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31 julho 2008

Desgoverno Lula manipula dados do BC que indicam que bolha do crédito está prestes a explodir no Brasil

Por Jorge Serrão

FONTE: Alerta Total

Exclusivo – Nada menos que 37 milhões e 759 mil brasileiros estão hoje altamente endividados e com dificuldades mensais para quitar empréstimos bancários ou financiamentos de longo prazo. Só na modalidade de crédito consignado, onde o valor devido é descontado mensalmente no contra-cheque, existem 24 milhões e 914 mil pessoas penduradas. A maioria é formada por aposentados e pensionistas do INSS, e por servidores públicos civis e militares que apelam ao crédito (nada) fácil, com juros e taxas abusivas, por causa dos salários ou proventos defasados.

As dívidas acumuladas por cidadãos e empresas já atingem o alarmante valor de R$ 360,9 bilhões. Os juros cobrados pelos bancos subiram nas principais modalidades de crédito para a pessoa física. Em junho, o custo médio pago pelas famílias para tomar dinheiro emprestado atingiu 49,1% ao ano. Foi o maior nível desde março de 2007, e a tendência é de subida. A atual carestia especulativa (mal apelidada de “inflação”) agrava a situação dos endividados.

O mercado financeiro já teme um grande calote que terá efeito sistêmico. O maior temor é no setor de financiamento automotivo. Nos últimos 12 meses, nada menos que 4 milhões e 675 mil veículos foram financiados em “eternos” 60 meses. Outros 3 milhões e 285 mil de carros, caminhões ou motos foram comprados em parcelas abaixo de 48 vezes. Os bancos e financeiros usam os juros altos e as taxas embutidas nas operações de crédito para criar uma espécie de reserva-seguro contra o alto risco de inadimplência.

Estudos reservados do Banco Central, que o Palácio do Planalto estrategicamente esconde da sociedade, indicam que o Brasil tem uma grande bolha de crédito prestes a estourar. O quando e o como vão depender da velocidade e da intensidade da crise econômica mundial que já é uma realidade objetiva. O certo é que nenhuma blindagem não agüenta um calote generalizado sobre um volume de empréstimos que já chega a 36,5% do PIB (Produto Interno Bruto, ou tudo que é produzido em nossa economia).

O presidente Henrique Meirelles, do BC, já advertiu ao chefão Lula que as tradicionais medidas de política monetária não serão suficientes para conter o caos – como já ocorreu em outras situações. O mais grave de toda essa situação de endividamento descontrolado é a censura econômica promovida pelo desgoverno Lula. Ordens superiores impedem que os dados reais do Banco Central sejam divulgados. Antes, tudo precisa passar por um filtro pessoal da Casa Civil da Presidência.

O que o desgoverno não consegue esconder é que o grande volume de empréstimos, combinado com juros altíssimos, colaboram para o atual fenômeno especulativo da “carestia” (mal chamada de “inflação” – porque, em tese, a moeda brasileira não está desvalorizada). O único temor de Lula até o fim de seu segundo mandato são os problemas econômicos locais ou internacionais que sua frágil e dependente política econômica não tinham sido obrigada a enfrentar até então.

Oportunidade de negócio

Nos maldosos bastidores do mercado financeiro e do Congresso já circulam informações de que ilustres membros da cúpula petista já descobriram uma fórmula para se dar bem se a crise econômica estourar.

Escritórios de advocacia, de pessoas muito próximas ao chefão Lula, usando e abusando de tráfico de influência, já fecharam um acordo com grandes bancos e financeiras para um esforço de recuperação do crédito que será dado em breve como perdido.

O esquema de cobrança terceirizada – que em princípio é inconstitucional – seria remunerado com a comissão de 30 por cento do valor que fosse recuperado de grandes devedores.

Nos bastidores, afirma-se que o negócio é muito melhor e rentável que o ajuizamento de ações judiciais ou administrativas para receber indenizações políticas (a chamada “bolsa dita-dura”).

O retorno do Jedi

O chefão Lula quer o retorno o mais depressa possível do amigo e grande controller Antônio Palocci Filho ao desgoverno.

A principal missão reservada a Palocci seria assumir o Ministério da Previdência, para tocar a super reforma do sistema, implantando-se o regime de previdência privada, como já é compromisso firmado por Lula com os banqueiros que lhe dão sustentação.

Para ticar missões desse tipo, o chefão Lula só confia em Palocci – que foi o sucessor do saudoso Celso Daniel (prefeito de Santo André brutalmente assassinado em 2002) na coordenação dos negócios financeiros do PT.

Mas não seria surpresa se Palocci voltasse também para o ministério da Fazenda ou assumisse o lugar do Presidente Henrique Meirelles (louco para deixar o Banco Central).

30 julho 2008

Tucano pede afastamento do chefe-de-gabinete de Lula por conversar com Greenhalgh

FONTE: Folha online

O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) ingressou com representação na Polícia Federal e no MPDF (Ministério Público do Distrito Federal) com pedido de investigação do chefe-de-gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho. Na representação encaminhada ao MPDF, Sampaio pede que a Justiça conceda liminar para afastar Carvalho imediatamente do cargo --depois que o chefe-de-gabinete divulgou nota oficial na qual considerou "normal" conversar com o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh sobre Humberto Braz, seu cliente e braço direito do banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity.

O tucano argumenta que Carvalho cometeu crime de responsabilidade, prevaricação e improbidade administrativa ao repassar informações privilegiadas ao advogado de Dantas, investigado pela PF na Operação Satiagraha.

"Isso é ilícito pelo Código Penal, a conseqüência é que ele vai continuar procedendo desta forma, por isso não pode permanecer no cargo", afirmou.

Sampaio disse que, se a representação for acatada pelo MPDF, Carvalho vai responder a sanções que variam desde o pagamento de multa e inelegibilidade ao seu afastamento do cargo. "O Gilberto Carvalho desrespeitou princípios da moralidade pública. Eu nunca vi um secretário do presidente buscar informações em uma agência de inteligência para subsidiar defesa de um banqueiro."

Na PF, Sampaio espera que o órgão investigue a atuação de Carvalho no episódio em que recebeu Greenhalgh para discutir as investigações sobre Dantas. "O ato dele, na Polícia Federal, tipifica prevaricação. O caso é muito grave", afirmou.

O tucano disse que não ingressou com representações contra Greenhalgh uma vez que, como advogado, o ex-deputado tem o direito de usar "mecanismos que julgue adequados" na defesa do seu cliente. "O Greenhalgh não é servidor público, é um advogado que milita na vida privada. Contra ele, há medidas que podem ser tomadas apenas em outras instâncias", afirmou.

Acusações

Carvalho é acusado de vazar informações da Operação Satiagraha a Greenhalgh. Em nota oficial, o chefe de gabinete de Lula admitiu que conversou com o ex-deputado e lhe informou que o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência não investigava Daniel Dantas.

Na nota, Carvalho negou ter pedido informações à PF e ao Ministério da Justiça sobre as investigações. O chefe de gabinete confirmou que Greenhalgh lhe pediu que obtivesse "mais informações" por meio da PF de dados sobre o inquérito da Satiagraha.

Carvalho afirmou ainda, na nota, que respondeu a uma das questões levantadas por Greenhalgh, em um telefonema do dia 28 de maio --quando o ex-deputado pediu informações sobre a suposta investigação envolvendo Humberto Braz, que trabalha para Daniel Dantas e se entregou à PF depois de ser acusado de tentar subornar policiais envolvidos na Operação Satiagraha.

28 julho 2008

A PEDOFILIA TEM UM PAI

Por Caio Fábio


O ladrão “... vem para matar, roubar e destruir”...

Todo pedófilo é um ladrão. Ladrão de vida, de escolha e de futuro. Ladrão de inocência. Ladrão de ideal. Ladrão e seguindo as pulsões do Grande Ladrão.

Portanto: A Pedofilia é do diabo!

Que mais posso eu dizer? Que termos a usar? Que adjetivos ou filosofias a recorrer? Não! De fato não possuo tal recurso no dizer! Sim! Pois, por todos os ângulos que olhe, sejam eles de natureza filosófica, psicológica, teológica e social, o que vejo é a mesma coisa: A Pedofilia é do diabo!

