre mães mais jovens. Falta de informação, falta de acesso às políticas públicas de educação e de saúde, associadas à absoluta falta de esperança no futuro, perpetuam essa prática.

“As crianças indígenas fazem parte dos grupos mais vulneráveis e marginalizados do mundo, por isso é urgente agir a nível mundial para proteger sua sobrevivência e direitos (...)”

Relatório do Centro de Investigação da UNICEF, em Florença, Madrid, fevereiro de 2004

ACESSE A ONG HAKANI: clique aqui


Assista o vídeo desta barbárie:

30 setembro 2009

No mundo das lésbicas

FONTE: Revista IstoÉ

A DJ Nina Lopes, 37 anos, toca todo sábado na primeira festa fixa voltada para lésbicas de São Paulo. "De um ano para cá, teve um boom de baladas para mulher. Temos eventos de sexta e sábado toda semana e outros esporádicos, uma vez por mês ou a cada 15 dias", conta. Alguns chegam a atrair 2,5 mil pessoas. Nas baladas para mulheres homossexuais, a paquera é sutil.

Em vez de abordagens agressivas, as meninas dançam coladas, lançam olhares, esperam uma resposta. Na Superdyke, festas homossexuais femininas, no UltraClub, onde Nina comanda o som, o público está na casa dos 20 anos. Se em lugares públicos namoradas nem sequer podem dar a mão despreocupadamente, lá, casais dão beijos apaixonados. Na pista, garotas dançam bem perto, encaixando os corpos, numa liberdade difícil de imaginar numa festa heterossexual. As atrações da pista são o ponto alto da noite, com shows de gogo dancers e strippers - moças se aglomeram ao redor do palco e gritam, assoviam. No lounge, casais namoram, conversam e dão risada, como se estivessem em bancos de parque, mas sob a proteção das quatro paredes da casa. As lésbicas querem um espaço só delas.

"Quando se fala em movimento gay, as pessoas nem pensam em mulheres. Então é um jeito de dizer que existimos"
Karina Dias, escritora

Em muitas coisas, as mulheres homossexuais querem ser iguais aos homens gays: nos direitos civis e na aceitação social conquistados, por exemplo. Em outras, querem que suas diferenças sejam respeitadas e valorizadas. O que se constata quando se mergulha no mundo das lésbicas é que elas não querem abrir mão de um espaço próprio. Ou seja, não querem ficar a reboque dos homossexuais masculinos. Para dar conta dessa necessidade, está surgindo um movimento silencioso, com eventos, produtos e serviços voltados para esse público. As baladas que se multiplicam são um exemplo. Mas o fermento dessa iniciativa é a internet. A escritora Karina Dias, 30 anos, começou com um blog e acaba de lançar o romance lésbico "Aquele Dia Junto ao Mar". "Quando se fala em movimento gay, as pessoas nem pensam em mulheres. Então é um jeito de dizer que existimos", afirma Karina, que recebe dezenas de emails por dia de garotas que não sabem como lidar com a descoberta da sexualidade. "Eles vêm carregados de dúvidas e medos. Isso é um grande impulso para continuar escrevendo."

A internet mostrou que havia um público negligenciado até mesmo pela mídia gay. "Dentro de um mundo machista, as lésbicas são a minoria da minoria", diz Paco Llistó, editor do Dykerama (dyke é gíria para lésbica, em inglês), site voltado para lésbicas e bissexuais que existe há dois anos e chega a picos de um milhão de acessos por dia. "O machismo pauta até mesmo parte do movimento LGBT (Lésbicas, gays, bissexuais e transexuais). Não só na militância, mas de forma editorial e cultural", afirma Llistó. "Agora elas começam a ganhar espaço."

Mais recente, o site Parada Lésbica tem também uma rede social só para elas. A editora do site, Del Torres, 29 anos, apostou na diversificação de assuntos, sob a perspectiva homossexual feminina. "Lésbicas, acima de tudo, são mulheres e gostam de textos mais sensíveis", afirma Del. Outra ideia foi criar um ponto de encontro virtual para as meninas. Daí surgiu o Leskut, que tem hoje 19 mil perfis e recebecerca de 100 adesões por dia. "Chats de grandes portais estão cheios de heterossexuais e casais procurando alguém para transar. Como o Leskut é um ambiente mais controlado, elas se sentem confiantes."

A socióloga francesa Stéphanie Arc, autora de "As Lésbicas" (Ed. GLS), que acaba de ser lançado no Brasil, acredita que as homossexuais femininas estão certas em tentar afirmar sua identidade dentro do movimento gay. "Afinal, elas encontram dificuldades específicas na sociedade", reconhece. Mas essa participação é um fenômeno bastante recente. "Existia uma ideia forte de que as mulheres não militavam. E, da forma tradicional, não participavam mesmo", afirma a escritora Valéria Melki, 43 anos. Valéria enfatiza que é importante que a militância assimile as diferenças. "Sexualidade para os homens é um valor, para as mulheres é um horror. Uma mulher sexualmente livre é malvista, ao contrário do homem. Isso afeta a mulher lésbica." A escritora foi uma das criadoras do grupo Umas e Outras, que reunia lésbicas para saraus literários. Outra das criadoras, Laura Bacellar, comemorou um ano da primeira editora lésbica do Brasil, a Malagueta.

Laura fundou a editora junto com sua companheira, Hanna K. "Nos nossos romances, queremos protagonistas e visão homossexuais claras e assumidas", afirma Laura. Há duas gerações escrevendo atualmente: autoras mais velhas, entre 40 e 50 anos, que participaram da primeira fase do movimento gay, e uma nova geração, na casa dos 30 anos, que se formou na internet. "É um pouco mais fácil para elas do que foi para a geração anterior, as famílias aceitam com mais tranquilidade", diz Laura. "Elas são mais diretas em seus textos para falar o que acontece na cama, em detalhes, sem tanto pudor."

Outras editoras estão despertando para o nicho. O Grupo Editorial Summus tem o selo GLS, que só neste ano lançou seis títulos e cresceu 10% mais do que o resto do grupo. "As publicações voltadas para as lésbicas estão mais interessantes", reconhece Soraia Bini Cury, editora-executiva da Summus. "Mas não existia abertura para esses livros. De uns tempos para cá, elas estão assumindo junto com os gays a militância pelos direitos humanos", diz a editora. Os críticos desse movimento alertam para o perigo de as lésbicas quererem se fechar em guetos, justamente no momento em que os gays estão conseguindo mais espaço na sociedade. A semióloga Edith Modesto, que acaba de lançar "Entre Mulheres", de depoimentos homoafetivos, discorda. "Isso é preconceito", afirma. "Não se trata de se isolar. Pessoas com as mesmas características se sentem bem de ter um espaço próprio para discutir seus assuntos." Para Stéphanie Arc, a ideia de gueto também não se aplica. "Não é um conceito exato, porque o gueto é onde você está à força, contra a sua vontade. E isso jamais me ocorreu quando estou num bar para mulheres."

25 setembro 2009

Pastores Evangélicos acusam crianças de Bruxaria e as levam a toda sorte de sofrimentos e morte



NÃO HÁ PALAVRAS PARA EXPRESSAR TAMANHA BRUTALIDADE!!!

23 setembro 2009

A imprensa sob ameaça

FONTE: Revista IstoÉ


O processo de redemocratização na América Latina completou duas décadas, mas os governantes ainda não se acostumaram a conviver com a liberdade de imprensa. Nós últimos meses, as limitações ao exercício do jornalismo voltaram a assombrar a região.

No Brasil, o caso mais clamoroso é o da censura judicial ao jornal "O Estado de S.Paulo", que foi proibido de dar notícias sobre negócios do empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Não se trata de fato isolado que saiu da cabeça de um juiz. A má vontade com a imprensa é crescente. Na terça-feira 15, Sarney afirmou, durante sessão em homenagem ao Dia Internacional da Democracia, que no Brasil "a mídia passou a ser uma inimiga do Congresso e das instituições representativas".

