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31 maio 2008

Poder divino: Bispo Macedo negocia compra de banco de médio porte e criação de empresa de cabo para o RJ e SP

Por Jorge Serrão

FONTE: Alerta Total

Exclusivo - Além do reino de Deus, o empresário Edir Macedo Bezerra quer ampliar o seu divino poder no centro do capitalismo financeiro brasileiro. O “proprietário” da Rede Record quer se tornar também dono de um banco. O Bispo Macedo já recebeu carta branca do Presidente Henrique Meirelles (do Banco Central) para adquirir o controle de uma instituição financeira de médio porte.

Macedo também negocia uma ousada operação no mercado de telefonia e televisão. Seu objetivo tático é entrar pesado no mercado de transmissão de dados, voz e imagens via cabo. Por isso, ele mantém adiantadas negociações com uma empresa norte-americana, que desenvolveu uma rápida, econômica e inovadora tecnologia para implantação de redes de cabos. A intenção é criar uma empresa para concorrer com a NET (que já foi ligada ao sistema Globopar) no eixo Rio-São Paulo.

Macedo quer aprofundar uma aliança estratégica com o grupo espanhol Telefônica. O dono da Record guarda a sete chaves o projeto que pretende deslanchar nesta parceria. Tudo indica que seja na área de televisão via Internet. Macedo sabe que atinge a Globo, já que a empresa da família do falecido Roberto Marinho vê com péssimos olhos a entrada das teles concorrendo com as tradicionais emissoras no setor de televisão comercial. O objetivo de Macedo é atingir a Rede Globo, custe o que custar. E custo não é problema para ele.

O expansionismo internacional da Rede Record ainda é uma meta de Edir Macedo. Embora a notícia da criação de uma rede de tevê nos EUA, para criação de um canal de notícias 24 horas, em língua portuguesa, tenha sido negada oficialmente pela assessoria de comunicação da Igreja Universal do Reino de Deus na semana passada, o plano de Macedo não mudou. Especulou-se em US$ 40 milhões de dólares em investimentos no negócio.

Uma coisa é mais que certa. Além da fé em Deus, que o abençoa sempre abundantemente, Edir Macedo tem, junto com ele, um grande grupo de investidores internacionais para a expansão de seus negócios, principalmente na área financeira.

Lula e Duda na campanha do sobrinho

O Bispo Edir Macedo também é um homem cada dia mais abençoado politicamente.

O chefão Lula já colocou à disposição do sobrinho do Bispo, o senador e bispo licenciado Marcelo Bezerra Crivella, todo o seu principal staff de marketing em campanha eleitoral.

Na corrida pela cadeira hoje ocupada pelo Imperador César Maia no Palácio da Cidade e no “Piranhão” (apelido do Centro Administrativo São Sebastião, na Cidade Nova), Crivella já conta com a colaboração da turma do publicitário baiano Duda Mendonça.

Lula quer ver Crivella eleito Prefeito do Rio este ano, e, provavelmente, governador do Estado em 2010.

Tenente do caso Isabella se mata após suspeita de pedofilia

FONTE: Globo.com



Uma operação policial teve desfecho trágico nesta sexta-feira (30), em São Paulo. A investigação da Polícia Civil era sobre uma rede de pedofilia.

Um dos integrantes da quadrilha foi preso na semana passada. O outro, um oficial da Polícia Militar, se matou em casa, no momento em que um mandado de busca e apreensão era cumprido em seu apartamento.

No computador do chefe da rede de pedofilia, o operador de telemarketing Márcio Aurélio Toledo, de 36 anos, a polícia encontrou uma lista com 600 nomes que agora serão investigados. Segundo as investigações, o tenente Fernando Neves era cliente da quadrilha que agenciava encontros de pedófilos com menores de idade.


Foto: Reprodução/TV Globo
Reprodução/TV Globo
Alexandre Nardoni e Fernando Neves
no dia da morte de Isabella (Foto: Reprodução/TV Globo)

O rosto de Fernando Neves foi visto várias vezes nos últimos dois meses. Ele foi um dos policiais militares que atenderam à ocorrência do crime que chocou o país, o da menina Isabella. É ele quem aparece ao lado de Alexandre Nardoni, pai de Isabella, em frente ao Edifício London, logo depois que a menina foi jogada do sexto andar.

O tenente era comandante da Força Tática da área. E chefiou a busca de um suposto ladrão no prédio. Dias depois, o próprio tenente detalhou a operação. "Foi feita uma varredura minuciosa nos mínimos detalhes, foi feito cerco no quarteirão, nos travamos elevadores, ninguém entrou, ninguém saiu e varremos todo prédio", disse ele, à época.

Apesar de ser acusado de pedofilia, todos os dados oficiais do processo do caso Isabella mostram que o tenente Neves não teve nada a ver com a autoria do crime. Ele estava a serviço, em outro lugar, com três policiais, quando recebeu o chamado pelo rádio do carro avisando que a menina tinha sido atirada pela janela.

E, quando chegou ao Edifício London, vários colegas já se encontravam no local. Em um relatório reservado feito a pedido da delegada que comandou as investigações, o coronel comandante da Polícia Militar João dos Santos de Souza, informa que os soldados Jonaldo Ramos de Almeida e Josenilson Pereira do Nascimento foram a pé ao edifício porque estavam na corregedoria da PM, que fica ao lado do prédio.

Pouco mais de um minuto depois as viaturas da área chegaram ao local. No depoimento que prestou, o PM Josenilson confirmou que, no dia do crime, ele e Jonaldo correram até o edifício, e ele pôde perceber que não havia policiais ainda por ali. O corregedor da polícia, Marcelino Fernandes da Silva, descarta qualquer possibilidade de envolvimento do policial com a morte da menina. " Em hipótese nenhuma, porque ele estava de serviço e qualquer tipo de abandono de posto é facilmente retratado e denunciado", afirmou.

A prisão do operador de telemarketing Márcio Aurélio Toledo foi feita depois que uma testemunha procurou a polícia assustada com os diálogos que presenciou em salas de bate-papo sobre sexo na internet. As investigações, que começaram há três meses, levaram a uma casa em Cidade Ademar, na Zona Sul de São Paulo, onde mora Toledo.

A polícia encontrou no computador e no aparelho celular dele fotos que mostram sexo explícito envolvendo crianças. Também foram encontrados bichos de pelúcia e outros brinquedos, como bonecos de super-heróis, além de roupas infantis e preservativos.

Com base em escutas telefônicas, autorizadas pela Justiça, a polícia diz que o operador de telemarketing aliciava crianças e marcava encontros entre elas e os pedófilos na casa dele. Ele foi preso no último fim de semana.

A polícia pretendia prolongar o tempo de investigação sobre o caso, mas ficou apreensiva ao perceber que outras crianças corriam risco de cair na rede de pedofilia. Alguns clientes já foram identificados.

30 maio 2008

Garotinho é denunciado por formação de quadrilha e PF prende ex-chefe de polícia e deputado Álvaro Lins no RJ

Por Jorge Serrão

FONTE: Blog Alerta Total

O inferno de Antony Garotinho (que está com direitos políticos suspensos na Justiça eleitoral) amplia-se agora para a esfera criminal. O ex-governador do Rio de Janeiro acaba de ser denunciado por formação de quadrilha pela Polícia Federal, que agora de manhã prendeu, em flagrante, o deputado estadual e delegado Álvaro Lins. O ex-chefe de Polícia do Rio de Janeiro é acusado de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha armada, corrupção passiva e facilitação ao contrabando.

Álvaro Lins foi preso depois de duas horas de buscas da PF em um apartamento na Rua 5 de Julho, em Copacabana. A tese da PF foi de que Álvaro Lins foi pego “em crime permanente de lavagem de dinheiro”, por residente em imóvel adquirido com verba suspeita. A acusação dos federais é de que o apartamento, teoricamente, foi obtido a partir de ilícitos recebidos enquanto ele ocupava a chefia da Polícia Civil do Rio. Alcides Campos Sodré, também policial e assessor de Lins, foi outro preso.

Três equipes da Polícia Federal, chefiados por um delegado do setor de inteligência, foram os responsáveis por executar a operação batizada de “Segurança Pública S/A”. A Superintendência Regional do Departamento de Polícia Federal no Rio de Janeiro está cumprindo sete Mandados de Prisão Preventiva e 16 Mandados de Busca e Apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região. A PF dará uma entrevista coletiva, às 11 horas 30min, na sede da Av. Rodrigues Alves, nº 1, 3º andar , para explicar o escândalo.

28 maio 2008

Volta da CPMF: aliados apresentam proposta de novo imposto para a saúde, que deve ser votada nesta quarta

FONTE: Jornal O Globo

BRASÍLIA - A base do governo no Congresso chegou a um acordo para a apresentação de um novo imposto para a saúde - que vai se chamar Contribuição Social para a Saúde (CSS) - nos moldes da CPMF, mas com alíquota de 0,1% sobre a movimentação financeira, o que corresponderia a arrecadação de R$ 10 bilhões por ano. O imposto financiaria os recursos extras para a saúde que os deputados pretendem garantir já nesta quarta-feira, quando será colocado em votação o projeto que regulamenta a Emenda 29. A CPMF, derrubada no Senado no fim do ano passado, tinha alíquota de 0,38%. (Você concorda com um novo imposto para a saúde? Vote)

A Emenda 29 fixa valores que União, estados e municípios devem investir em Saúde. Se aprovada, significará mais R$ 23 bilhões em investimento no setor nos próximos quatro anos. Se o texto da regulamentação da Emenda 29 for alterado, terá que retornar ao Senado. Lá, o governo sabe que será difícil recriar a CPMF, derrubada justamente pelos senadores.

