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29 abril 2008

Violência familiar chama mais a atenção do que a CPI dos Cartões

FONTE: Jornal O Tempo

A pesquisa da CNT/Sensus, divulgada ontem, além das estatísticas e sinalizações dos entrevistados sobre os rumos da sucessão presidencial, revelou números sobre outros assuntos. Prato cheio para analistas e sociólogos, dois destes números chamam a atenção.
Enquanto 32,2% dos entrevistados responderam que nunca ouviram falar a respeito da CPI dos

Cartões Corporativos, 98,2% (a chamada maioria esmagadora) afirmou que tem acompanhando o caso da menina de 5 anos e que teria sido assassinada pelos próprios pais.
Não é o momento de criticar a opinião pública pregando que o assunto dos cartões é mais importante que a morte de Isabella Nardoni. Nem insistir que a história dos cartões é mais prejudicial - pois mexe no bolso do cidadão contribuinte - a todos do que os desdobramentos do episódio no qual os pais juram inocência, mesmo contra um rol de provas técnicas apresentadas pela polícia.

Tal interesse em um assunto em detrimento de outro, é fruto de descrédito - cada vez mais veloz - da classe política e, em última instância, do fato político. Resumindo: a população anda farta de politicalhas e politiqueiros. Daí o caso Isabella Nardoni chamar tanta atenção, ao mesmo tempo que desperta os mais básicos e violentos instintos do ser humano. Poucos sabem sequer o que é um cartão corporativo. Muitos discutem, com uma impressionante riqueza de detalhes, sobre a defesa ou acusação do pai e da madrasta da criança.

Não cabe aqui discutir o espaço que vem sendo dado à morte de Isabella Nardoni, principalmente pelas emissoras de TV, mas sim refletir sobre a violência que tem dado mais Ibope do que um fato político que envolve dinheiro público.

28 abril 2008

Filha presa por 24 anos está 'muito confusa', diz polícia austríaca

FONTE: Globo.com

Foto: Reuters
Reuters
Josef Fritzl, em foto liberada pela polícia austríaca (Foto: Reuters)

O porta-voz da polícia austríaca Franz Polzer, afirmou à rede CNN nesta segunda-feira (28) que Elisabeth Fritzl, a mulher que foi mantida em cativeiro pelo próprio pai por 24 anos e que teve sete filhos com ele, está "muito confusa". De acordo com o porta-voz, ela tem dificuldades de conversar com a polícia sobre o caso.

Segundo Polzer, a mulher de 42 anos tem "memórias de como era o mundo do lado de fora da casa e se acostumou com a situação". Nesta segunda, o austríaco Josef Fritzl, de 73 anos, admitiu também ter violentado sexualmente a filha, com quem teve sete filhos - um deles morreu.

De acordo com o porta-voz da polícia, os filhos não sabiam nada sobre o mundo. Segundo a reportagem da CNN, Elisabeth disse à polícia que ela e seus três filhos que ficaram em cativeiro - Kerstin, de 19 anos, Stefan, de 18, e Felix, de 5 - não viram a luz do dia durante todo o tempo que estiveram em cativeiro. De acordo com a polícia, ela foi dada como desaparecida em 1984, quando tinha 18 anos.


Saiba mais sobre o caso

Josef Fritz, que mais cedo já havia admitido ter construído um calabouço e trancado em seu interior a filha e três filhos dela, "admitiu as acusações de incesto, mas insistiu que não houve força envolvida", afirmou o porta-voz da promotoria, Gerhard Sedlacek.


Leia também: Natascha Kampusch oferece ajuda para filha de austríaco


"Ele admitiu ser o pai de sete filhos que a filha teve, um deles morto prematuramente", disse Sedlacek.

O interrogatório prossegue nesta segunda-feira (28) e pode se prolongar por vários dias.

Fritzl, detido no sábado, será levado à presença de um juiz na noite desta segunda-feira (28), segundo Sedlacek.

A notícia dos crimes foi divulgada neste domingo (27) pela imprensa local depois que as autoridades confirmaram a "suspeita" contra o homem, avô de uma jovem de 19 anos que recentemente foi internada em estado grave em um hospital local.

O diretor do Escritório contra o Crime da Baixa Áustria, Franz Polzer, confirmou que uma equipe de agentes investiga o caso, semelhante ao da jovem Natascha Kampusch, que, em agosto de 2006, escapou de seu seqüestrador e "reapareceu" com 19 anos, após oito de cativeiro em um porão de uma casa nos arredores de Viena.

Foto: Reuters
Fotos liberadas pela polícia mostram o mini-apartamento onde a filha de Josef ficou (Foto: Reuters)

27 abril 2008

A PROFECIA COMO FENÔMENO

Por Caio Fábio


O que me faz crer [como muitas vezes já disse aqui no site] que a profecia bíblica viaja na espiral do tempo, sempre crescendo em seus círculos concêntricos, assim fazendo com que ela, a profecia, se atualize de modo também sempre maior — tem a ver com o fato de que percebo que todos os profetas falaram ao seu tempo em tudo o que disseram, ao mesmo tempo em que deixaram muitas coisas em predições “exageradas” para além dos seus dias.

Ora, isto porque a Palavra sempre tem seu aplicativo imediato e contextualizado, do qual o profeta recebe pelo Espírito sua provocação para profetizar.

Desse modo, o profeta falava de imediato ao coração do povo — mesmo que fosse para ser rejeitado — com pertinência histórica, embora algumas coisas que dissesse parecessem aos que as ouviram como algo para além da compreensão, em razão do “exagero utópico” que se afirmava como ameaça ou restauração.

O fato de a Palavra profética me alcançar hoje [além da iluminação do Espírito] tem a ver com o modo como a história se desenvolve no tempo e no espaço, viajando sempre como um “tornado deitado”, o qual cresce na horizontal, fazendo com que o hoje do profeta seja a parte mais fina da projeção profeta na ilustração do tornado, e, o meu hoje sendo até agora a parte mais larga do tornado, a extremidade histórica da projeção até agora, o Presente; porém, ainda com mais “exageros” a serem cumpridos adiante de mim.