No mesmo dia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao falar sobre a recuperação da economia, comemorou o fim da "empáfia da imprensa", que, segundo ele, acha que com suas manchetes pode criar o clima que bem entender. Lula já qualificou os jornais de "capengas", "especializados apenas em notícias negativas", e disse que não tem o hábito de ler jornais porque lhe dá azia. "Faz mal ao fígado", explicou

Apesar da má vontade reinante, tudo indica que no Brasil as ameaças à liberdade de expressão são mais amenas do que nos países vizinhos. Na Venezuela, Argentina, Bolívia, Nicarágua e no Equador os ataques são bem mais violentos. Incluem aplicação de multas e sanções administrativas, suspensão de concessões, reformas em leis de radiodifusão e ações truculentas de fiscalização. Mas não deixa de ser surpreendente, para os brasileiros que viveram os anos de chumbo, ver o presidente Lula falar o que está falando sobre a linha editorial dos jornais.

Também causa espanto a postura radical de José sarney, um jornalista de profissão que se orgulha de ter sido o paladino da redemocratização. Se o presidente da República e o presidente do Senado persistirem nessa pregação, abrem espaço para propostas tão radicais quanto as que vêm sendo aprovadas em outros países da região. As ameaças à liberdade de expressão são tão flagrantes que levaram a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) a convocar um fórum de emergência na sexta-feira 18, em Caracas. O que a SIP não fez sequer nos tempos das ditaduras militares no Cone Sul.

Sarney tentou atenuar suas declarações, em nota oficial, mas não conseguiu escapar das críticas. "Discursos como o de Sarney não contribuem para a democracia. Sem liberdade de expressão, não há Estado de Direito", atacou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto. Para o presidente da Associação Brasileira de Imprensa, Maurício Azedo, o cenário é preocupante.

"A ABI acompanha esses incidentes com grande apreensão e tem adotado uma posição de vigoroso repúdio a essas restrições." Azedo acha que muitas autoridades não estão preparadas para o regime democrático. "Nem o Judiciário absorveu essa ideia." Segundo ele, os meios de comunicação "não estão isentos de cometer erros, mas isso não é motivo para a censura, pois a liberdade é exercida com o propósito de servir ao bem comum."

O presidente da Federação Nacional de Jornalistas, Sérgio Murillo de Andrade, também alerta para os "ataques repetidos" à imprensa. "Políticos, integrantes do governo, empresários e até mesmo magistrados têm recorrido à Justiça para impedir de forma liminar a divulgação de informações de interesse público só porque seus nomes estão envolvidos em algum delito."

Quem deu a partida nas intimidações aos meios de comunicação na região foi o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Em 2007, ele cassou a licença da Rádio e Televisão Caracas (RCTV) e conseguiu fechar 34 rádios. Agora, Chávez, que tem inspirado seus colegas na América Latina, ameaça tirar do ar a TV Globovision, que faz oposição ao seu governo. No início de agosto, 35 pessoas fortemente armadas invadiram a sede da emissora.

Os invasores, que usavam boinas vermelhas e empunhavam bandeiras de um partido aliado de Chávez, entraram no edifício, após ameaçar os seguranças e lançar bombas de gás lacrimogêneo. A direção da Globovision responsabilizou o presidente. "Este foi um atentado não só contra a liberdade de expressão, mas contra a vida de pessoas que estavam trabalhando", disse o diretor-geral da empresa, Alberto Federico Ravell.

As investidas mais recentes contra a liberdade de expressão foram postas em marcha na Argentina pela presidente Cristina Kirchner, admiradora de Chávez. Na quinta-feira 10, mesmo dia em que o "Clarín", maior jornal do país, denunciou a existência de uma fraude de 10 milhões de pesos num órgão do governo, o Fisco argentino fez uma blitz nos escritórios do grupo de comunicação.

A sede da empresa, em Buenos Aires, onde funcionam as redações do "Clarín" e dos periódicos "Olé" e "La Razón", foi tomada por 200 fiscais. Também houve busca e apreensão de documentos nas residências de executivos do jornal. A operação ocorreu em meio ao debate sobre o controvertido projeto de lei de serviços audiovisuais proposto pelo governo Kirchner.

Claramente inspirada no modelo venezuelano, a proposta, aprovada na Câmara na quinta-feira 17, reduz o número de licenças dos atuais grupos de mídia, aplica um duro controle do Executivo sobre as concessões e favorece a presença de sindicatos e organizações sociais, aliados a Cristina. "O projeto tem um total desprezo à iniciativa privada", disse a deputada e jornalista Norma Morandini.

Nos últimos meses, o presidente da Bolívia, Evo Morales, também aderiu à onda e inaugurou 250 rádios, deu mais poderes à tevê estatal e agora ensaia estatizar o "La Razón", maior jornal boliviano. Em outra frente, Morales move uma ação contra o jornal "La Prensa", após uma denúncia de omissão do governo num caso de contrabando.

Já o presidente do Equador, Rafael Correa, deve aprovar no próximo mês o projeto da Lei de Comunicações, que subordinará jornais, rádios e tevês à renovação anual do registro. "Nem mesmo nos períodos da ditadura a imprensa equatoriana sofreu tantas ameaças diretas do governo", lamenta Jorge Ortiz, âncora do "Hora 7", da Teleamazonas, empresa que está sob o risco de ser fechada por Correa. Na verdade, para os meios de comunicação da América do Sul, os dias de chumbo estão de volta e a democracia ameaça tornar-se uma palavra frágil.

Gurus

Por Max Gehringer da Rádio CBN

21 setembro 2009

As contradições de Silas Malafaia...

...e ainda tem gente que o segue

Veja algumas de suas incoerências:


20 setembro 2009

“Aprendi a extorquir o povo”: Ex pastor da Igreja Universal do Reino de Deus

FONTE: Revista Época


A casa no bairro de Cascadura, Rio de Janeiro, onde Gustavo Alves da Rocha passou a infância ficava a cerca de 1 quilômetro de distância do local onde foi erguido o primeiro templo da Igreja Universal do Reino de Deus, há 32 anos. A vida de Gustavo e a de Edir Macedo, o líder da Universal, só se entrelaçaram, porém, quando os dois cruzaram o Oceano Atlântico. Em 1996, Gustavo, aos 16 anos, morava com sua tia em Londres. O bispo Macedo acabara de abrir sua primeira igreja na Inglaterra e precisava de um tecladista que animasse as reuniões dominicais. O tempo livre e o talento musical de Gustavo se encontraram com as ambições do bispo Macedo no número 232 da Seven Sisters Road, no bairro londrino de Finsbury Park. Era lá que ficava a primeira igreja da Universal em Londres, onde Gustavo foi empregado como tecladista.

Três anos depois, Gustavo se tornou pastor da Universal em Nova York. Ele diz que era responsável por contar e fazer o depósito do dízimo recolhido nos 26 templos da Universal em Nova York. Diz ter sido instruído a se casar com a empregada doméstica do bispo Macedo, Jacira Aparecida da Silva, e conta que se mudou para a casa de Macedo, nos Estados Unidos, onde morou por quase três anos. Da sala da luxuosa casa do bispo, Gustavo afirma que assistia a Macedo orquestrar por rádio a expansão dos templos da igreja e dos negócios de comunicação, hoje alvos de investigação pelo Ministério Público.

Gustavo diz ter ouvido o bispo Macedo instruir seus bispos a trocar dólares para ele em São Paulo, diz ter depositado dinheiro do dízimo em duas contas no exterior, uma delas em nome de um pastor americano amigo de Macedo, conhecido como Forrest Hills, e afirma que o dinheiro dos fiéis era usado para investimentos na TV Record. “Em 2003, fizemos com os fiéis de Nova York uma campanha para arrecadar US$ 1 milhão. Foi com esse dinheiro que a Record montou o estúdio em Manhattan”, diz. As ligações de Gustavo com a igreja são comprovadas por documentos como passaporte, contracheques e fotos. A TV Record negou as acusações.

