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30 setembro 2008

Empresas da Bovespa perdem R$ 179 bilhões em valor no mês, diz consultoria


FONTE: Globo.com

A crise financeira internacional resultou em perdas de R$ 179,4 bilhões no valor de mercado das empresas que têm ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) em setembro.

Segundo levantamento da consultoria Economatica, foram as ações do setor de siderurgia – lideradas pela Vale – as responsáveis pelas maiores desvalorizações do mês.

A siderúrgica ocupou o primeiro lugar no ranking das empresas que tiveram no mês perdas em valor de mercado (que é igual ao preço de um papel da empresa multiplicado pelo número de ações existentes). O valor da Vale caiu de R$ 218 bilhões em 30 de agosto para R$ 184,9 bilhões nesta terça-feira (30), queda de R$ 33,1 bilhões.

Gerdau e Siderúrgica Nacional também foram abatidas pelo mau desempenho da bolsa e perderam de R$ 12,4 bilhões e R$ 12,1 bilhões, respectivamente, ocupando a segunda e a terceira posição no ranking. Usiminas ficou em quarto lugar e teve o valor de mercado reduzido em R$ 8,4 bilhões no mês.

Ainda de acordo com levantamento da consultoria, outro destaque de desvalorização no valor de mercado foi a da própria BM& F Bovespa, que amargou perda de R$ 8 bilhões em setembro.

Já a Petrobras – que junto com a Vale tem as ações mais negociadas e de maior peso no índice Ibovespa - ocupou a 27º posição e perdeu R$ 1,492 bilhão em setembro.

Cientistas da USP criam primeiras células-tronco embrionárias brasileiras



FONTE: Globo.com

A ciência brasileira acaba de obter a primeira linhagem de células-tronco embrionárias humanas em solo nacional. O avanço inédito, obtido por pesquisadores do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, deve ser anunciado na manhã desta quinta-feira em Curitiba, durante um simpósio de terapia celular ocorrendo naquela capital.

O sucesso foi uma combinação de muito suor e alguma audácia por parte do grupo liderado por Lygia da Veiga Pereira, uma vez que a liberação definitiva para a produção de células-tronco embrionárias humanas só veio com a decisão do Supremo Tribunal Federal, em maio de 2008, que julgou improcedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a Lei de Biossegurança, que havia sido aprovada pelo Congresso em 2005.

Se o grupo tivesse começado as pesquisas apenas após o julgamento no Supremo, não teria sido possível avançar tão depressa. "Na verdade, em 2005 as pesquisas haviam sido liberadas. A existência da ação de inconstitucionalidade não proibia. Essa foi a minha interpretação", conta Pereira.

Ela usa como argumento que seu projeto foi aprovado pelo Ministério da Saúde e pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e recebeu financiamento já em 2006. "Entendi isso como um sinal para ir adiante."

Mas nem tudo foram flores. Por conta da insegurança jurídica, houve gente no grupo de Pereira que teve a bolsa de estudos negada pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), que temia uma proibição mais adiante. Mesmo assim, com o auxílio de verbas federais e de instituições privadas, o grupo prosseguiu.

E, cerca de três meses atrás, após 35 tentativas, os cientistas conseguiram extrair a primeira linhagem estável de células-tronco a partir de um embrião. Desde então, os pesquisadores passaram a multiplicar essas células. Finalmente, algumas semanas atrás, conseguiram determinar que as células obtidas eram pluripotentes -- podiam se transformar em qualquer tipo de tecido.

É exatamente por isso que as células-tronco embrionárias são tão cobiçadas. Agindo como curingas celulares, elas são teoricamente capazes de se transformar em qualquer tipo de célula que existe no corpo humano. Por isso há a esperança de que possam, no futuro, ser aplicadas em tratamentos de doenças hoje incuráveis, restabelecendo a saúde a órgãos ou tecidos danificados. Entre as muitas enfermidades que poderão um dia ser combatidas com terapia celular estão diabetes, mal de Parkinson e problemas cardíacos.

"Já vimos nossas células se transformarem em neurônio e músculo", diz Pereira. "Pretendemos fazer agora testes em animais, para confirmar essa pluripotência."


Células-tronco 2.0

A primeira linhagem brasileira de células-tronco já se beneficiou dos esforços obtidos por grupos estrangeiros que se mostraram equivocados. No início das pesquisas nos EUA, as células eram cultivadas junto com tecido animal, o que acabava produzindo uma contaminação permanente e impedindo seu uso em futuros testes clínicos.

No Brasil, aprendendo com os erros dos outros, o grupo de Lygia da Veiga Pereira evitou essa técnica e partiu para formas mais modernas de cultivar as células. "De certo modo, estamos com isso mais perto de trazer essas células-tronco para um cenário de testes clínicos. É como se fosse uma versão 2.0", diz.

"Em 1998, surgiu a primeira linhagem de células-tronco embrionárias nos Estados Unidos. Em 2008, produzimos a primeira linhagem no Brasil", relata Pereira. "Nós, trabalhando com o grupo do Stevens [Rehen, da Universidade Federal do Rio de Janeiro], estamos tentando recuperar o tempo perdido."

Pereira deseja continuar multiplicando essas células em laboratório, para poder fornecê-las para outros grupos interessados no uso para pesquisa. "Já temos projeto para isso", conta.


Da biologia para a medicina

Por enquanto, a imensa maioria dos trabalhos com células-tronco embrionárias tratam muito mais de ciência básica do que de tentar desenvolver tratamentos clínicos. Com as pesquisas brasileiras, não vai ser diferente.

Isso porque existem muitos riscos envolvidos com a inserção de células-tronco embrionárias em pacientes. Em animais, uma célula-tronco embrionária à solta já mostrou que pode se transformar num teratoma -- uma espécie de câncer composto por todo tipo de tecido, de forma desordenada.

Para evitar que algo similar possa acontecer com humanos, os cientistas estão se acautelando e garantindo que tenham um entendimento completo de como controlar a diferenciação das células-tronco, de forma que ela produza só o bem, e nunca o mal.

"Na verdade, já sabemos bem como fazer a diferenciação, vários estudos já fizeram isso com muito sucesso", afirma Pereira. "O que ainda é difícil é ter segurança. Quando você insere no organismo, será que sobrou alguma célula não-diferenciada que pode virar outra coisa?"

É uma pergunta dificílima de responder. E, segundo Pereira, o processo para solucionar a questão é totalmente empírico. "É basicamente pôr no bicho e ver se forma alguma coisa. E o que estamos vendo é que, em muitos casos, nada de anormal aparece."

Para a pesquisadora brasileira, os primeiros testes clínicos com células-tronco embrionárias já estão próximos. "Tem uma empresa nos EUA que já entrou com um pedido para fazer", diz. "Antigamente, eu costumava sempre responder a isso com, ah, em cinco a dez anos. Mas agora já acho que no ano que vem teremos o primeiro teste clínico com células-tronco embrionárias no mundo."

29 setembro 2008

Câmara dos EUA rejeita pacote de Bush


FONTE: Globo.com


A Câmara dos Estados Unidos rejeitou nesta segunda-feira (29) o plano de socorro de US$ 700 bilhões aos bancos norte-americanos, proposto pelo presidente norte-americano George W. Bush. Com isso, o temor tomou conta do mercado financeiro no mundo todo, que registrou serveras quedas no dia.

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve a maior queda desde de janeiro de 1999, recuando 9,36%. O indicador-referência para o mercado de Nova York, o Dow Jones fechou em queda de quase 7%, ou 777 pontos, um recorde que superou as perdas do dia 17 de setembro de 2001, quando a Bolsa de Nova York voltou a operar após os ataques terroristas de 11 de setembro.


13 votos

Para ser aprovada, a medida precisava de 218 votos. No entanto, o projeto recebeu o "sim" de apenas 205 deputados, enquanto outros 228 parlamentares foram contra o pacote financeiro.

A apuração preliminar tinha apontado 226 votos contrários à proposta e 207 favoráveis. Depois disso, os líderes partidários tiveram tempo para convencer outros congressistas a mudar de opinião. Apenas dois mudaram, e passaram do voto favorável para o contrário.

De acordo com o jornal "The New York Times", uma segunda votação sobre o tema está planejada, embora ainda não haja detalhes de quando ela acontecerá. A situação pode ficar mais complicada por causa do Ano Novo judeu comemorado nesta segunda-feira, pois muitos legisladores podem deixar o plenário em função do feriado. O objetivo do governo seria conseguir os 13 votos faltantes para a aprovação do pacote de ajuda aos bancos.

Reações

A Casa Branca expressou insatisfação com a rejeição do pacote e disse que o presidente do país, George W. Bush, vai se reunir com sua equipe econômica ainda hoje para decidir o caminho a tomar. Ele também continuará em contato com líderes congressistas.

"Obviamente estamos muito desapontados com o resultado desta tarde", disse o porta-voz da Casa Branca, Tony Fratto. "Não há dúvida de que o país está enfrentando uma crise difícil que precisa ser enfrentada."

Já o candidato democrata à Presidência dos EUA, Barack Obama, disse que ainda tem confiança em que o plano de resgate financeiro do governo dos EUA possa ser aprovado e pediu aos mercados que "mantenham a calma".


Revés para Bush

A derrota é um importante revés para a administração Bush, especificamente o Departamento do Tesouro, assim como para os legisladores que trabalharam durante a última semana para viabilizar o pacote, concebido como resultado do colapso do Lehman Brothers Holdings Inc, do socorro do governo para a gigante American International Group Inc (AIG) e da tomada do controle das agências hipotecária Fannie Mae e Freddie Mac.

Curiosamente, o projeto enfrentou resistência especialmente dos deputados do Partido Republicano, o mesmo do presidente George W. Bush, proponente da ajuda aos bancos. Segundo a rede de TV "CNN", o próprio presidente teria ligado para diversos deputados em busca de apoio, mas não teve sucesso em mudar o resultado final da votação.

Antes da votação, o presidente Bush tinha avisado aos parlamentares que o plano era de “tremenda importância para todos os americanos”. Ele havia dito que o pacote atacaria “as raízes da crise financeira” e “restauraria a força e a estabilidade do sistema financeiro americano”. Segundo Bush, “um voto pelo pacote é um voto para prevenir danos econômicos para você e sua comunidade”, afirmou o presidente.

Depois da derrota na Câmara, o presidente demonstrou sua decepção. Em rápidas declarações, o porta-voz da Casa Blanca Tony Fratto afirmou que "não resta dúvida de que o país atravessa uma crise difícil que deve ser combatida". "(Bush) se reunirá com sua equipe financeira hoje à tarde para determinar os próximos passos a serem dados. Também estará em contato com os líderes do Congresso", acrescentou.


Estresse financeiro

A derrota na aprovação do pacote provoca turbulências em um mercado que já vinha estressado pelos problemas crescentes no setor financeiro.