Sim! O que dizer de um adulto que seduz, engana e, por vezes, força ou ameaça uma criança a fim de se servir dela sexualmente?

Cresci vendo os efeitos da Pedofilia nos meninos de minha terra, no Amazonas. E nem sempre eram homens adultos abusando de menores, pois, efeitos catastróficos atingem as crianças do mesmo modo quando um menino maior, ou mesmo um adolescente, se serve sexualmente de um vizinho ou coleguinha bem mais novo.

Enquanto eu mesmo crescia acompanhei durante anos a evolução de meninos normais, embora fracos psicologicamente, que foram abusados, e acabaram por se acostumar ao abuso, vindo a tornarem-se homossexuais viciados em razão de tal interferência na infância.

Depois, no curso de anos e anos de pastoreio e disponibilidade para ouvir as pessoas, acompanhei e acompanho as angustias sinceras de milhares e milhares que sofrem por terem se viciados em algo que não foi sequer sua escolha original.

Instigar a sexualidade de uma criança e conduzir tal pessoa a desenvolver gosto ou dependência psicológica por aquela tendência, é obra do diabo.

Há lugares no mundo e houve épocas na História da Civilização, nos quais o incesto, a pedofilia e o abuso sexual são e foram “coisas naturais”, culturalmente falando. Nós, porém, não estamos buscando nivelar a consciência pela animalidade cultural carregada de traços de violência e perversão, ainda que muitas vezes acobertados pelo manto da educação e da cultura, como foi no caso dos gregos.

Jesus disse que quem fizer tropeçar a um dos Seus pequeninos, melhor é que amarre uma pedra de moinho ao pescoço e cometa suicídio.

Quem tiver ainda ouvidos para ouvir, então, para seu próprio bem, ouça!


Nele, que nos criou para a liberdade e para a escolha do que é bom,


Caio


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Caio Fábio o fundador do Caminho da Graça e atualmente reside em Brasília.
Há Estações do Caminho da Graça em BH, SP, Santos, Manaus(AM), Campo Grande(MS), Sete Lagoas(MG), Uberlândia(MG), Niterói(RJ), Santos(SP),
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27 julho 2008

Mangabeira está sob suspeita da Polícia Federal

FONTE: Jornal Estado de Minas

Unger, que trabalhou para grupo de Daniel Dantas, nega contatos depois de assumir cargo no governo federal

Brasília – No inquérito da Operação Satiagraha, o delegado Protógenes Queiroz levantou suspeitas sobre a atuação de uma série de personagens: auxiliares diretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, empresários e jornalistas. Uma parte dessas acusações acabou direcionada ao ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, apontado pelo policial como um dos aliados do banqueiro Daniel Dantas no que se refere ao novo foco de interesse do grupo Opportunity: a Amazônia. “Ao que tudo indica, (Mangabeira) estrategicamente favorecia a política de expansão no Norte do país buscada por Dantas”, descreve o relatório de inteligência número 8/2008, de 14 de maio.

O policial não apresentou provas dessa suposta relação, mas recheou o inquérito com referências a Mangabeira que o fizeram acreditar nessa tese. O procurador da República Rodrigo de Grandis, que atua no caso em São Paulo, começou a analisar o teor de todas elas e, se tiver a mesma convicção, levará o caso ao procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, autoridade competente para investigar ministros.

Em 11 de abril, a PF captou uma conversa que parece ser um dos principais elementos de Protógenes para sustentar a suspeita. Trata-se de um diálogo travado entre Daniel Dantas e o publicitário Guilherme Sodré, apontado como lobista dos interesses do dono do Opportunity. Sodré perguntou ao banqueiro se seria seguro lhe transmitir um documento por fax, algo que estaria relacionado à “turma de Mangabeira”. Dantas responde que sim.

Ao juntar essa conversa a outros telefonemas interceptados no mesmo dia, a PF fez a seguinte anotação: “através do conjunto de ligações pode-se concluir que a origem do documento está ligada ao governo, e Guilherme passa para Daniel informações estratégicas do governo”. Num outro trecho do relatório, a partir também de conversa monitorada, a polícia concluiu que esse documento teria sido escrito pelo próprio Mangabeira. Não existe qualquer explicação, porém, sobre quais “informações estratégicas” seriam essas.

Mangabeira foi empossado em junho do ano passado pelo presidente Lula para cuidar da estratégia de longo prazo do governo federal. Um dos temas sob a batuta do filósofo da Universidade de Harvard é a Amazônia, para onde Dantas direcionou parte dos investimentos nos últimos três anos. O Grupo Opportunity aposta em mineração e agronegócio. Para o delegado Protógenes, a estratégia do banqueiro teria um empurrãozinho do ministro.

Antes de ser um colaborador do presidente, Mangabeira atuou como advogado da Brasil Telecom nos Estados Unidos, entre 2002 e 2005, período em que recebeu da empresa então controlada por Dantas cerca de US$ 2 milhões pelos serviços prestados. Depois, entre 2006 e 2007, ele atuou como trustee (espécie de procurador) da empresa telefônica.

Procurada pelo Estado de Minas, a assessoria de Mangabeira afirmou que o ministro, desde sua posse no governo, não teve mais contatos com pessoas do grupo Opportunity. E rebateu as referências feitas ao filósofo nos relatórios da PF. O ministro espera que o delegado aponte concretamente quais seriam as supostas irregularidades porque entende que só há ilações.

Mangabeira cita como exemplo uma transcrição de diálogo de 14 de maio anexada por Protógenes ao inquérito da Satiagraha. De acordo com o relato, o ex-deputado petista e advogado Luiz Eduardo Greenhalgh e Humberto José da Rocha Braz, ex-presidente da Brasil Telecom e apontado como braço-direito de Dantas, falam sobre “ir ao Mangabeira para extrair coisas”. A assessoria do ministro informou que ele não recebeu qualquer emissário de Dantas. Greenhalgh e Braz são acusados de atuar como lobistas para o banqueiro.





Ao que tudo indica, (Mangabeira) estrategicamente favorecia
a política de expansão no Norte do país buscada por Dantas


Trecho do relatório do
delegado Protógenes Queiroz

25 julho 2008

O Que Querem os Jovens

FONTE: Revista IstoÉ


A juventude sempre foi vista como uma breve transição para a idade adulta. A ordem era trabalhar cedo, casar logo e constituir família. Os anos 60 romperam com este padrão. Rebeldes, os jovens daquela década lutaram por várias causas, como liberdade política, sexual e igualdade entre os sexos, e criaram um ideal de juventude até hoje cultuado. Vinte anos depois, o espírito de rebeldia mantinha-se vivo, mas as causas eram mais difusas. Hoje, a ditadura é uma lembrança e o conflito de gerações quase desapareceu. O jovem está preocupado em deslanchar na carreira (sem muito stress), valoriza o suporte familiar e sua atuação política é menos partidária e mais social, como a defesa do meio ambiente.

O que passa pela cabeça desta geração foi mapeado por um estudo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A pesquisa, inédita, com dez mil brasileiros de 15 a 29 anos, resultou no livro Juventudes: outros olhares sobre a diversidade, da coleção Educação para Todos, do Ministério da Educação. É a primeira tese de fôlego no País sobre esta faixa etária, que corresponde a 51 milhões de pessoas e só começou a ser estudada há dez anos. O trabalho traz dados surpreendentes – para os mais velhos – sobre a geração que comandará o Brasil daqui a 20 anos.

ROBERTO CASTRO/AG. ISTOÉ
CAUSA VERDE Ludmila insistiu e a família toda passou a reciclar o lixo

Para eles, a aparência é fundamental. Quase 27% dos entrevistados disseram que a maneira de vestir os define. Futilidade? Nada disso. A roupa é uma mensagem. “É uma forma de o jovem marcar seu território e anunciar qual é sua personalidade”, afirma a socióloga Miriam Abramovay, organizadora da obra e pesquisadora da Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana.

A estagiária de relações públicas Fernanda Araújo, 23 anos, diz sem medo que é consumista. Com o primeiro salário do estágio, gastou R$ 600 num sapato. Mas Fernanda trabalha desde os 15 anos, ajuda a pagar a faculdade e é voluntária de uma entidade. O modo como se veste faz parte de seu objetivo de crescer profissionalmente. “Me dedico ao trabalho, sou prática e sei resolver problemas. Minhas roupas expressam essas qualidades”, acredita. Fernanda está satisfeita com os rumos da própria vida, assim como 75% dos participantes do estudo.