Em 2004, Gustavo foi demitido pelo bispo Macedo. Hoje, ele é considerado pelos promotores uma testemunha importante nos processos abertos contra o fundador da Universal. Seu depoimento poderá contribuir para confirmar as suspeitas de estelionato, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha que recaem sobre o bispo Macedo e a cúpula da igreja e da Rede Record. Gustavo hoje trabalha de madrugada como taxista em Balneário Camboriú, Santa Catarina. Mora numa casa de quatro cômodos, alugada, que não guarda nenhuma semelhança com o luxo e o conforto que Gustavo diz ter experimentado em Nova York. Não tem mais o dinheiro que juntou enquanto era pastor. Desde que voltou ao Brasil, já morou em mais de cinco cidades. Aos 29 anos, diz ter dificuldade para arrumar emprego e afirma temer represálias de membros da Universal. Ele contou a história que viveu na igreja num depoimento de cinco horas concedido a ÉPOCA.

Procurada por ÉPOCA, a Igreja Universal confirmou que Gustavo foi pastor da igreja, “desligado da obra por motivos de prática de conduta contrária aos bons costumes e à moral”. Disse que “a Igreja Universal, seus bispos e pastores fazem tudo dentro da maior legalidade” e negou que Gustavo tivesse sido instruído a se casar com uma mulher indicada pelo bispo Macedo e que tivesse morado na mesma casa que ele. A Universal negou ainda que Jacira Aparecida da Silva tivesse trabalhado como empregada doméstica para o bispo Macedo. A TV Record afirmou, também por e-mail, que não faz nenhuma transação com dinheiro oriundo da Universal: “Todos os salários dos funcionários da Rede Record são pagos pela emissora em conta-corrente dos beneficiários e todos os investimentos são pagos pela emissora com recursos próprios”. A seguir os principais trechos do depoimento do ex-pastor Gustavo Rocha.

Como conheceu o bispo Edir Macedo
“Eu nasci no Rio de Janeiro, mas quando tinha 12 anos fui morar com uma tia em Londres. Uma tarde eu estava passeando com minha tia pelas ruas de Finsbury Park e vi um teatro. Resolvemos entrar. Na porta estava escrito apenas Teatro Arco-Íris. Aí eu vi um piano e, como sempre tive paixão pela música, pedi para tocar um pouco. Quem veio até mim foi o Edir Macedo. Ele me pediu para que eu tocasse “Yesterday”, dos Beatles. Ele elogiou e me perguntou: ‘Você sabe tocar música gospel?’. Eu respondi que não, mas consegui acompanhar no piano quando ele colocou umas músicas gospel para tocar no rádio. Ele disse que precisavam de um tecladista e eu, que tinha 16 anos, aceitei tocar todos os domingos em troca de algo em torno de R$ 50. Depois de uns quatro meses, minha tia procurou Edir Macedo para dizer que eu voltaria ao Brasil. Daí Edir veio com uma proposta: ‘Não, a gente vai ajudá-lo. Se você permitir, nós queremos investir nele. A igreja se propõe a pagar uma escola para ele aqui na Inglaterra’. A igreja pagou para mim por dois anos uma escola de idiomas, a London Capital College. Eu passei a morar na igreja e não tinha salário.”

A preparação para ser pastor
“Quando fui morar na igreja, eu dividia um quarto com outros obreiros. Passei a tocar todos os dias, fazia a limpeza do templo, a evangelização, distribuía jornal da igreja de porta em porta. Eu não tinha dinheiro para ligar para minha família no Brasil, nem no Natal. Fiquei praticamente confinado. Minha tia deixou de me visitar, achou que eu estava fanático. Eles fizeram comigo um processo de preparação para ser um futuro pastor. Quando chegava alguém à igreja para pedir um conselho, o bispo Macedo me chamava: ‘Senta aqui do meu lado para você conhecer os problemas do povo e aprender a orientar as pessoas’. Foram dois anos sentado ao lado dele. Quando o fiel ia embora, ele perguntava: ‘Entendeu? Essa moça está com problema financeiro e está tão fragilizada que, se você disser Faça isso!, ela vai fazer. Você tem de despertar essa fé que está nela para que ela venha e traga uma oferta para a igreja’. Oferta significava dinheiro, mas no começo ele não falava muito a palavra ‘dinheiro’, para não me assustar. Dependia dele para ter roupas e comida. Aqueles que eram bispos tinham muito privilégio. Queria ter a vida que o bispo Macedo e outros bispos tinham, então eu me submetia a tudo o que mandavam. Cheguei a fazer um jejum e só beber água durante sete dias. Nesses dois anos não fui sequer uma vez ao médico. O bispo Macedo me dizia que eu tinha de usar minha fé para curar a gripe, a dor de cabeça. Fazia parte do processo de sacrifício.”

Como a Universal se expande
“Eu e Edir Macedo saíamos pelo menos duas vezes por semana para procurar um teatro, um galpão onde desse para abrir uma nova igreja. A gente olhava primeiro a vizinhança. Se tivesse outra igreja na região, não valia a pena investir. E olhávamos se o povo era pobre ou de classe média. Se a área fosse pobre, era mais interessante, a igreja cresce mais. O bispo Macedo dizia que gente pobre tem todo tipo de problema. Então, é fácil ter argumento para atrair essas pessoas. Se fosse um pessoal com mais dinheiro, ele já pensava duas ou três vezes se valia a pena investir, porque apenas uma minoria frequentaria a igreja. Quando o bairro era de classe média, o pastor tinha de falar bom inglês e ter cultura, porque colocar um pastor escandaloso, ignorante, não dava certo. Em Londres, presenciei a criação de duas igrejas. Uma foi em Brixton e a outra em Peckham. Os cultos eram em inglês, 2% ou 3% dos fiéis da igreja eram brasileiros, 2% ou 3 % eram britânicos, e o restante eram africanos e jamaicanos. Havia uma preferência por colocar um pastor negro, para que os fiéis se identificassem mais.”

A escala em Portugal e a promoção
“Depois de dois anos na Universal em Londres, meu visto de estudante venceu e não conseguimos renovar. Eu já estava com 18 anos. O bispo Macedo conversou comigo e disse que Deus estava me enviando para Portugal. Fiquei lá um mês e meio, morando em Lisboa, até que o bispo Macedo me avisou que ele iria me registrar como pastor da Universal e em 15 dias eu estaria em Nova York. Ele disse que não me deixaria em Portugal porque ele precisava de um pastor com bom inglês nos Estados Unidos. No dia 13 de maio de 1999, eu cheguei a Nova York. Eu passei a tocar piano na igreja principal, no Brooklyn. Depois de uns 15 dias, o bispo Macedo chegou a Nova York e me disse que eu não deveria ficar só tocando, passaria a pregar. Foi a primeira vez em que fui responsável por uma igreja, a igreja de Utica, no Brooklyn. E, como eu era um pastor registrado pela Universal, passei a ter um salário. Ganhava US$ 600 brutos por mês. Era pouco, mas não tinha despesa com água, luz, aluguel porque eu morava na igreja.”

As metas e o método de arrecadação
“Em Utica, em dois meses, a igreja encheu. Cabiam 70 pessoas. O bispo Macedo achou que tinha valido a pena investir em mim. Comecei a fazer programas de TV e de rádio para a igreja e a participar das reuniões de pastores e bispos. Nessas reuniões, Edir Macedo nos ensinava a atingir as metas que ele criava para cada igreja. E a meta era financeira. Não era de fiéis. No primeiro mês, a minha igreja rendeu US$ 3 mil. Daí o bispo Macedo me falou: ‘Olha, Gustavo, este mês fez US$ 3 mil. Então, se no mês que vem você conseguir arrecadar só US$ 2.900, eu tiro a igreja de você. Você vai se virar para fazer US$ 3.500, senão eu vou descontar do seu salário, você não vai mais participar das reuniões e vai voltar para o piano’.”