Desse modo a profecia acontece sempre entre a denuncia da catástrofe presente, ou do convite ao arrependimento, e, também [muito “exageradamente” para os que a ouviram no passado], como algo “utópico”.

É assim porque a profecia traz uma palavra de esperança para o Hoje do ouvinte ou leitor dela, ao mesmo tempo em que se projeta para além do possível; e isto até mesmo no que diz respeito à sua viabilidade histórica [em qualquer seja o tempo histórico antes do fim].

Isto porque muitas vezes a profecia anuncia algo como [ilustrativamente] “a terra será vista em sua redondeza” em um mundo que ainda a concebe quadrada, plana ou com qualquer outra fisionomia.

Desse modo cresce a palavra da profecia a cada geração, desde a primeira geração que a ouviu até a última que a ouvirá.

E todas as gerações encontrarão nela a sua pertinência, sobretudo porque cada outro momento histórico terá sua própria identificação com a palavra profética nos pontos de contato que a maquete daquela realidade tiver suas intercessões com a palavra profética.

O profeta Daniel ilustra bem o que estou dizendo. Sim! Pois a ele é dito mais de uma vez que aquilo que ele via na visão profética ainda não era em sua totalidade para os seus dias.

Ao profeta é dito que algumas coisas têm até prazo para acontecer, como o tempo do cativeiro de Judá na Babilônia. No entanto, outras coisas estão adiante, numa clara sucessão de acontecimentos históricos que em si demandam que gerações se passem; e isto em meio a acontecimentos narrados simbólica e profeticamente, e cujo cumprimento ainda se daria “nos últimos tempos”.

Além disso, há ainda o que a Daniel é dito no final do livro, quando ele fica sabendo que havia coisas que estariam “seladas” em sua compreensão “até os últimos dias”.

E mais: que somente os acontecimentos históricos iriam iluminar o que na profecia estava declarado; e isto enquanto [durante tempos e tempos] muitos “estudariam o livro” sem compreendê-lo.

Sim! Porque que certas coisas da profecia são de grandeza tão impensável que somente os que “começarem a ver tais coisas acontecerem” é que poderão entendê-las.

Ora, sendo assim, quanto mais, por exemplo, o Apocalipse vai ficando menos simbólico e mais parecido como uma crônica de composição alegórica dos elementos de natureza ecológica, econômica, política, tecnológica e espiritual — mais seu cumprimento se aproxima.

Digo isto porque tanto em Daniel quanto em Jesus o principio é o mesmo: “o livro estará selado até o tempo do fim”, porém, “quando virdes estas coisas acontecerem, sabei que o tempo está próximo”.

Cada geração tem seu próprio Apocalipse; pois, apocalipse é revelação da relação de Deus com a História humana na progressão dos acontecimentos; de modo que em João tivemos a maquete do tornado histórico que tinha seu epicentro em Roma, que era naqueles dias o trono da Besta; enquanto cresceu geração após geração em seu significado, até os nossos dias, quando, cada vez mais, o livro vai sendo dês-selado pelos acontecimentos históricos; e isto com cada vez menos “exageros” em relação ao que vemos a História desenrolar diante de nós.

Assim, quanto menos exagero existir entre a realidade histórica e profecia, mais próximos do fim de todas as coisas nós estaremos!

O último elemento da profecia, portanto, só estará completamente ao alcance da última geração, embora, como tudo cresce também em velocidade nos acontecimentos e em sua comunicação global, os que estão vivos hoje já possam ter variáveis cada vez mais claras acerca das possíveis projeções de cenários.

Assim, é pela Profecia que leio a História, enquanto a própria História me ajuda a discernir a Profecia.

Sim! É como um tornado que cresce na horizontal da História, até que se chegue ao Dia Pleno da Revelação.

Ora, Vem Senhor Jesus!

Caio


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Caio Fábio fundou o Caminho da Graça e atualmente reside em Brasília.
Há Estações do Caminho da Graça em BH, SP, Santos, Manaus(AM), Campo Grande(MS), Sete Lagoas(MG), Uberlândia(MG), Niterói(RJ), Santos(SP),
Londres(Inglaterra), Flórida (EUA), entre outras cidades e paises.

Conheça o site www.caiofabio.com

25 abril 2008

Sem CPMF, novo recorde de arrecadação: R$ 51 bi

FONTE: Revista Veja

Apesar do discurso pessimista do governo em relação à suposta dificuldade para fechar as contas com o fim da CPMF, os recordes de arrecadação continuam ocorrendo -- no primeiro trimestre deste ano, a receita saltou 12,9%. De acordo com dados divulgados nesta sexta-feira pela Receita Federal, o governo obteve 161,741 bilhões de reais de janeiro a março, ou 162,581 bilhões em valor corrigido pelo IPCA. É um montante inédito para esse período.

Contando apenas o mês de março, a arrecadação em impostos e contribuições foi de 51 bilhões de reais, valor também inédito. A alta em relação ao mês de março do ano passado foi de 7,67% em termos reais. "Continuamos tendo crescimento de arrecadação no período, puxado pelo aumento significativo que tivemos no mês de janeiro", afirmou o coordenador-geral de Previsão e Análise da Receita, Raimundo Eloi de Carvalho, nesta sexta-feira.

Como de costume, o governo atribuiu o recorde de arrecadação a aspectos positivos, e não ao peso excessivo da carga tributária. Carvalho defende que o crescimento está relacionado à maior lucratividade das empresas e ao aumento das vendas e da produção industrial. Ele disse, porém, que não é possível prever se as receitas seguirão no ritmo atual de crescimento ao longo do ano. Em janeiro, as receitas cresceram 20% em relação ao ano anterior.

A Receita atribuiu o resultado expressivo do período a uma elevação "atípica" das receitas com impostos incidentes sobre o lucro das empresas apurado no ano anterior. A arrecadação do Imposto sobre Operações Financeiras -- cuja taxação foi elevada em janeiro para compensar parcialmente o fim da CPMF-- subiu 161,5% em março, para 1,667 bilhão de reais. No trimestre, as receitas do IOF cresceram 142,30 por cento, para 4,495 bilhões de reais.