“Mesmo com violência, educação deficiente e um mercado de trabalho disputado, o jovem acredita que as dificuldades serão superadas”, diz Miriam. “É uma juventude forte, que mantém a esperança. São características fundamentais que fazem a sociedade evoluir.” Ao contrário de gerações passadas, eles encontram confiança e segurança em casa e têm na família sua maior fonte de alegria. É a ela que o estudante carioca Frederico Lacerda, 21 anos, dedica o tempo livre após o estágio, a faculdade, a namorada e os esportes. Ele janta todos os dias com a mãe, a avó e os irmãos. Quando o pai, gerentegeral de um hotel em Angra dos Reis (RJ), está no Rio, os filhos até cancelam compromissos. “Eu e meus irmãos fazemos questão disso. O ambiente em nossa casa é tão bom que amigos e namoradas gostam de freqüentá- la.”


IBRAHIM CRUZ/AG. ISTOÉ
CULTURA Claudia nunca foi a um museu e acha teatro caro

Outro mito derrubado pela pesquisa é o da alienação política. Há uma eterna – e injusta – comparação entre a juventude de hoje e a dos anos 60. “Uma minoria da classe média participou da luta contra a ditadura. Como foi um momento importante da história, esses jovens são idealizados”, aponta a socióloga Miriam. Quase 50% dos entrevistados no estudo da Unesco admitem que não dão a mínima para um comício, mas isso não significa falta de engajamento. A agenda mudou. A 1a Conferência Nacional de Políticas Públicas de Juventude reuniu 2,5 mil jovens em Brasília, no final de abril. Os debates foram dominados por temas como emprego, educação, preservação do meio ambiente, legalização do aborto, discriminação contra negros e homossexuais. “Há uma mobilização enorme por parte da juventude. Eles levantam bandeiras que não estão na pauta de partidos políticos”, afirma a socióloga Mary Garcia Castro, professora da Universidade Católica de Salvador. “São jovens mais sensíveis e tolerantes do que os do passado.”

CAMISINHA NO BOLSO O preservativo nunca ficou de lado no namoro de Laura e Jaduam
ELE PODE, ELA NÃO Tamara dorme no quarto de Edu. No dela, não pode fechar a porta

Hoje, o universo a ser transformado é até o doméstico. A estudante de ciências naturais da Universidade de Brasília, Ludmila Andrade, 21 anos, convenceu a família a reciclar o lixo em casa. Na universidade, participa do projeto Nosso Campus, no qual explica a importância de separar os resíduos da maneira correta nas salas de aula. Pela política partidária, porém, ela não se interessa. “Só tem confusão e não leva a lugar algum. Nosso projeto pode mudar muito mais o mundo”, afirma. As bandeiras, hoje, são mais palpáveis. O jovem dá valor à educação – a pesquisa diz que 37,4% dos entrevistados apontaram o bom nível de escolaridade como ferramenta imprescindível para conseguir emprego. Contudo, ele quer currículos mais condizentes com o mundo real. “Eles não pretendem abandonar a reflexão. Mas um mercado de trabalho pouco inclusivo exige conhecimento prático”, diz o professor Alessandro de Leon, reitor da Universidade da Juventude, formadora de gestores em políticas para os jovens.

O psiquiatra Içami Tiba, autor do livro Adolescentes – quem ama educa, não compartilha desta visão corde- rosa da juventude. “Eles não têm preparo para tocar a vida. Diploma, hoje, não faz de ninguém um vencedor. A vida adulta é mais difícil do que eles pensam”, afirma o psiquiatra. Na opinião dele, são os jovens de classe média os que têm mais chances de prosperar. “Com responsabilidades somadas, como trabalho e estudo, eles são os mais lutadores e serão os vencedores. Os da classe A estão acostumados com tudo na mão, carro, computador, roupas, viagens, e não dão valor. Os das classes baixas já acham ótimo se encontram subemprego.”

MURILLO CONSTANTINO/AG. ISTOÉ
SEMPRE NA MODA Apaixonada por roupas, Fernanda se diz consumista, mas não fútil

Na pesquisa, salta aos olhos o pouco acesso dos jovens a bens culturais. Metade dos entrevistados nunca pôs os pés no cinema e mais de 70% deles nunca foram ao teatro ou ao museu. A promotora de eventos Claudia Corrente, 22 anos, se enquadra neste segundo grupo. “Teatro é caro para mim”, diz ela, que admite nunca ter tido interesse em conhecer um museu. Falta divulgação, na opinião dela. Claudia, moradora de São Paulo, esteve na semana passada pela primeira vez na Pinacoteca do Estado, para fazer uma foto para esta reportagem. Ela nem sabia que ali se encontra um dos principais acervos de arte do País. Gostou do que viu e pretende voltar. Ficou ainda mais animada quando soube o preço da entrada: apenas R$ 4. Nos últimos anos, o acesso a esses espaços, sobretudo nas grandes cidades, melhorou com a meia-entrada obrigatória para estudantes e a instituição de ingressos a preços populares em algum dia da semana ou até a entrada gratuita. O transporte, porém, ainda é um problema. São necessárias políticas públicas para eliminar o obstáculo da distância, principalmente para o jovem da periferia. Em casa, o tempo livre desta geração é dominado pela tevê. A leitura é a última opção. Quase 20% não abriram um livro sequer nos últimos 12 meses.


RUMO Eduardo largou a carreira numa multinacional e hoje trabalha com arte

Quando se compara o mundo de hoje com o de 40 anos atrás é na sexualidade que os costumes mais se transformaram. Se a juventude dos anos 60 promoveu a revolução a partir da pílula anticoncepcional e a dos anos 80 aprendeu a conviver com o fantasma da Aids, os jovens do ano 2000 iniciaram a vida sexual com as duas referências: com liberdade para se relacionar com quem quiser, mas com responsabilidade de saber que é necessário usar preservativo para se prevenir das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

Dados de uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgada em abril, apontam que 53% dos jovens usam camisinha na primeira relação sexual. Em 1986, eram apenas 9%. A pesquisa da Unesco mostra que há uma diferença entre moças e rapazes. Elas exigem do parceiro o preservativo para evitar a gravidez (35,3%). Eles querem se precaver, sobretudo, das DSTs (29,3%). “Isso reflete a preocupação de cada um com o que atinge diretamente o próprio corpo”, diz Miriam, organizadora do livro. Na carteira do estudante Jaduam Pasqualini, 18 anos, pode até não ter dinheiro, mas a camisinha está lá. “Muitas meninas ainda relaxam e tratam a precaução como algo só do homem”, reclama. Namorando Laura Coube, 18 anos, diz que o preservativo é parte da relação desde o início.

O que não será diferente tão cedo é a permissão de dormir na casa dos pais com o parceiro. Isso é permitido para 33% dos rapazes e para apenas 8,5% das garotas. Na família de Eduardo Assis, ele e os dois irmãos sempre tiveram essa liberdade. A namorada dele, Tamara Freitas, é recebida com carinho pelos seus pais. “Eles sempre foram liberais.” Na casa da namorada, porém, ele só freqüenta o quarto de Tamara com a porta aberta. Dormir por lá, nem pensar.

Aos 17 anos, Eduardo e Tamara preparam-se para escolher a profissão e entrar definitivamente na vida adulta. Com poucas responsabilidades e muitos sonhos a serem realizados, têm um universo de possibilidades diante deles. Segundo a pesquisa, são os jovens entre 15 e 17 anos os mais otimistas. O nível de satisfação com a própria vida chega a 85% nesta faixa etária. O percentual cai para 71% aos 26 anos e para 69% aos 29. Esta queda coincide com a fase em que surgem dúvidas sobre a profissão escolhida, afirma Denise Barreto, sóciadiretora da Gnext Talent Search, empresa de recrutamento. “É a idade em que há maior incerteza quanto à carreira e falta segurança sobre qual o melhor caminho a seguir.”