No EUA, o banco Wachovia - o quarto maior dos EUA - foi vendido para o concorrente Citigroup, em um acordo orquestrado pelo governo federal americano, através da Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC, agência federal que garante os depósitos bancários). Segundo o secretário americano do Tesouro, Henry Paulson, a falta de ação para evitar a quebra do banco teria gerado um "risco sistêmico".

Na Europa, o sistema bancário também enfrenta problemas. De um lado, os governos belga, holandês e de Luxemburgo resgataram o grupo Fortis, um dos 20 principais bancos da Europa. De outro, o Santander informou que irá comprar a unidade de varejo da concessora de empréstimos britânica Bradford & Bingley e o governo britânico anunciou a nacionalização da carteira de hipotecas do banco.

Massa admite: não era para ir bem em Cingapura


FONTE: Estadão

SÃO PAULO - Depois de largar na pole e liderar o GP de Cingapura por 16 voltas, Felipe Massa viu sua chance de vitória enroscar em uma mangueira de combustível, que ficou presa no carro durante a primeira rodada para reabastecimento, entre outros problemas. "Tive problema nos boxes, um drive-through, um pneu furado, tráfego. Não era para ir bem."

"Não imaginávamos chegar aqui e perder a corrida dessa maneira. Perder uma oportunidade de vencer no pit stop é complicado", disse Massa.

"A gente tem uma equipe por trás. O piloto tem que fazer o trabalho dele, mas junto com todo o trabalho da equipe e do carro", disse. "Os erros da equipe nesse ano doem."

O problema aconteceu por que o painel de luzes, que na Ferrari substitui o "pirulito" usado pela maioria das equipes, mostrou "verde" antes que a mangueira tivesse sido desconectada e devolveu o piloto à pista de rolagem dos box em posição perigosa - quase atingiu uma Force India na saída.

"Tive um problema na luz verde e ainda não sabemos direito o que é. É lamentável, mas acontece. É um erro humano, mas não sou o tipo de pessoa que vai trás do cara que errou. Tem que abraçar a pessoa e seguir em frente. Temos que dar mais motivação", absolveu o brasileiro, após completar a prova em 13.º.

Além do problema com a mangueira arrastada, ele levou um drive-through por ter dirigido de forma arriscada no pit Lane. "Se a luz verde aparecesse no momento certo, eu não teria tomado a punição."

Sobre a vitória de Fernando Alonso, Massa disse que o espanhol teve sorte. "Quem ganhou a corrida, ganhou por sorte. Infelizmente, o Nelsinho [Piquet] bateu. Mas o companheiro dele não venceria se ele não tivesse batido."

Temendo uma nova "trapalhada" nos boxes, na última parada de Kimi Raikkonen, a Ferrari voltou a usar o tradicional "pirulito". Tudo correu bem na parada e o finlandês pode voltar à pista normalmente para, algumas voltas depois, bater no muro e abandonar.

27 setembro 2008

Familiares de vítimas do acidente da Gol cobram relatório da Aeronáutica


FONTE: Globo.com

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), ligado à Aeronáutica, ainda não concluiu o relatório da investigação sobre o acidente com o Boeing da Gol. O documento é esperado por familiares das vítimas. Logo após a queda da aeronave, o órgão disse que o trabalho deveria ser concluído em 12 meses.

O Boeing da Gol caiu em uma região de mata fechada no Norte de Mato Grosso, em 29 de setembro de 2006, depois de bater em um jato Legacy. Foi o segundo maior acidente aéreo do país; 154 pessoas morreram. O jato, com sete ocupantes, pousou em uma base aérea, no Sul do Pará.

"Os familiares com quem converso são unânimes em dizer que esse relatório será o ponto final sobre o caso. Eles estão indignados e revoltados com a demora para revelar o conteúdo do documento. Já se passaram dois anos", disse Leonardo Amarante, advogado que representa 60 famílias.

"A última vez que a FAB [Força Aérea Brasileira] disse que não poderia entregar o relatório era por causa da demora em traduzir documentos em inglês. Era prevista a conclusão no ano passado e, até agora, nada foi apresentado", afirmou Luciana Siqueira, da diretoria da Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Vôo 1907.



Compromisso

O brigadeiro Jorge Kersul Filho, chefe do Cenipa, disse ao G1, em 2007, que o documento seria finalizado abaixo dos 18 meses, que é o cronograma estabelecido em padrões internacionais de investigação de acidente aéreo. O documento deve revelar as causas do acidente, sem apontar culpados, segundo a FAB.

Na sexta-feira (26), a FAB divulgou boletim com balanço dos quase dois anos de investigações do acidente. O documento revela pontos do relatório final, que foi encaminhado, em agosto deste ano, para representantes da Comissão de Investigação no exterior (Estados Unidos e Canadá). Eles têm 60 dias para enviar comentários sobre o texto do Cenipa. O rito segue a Convenção de Chicago.

A FAB informou ainda que foram realizados ensaios, testes e simulações em laboratórios brasileiros e estrangeiros. Representantes do Cenipa participaram de cinco reuniões com familiares das vítimas. Em uma delas, os participantes viram a reconstituição do acidente.

A Aeronáutica disse, ainda, que já foram emitidas recomendações de segurança de vôo nesses dois últimos anos e que o relatório sobre o acidente deverá ser divulgado depois de finalizados os trabalhos da comissão do exterior.



Informações publicadas

No boletim, o Cenipa indicou as cinco principais informações publicadas durante as investigações sobre a queda do Boeing da Gol:

1- Não foram encontrados erro de projeto ou integração nos equipamentos de comunicação no jato Legacy, que colidiu com a aeronave da companhia brasileira;

2- Os pilotos do Legacy disseram que não tiveram intenção de interromper o funcionamento do transponder (equipamento anticolisão) da aeronave;

3- O transponder estava em condições de uso, porém não estava em operação no momento da colisão;

4- Algumas normas e procedimentos não foram corretamente executados, o que levou a comissão a analisar os motivos pelos quais isto ocorreu. As considerações serão prestadas no relatório final;

5- Não foram encontradas indicações de influência de cobertura de radares na área do acidente, por ineficiência ou deficiência de equipamentos de comunicação e vigilância no controle de tráfego aéreo.

Morre aos 83 anos o ator Paul Newman, vítima de câncer


FONTE: Estadão

CONNECTICUT - Paul Newman, lenda do cinema de Hollywood, morreu aos 83 anos na sexta-feira, 26, confirmou sua porta-voz, Marni Tomljanovic. Newman morreu em sua fazenda, localizada perto de Westport, após uma longa batalha contra o câncer, segundo afirmou o representante Jeff Sanderson. Ele estava rodeado por sua família e amigos íntimos. Nenhum outro detalhe foi divulgado até o momento.

Newman anunciou sua aposentadoria em 2007, abandonando a carreira cinematográfica. Na época, o ator afirmou que não se sentia "mais hábil para trabalhar como ator no nível que eu pretendo". "Nessa idade (o ator estava com 82 anos), começa-se a perder a memória, a confiança e até a criatividade para atuar. Assim, acho que minha carreira já é um livro encerrado", disse.



Carreira

Com a aposentadoria de Newman, encerrou-se uma era no cinema. Ele surgiu no rastro de Marlon Brando e James Dean que, nos anos 1950, instituíram a rebeldia quando Hollywood apostava na sofisticação e no bom-mocismo. Seu primeiro grande sucesso, aliás, era um projeto pensado para Dean: o lutador genioso e genial Rocky Graziano, de Marcado pela Sarjeta, dirigido por Robert Wise. Com a morte de Dean, Newman assumiu o papel e se consagrou, iniciando uma carreira com dez indicações para o Oscar e uma estatueta (por A Cor do Dinheiro, em 1986), além de outra por sua contribuição à arte e à indústria do cinema (1985) e o Prêmio Humanitário Jean Hersholt, em 1994.

Mas nem os prêmios dão a medida de seu talento, vasta obra e da marca que imprimiu na história do cinema. Nascido em Shaker Heights, Ohio, EUA, em 26 de janeiro de 1925, Paul Newman, após servir na Marinha durante a Segunda Guerra Mundial como operador de rádio, dirigiu seus esforços para o Actor's Studio de Nova York, além de ter freqüentado a Yale Drama School.

Ele atuou na televisão, no cinema e na Broadway, começando sua carreia em 1952, em um episódio de uma série na TV. Após seu primeiro papel na peça Picnic (1953), o estúdio Warner Brothers ofereceu um papel em O Cálice Sagrado (1954). Depois desse, Newman atuou em cerca de 50 filmes e dezenas de projetos para a televisão.

Outros longas de destaque de sua carreira são Gata em Teto de Zinco Quente (1958), no qual atuou com Elizabeth Taylor, seu maior sucesso de bilheteria Butch Cassidy e Sundance Kid (1969), em que dividiu a cena com Robert Redford, e o memorável Golpe de Mestre (1973). Newman também foi produtor e diretor de muitos filmes de sucesso como Harry & Son (1984) e Rachel, Rachel (1968), que lhe rendeu a primeira indicação ao Oscar e no qual atuou ao lado de Joanne Woodward.



Newman e Joanne

Newman já foi considerado um dos homens mais bonitos do mundo, mas seus olhos azuis, que alavancaram sua carreira no cinema, também foram entraves nos primeiros tempos. Os produtores achavam que ele não servia para papéis viris e tentavam colocá-lo em comédias românticas inócuas ou dramas religiosos. Ele sobreviveu, fixou uma marca e tornou-se um mito.

Em 1957, ele atuou em The Long, Hot Summer, juntamente com Orson Welles e Joanne Woodward. Foi durante as gravações que Newman, que era casado com Jackie Witte desde 1949 e com quem teve três filhos, se apaixonou por Joanne. Eles se casaram em 1958 e ficaram juntos por 50 anos. Com Joanne ele teve mais três filhos.

Após o suicídio de um dos filhos, o ator sofreu um forte abalo e preferiu se reservar mais. Apareceu pela última vez na tela em A Estrada da Perdição, dirigido por Sam Mendes em 2002. E, em 2006, emprestou sua voz para o desenho Carros. Firmou-se como empresário, patenteando uma marca de molhos - a Newman’s Own - doando todo dinheiro faturado. A empresa produz, além do famoso molho para salada, molho para macarrão, tempero para churrasco, pipoca, sorvete e limonada.

Em 2001, a revista cultural britânica Radio Times divulgou um estudo elaborado por um grupo de especialistas cinematográficos que definiu Newman como "o melhor ator de todos os tempos". O estudo, de acordo com seus autores, foi baseado em critérios como êxito de bilheteria, número de interpretações, capacidade de sedução e indicações para o Oscar.



Automobilismo

Newman foi homem de atuações marcantes, dentro e fora da tela. Apaixonado por carros de corrida desde a década de 1970, também foi piloto, tornando-se sócio da equipe Newman-Haas racing. Em 2005, o ator escapou ileso de um grave incêndio no carro com o qual estava treinando no circuito de Daytona Beach. Depois de uma batida em uma das curvas do circuito, o motor do carro de Newman começou a pegar fogo quando ele arrancou para tentar continuar.