24 abril 2008

Riva Moutinho lança o E-book A Religião da Maldição


Neste segundo E-Book, Riva Moutinho nos leva a uma reflexão sobre a verdade do Evangelho e a maldição tão propagada na religião como algo que precisa ser "quebrado", "queimado", "repreendido" na vida de cada um de nós.

Afinal de contas, teria faltado algo no sacrifício de Jesus na cruz para que precisássemos realizar os chamados "cultos de quebra de maldição"?

(clique na imagem acima para conhecê-lo)

23 abril 2008

A Volta do Movimento Estudantil

FONTE: Revista IstoÉ

Os caras-lavadas
A novidade do movimento estudantil é a cobrança por transparência nas reitorias e melhorias nas universidades

Por SÉRGIO PARDELLAS

RONALDO DE OLIVEIRA/CB
LIMPEZA ÉTICA Estudantes lavam prédio da reitoria da UnB e dispensam a manipulação partidária

ELZA FIÚZA/ABR
TIMOTHY MULHOLLAND E tudo começou por causa das lixeiras do apartamento do reitor

Na véspera da renúncia do reitor Timothy Mulholland, os estudantes que na semana anterior haviam invadido a reitoria da Universidade de Brasília (UnB) promoveram uma ampla lavagem do prédio - e transformaram a rampa principal em tobogã. Para um caso que ganhou proporções nacionais a partir da denúncia de que Mulholland equipara seu apartamento funcional com três lixeiras automáticas (R$ 818, R$ 930 e R$ 990), a limpeza ética da UnB não poderia ter cena mais simbólica. Afinal, os rostos que simbolizam o novo movimento estudantil rejeitam matizes partidários, exigem transparência nos gastos públicos e, ao mesmo tempo que estão declaradamente preocupados com seus desempenhos acadêmicos, também querem se divertir. São os caras-lavadas, expressão de uma geração mais individualista e pragmática.

"Temos nossas próprias propostas, com objetivos mais concretos e práticos"
Luiza Oliveira, uma das coordenadoras do DCE

Em São Paulo, os caras-lavadas emparedaram o reitor Ulysses Fagundes Neto, da Unifesp, que fez das suas despesas com cartões corporativos um deboche à inteligência dos estudantes. Depois de gastar cerca de R$ 5 mil em compras pessoais em lojas da Nike e da Adidas, em 2006, em Berlim, e R$ 2 mil na Samsonite, da China, em 2007, ele se explicou na quarta-feira 16 com a seguinte frase: "Não recebi as normas por escrito, com instruções claras." Mas, com o abuso tornado público, ele reconheceu: "Cometi um equívoco porque usei o cartão de forma que não poderia ter usado", disse. Na véspera, Fagundes Neto havia devolvido R$ 37,6 mil, numa ação preventiva para tentar evitar, na Unifesp, o mesmo desfecho do caso do reitor da UnB, que na quinta-feira 17 teve seu assento ocupado, provisoriamente, por Roberto Aguiar, ex-secretário de Segurança Pública do Rio e do Distrito Federal. Após sua posse, os alunos se retiraram do prédio da reitoria sem maiores protestos. Seria inimaginável conceber, há 40 anos, que um ex-chefe das forças de segurança assumisse o comando de uma universidade com a anuência dos alunos.

BRUNO MIRANDA/FOLHA IMAGEMNo ano em que o movimento estudantil completa 40 anos das mobilizações históricas de 1968 (leia quadro à pág. 31) são muitas as diferenças entre os caras-lavadas e os protagonistas do passado. A geração de 1968, por exemplo, se julgava vanguarda de uma revolução socialista, usava codinomes e muitos partiram para a luta armada contra a ditadura. Tinham um inimigo externo e uma causa política, motivos que se repetiram nos caras-pintadas do impeachment de Fernando Collor. Agora, contudo, suas reivindicações são mais voltadas para a eficiência da universidade. "É lógico que a gente queria estar em 1968", diz Luiza Oliveira, 18 anos, aluna de sociologia e uma das coordenadoras do Diretório Central dos Estudantes (DCE). "Mas vivemos uma realidade diferente, temos nossas próprias propostas, com objetivos mais concretos e práticos."

"Em cada etapa da história, o movimento estudantil tem um papel e uma forma de se manifestar"
José Dirceu, ex-líder estudantil e ex-ministro cassado


JOSÉ NASCIMENTO/FOLHA IMAGEM
ULYSSES FAGUNDES NETO Gastou dinheiro público na Nike e na Samsonite, foi pressionado pelos estudantes e devolveu o dinheiro, dizendo que não foi avisado das regras

Se antes miravam o futuro, agora os estudantes mobilizam-se por questões como a utilização correta dos recursos da universidade, a transparência nos gastos, a qualidade dos cursos, o crédito estudantil e o acesso ao ensino público. No caso das instituições particulares, o alvo é o preço das mensalidades. Recentemente, os estudantes também se uniram em torno da reivindicação do passe livre, que deu nome às passeatas que ganharam as ruas de Florianópolis. Liderado pelo bacharel em história Marcelo Pomar, o Movimento do Passe Livre assestou a mira no transporte coletivo e em suas vertentes: custo de vida, veículos eficientes, plano diretor e municipalização do serviço. Os estudantes enfrentaram a polícia no que foi batizado de "revolta das catracas". Depois de um mês de enfrentamento, os preços das passagens caíram. "Mexeu no bolso de todo cidadão, inclusive no do estudante de ensino médio, que não tinha dinheiro para ir à escola", comemorou Pomar.

Depois das vitórias, a pergunta que se faz é o que vem pela frente. Um dos desafios que se colocam para o novo movimento estudantil é o de hastear bandeiras que levem de fato à modernização das universidades. O foco não pode ser perdido, sob pena de retrocesso. O problema é que a postura pragmática da geração cara-lavada resulta, paradoxalmente, na desmobilização dos estudantes para outros assuntos que também interessam à sociedade. "Mobiliza muito mais o 'Fora, Renan' do que a discussão pela reforma política", reconhece o estudante de serviço social Fábio Félix, um dos coordenadores do DCE da UnB.