HARMONIA EM FAMÍLIA Frederico janta com a mãe, a avó e os irmãos todas as noites

Quando estava prestes a completar 25 anos, o administrador Eduardo Calixto, hoje com 26, começou a questionar se o que alcançara até então era realmente o que desejava. Analista de vendas de uma multinacional, poderia ser gerente em dois anos. “Vivia sob pressão e stress”, conta. Desanimado, largou tudo e foi trabalhar como operário e lavador de pratos na Nova Zelândia, durante um ano. Aprendeu que a vida sempre pode recomeçar – especialmente quando se é jovem. De volta ao Brasil, Eduardo foi trabalhar na galeria de arte da mãe. Não entendia nada do assunto. Agora, avalia, cataloga e vende obras. Está feliz. “Mas sou pé no chão. Sei que a vida requer planejamento para dar certo”, diz Eduardo. Uma boa lição para que o otimismo da juventude não se perca e possa se transformar em conquistas concretas no futuro.




23 julho 2008

Grampos da PF autorizados pela Justiça confirmam negociação de US$ 260 milhões para facilitar fusão Oi/BrT

Por Jorge Serrão

FONTE: Alerta Total

BrOI, BrOI, BrOI... Ficará cada vez mais difícil para o desgoverno Lula alegar que não houve tráfico de influência na arrastada operação de fusão da Oi (antiga Telemar) com a Brasil Telecom, que se arrasta desde abril. Relatórios da Polícia Federal, com base em gravações feitas em março, confirmam que um grupo de lobistas, integrado pelo ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, do PT, teria exigido US$ 260 milhões para interferir a favor de Daniel Valente Dantas na criação da supertele (BrT + Oi).

Além do relatório oficial, um importante pacote de documentos achado na Operação Satyagraha é uma gravação de gente poderosa do Palácio do Planalto com o pessoal do CADE (sistema de cuida da defesa da concorrência e avalia fusões de empresas). A ação do desgoverno é para que houvesse facilidades para a fusão entre a Oi e a Brasil Telecom. Seria a prova de tráfico de influência na criação da super tele praticamente monopolista – o que seria um flagrante crime contra a concorrência.

A compra da BrT pela Oi – a custo estimado de R$ 13 bilhões - ainda depende de mudanças no PGO (Plano Geral de Outorgas), que regulamenta o setor de telefonia. Pelas regras em vigor, concessionárias de telefonia fixa não podem atuar em duas das três áreas em que o País foi dividido na época da privatização do sistema Telebrás, em 1998. Se a compra for fechada, a supertele terá 49,8% de seu capital controlado pelo desgoverno - por meio do BNDES e dos fundos de pensão de empresas estatais.

A compra da BrT pela Oi envolve, diretamente, mais de uma dezena de empresas, bancos, fundos de investimento e fundos de pensão de estatais que possuem participação acionária nas duas operadoras. Alguns têm participação em ambas, como é o caso do Opportunity, de Daniel Dantas, do Citibank e dos fundos de pensão de estatais.

22 julho 2008

Protogênese: Lula teme que delegado Protógenes vaze informações sigilosas que liguem filho e genro a Dantas

Por Jorge Serrão

FONTE: Alerta Total

Exclusivo - O Delegado Federal Protógenes Queiroz, que agora virou “estudante”, estaria em poder de quatro ou cinco CDs e DVDs muito comprometedores para a família do Presidente da República, confirmando a ligação dela com o Daniel Valente Dantas (que a Miriam Leitão jura não ser banqueiro, segundo dados do Banco Central). Agora, o Palácio do Planalto tem medo da chamada “Protogênese”. Que o delegado deixe vazar grande parte do que sabe realmente dos quatro anos de investigações da Operação Satyagraha – que agora é devidamente abafada pela Operação Faxina.

Um importante pacote de documentos achado na Operação Satyagraha é uma gravação de gente poderosa do Palácio do Planalto com o pessoal do CADE (sistema de cuida da defesa da concorrência e avalia fusões de empresas). A ação do desgoverno é para que houvesse facilidades para a fusão entre a Oi e a Brasil Telecom. Seria a prova de tráfico de influência na criação da super tele praticamente monopolista – o que seria um flagrante crime contra a concorrência. Tal informação circula nos bastidores do poder em Brasília. Mas a mídia amestrada não se interessa em divulgar qualquer escândalo muito próximo ao chefão-teflon Lula.

Mas tudo indica que tal documento já foi para o saco na “Operação Faxina” (ou fachina, como preferem alguns). Também teriam sumido gravações ou provas de ligações com Daniel Dantas do filho de Lula (Fábio Luiz, o Lulinha) e o genro (Marcelo Satto, marido de Lurian). O material ou as gravações fariam referências a negócios feitos pela família Lula com Daniel Dantas. Teriam sumido até os registros de viagens feitas de carona no jatinho do operador do Opportunity.

O delegado da Polícia Federal (PF) Protógenes Queiroz, que até sexta-feira passada comandou a Operação Satiagraha, participou ontem, no Distrito Federal, das primeiras aulas do curso de aperfeiçoamento que motivou, oficialmente, seu afastamento do caso. Ao deixar a investigação, Protógenes fez uma representação ao MPF pedindo que fossem averiguadas as possibilidades de obstrução das investigações e a falta de recursos materiais e humanos.

O Ministério Público Federal (MPF) enviou ofícios a membros da cúpula da Polícia Federal questionando a suposta falta de recursos humanos e materiais que teria prejudicado as investigações da Operação Satiagraha. O documento foi enviado aos chefes dos setores de combate ao Crime Organizado, Roberto Troncon Filho, e Crimes Financeiros, Paulo de Tarso Teixeira, e o superintendente da PF em São Paulo, Leandro Daiello.

Para descredenciar Protógenes e o próprio MPF, a PF propagandeou ontem que delegado Ricardo Saadi assumiu o comando da Operação Satiagraha com o reforço de cerca de 30 agentes. A máquina de propaganda do desgoverno funciona a todo vapor. Só não funciona com mais eficiência que o setor de faxina...

Hoje é Festa lá no DP


FONTE: Pavablog

21 julho 2008

Associação de magistrados vai divulgar lista de candidatos com ficha suja

FONTE: Folha online

A AMB (Associação dos Magistrados do Brasil) colocará à disposição dos interessados a partir de amanhã uma lista com os nomes dos candidatos a prefeito e vice-prefeito com nome sujo. Inicialmente, a relação só vai incluir os candidatos a prefeito e vice-prefeito nas capitais. Porém, a associação pretende concluir a lista com os nomes em todas as cidades com mais de 200 mil eleitores até agosto.

O secretário-geral da AMB, Paulo Henrique Machado, disse à Folha Online que, nesta primeira etapa, serão disponibilizados cerca de 350 nomes de candidatos a prefeito e vice nas capitais. Segundo Machado, apenas 5% deste total, de 13 a 14 nomes respondem a processos criminais ou por improbidade administrativa.

"Sinceramente? Eu me surpreendi positivamente com os números. Nós ouvimos falar tanto em dados negativos sobre os políticos, mas observando as informações, os números foram inferiores ao esperado", disse o secretário-geral.

De acordo com Machado, a lista elaborada pela AMB só vai considerar os casos de processos já aceitos pela Justiça. O magistrado disse que o objetivo da associação não é "pré-julgar" ou "julgar" os candidatos, mas prestar um serviço à sociedade, informando com segurança os dados relativos aos candidatos.

"A AMB não está dizendo se o político pode ou não se candidatar. A associação entende que esses dados, sobre os processos, não podem ser omitidos ao eleitor. São informações prestadas pelos próprios candidatos", afirmou Machado.

Nesta segunda-feira a AMB concluiu a verificação dos dados recebidos dos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A idéia, segundo integrantes da associação, é dar elementos para os eleitores poderem ter informações sobre os candidatos que pretendem administrar seus municípios.

Em parceria com o TSE, a AMB faz campanha para aproximar a Justiça Eleitoral dos eleitores. Segundo a assessoria do órgão, foi elaborada uma cartilha com as principais informações para que o eleitor tenha uma posição de fiscalização e atenção aos atos dos políticos.

No dia 26 de agosto, a AMB e o TSE pretendem promover o Dia Nacional de Audiências Públicas, nas capitais de todo o país, quando especialistas vão se dispor a prestar esclarecimentos aos interessados, respondendo dúvidas e até encaminhando denúncias.