Falando da politicagem da academia de Hollywood na entrega do Oscar, Newma afirmou uma vez que gostava do "automobilismo porque não há discussão sobre quem é melhor: ganha quem recebe a bandeirada primeiro".

25 setembro 2008

Rússia emprestará US$ 1 bilhão para Venezuela comprar armas


FONTE: Estadão

MOSCOU - A Rússia emprestará US$ 1 bilhão à Venezuela, para que o país latino compre armas russas. A informação foi divulgada pelo Kremlin nesta quinta-feira, 25, primeiro dos dois dias da visita do presidente venezuelano, Hugo Chávez, ao país

"A Rússia tomou a decisão de liberar um crédito de US$ 1 bilhão para implementar programas no campo da cooperação técnico-militar", apontou um comunicado, utilizando um jargão para a venda de armas. Segundo a mídia russa, a Venezuela havia solicitado o empréstimo meses atrás. O Kremlin informou que o governo Chávez firmou 12 contratos de venda de armas com a Rússia desde 2005, com valores totais de US$ 4,4 bilhões.

A Venezuela já comprou caças de combate, tanques e rifles russos. O país também quer adquirir sistemas de defesa aérea, outros modelos de tanques e mais equipamento de combate, informou o jornal Kommersant. Chávez deve se encontrar com o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, ainda nesta quinta-feira. Na sexta-feira, ele se reúne com o presidente Dmitry Medvedev, em Orenburg, cidade na região dos Urais. É a terceira visita do líder venezuelano ao país desde junho de 2007.

No início da semana, vavios russos partiram paraa manobras no Caribe, programadas para sinalizar aos Estados Unidos o ressurgimento da Rússia como potência militar e política global. O exercício, resultado de uma sólida aliança com o presidente antiamericano Hugo Chávez, será atentamente acompanhado pelas Marinhas ocidentais, por ser a primeira mobilização russa desse tipo - tão próxima da costa dos EUA - desde o fim da Guerra Fria.

O cruzador nuclear "Pedro, o Grande" encabeça a frota russa que deixou o país. O envio é a maior mostra do poderia militar russo na região do continente americano desde o fim da Guerra Fria. O Kremlin intensificou recentemente seus contatos com Venezuela, Cuba e outros países latino-americanos, ao mesmo tempo em que aumentam as tensões entre o país e os Estados Unidos. Washington criticou em vários momentos o comportamento russo durante a guerra com a Geórgia, no mês passado.

Flamengo, Fluminense e Vasco devem juntos R$ 27 milhões a Romário


FONTE: Globo.com

Romário não pisa em São Januário desde fevereiro. E, antes de ser treinador, o seu último jogo pelo Vasco foi em novembro de 2007 - contra o Internacional no Campeonato Brasileiro. No entanto, o Baixinho é presença certa na folha de pagamento do clube até 2019. O time cruzmaltino fez acordo com o ex-atacante (através da empresa Romário Sports e Marketing Ltda) e terá de pagar R$ 16 milhões em um prazo de 11 anos. Quem confirma é o vice-presidente jurídico do Vasco, Luiz Américo.

- O Romário receberá salários do Vasco até completar 53 anos. Nós reconhecemos a dívida com o ex-jogador e optamos em pagá-la por intermédio do Clube dos Treze. Assim não corremos risco de penhora da renda dos jogos, e ele ganha o que é de direito sem atraso. As parcelas serão descontadas diretamente das verbas de televisão - diz o dirigente cruzmaltino.

Há menos de dois meses, quem também entrou em acordo com Romário foi o Fluminense. O Tricolor das Laranjeiras assumiu uma dívida de pouco menos de R$ 1 milhão referente aos anos de 2003 e 2004 e prometeu quitar tudo em 20 parcelas.

- O Fluminense não havia pago alguns direitos trabalhistas ao atleta, como férias, FGTS e 13º salário. E o Romário ainda aceitou um desconto de 30% do montante. Ele podia apelar para a penhora, mas preferiu o acordo - diz o advogado tricolor, Márcio Bittencourt.

Do lado do Flamengo, Romário vai engordar sua conta bancária em mais R$ 10 milhões a serem quitados em 93 meses (oito anos e 90 dias). O Rubro-Negro já pagou 51 parcelas de R$ 108 mil, mas o compromisso com o Baixinho vai até 2016.

- O Romário é, sem dúvida, um dos maiores credores do clube. O importante é que estamos honrando com o que foi acordado em 2004, quando o Flamengo pagou a primeira das 144 parcelas - diz a advogada rubro-negra, Carolina Valles.

Consultado, o advogado de Romário diz que o novo presidente do Vasco, Roberto Dinamite, pediu para o Clube dos Treze suspender o pagamento do acordo. E, segundo Norval Valério, o Gigante da Colina se nega a pagar com juros o valor definido em 2004. Ao passo que o Flamengo teria tido que corrigir as parcelas mensais de R$ 108 mil para R$ 127 mil.


E ele diz querer apenas voltar a jogar sua pelada....


Se recuperando de uma operação no joelho esquerdo, Romário conversou com a reportagem do GLOBOESPORTE.COM no clube Caça e Pesca, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio na última segunda-feira. Porém, o Baixinho disse que não faz idéia de quanto Flamengo, Fluminense e Vasco lhe devem.

- Deixo isso para o meu advogado resolver. Não tenho os números de cabeça. Quero mais é voltar a bater pelada. De acordo com os médicos, só estarei totalmente recuperado daqui a seis meses. Hoje é a primeira vez que saio de casa depois da cirurgia. Daqui a uns dez dias começo a fazer fisioterapia. Isso aqui me faz falta (aponta para a bola). Por enquanto, só posso assistir à galera jogar. E tenho que vir ao clube com um amigo dirigindo - diz o Gênio da Grande Área.

24 setembro 2008

Estimativa de perdas com crise financeira sobe para US$ 1,3 tri, diz FMI

FONTE: Folha online

O diretor-geral do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, disse que o custo da crise financeira global pode chegar a US$ 1,3 trilhão, contra uma estimativa anterior de US$ 1 trilhão a US$ 1,1 trilhão, segundo a porta-voz do Fundo, Conny Lotze. A nova estimativa foi divulgada durante um seminário, em Washington, sobre o impacto econômico da disparada dos preços das commodities.

Entenda a crise financeira que atinge os EUA

Em entrevista publicada hoje no diário alemão "Frankfurter Allgemeine Zeitung", ele destacou que os bancos europeus devem "se preparar para o pior" cenário dentro da situação de crise financeira, ainda que estejam em melhor condição que as instituições bancárias nos EUA.

"Os bancos europeus sofreram perdas (...) mas, no geral estão em melhor condição que os americanos. Ao mesmo tempo, é preciso alertar os [bancos] europeus para se prepararem para o pior cenário", disse Strauss-Kahn. "Não devemos nos esquecer que esta é, em primeiro lugar, uma crise americana (...) Portanto, o trabalho de lidar com ela deve ser empreendido primeira e principalmente pelos EUA."

Ele elogiou ainda a iniciativa do governo americano de oferecer um pacote de US$ 700 bilhões para comprar títulos de risco, como papéis lastreados por hipotecas, em posse de instituições financeiras, como forma de diminuir o risco de que ocorram mais casos como o do banco de investimentos Lehman Brothers --que pediu concordata no último dia 15.

"Recebemos com satisfação o plano. primeiramente, o governo americano vinha tratando o problema com soluções caso a caso (...) Mas então ficou claro que isso não era suficiente", disse Strauss-Kahn.

"A regulamentação nos EUA não manteve o ritmo das mudanças ágeis nos mercados financeiros. A supervisão governamental é muito fragmentada. Parece que a necessidade de reforma, para uma nova arquitetura financeira, não foi vista a tempo", afirmou.

22 setembro 2008

Após 3 meses de lei seca, número de acidentes fatais tem queda de 8%, diz PRF

FONTE: Globo.com

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), após três meses de vigência da lei seca, a queda nos acidentes fatais foi de 8%. O balanço dos números no primeiro trimestre da lei seca nos 61 mil quilômetros de rodovias federais foi divulgado nesta segunda-feira (22). Segundo a PRF, esta taxa já foi maior; nos dois primeiros meses de vigência da lei, a queda no número de acidentes fatais era de 13,6%.

Segundo a PRF, a ausência de fiscalização no interior do país, sobretudo nas pequenas cidades, é responsável pela diminuição na tendência de queda dos acidentes fatais registrada nos dois primeiros meses da lei.

“A responsabilidade pela segurança do trânsito se divide entre União, Estados, Municípios e, sobretudo, a sociedade. Se um destes elos se partir, o esforço de todos fica comprometido”, afirma o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Hélio Cardoso Derenne.


Números

Entre o início da lei seca, no dia 20 de junho, até 20 de setembro, a PRF computou 33.497 acidentes, com 1.697 mortos e 18.759 feridos. No mesmo período de 2007, foram 30.835 acidentes, 1.808 mortes e 18.596 feridos. O número de acidentes com mortos caiu de 1.469 em 2007 para 1.351 em 2008. Ou seja, o número de acidentes e feridos aumentou em 2008, mas o número de mortes diminuiu.

O número de prisões por embriaguez nas estradas, no primeiro trimestre de vigência da lei, foi de 1.756 motoristas presos em flagrante. No total, 2.797 condutores foram autuados por dirigir embriagados.

20 setembro 2008

Gilmar Mendes quer a cabeça de ministro que ordenou que empresa privada de segurança lhe grampeasse

Por Jorge Serrão

FONTE: Alerta Total

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, já sabe quem (como e com quais interesses) lhe escutou, ilegalmente, em conversas via celular, nos momentos que antecederam à Operação Satyagraha, da Polícia Federal. Gilmar Mendes quer a cabeça do “ordenador do grampo” que é titular de um ministério muito próximo ao Presidente da República. Gilmar prefere acreditar que “não veio de cima” a ordem para interceptá-lo eletronicamente.

O grampo contra Gilmar foi obra de uma empresa privada que trabalha com segurança de dados empresariais. O dono da firma tem ligações muito próximas com o chefão Lula. Mas no submundo da inteligência de Brasília e na cúpula do STF já se sabe que a ordem para investigar Mendes não teria partido do Presidente. Foi uma iniciativa pessoal do tal ministro que resolveu seguir os passos do banqueiro Daniel Valente Dantas e suas eventuais relações com o Supremo. O ministro já tinha informações de bastidores que a Satyagraha estouraria.