Apesar da polêmica se é possível criar o tributo por projeto de lei complementar, e não por emenda constitucional, os líderes resolveram correr o risco e incluir a proposta na regulamentação da Emenda 29.

" Consultamos vários especialistas e estamos seguros que podermos criar a contribuição por projeto de lei complementar "

Como ocorreu no caso da CPMF, haverá uma espécie de isenção para quem ganha até três salários mínimos. Os contribuintes terão o valor compensado por meio de uma redução na alíquota que paga ao INSS.

- Consultamos vários especialistas e estamos seguros que podermos criar a contribuição por projeto de lei complementar - disse o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS).

" Estamos defendendo o que chamamos de responsabilidade para com a saúde e os demais investimentos do governo "

Segundo Fontana, a CSS garantirá fontes alternativas de custeio para o aumento das verbas da Saúde previsto na Emenda 29.

- Estamos defendendo o que chamamos de responsabilidade para com a saúde e os demais investimentos do governo. Por isso a base aliada irá apresentar um substitutivo incluindo a criação de uma contribuição para a saúde, de 0,1% sobre a movimentação financeira. Não é possível aumentar em R$ 15 bilhões o orçamento da Saúde sem apresentar a fonte. A oposição está pensando que dinheiro cai do céu? - defendeu-se Fontana.

Nesta terça, em reunião entre líderes partidários e o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), ficou acertado que a Emenda 29 será votada nesta quarta, mas não houve consenso em relação à recriação da CPMF como forma de custear o aumento dos recursos para a saúde.

- Os líderes governistas nem trataram da criação de qualquer imposto nesta reunião. Não tiveram coragem de propor isso. Existe receita de sobra, seja pelo excesso de arrecadação, seja pela necessidade de mais recursos para a saúde. O que falta é o governo priorizar o dinheiro para a saúde e não aceitaremos um imposto novo. Caso o governo tenha coragem de propor isso em plenário, vamos ao Supremo tribunal Federal contestar - afirmou o líder do DEM, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA).

Chinaglia previu um "grande embate" na Casa.

- Vai ser um grande embate na Câmara. E se for alterada (a proposta aprovada pelo senadores), teremos um outro embate no Senado.

Os tucanos criticaram a recriação da CPMF:

- O governo quer jogar para a Câmara o ônus da criação de um novo imposto. Mas a receita do governo vem melhorando mês a mês. Não há nada que justifique recursos adicionais (para custear o aumento de verbas para a saúde). O governo tem esses recursos e quer fazer chantagem com o Congresso Nacional. E o Congresso não pode cometer esse suicídio, tem que votar algo que conecte com o que a sociedade espera - afirmou o líder do PSDB, deputado José Anibal (SP).

Temporão não se opõe à volta da CPMF

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse nesta terça-feira, no lançamento das novas imagens para carteiras de cigarro , que pessoalmente não se opõe à volta da cobrança da CPMF.

- Não me oponho (ao retorno da CPMF) - disse ele.

O ministro classificou como irresponsável o discurso da oposição de que o excesso de arrecadação do governo permitiria aumentar os gastos no setor. Ele enfatizou que o financiamento da saúde precisa de uma solução estrutural.

Temporão afirmou ainda que o governo não vai propor a volta da CPMF, mas que também não será contra a idéia. O ministro lembrou que no ano passado, após a não renovação do imposto, a saúde estava de luto:

- Ela continua de luto - afirmou.

Governistas tentam manter cálculo de orçamento da saúde

Além de ressuscitar a CPMF, os governistas tentarão manter o atual modelo de cálculo para o orçamento da saúde - a correção anual pela variação do PIB nominal (considerando a inflação). Com a manobra, o governo não seria obrigado a destinar 10% da receita bruta para a saúde, como prevê a Emenda 29. Pelo texto do Senado, o governo terá que destinar até 10% da receita, de forma escalonada até 2011, com impacto de R$ 23 bilhões até lá.

Henrique Fontana e o líder do PT na Câmara, Maurício Rands (PE), admitiram que a idéia é manter o atual modelo de cálculo do orçamento, e que o texto será formalizado até a hora da votação. Eles argumentam que seria "mais vantajoso" para a saúde manter o cálculo conforme a variação do PIB nominal, porque a economia está crescendo. Mas Rands reconheceu dificuldades e disse que haverá negociações do texto até o momento da votação.

- A tendência é mantermos o cálculo do PIB nominal. Mas o importante é garantirmos um patamar razoável de receita para a saúde, com a criação da CSS. Haverá muitos benefícios com esses recursos, como a criação de 4.850 leitos de UTI nos hospitais - disse o petista Maurício Rands, autor da proposta de recriar a CPMF por projeto de lei complementar.

27 maio 2008

CRISTO OU CAIFÁS?

Por Riva Moutinho

Quando lembramos da crucificação de Cristo, algumas cenas nos vem a mente e, talvez, uma das mais marcantes é a escolha do povo por Barrabás, levando assim, aquele que tantos curou e ensinou a morrer crucificado. Mas porque o povo escolheu Barrabás? Talvez a resposta a esta pergunta encontra-se bem antes na figura de uma pessoa, muito das vezes, pouco comentada, mas de grande relevância no processo de crucificação de Jesus: o Sumo Sacerdote Caifás.

Sumo Sacerdote em Jerusalém por 18 anos (18 a 36 d.C.), Caifás não apenas presidiu o Sinédrio judeu na época de Jesus como participou da primeira perseguição aos cristãos descritos no livro de Atos 4:5-22.

A fim de esclarecer certos detalhes, o Sumo Sacerdote era o sacerdote principal ou chefe dos sacerdotes judeus. Depois da volta do cativeiro da Babilônia e, sobretudo, na época dos macabeus, quando a Judéia teve períodos de independência nacional, o Sumo Sacerdote exerceu a chefia política da nação junto com a direção religiosa. Quando a Palestina caiu sob a jurisdição romana, o Sumo Sacerdote viu de novo limitada a sua autoridade somente ao aspecto religioso. As suas funções estão estabelecidas nos livros de Êxodo e Levítico. Também era o presidente do Sinédrio nos tempos do NT. O Sinédrio era o tribunal supremo dos judeus, integrado pelos Sumo Sacerdotes (os que exerciam a função e os já retirados), os anciãos e os mestres da Lei (estes últimos geralmente fariseus). Totalizando 71 membros, incluindo o seu presidente, cargo que costumava exercer o Sumo Sacerdote em exercício. ¹

O que vemos ao longo dos Evangelhos é a preocupação extremada destes líderes religiosos para com os ensinamentos e as ações que Jesus realizava. Ou seja, a mensagem que Jesus ensinava mostrava as vísceras do sistema político-religioso da época colocando em xeque todo o poder e status adquiridos por estes líderes ao longo da história até aquele momento.

No capítulo 11 do livro João a partir do verso 47, vemos o ápice desta preocupação quando os “principais sacerdotes e os fariseus” convocam o Sinédrio e disparam a pergunta: “Que estamos fazendo, uma vez que este homem opera muitos sinais?” A popularidade de Jesus que aumentava exponencialmente proveniente de seus milagres e ensinamentos trouxe um problema aos quais sacerdotes e fariseus não esperavam: o temor de terem o controle que exerciam sobre o povo e a influência política abalados.

A partir dos versos 49 e 50, Caifás, o Sumo Sacerdote presidente do Sinédrio, dispara a idéia que melhor seria morrer um único homem para o “bem estar da nação” ao invés de “perecer toda a nação”. Note a hipocrisia quando tratam isso como um problema de segurança nacional ao invés de exporem isso como um ataque direto ao sistema religioso criado e desenvolvido por eles. E assim o verso 53 diz: “Desde aquele dia, resolveram matá-lo.”

No livro de Marcos, no capitulo 14 a partir do verso 53, Jesus é levado perante o Sinédrio para ser interrogado. Caifás rasga suas vestes quando Jesus responde afirmativamente a sua pergunta dizendo ser Ele o Filho de Deus.

Contemple esta cena: Num lugar cheio de fariseus, sacerdotes e anciãos, ou seja, a nata dos doutores da Lei, onde buscam algo para incriminar a Cristo, ou seja, algo que estivesse em desconformidade com a religião ao qual ensinavam, Jesus se revela, ou seja, revela aquilo que colocaria um fim ao poder/status conseguido por anos por estes líderes. Assim a humilhação e a violência são aplicadas com o simples propósito de tentar conter a revolução ao qual Cristo já iniciara.