19 julho 2008

Os Trapalhões

FONTE: Revista IstoÉ

As idas e vindas da PF, do governo e da Justiça foram o lado cômico do caso Daniel Dantas, mas a investigação levanta suspeitas sobre assessores do presidente do Supremo e ainda promete mais dores de cabeça ao Planalto

A cena acima aconteceu às 16 horas da terça-feira 15 no gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto. Foi vendida à opinião pública como um pacto construtivo entre Executivo e Judiciário para melhorar tecnicamente a investigação mais explosiva dos últimos tempos. Na prática, o encontro entre o ministro Tarso Genro, da Justiça, e o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, que passaram a semana anterior às turras por conta da "espetacularização" da ação da PF e do uso de algemas nos presos da Operação Satiagraha, só ajudou na defesa de Daniel Dantas. Na segunda-feira 14, 22 horas antes da reunião dos ministros, o delegado Protógenes Queiroz, responsável pelas investigações, foi convocado para uma reunião de emergência, no gabinete do superintendente da PF em São Paulo. Disseram que seria uma reunião para analisar a operação e traçar os passos seguintes da investigação. Não foi o que ocorreu. O encontro, do qual participaram dez delegados, foi conduzido por Roberto Ciciliati Troncon Filho, diretor de Combate ao Crime Organizado, que desembarcou de Brasília como representante da cúpula da Polícia Federal junto com o chefe imediato de Protógenes, Paulo de Tarso Teixeira, da Divisão de Combate aos Crimes Financeiros. A reunião durou três horas e foi marcada por queixas, destemperos e acusações. Respaldado pelo ministro Tarso Genro, Troncon não mediu palavras ao apontar os erros cometidos no decorrer da operação. Criticou o fato de Protógenes ter recorrido à Agência Brasileira de Inteligência (Abin) à revelia dos superiores. Condenou o vazamento de informações para uma emissora de tevê e a resistência do delegado em relatar o andamento e as descobertas feitas durante as investigações, deixando o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, à margem dos acontecimentos.

Protógenes chegou a se desculpar, mas diante das pressões reagiu também de forma destemperada. Afirmou que na semana anterior se recusara a informar quais seriam os nomes e os alvos da operação porque temia vazamentos e disse com todas as letras que não confiava "nem em São Paulo nem em Brasília". Em seguida, Protógenes comunicou que deixaria as investigações para se dedicar a um curso de aperfeiçoamento profissional. A delegada Karina Murakami Souza, que integrava a equipe de Protógenes, chegou a chorar diante das pressões. O delegado Carlos Eduardo Pelegrine, recentemente incorporado ao grupo, não continha o nervosismo. No final da reunião, os dois também pediram para deixar o caso.

AFASTADO Protógenes saiu do caso por não dar satisfação ao diretor da PF

Enquanto Protógenes recebia a reprimenda de seus superiores, alguns dos mais renomados advogados do País se reuniam, em um edifício na Vila Madalena, em um ato de desagravo ao ministro Gilmar Mendes, que concedeu dois habeascorpus seguidos ao banqueiro Daniel Dantas. Depois do encontro, 150 advogados tornaram pública uma carta de apoio ao ministro. A poucos quilômetros dali, aproximadamente 400 juízes federais e procuradores da República manifestavam solidariedade ao juiz Fausto Martin De Sanctis, que determinou as duas prisões do banqueiro. O problema de Gilmar Mendes começou, na verdade, há três anos, quando o Supremo resolveu manter o privilégio do recesso em julho, regalia que foi retirada das instâncias inferiores da Justiça. Com isso, coube apenas a ele julgar os habeas- corpus impetrados pela defesa de Dantas. Em agosto, o mérito desses mesmos habeas-corpus serão analisados pelo pleno do STF. Se a decisão de Gilmar Mendes for mantida pela maioria dos outros dez ministros, ele provará que está com a razão. Se perder, ficará caracterizada uma fissura jamais vista no Poder Judiciário. Caso vença por pequena diferença de votos, ficará caracterizada uma divisão no tribunal que terá pela frente o desafio de julgar os desdobramentos dessa operação.

Antes de deixar o comando das investigações, Protógenes fez chegar ao procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, uma fita de vídeo em que estão registradas cenas de um jantar, num restaurante em Brasília. À mesa estão dois assessores diretos do presidente do Supremo, o advogado Nélio Machado, um dos contratados para defender Daniel Dantas, e uma mulher alta, de cabelos loiros, bem vestida e ainda nãoidentificada. Na conversa é usada a expressão "um milhão de dólares". A gravação foi efetuada por funcionários da Abin, cedidos pelo diretor-geral da instituição, Paulo Lacerda, à equipe de Protógenes. O delegado também tem a informação de que o ministro Gilmar Mendes foi alertado do registro daquele jantar. O procurador- geral avalia a possibilidade de pedir uma perícia externa à PF para agregar as gravações ao inquérito.

O afastamento do delegado Protógenes só se tornou público na noite da terça-feira 15, horas depois de encerrada a reunião no Planalto. Repercutiu de forma negativa. Ficou claro à opinião pública que o delegado fora pressionado pela cúpula da PF a deixar as investigações. Diante disso, o presidente Lula novamente tentou minimizar os efeitos da crise. Disse que o delegado deveria continuar à frente do inquérito, determinando ainda que se divulgasse a gravação da reunião ocorrida na sede da PF em São Paulo que sacramentou a saída de Protógenes. Divulgaram apenas quatro minutos de um embate que durou aproximadamente três horas. Entre os trechos agora conhecidos está o delegado Protógenes justificando seu pedido de afastamento por causa de um curso de aperfeiçoamento na Academia de Polícia em Brasília. "As minhas operações nunca ficaram no meio do caminho. (...) A exemplo delas, essa também não vai ficar. Só que com um diferencial. Eu não vou ficar presidindo. Eu não pretendo presidir nenhuma investigação mais." Na quinta-feira 17, Protógenes reagiu, formalizando uma queixa ao Ministério Público, na qual denuncia "obstrução nas investigações". Diante disso, dois procuradores pediram a abertura de um procedimento para investigar a atividade policial. A íntegra da fita será a primeira peça desse caso.

É evidente que a Operação Satiagraha cometeu excessos e teve motivações cinematográficas. É correto que a PF use as estruturas da Abin, da Receita Federal, do Banco Central e de outros órgãos públicos para auxiliar suas investigações. Mas esses são procedimentos que envolvem instituições e precisam ser do conhecimento de seus responsáveis. Não é concebível que um delegado acione esses mecanismos por iniciativa própria e sonegue informações a seus superiores. No entanto, a crise produzida pela investigação de Protógenes tem, além dessas, outras razões. O delegado estava caminhando em terreno minado. Durante as investigações, foram produzidas sete mil horas de conversas telefônicas. Entre esse material há diálogos que podem vir a assombrar o Palácio do Planalto. Algumas escutas revelaram que fazendas de gado nas regiões Norte e Nordeste foram adquiridas por uma espécie de "consórcio operacional" entre Carlos Rodenburg, ex-cunhado de Dantas e diretor do Opportunity, o próprio Daniel Dantas e Fábio Luís da Silva, o "Lulinha", filho do presidente Lula. Também é mencionado o ministro Roberto Mangabeira Unger. Em uma das gravações, Mangabeira consulta procuradores sobre a possibilidade de seguir dando consultoria a empresas privadas mesmo no posto de ministro. Desaconselhado pela Advocacia-Geral da União (AGU), ele resolveu ignorar as ressalvas e manteve-se como consultor privado.

Quanto às investigações em torno da Operação Satiagraha, a mais recente decisão do presidente do Supremo acenou com a possibilidade de o caso sair da alçada do juiz De Sanctis. Atendendo a um pedido de acesso aos autos feito pelo senador Heráclito Fortes (DEM-PI), que foi citado nos grampos telefônicos e, segundo a PF, teria ligações com o dono do Opportunity, Mendes incluiu o senador no rol de investigados. Com isso, abriu caminho para o senador, que tem foro privilegiado, pedir que o caso seja transferido para o Supremo. Na sexta-feira 18, sindicalistas ligados à CUT protocolaram no Senado pedido de impeachment contra o presidente do STF.

A sucessão de trapalhadas das autoridades que até agora investigaram e julgaram Daniel Dantas teve ares de espetáculo circense e amenizou a defesa do banqueiro. Mas outro grupo de investigadores, no Banco Central, na Receita Federal e mesmo na Agência Brasileira de Inteligência começa a levantar dados que vão dificultar o trabalho dos advogados do Opportunity. Além do circo, existe também o cerco a Daniel Dantas.