Havia dois objetivos na bisbilhotagem privada sobre Daniel Dantas – que já era oficialmente monitorado pela Polícia Federal e pela Abin, na Operação Satyagraha. A primeira intenção era controlar todos os passos de Dantas e dos envolvidos na mega-fusão da Oi com a Brasil Telecom. A segunda missão da inteligência privada, encomendada pelo ministro de Lula que Gilmar Mendes quer ver pelas costas, era descobrir, com precisão, em que computador Dantas mantinha algum dossiê contra o Palácio do Planalto ou a Casa Civil da Presidência.

Deu tudo errado na operação privada. Isso porque a Satyagraha estourou antes do tempo oficialmente previsto. Ficou fora do controle do desgoverno. A ação da Polícia Federal contra Daniel Dantas não deveria ter ocorrido quando o chefão Lula estava em viagem pela China e adjacências. Mas ocorreu, e complicou tudo. Ainda mais porque os delegados federais envolvidos na ação legal tomaram o cuidado de fazer cópias dos discos rígidos de computadores apreendidos – como já informou o Alerta Total na edição de 15 de setembro (releia: Seguro de vida: Delegado guarda cópias de três HDs secretos da Satyagraha que abalariam a República).

Outro que também espera ver o ministro que ordenou os grampos pelas costas é o delegado Paulo Lacerda – que foi detonado da Agência Brasileira de Inteligência. Em um primeiro momento, especulou-se que as escutas contra Gilmar Mendes foram obra de um oficial do Exército lotado na Abin. A suspeita derrubou Lacerda. Em seguida, também se especulou que o grampo contra Gilmar fora obra de um dos quatro agentes da Abin que são muito ligados ao ex-ministro da Casa Civil, o advogado, consultor e blogueiro José Dirceu de Oliveira e Silva.

Agora, os poderosos de Brasília atribuem o grampo a uma empresa privada, por ordem do ministro muito próximo a Lula. O certo é que todo mundo estava grampeando todo mundo por diferentes motivações, ordens ou intenções. Pouco inteligente é quem comete o desatino de falar alguma coisa importante nos telefones móveis ou fixos da Ilha da Fantasia cercada de políticos.

O chefão Lula espera que a crise dos grampos desapareça do noticiário o mais depressa possível para que possa cumprir a vontade de Gilmar. Assim que a poeira baixar, e tudo indica que será depois do primeiro turno da eleição, Lula promoverá uma dança das cadeiras em seu ministério. Existem dois ministros hoje muito cotados para sair do time do Presidente. Os dois são gaúchos e velhos rivais desde os tempos de faculdade de Direito: Tarso Genro (Justiça) e Nelson Jobim (Defesa). O comunista Aldo Rebello, que é candidato a vice na chapa de Marta Suplicy à Prefeitura de São Paulo, está bem na fita para ocupar uma dessas posições.

Outro cabra marcado para deixar o desgoverno é o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Armando Félix, a quem a Abin, teoricamente, é subordinada. Quem pede a cabeça de Félix é a guerrilheira aposentada e anistiada Dilma Rousseff. A chefona da Casa Civil avalia que o militar perdeu o controle da situação, desde que a crise estourou. Jobim também anda queimado com Dilma que o vê como concorrente na disputa presidencial de 2010. Jobim acusou a Abin (que rima pobre) de ter maletas de grampo. Foi ele quem sugeriu ao presidente Lula o afastamento de Lacerda.

A vaca de Jobim foi para o brejo depois que o laudo do Instituto Nacional de Criminalística (INC) da Polícia Federal informou que os equipamentos da Agência Brasileira de Inteligência não têm capacidade para fazer escutas em celulares. O parecer técnico descartou a hipótese de que eles tenham sido usados para grampear a conversa do presidente de Gilmar Mendes com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Lacerda negou participação da Abin no episódio do grampo, e agora (afastado do cargo) espera sua hora de saborear a gelada vingança contra quem pediu sua cabeça.

Curiosamente, em entrevista à TV Brasil, na quarta-feira passada, o chefão Lula afirmou que Paulo Lacerda pode voltar ao cargo "quando quiser". De repente, volta até como ministro... No Gabinete de Segurança Institucional...

19 setembro 2008

Um Real por um Sonho



Clara precisa de sua ajuda!

Clara é uma bebê de 01 ano de idade. Ela tem Paralisia Cerebral. Ela não usa suas mãos muito bem, não consegue sentar, não engatinha, tem algumas dificuldades para comer, beber, etc.

A esperança de Clara é um Tratamento com Células Tronco. Isso pode curá-la. Ajude-nos a curar Clara!

Entenda a diferença entre o tratamento de Clara e o apresentado no Fantástico de 31/08/2008.

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Gostaria de pedir a colaboração de todos que visitam este Blog.

Por favor, clique nos links disponíveis acima, conheça o caso e ajude doando apenas R$ 1,00 e fique a vontade caso queira doar mais.O sistema de doação é seguro.

O mundo seria muito melhor se existisse mais amor e zelo com o próximo.

Obrigado!

Riva Moutinho

18 setembro 2008

Justiça suspende festival com Maroon 5 e Offspring em BH

FONTE: Folha online

A juíza da 34ª Vara Cível da comarca de Belo Horizonte, Mônica Libânio Rocha Bretas, determinou que os produtores do festival de música Pop Rock Brasil 2008 -25 anos interrompam qualquer contratação de bandas, serviços técnicos, captação de patrocínio e divulgação do evento.

O festival estava previsto para 8 e 9 de novembro deste ano e tem atrações como Maroon 5 e Offspring. Os ingressos vão de R$ 60 a R$ 300, segundo o site do evento.

Contatada, a produção do evento informou que acabou de receber a comunicação da decisão da Justiça e deve veicular uma nota sobre o destino do festival.

Os produtores do evento não estão cumprindo um acordo feito entre duas rádios concorrentes em Belo Horizonte, segundo a Justiça.

Pelo acordo, ambas as rádios devem avisar com, no mínimo, 60 dias de antecedência, a concorrente sobre a realização de evento de rock. O mesmo acordo prevê ainda que, definida e comunicada a data do evento, a concorrente não pode realizar nada similar nos 60 dias anteriores e posteriores ao evento já marcado.

O acordo entre as duas rádios pôs fim a quatro processos que tramitavam na Justiça de Minas. Nos processos, as rádios discutiam a utilização do nome "pop rock" e uma suposta concorrência desleal.

Segundo os autores da ação, a rádio que promove o Pop Rock Brasil 2008 -25 anos avisou a concorrente que este ano realizaria seu festival nos dias 6 e 7 de setembro, o que não ocorreu.

Os autores da ação já haviam avisado a concorrente que o seu festival seria no dia 7 de dezembro, respeitando os prazos definidos no acordo.

No entanto, a Justiça informou que o festival Pop Rock Brasil -2008 25 anos está sendo divulgado com a data de 8 e 9 de novembro, não respeitando o prazo de 60 dias entre os eventos.

A magistrada fixou multa diária de R$ 10 mil caso os produtores do Pop Rock Brasil 2008 25 anos não retirem, em 10 dias, dos meios de comunicação, a divulgação do evento.

15 setembro 2008

Entenda a quebra do banco Lehman Brothers

FONTE: Estadão.com

LONDRES - O Lehman Brothers, quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos, pediu concordata após incorrer em perdas bilionárias em decorrência da crise financeira global. Temores de que a carteira de ativos do banco, em grande parte ancorada em valores hipotecários, valia muito menos do que o originalmente estimado minaram a confiança na instituição de 158 anos. Do ano passado para cá, Lehman Brothers viu suas ações despencarem mais de 95%. A seguir, entenda as causa da quebra do banco e as conseqüências para o mercado financeiro e os seus clientes.

Por que o Lehman Brothers pediu concordata?

O Lehman Brothers é considerado um dos maiores operadores de empréstimos a juros fixos de Wall Street e havia investido fortemente em títulos ligados ao mercado do chamado subprime, o crédito imobiliário para pessoas consideradas com alto risco de inadimplência.

Com esses investimentos agora considerados arriscados demais, analistas dizem que era inevitável que aumentasse a desconfiança em relação ao Lehman Brothers - particularmente depois do colapso do banco Bear Stearns, no início do ano.

No período de junho a agosto do ano passado, o banco anunciou uma baixa contábil de US$ 700 milhões, ao revisar para baixo o valor de seus investimentos em hipotecas para imóveis residenciais e comerciais. Neste ano, esse valor subiu para US$ 7,8 bilhões, levando o banco a anunciar, na semana passada, o maior prejuízo líquido de sua história. O banco também admitiu que ainda possuía US$ 54 bilhões em investimentos atrelados ao mercado imobiliário com risco potencial de difícil avaliação.

Com a desconfiança a respeito da segurança desses investimentos, houve uma queda no valor das ações da empresa na semana passada, em meio ao fracasso de negociações para levantar bilhões de dólares para dar garantia de solidez a investidores.


Como isto me afeta?

Ninguém tem cheque ou conta corrente do Lehman Brothers. Trata-se de um banco especializado em grandes e complexas operações e investimentos. Apesar disso, o colapso da instituição provavelmente será sentido por milhões de pessoas em todo o mundo - pelo menos indiretamente. Muitos bancos e fundos de pensão têm negócios com o Lehman Brothers ou com firmas como fundos de hedge que operam exclusivamente com o banco.

Desatar as complexas relações do Lehman Brothers pode levar semanas ou até meses. Neste tempo, o mercado financeiro permanecerá confuso. Muitos bancos não saberão exatamente em que medida estão expostos ao Lehman, e será difícil liberar recursos nestes casos.

Ao mesmo tempo, isto deve intensificar a crise de crédito, com conseqüências potencialmente negativas para as companhias e os consumidores. O colapso dramático do Lehman Brothers também já abalou as bolsas, com os preços de ações despencando em todo o mundo.



Há outras companhias enfrentando problemas parecidos aos do Lehman Brothers?

Sim - por exemplo, o banco Merrill Lynch, outro grande banco de investimento americano. O Bank of America anunciou uma fusão com a instituição, em um negócio envolvendo cerca de US$ 50 bilhões. Com a crise, havia muitos temores a respeito da carteira de investimento do Merrill Lynch e quanto dela era atrelada ao subprime.

A maior dor de cabeça, porém, é em relação à seguradora AIG, uma das maiores do mundo. Ela teria pedido ao banco central americano, o Federal Reserve, um empréstimo de curto prazo de US$ 40 bilhões. Com a AIG em dificuldades, milhões de consumidores e companhias seriam afetados em todo o mundo. O sistema financeiro como um todo também seria atingido.


Por que o Tesouro americano não resgatou o Lehman Brothers?

Quando o Bear Stearns começou a dar sinais de ser afetado pela crise, o Tesouro americano ajudou o JP Morgan Chase a comprá-lo. Além disso, na semana passada, o governo na prática nacionalizou as firmas de hipoteca Fannie Mae e Freddie Mac, que entre si possuem ou avalizam cerca de metade do mercado de hipotecas americano, avaliado em US$ 12 trilhões.

