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17 dezembro 2008

Pessoas físicas foram as mais afetadas pelo Madoff no Brasil

FONTE: Estadão

RIO - Clientes em sua maioria pessoas físicas, com pequenas fortunas no exterior, vindas quase integralmente de rendimentos não declarados, e que buscavam investimento com baixa taxa de risco. Este é o perfil básico dos brasileiros que aplicaram - e perderam - dinheiro em cotas de fundos administrados por Bernard Madoff, o ex-presidente da Nasdaq preso esta semana nos Estados Unidos acusado de fraudar Wall Street em US$ 50 bilhões.

Entenda o esquema de pirâmide financeira realizado por Madoff

Segundo um dos próprios investidores, que pediu para não ser identificado, o fundo rendia relativamente pouco, comparado a outros investimentos de maior risco: o ganho girava entre 7% e 8% ao ano. "Quem tem dinheiro declarado opera no mercado", diz a fonte, justificando o fato de as aplicações serem de renda não declarada, mais conhecida no mercado financeiro pelo jargão "caixa 2".

O esquema de Madoff era alimentado por 20 fundos diferentes, que segundo ele ainda não apareceram e cujo volume de recursos também não é conhecido. Aqui no Brasil, argumenta a fonte, a maioria dos investidores sequer sabia que o fundo era ligado ao especulador. Muito menos que se tratava de um modelo como o da pirâmide, no qual o dinheiro de novos investidores remunera aplicações anteriores, até que a base da pirâmide fica com o prejuízo.

As estimativas de perda total entre US$ 1 bilhão e US$ 2 bilhões para brasileiros são apenas um palpite que vem sendo repetido nas rodas de clubes de elite e ganharam as páginas de jornais.

O americano Walter Noel, casado com a brasileira Mônica Haegler, respondia pela oferta do produto em Nova York. No Rio, Noel freqüenta, há mais de duas décadas, agremiações onde se reúne a alta sociedade, como o Country Club e o Gavea Golf Clube, e fazia contatos para intermediação de investimentos.

Noel é cunhado de Alex Haegler. Bastante respeitado no mercado financeiro, ele foi por muitos anos representante do Credit Suisse no País. Sua filha, Bianca, aparece no site do fundo Fairfield Greenwich Group, como representante da instituição no Brasil.

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