O mesmo raciocínio, contudo, deve garantir a preservação da Finatec, a fundação ligada à UnB que esteve na origem da queda de Mulholland. Ainda que parcela dos estudantes tenha pedido a extinção da Finatec, é esse instrumento que, na atual estrutura jurídica do setor público, melhor garante a ligação entre a universidade, as empresas privadas e a sociedade. As fundações das universidades públicas mostram-se de grande valia para a extensão acadêmica, facilitando a concessão de bolsas de estudo e financiamento de projetos. Até os hospitais universitários, que funcionam como base do sistema de saúde pública em muitos Estados, necessitam da estrutura dessas fundações para manter suas atividades.

"A massa estudantil não está interessada na partidarização do movimento"
Vladimir Palmeira, líder estudantil de 68

"As fundações são essenciais, por exemplo, para resolver problemas decorrentes da atual falta de autonomia das universidades", ressaltou o vice-presidente da Associação Nacional das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), José Ivanildo do Rego, em debate na Comissão de Educação do Senado. "As fundações não são ruins. Elas foram criadas na década de 1990 para prover recursos e dar agilidade na compra de materiais para pesquisas acadêmicas", faz coro o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), reitor da UnB entre 1985 e 1989.

TEIXEIRA/CPDOC JB
1968 A morte de Edson Luiz fez a classe média romper com a ditadura

Em 40 anos, uma trajetória errática

Tudo começou com um singelo protesto contra o aumento do preço das refeições no restaurante estudantil Calabouço, no Rio de Janeiro, naquele 28 de março de 1968. Truculenta, a tropa de choque da PM invadiu o local atirando e matou o estudante secundarista Edson Luiz de Lima Souto, 18 anos, que nem protestando estava. Revoltados, os estudantes carregaram seu corpo com a camisa ensangüentada até a sede da Assembléia Legislativa. No dia seguinte, milhares de pessoas acompanharam o féretro até o Cemitério São João Batista. O slogan da passeata marcou a virada de parte da classe média contra a ditadura militar, instalada em 1º de abril de 1964: "Morreu um estudante. Poderia ser seu filho."

Como um rastilho de pólvora, os estudantes tomaram as ruas e entraram em sintonia com o clima de rebelião que incendiava Paris e se espraiava por cidades européias, americanas e latino-americanas. Em junho, a UNE e a Ubes organizaram uma manifestação no Rio da qual também participaram intelectuais e artistas e que passaria à história como "Passeata dos Cem Mil". Depois disso, a repressão apertou o cerco e a radicalização estudantil aumentou. Em dezembro, veio o AI-5, e com ele o fechamento do Congresso, a censura, as prisões e a tortura. Parte dos estudantes caiu na clandestinidade da luta armada. As ruas foram trocadas pelos aparelhos e a identidade pelos codinomes. Ex-estudantes como Charles Chael Schreider, Honestino Guimarães e Alexandre Vanucchi Leme foram assassinados pela repressão.

O movimento estudantil brasileiro só voltaria à luz do dia em 1976-1977, principalmente em São Paulo, em meio à chamada "distensão política" da ditadura. Ele seria rapidamente superado pela eclosão das greves operárias no ABC. A UNE foi recriada em 1980, mas seria aparelhada por organizações da esquerda clandestina. Por vias transversas, os estudantes voltaram ao protagonismo em 1992, quando saíram às ruas para pedir o impeachment do presidente Fernando Collor de Mello, primeiro mandatário eleito desde 1960, mas que estava sendo acusado de corrupção. Ficaram conhecidos como "caras-pintadas", por pintarem o rosto com o verde-eamarelo da bandeira. Sinal dos tempos: desta vez, os estudantes não foram influenciados pelas organizações, mas pela mídia e pela minissérie Anos rebeldes, sobre os eventos de 1968.

CLÁUDIO CAMARGO



ROBERTO CASTRO/AG. ISTOÉA falta de transparência, contudo, é o maior motivo para manter tênue a linha que separa o que pode ser direito do que efetivamente é abuso com recursos públicos. No caso do reitor da UnB, por exemplo, consta a acusação de ter comprado um Honda Civic, de R$ 77 mil, numa cidade em que as autoridades circulam a bordo de Ômegas australianos. Também não pode ser desconsiderado que, embora tenha cometido um deslize de natureza ética, Mulholland exibe em seu currículo realizações importantes, como a criação de campi avançados nas cidadessatélites de Brasília, montados com base no Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni).

Criado no ano passado pelo governo federal, o Reuni prevê o aumento do número de vagas para o ingresso dos estudantes e da proporção de alunos por professor. Entre as metas do programa está a elevação de taxas de conclusão de cursos de graduação para 90%. A promessa do governo é de investir R$ 2 bilhões no setor entre 2008 e 2011. "Isso, ao longo dos anos, significará que as instituições terão um orçamento que, em alguns itens, quase dobrará", explica o secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Ronaldo Mota. Apesar das boas intenções do governo, os estudantes, no ano passado, chegaram a invadir reitorias de universidades públicas em seis Estados sob o falacioso argumento de que o Reuni não prevê a contratação de professores nem a ampliação dos quadros técnicos e da estrutura física da universidade.

TEMPOS PÓS-MODERNOS O reitor interino, Roberto Aguiar, ex-secretário de Segurança, e o estudante Fábio Félix, do PSOL: diálogo inimaginável na época da ditadura militar

A defesa dessas bandeiras questionáveis tem origem na velha chaga da partidarização do movimento estudantil. Gloriosa no passado, a UNE, hoje, é uma geléia ideológica formada por várias legendas, como o PSOL, o PCdoB, o PSTU e o próprio PT. A gaúcha Lúcia Stumpf, atual presidente, é ligada ao PCdoB, que está à frente da entidade há 16 anos, mas corre o risco de perder a hegemonia. Na mobilização da UnB, havia quatro tendências disputando a liderança da invasão da reitoria: o PSTU, o PSOL, o PCdoB, e um grupo independente chamado Instinto Coletivo. "Com a democracia, o que nós temos hoje não é uma politização, mas uma partidarização do movimento estudantil. A massa estudantil não está interessada nisso. Nem eu, se fosse estudante, estaria interessado", critica Vladimir Palmeira, um dos mais carismáticos líderes estudantis da geração de 68.