“Fiquei tranquilo porque eu já tinha aprendido o trabalho. Ele me ensinou o seguinte: como era uma igreja pequena, primeiro eu tinha de fazer um atendimento corpo a corpo, conversar com cada um dos membros da igreja, visitar a casa, participar da vida. Eu levantava toda a vida da pessoa e determinava o dízimo. E eu ia colocando isso na cabeça das pessoas. Elas chegavam para me contar alguma coisa: ‘Pastor, fui viajar e bati meu carro’. Eu dizia: ‘A senhora está sendo fiel no seu dízimo?’. Ela dizia que não. Então eu falava que era por isso que ela tinha batido o carro. Óbvio que não tinha nada a ver, mas era uma questão de mexer com o psicológico, para que ela pensasse que as coisas ruins aconteciam por causa de um erro dela, e não por um erro da igreja ou um erro de Deus. Eu tinha de fazer aquela pessoa acreditar que o dízimo dela era uma coisa sagrada. Noventa e nove por cento das pessoas que vão à igreja, e isso eu ouvi do bispo Macedo, não vão para adorar a Deus. Vão para pedir, porque têm problemas no casamento, nas finanças, de saúde. Então o bispo falava: ‘Você chega para a pessoa e diz: Você está com problema financeiro, não está? Eu sei, eu estou vendo que sua vida financeira não está boa’. É muito fácil. Por serem pessoas humildes, elas estão mais propensas a certos problemas.”

O sucesso
“As minhas metas sempre eram alcançadas. Edir me dizia: ‘Agora a meta é US$ 4 mil’, eu fazia 4 mil. ‘Agora é US$ 5 mil’, eu fazia US$ 5 mil. E, a cada mês que eu alcançava minha meta, eu ganhava mais crédito, até o ponto de o bispo Macedo falar: ‘Você não é pastor para essa igreja, você é pastor para uma igreja melhor. Vou te colocar numa igreja maior, onde a meta já não é US$ 5 mil, a meta é US$ 30 mil’. Fiquei seis meses em Utica e fui para a igreja de Bedford. Vinham umas 400 pessoas, e a meta mensal era de US$ 25 mil. Alcancei todas as metas outra vez. Peguei a igreja com US$ 25 mil e deixei com quase US$ 40 mil de doações mensais. Aprendi a extorquir o povo, tenho até vergonha de falar. Uma vez coloquei uma piscina de plástico no altar por 15 dias, cheia de água. Disse que aquela era uma água do Rio Jordão, onde Jesus foi batizado. Eu dizia que as pessoas iam ser batizadas na mesma água que Jesus, desde que dessem uma oferta. E era água de torneira. Uma vez consegui fazer os fiéis doar três carros. Eles iam embora e me deixavam as chaves e o documento. A igreja vendia para fazer dinheiro. Entre os pastores, a conversa sempre era: ‘E aí, já pegou o mês?’. ‘Pegar o mês’ significava cumprir a meta. Eu chegava para um pastor que tinha uma igreja melhor que a minha e perguntava: ‘Já pegou o mês?’. ‘Já, fiz US$ 80 mil’, ele dizia. Eu respondia: ‘Olha, meu mês está em US$ 50 mil, mas vou fazer uma loucura, vou passar o teu mês e vou pegar tua igreja, hein?!’.”

As gratificações
“Quanto mais eu ganhava para a igreja, mais privilégios eu tinha. O meu pior carro foi um Toyota Corolla, era o primeiro carro de todo pastor. Do Corolla, passei para um Ford Focus, zero-quilômetro. Do Focus, tive um Honda Civic, do ano. Do Civic, fui para um Honda Accord. Nos Estados Unidos, morei em três casas diferentes. Conforme cumpria a meta, as casas aumentavam de tamanho, melhoravam de localização. O bispo Macedo pegava o relatório do mês, via a progressão de rendimentos e te perguntava: ‘Você está morando onde? E vai para a igreja com que carro? Faz o seguinte: fala com o bispo responsável para ele te mudar para tal casa’. Ele olhava em uma relação de pastores os bens que cada um estava usando e dizia: ‘Esse carro aí que você tem, dê para o pastor Álvaro e pega o carro do pastor Álvaro para você’. Era frequente essa troca de carros e casas entre os pastores. Como a gente não podia comprar mobília nem bens, só coisas pessoais, roupas, a mudança era bem rápida. Pastor não pode ter nada em seu nome, todos os carros que eu tive e casas em que morei estavam no nome da Universal.”

O casamento arranjado
“Em 2001, eu tinha 21 anos, era um pastor promissor e ainda era solteiro. Namorava havia dois anos uma americana que era obreira da igreja. Houve uma dessas reuniões de bispos e pastores e o Edir Macedo estava chamando a atenção de todo mundo. Ele olhou para mim: ‘Fica de pé. Você está namorando?’. Eu disse que sim. ‘Mas quem autorizou seu namoro? Está tudo errado. Você vai pegar o meu celular e vai ligar para sua namorada. Você vai dizer para ela que Deus não quer mais que vocês fiquem juntos.’ Eu fiquei indeciso, mas não teve jeito. Peguei o telefone, liguei para minha namorada no viva-voz e rompi com ela. Quando desliguei, ele disse para os pastores: ‘Estão vendo? A obra de Deus precisa de homens assim. Por você ter obedecido, vai ser abençoado agora. Você vai para o Brasil e vai conhecer uma mulher que Deus preparou para você. E você vai casar com ela. Você é um pastor da minha confiança, mas nela eu confio ainda mais do que em você, porque ela mora na minha casa, ela é minha empregada doméstica’. Embarquei para o Brasil no dia seguinte. Só conheci a Jacira no cartório. Dois dias depois, a gente casou no religioso. O bispo João Batista (ex-deputado federal) fez o casamento e pagou a lua de mel em Poços de Caldas (Minas Gerais). No dia em que partimos para a lua de mel, ele disse: ‘Gasta à vontade, porque quem está pagando isso é o povo. Não tem limite, fica tranquilo’.”

“Depois que voltei da lua de mel, passamos 15 dias na casa do João Batista, até que o visto da Jacira saísse. Era um apartamento por andar, com oito quartos. O João Batista guardava uma boa quantidade de dinheiro no escritório, notas de dólar e real. A Jacira me disse que estava acostumada a ver aquilo na casa dos bispos. Quando voltei aos Estados Unidos levando a Jacira, o bispo Macedo me disse: ‘Que bom que deu tudo certo. O visto dela já tinha sido negado antes, mas você conseguiu trazê-la’. O casamento garantiu a entrada da empregada doméstica dele nos Estados Unidos.”

A vasectomia
“Logo depois que eu casei, o bispo Macedo me obrigou a fazer vasectomia. Ele justificava dizendo que um filho traria despesas e dificuldades para que eu fizesse a obra de Deus, já que com filho era mais difícil mudar de país. Ele dizia que a saída era, quando eu me tornasse um bispo, adotar, seguir o exemplo dele, dos genros dele, Renato Cardoso e Júlio Freitas. Os três primeiros médicos que procurei se recusaram a me operar. Eu tinha 21 anos e nenhum filho. O quarto topou, mas me disse que não recomendava. Fiz uma vasectomia irreversível. Enquanto eu estava nos Estados Unidos, dos 26 pastores que trabalhavam em Nova York, outros sete também fizeram. Se você não faz a vasectomia, perde a chance de crescer e chegar a bispo, vai ser só mais um pastor que fica 15 anos na mesma igreja e não sai do lugar.”