A ESSÊNCIA DO QUE HÁ

por Riva Moutinho

UM COMENTÁRIO SOBRE OS COMENTÁRIOS DO TEXTO “O LEÃO, A PASTORA E O FUTEBOL”

Uma das coisas que nunca compreendi com relação à massa (de pessoas) foi o senso de observação independente. O que normalmente vemos nas massas é que apesar de serem diversas mentes, pensamentos, sentidos, ações e etc, a essência permanece sendo a mesma: manipulação.

Desta forma grandes estrategistas marqueteiros criam maneiras de atrair o maior número possível de pessoas através de ações que iludem, mas convencem a maior parte da população de qualquer setor. Se analisarmos a política veremos como as manobras patéticas são profundamente eficientes para conseguir popularidade, votos, convencimento e por conseqüência inércia da massa. Assim uma população inteira ou sua maioria assume uma consciência sobre a corrupção existente (por exemplo), mas assume por conseqüência que o que é, é assim mesmo e nada mudará. Desta forma passamos a viver, ou a conviver, ou a sobreviver num país cada vez mais decadente acreditando hipocritamente que este país é o “país do futuro.”

Tenho recebido um número considerável de email´s e comentários por causa do meu texto “O Leão, a Pastora e o Futebol”. A grande maioria defende a tal pastora, ignora o bom senso, a lucidez, a sensatez e lança para o espiritual e até mesmo para Deus o que suas mentes, já alienadas por alguma religião, os direciona.

Como podem pessoas que falam tanto de Deus ou de coisas espirituais não conhecerem a Bíblia (que é o livro central), pois o que arrotam são apenas frases feitas que as religiões criaram ao longo dos tempos. E não digo isto da boca pra fora, pois convivi (entre trancos e barrancos) por quase vinte anos na religião evangélica. A verdade do Evangelho não está lá e nem em nenhuma outra religião. A religião serviu apenas para dividir os homens em grupos com cada grupo tendo a certeza que alcançariam a salvação eterna mediante a aceitação e cumprimento de suas regras e conceitos. Tornaram os homens credos de que seus esforços próprios gerariam a recompensa eterna do Criador. Balela religiosa, pois no final das contas a religião sempre manipula as pessoas para escolherem Barrabás. Ainda que Cristo surgisse entre nós, nenhum religioso conseguiria percebê-lo. Foi assim antes e permanece sendo assim hoje.

Com a perda do bom senso e do raciocínio associado à falta de conhecimento naquilo a qual decidiram (ainda que hipoteticamente ou tecnicamente) seguir, um número assustador de pessoas segue o que suas religiões ordenam, sempre concluindo ao final que possuem a maneira de salvarem o pobre pecador.

É claro que todas estas artimanhas acabam sendo doadas ou vendidas com maquiagens de ótimos marqueteiros, que estudam o perfil psicológico, sociológico, teológico e etc das pessoas que pretendem agrupar. Assim as pessoas são levadas como folhas pelo vento da malignidade, pois a artimanha do diabo não é se mostrar diabo, mas ser Jesus. Logo crêem em Jesus, mas seguem os caminhos do mal. E sendo direcionados pelo mal não conseguem enxergar a realidade que se apresenta: o bom senso que clama ou a verdade que poderia os libertar. Foi assim com um dos ladrões na crucificação de Cristo.

E as coisas ditas como de Deus, torna-se naquilo que faz bem ao emocional o qual estabelece apenas um prazer momentâneo baseado em doses que precisam ser ingeridas de tempo em tempo a fim de manter o mesmo estado de felicidade ou paz “espiritual”. E haja corrente, moveres, encontros, conferências, pregações e tantas outras idéias que surgem com o tempo.

A verdade permanece ao alcance de todos, basta saber quem tem o desejo de adquirir tal conhecimento ainda que este conhecimento possa trazer a uma verdade a qual o cegue por algum tempo, assim como Paulo, mas que o faça enxergar não com os olhos naturais, mas com a consciência viva e livre estabelecida sobre uma verdade eterna e imutável.

O fardo é leve. A verdade já está estabelecida e a orientação é simples: “Não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação de vossa mente.” (Romanos 12:1)

Riva Moutinho 19/07/2008

18 julho 2008

Comentário de Arnaldo Jabor: Justiça e Impunidade



Vazamento oficial de conversa de delegado com superiores agrava crise da banda boa da PF contra o chefão Lula

Por Jorge Serrão

FONTE: Alerta Total

A vassoura saiu pela culatra do faxineiro. A anti-ética divulgação na mídia de uma reunião fechada do delegado Protógenes Queiroz com seu superior hierárquico deixou mais claro ainda que o desgoverno Lula agiu como vilão e pressionou realmente o responsável pela Operação Satyagraha. Na conversa parcialmente revelada, com trechos editados, o diretor de combate ao crime organizado da PF, Roberto Troncon, rejeita a proposta de Protógenes de prosseguir criteriosamente com o caso e dá ao delegado prazo até sexta-feira (hoje) para a entrega do relatório.

Troncon foi explícito: “Se você concluir antes de você ir para a academia, sem nenhum problema. Agora, se não conseguir, dentro da melhor técnica, se requer mais tempo, melhor análise, a gente passa para um dos colegas”. A divulgação do áudio de quatro minutos aprofundou a crise interna na PF. O presidente do Sindicato dos Delegados da PF de São Paulo, Amaury Portugal, criticou a edição do áudio e classificou a decisão como “absurdo” e “infantilidade”.

Agindo no melhor estilo nazista ou soviético, o chefão-teflon Lula da Silva agiu pateticamente quando ordenou ao seu comissário da Justiça, Tarso Genro, que mandasse a Policia Federal revelar trechos de gravação da reunião na qual se decidiu o afastamento de Protógenes Queiroz do
comando da investigação da Operação Satyagraha – que atingiu o banqueiro Daniel Dantas, mas quase feriu de morte a cúpula do desgoverno petista.

Protógenes já confirmou a amigos que a fita divulgada foi uma “adulteração” do teor da reunião. Na pressão e na pressa, o delegado Protógenes Queiroz deve indicar hoje o banqueiro Daniel Dantas e mais 12 pessoas, incluindo sua irmã, Verônica, e sua mulher, Maria Alice, por suposta gestão fraudulenta. A PF tem suspeita sobre a gestão do Opportunity Fund. A defesa de Dantas nega irregularidade.

A Polícia Federal cruzou informações obtidas pelo Banco Central no Grupo Opportunity com dados de um computador apreendido em 2004 e encontrou uma triangulação que pode sugerir lavagem de dinheiro. A partir de uma conta do banqueiro Daniel Dantas, pouco mais de R$ 87 milhões tiveram como destino a empresa Topázio Participações Ltda. , que na mesma data transferiu valor equivalente para a empresa Parcom Participações, que tem como um dos principais sócios o Opportunity Fund. Com isso, um dinheiro de origem supostamente ilícita teria retornado lavado.

Agora o objetivo da turma da Operação Faxina (ou fachina) é tentar descredenciar o delegado Protógenes e seu trabalho. Tarso Genro já afirmou que o relatório do delegado para fundamentar os pedidos de prisão denotava “instabilidade” dele. O desgoverno destacou que, na conversa divulgada, o delegado admite ter cometido erros e assume a responsabilidade pelo vazamento de informações. Eis a estratégia velhaca da divulgação da gravação de cerca de três minutos da reunião que durou cerca de três horas, que ocorreu logo após a uma reunião emergencial de Lula com Genro.

O inquérito será chefiado por Ricardo Saadi. O procurador da República Rodrigo de Grandis vai pedir uma série de diligências à Polícia Federal (PF) para apurar suspeitas que ainda não estão comprovadas. Os dois delegados auxiliares de Protógenes Queiroz não vão mais deixar a Operação Satyagraha.

Os delegados Karina Murakami Souza e Carlos Eduardo Pelegrini Magro voltaram atrás ontem Os delegados Pelegrine Magro e Karina foram convidados a permanecer no caso e convencidos da necessidade de retomar o trabalho. Ficou acertado também que os documentos e equipamentos apreendidos a partir da operação policial serão analisados a partir da semana que vem. A demora em analisar os documentos teria sido uma reclamação dos delegados.