Quando Jesus é levado a Pilatos pelo Sinédrio a questão levantada por estes líderes é política e não mais religiosa: “este homem diz ser o Rei dos Judeus”, a fim de conseguirem matá-lo de uma forma legal, uma vez que o rei da região era César, o qual todos tinham a obrigação de respeitá-lo e obedecê-lo.

No capítulo 19 do livro de João, diante de uma multidão já cega pela influência de seus líderes religiosos; Pilatos ouve no verso 15 dos principais sacerdotes: “Não temos rei, senão a César!” Assim Jesus é levado para a crucificação. Pouco antes disso o povo gritou para que se soltasse Barrabás.

Mas afinal de contas, porque Barrabás? Porque mesmo sendo um ladrão, Barrabás não oferecia perigo algum para o Sumo Sacerdote e seu Sinédrio. Assim libertar um ladrão se tornou moralmente correto diante do risco de terem seus poderes religiosos-políticos ameaçados.

Nos dias atuais a massa continua sendo manipulada pelos vários Sinédrios existentes dentro dos vários sub-sistemas religiosos. Assim vários “Barrabáses” são soltos diante do apelo proporcionado por vários Sumo Sacerdotes atuais. E não basta muito para encontrar estes exemplos. Basta abrir os jornais ou assistir a algum noticiário na TV.

Quando algum movimento surge com uma mensagem que poderia tirar deles a condição de líderes/manipuladores ou afetarem substancialmente seus cofres bancários, então é hora de levarem o povo a optarem por Barrabás, levando a muitos a ensurdecerem para a mensagem do Evangelho da Graça de Jesus.

Assim a escolha não consistia entre Cristo e Barrabás, mas entre Cristo e Caifás, entre Cristo e o aparato religioso, entre Cristo e os padrões moralista-religiosos existentes.

E a escolha dos judeus à época não foi diferente das escolhas que muitos fizeram e fazem ao longo dos tempos. A única diferença é que a religião, depois daquela época, adotou a marca JESUS para inserir na mente de muitos o que cria, ensina e fundamenta como verdade absoluta, quando na realidade apenas levam mais pessoas a caminharem distantes da mensagem de Jesus.

No entanto, a escolha continua sendo pessoal e intransferível: Cristo ou Caifás?


¹ Fonte: Bíblia de Estudo Almeida Revista e Atualizada

PF intima mulher de Paulinho da Força no caso BNDES, diz jornal


FONTE: Globo.com

A Polícia Federal intimou Elza de Fátima Costa Pereira, tesoureira do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e mulher de Paulo Pereira da Silva, o deputado Paulinho da Força (PDT-SP), a depor, segundo informações de "O Estado de S.Paulo".

A PF incluiu o deputado em organização criminosa supostamente criada para desvio de verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), investigada na operação Santa Tereza.

Os agentes que participaram da investigação querem saber de Elza Pereira a origem de recursos depositados em conta do Centro de Atendimento Biopsicossocial Meu Guri, organização não-governamental que ela preside. Eles suspeitam que parte do dinheiro que o BNDES liberou em forma de empréstimos a prefeituras e empresas privadas teria sido destinada à ONG de Elza.

Foi identificado pelo menos um depósito de R$ 37, 5 mil em favor da Meu Guri, realizado no dia 1º de abril, auge do esquema BNDES. O repasse foi feito pelo lobista João Pedro de Moura, amigo e aliado de Paulinho. A Moura, preso desde 24 de abril por ordem judicial, a PF e a Procuradoria da República atribuem o papel de mentor e principal operador da trama com recursos públicos.

Na ocasião da denúncia, Elza de Fátima Costa Pereira emitiu nota em que negou irregularidades e explicou a doação feita por João Pedro de Moura. “Há alguns anos, o sr. João Pedro de Moura doou um imóvel, em São Paulo, para a instituição. Este imóvel acumulou pendências relativas a impostos e taxas de condomínio. Diante do problema, a direção do Meu Guri procurou o sr. João Pedro de Moura, que retomou o imóvel e reverteu a doação em dinheiro, no valor de R$ 37.510,00, para pagamento das referidas dívidas.” E sustentou: “Tudo está documentado e não há absolutamente nada de irregular.”

Outros intimados

A PF convocou também para depor o vice-presidente da Força Sindical, Eleno José Bezerra, o vice-presidente estadual do PDT, José Gaspar Ferraz de Campos, e José Brito de França, ex-assessor parlamentar do deputado Roberto Santiago (PV-SP). Os três são citados na investigação sobre o suposto esquema de desvio de verbas do BNDES.

26 maio 2008

TRAILER: Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal



FONTE: Globo.com

Quem disse que super-heróis do cinema precisam ser esportivos e terem sorrisos joviais para conquistar o coração da platéia?

A aventura "Indiana Jones e o reino da caveira de cristal", em que Harrison Ford, de 65 anos, repete seu papel de corajoso arqueologista, arrecadou US$ 126 milhões durante os primeiros quatro dias de lançamento nos cinemas norte-americanos, afirmou seu distribuidor no domingo (25).

A Paramount Pictures prevê que a aguardada continuação da série de aventura ainda irá levar mais US$ 25 milhões na segunda-feira --feriado norte-americano do Memorial Day-- somando um total de US$ 151 milhões.

A previsão de cinco dias está em linha com as expectativas da indústria, e fica apenas US$ 2 milhões abaixo do recorde do Memorial Day atingindo no último ano com o "Piratas do Caribe: No fim do mundo".

No tradicional feriado prolongado, de sexta a segunda-feira, "Indiana Jones" tem uma média de US$ 101 milhões, a maior estréia do ano pela medida. O recorde tinha sido atingido há três semanas pelo filme "Iron Man", que arrecadou US$ 98,6 milhões em sua estréia.


Retorno do herói

"O reino da caveira de cristal", dirigido por Steven Spielberg, é o primeiro da lucrativa franquia de "Indiana Jones" a ser lançado em 19 anos. O elenco do filme conta com Harrison Ford, Cate Blanchett e a nova descoberta de Spielberg, Shia LeBeouf. George Lucas, que criou a franquia em 1981, voltou como produtor executivo.

"Indiana Jones" roubou parte do público do líder da semana passada, "As crônicas de Narnia: príncipe Caspian", que caiu para a segunda colocação com US$ 23 milhões arrecadados no período de sexta-feira (23) a domingo, uma forte queda de 58%.

Enquanto isso, o filme "Iron Man", caiu para terceiro lugar, com US$ 20,1 milhões, somando US$ 252,3.

25 maio 2008

Entrevista com Gustavo Kuerten

FONTE: Revista Época


Você se arrepende de não ter encerrado a carreira no auge?
Márcio da Silva, Oscar Bressane, SP

Gustavo Kuerten – Não. Acho que me sinto bem com tudo e com todas as escolhas que fiz. Quando era número 1, tinha de continuar jogando, era meu momento. E, nos últimos anos, me dediquei a tentar jogar.

A perda recente de seu irmão (Guilherme, que tinha paralisia cerebral, em novembro de 2007) pesou na decisão de sua aposentadoria?
Mirian Lucenas, São Paulo, SP

Guga – Não. Essa idéia já vinha passando por minha cabeça e amadureceu no finalzinho do ano passado, começo deste ano.

De qual título você mais se orgulha? E qual foi o mais difícil?
Bruno Wroblewski, Jaraguá do Sul, SC

Guga – O que mais me orgulha é o de Lisboa (Masters Cup, em 2000). Foi uma conquista diferenciada, num piso que não era o saibro, meu “ganha-pão”, ganhando do (Pete) Sampras e do (Andre) Agassi em seqüência e terminando como número 1 do mundo, o que era algo quase impossível de acontecer quando o torneio começou. Posso dizer que o mais difícil foi o segundo título de Roland Garros (em 2000). Havia toda a expectativa de confirmar que eu não tinha vencido a primeira vez por sorte. Além disso, passei por jogos muito complicados até a final, quando precisei de 11 match points para conseguir ganhar (do sueco Magnus Norman, por três sets a um).

A pressão psicológica para que você estivesse sempre entre os melhores prejudicou sua atuação depois das lesões?
Janaina Cardoso, Tubarão, SC

Guga – Não. O que me atrapalhou mesmo foi essa lesão (no quadril).

“Apesar de não terem surgido outros top ten, o tênis do Brasil mudou da água para o vinho. Antes era aquilo de só passar a final de Grand Slam na TV”

Qual foi a maior alegria e a maior tristeza que você teve como tenista profissional?
Fernando Lívio Sá Centurión, Aracaju, SE

Guga – Acho que só tive alegrias em todos os momentos. Ultrapassei todos os limites e sonhos e não só na carreira, em relação à conquista de títulos, mas também no dia-a-dia do circuito profissional. Vivi sempre muito feliz. Não sei se tristeza seria a palavra certa, mas uma coisa um pouco ruim do circuito é a competitividade excessiva, que vai se tornando desgastante.

O que você acha que falta conquistar em sua vida pessoal e profissional?
Cléo Dias, Fortaleza, CE

Guga – Na minha vida profissional, conquistei muito mais do que eu poderia sonhar. Na pessoal, ainda tenho muita coisa pela frente a partir de agora. Sempre tive uma vida muito legal fora das quadras, mas minha prioridade sempre foi a vida vinculada ao tênis.