Na casa do bispo
“Quando cheguei a Nova York com a Jacira, Edir Macedo e a mulher dele, a Ester, quiseram que ela fosse morar com eles. Eu era casado com ela. Daí eles me disseram: ‘Faz o seguinte. Pega um quarto aí e mora aqui com a gente’. Passei a morar no dúplex do Edir Macedo. Na casa dele, ouvi as conversas da cúpula da igreja. Era comum diálogos em que o bispo Macedo dizia: ‘Romualdo, como é que foi a campanha da Fogueira Santa aí no Brasil?’. E o bispo Romualdo Panceiro (outro dos auxiliares de confiança do bispo Macedo) dizia: ‘Olha, bispo, não foi muito boa não, deu só R$ 18 milhões’. Dinheiro na casa de Edir Macedo não era problema. Dirigia os carros dele, umas Mercedes antigas e superluxuosas. No dia a dia, ele não é religioso. A mulher de Edir Macedo, a Ester, tinha dentro de casa uma clínica de estética, com aparelhos de última geração. Quanto se gastava na casa do bispo Macedo era uma coisa que nem se fazia um cálculo, porque não precisava. Os outros bispos também viviam muito bem. Como os pastores, eles também tinham um contracheque bem baixo, mas era só fachada, para mostrar em caso de investigação. Mas o salário que vinha por fora era muito maior. Eu já presenciei durante a contagem da oferta os bispos dividirem o dinheiro entre si, esse ou aquele bispo tirar US$ 10 mil de uma oferta de US$ 50 mil. Eu também ganhava coisa por fora. Quando trabalhei com alguns bispos e a oferta era muito boa, o próprio bispo dizia para eu pegar um dinheiro para mim. Quando saí da igreja, eu tinha uns US$ 15 mil na conta que eu tinha tirado das doações dos fiéis.”

Os negócios da Record
“Eu posso dizer que a Record e a Universal são uma coisa só. Era comum eu ouvir o bispo Macedo falando em casa com o presidente da Record, Honorilton Gonçalves, pelo radinho: ‘Ô, Gonçalves, você fez aquele depósito, contratou tal artista, tal jornalista?’. Para pagar funcionários, despesas de programas televisivos, o Edir Macedo pedia para o Romualdo Panceiro tirar o dinheiro da conta da igreja para passar para a conta da Record. De tempos em tempos, o Gonçalves e o Romualdo diziam: ‘Edir, o negócio aqui está complicado, o cerco está bem apertado. A investigação está andando aqui, eles estão fiscalizando’. O Edir dizia: ‘Vocês têm de fazer alguma coisa, tira o dinheiro da conta da igreja e faz a contratação em dinheiro vivo’. Sempre em dinheiro vivo. Eu me lembro de quando foi montado o estúdio da Record em Nova York, em 2003. O bispo Macedo diz que foi gasto US$ 1 milhão. Ele fez uma reunião com os pastores da igreja e disse: ‘Precisamos levantar US$ 1 milhão. Vamos fazer uma campanha, e todas as igrejas precisam atingir uma meta’. Daí, ele já dividiu ali quanto cada uma teria de obter. Era a campanha das Muralhas de Jericó. Conseguimos mais de US$ 1 milhão, e foi com esse dinheiro que comprou os equipamentos para a TV.”

As contas no exterior
“Todo domingo à noite eu e alguns outros pastores éramos responsáveis por abrir os envelopes de dízimo e oferta e contar o dinheiro arrecadado pelas 26 igrejas de Nova York. Cada pastor guardava no cofre de sua igreja a oferta da segunda-feira até a última reunião do domingo. Daí levava tudo até a sede, no Brooklyn, para a contagem. Na segunda-feira de manhã, nós íamos ao banco fazer o depósito desse valor. O banco era o Chase Manhattan Bank. A matriz ficava a 300 metros da igreja. A quantia variava. Quando tinha uma campanha da Fogueira Santa de Israel, eu depositava tranquilamente US$ 1 milhão nesse banco por semana. Os depósitos eram feitos em duas contas. Uma no nome da Igreja Universal e a outra no nome de Forrest Higginbotham, um pastor americano que todo mundo conhecia como Forrest Hills. Ele pertencia a outra igreja, mas era uma pessoa de confiança do Edir Macedo. Foi o Forrest Hills quem ajudou a Universal a entrar nos Estados Unidos.”

“Lá nos Estados Unidos, eu também ouvi o Edir Macedo comentar umas quatro ou cinco vezes da necessidade de trocar dólares no Brasil, em São Paulo. Mas era uma tarefa que ele mesmo fazia ou passava para gente de muita confiança dele. Eles embarcavam no avião com o dinheiro e trocavam. Nunca soube quem eram os doleiros, mas posso te falar que os bispos que faziam esse serviço para ele eram os genros, o bispo Júlio Freitas, o bispo Renato Cardoso, o bispo Clodomir Santos e o bispo Romualdo Panceiro. Toda vez que eu ouvia falar em troca de dólar, era com esses bispos e o João Batista. O João Batista era com a maior frequência. O João Batista era, na gíria, a mula. Era ele quem levava, que trazia no avião, que fazia a transação, a troca. E, depois que ele fazia, ele levava nas mãos do Romualdo, do Clodomir. E com esses mesmos bispos, de altíssima confiança, o Edir costuma fazer umas reuniões na Suíça, em Zurique.”

A derrocada
“Uns quatro meses depois de fazer a vasectomia, comecei a ter problemas com a cirurgia. Descobri que o médico que me operou acabou cortando uma veia que não deveria ter sido cortada. Tive uma espécie de trombose nos testículos. Tive de usar um dreno e fui afastado pelo médico da pregação, mas o bispo Macedo me mandava trabalhar mesmo assim, usar a fé para me curar. Tive de fazer mais três cirurgias. O bispo Macedo dizia que eu devia estar endiabrado, que eu estava recebendo salário da igreja para não fazer nada. A pressão para que eu voltasse a trabalhar era tanta que tive de mostrar ao bispo Macedo todos os papéis, exames, porque ele não acreditava que eu realmente estava doente. Quando ele viu os laudos médicos, notou que tinha havido um erro. Foi logo me dizendo que um processo daria uma indenização milionária.”

“Procurei um advogado, que me disse que era uma causa ganha e que o processo duraria um ano e meio e deveria render por volta de US$ 500 mil. Quando o Edir soube que eu procurei outro advogado e não o da igreja, ele ficou bravo. Disse que eu tinha de procurar o advogado da Universal para abrir o processo e que deveria passar uma procuração para ele, porque o dinheiro que viesse deveria ser dado para a igreja, para a obra de Deus. Eu me recusei, disse que precisaria do dinheiro, que teria de me tratar. E aí começou uma pressão, e eu resolvi desistir do processo e fazer um acordo de US$ 65 mil com o médico. No mesmo dia em que assinei o acordo, o dinheiro já estava na minha conta. Quando contei ao bispo Macedo, ele começou a gritar comigo, dizer que eu era maluco, perguntou onde estava o dinheiro. Eu disse que estava na minha conta. Ele me mandou ir ao banco na mesma hora, sacar o dinheiro e depositar na conta da igreja. Eu me recusei. E aí ele me disse que eu estava fora: ‘A partir de hoje, você não é mais pastor da Igreja Universal. Você vai embora para o Brasil e não procure mais a igreja’. Isso foi em julho de 2004. E eu, doente, com quatro cirurgias feitas, fui mandado embora sem receber um dólar da igreja, depois de cinco anos de trabalho na igreja. Nunca tive férias, não tinha dia de folga certo. Eu me senti usado.”

“Voltei para o Brasil, me separei da Jacira um ano depois. Eu sofri por ter entrado na igreja muito jovem, abandonei a família, não terminei os estudos. Eu não tinha amigos que não fossem pastores ou bispos, não sabia o que era lutar por um emprego, não sabia quanto era um aluguel. Perdi tudo. Eu sempre me lembro da frase que o bispo Macedo costumava me falar: ‘Se você sair da igreja um dia, todos esses demônios que você expulsou nestes anos vão voltar para sua vida’.”

17 setembro 2009

DENÚNCIA: O Jornal Estadão está há 48 dias sob censura

José Sarney relembra a ditadura, manipula o sistema e proibe o Jornal Estado de São Paulo e o site Estadão de publicarem reportagens sobre a Operação Boi Barrica.

No final de julho, o Estadão publicou gravações que revelaram ligações do presidente do Senado com a contratação de parentes e afilhados políticos por meio de atos secretos.


E ninguém o tirou de lá... será que no ano que vem o povo irá demonstrar que está mais consciente com o voto?