Depois das férias

O juiz federal Fausto De Sanctis, que ordenou duas vezes a prisão do banqueiro Daniel Dantas, revelou que entrará em férias por 15 dias.

De Sanctis se declarou “exaurido”, e avisou que as férias estavam programadas fazia tempo.

O juiz já declarou afirmou que não se intimidará diante de eventuais ameaças.

Defesa de Dantas chama inquérito de medieval, critica Lula e fala em perseguição política

FONTE: Folha online

A defesa do banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, criticou a suposta ingerência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Operação Satiagraha, que investiga crimes financeiros. Lula se reuniu ontem com a cúpula da PF e com o ministro Tarso Genro (Justiça) para discutir a saída do delegado Protógenes Queiroz do caso.

"Freqüento o ambiente da PF há mais de 30 anos e não vejo ministro de Estado e presidente da República falando de investigação. Nunca vi um presidente da República convocando reunião para tratar de um assunto como este. Se Lula está insatisfeito, ele que mude, que altere ministério", disse Nélio Machado, advogado de Dantas, ao chegar à sede da Superintendência da PF, em São Paulo.

Após a reunião, a PF divulgou trechos de uma reunião da cúpula da instituição para tentar mostrar que Protógenes pediu para deixar o caso e acabar com insinuações de que o delegado foi pressionado a abandonar as investigações. Das quase três horas de reunião, a PF divulgou menos de quatro minutos de conversa --selecionados e editados pela instituição.

Raimundo Pacco/Folha Imagem
O banqueiro Daniel Dantas chega para depor em SP; defesa diz que ele ficará calado
O banqueiro Daniel Dantas chega para depor em SP; defesa diz que ele ficará calado

Machado pediu a divulgação integral do áudio da reunião. "Por que divulgou apenas três minutos? Deveria ter divulgado toda a conversa. Tem que ter transparência", disse ele.

O advogado classificou o inquérito de "medieval" e disse que por conta disso seu cliente ficaria calado no depoimento. "Esse inquérito é medieval e me manifesto contra esse inquérito medieval", disse.

Machado criticou a contagem de tempo feita por Lula da investigação. "Essa devassa em que se vê o presidente da República dizer que [a investigação] existe há quatro anos. E o registro da Justiça diz que existe desde fevereiro de 2007. Só que nos autos, aparecem em junho de 2008", disse o advogado.

Na quarta-feira, ao comentar a saída de Protógenes do caso, Lula disse que a investigação existia há quatro anos. "A única coisa que nós queremos nesse caso é responsabilidade. Ninguém pode fazer o trabalho que ele [Protógenes] fez por quatro anos e na hora de terminar o relatório, diz que vai embora. Vender insinuações para a sociedade é que não é correto. Nem para o presidente da república, muito menos para um delegado da Polícia Federal", afirmou o presidente.

Dantas --investigado por suposta tentativa de suborno e prática de crimes financeiros, depõe hoje para o delegado Protógenes Queiroz.

O advogado disse que existe um "viés político" na investigação e que Dantas é vítima de "uma perseguição política". "O Daniel já foi condenado, já foi pré-julgado, pois só pensam em prendê-lo, só pensam em enjaulá-lo."

Machado também reclamou da forma como a Polícia Federal está conduzindo o caso. "Em vista dessa celeuma interna da Polícia Federal, diz que não se fez exame do material coletado na casa do Daniel e vem o ministro da Justiça dizer que o inquérito já vai ser relatado", disse ele se referindo à suposta divisão da PF em grupos.

Entre as supostas irregularidades na investigação apontadas por Machado estaria a interceptação das conversar entre cliente e advogado. "Isso é um grampeamento fascistóide". "Eu não tenho prova cabal disso, não mandei verificar. Mas chegam avisos, chegam informações, chegam boatos", respondeu ele ao ser questionado sobre os grampos.

Machado comparou a investigação da PF com a ditadura. "Quero desmitificar e desmascarar uma investigação que se fez com a participação da Abin [Agência Brasileira de Inteligência], que chamo de SNI [Serviço Nacional de Informações] brasileiro", afirmou ele numa referência à ditadura.

17 julho 2008

Operação faxina para abafar escândalo Daniel Dantas não permitirá que desgoverno use Cacciola contra tucanagem

Por Jorge Serrão

FONTE: Alerta Total

Depois do grande acordo que promoveu a operação faxina, nos bastidores, para atenuar os efeitos danosos da Operação Satyagraha sobre o núcleo de poder íntimo do presidente Lula da Silva, praticamente não terá dividendo político para o atual desgoverno o retorno ao Brasil do banqueiro Salvatore Cacciola, acusado de se beneficiar financeiramente do socorro do desgoverno FHC ao falido banco Makra.

Os petistas queriam usá-lo para pressionar e detonar moralmente dirigentes tucanos ligados ao futuro adversário presidencial José Serra. Mas o estouro do escândalo Dantas obrigou os estrategistas a recuarem e renegociarem um abafa generalizado para todos os escândalos. Não será surpresa se, a exemplo de Dantas, Cacciola for solto rapidamente.

Foragido há oito anos, o ex-banqueiro chegou deportado às 4h 30min, em vôo da TAM, no Aeroporto Internacional Tom Jobim. Graças a um habeas corpus concedido pelo Superior Tribunal de Justiça, ele não foi algemado. Cacciola veio acompanhado de quatro pessoas que seriam agentes da Polícia Federal. Ele viajou em uma área reservada da classe econômica.

O advogado de Cacciola, Carlos Elias Eluf, se encontrou brevemente com o cliente na delegacia do aeroporto. O ex-banqueiro teria dito que estava muito feliz por voltar ao Brasil e que confia na Justiça brasileira. A defesa de Cacciola quer agora a libertação do ex-banqueiro com o argumento de que o prazo limite para a prisão temporária teria sido excedido.

Operação Faxina

Mestre em ilusionismo, contra-informação e especialista em jogo de cena político, o chefão-teflon Lula da Silva produziu ontem mais um factóide para tirar o dele da reta no escândalo que mais se aproximou do Palácio do Planalto, após o mensalão. Bem orientado por seus marketeiros e analistas de crise, Lula colocou o bode na mesa do delegado federal Protógenes Queiroz. O presidente pregou que o policial tem obrigação moral de permanecer no comando da Operação Santiagraha, sob a alegação de que não houve pressões políticas para ele “pedir para sair”.

O grande temor de Lula é o desdobramento político (e até operacional, fora do controle do governo e da cúpula da PF) de um manifesto de 450 delegados em favor do responsável pela Operação Satyagraha. Por isso, o chefão-teflon determinou que o ministro da Justiça, Tarso Genro, conversasse com a diretoria da Polícia Federal para anular o afastamento de Protógenes. Lula quer que o delegado declare publicamente se quer mesmo deixar as investigações. O presidente batraqueia: “Passar a idéia de que foi afastado é má-fé”.

Mas a PF garante que ele não estará mais no caso a partir de segunda-feira. Será substituído pelos delegados Ricardo Saad e Erika Mialik Marena. Protógenes Queiroz e mais dois delegados que estiveram à frente da operação, Carlos Eduardo Pelegrini e Karina Souza, vão deixar o caso na sexta-feira. A direção da PF afirmou que a saída de Queiroz se deve à necessidade de fazer um curso de especialização, exigido para promover delegados com 10 anos de profissão. Fontes próximas ao delegado comentaram que sua saída foi resultado de pressão política depois que vieram à tona conversas telefônicas do chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho.

A saída de Protógenes foi acertada numa reunião entre ele e o diretor de Combate ao Crime Organizado da PF, Roberto Troncon, na última segunda-feira, em São Paulo. A saída dos delegados foi anunciada na terça-feira à noite. Foi estrategicamente antes de o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, negar o pedido de habeas corpus aos dois últimos presos da operação. O diretor interino da PF, Romero Meneses, prometeu reforçar a equipe com mais peritos para analisar o material apreendido em poder do grupo de Dantas.

'Nunca fui foragido', diz Cacciola

FONTE: Globo.com

Em entrevista coletiva na Superintendência da Polícia Federal no Rio, Salvatore Cacciola disse que nunca foi um foragido da Justiça brasileira. Segundo ele, quando deixou o Brasil, há oito anos, tinha em mãos uma decisão do ministro Marco Aurélio de Melo, do STF, que garantia o direito de deixar o país sem nenhum problema.