O desinteresse a que se refere Palmeira pode ser medido por um recente levantamento do Ibase e do Instituto Pólis, realizado com oito mil jovens de 15 a 24 anos, das oito maiores regiões metropolitanas do País. Segundo a pesquisa, a maior parte dos estudantes tem como principal preocupação a falta de segurança e o desemprego, seguidas da qualidade da educação e da desigualdade social. A participação política é mínima: 75% nunca estiveram em uma associação estudantil e 96% nunca atuaram em ONGs. Vladimir Palmeira atribui a falta de engajamento exatamente à partidarização do movimento estudantil. "Talvez boa parte daqueles jovens de 68 não estivesse fazendo política hoje. O estudante que começa na política hoje só aspira a ser deputado ou assessor parlamentar", critica ele. Fábio Félix, um dos líderes da ocupação na UnB, é filiado ao PSOL e coordenou a campanha à Presidência da República da ex-senadora Heloísa Helena, em Brasília.

PRAGMATISMO Na sexta-feira 18, os estudantes deixam a reitoria da UnB, mas ainda falta uma nova agenda para o movimento

O ex-ministro José Dirceu, outra das referências dos anos 60, diz que os tempos são outros: "Quando eu cheguei na universidade, dois terços eram públicas. Hoje é o contrário, mais de dois terços das universidades são privadas. Em cada etapa da história, o movimento estudantil tem um papel e uma forma de se manifestar. Não podemos dizer se esse é menos autêntico, se é menos radical."

Para manter a coerência com o pragmatismo e suas assembléias de resultados, os caras-lavadas da geração de 2008 do movimento estudantil não deveriam perder de vista a necessidade da gestão competente e a valorização do mérito na universidade. Mas uma parcela dos estudantes defende, por exemplo, a paridade de voto na escolha dos reitores, com o mesmo peso para professores, servidores e alunos. A experiência na própria UnB com a votação paritária foi funesta. Durante a gestão Antônio Ibañez (1989/93), por exemplo, a força política conquistada pelos servidores transformou o campus numa espécie de república sindical. Seguidas greves de servidores resultaram em roubos de equipamentos e computadores, ignorando o que realmente interessa na universidade: desenvolver conhecimentos e formar cérebros que resultem num país melhor.


1º Dia das Mães...

FONTE: MGTV (Globo.com)


No dia 19/04/2008 minha esposa foi surpreendida em um shopping aqui de BH com uma reportagem sobre o Dia das Mães, que está chegando, pela equipe do MGTV 2ª edição.
Este ano será o primeiro Dia das Mães da vida dela como mãe e o Miguel, mesmo ainda sem entender, comemora entre sorrisos, babas e primeiras sílabas.





Rastreador esclarece contradição no depoimento do casal

FONTE: Globo.com

22 abril 2008

Declarações do pai e da madrasta de Isabella são confrontadas com laudo


19 abril 2008

Laudo revela que havia sangue de Isabella no carro do pai

FONTE: Globo.com


17 abril 2008

Caso Isabella: polícia descarta terceira pessoa no apartamento

FONTE: Globo.com



A polícia já terminou quase toda a investigação e concluiu: Isabella foi asfixiada e teve uma parada cardíaca antes da queda. E mais: não havia mesmo, segundo a polícia, uma terceira pessoa no apartamento naquela noite de sábado, 29 de março.

A perícia constatou que a pegada no lençol era do chinelo de Alexandre. O IML vai atestar nos laudos que a menina morreu só depois da queda por causa de um politraumatismo.

De acordo com os laudos, a menina sofreu um processo de esganadura dentro do apartamento que ocasionou uma parada respiratória. Depois a menina foi jogada e a queda ocasionou um politraumatismo, com lesão nos órgãos internos.

Segundo levantamento do Instituto de Criminalística, a agressão contra Isabella começou dentro do apartamento. Por isso aquelas manchas de sangue no colchão, no chão, no caminho da porta principal.

Isabella sofreu um aperto no pescoço, uma esganadura, entrou em parada respiratória e em seguida desmaiou. Por isso os médicos legistas encontraram no corpo dela manchas vermelhas no pulmão, no coração e vermelhidão nas pontas dos dedos.

Depois disso, Isabella foi jogada do sexto andar do prédio, uma altura de aproximadamente 20 metros. Quando caiu no jardim do prédio do condomínio London, ainda estava viva, mas sofreu politraumatismo: teve fraturas na bacia, no punho e lesões em praticamente todas as costelas.

Os legistas também encontraram problemas no estômago e no fígado. Isso segundo eles pode ser o sinal da queda. A conclusão do IML que vai estar no laudo entregue para a polícia é que Isabella morreu de politraumatismo e asfixia.

Terceira pessoa

A polícia já suspeitava que não havia uma terceira pessoa no apartamento por causa dos depoimentos de testemunhas. O porteiro garantiu que naquela noite só três pessoas haviam entrado no prédio, mas em apartamentos que foram identificados.

Os peritos fizeram então um levantamento com um equipamento mais sofisticado, chamado "crimescope", que levanta vestígios que as pessoas não conseguem ver a olho nu. Nesses vestígios não há nada que indique que uma pessoa estranha à família tenha entrado no apartamento.

Outra informação importante é que o processo de asfixia de Isabella durou cerca de três minutos, o que fez com que ficasse inconsciente mais alguns minutos, até ela então ser jogada pela janela.

16 abril 2008

PAISAGENS

Por Riva Moutinho


Quando o relógio badalar os primeiros segundos deste dia

Me alegrarei por saber que há paisagens na minha memória

E por estas doces visões deixarei meu espírito voar

Até o último segundo que este dia será capaz de me dar.


Transformei abismos em oceanos

E talhei seu corpo na areia do mar.

Transformei desertos em flores

E vi o vento te desenhar com as pétalas que caíram das rosas que não lhe entreguei.


E a noite chegará trazendo consigo o doce perfume

Que uma música antiga exalou

E rabiscarei a cena com giz

Na tela do cômodo que não mais estou.