14 setembro 2009

DENÚNCIA: Gravação mostra barganha de ministro dos Transportes










FONTE: Jornal Estado de Minas

Um vídeo obtido pelo Estado de Minas mostra o assédio dos principais líderes do Partido da República (PR) a um deputado candidato a integrar a bancada da legenda na Câmara, Davi Alves Silva (PDT-MA). A liberação de recursos do Orçamento da União é utilizada como atrativo para o parlamentar. A negociação foi feita pelo secretário-geral do PR, deputado Valdemar Costa Neto (SP), mas o empurrãozinho final coube ao ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. O ministro recebe informações sobre uma obra de interesse do deputado, já autorizada por ele, e comenta com Costa Neto: “Ah! É aquele negócio que tu me pediste?”. Em seguida, olha para Davi e acrescenta: “Rapaz, tu não tá nem no partido e já tá conseguindo arrancar as coisas daqui. Imagina quando estiver no partido, não é?”. Todos riem.

Davi Alves tinha interesse na construção da travessia urbana de Imperatriz (MA), seu principal reduto eleitoral, há muito tempo. Apresentou uma emenda de R$ 800 mil para essa obra em 2007, mas o projeto não saiu do papel. Na reunião realizada em 24 de junho, na sala de reuniões do ministro, Costa Neto avisou que o projeto executivo já estava em andamento: “Já está quase no final, viu Alfredo! Por isso que ele veio aqui te agradecer”. Depois da conversa reservada, o ministro gravou entrevista para uma equipe de Davi, informando que a liberação estava garantida: “Eu já autorizei recursos para que seja elaborado um projeto executivo. A nossa expectativa é de que, neste ano, o projeto executivo esteja concluído e, a partir do ano que vem, a obra tenha condições de ser iniciada”. Neste ano, o ministro comanda uma pasta com orçamento de R$ 9,6 bilhões para investimentos.

Davi também foi entrevistado pela sua equipe. Questionado sobre a obra, respondeu: “Hoje, me sinto realizado com a atitude do ministro em realizar esse sonho, me ajudando a colocar uma emenda de R$ 800 mil para fazer o estudo de viabilidade da obra. No ano que vem, essa grande obra, no valor de R$ 89 milhões, será concluída, não para mim, mas para o povo de Imperatriz e Davinópolis”. As duas entrevistas foram veiculadas em Imperatriz, o principal reduto eleitoral do deputado. A conversa informal ficou guardada nas gavetas do gabinete do parlamentar, até ser entregue ao Estado de Minas.

Em 4 de junho, Davi havia recebido ofício do Ministério dos Transportes com a informação de que havia sido liberado limite de empenho no valor de R$ 1,5 milhão destinado a estudos relativos à construção da travessia urbana na divisa das cidades de Davinópolis e Imperatriz, na BR-010. A informação veio em memorando assinado pelo subsecretário de Planejamento e Orçamento do ministério, Mauro Barbosa da Silva.

Em 19 de agosto, Davi Alves apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedido de declaração de justa causa para se desfiliar do PDT, partido pelo qual foi eleito em 2006. O deputado afirmou no pedido que, desde o início de 2007, sofre grave discriminação pessoal e perseguição política dentro da legenda. Alega também que o programa partidário do PDT foi desrespeitado pelo então governador do Maranhão, Jackson Lago, integrante do partido, e pela própria direção nacional do PDT, o que o teria prejudicado junto aos eleitores no estado.


Resolução

A solicitação de Davi foi feita com base na Resolução 22.610, do TSE. Ela permite que o parlamentar apresente à Justiça Eleitoral uma declaração de justa causa para se desligar da legenda pela qual foi eleito. O artigo 1º da resolução define que há justa causa para a troca partidária em várias hipóteses, entre elas a mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário ou grave discriminação pessoal. O deputado sustenta que, apesar dos 77.595 votos que recebeu para deputado nas eleições de 2006, foi perseguido pelo governador e teve negado, inclusive, o direito de participar do diretório municipal da legenda em Imperatriz.

Procurado pela reportagem, na quinta-feira, Davi confirmou que pretende trocar de partido. Mas negou que tenha exigido a liberação de recursos do Orçamento da União para ingressar no PR. “A prova disso é que estou mais próximo do PMDB. Também tenho proposta do PSC, assim como do PR”, afirmou. Ele confirmou que teve o encontro com o ministro dos Transportes em 24 de junho, mas disse que estava apenas cumprindo a sua tarefa de parlamentar ao reivindicar a liberação de recursos para o seu estado. Costa Neto foi informado sobre o conteúdo da reportagem, mas afirmou, por intermédio da sua assessoria de imprensa, que não faria comentários.

13 setembro 2009

Após pré-sal, governo avança em mineração e eletricidade


FONTE: Estadão

BRASÍLIA - Depois do pré-sal, o governo se prepara para intervir pesadamente em outro setor: o de mineração. Está pronto o esboço de um novo código mineral, que prevê a criação de uma agência reguladora. Ela ficará encarregada, por exemplo, de cobrar bônus de outorga quando uma mina for entregue para exploração. Hoje, até uma pessoa física sem qualquer experiência pode ganhar um alvará para explorar minério, pagando cerca de R$ 100. "É praticamente um pacote de cigarros", comparou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. A ideia é elevar fortemente esse valor.

Novos desenhos institucionais prevendo mais presença do Estado no petróleo e na mineração não são episódios isolados. O governo tem aumentado sua presença em outros setores, como eletricidade, fertilizantes, crédito bancário e transportes.

Em alguns casos, a presença se dá na forma de um planejamento mais dirigido. Em outros, o Estado aparece mesmo como operador. No curto prazo, além da mineração, a intervenção será mais sentida nos setores elétrico e de transportes rodoviários. Para economistas, como Nathan Blanche, em entrevista ao repórter Leandro Modé, o aumento da intervenção estatal na economia é um retrocesso.



Mineração

A agência reguladora da mineração vai estabelecer que as mineradoras iniciem sua produção dentro um período inferior a cinco anos. Hoje, não há prazo, o que abre espaço a que empresas e pessoas físicas obtenham alvarás de exploração de minas apenas para vendê-las.

O ministro deixou claro o desejo de impor novas regras sobre os alvarás já expedidos, que hoje estão em mãos de empresas, muitas delas estrangeiras, e pessoas físicas. "Vamos ampliar o controle. Vamos tentar regular o que já foi concedido. Do ponto de vista legal, não sei como vai ser. Estamos estudando." As regras para concessão de novos alvarás ficarão mais rígidas. Pessoas físicas não poderão mais obtê-los.

Empresas passarão por uma análise de capacidade antes de conseguir o documento. Há a hipótese de as áreas de mineração serem leiloadas, em vez de entregues, como é hoje. Outro ponto é o aumento da tributação e dos royalties cobrados na mineração. "Nós, pessoas físicas, pagamos 30% de impostos. O setor de petróleo paga 60%. A mineração, 12%", comparou.

Enquanto os royalties sobre o petróleo são de 10%, na mineração são cobrados 2%. O governo deseja elevar essa cobrança e destinar os recursos ao Fundo Social - que será formado com o dinheiro do pré-sal para investir em áreas prioritárias. A definição da alíquota depende de estudos comparativos com outros países. Uma referência citada pelo ministro é a Austrália. Lá, os royalties variam de 2,5% a 7,5%. O esboço de proposta do código está pronto. "Não saio deste ministério nem demitido enquanto não resolver isso."

Tal como foi feito com as reservas do pré-sal, o governo congelou a concessão de novas áreas para mineração, tarefa hoje desempenhada pela estatal Serviços Geológicos do Brasil (CPRM). "A CPRM está proibida de fazer novos leilões", disse. "Vamos segurar tudo até que seja aprovado o novo código." Lobão disse que a CPRM é "a Petrobrás da mineração". A CPRM, porém, não explora minérios. Faz apenas pesquisa.

Para o presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Paulo Camillo Penna, se o código de mineração fosse devidamente aplicado, não haveria tantos atrasos na exploração de jazidas. Para ele, a falta de estrutura do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), que demora para aprovar os planos de produção das empresas, causa mais atrasos do que casos de empresas que "sentam em cima" das autorizações para especular.