Os contribuintes americanos correm o risco de ter um prejuízo de bilhões de dólares com essas injeções de recursos, por isso está cada vez mais difícil politicamente para o governo socorrer companhias privadas.

Ao rejeitar conceder garantias para uma operação de compra do Lehman Brothers pelo banco britânico Barclays, analistas dizem que o Tesouro americano traçou uma linha para demarcar a vontade de usar dinheiro público no resgate a bancos que tomaram decisões equivocadas.

Em vez disso, autoridades preferiram apoiar o sistema de outras formas, anunciando medidas para facilitar o acesso de empresas com dificuldades financeiras a créditos de emergência.


Qual o tamanho do Lehman Brothers?

Fundado em 1850 por três judeus imigrantes da Alemanha, o Lehman Brothers é há décadas um proeminente banco de investimentos de Wall Street. Suas operações são com governos, companhias e outras instituições financeiras e emprega 25 mil pessoas em todo o mundo.


Seu principal negócio é a compra e venda de ações e ativos de renda fixa, pesquisa, gerenciamento de investimentos e fundos. Desde o início da crise nos mercados financeiros, a instituição viu o valor de sua ação encolher de US$ 82 para menos de US$ 4, uma queda de 95%.

Morre Richard Wright, tecladista e fundador do Pink Floyd

Confira a reportagem completa com vídeo no Blog Infinito de Mim: clique aqui

Seguro de vida: Delegado guarda cópias de três HDs secretos da Satyagraha que abalariam a República

Por Jorge Serrão

FONTE: Alerta Total

Exclusivo – Caso fossem divulgados oficialmente, os conteúdos de três discos rígidos (HDs) de computadores apreendidos na Operação Satyagraha seriam elementos suficientes para derrubar o governo – por mais popular que ele seja ou esteja. O delegado Protógenes Queiroz já advertiu ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, que guarda, a sete chaves, muitas informações comprometedoras, acompanhadas das devidas provas. Os dados são uma espécie de “seguro de vida” do delegado, que foi detonado do comando das investigações, por pressão direta do Palácio do Planalto. Gilmar negará que saiba disto, da mesma forma como recusa o convite para falar na CPI dos Grampos.

Os dados mais comprometedores são as movimentações de um próspero empresário do ramo de informática e telecomunicações, ligado intimamente ao desgoverno federal. As retiradas feitas pela esposa de um importante líder político são descritas minuciosamente. Também aparecem os comprovantes de comissões pagas a políticos e partidos, pelo Opportunity, em negócios com Prefeituras. Outras bombas são as conversas de muita gente importante grampeada e suas devidas movimentações de contas correntes, com dinheiro de corrupção. As gravações e provas comprometem figuras dos três poderes.

As informações que Protógenes guarda em sigilo estavam em três computadores apreendidos com Daniel Dantas. Um computador do banqueiro sumiu, misteriosamente, com dados importantes. A equipe do delegado conseguiu fazer cópias de três HDs. Um dos discos rígidos tem documentos, áudios de gravações telefônicas, e até informações e vídeos sobre romances tórridos entre autoridades (casadas) da República. Os corruptos tiveram sua privacidade devassada.

O delegado Protógenes não gostou porque foi ameaçado, uns dez dias atrás, acusado de usar pessoal da Abin e informações privilegiadas da Agência nas investigações. Apesar disto, os dados não vazarão. A não ser que algo aconteça com o policial que agora cumpre a rotina de estudar no curso superior da Polícia Federal, para assegurar suas futuras promoções na carreira. Como sabe muito, o bom aluno será premiado, no futuro mais próximo possível.

Mais uma vez, a tese da cumplicidade geral salvou todos os envolvidos. Quando foi preso, Daniel Valente Dantas ameaçou detonar todo mundo, se não fosse solto em 24 horas. O banqueiro formalizou a ameaça em uma ligação telefônica (devidamente interceptada) a um alto membro do Judiciário e a um Senador. Na edição de 8 de julho, o Alerta Total antecipou que DVD seria libertado depressa: (releia: Se não for solto logo, Daniel Dantas ameaça vazar na imprensa contas secretas de senadores e deputados).

O maior temor é que vazasse alguma informação privilegiada colhida pela Polícia Federal, pela Abin ou por grandes empresas particulares de inteligência que atuavam contra ou a favor de Daniel Dantas. Por enquanto, tudo permanecerá em sigilo, como se nem existisse. Aliás, a existência será oficialmente negada. A mentirinha oficial faz parte do jogo do poder no Brasil.

14 setembro 2008

Sebastian Vettel domina GP da Itália e consegue primeira vitória da carreira


Após largar na pole position, Sebastian Vettel venceu o GP da Itália com tranqüilidade, mesmo com pista molhada. O alemão conseguiu o primeiro triunfo da carreira e também da STR e, de quebra, ainda se tornou o mais jovem piloto a conseguir a primeira posição em uma corrida de Fórmula 1. Heikki Kovalainen, da McLaren, chegou na segunda posição, mas não ameaçou em nenhum momento a liderança da revelação da categoria. Robert Kubica, da BMW Sauber, após uma belíssima recuperação, completou o pódio em Monza.

Fernando Alonso, da Renault, chegou na quarta posição, uma à frente de Nick Heidfeld, da BMW Sauber. O alemão resistiu à pressão de Felipe Massa após a segunda rodada de pit stops, que tentou por várias vezes a ultrapassagem, mas sem êxito. O brasileiro da Ferrari terminou na sexta posição, uma à frente de Lewis Hamilton, da McLaren. Mark Webber, da RBR, completou a zona de pontuação.

A recuperação de Hamilton, que largou em 15º e chegou em sétimo, não deixou que Massa assumisse a liderança do Mundial de Pilotos. A diferença do inglês é de apenas um ponto (78 a 77), com quatro corridas para o fim da temporada. A próxima corrida será disputada no dia 28 de setembro, no novo circuito de rua de Cingapura. Esta será a primeira prova noturna da história da Fórmula 1 e poderá ser decisiva na briga pelo título mundial de 2008.
A expectativa antes da corrida foi frustrada pela decisão da direção de prova de ter a largada com o safety car na pista. O spray dos carros e a forte freada da Variante del Rettifiglio, logo após a reta dos boxes, eram um risco para a segurança, de acordo com os dirigentes. Na saída, Sebastien Bourdais, que marcou o quarto tempo no treino classificatório, ficou parado no grid e teve de ser empurrado para os boxes.

Com duas voltas atrás do safety car, a largada finalmente foi autorizada. Sebastian Vettel manteve a ponta, seguido por Heikki Kovalainen e Mark Webber. Felipe Massa ficou na quinta posição, enquanto Kimi Raikkonen era o 13º e Lewis Hamilton, o 14º. O alemão da STR começou a abrir dois segundos por volta sobre o finlandês da McLaren, que estava em segundo. Antes dos primeiros pit stops, ele já tinha mais de dez segundos de vantagem.

Hamilton observou com paciência o duelo entre Kimi Raikkonen e Giancarlo Fisichella. Ele poupou pneus e combustível enquanto os dois batalhavam pela 12ª posição. Na nona volta, após o finlandês ultrapassar o italiano, o líder do campeonato começou uma reação impressionante. Ele passou os rivais que estavam à sua frente com facilidade.

Com estratégia de apenas uma parada, o inglês avançou, com facilidade, até a segunda posição. Na 26ª volta, ele fez seu pit stop e voltou logo atrás de Felipe Massa. Só que as condições da pista melhoraram rapidamente, e os pneus para chuva forte começaram a se desgastar rapidamente. Robert Kubica e Fernando Alonso, que estavam na mesma tática de Hamilton, trocaram para os intermediários em suas paradas e ganharam muito tempo em relação aos rivais.

A mudança nas condições da pista acabaram com as chances de Hamilton vencer a corrida. Ele teve de fazer uma segunda parada e caiu para a sétima posição. Vettel, com isso, continuou sossegado na frente, mesmo após sua segunda parada nos boxes. Com isso, Kubica e Alonso subiram para a terceira e quarta posições, respectivamente, beneficiados pela estratégia de apenas uma parada e pela aposta nos pneus intermediários.

Felipe Massa ainda tentou pressionar Nick Heidfeld no fim da prova, mas não conseguiu a ultrapassagem. Hamilton, por sua vez, perdeu rendimento e chegou a ser ameaçado por Mark Webber. Mas, após uma dividida na Variante del Rettifiglio, em que o australiano saiu da pista, os dois se contentaram com a sétima e oitava posições na prova.

13 setembro 2008

A sombra ameaçadora da ABIN

FONTE: Revista IstoÉ




Há duas semanas, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institá Institucional, general Jorge Armando Felix, perdeu um espaço dado a poucos ocupantes da Esplanada dos Ministérios: a prerrogativa de despachar com o presidente da República nas manhãs de segunda-feira. O distanciamento súbito entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chefe do setor de inteligência do governo começou após a publicação de que ministros, parlamentares e membros dos tribunais superiores tiveram conversas telefônicas gravadas irregularmente. E a distância se tornou praticamente definitiva na última semana, depois que reportagem de ISTOÉ desvendou que os grampos e monitoramentos da Operação Satiagraha, da Polícia Federal, foram feitos sob a coordenação do espião Francisco Ambrósio do Nascimento, um ex-agente do extinto Serviço Nacional de Informações e aposentado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Ou seja, a partir de agora, apesar de ter uma sala no quarto andar do Planalto, um andar acima de onde fica o presidente, o general Felix está em marcha batida para o porão palaciano.

As revelações de ISTOÉ fizeram desmoronar o castelo de cartas formado por declarações de delegados e dirigentes da Agência de Inteligência que nos últimos 45 dias tentaram escamotear a participação da Abin na Satiagraha (leia quadro à pág. 42). Na noite da quinta-feira 11, Lula estava tentado a afastar definitivamente o delegado Paulo Lacerda do comando da Abin, destino tido como inevitável para três diretores da Agência que, a exemplo de Lacerda, estão desligados de suas funções até a conclusão do inquérito da PF sobre o caso: José Milton Campana, vice-diretor; Paulo Maurício Fortunato Pinto, chefe do Departamento de Contra-Inteligência; e Renato Porciúncula, assessor de Lacerda. O afastamento deles não implicará renovação de métodos e estratégias da Abin, uma vez que o general Felix continua à frente da instituição, mesmo tendo endossado o coro de histórias mal contadas. Como o Congresso quer mudar as regras para o trabalho dos arapongas e o Conselho Nacional de Justiça determinou mais controle sobre as autorizações de grampos, não cai bem para o governo sustentar um general desgastado pelo fato de ou ter propositadamente assumido meias-verdades diante do Congresso ou ignorar a atuação de seus subordinados.
Felix primeiro negou a participação da Abin na Operação Satiagraha. Depois, admitiu que agentes pudessem ter colaborado por conta própria e não a serviço oficial. Na quarta-feira 10, porém, coube ao vice-diretor afastado da Abin, José Campana, desmontar a versão do general. Ele afirmou que nada menos do que 52 agentes da Abin participaram da Satiagraha.
Ação Ilegal O general Jorge Felix (à esq.) negou por várias vezes o que depois se comprovou: seus agentes grampearam, sim, os Poderes de Brasília

Ou seja, sob as barbas do general, um número de arapongas bem maior do que os 23 profissionais da PF, que oficialmente conduziam o caso, estiveram envolvidos na investigação. Procurado por ISTOÉ, o general se limitou a enviar uma nota. "Compareci à CPI da Câmara e à Comissão de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso, onde prestei os esclarecimentos solicitados. Minha posição é de só me manifestar após a conclusão do inquérito a cargo da Polícia Federal", registra a nota.