E cada ano é um ano para se viver

Mas lembre de viver com a cabeça nas nuvens

Se quiser resistir neste mundo

Ou se quiser apenas sonhar por um pouco mais de tempo.


Na badalada incerta do horário não lembrado

Pássaros voam num exclusivo vôo noturno

E o sol cria uma aurora pelo desejo simples de se fazer presente

Onde todos os anjos entendem que alguma mágica se criou.


Fotografei o abstrato enquanto a cerração

Pintava seu sorriso na paisagem inexplicável do tocar.

E aos cinqüenta e nove do último segundo do último minuto

Congelei todas as cores novamente.


Temos o que conseguimos ser

E somos o que conseguimos entender, ainda que em parte.


BH 13/04/2008

15 abril 2008

Inquérito de caso Isabella mostra diferentes versões da noite do crime

FONTE: Globo.com


14 abril 2008

Saiba o que o pai e a madrasta de Isabella disseram à polícia

FONTE: Globo.com

13 abril 2008

QUANDO OS DEMÔNIOS FAZEM MORADA NA RELIGIÃO

Por Caio Fábio


Jesus falou pouco a respeito da possessão demoníaca explicita. Sim! Ele falou pouco sobre o assunto. Todavia, expulsou todos os demônios que como tais se manifestaram diante dEle. Entretanto, Ele tratou bastante do assunto das possessões sutis, que são as piores, pois, em geral, podem ser mais “culturas espirituais” que demônios que se “manifestem” como tais; muito ao contrário. Não são, necessariamente, o demônio, mas são demoníacos!

Nos textos que seguem, Jesus abordou o tema da possessão demoníaca em dois níveis: um existencial e outro generacional.


Primeiro Leia o texto generacional:

Quando o espírito imundo sai do homem, anda por lugares áridos procurando repouso, porém não encontra.
Por isso diz: Voltarei para minha casa donde saí.
E, tendo voltado, a encontra vazia, varrida e ornamentada.
Então vai, e leva consigo outros sete espíritos, piores do que ele, e, entrando, habitam ali; e o último estado daquele homem torna-se pior do que o primeiro. Assim também acontecerá a esta geração perversa.


Aqui a ênfase recai sobre “esta geração perversa!...”

Agora, Leia o mesmo texto em Lucas e veja a conclusão existencial:

Quando o espírito imundo sai do homem, anda por lugares áridos, procurando repouso; e, não o achando, diz:
Voltarei para minha casa donde sai.
E, tento voltado, a encontra varrida e ornamentada. Então vai, e leva consigo outros sete espíritos, piores do que ele, e, entrando, habitam ali; e o último estado daquele homem se torna pior do que o primeiro.


Se você me pergunta se creio que há diferença entre as duas coisas, minha resposta é sim e não. Sim, apenas porque se um indivíduo está possesso, isto não significa que todos estão possessos de sua possessão. E também porque como veremos mais adiante neste livro, toda possessão individual é também projeção das possessões coletivas e vice versa.
Em ambos os textos tudo é igual. O espírito imundo sai de um homem. Procura lugar de pouso e não encontra. Então diz: “Voltarei para a minha casa de onde saí.” E o faz trazendo consigo novos inquilinos e, assim, o segundo estado daquele homem torna-se pior do que o primeiro.

A diferença está apenas no “aplicativo” de Mateus: “Assim também acontecerá a esta geração perversa”.

Desse modo, a única diferença entre uma possessão individual e uma coletiva é que no primeiro caso o homem perde o controle de si e, por vezes, perde sua consciência individual. Já no segundo caso, a consciência dos indivíduos fica suficientemente cônscia de si, mas não discerne o poder de conexão invisível e que, escondido no coletivo, age como um sentir unânime e, em geral, mobiliza a “maioria” com alguma causa de vida ou morte, sendo que o efeito nunca é vida, é sempre morte!

Jesus não faz muitas alusões explicitas àquela geração. No entanto, Ele fala em abundância sobre quem ela era, mas não usa muitas vezes a palavra geração.

Afinal, não precisa estar escrito para estar dito!

Assim é que Jesus compara aquela geração a meninos que sofrem de um mal-humor crônico e contínuo, além de ser indefinido. Era raiva da vida e da liberdade de ser dos outros. E tanto fazia qual fosse a “expressão de ser” do outro em observação. Eles odiavam a quebra dos padrões de “normalidade” conforme o fizeram tanto Jesus quanto João Batista. Ambas, eram, em si mesmas, existências antitéticas em relação a sua geração, embora, os dois, fossem também diametralmente diferentes em seus comportamentos em relação um ao outro.

A segunda referência significativa àquela geração acontece num sanduíche de fariseus e escribas da Lei tentando provoca-Lo. Ele vinha de expulsar um demônio à vista da mesma assembléia de religiosos. Foi objeto da mais terrível interpretação no seu ato: “Este não expele os demônios senão pelo poder de Belzebu, maioral dos demônios”. A esses, Jesus diz o seguinte:

1. Satanás não cometia burrices daquele tipo. Portanto, sugere que a presença de Satanás não estava na divisão causada por Jesus em seu “reino”, mas, ao contrário, estava estabelecida na monoliticidade do corpo de pensamento daquela geração, agora, sim, dividido pela presença antitética de Jesus. Eles eram os demônios atingidos!

2. Se o argumento deles fosse válido, então, antes de julgarem a procedência do poder que emanava de Jesus, eles teriam que explicar a fonte do poder utilizado pelos seus próprios filhos, que também “expulsavam demônios”. Em não o fazendo, estavam reconhecendo o poder de Belzebu como a força operativa também entre eles.

3. Se não podiam “responder” sem se acusar, então, que admitissem que em Jesus o poder manifesto era o do Reino de Deus que estava, em Jesus, no meio deles.

4. Nesse caso, diz Jesus, o que estava acontecendo era um saque divino nos cativeiros de Satanás, pois sua “casa” havia sido invadida por Alguém que lhe era superior, com poder, inclusive, de “amarra-lo e saquear-lhe os bens”.