No setor elétrico, Lobão pretende anunciar em breve uma solução para a renovação das concessões de usinas de geração e linhas de transmissão que vencem em 2015. Para renová-las, como é desejo das empresas, é preciso mudar a lei. Se cumprir a legislação, o governo terá de retomar as concessões e licitá-las novamente.

08 setembro 2009

O maior escândalo da F-1

FONTE: Revista IstoÉ

Antes festejada pela excelência de seus pilotos, carros e equipes, a Fórmula 1 atravessa uma temporada de baixo-astral. A má fase começou há dois anos, com a acusação de espionagem feita pela Ferrari contra a McLaren, e continuou em 2008, com a crise financeira derrubando drasticamente os investimentos. Por esse motivo, a Honda abandonou as pistas e grandes equipes caíram de produção. Neste ano, a BMW já anunciou que vai deixar a F-1 e a Toyota pode seguir o mesmo rumo. Para piorar, os amantes do automobilismo viram estourar na última semana aquele que pode ser o maior escândalo da F-1: a denúncia de que o piloto Nelsinho Piquet teria recebido - e cumprido - ordens do diretor esportivo da Renault, Flavio Briatore, para bater o carro contra a mureta no Grande Prêmio de Singapura de 2008 e, assim, beneficiar seu colega de equipe Fernando Alonso.

"Essas coisas causam um abalo, prejudicam a imagem", admitiu à ISTOÉ o piloto Chico Serra, que correu na categoria. "Mas acredito que depois de um tempo as pessoas esqueçam e continuem acompanhando as corridas." A extensão do prejuízo para a credibilidade da F-1 poderá ser mais bem avaliada no dia 21, quando a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) encerra a apuração do acidente.

Depois de estourar a bomba, Briatore e Piquet preferiram o silêncio. A repercussão do caso, no entanto, foi ruidosa. "Na época, o acidente me pareceu estranho", admitiu Rubens Barrichello. "Se for comprovado, merece punição." O dono dos direitos comerciais da categoria, Bernie Ecclestone, diz que o piloto é tão culpado quanto Briatore. "Se te mando roubar um banco e você faz, não adianta depois dizer que fez 'porque o Bernie mandou'", disse ele. Os dois envolvidos têm a seu favor a dificuldade encontrada pelos investigadores para apurar um fato desse tipo. Caso a ordem tenha sido dada nos boxes, somente o depoimento de uma testemunha poderia elucidar a questão - a FIA já ouviu vários integrantes da Renault. A entidade também requisitou a gravação da comunicação via rádio entre a equipe e o piloto durante a corrida, mas dificilmente encontrará alguma fala explícita. A batida ocorreu na 13ª volta do Grande Prêmio de Singapura, quando Alonso estava nos boxes. Por causa do acidente, o safety car (carro de segurança) entrou na pista, obrigando todos os competidores a se alinhar. Com isso, Alonso teve condições de se recuperar e vencer a corrida. "É tão absurdo que prefiro não acreditar", diz Chico Serra. "Mas Briatore é realmente uma pessoa polêmica."

Por incrível que pareça, o rumor nos bastidores é de que a denúncia à FIA tenha partido do próprio Piquet. Demitido no início de agosto, o piloto saiu atirando. Esquentado como o pai, o ex-campeão Nelson Piquet, ele atacou Briatore: "Ele é um ignorante em Fórmula 1." Quem já conviveu com Nelsinho Piquet - tido como malhumorado e capaz de criticar colegas sem a menor cerimônia - aposta que ele seja capaz desse tipo de represália. Já um piloto que o conhece muito bem duvida da participação dele nesse jogo sujo. "Não acredito que ele se envolveria em uma situação tão sem valor para vencer", afirma Roberto Pupo Moreno, que também correu na F-1.

"Não faz parte da sua criação." Se a FIA comprovar as denúncias, as penas serão duras para Piquet, que pode até ser banido, Briatore e a Renault, que deverá ser proibida de correr. Seria mais um degrau abaixo no prestígio da antes gloriosa Fórmula 1.

04 setembro 2009

Após enterro, família de Michael Jackson agradece aos admiradores do cantor

02 setembro 2009

APOIAMOS: Brava gente brasileira!




Dando vida à idéia do Laguardia (Brasil - Liberdade e Democracia), a campanha de conscientização política em torno do 7 de setembro já está praticamente pronta. Estou felicíssima em ter criado a imagem do movimento e, abusada, ainda sugeri as instruções!
Agora só falta a adesão de cada um de vocês leitores, amigos, indignados e blogueiros. Temos que lutar por um país mais ético, moral, honesto e livre. As Excelências precisam saber que, ao contrário delas, por incrível que pareça, há BRASILEIROS apaixonados por este país!
Conclamo todos a abraçar essa campanha que se estenderá de 07 a 20 de setembro.
As regras da campanha são as seguintes:
1. Durante o período de 07 a 20 de setembro, exibia a imagem do logo como o primeiro post de seu blog ou deixe-a fixa no topo da barra lateral;
2. O texto padrão junto ao logo deve ser:

"BRAVA GENTE BRASILEIRA, LONGE VÁ TEMOR SERVIL!
Comemoramos o Dia da Independência do Brasil, resgatando nosso patriotismo adormecido e protestando contra os abusos, a corrupção e a impunidade de uma classe política que zomba e se lixa para nós. Repasse essa campanha adiante. Nosso país agradece".
3. Exiba a imagem e o texto em todos os perfis que possuir (orkut, twitter, gmail, facebook, myspace, MSN, etc);
4. Envie esta mensagem também para:
- Câmara Federal: Fale com o deputado: http://www2.camara.gov.br/canalinteracao/faledeputado
- Supremo Tribunal Federal – Central do Cidadão - http://www.stf.jus.br/portal/centralCidadao/enviarDadoPessoal.asp 
- Procuradoria Geral da União - pfdc@pgr.mpf.gov.br
- Presidência da República – Fale com o Presidente - https://sistema.planalto.gov.br/falepr2/index.php
5. Enviem essa campanha (imagem, texto e instruções) por email para toda sua lista de contatos, para todos os seus conhecidos, para os seguidores de seu blog, para as autoridades de seus municípios, para os jornais, revistas, rádios e emissoras de TV, etc.
Contamos com a colaboração de todos. Nosso país agradece!

24 agosto 2009

Dose letal de anestésico matou Michael Jackson


FONTE: Estadão

LOS ANGELES - Médicos-legistas concluíram que o astro pop Michael Jackson morreu depois de ingerir uma dose mortífera do anestésico propofol, informou o jornal Los Angeles Times, citando um mandado de busca revelado em Houston.

De acordo com o mandado de busca para investigar os escritórios do médico do "Rei do Pop" (leia parte do documento), doutor Conrad Murray, ele disse a detetives que vinha tratando o artista por causa de uma insônia havia aproximadamente um mês e meio. Ele dava 50 miligramas de propofol toda noite ao cantor, usando um acesso intravenoso, segundo o jornal.

A morte do astro pop Michael Jackson está sendo tratada como homicídio pelo Instituto Médico Legal (IML) do condado de Los Angeles, disse à Associated Press uma fonte ligada às investigações. A conclusão do IML de Los Angeles sugere que o médico particular do artista, doutor Conrad Murray, possivelmente será alvo de novas acusações.

Murray manifestou aos investigadores temores de que Michael Jackson estaria ficando viciado em propofol e disse que havia passado a usar outros medicamentos.

Na manhã da morte do artista, em 25 de junho, Murray passou horas tentando induzir o sono do paciente utilizando diversas drogas, mas nenhuma surtiu efeito.

Por volta das 10h40 daquele dia, o médico ministrou 25 miligramas de propofol depois de Jackson ter pedido a droga.

De acordo com o relato de Murray, ele deixou Jackson sozinho à espera de que a droga surtisse efeito e saiu para fazer alguns telefonemas. Quando voltou, percebeu que o cantor já não respirava mais.