Nos últimos dias, o general procurou minimizar os estragos feitos com a identificação do espião Francisco Ambrósio do Nascimento. Na sexta-feira 5, Felix escalou o delegado Por ciúncula e o ex-diretor de contra-inteligência Fortunato Pinto, para que fossem à casa do espião negociar o teor de seu depoimento na Polícia Federal no dia seguinte. O objetivo era negar qualquer ato irregular, mostrar que agira por conta própria e que a responsabilidade por tudo o que ocorreu nas entranhas da Satiagraha era apenas do delegado Protógenes Queiroz. Ambrósio (leia entrevista à pág. 46) admite que prestou declarações previamente combinadas para atender aos interesses da Abin e de parte da PF. "Fui induzido", reclamou o espião, cinco dias depois do depoimento. "Nessa briga grande, agora eu vejo que a Abin quer me transformar em bode expiatório."


Está mais que evidente a lealdade do general à instituição. Para defender a Abin, Felix entrou numa espiral de contradições que deixa um nítido problema político. "A Satiagraha era mais da Abin do que da PF e o general não sabia de nada?", questiona um ministro com assento no Planalto. "Não é isso o que se espera de alguém que deveria informar o governo", completa o ministro.


Os fatos e seus próprios subordinados acabaram desmentindo publicamente o general e expondo as trapalhadas promovidas pela Abin e por delegados da Polícia Federal. Há dois meses, por exemplo, ISTOÉ revelou que assessores do ministro Gilmar Mendes foram filmados por agentes da Abin, a serviço da PF, em companhia de advogados do banqueiro Daniel Dantas, principal alvo da Satiagraha. Na semana passada, uma alta autoridade da Justiça confirmou ter ouvido do juiz Fausto De Sanctis um relato sobre esse monitoramento. Ela garante que sustentará sua história em qualquer instância. Um agente da Satiagraha revelou à ISTOÉ que o encontro aconteceu num restaurante japonês em Brasília. Esse é o típico exemplo da ação ilegal da Abin, uma vez que as pessoas envolvidas nessa reunião foram vítimas de invasão de privacidade. Mas não é o único.

ELES SABEM luiz Corrêa e Paulo lacerda (esquerda),
o delegado Protógenes Queiroz (centro) e o juiz Fausto De Sanctis (direita):
na Satiagraha, a Abin tinha mais que o dobro de agentes da Polícia Federal

O agente da Abin Márcio Seltz, por exemplo, trabalhou dentro da Divisão de Inteligência da PF na Operação Satiagraha. Em entrevista concedida com exclusividade para ISTOÉ (leia à pág. 40), Seltz assegura que esteve na Satiagraha "cumprindo ordens da Abin". Disse ainda que sua missão era analisar e-mails interceptados. A direção da PF em Brasília informou à ISTOÉ que a Justiça Federal não autorizou o compartilhamento de dados sigilosos da operação com a Abin.


A última semana foi decisiva para desmascarar a forma como vem funcionando o serviço de inteligência do governo, que repete práticas adotadas na ditadura, inaceitáveis em um Estado democrático. Sentados na Comissão de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso, o general Felix, o diretor afastado da Abin, Paulo Lacerda, e o diretor da PF, Luiz Fernando Corrêa, não conseguiram apresentar um parecer sobre as maletas de escutas do governo. Uma fonte qualificada da Abin, no entanto, disse à ISTOÉ que a maleta da agência faz, sim, grampos. Basta colocar um pequeno gravador no equipamento que deveria apenas fazer varreduras. As maletas da Abin foram compradas num mesmo pacote de equipamentos do Exército. A Aeronáutica e a Marinha também possuem malas assim. Eis a grampolândia da área militar, exposta na briga de Felix e Nelson Jobim, da Defesa. Agora, o deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), presidente da CPI dos Grampos, quer saber por que as Forças Armadas precisam de equipamentos para grampear telefones.


A última carta do castelo de mentiras da Abin caiu com a entrevista do espião Ambrósio nesta edição. Após o general Felix dizer que os agentes da Abin apenas monitoraram os endereços dos alvos das investigações, Ambrósio revelou à ISTOÉ que cuidou pessoalmente do disco rígido (HD) do Banco Opportunity, principal prova da operação conduzida pelo delegado Protógenes Queiroz. O HD é a alma da Satiagraha. A investigação só existe por causa do megaarquivo de 120 gigabites, apreendido sob segredo de Justiça na Operação Chacal. Ali estão todas as operações financeiras do Opportunity. Ambrósio tinha computador exclusivo dentro da Divisão de Inteligência da Polícia Federal, uma área restrita até para delegados da própria instituição, mas para onde Ambrósio se dirigiu 180 vezes em pouco mais de seis meses. As revelações de ISTOÉ levaram os arapongas a se encrencar em tantas armações, mentiras e contradições que a própria Satiagraha parece agora um nome sem sentido. Afinal, quando a operação foi apresentada ao País, no início de julho, a PF insistia no seu significado: Satiagraha é um termo sânscrito que significa "busca da verdade" ou "insistir pela verdade". Eis o caminho para o governo do PT não se perder nos porões do passado.

"CUMPRI UMA ORDEM DA ABIN"

Na terça-feira 9, Márcio Seltz atendeu o telefone número 61 3445 XXXX, um ramal interno na sede da Agência Brasileira de Inteligência, e concedeu entrevista a ISTOÉ. Ele tem 35 anos e há nove exerce a função de analista na Abin. Seltz foi um dos agentes que trabalharam na Operação Satiagraha, da Polícia Federal, comandada pelo delegado Protógenes Queiroz. Diz que cumpriu ordens de seus superiores e admite ter tido acesso aos e-mails interceptados e que deveriam ser mantidos sob sigilo. A seguir, trechos da entrevista:

ISTOÉ - O sr. trabalhou na Satiagraha a pedido da Abin ou da Polícia Federal?
Márcio Seltz - A pedido não. Fiz por ordem da Abin.


Quem deu a ordem?
Somos funcionários púbicos, submetidos a uma estrutura hierárquica. O que é importante salientar é que eu não fui lá por iniciativa própria. Estava ali desempenhando uma ordem, uma missão institucional. Fui na maior boa-fé do mundo.


Quem pediu sua participação foi o exdiretor Paulo Lacerda?
É isso aí, você pode deduzir isso, não é?


Já lhe chamaram para prestar depoimento na PF?
Já. Falei mais ou menos o que estou lhe falando. O meu dia-a-dia é o trabalho de análise, que a gente faz ciente de estar servindo ao País da melhor maneira possível, e de repente você se vê no meio do olho do furacão e não sabe nem como sair dessa situação.


O que a Abin fez na Satiagraha?
Minha participação foi apoiar a parte de análise de fontes abertas. Não tenho nenhuma participação com a interceptação de autoridades. Trabalhei muito com análise de imprensa e coisas do gênero.


O sr. analisou escutas telefônicas?
Trabalhei alguma coisa com e-mails. Mas foi dentro da legalidade, entendeu? Com autorização judicial.


Você então fazia análise dos e-mails interceptados?
É, cara. Mas isso aí, não sei, não publica isso não.


O que exatamente o sr. fez? Com que material trabalhou?
Meu trabalho consistiu 90% em análise de material de imprensa. O que a imprensa divulgava sobre o Grupo Opportunity, de 2001 a 2008, colocando foco naquela questão de Telecom Italia, aquelas coisas lá, Brasil Telecom.


O delegado Daniel Lorenz lhe pediu para sair do prédio da PF?
Não, não. Talvez ele tenha falado isso com o (Protógenes) Queiroz, mas comigo não.


Ele então sabia que o delegado Protógenes estava trabalhando com o pessoal da Abin?
É, deduz-se que sim, né?


Se a CPI chamá-lo, o sr. vai contar tudo o que viu?
Pois é. Eu estou rezando para que isso não aconteça.


Por quê?
Porque é estressante. Meu trabalho é um trabalho essencialmente discreto.


EMBROMAÇÃO DE ARAPONGA


Como as autoridades ligadas à agência de inteligência foram negando informações para depois se renderem aos fatos


ESPIONAGEM


"A Abin considera absurdas e levianas as declarações de que tenha executado monitoramento telefônico de quaisquer pessoas, sejam elas do setor público ou privado" Nota da Abin à imprensa, em 14 de julho

"É baixo o grau de probabilidade de o órgão ter grampeado telefone do presidente do Supremo. Mas não descartamos nenhuma hipótese. Servidores da Abin são sujeitos a acertos e erros" General Jorge Felix, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, em depoimento no Congresso em 3 de setembro

"Que existiu descontrole dentro do Departamento da Polícia Federal, existiu. Não deveriam ter servidores fora da estrutura governamental" Paulo Maurício Fortunato Pinto, diretor de contrainteligência da Abin, em 10 de setembro, à CPI dos Grampos, após as revelações de ISTOÉ sobre o espião Francisco Ambrósio


FRANCISCO AMBRÓSIO

"Conheço o Ambrósio, mas não o vejo há pelo menos dez anos" Paulo Maurício Fortunato Pinto, diretor de contra-inteligência da Abin, em 10 de setembro, à CPI dos Grampos

"Tivemos um encontro na sexta-feira 5. Eu precisava saber o que estava acontecendo" O mesmo Paulo Fortunato, após ser inquirido por parlamentares

"O araponga que prestou depoimento à Polícia Federal foi agente do SNI, mas nem chegou a integrar os quadros da Abin" General Jorge Felix em 9 de agosto na Comissão Mista de Controle de Atividades de Inteligência do Congresso


SATIAGRAHA


"A operação teve a participação de poucos ofi ciais de inteligência, que não teriam atuado de forma institucional" Delegado Protógenes Queiroz, em depoimento à CPI dos Grampos, em 6 de agosto

"Houve a participação de agentes da Abin no sentido de troca de informações, não da instituição" Delegado Protógenes Queiroz, em depoimento à 6ª Vara da Justiça Federal, em 14 de agosto

"A cooperação foi de análise e levantamento de endereços de pessoas" General Jorge Felix, em 3 de setembro, no Congresso