5. Desse ponto em diante Ele traz a “espada” e divide a assembléia dizendo-lhes que qualquer declaração que saísse de suas bocas com aquele tipo de conteúdo e que não correspondesse a verdade de seus corações—sendo, apenas, portanto, uma utilização “política” do tema espiritual, carregando uma “calúnia” contra Jesus e uma “blasfêmia” contra o Espírito de Deus que Nele agia—seria considerado um pecado sem perdão! Ou seja: se conscientemente eles sabiam que Jesus era enviado de Deus, mas, em razão da des-construção institucional que Jesus trouxera com Sua mera presença entre eles, haviam optado pelo caminho da negação da Graça que em Jesus os visitava; então, pela fria opção pela manutenção do poder que julgavam possuir, eles se colocavam cometendo a pior blasfêmia: negar que a mão de Deus seja a mão soberana em ação, preferindo caluniar o agente da Graça, cometer um blasfêmia contra o Espírito, mas não perderem seu poder temporal que, em Jesus, eles viam ameaçado. Essa era a “possessão” que os possuía.
6. Na seqüência Jesus adverte sobre as “palavras” como sendo o resultado da escolha existencial do homem, do que ele tira ou não de seus baús do coração: se busca seus valores nos cofres da verdade ou nos sombrios e secretos ambientes de sua perversidade interior. E conclui de modo a vaticinar um terrível juízo sobre toda palavra frívola dita pelos homens em relação a Deus e ao próximo.

Ora, é neste ponto da “batalha” que os adversários chegam, cinicamente, com uma “pérola tirada do mau tesouro” de suas almas:

“Mestre, queremos ver de tua parte um sinal”—pediram eles!

Ele, porém, lhes respondeu:

“Uma geração má e adúltera pede um sinal; mas nenhum sinal lhe será dado, senão o do profeta Jonas”.

O que segue é Jesus afirmando que tanto os Ninivitas dos dias de Jonas quanto os Etíopes dos dias de Salomão e da rainha de Sabá, eram seres infinitamente mais abertos à Deus que os arrogantes filhos da Teologia Moral de Causa e Efeito, os mesmos que agora queriam “tentá-lO”, pedindo-lhe uma demonstração visível de um efeito confirmador da causalidade divina de Jesus. Enfim, outro pedido semelhante ao feito por Satanás no Pináculo do Templo.

Ora, é nessa “viagem” que entra o tema da “geração” que se tornara Casa de Espíritos Maus, conforme o relato de Mateus acerca da “possessão” generacional.

Se você for verificar a mesma passagem do Evangelho em Lucas, você verá que o contexto antecedente é exatamente o mesmo. Em Lucas, todavia, a seqüência do contexto imediato—ou seja, o que vem depois— fala de maneira ainda mais clara dos “espíritos” que haviam se instalado no inconsciente coletivo daquela geração, formando uma rede de pensamentos e sentimentos contrários à Graça de Deus e sua revelação em Jesus.
As denuncias que Jesus faz àquela geração são as seguintes:

1. Os pagãos sempre haviam sido mais abertos à revelação do que eles. E a própria resposta dos “gentios” que encontraram com Jesus nas narrativas dos evangelhos demonstram isto.

2. Não adiantava que seus adversários dissessem que eles eram o Povo da Luz, pois, esta, quando habita alguém, aparece sempre. Além disso, a “luz” de um ser não vem “de fora”, nem de seus supostos encontros-de-hora-marcada com a luz. A verdadeira Luz nasce nos ambientes interiores e gera uma nova maneira de enxergar a vida. Aqui Ele associa a luz do ser ao modo como a pessoa “interpreta” a vida, a Deus e ao próximo. E mais: Ele diz que a luz do ser vem também dele não negociar com suas sombras, escondendo-as, pois, nesse caso, o que deveria ser a fonte de luz—o interior e seus bons pensamentos e interpretações da vida—, passa a ser o gerador das trevas no interior humano.

Agora, no mesmo contexto imediato—ou seja: “Ao falar Jesus estas palavras”—, um fariseu o convidou para ir comer em sua casa; então, Jesus, entrando, tomou lugar à mesa.

O problema é que Jesus entrou, sentou e comeu!

Que problema!

Ele não havia lavado as mãos antes de comer!

O fariseu não agüenta a transgressão cerimonial cometida por Jesus. Afinal, Jesus era o mesmo que eles, coletivamente, haviam acusado de ser instrumento de Satanás.
Agora, preste atenção como toda a conversa que se segue — que começa numa casa, à volta da mesa, com serviço de lavagem cerimonial disponível, com copos, pratos e mobílias, e se transforma na analogia perfeita da “casa vazia, varrida e ornamentada”, pois, o tema volta nos lábios de Jesus.

“O Senhor, porém, lhes disse: Vós, fariseus, limpais o exterior do copo e do prato; mas o vosso interior está cheio de rapina e perversidade”.

Para mim fica impossível não associar a analogia da “casa vazia, varrida e ornamentada” com “limpais o exterior do copo e do prato, mas o vosso interior está cheio de rapina e perversidade”.

O resto da fala de Jesus continua a denunciar a mesma conexão entre ambas as “imagens” de possessão:

1. Exterior limpo, interior habitado por rapina e perversidade.

2. Quem fez o exterior é o mesmo que fez o interior de todas as coisas. E, para Ele, é o amor solidário aquilo que torna o mundo puro para os puros.

3. As exterioridades do culto à mobília e aos ornamentos exteriores do ser eram o deus deles. Por essa razão eles davam devocionalmente a Deus apenas aquilo que contribuía para a propaganda de como sua “casa estava varrida e ornamentada”, enquanto negligenciavam as verdades do interior, que são aquelas que “enchem a casa” daquilo que é bom. E a prova desse culto à “casa varrida e ornamentada” aparecia até mesmo nas obviedades de seus códigos de valores e importâncias: todos ligados a imagem e às suas pretensas distinções entre os homens.