Cacciola disse que, dois dias após ter viajado para a Itália, o ministro Velloso anulou a decisão e, então ele decidiu não voltar mais para o Brasil. O ex-banqueiro disse que confia na Justiça e que é preciso lembrar que as pessoas condenadas no mesmo processo estão livres.

"Eu não estava fazendo nada diferente disso [que os outros condenados faziam, em liberdade]. Só que eu estava na Itália".

"A única coisa que posso lembrar é que na sentença das dez pessoas, todas podem fazer apelação em liberdade, menos o Cacciola, porque era um foragido. A primeira coisa é que eu nunca fui um foragido. Fui para a Itália com passaporte carimbado". Ele afirmou, no entanto, ter sido um 'erro' a ida a Mônaco, onde foi preso.

Foto: Cláudia Loureiro/G1
Cacciola fala à imprensa na superintendência da PF (Foto: Cláudia Loureiro/G1)

O superintendente da PF, Valdinho Jacinto Caetano, informou que Salvatore Cacciola já fez exame de corpo de delito e será levado para o sistema prisional do Rio de Janeiro, onde permanecerá à disposição da Justiça. Cacciola ficará preso no Presídio Ari Franco, em Água Santa, subúrbio do Rio.

Ele ressaltou que a extradição de Cacciola transcorreu "da melhor forma possível" e com a colaboração das autoridades francesas. O procurador Artur Gueiros mostrou-se satisfeito com a chegada do ex-banqueiro ao Rio de Janeiro. "Após oito anos de buscas e 60 horas de negociação, retorna ao Brasil o foragido e chegamos ao final de um ciclo de impunidade", disse Caetano.

Chegada

Cacciola desembarcou no Brasil por volta das 5h desta quinta-feira (17), no aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro. Foi a etapa final de uma viagem que começou na véspera, em Mônaco, onde ele estava preso desde setembro do ano passado.

Cacciola, que não usava algemas, seguiu direto para a sede da Polícia Federal no aeroporto e não chegou a passar pelo saguão de desembarque.

16 julho 2008

STJ decide que Cacciola não poderá ser algemado ao chegar ao Brasil

FONTE: Globo.com

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu aceitar pedido dos advogados do ex-banqueiro Salvatore Cacciola que evitaria que ele sofresse "constrangimentos" em sua chegada ao Brasil. Com a decisão, informou o STJ, Cacciola não poderá ser algemado ao chegar ao Rio de Janeiro na manhã desta quinta-feira (17).

Segundo o advogado do ex-banqueiro, Carlos Eli Eluf, um pedido de habeas corpus foi feito ao Superior Tribunal de Justiça solicitando, além da ausência das algemas, que ele não seja colocado na parte traseira de um camburão e que tenha direito a cela especial. "Ele tem curso superior, então tem direito à cela", afirmou.

O STJ não soube informar à reportagem do G1, quando procurado às 17h30 desta quarta-feira (16), se o pedido relativo à cela especial e ao camburão havia sido aceito. Os advogados do ex-proprietário do Banco Marka, entretanto, afirmavam que a decisão evitaria que ele fosse levado no banco de trás de um carro de polícia.

"Não humilhar as pessoas é convenção de direitos humanos da ONU", disse Eluf ao G1.

Preso desde setembro do ano passado, Cacciola deixou a prisão em Mônaco na manhã desta quarta-feira (16), sob a escolta de agentes da Polícia Federal. Ele foi de helicóptero até o aeroporto de Nice, na França. De lá ele segue para Paris, onde deve embarcar para o Brasil na tarde desta quarta.

Foto: Soraya Ursine/Agência Estado
Soraya Ursine/Agência Estado
O ex-banqueiro Salvatore Cacciola (de camisa branca) é escoltado por agentes da Polícia Federal ao deixar a prisão em Mônaco na quarta (16) (Foto: Soraya Ursine/Agência Estado)
Segundo seu advogado, o pedido no STJ pede ainda que Cacciola não seja fotografado e que os advogados tenham livre acesso ao cliente. "Tudo será acompanhado por um representante da OAB", diz ele.

Um segundo habeas corpus referente ao caso também tramita no STJ, pedindo a libertação do ex-banqueiro. A defesa alega que o pedido de prisão cautelar ou preventiva não pode ultrapassar 81 dias, prazo já cumprido por Cacciola em Mônaco. "Senão é antecipação de pena", diz o advogado.

Cacciola deve desembarcar no Brasil no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, em um vôo da TAM. De lá, deve ser levado à superintendência da Polícia Federal e apresentado ao juiz.

Juiz aceita denúncia contra Daniel Dantas por corrupção ativa

FONTE: Estadão

SÃO PAULO - O juiz federal Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara da Justiça Federal, aceitou nesta quarta-feira, 16, a denúncia contra o banqueiro Daniel Dantas, o seu braço direito Humberto Braz e Hugo Chicaroni, segundo a assessoria do Tribunal Regional Federal da 3ª região. O Minstério Público Federal denunciou Dantas por corrupção ativa no caso do suborno ao delegado da Polícia Federal Vitor Hugo Rodrigues Alves Ferreira para se livrar das investigações da Operação Satiagraha, que prendeu ele, sua irmã, Verônica Dantas, e mais 20 pessoas. O banqueiro está em liberdade desde sexta-feira e presta depoimento na superintendência da PF na tarde desta quarta.

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Na decisão, o juiz designou as datas para interrogatório dos denunciados. O primeiro a ser ouvido será Hugo Chicaroni, no dia 5 de agosto, às 13 horas. No dia seguinte, dia 6 de agosto, será a vez de Humberto da Rocha Braz, que irá depor no mesmo horário. E no dia 7 de agosto, Fausto Martin De Sanctis ouvirá Daniel Dantas, também às 13 horas. Todos os depoimentos serão colhidos na 6ª Vara Criminal, localizada no Bairro da Bela Vista, na Capital.

Dantas, por duas vezes, foi preso na semana passada por agentes federais na Operação Satiagraha - que investiga organização criminosa à qual são atribuídos crimes de lavagem de dinheiro e suborno - e por duas vezes foi libertado por habeas-corpus do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na operação, foram presos ainda o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o megainvestidor Naji Nahas. Na última terça, Braz e Chicaroni tiveram o habeas-corpus negado por Mendes e são os dois últimos presos da operação.


Tentantiva de suborno

Junto com Braz, Hugo Chicaroni aproximou-se do delegado Victor Hugo Rodrigues Alves Ferreira, da equipe do delegado responsável pelo caso, Protógenes Queiroz, e pediram a ele que revelasse nomes que estavam sob vigilância. O juiz Fausto De Sanctis autorizou a PF a fazer ação controlada, com escuta telefônica e ambiental - os contatos tiveram seqüência sem que Chicaroni e Braz fossem autuados em flagrante por corrupção ativa. Os dois tiveram prisão preventiva decretada, mas Braz estava foragido.


Durante as "negociações", os enviados do banqueiro chegaram a dar R$ 129 mil ao delegado. Os encontros ocorreram no restaurante El Tranvia, na Rua Conselheiro Brotero, 903. Eles disseram ao delegado que a preocupação de Dantas seria apenas com a primeira instância judicial, uma vez que no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal "ele resolveria tudo com facilidade". O juiz De Sanctis definiu o suborno como "método espúrio, numa clara afronta ao Judiciário".

Em pelo menos dois contatos, esse grupo ofertou ao delegado da PF, a título de demonstração de boa-fé, R$ 50 mil em um primeiro momento, e R$ 79 mil, aproximadamente, num segundo momento", destacou o procurador da República Rodrigo de Grandis. "A promessa de propina ao delegado, a audácia do grupo criminoso, que não respeita as instituições brasileiras, foi de US$ 1 milhão."


A primeira gratificação ocorreu no prédio onde reside Hugo Chicaroni, em Moema. O delegado o acompanhava. Hugo subiu ao apartamento e retornou à portaria com uma bolsa preta com 10 pacotes, cada qual com R$ 5 mil. Foi no dia 19 de junho. Hugo iria confirmar nova reunião com o objetivo de pagamento de propina de cerca de US$ 500 mil.

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