"Ele [Protógenes] utilizou várias estruturas ofi ciais e, pelo que estamos tomando conhecimento, inclusive estruturas não-ofi ciais. Ao todo, seriam 52 os funcionários da Abin que participaram da Operação da PF" Paulo Maurício Fortunato Pinto, diretor de contra-inteligência da Abin, em 10 de setembro, à CPI dos Grampos, após publicação das revelações de ISTOÉ


EQUIPAMENTO PARA ESCUTAS TELEFÔNICAS


"A Abin não possui o equipamento de grampo" Delegado Paulo Lacerda, diretor afastado da Abin, em 20 de agosto, à CPI dos Grampos

"Ele foi comprado como equipamento de varredura. Se permite complementos, vamos fazer essa perícia para ver" General Jorge Felix, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, em 3 de setembro no Congresso

"A Abin tem equipamentos de escutas. Na relação dos aparelhos adquiridos, há uns que têm essas características de interceptação telefônica" Nelson Jobim, ministro da Defesa, em 4 de setembro, no Palácio do Planalto

A blindagem de Romênio

FONTE: Revista IstoÉ



A PF não avança nas investigações sobre o exsecretário nacional do PT acusado de participar de um esquema que desviou R$ 700 milhões


Um procedimento administrativo foi aberto nos últimos dias na Polícia Federal, em Minas Gerais, para apurar as possíveis irregularidades cometidas na Operação João-de-Barro, esquema criminoso que desviou mais de R$ 700 milhões dos cofres do Orçamento da União, incluindo verbas do PAC. A alta cúpula da polícia quer saber se houve negligência ou desvio de conduta de agentes durante a investigação. O problema que bate às portas da PF é dar uma resposta convincente ao Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou escutas telefônicas de Romênio Pereira, secretário nacional do PT, pedidas pelo Ministério Público mas não realizadas pela polícia, conforme revelou ISTOÉ na edição 2025. Nos relatórios, os investigadores justificaram que tecnicamente os grampos não puderam ser instalados na sede do PT porque a escuta acabaria bisbilhotando as conversas de mais de 200 pessoas.

O argumento, a princípio, não colou. Há quem diga que o que ocorreu na PF foi, de fato, um esquema de blindagem do petista. Oficialmente, a PF não comenta o caso e, laconicamente, diz que a operação está sob sigilo.

SUSPEITA Romênio Pereira acredita que seu apoio à aliança do PT com os tucanos na eleição municipal de Belo Horizonte tenha sido o motivo que levou adversários no partido a derrubá-lo da direção.


Enquanto a PF investiga a PF, o exchefe petista leva uma vida quase "clandestina" no mundo partidário. Sem aparecer em público desde que as denúncias o catapultaram da cadeira de secretário nacional do partido, Romênio tem dedicado boa parte de seu tempo à procura dos desafetos que o teriam defenestrado. E aos poucos que freqüenta ele garante que vai voltar e vingar-se deles.

Mas sua situação não é tão boa como ele tem apregoado. Na última semana, Romênio anunciou que iria participar de uma caminhada ao lado do candidato Márcio Lacerda (PSB) pelas ruas de Belo Horizonte. Foi discretamente barrado.

Não dá para o candidato com chance de vitória no primeiro turno aparecer ao lado dele", disse um dos coordenadores da campanha de Lacerda. Em sua avaliação, ele caiu justamente por apoiar a candidatura de Lacerda - uma articulação do prefeito petista Fernando Pimentel com o governador tucano Aécio Neves. De acordo com petistas ouvidos por ISTOÉ, Romênio atribui o vazamento da investigação a integrantes da corrente de esquerda Democracia Socialista e ao grupo da tendência moderada Articulação, do ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, e do secretário-geral da Presidência, Luiz Dulci, radicalmente contrários ao apoio dos tucanos.
"Ele (Romênio) pediu uma licença; quando quiser retornar, retorna. Não há elemento que o incrimine." Ricardo Berzoini, presidente nacional do PT

O presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini, diz que a iniciativa de retornar ou não à direção nacional do partido cabe unicamente ao próprio Romênio Pereira. "Ele pediu uma licença; quando quiser retornar, retorna", disse Berzoini. "Não há elemento que o incrimine", diz Berzoini. O presidente do PT rechaça a possibilidade de proteção política a Romênio. "Não acredito nisso. Não há nenhuma intervenção política da nossa parte, nem poderia haver.

As investigações são autônomas. Não poderia haver qualquer intervenção indevida de nossa parte sem que isso não provocasse uma reação imediata de pessoas que estão conduzindo a investigação, na PF ou no Ministério Público", argumenta ele.

Na quinta-feira 11, a Polícia Federal alegou oficialmente que o suposto erro cometido na investigação poderá ser sanado porque a Operação João-de-Barro entrará agora numa segunda fase. Na primeira fase, diz a PF, buscou-se saber quem seriam os integrantes diretos da quadrilha. Agora, irá verificar quem se relacionava com ele e qual a dimensão desse relacionamento. Nesse sentido, Romênio voltaria a ser investigado. Em Minas Gerais, terra de Romênio e onde se centralizam as investigações, essa desculpa tem nome: "Conversa pra boi dormir". Afinal, agora Romênio sabe que está sendo investigado e, claro, não dirá ao telefone algo que o comprometa.

Procuradas por ISTOÉ, as autoridades envolvidas no caso evitaram comentários sobre a possibilidade de proteção política ao PT na Operação João-de-Barro. O ministro Cezar Peluso, que autorizou a escuta, informou que não se pronuncia a respeito de processos de sua responsabilidade, especialmente se correm em segredo de Justiça. Da mesma maneira se pronunciou o procurador Zilmar Antonio Drummond, do MPF, que pediu a escuta. De Genebra, na Suíça, o ministro da Justiça, Tarso Genro, a quem a PF é subordinada, disse que não tem "mais nada a dizer" sobre o caso, uma vez que a PF já se manifestou e a PF é um órgão do Ministério da Justiça.

A verdade, porém, é que, quando se trata de investigar petistas, a rapidez e o açodamento da Polícia Federal verificados na Operação Satiagraha dão lugar a omissões inexplicáveis. Romênio não é o único petista que pode escapar por conta de supostos erros na investigação João-de-Barro. O prefeito licenciado de Palmas, Raul Filho, que disputa a reeleição, também foi poupado do grampo telefônico. Documentos obtidos por ISTOÉ mostram como o prefeito teria agido para direcionar a licitação de uma obra de drenagem e pavimentação asfáltica na periferia de Palmas em favor do consórcio Prefisan/Compav. A obra, orçada em R$ 55 milhões, recebe recursos do PAC. Em troca do favor ao esquema, Raul Filho teria ganho de presente um aparelho de ginástica, no valor de R$ 9 mil, do mesmo esquema que supostamente estaria ligado a Romênio. Em um conversa interceptada pela polícia, fala- se também num pagamento de R$ 200 mil. Mas, embora os documentos apontem para a ação de Raul Filho em favor do consórcio, a polícia não colocou o nome do prefeito na lista das escutas solicitadas.
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12 setembro 2008

Ex-agente do SNI nega ter grampeado telefone do presidente do STF

FONTE: Globo.com



O ex-agente do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI), Francisco Ambrósio do Nascimento, suspeito de ser responsável por grampear clandestinamente ligações de políticos e integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), negou envolvimento em escutas telefônicas. Ele confirmou apenas ter trabalhado na Operação Satiagraha.


Ambrósio falou pela primeira vez. O ex-agente do SNI disse que não comandou o suposto esquema de escuta ilegal tampouco grampeou telefones. “Com certeza absoluta, não. Na minha formação profissional eu nunca trabalhei em área técnica”, afirmou. Ele disse também que nem sabe fazer grampo. “Não sei operar nenhum tipo de aparelho”.

O ex-agente confirmou que foi contratado pelo delegado da Polícia Federal (PF) Protógenes Queiroz, que comandava a operação Satiagraha. Ele disse que trabalhou por cinco meses e que tinha como tarefa principal levantar dados de um computador numa sala do 5º andar do prédio da PF. “Trabalhava todo mundo numa mesma sala. Protógenes de um lado, eu do outro e o pessoal todo em volta”.

Quando perguntado se teve acesso a dados sigilosos, Ambrósio disse que não, embora tenha admitido que viu e-mails antigos apreendidos em uma outra operação da PF. De acordo com investigadores, o acesso a dados sigilosos poderia caracterizar desvio de conduta do delegado Protógenes. “Os únicos e-mails aos quais eu tive acesso são coisas do passado”, resumiu, sem entrar em detalhes do assunto.

Ambrósio recebeu por seu trabalho de assessoramento. Segundo ele, era pago pelo próprio delegado Protógenes, em dinheiro. “R$ 1,5 mil por mês”, revelou.

A convocação de Ambrósio tem como objetivo esclarecer a denúncia de que ele teria feito os grampos ilegais. Reportagem da revista “IstoÉ” acusa o ex-agente de comandar um esquema de escutas dentro da Operação Satiagraha da PF.

11 setembro 2008

O QUE DEUS DIZ QUANDO NADA DIZ?

Por Caio Fábio



Estímulos, sons, palavras, vozes, imagens, símbolos, gestos — entre outros, são o meios de comunicação que nós usamos para nos expressarmos no mundo; ou, são os meios aos quais respondemos todos os dias.

Ninguém, entretanto, parece discernir que tais coisas apenas são significativas em razão do silencio.

Ora, o silencio é visto como a não-comunicação. Portanto, o que comunica, segundo sentimos, é o que o interrompe o poder angustiante do silencio.

Eu, todavia, a cada dia mais preciso do silencio como meio de comunicação. O silencio abre espaço para a comunicação. Afinal, sem silencio nada será comunicação.

O silencio, entretanto, é também mais que espaço e meio-condutor da possibilidade da comunicação.



Sim! O silencio passa a ser comunicação sempre que existe inflação de comunicação.



Ora, em tal caso, o silencio passa e ser o meio mais efetivo de comunicação, pois, na poluição das muitas comunicações, o que se comunica se esvazia de significado.



Portanto, é o silencio que re-significa os significados que foram esvaziados pelo excesso e pelo abuso do comunicar sem alma.



É por esta razão que se pode perceber a comunicação de Deus também na forma dos longos silêncios de Deus na História. Afinal, Deus fala sempre. Entretanto, fala demais quando não está falando nada.



A Revelação diz que em horas de algazarra na história Deus fala pelo silencio.



Quando o homem pergunta “Onde está Deus?” — Deus está falando. Sim! Está falando pelo silencio, e conseguindo comunicar-se melhor do que quando está dizendo algo por palavras.



O pecado humano parece nos conceder apenas ouvir melhor a Deus em meio às angustias que se fazem acompanhar pelo silencio total de Deus em relação à dor por nós sentida.