Você acredita que fez do tênis um esporte mais conhecido no Brasil?
Laíse Coelho, Belém, PA

Guga – Com certeza. Apesar de não terem surgido outros jogadores top ten, o tênis mudou da água para o vinho. Hoje em dia todo mundo conhece o esporte no Brasil, fala sobre tênis, sabe quem são os jogadores. Antes era aquela coisa de só passar a final de Grand Slam na televisão.

O que deve ser feito para tornar a prática do tênis mais comum no Brasil?
Bruno Pinheiro, Paraíba do Sul, RJ

Guga – O primeiro passo seria aumentar a capacitação dos professores de tênis para formar mais alunos, que se tornem ídolos e deixem o esporte mais popular.

Qual tenista brasileiro você acha que é hoje o mais promissor e tem chances de chegar ao topo do ranking mundial?

Felipe Alves de Souza, São José, SC

Guga – O jogador jovem que mais vem se destacando é o Thomaz Bellucci (atual número 1 do Brasil), mas não acho legal esse rótulo de “futuro destaque” para ninguém. O melhor é ter cautela e esperar.

Você pensa em algum dia dedicar seu tempo ao Avaí, seu time de coração?
Rafael Grah Nazário, Garopaba, SC

Guga – Por enquanto, prefiro ficar no papel de torcedor e não me envolver diretamente. Vou me dedicar mesmo ao tênis.

Você ficava irritado quando a imprensa falava mais sobre suas namoradas que sobre sua carreira?
Nina Monroe, Rio de Janeiro, RJ

Guga – Não (risos). Acho natural. Todo mundo que convive comigo, não só uma mulher, mas minha família e amigos mais próximos, teve de passar por uma certa adaptação.

Era possível fazer amizade com os jogadores nos torneios de tênis?
Jean Carlos, Belo Horizonte, MG

Guga – Sempre tive uma amizade legal com o pessoal do circuito, mesmo sendo um cara muito competitivo. Não tenho um “melhor amigo” para a vida que tenha vindo do tênis, mas tenho grandes amigos, como o (equatoriano) Nicolas Lapentti e o (espanhol) Carlos Moyà.

Nas Olimpíadas de Sydney, em 2000, você ficou irritado com um erro do árbitro e disse que havia certa proteção a alguns jogadores, especialmente americanos. Você realmente acredita nisso?
Raphael Fozatto Florêncio, São Paulo, SP

Guga – Nem me lembro bem disso. Em geral, o que vi nestes anos é que os jogadores que estão no topo têm um tratamento diferenciado. Acho isso certo, pois são eles que fazem o circuito funcionar. É natural eu ter feito esse comentário na época. Jogava muitos torneios nos Estados Unidos, e os tops eram o Agassi e o Sampras, dois americanos. Antes teve toda uma geração americana que dominou as quadras. De alguma maneira, nas horas importantes, as decisões acabam pendendo para o lado deles, não há como não influenciar.

Que conselho você daria a um jovem que pretende ser tenista profissional?
Mateus Alexandre Castanho, Brasília, DF

Guga – Ter bastante disciplina e se identificar com o tênis, pois é um esporte que dá a você um aprendizado muito grande.

A Maldição de Collor

FONTE: Revista IstoÉ

Por que, em uma sina surpreendente, todos os que se envolveram com o ex-presidente enfrentaram grandes reveses em suas vidas, e alguns até destinos trágicos

O ex-presidente e atual senador Fernando Collor (PTB-AL) é lacônico quando comenta a história de que paira uma maldição sobre as cabeças daqueles que contribuíram ativamente para o seu impeachment, em 1992. “Sou uma pessoa que crê em Deus. Deus põe, Deus dispõe”, diz ele. O fato é que, um a um, todos os principais protagonistas da investigação que desvendou o esquema de corrupção comandado por Paulo César Farias, ex-tesoureiro de Collor, acabaram passando por martírios – em alguns casos bem maiores que os do próprio ex-presidente. É uma fieira de mortes trágicas, doenças graves, acidentes, cassações e reputações comprometidas. É daí que surgiu a idéia de uma “maldição do impeachment”. A última vítima dessa praga parece ter sido o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias. Ex-presidente da União Nacional dos Estudantes durante o processo de impeachment, Lindberg foi o principal líder da “geração cara-pintada” que, vestida de preto, saiu às ruas pedindo a deposição de Collor. Era o início de uma trajetória que pretendia galgar Lindberg à condição de jovem líder político. Lula apostava alto nele como nova geração petista na qual se deveria investir. Colhido pelas denúncias publicadas por ISTOÉ, Lindberg agora responde a processo movido pelo Ministério Público. Poderá ficar inelegível nas eleições de outubro. No mínimo, será um dissabor grande para quem começou a política chamando Collor de “ladrão”.

Collor rejeita a tal maldição. Repete que é católico, devoto de Nossa Senhora de Fátima (ele anda sempre com um button com a imagem da santa na lapela, ao lado do button dourado de senador). “Inventam muitas coisas a meu respeito”, diz ele. Mas o fato é que sua ex-mulher Rosane Collor e uma ex-mãe-de-santo, Maria Cecília da Silva, têm repetido com freqüência que sessões de magia negra aconteciam nos jardins da Casa da Dinda, a mansão que a família de Collor tem no Lago Norte de Brasília, onde ele morava quando era presidente. Rosane e a ex-Mãe Cecília – assim ela era conhecida quando mãe-de-santo – se converteram ambas à igreja evangélica El Shaddai. A última vez que Rosane contou detalhes sobre as sessões de magia negra foi ao jornal evangélico Folha Universal, no dia 28 de fevereiro. Segundo Rosane disse ao jornal, Collor acreditava que “os trabalhos poderiam mandar o mal de volta” sobre quem desejava algo ruim a ele. De acordo com o que relatam Rosane e a ex-Mãe Cecília, galinhas e outros animais eram sacrificados durante esses rituais.

O que Collor de fato fazia nos famosos jardins da Dinda, só quem esteve presente pode saber. A verdade, porém, é que o destino daqueles que se opuseram a ele e foram protagonistas do processo de impeachment realmente impressiona. A começar por seu irmão Pedro Collor, autor da primeira denúncia contra o ex-presidente. Ainda enquanto se desenrolava o processo, Pedro Collor descobriu que tinha um tumor maligno no cérebro. A doença avançou de forma rápida e, dois anos depois, em 1994, o irmão mais novo de Collor morreu. É verdade, porém, que o câncer parece ser um fator genético na família. O irmão mais velho de Collor, Leopoldo, também padece em São Paulo com a doença.

O outro principal denunciante do esquema, Francisco Eriberto França, tem sofrido problemas com os quais ele não contava quando resolveu dizer o que sabia. Eriberto era motorista da Presidência e resolveu contar à ISTOÉ que muitas vezes era encarregado de pegar dinheiro de propinas no escritório de Collor e do ex-piloto de seu avião a jato, conhecido por Morcego Negro, Jorge Bandeira de Mello. Embora não esperasse necessariamente recompensas, Eriberto sonhava com algum reconhecimento. Chegou a tentar a vida política. Fracassou. Depois de pular por vários empregos, chegou ao fundo do poço, vivendo por alguns anos como guardador de carros nas ruas, quando não chegava a tirar R$ 300 por mês. Hoje, vive com um salário de R$ 1,8 mil como auxiliar de produção na Radiobrás, TV estatal do governo. Eriberto não fala diretamente sobre uma possível maldição, mas uma das suas maiores rotinas é reclamar da falta de sorte. “Às vezes, bate um certo arrependimento”, confessa. “Esperava um pouco mais dos políticos que me incentivaram a contar o que eu sabia”, considera.


Pivô do escândalo que culminou com o impeachment, PC Farias nunca rompeu publicamente com Collor. Mas os dois afastaram-se após a deposição do ex-presidente. PC chegou a fugir do País para não ser preso. Falase na existência de dinheiro que PC arrecadou e nunca apareceu. De qualquer modo, em 1996, Paulo César Farias foi assassinado em sua casa na praia de Guaxuma, ao lado de sua namorada, Suzana Marcolino. No campo das mortes trágicas, há ainda a do deputado Ulysses Guimarães, que, com seu prestígio, ajudou a sepultar as chances de Collor ao cunhar uma frase histórica pouco antes da votação que aprovou na Câmara o início do processo de impeachment. Collor o havia chamado de senil. “Sou velho, mas não sou velhaco”, respondeu Ulysses. O Senhor Diretas e Senhor Constituinte não chegou sequer a assistir à deposição de Collor. Em outubro de 1992, um helicóptero que transportava Ulysses caiu no mar próximo de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. O deputado desapareceu e seu corpo jamais foi encontrado.


