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03 dezembro 2008

Montadoras pedem US$ 34 bi ao governo





FONTE: Revista Veja

Profundamente abaladas pela crise financeira, a General Motors, a Ford e a Chrysler pediram nesta terça-feira ao Congresso dos EUA uma ajuda governamental total de 34 bilhões de dólares para garantir sua sobrevivência. As montadoras, conhecidas como as "Três Grandes de Detroit", apresentaram planos de reestruturação e explicaram como utilizariam a ajuda recebida, cumprindo assim o prazo e as condições impostas pela hierarquia democrata no Congresso. Em resumo, as três empresas reiteraram o compromisso de reduzir os salários dos executivos, refinanciar as dívidas, cortar mais custos, fabricar carros híbridos e elétricos e eliminar algumas marcas.

Nos planos entregues ao Congresso, a GM e a Chrysler disseram precisar imediatamente de ajuda para sobreviver até o fim do ano e advertiram que, se ruírem, levarão junto toda a indústria automobilística americana.

Dando alguma esperança às montadoras, a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, afirmou que a quebra do setor automobilístico "não é uma opção" e previu a concessão de algum tipo de ajuda. "Acredito que haverá uma intervenção. A falência seria ruim para todos, incluindo nossa economia, e por isso não é uma opção", afirmou ela. O dinheiro, segundo Pelosi, teria de vir de novos empréstimos ou do resgate financeiro de US$ 700 bilhões já aprovado para Wall Street, idéia contestada pela Casa Branca.

Os executivos das montadoras tentam convencer os congressistas a votar um plano de ajuda já na próxima semana. Mas não está claro se o Congresso votará o resgate ainda nesta legislatura. A medida pode ser adiada até a posse do novo Congresso, em 6 de janeiro. Se o acordo for fechado, o Senado poderá votar o plano de ajuda em 8 de dezembro, disse o líder da maioria democrata na Câmara Alta, Harry Reid. Antes, no entanto, os planos passarão por audiências na quinta e na sexta-feira.

A GM pediu um empréstimo de 12 bilhões de dólares, com um adicional de 6 bilhões, caso seja necessário. A Ford solicitou uma linha de crédito preventiva de 9 bilhões de dólares, que disse não esperar usar. Já a Chrysler pediu 7 bilhões.

O executivo-chefe da Ford, Alan Mulally, que recebeu um salário de 2 milhões de dólares e compensações de 21,7 milhões em 2007, manteve o compromisso de ganhar 1 dólar por ano caso o empréstimo seja concedido. O mesmo foi prometido pelo principal executivo da GM, Rick Wagoner, enquanto o chefe da Chrysler, Robert Nardelly, já recebe esse salário. Outra promessa da GM e da Ford é a de vender suas frotas de aviões corporativos.

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