Tributo

A mãe de Michael Jackson, Katherine Jackson, disse em carta tornada pública nesta segunda-feira que o tributo global ao filho marcado para o próximo mês em Viena é "uma ideia maravilhosa" e um evento que seu filho adoraria. O show do dia 26 de setembro, organizado pelo irmão de Michael, Jermaine, vai acontecer na frente de um palácio do século 17 na capital austríaca. O participantes do tributo ainda não foram anunciados, mas espera-se que milhares de pessoas assistam ao show.

"Um evento dessa dimensão não apenas mantém o espírito de Michael vivo, mais do que isso: dá a milhões de fãs a oportunidade de viver sua música e celebrar a vida do meu filho", escreveu Katherine Jackson. "Eu tenho certeza que Michael iria amar (o tributo)".

A carta, escrita à mão, é datada de quinta-feira e foi tornada pública pelos promotores austríacos do evento, o World Awards Media GmbH.

O promotor Georg Kindel disse que o tributo foi originalmente planejado para acontecer no estádio de Wembley, em Londres, no dia 29 de agosto, data em que Michael completaria 51 anos, mas Jermaine Jackson decidiu realizar o evento em Viena.

A capital da Áustria abriga muitos castelos e Jermaine disse que Viena foi escolhida como o local do show porque seu irmão "amava castelos".

A mãe do cantor também se dirigiu aos fãs, dizendo que estava "emocionada pelo amor e apoio que meu amado filho Michael recebeu no último mês".

Na semana passada, a intensa procura por ingressos para o show em Viena fez o site de venda entrar em colapso. Os preços variam de € 63 (US$ 90) a € 518 (US$ 742).

Nina Ellend, chefe de publicidade da World Awards Media GmbH, disse que milhares de ingressos foram rapidamente arrebatados e que a venda está sendo realizada em etapas.

De acordo com meios de comunicação austríacos, Madonna, U2, Lionel Richie e Whitney Houston podem estar entre os artistas presentes. Porém, o site do show diz que a apresentação vai incluir "alguns dos artistas contemporâneos mais populares".

Uma vereadora da cidade de Nova York quer homenagear o cantor Michael Jackson dando o nome do cantor à estação de metrô onde ele gravou o videoclipe da música "Bad". A vereadora Letitia James quer a colocação de uma placa na estação Hoyt-Schermerhorn, no Brooklyn, ou que o nome "Jackson" seja adicionado ao nome da estação, segundo o jornal New York Post.

O porta-voz da Autoridade de Transporte Metropolitano, Kevin Ortiz, disse nesta segunda-feira que é pouco provável que a proposta seja aceita. Segundo ele, agência proíbe a colocação de placas nas estações, mas está desenvolvendo um guia para a nomeação desses locais.

Michael Jackson, que morreu em 25 de junho último, gravou o videoclipe, dirigido por Martin Scorsese, na estação do Brooklyn em 1987. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

Seis superintendentes regionais da Receita pedem exoneração


FONTE: Globo.com

Seis superintendentes regionais da Secretaria da Receita Federal pediram demissão de seus cargos nesta segunda-feira (24), de acordo com carta divulgada pelos servidores ao atual comandante do Fisco, Otacílio Cartaxo.

São eles: Altamir Dias de Souza (4ª Região Fiscal), Dão Real Pereira dos Santos (10ª Região Fiscal), Eugênio Celso Gonçalves (6ª Região Fiscal), José Carlos Sabino Alves (Adjunto-7ª Região Fiscal), Luis Gonzaga Medeiros Nóbrega (3ª Região Fiscal) e Luiz Sérgio Fonseca Soares (8ª Região Fiscal).

Além disso, também estão deixando suas funções Henrique Jorge Freitas da Silva, que era responsável pela parte de Fiscalização da Receita Federal, e Marcelo Lettieri, coordenador de Estudos, Previsão e Análise, que divulgava os resultados da arrecadação federal para a imprensa.

Fátima Maria Gondim Bezerra Farias, da Coordenação-Geral de Cooperação Fiscal e Integração, Frederico Augusto Gomes de Alencar, da Coordenação-Geral de Contencioso Administrativo e Judicial, Luiz Tadeu Matosinho Machado, da Coordenação-Geral do Sistema de Tributação e Rogério Geremia da Coordenação-Geral de Fiscalização, também entregaram os cargos.

A notícia da saída dos 12 funcionários é divulgada após o atual secretário da Receita Federal ter retirado o cargo comissionado da servidora Iraneth Weiler, que trabalhava como chefe de gabinete de Lina Vieira, ex-comandante do Fisco.

O ato foi publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira (24). Alberto Amadei, que era assessor da ex-secretária da Receita Federal, também perdeu sua função. Ambos, porém, permanecem na Receita por serem funcionários de carreira.


Razões

Os superintendentes regionais e coordenadores gerais anunciaram, em carta a Otacílio Cartaxo, seu pedido de demissão por conta dos "últimos acontecimentos relacionados com a alta administração da Receita Federal do Brasil".

"A começar pela forma como ocorreu a exoneração da ex-Secretária Lina Maria Vieira, passando pelos depoimentos realizados no Congresso Nacional, e as recentes notícias veiculadas pela mídia nacional, denotando a clara e evidente intenção do Ministério da Fazenda de afastar outros administradores do comando da Receita Federal", informam na carta.

Os servidores dizem ainda, no documento, que pautam sua vida funcional "pelos princípios da ética, da impessoalidade, da legalidade e da moralidade". "O que nos trouxe para a administração da RFB foi a crença na possibilidade de construção de uma instituição mais republicana, com autonomia técnica e imune às ingerências e pressões de ordem política ou econômica", dizem.

Pedem ainda que o atual secretário mantenha e aprofunde a política de fiscalização que vem sendo implementada com foco nos grandes contribuinte, além de preservar, também, a autonomia técnica do órgão e que "não tolere qualquer tipo de ingerência política".


Dilma X Lina

A chefe de gabinete de Lina Vieira, Iraneth Weiler, confirmou ao jornal "Folha de São Paulo", em 13 de agosto, que Erenice Guerra, secretária-executiva da Casa Civil, foi ao gabinete de Lina no final do ano passado. "Ela entrou pela porta do corredor, não passou pelas secretárias. Não foi uma coisa que constava da agenda", disse ela ao jornal. Erenice teria supostamente ido marcar uma reunião entre a ministra Dilma Rousseff e Lina Vieira. Em nota, a Casa Civil negou que a secretária-executiva Erenice Guerra tenha visitado a ex-secretária da Receita Federal.

No encontro, Dilma, segundo a versão da ex-secretária da Receita, teria pedido que o Fisco agilizasse a investigação sobre as empresas de Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Lina disse ter interpretado como um pedido para encerrar as investigações. Dilma sempre negou o encontro e o pedido.

Senadores de oposição querem que a ex-secretária passe por uma acareação com Dilma. Durante o depoimento que deu na última terça-feira (18) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, ela disse que aceitava a aceração.

Na quarta-feira (19), o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), ironizou a proposta de acareação. "Eles (a oposição) querem a televisão. O negócio deles é aparecer. Narciso acha feio tudo que não é espelho", provocou.

No depoimento à CCJ, a ex-secretária da Receita Federal apresentou detalhes do suposto encontro secreto com Dilma Rousseff, mas negou que a ministra tenha tentado influenciar no resultado de investigações do órgão sobre os negócios do filho de José Sarney.


Demissão de Lina Vieira

Lina Vieira foi demitida em meados de julho, após a decisão do Fisco de investigar, neste ano, a Petrobras. A empresa mudou o regime tributário de competência para caixa, no segundo semestre de 2008, retroagindo ao início do ano passado, o que gerou um crédito fiscal (que pode ser abatido no pagamento de tributos) superior a R$ 1 bilhão referente à contabilização de "variações cambiais".

Em maio, a Receita Federal informou que não é permitido a empresas mudar o regime de pagamento de impostos no meio do ano, como a Petrobras admitiu ter feito no ano passado. Posteriormente, Otacílio Cartaxo afirmou que a legislação seria omissa em relação à mudança de regime tributário feita pela estatal do petróleo.

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