Os políticos envolvidos com o impeachment, procurados por ISTOÉ, evitaram falar em maldição, até por não quererem admitir publicamente que passaram ou passam por maus momentos. Ibsen Pinheiro, que presidia a Câmara, foi cassado dois anos depois, envolvido no escândalo dos anões do Orçamento. Benito Gama e Amir Lando, respectivamente presidente e relator da CPI do PC, estão hoje no ostracismo político, recolhidos aos seus Estados de origem, Bahia e Rondônia, por não conseguirem mais se reeleger. Duas ex-estrelas petistas de primeira grandeza, José Dirceu e José Genoino, que como deputados foram implacáveis na denúncia de Collor, cairiam em desgraça no primeiro mandato do presidente Lula, abatidos pelo escândalo do mensalão. Dirceu teve inclusive seu mandato de deputado cassado, mas Genoino voltou à Câmara em 2006, embora como pálida sombra do grande articulador que foi no passado. A vítima mais recente foi o senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Na era collorida, Renan era o líder do governo na Câmara. Depois que estourou o escândalo, acabou rompendo com o ex-presidente e, numa entrevista, confirmou a existência do esquema. Durante um bom tempo, ele parecia ter escapado da maldição. Virou ministro da Justiça no governo Fernando Henrique Cardoso e presidente do Senado na era Lula. Quando tudo parecia lhe sorrir, justamente no momento em que Collor elege-se senador, aparece a história de que ele tivera uma relação extraconjugal com a jornalista Mônica Veloso e que, dessa relação, nascera uma filha. Da briga por pensão, surgiram denúncias de corrupção e enriquecimento ilícito. Para escapar da cassação, que parecia iminente, Renan renunciou à presidência do Senado.


A LISTA DOS ATINGIDOS
A trajetória trágica ou infeliz dos principais protagonistas do processo de impeachment

LINDBERG FARIAS
Como presidente da UNE, foi o símbolo principal da geração cara-pintada, que saiu de preto às ruas para exigir o impeachment de Collor. Filiado ao PT, elegeu-se prefeito de Nova Iguaçu. Agora é investigado por suspeita de corrupção na prefeitura

RENAN CALHEIROS
Ex-líder de Collor na Câmara, Renan rompeu com ele durante a investigação do esquema. Em 2008 renunciou à presidência do Senado acusado de usar dinheiro de uma empreiteira para pagar pensão à ex-amante

JOSÉ DIRCEU
Como deputado do PT, Dirceu foi um dos mais ativos parlamentares do impeachment. Chefe da Casa Civil de Lula, deixou o governo por envolvimento no escândalo do mensalão e foi cassado como o “chefe da quadrilha”

JOSÉ GENOINO NETO
Deputado federal e uma das principais lideranças do PT na Câmara. Eleito presidente do PT, envolveu-se no escândalo do mensalão. Renunciou à presidência, mas voltou à Câmara em 2006, embora com prestígio reduzido

BENITO GAMA
Presidente da CPI, colocado no posto por ACM para ser aliado de Collor na investigação. Ao ver a gravidade das denúncias, mudou de lado. Rompido com ACM, perdeu espaço político e não conseguiu reeleger-se deputado

IBSEN PINHEIRO
Presidente da Câmara, conduziu o processo que culminou no impeachment. Em 1994 viu-se envolvido na investigação da CPI do Orçamento, e acabou cassado. Voltou à Câmara em 2006, mas não tem o mesmo peso político

AMIR LANDO
Relator da CPI do PC. Foi ministro da Previdência no governo Lula, mas saiu pouco tempo depois, reclamando de falta de espaço. Não conseguiu reeleger-se senador, e hoje vive uma situação de ostracismo.

PEDRO COLLOR
O irmão do presidente foi o primeiro a denunciar do esquema montado por Paulo César Farias. Logo depois do impeachment, Pedro Collor descobriu que tinha um tumor no cérebro. Morreu em 1994.

PC FARIAS
Ex-tesoureiro da campanha de Collor, PC foi o mentor do esquema de propinas. Acabou assassinado, junto com sua namorada, Suzana Marcolino, na sua casa na praia de Guaxuma, próxima de Maceió, em 1996.

ULYSSES GUIMARÃES
Durante o processo de impeachment, a imagem de Ulysses foi fundamental para dar credibilidade ao processo. Em outubro de 1992, morreu em um acidente de helicóptero perto de Angra dos Reis. Seu corpo nunca foi encontrado.

23 maio 2008

Jefferson Péres morre aos 76 anos; corpo é velado em Manaus

FONTE: Folha online

O líder do PDT no Senado, Jefferson Péres (PDT-AM), 76, morreu nesta sexta-feira em Manaus (AM), vítima de um infarto fulminante.

O corpo do parlamentar é velado no Palácio Rio Negro, em Manaus. O enterro deve ocorrer amanhã após a chegada do filho do senador que mora nos Estados Unidos.

Péres morreu na casa onde morava, no bairro de Adrianópolis. O senador passava o feriado de Corpus Christi com a família.

Ele nasceu em 19 de março de 1932, em Manaus. Professor e advogado, ocupava vaga no Senado desde 1995, e exercia seu segundo mandato na Casa. Ele era filiado ao PDT desde o início de 1999.

Péres participou, na década de 50, da campanha "O Petróleo É Nosso" e, em 1988, foi eleito para seu primeiro cargo público: o de vereador em Manaus, cargo para o qual foi reeleito para segundo mandato, cumprido até 1995, quando assumiu sua cadeira no Senado.

Ele também foi candidato à vice-presidência do Brasil nas eleições de 2006, na chapa do também senador Cristovam Buarque (PDT-DF). Péres era o líder da bancada do PDT no Senado.

Homenagens

O Senado Federal aprovou hoje requerimento de pesar e decretou luto de três dias pela morte do senador.

Depois de uma rápida sessão de homenagens ao líder do PDT, o presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), suspendeu os trabalhos da Casa Legislativa como previsto pelo regimento interno em caso de morte de parlamentares. O Senado também decidiu encaminhar condolências à família de Péres.

O governo do Estado do Amazonas também decretou luto oficial por três dias.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, divulgou uma nota lamentado a morte do senador.

"Recebi com tristeza a notícia do falecimento do senador Jefferson Péres e transmito à sua família meus sentimentos. Jefferson Péres foi um político que sempre pautou suas ações pela defesa intransigente da democracia e da ética. Sempre procurou guiar-se pelo que julgava ser o interesse público, mesmo nos momentos de divergências com o Governo. É uma grande perda para o Brasil, para a Amazônia e para o Senado brasileiro."

21 maio 2008

TABERNÁCULO DA ABERRAÇÃO

Por Riva Moutinho


Preciso confessar a minha falta de paciência com pessoas que utilizam seus neurônios apenas para ocuparem algum espaço em seus esvaziados cérebros. Tento. Sinceramente tenho tentado extrair a tal da paciência do mais profundo do meu ser, mas diante de certos comentários produzidos por seres idiotados (permita-me a criação de tal termo) e desprovidos de qualquer senso mínimo de interpretação de texto, confesso que o meu sangue borbulha como água fervente do café matutino que sempre gosto de tomar todos os dias.

Os evangélicos que vira e mexe surgem me xingando, dizendo que Deus se levantará contra mim ou que algum fogo de algum lugar do céu descerá sobre aqueles que lutam contra os tais “ungidos de deus”, ou ainda, aqueles que tentam me provar matematicamente que a unção de Deus se faz presente na vida de alguns pastores, ou ainda aqueles que buscam as mais descabidas desculpas a fim de livrar a lista fétida desta turma; esses não me incomodam. Até mesmo porque sempre há justificativas para as cegueiras e no fim cada um dará conta de si. Então se querem permanecer cegos que continuem assim e trilhem seus caminhos em paz (se isto para eles gera paz).

Há alguns dias atrás alguém formado em jornalismo, mas desprovido de tal dom, veio questionar-me sobre uma opinião minha diante de uma reportagem publicada pelo jornal mais vendido de Minas Gerais e que foi publicada no meu blog, o Ação Reação. A questão é que tal notícia foi publicada há quase dois anos atrás, coisa que parece ter passado despercebido por tal ser, que ainda, criou uma “mistureba” (permita-me a criação de outro termo) entre política e religião.

Sinceramente, haja paciência... e muita!

Responder a tal ser seria como tentar ensinar como se ajusta um neurônio perceptron com polarização para um paciente em coma “vegetando” numa cama há sabe lá quantos anos.

No entanto diante das aberrações humanas que surgem diariamente há de se lembrar que aqueles que transformam seus diplomas em cartão de visita, o fazem por desconhecerem totalmente a essência, onde o saber não se encontra em papéis impressos em impressoras, mas em mentes que desenvolveram ao longo de seus tempos a arte de pensar, de raciocinar, de questionar e de buscar conhecimento.

Diante das aberrações dos sistemas religiosos há de se notar que aqueles que se acham os mais santos, são, definitivamente, os devassos mais enrustidos. Fariseus de comportamento historicamente conhecido, de frases feitas e copiadas. Seres que tratam os chamados “líderes espirituais” como deuses na Terra aos quais todos os delitos se tornam permitidos e todos os prazeres insaciáveis, pois sempre terão a favor deles as ovelhas que, almejando estarem mais perto dos “tais”, se tornam cúmplices de uma maldade que atravessa séculos e afasta as pessoas de um conhecimento mais concreto de Jesus e de sua Palavra.