Deus também faz o silencio-que-é-amor se manifestar quando a pessoa anda em paz com Deus, conhecendo-o e a Ele submetendo-se com alegria; pois, em tal caso, a presença amiga de Deus é a comunicação que se impõe como paz.



Afinal, é também somente na profundidade da intimidade que se pode andar com alguém em silencio, sem a preocupação da animação das palavras, pois, sabe-se o outro; posto que entre amigos dessa qualidade tudo já esteja dito sem ser falado.



“Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus”.



Quando o homem silencia, Deus fala. Mas quando o homem discursa, Deus faz aquele silencio que significa ausência.



Mais:



Quando o homem silencia em quietude submissa, o falar de Deus é mais que dizer, pois, para o homem, se torna um saber não com a razão, mas um saber com o provar essencial do coração.





Prove isto!

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PROGRAMAÇÃO DA RÁDIO:
Mensagens todos os dias às 10h, 17h e 22h
Toda terça às 20h Conferência ao Vivo
Todo domingo às 19:45h, ao vivo, do Teatro la Salle em Brasília

Conheça a Vem & Vê TV!


Caio Fábio o fundador do Caminho da Graça e atualmente reside em Brasília.
Há Estações do Caminho da Graça em BH, SP, Santos, Manaus(AM), Campo Grande(MS), Sete Lagoas(MG), Uberlândia(MG), Niterói(RJ), Santos(SP),
Londres(Inglaterra), Flórida (EUA), entre outras cidades e paises.

Conheça o site www.caiofabio.com

Justiça bloqueia R$ 545 milhões do Opportunity

FONTE: Estadão

SÃO PAULO - A Justiça Federal decretou bloqueio de R$ 545,79 milhões do Opportunity, alvo maior da Operação Satiagraha - que apontou o sócio-fundador do grupo, Daniel Dantas, como envolvido em suposto esquema de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha. O seqüestro de valores tem base em rastreamento do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), unidade do Ministério da Fazenda que detecta movimentações atípicas no sistema bancário.


Os técnicos do Coaf identificaram duas transferências nessas condições, uma de R$ 10 milhões realizada pelo executivo Dório Ferman, presidente do Banco Opportunity, e outra feita pela própria instituição, no montante de R$ 535,79 milhões, repassados para o BNY Mellon Serviços Financeiros DTVM S.A., sediado no Rio, no mesmo prédio que abriga a companhia de Dantas.

No dia 2, por meio do Relatório de Inteligência Financeira nº 2.436, o Coaf informou o Ministério Público Federal que tinha identificado ?atividades suspeitas de lavagem de dinheiro? que envolveriam Daniel Dantas e Dório Ferman. A mulher de Dantas, Maria Alice Carvalho Dantas, uma irmã dele, Verônica Dantas, e Norberto Aguiar Tomaz, homem de confiança do banqueiro, segundo a Polícia Federal, também são citados no documento.


Alertado pelo Coaf sobre a migração do dinheiro, o procurador da República Rodrigo de Grandis requereu medida cautelar de confisco dos valores. O juiz Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, acolheu o pedido e ordenou o bloqueio dos valores. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Sete anos depois, EUA fazem minuto de silêncio pelas vítimas do 11 de Setembro

FONTE: Globo.com

Al-Qaeda se transforma em 'franquia' ideológica


FONTE: Estadão

SÃO PAULO - Sete anos após os atentados de 11 de setembro de 2001, que mataram quase 3 mil pessoas, a rede terrorista Al-Qaeda ampliou o seu alcance ideológico e tornou-se mais importante como fonte de inspiração do que como organização. A afirmação foi feita ao estadao.com.br pelo especialista em segurança internacional Reginaldo Nasser, chefe do departamento de Relações Internacionais da PUC-SP.

De acordo com o analista, os vínculos da facção islâmica com outros grupos terroristas permitem articulações mais sofisticadas, nas quais a organização apenas fornece instruções para as operações. "A Al-Qaeda é hoje como uma empresa de agenciamento, você tem a marca Al-Qaeda, a tecnologia dos atentados, a forma como são feitos, o processo de comunicação que se segue após o ataque, o uso da mídia, tudo isso é expertise do grupo".



Nasser explica que atentados promovidos na África, como os ataques simultâneos em Argel contra um prédio da ONU e do Conselho Constitucional argelino, freqüentemente são assumidos pela Al-Qaeda no Magreb Islâmico, quando na verdade são promovidos por grupos distintos, porém ligados a Al-Qaeda. "Grupos na Argélia, Sudão, Somália, não é Al-Qaeda em si, são conexões, como uma espécie de terceirização. Ela adquire alguma proeminência em determinado país na medida em que a região tenha uma situação instável, de desordem, e grupos capazes de promover esse tipo de atentado".



O especialista aponta que a Al-Qaeda passou por três momentos e que o curso da facção muda em função dos acontecimentos. A primeira fase teve seu auge em 1998, com os atentados simultâneos contra as embaixadas dos Estados Unidos na Tanzânia e no Quênia, matando 224 pessoas. Após estes ataques, a Al-Qaeda se fortalece no Afeganistão, onde conquista o apoio da milícia Taleban contra os americanos, apesar de algumas desavenças, e adquire uma nova face. O segundo momento é o 11 de setembro, que inclui também os ataques contra o sistema ferroviário de Madri em 2004, em que 91 morreram, e as explosões promovidas no metrô e nos ônibus de Londres, matando 52 pessoas em 2005. A atual fase é a da força ideológica.



A Al-Qaeda nasceu a partir do dinheiro saudita, do envio de armas americanas ao Afeganistão e da mediação do serviço de inteligência paquistanês, ressalta Nasser, justificando os motivos que levaram o grupo a se concentrar na região da fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão, onde se reagrupa atualmente. "Esta inserção permanece na região da fronteira entre os dois países, nas montanhas onde vivem algumas tribos. Com a ação militar recrudescendo no Iraque, vários membros do grupo também retornaram para a região", aponta.



Nasser lembra que os confrontos entre rebeldes e forças de coalizão lideradas pelos EUA na fronteira não são promovidos somente pelo grupo. "Tanto no Afeganistão como no Paquistão existem tribos armadas que combatem os americanos que estão em campo e não necessariamente possuem relação com a Al-Qaeda. O que acontece: todo e qualquer atentado na região, até mesmo na Argélia, é atribuído à rede terrorista. Não é verdade". A própria facção se declara responsável pelo incidente, mesmo que não haja envolvimento, porque cresce em termos de idéias. "Existem guerras distintas, que acabam dando mais poder do que a Al-Qaeda tem", afirma.



Recrutamento



O ingresso do terrorista no grupo se dá por adesão voluntária, e os interessados acabam encontrando algum meio de acessar a Al-Qaeda, seja pela Internet, por aliados do Taleban ou pelas madrassas (escolas religiosas corânicas). O perfil do terrorista para os grandes atentados como o 11 de setembro é bem distante do estereótipo mostrado nos campos de treinamento do grupo, aponta o especialista.



A maioria dos terroristas responsáveis por grandes atentados não é religiosa nem adepta fervorosa do islã, tem nível socioeconômico elevado para os padrões do Oriente Médio, fala bem o inglês e boa parte não possui registro de nenhum ato de terror no passado. O último fator dificulta a identificação e, conseqüentemente, a prevenção de qualquer tipo de ataque. "A diferença é clara: existem aqueles que fazem ataques no Paquistão e no Afeganistão, e os que promovem atentados como o 11 de setembro, que agiriam em países como EUA, Reino Unido, Espanha", destaca Nasser.



"Aquela imagem que passa na televisão, dos campos de treinamento da Al-Qaeda, é para ser exibida na mídia. A Al-Qaeda não é o cara que sabe atirar com uma metralhadora AK-47, rastejar num campo empoeirado, com arame farpado etc. A Al-Qaeda tem outro nível de ação. Isso não é o forte da ação da Al-Qaeda", aponta.



Líder carismático



Um dos responsáveis pela liderança ideológica da Al-Qaeda é Osama Bin Laden, que motiva o grupo e seus aliados com suas mensagens. Porém, em relação à ação organizacional, Bin Laden não estaria mais à frente do grupo, e o comando operacional é uma incógnita. Especula-se que um de seus filhos, Saad bin Laden, esteja na liderança da facção, o que torna interessante o aspecto da herança do grupo.



Osama continua como o responsável pela influência da Al-Qaeda, porque boa parte da rede terrorista vive em função da comunicação - característica recente dos grupos do Oriente Médio. O saudita discursa, faz avaliações políticas internacionais e conclama novas ações, disseminando as idéias terroristas.



Para o especialista, a morte de Bin Laden não mudaria em nada a organização do grupo, mas produziria efeitos negativos sobre o carisma da organização. "Existe todo o apelo emocional, o carisma dele, isso não tem como substituir. Agora, em aspectos organizacionais, a Al-Qaeda continua a mesma. Os atentados que acontecem na Argélia não dependem do Bin Laden. No Afeganistão e no Paquistão também não. Eles já possuem um modo próprio de agir, com estratégias estabelecidas. É uma organização no sentido pleno da palavra e como toda organização, depende de um líder, mas não para sobreviver".



Possíveis ataques



Nasser acredita que as chances de que um outro atentado em larga escala seja promovido são as mesmas do 11 de setembro de 2001. Porém, com o processo de vigilância interna dos EUA, a probabilidade de que os terroristas adquiram instrumentos e meios para organizar um ataque naqueles termos é reduzida. "Para um atentado acontecer daquela maneira, é preciso ter primeiro pessoas que sejam difíceis de serem identificadas; recursos para isso - o custo para o atentado contra as Torres Gêmeas foi pequeno, estima-se cerca de US$ 100 mil. É improvável, não é impossível. E os americanos sabem disso".



Além disso, sem um serviço de inteligência eficiente, a captura dos líderes da Al-Qaeda e o desmantelamento da rede terrorista é cada vez mais distante. Na reação aos ataques, quando os EUA não possuíam uma organização articulada, foi desenvolvida a chamada guerra clássica, com incursões, bombardeios aéreos - que aumentaram o número de civis mortos no Afeganistão. A falta de informações adequadas e os laços estreitos entre os membros da rede também dificultam a infiltração de espiões no grupo. Por isso, promessas como as do candidato republicano à presidência dos EUA, John McCain, que se baseiam na captura de Bin Laden, não passariam de retórica eleitoral, afirma o analista.



"O terror age de forma psicológica. Qual o recado que o terrorista dá? Ele foi capaz de fazer uma vez, então fica a dúvida se acontecerá da mesma forma. Ainda que não aconteça, existe sempre a expectativa se 1 ano é pouco tempo para um novo ataque, dez anos, 20 anos, não dá para saber. O país deve permanecer sob vigilância, porque um dia, num momento de distração, pode acontecer. É isso que o terrorista faz, ele avalia sistematicamente. No dia em que ele acreditar que existe a chance, ele vai agir".

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