Assim, no Tabernáculo há revelações diárias que ofendem e inibem a liberdade alheia, que transformam homem em totem, em animal de adoração dos tempos de Arão. Onde o diabo está por todas as partes e onde Deus guerreia em batalhas infindáveis com ele, perdendo algumas e ganhando outras.

Assim, no Tabernáculo há diabo no álcool bem como na roupa feminina que não demonstra um padrão moral aceitável. E a pomba gira enquanto mentes são enfeitiçadas pelo poder encantador da maldade do silêncio que além de não revelar a verdade que sabe, ainda perpetua a maldade que aprende mensalmente em reuniões com os supra-sumo-sacerdotal-pastoral-ungido-regionais.

Assim, no Tabernáculo sai capeta todo dia, bem como uma quantidade incontável de críticas que agridem a estima de qualquer ser que é humano. Mas o capeta que sai tem sempre a característica de moralista... e volta... e não sai... e sai... na opressão da pessoa não passar, na frente de todos, a vergonha do dia anterior.

Assim, no Tabernáculo, a lista de regras cresce a cada dia bem como a distância do Evangelho amoroso e gracioso de Jesus Cristo. E corações e mentes vão sendo dominados, aumentando assim o número de adeptos que elegerão o próximo vereador, deputado estadual ou federal, quem sabe um senador, para amanhã alcançarem a presidência da república de um país rico de recursos naturais e de artimanhas.

Assim, no Tabernáculo, o circo de aberrações continua, produzindo seres que são ameaçados se desenvolverem algum pensamento em desacordo com os interesses daqueles que se encontram na parte mais alta da hierarquia da maldade.

Desafio a estes sub-líderes-religiosos-moralistas-legalistas a revelarem as verdades-fatos que existem por trás do véu da hipocrisia religiosa ou, de uma vez por todas, a não disseminarem o mal maquiado por um pseudo-Evangelho de um pseudo-Cristo para pessoas de corações simples e mentes inocentes.

Riva Moutinho 20/05/2008

20 maio 2008

A Crise do Filho do Homem

Por Leonardo Boff

FONTE: Leonardo Boff

A interpretação
teológica da morte de Jesus na cruz, como sacrifício por nossos pecados, fêz-nos esquecer com demasiada pressa os reais motivos históricos que o levaram ao tribunal religioso e político e por fim ao assassinato na cruz. Cristo não foi simplesmente a doce e mansa figura de Nazaré. Foi alguém que usou pala­vras duras, não fugiu a polêmicas e para salvaguardar a sacralidade do templo, usou também da violência física. O contexto de sua vida, como as pesquisas recentes mostraram, é comum a dos camponeses e artesãos mediterrâneos que viviam uma resistência radical mas não violenta contra o desenvolvimento urbano de Herodes Antipas e o comercialismo rural de Roma, imposto na Baixa Galiléia –terra de Jesus - que empobrecia toda a população. Pregou uma mensagem que constituíu uma crise radical para a situação política e religiosa da época. Anunciou o Reino de Deus em oposição do reino de César e em vez da lei, o amor.

Reino de Deus apresenta duas dimensões, uma política e outra religiosa. A política, se opunha ao Reino de César em Roma que se entendia filho de Deus, Deus e Deus de Deus, os mesmos títulos que os cristãos mais tarde irão atribuir a Jesus. Tal atribuição a Jesus, era intolerável para um judeu piedoso e um crime de lesa-majestade para um romano. A outra versão, a religiosa, se chamava apocalíptica que significava: face às perversidades do mundo, esperava-se a intervenção iminente de Deus e a inauguração de um Reino de justiça e de paz. Jesus se filia a esta corrente. Apenas com a diferença: o Reino é um processo que apenas começou e vai se realizando à medida em que as pessoas mudam mentes e corações. Só no termo da história ocorrerá a grande virada com um novo céu e uma nova Terra. Essa eutopia (realidade boa), não a Igreja, é o projeto fundamental de Jesus. Ele se entende como aquele que em nome de Deus vai acelerar semelhante processo. Essa concepção de Reino colocou em crise os vários atores sociais, os publicanos e saduceus, aliados dos romanos, a classe sacerdotal, os guerrilheiros zelotas e principalmente os fariseus. Estes são os opositores principais do Filho do Homem, pois ao invés do amor pregavam a rigidez da lei, no lugar de um Deus bom, “Paizinho”(Abba), um Juiz severo. Para Jesus Deus, é um Pai com características de mãe misericordiosa.

Jesus faz desta compreensão o centro de sua mensagem. Entende todo poder como mero serviço. Rejeita as hierarquias porque todos somos irmãos e irmãs, sem mestres e pais.

A crise que suscitou, levou à decretação de sua morte na cruz. Jesus entrou numa aguda crise pessoal, chamada pelos estudiosos de “crise da Galiléia”. Sente-se abandonado pelos seguidores, vislumbra no horizonte a morte violenta, como a dos profetas. A tentação do monte Getsêmani representa um paro­xismo:”Pai afasta de mim este cálice”. Mas também o propósito de tudo suportar e de levar seu compromisso até o fim. Na cruz grita quase desesperado:”Meu Deus, por que me abandonaste”? Mesmo assim continua chamando-o de “Meu Deus”. A Epístola aos Hebreus testemunha: “entre clamores e lágrimas suplicou Àquele que o podia salvar da morte”. Versões críticas antigas dizem “e não foi atendido…apesar de ser Filho de Deus teve que aprender a obedecer por meio dos sofrimentos”(5,7-8).

Sua última palavra foi “Pai em tuas mãos entrego o meu espírito“, expressão suprema de uma confiança ilimitada. De fato, ele é apresentado como o protótipo do homem que suportou até o fim o fracasso do projeto de vida, crendo num sentido radical mesmo dentro do absurdo existencial. A ressurreição mostrou o acerto de tal atitude. Foi a base para proclamá-lo mais tarde como Filho de Deus e Deus encarnado.

18 maio 2008

PARTICIPE DA NOSSA LUTA PELA LIBERDADE NA TV!

O Ação Reação repudia veementemente o Projeto de Lei 29/07 que restringe o acesso a TV por assinatura e cria diversas obrigações.

Assista o vídeo abaixo:



Entenda este Projeto de Lei:

Está em andamento no Congresso Nacional um projeto de lei que estabelece inúmeras obrigações e restrições ao serviço de TV por assinatura do Brasil, definindo, inclusive, o que você vai ter que assistir e em que horário essa programação irá passar.
Trata-se da atual redação do Projeto de Lei n° 29/07, que estabelece um complexo sistema de cotas para programação de conteúdo nacional, que deverá ser transmitido durante o horário nobre. Ou seja, você chega em casa do trabalho e terá em todos os canais a mesma programação.
A ABTA (que reúne produtores, programadores e distribuidores) ao se posicionar de forma contrária a este projeto de lei não está combatendo a produção de conteúdo nacional. Pelo contrário! A ABTA apóia e prestigia a exibição do conteúdo brasileiro, no entanto se opõe ao instrumento de cotas na sua TV por assinatura. Esta imposição não gera fomento à produção nacional, mas sim uma proteção e uma reserva de mercado que irá aumentar o valor mensal da assinatura. Existem alternativas, muito mais eficazes e menos dramáticas, para incentivar a produção brasileira para você assinante e para o mercado.

Obtenha maiores informações, saiba quais são os deputados a favor e contra no site www.liberdadenatv.com.br

Divulgue esta campanha.

Mobilize-se. Proteste!

Sua ação é extremamente necessária.


15 maio 2008

10% mais ricos no Brasil detêm 75% da riqueza, diz Ipea

FONTE: Folha online

Os 10% mais ricos do país concentram 75,4% da riqueza. É o que aponta o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em um detalhado levantamento sobre as desigualdades no Brasil.

Os dados, obtidos pela Folha Online, serão apresentados pelo presidente do Ipea, Márcio Pochmann, nesta quinta-feira ao CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social). O objetivo, segundo ele, é oferecer elementos para a discussão da reforma tributária, cuja proposta já foi apresentada.

A pesquisa também mostra como é essa concentração em três capitais brasileiras. Em São Paulo, a concentração na mão dos 10% mais ricos é de 73,4%, em Salvador é de 67% e, no Rio, de 62,9%.

Para Pochmann, a injustiça do sistema tributário é uma das responsáveis pelas diferenças. "O dado mostra que o Brasil, a despeito das mudanças políticas, continua sem alterações nas desigualdades estruturais. O rico continua pagando pouco imposto", afirmou.

Apenas para efeito de comparação, ao final do século 18, os 10% mais ricos concentravam 68% da riqueza no Rio de Janeiro --único dado disponível.

"Mesmo com as mudanças no regime político e no padrão de desenvolvimento, a riqueza permanece pessimamente distribuída entre os brasileiros. É um absurdo uma concentração assim", afirma.

A pesquisa do Ipea também mostra o peso da carga tributária entre ricos e pobres, que chegam a pagar até 44,5% mais impostos. Para reduzir as desigualdades, o economista defende que os ricos tenham uma tributação exclusiva.

Pochmann afirmou que um dos caminhos é discutir uma reforma tributária que melhore a cobrança de impostos de acordo com a classe social. "Nenhum país conseguiu acabar com as desigualdades sociais sem uma reforma tributária", afirmou.

A pesquisa do Ipea também mostra um dado inédito. A carga tributária do país, excluindo as transferências de renda e pagamento de juros, cai a 12%, considerada por Pochmann insuficiente para que o Estado cumpra as suas funções.

Para chegar ao índice de 12% o Ipea excluiu os pagamentos previdenciários, as transferências de renda com programas sociais, como o Bolsa Família, o pagamento de juros e os subsídios a empresas. Os dados referem-se à carga tributária de 2005, que bruta chegou a 33,4%. Em 2007, esse índice subiu para 35,7%.

13 maio 2008

O “JESUS” QUE JESUS NÃO CONHECE!

Por Caio Fábio


Todos os dias encontro pessoas que vivem como bem entendem, mas desejam assim mesmo as bênçãos do Evangelho.

O ardil é simples:

A pessoa não lê a Palavra [exceto em reuniões públicas e a fim de basear o discurso de algum pregador], não conhece Jesus [exceto como nome poderoso nas bocas dos faladores de Deus], não ora [exceto dando gritos de apoio às orações coletivas], não pratica a Palavra [exceto a palavra do profeta do grupo, ou do bispo ou autoridade religiosa da prosperidade ou da maldição], não se compromete com o Evangelho [exceto como dízimo e dinheiro no “Banco de Deus”: a “igreja”]; e, de Jesus, nada sabe; pois, de fato, nada Dele experimenta [exceto como medo].

Entretanto, a pessoa fica pensando que o Evangelho que ela nem sabe o que é haverá de abençoá-la em razão de que ela está sempre no “endereço de Deus”: o templo da “igreja”.

Assim, vivem como pagãos em nome “de um certo Jesus” que não é Jesus conforme o Evangelho; e, mesmo assim, seguem “um evangelho” que não é Evangelho, para, então, depois de um tempo, acharem que o Evangelho não tem poder, posto que acham que já o provaram e de nada adiantou; sem saberem que de fato deram suas vidas a uma miragem, a um estelionato, a uma fantasia de “Deus”.

Milhões pronunciam o nome de Jesus, mas poucos o conhecem numa relação pessoal!

Na realidade o que vejo são pessoas estudando teologia sem conhecerem a Deus; entregando-se ao ministério sem experiência do amor de Deus em si mesmas; brigando pela “igreja” [como grupo de afinidades] sem amarem o Corpo de Cristo em seu real significado; pregando “a mensagem da visão da igreja” julgando que tem algo a ver com a Palavra de Jesus [apenas porque o nome “Jesus” recheia os discursos].

E mais: os que aparentemente sabem o que é o Evangelho e quais são as suas implicações, ou não querem as implicações para as suas vidas pessoais, ou, em outras ocasiões, não querem a sua pratica em razão de que ela acabaria com o “poder” de bruxos que exercem sobre o povo.

Assim, vão se enganando enquanto enganam!

O final é trágico: vivem sem Deus e ensinam as pessoas a viverem na mesma aridez sem Deus na vida!

O amor à Bíblia como livro mágico acabou com o amor à Palavra como espírito e vida!

Não se lê mais a Palavra. As pessoas levam a Bíblia aos “cultos” apenas para figurar na coreografia e na cenografia da reunião — nada mais!

Oração em casa, sozinho, com a porta fechada, e como algo do amor e da intimidade com Deus, quase mais ninguém pratica!

Ora, enquanto as pessoas não voltarem a ler a Palavra, especialmente o Novo Testamento, jamais crescerão em entendimento e jamais provarão o beneficio do Evangelho como Boa Nova em suas vidas.

Há até os que depois de um tempo julgam que o Evangelho é fracassado em razão da “igreja” estar fracassada.

Para tais pessoas a “igreja” não é apenas a “representante de Deus”, mas, também, é o próprio Evangelho!

Que tragédia: um Deus que se faz representar pelo coletivo da doença do “Cristianismo” e que tem “igreja” a encarnação de um evangelho que é a própria negação do ensino de Jesus!

O que esperar como bem para tal povo?

Ora, se não tiverem o entendimento aberto, o que lhes aguarda é apenas frustração, tristeza e profundo cinismo.

Quem puder entender o que aqui digo, faço-o para o seu próprio bem!

Nele, que não é quem dizem que Ele é,


Caio


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PROGRAMAÇÃO DA RÁDIO:
Mensagens todos os dias às 10h, 17h e 22h
Toda terça às 20h Conferência ao Vivo
Todo domingo às 19:45h, ao vivo, do Teatro la Salle em Brasília


Caio Fábio fundou o Caminho da Graça e atualmente reside em Brasília.
Há Estações do Caminho da Graça em BH, SP, Santos, Manaus(AM), Campo Grande(MS), Sete Lagoas(MG), Uberlândia(MG), Niterói(RJ), Santos(SP),
Londres(Inglaterra), Flórida (EUA), entre outras cidades e paises.

Conheça o site www.caiofabio.com

12 maio 2008

Veja entrevista exclusiva com mãe de Isabella Nardoni

FONTE: Globo.com - Fantástico

11 maio 2008

Quando os arapongas vão às compras

FONTE: Revista Época

PARA ONDE FOI?
Carteira usada pelos agentes da Abin. Nos últimos três anos, eles gastaram R$ 22 milhões com cartões corporativos

Serviços secretos, por natureza, costumam manter segredo sobre suas atividades. A Agência Brasileira de Inteligência, a Abin, não foge à regra. Inclusive nas próprias finanças, sempre bem guardadas sob o manto do sigilo. Por ironia, a Abin, acostumada a produzir relatórios com informações sigilosas sobre seus alvos – de narcotraficantes a suspeitos de terrorismo, de corruptos de quinta categoria a grandes chefes do crime organizado –, acaba de virar, ela própria, um alvo. O motivo da investigação está justamente em suas contas secretas. De março de 2006 até o mês passado, auditores do Tribunal de Contas da União (TCU) se debruçaram sobre as faturas sigilosas dos cartões corporativos usados pelos arapongas, como são conhecidos popularmente os agentes da Abin.

Esses gastos consumiram R$ 22 milhões dos cofres públicos nos últimos três anos. É a primeira vez que o TCU, único órgão externo com atribuição de fiscalizar os gastos secretos da Abin, realiza uma investigação sobre as despesas com cartões na agência. O resultado do trabalho, a que ÉPOCA teve acesso, revela uma série de problemas na aplicação e na prestação de contas desse dinheiro. Os auditores encontraram uma lista de gastos suspeitos, que incluem despesa de R$ 5 mil numa churrascaria sofisticada de Brasília, notas fiscais frias, saques milionários na boca do caixa e vultosos pagamentos a informantes sem que haja maneira de averiguar se, de fato, os arapongas gastaram o dinheiro em troca de alguma informação relevante.

Sucessora do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI), o temido braço de inteligência da ditadura, a Abin tem por missão municiar o governo, em especial o presidente da República, com informações. É tarefa da agência, por exemplo, alertar o primeiro escalão da República sobre ameaças de crise, dentro ou fora do país, e fazer o trabalho de contra-espionagem, para proteger os interesses nacionais da ação de agentes secretos a serviço de governos estrangeiros. A Abin tem em seu quadro 1.400 funcionários, parte formada por militares remanescentes do velho SNI e outra por civis, contratados por concurso público. Os agentes ganham em média R$ 3.500 e, geralmente, trabalham no anonimato, seja infiltrados em órgãos públicos e empresas, seja em campo, colhendo informações.

No ano passado, o orçamento global da Abin foi de R$ 50 milhões. Desse total, R$ 11 milhões foram usados para pagar as faturas dos cerca de 180 cartões corporativos distribuídos entre funcionários da agência. Pela natureza do serviço, muitos dos gastos realmente precisam ser protegidos por segredo. Mas os auditores afirmam que essa peculiaridade tem servido de pretexto para que despesas corriqueiras, como compra de simples cartuchos para impressoras, sejam lançadas no pacote de gastos secretos.

NOVO CHEFE
Paulo Lacerda, diretor da Abin. Ele fez mudanças na agência para tentar pôr ordem na casa

Ao analisar os gastos, os técnicos verificaram que praticamente tudo o que a Abin gasta com cartões é sacado, antecipadamente, na boca do caixa. Em 2005, quando as despesas totalizaram R$ 5,2 milhões, 98,7% foram retirados, em dinheiro vivo, em bancos ou caixas eletrônicos. Em 2006 e 2007, 100% dos quase R$ 18 milhões gastos nos dois anos foram sacados antes de ser usados para bancar as despesas. Para o TCU, isso configura uma irregularidade grave. “Houve um total desvirtuamento do cartão de pagamento”, escreveram os fiscais no relatório. Nos próximos dias, o documento chegará às mãos do ministro Ubiratan Aguiar, relator do processo. É justamente dessa prática de saques em dinheiro vivo pelos agentes que derivam todas as outras irregularidades detectadas pela auditoria do TCU.

O pagamento aos supostos informantes é um exemplo da dificuldade encontrada pelos auditores para fiscalizar os gastos da Abin. Num dos processos analisados, um agente cujas iniciais são L.A.S. – ÉPOCA optou por revelar apenas as iniciais dos agentes, em respeito à natureza secreta de sua função – sacou R$ 108 mil. Era 24 de maio de 2005. Ao prestar contas, o agente apresentou um conjunto de folhas de papel ofício para atestar que a verba fora utilizada para pagar pelo serviço de informantes. Os papéis, sem timbre, trazem um texto-padrão: “Importa o presente documento de despesa na importância supra de R$ 28.000 (vinte e oito mil reais), referentes a gastos efetuados com colaborador eventual, em proveito da atividade fim da Abin, sem comprovante”.

O mesmo texto aparece na justificativa para outros dois pagamentos, de R$ 20 mil e R$ 30 mil, feitos a supostas fontes. A prestação de contas não passa disso. Não há nenhuma anotação sobre a investigação a que os pagamentos estavam relacionados, nem sobre a qualidade das informações repassadas pelas fontes. Em resposta ao TCU, a Abin argumenta que, embora os auditores não tenham acesso a essas informações, os chefes imediatos dos agentes envolvidos monitoram o desempenho das fontes. Para os auditores, entretanto, essa explicação não é suficiente. Eles propõem a adoção de um “código que permita a identificação da missão do favorecido (no caso, o agente que recebeu o dinheiro para repassar ao informante), ainda que por codinome”.
A Abin gasta cerca de R$ 1 milhão com informantes, mas as informações muitas vezes são inúteis

A Abin costuma gastar, por ano, cerca de R$ 1 milhão com pagamento de informantes no Brasil e no exterior. Há informantes regulares, que recebem pagamentos mensais da agência, e outros eventuais. No caso dos informantes estrangeiros os pagamentos são feitos em dólar. Nem sempre a qualidade das informações vale o que se paga. “Quando fui diretor, cortei vários informantes da folha de pagamentos simplesmente porque eles não estavam rendendo informação”, diz Mauro Marcelo de Lima e Silva, diretor da agência entre 2004 e 2005.

Em outra situação relatada pelos auditores, a agente M.M.C. sacou, de uma só vez, R$ 278.500. A prestação de contas, desta vez, veio na forma de notas fiscais. Uma delas, no valor de R$ 96 mil, diz respeito à compra de oito licenças de uso de um software para criptografar ligações de telefones celulares. As licenças foram compradas da empresa Ronam Internacional, em São Paulo. Por cada uma, a agente pagou R$ 12 mil. Dezesseis dias depois, nova compra. Mais 14 unidades da mesma licença, por R$ 168 mil. A nota fiscal foi emitida em nome de um outro agente da Abin, O.G. Um detalhe chamou a atenção dos auditores: embora tenham se passado 16 dias entre uma compra e outra, as notas fiscais são seqüenciais. Uma delas leva o número de ordem 969. A outra, 970. “Será que essa empresa não vendeu nada para mais ninguém nesse período?”, indaga uma fonte ligada à investigação, ouvida por ÉPOCA. Novamente, os técnicos ficaram impedidos de averiguar a necessidade da compra. Só tiveram acesso a uma justificativa genérica anexada pela agente: “Justifica-se a aquisição de bloqueadores, em caráter de excepcionalidade, para telefone celular, com a finalidade de preservar servidores e fontes envolvidas em operações de caráter sigiloso, particularmente, com organizações criminosas e terrorismo internacional (...), e resguardar informações de caráter secreto, que poderão comprometer o desenvolvimento e a operacionalização dessas ações”, diz o texto.

Pela norma que rege seu uso, o cartão corporativo só deve ser usado para pagar despesas eventuais da administração pública. Não foi o que os auditores verificaram na Abin. Há dribles até na Lei de Licitações, segundo a qual despesas acima de R$ 8 mil devem ser objeto de concorrência pública. Os auditores descobriram casos em que, quando o valor do serviço ultrapassava esse limite, os responsáveis pelas finanças da agência fracionavam o pagamento. Assim foi feito para contratar, sem licitar, despesas corriqueiras, como manutenção de veículos e fornecimento de material de escritório. O documento do TCU relaciona vários gastos que deveriam ser enquadrados como “ostensivos”, ou não-secretos, e acabaram jogados no rol dos sigilosos. É o caso da compra de um monitor de LCD numa loja de nome pitoresco para a situação, Missão Impossível Ltda., localizada no bairro de Santa Ifigênia, em São Paulo. Nessa mesma linha, há a compra de 12 passagens aéreas de ida e volta entre Brasília e Washington, em novembro de 2005. Os bilhetes foram adquiridos numa agência de viagens de Brasília, por R$ 26.932,31. Como a despesa está enquadrada como secreta, o TCU não tem como saber a que se destinou a viagem. Outra despesa que caiu no balaio do segredo é o pagamento de R$ 5.175,80 à Churrascaria Porcão, em Brasília, em outubro de 2003.

TUDO SOB SIGILO
Sede da Abin em Brasília. Mais de um quinto do orçamento da agência é consumido em gastos com cartões

A auditoria do TCU flagrou, também, notas frias em meio às prestações de contas. Foi o caso de uma nota supostamente emitida em outubro de 2006 por uma loja de decoração do Rio de Janeiro, no valor de R$ 600. O TCU pediu informações à Receita estadual e descobriu que a empresa simplesmente não tinha autorização para emitir nota. O mesmo aconteceu com uma nota emitida por uma marmoraria, também no Rio. No documento, no valor de R$ 416, constava a aquisição de “mármore branco”. Outras despesas chamam a atenção pelo improviso, como a suposta locação de veículos na Ximenes Rent a Car, em Porto Velho, Rondônia, por R$ 900. O gasto é comprovado por um recibo sem o número de registro da empresa no Fisco.

Para Geraldo Cavagnari, professor da Universidade de Campinas (Unicamp) e especialista em inteligência estratégica, a maneira como são processados os gastos secretos da Abin atualmente abre caminho para as fraudes. “Nem todos os gastos num serviço de inteligência são secretos. É preciso ter um controle mais eficaz sobre o destino que se dá à verba sigilosa”, afirma.

Esse é um problema existente também em países onde os serviços secretos são altamente profissionais e têm orçamentos bilionários, como os Estados Unidos. Lá, não se sabe nem mesmo o número total de pessoas que trabalham para as 16 agências do governo americano envolvidas com atividades de inteligência, entre elas a Central Intelligence Agency (CIA). O orçamento também não é público, embora seja submetido ao crivo do presidente da República e de quatro comitês do Congresso. Segundo Benjamin Friedman, pesquisador do Cato Institute, especialista em defesa e contraterrorismo, o Congresso americano exerce seu poder de supervisão sobre as contas secretas menos do que deveria. Uma das razões é um contrato de confidencialidade que impede os parlamentares de tornar pública qualquer informação sobre o orçamento dos órgãos, mesmo quando não estão de acordo com seus gastos. Isso dá margem de manobra para que ninguém saiba exatamente a que se destina uma parte do orçamento dos órgãos de inteligência americanos. Segundo a revista eletrônica Salon.com, cerca de 70% dos gastos de inteligência dos EUA estariam sendo destinados a contratos privados impossíveis de fiscalizar.

No Brasil, existe uma comissão mista no Congresso Nacional – a Comissão de Controle da Atividade de Inteligência (CCAI) – encarregada de fiscalizar a Abin. Mas ela é totalmente inoperante. O atual presidente da CCAI é o deputado Marcondes Gadelha (PSB-PB), mas nem ele sabe disso. “Eu não sabia que essa comissão existia”, disse ele a ÉPOCA. Na última tentativa de reunir a comissão, não houve quorum. Até hoje, a CCAI, criada por lei em 1999 e formada no papel por três deputados e três senadores, não tem regimento próprio.

CADA VEZ MAIS NO CARTÃO
Evolução das despesas da Agência Brasileira de Inteligência com cartões corporativos – em R$ milhões

Procurada por ÉPOCA, a direção da Abin informou que, por se tratar de informações secretas, não comentaria pontualmente as despesas citadas no relatório do TCU. Sob a condição de anonimato, ex-dirigentes e funcionários de carreira da Abin ouvidos por ÉPOCA reconhecem problemas no emprego da verba secreta. A desordem foi uma das principais razões que levaram o novo diretor-geral da agência, Paulo Lacerda, a apresentar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um plano de reestruturação do órgão. A idéia vingou.

Lacerda, diretor-geral da Polícia Federal até assumir o comando da Abin, em outubro passado, conseguiu criar uma assessoria de controle interno, subordinada diretamente a seu gabinete. Para o posto, nomeou um delegado da PF que fora um de seus homens de confiança. Internamente, a medida é vista como uma maneira de acompanhar de perto a aplicação dos recursos sigilosos. Lacerda também criou a Corregedoria da Abin, destinada a punir desvios de conduta. A transparência na dose exata pode ser a receita para transformar os milhões de reais gastos pela Abin em eficiência.

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