Naquela assembléia reunida na casa do fariseu não havia apenas religiosos zelosos das exterioridades da Lei, como os fariseus, havia ali também alguns teólogos, ou seja: interpretes da Lei. E, é deles que agora vem a confissão de que as palavras de Jesus os “ofendiam” também. Passaram um recibo autenticado no Cartório da Culpa.
E o que Jesus diz à esses teólogos, os “interpretes da Lei”?

1. “Ai de vós também, interpretes da Lei! porque sobrecarregais os homens com fardos superiores às suas forças, mas vós mesmos, nem com o dedo os tocais”—afirmando que a “mobília” da casa varrida e ornamentada era patrocinada por eles, ao “construírem” uma teologia para estivadores, sem a misericórdia de perceber que aquela tarefa que eles impunham sobre os outros era mais que desumana, e, além disso, dava a eles o poder satânico de, em nome de Deus, oprimirem o próximo com aquilo que eles mesmos não agüentavam bancar nem nos ambientes de seus próprios corações.

2. “Aí de vós! Porque edificais os túmulos dos profetas que os vossos pais assassinaram. Assim sois testemunhas e aprovais com cumplicidade as obras dos vossos pais; porque eles mataram e vós lhes edificais os túmulos”—asseverando que a atitude politicamente mais “correta e leve” dos teólogos não escondia da face de Jesus a verdade. Sua “diplomacia” também era perversa. Eles eram apenas mais educados em suas atitudes. Mas no seu interior havia a mesma “rapina e perversidade” de seus colegas fariseus. Desse modo, Jesus denuncia as etiquetas da religião e seus representantes, que matam os portadores da Palavra, mas sempre, após a História se impor sobre os interesses então imediatos—seus filhos, filhos da mesma escola e alunos da mesma teologia—, erguiam agora os túmulos do profetas, fazendo “reformas históricas”, mas que não os colocavam no caminho da obediência à Palavra de Deus falada pelos profetas no dia de Hoje! Assim, eles achavam que construir tumbas em honras dos profetas os diferenciava de seus pais, os assassinos de ontem. A questão, todavia, é que Deus é Deus de vivos e não de mortos. E Sua real expectativa não é que os profetas sejam ou fossem honrados, mas ouvidos!

4. Jesus conclui dizendo que eles não se diferenciavam em nada de seus pais. Afinal, eles estavam tendo a chance histórica de experimentar o verdadeiro arrependimento—ou não era Jesus que eles agora rejeitavam?—, mas nem mesmo isto eles enxergavam, fazendo-se, assim, mais cegos e homicidas que os seus pais.

5. A questão é que aquela não era uma situação “estanque” ou sequer “departamentalizável”. Eles eram parte da mesma geração. Havia uma conexão simbiótica entre eles—fosse no passado, fosse no presente! Portanto, havia uma possessão crescente e cumulativa no processo histórico-religioso. E mais: Aquela geração teria que responder por si mesma e pelo passado, do qual eles faziam um mero replay no presente.

6. O pior para Jesus era que os “interpretes da Lei” diziam possuir a “chave da ciência” interpretativa. Ora, Jesus diz que era baseado nesse auto-engano—ou, quem sabe: engano deliberado!—, que eles nem entravam na Graça e nem deixavam os que a desejavam poderem entrar com as próprias pernas pela Porta. E que pior denuncia pode haver para qualquer tipo de clero?! A separação humana entre Leigos e clérigos, em qualquer que seja o nível ou em qualquer que seja a nomenclatura, é um acinte ao puro e simples Evangelho de Jesus!

O que se segue a isto é a declaração explicita de que tanto os letristas-escribas, quanto os escrachadamente legalistas-fariseus, bem como os educadamente Moralistas-interpretes da Lei, agora o “argüíam com veemência” procurando confundi-Lo com muitos assuntos, “com o intuito de tirar de suas palavras motivos para o acusar”.
Para Jesus toda discussão sobre a Palavra acaba em confrontos satânicos. Por isto, mesmo havendo uma multidão interessada no debate, Ele vira e fala apenas com os Seus discípulos, e lhes diz o seguinte:

1. “Acautelai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia”—e, assim, Ele lhes diz que os fariseus, à semelhança do fermento, eram os mestres do inchaço da Lei. Eles eram hipócritas, pois, aumentavam o peso das coisas que eles sabiam que homem algum poderia carregar. Seu fermento era apenas a capacidade de “aumentar” as Escrituras sem discernir sequer os conteúdos da Palavra.

2. “Nada há encoberto que não venha a ser revelado; e oculto que não venha a ser conhecido”—revela agora a certeza de Jesus não só sobre o Juízo Final, mas sobre a impossibilidade dos homens se esconderem para sempre! Portanto, diz Ele aos seus discípulos: “Não sucumbam à religião das aparências. O que é, é!” E mais: ele retoma ao tema da casa na continuidade do mesmo assunto: os bochichos do interior da casa ainda seriam gritados da varanda.

3. O que segue é a advertência de Jesus aos discípulos quanto a não se impressionarem com aquelas Potestades Religiosas e nem Políticas. Elas não deveriam ser temidas. Seu poder de fazer mal não passava do corpo. E mais: até para exercerem tal poder, tinham que ter — à semelhança de Satanás em relação à Jó —, uma permissão divina. Tudo estava sobre controle. O perigo não vinha deles, mas do coração e de suas produções. Quanto ao poder de oprimir que os Senhores do Saber possuíam, Jesus diz que não era para se preocupar. Eles contavam com a perversidade satânica para interpretar a existência. Os discípulos, no entanto, carregavam a promessa de estarem habitados pelo Espírito da Verdade, que lhes ensinaria como não se sujeitarem aos trabalhos forçados daqueles donos de pesadas mobílias e que moravam numa casa vazia, varrida e ornamentada!
A seqüência do texto continua mostrando o significado de ser uma casa vazia, varrida e ornamentada. Isto pode vir da tentação de se aceitar a função de “juiz e repartidor” entre os homens. Ou mesmo poderia ser o produto da superficialidade de uma existência possessa de “avareza”. Ora, esse espírito também trás como sua marca distintiva a percepção de valores apenas no mundo das imagens e das seguranças visíveis, enchendo ceLeiros, mas deixando a casa espiritual vazia de Deus.

Na seqüência, Ele passa a inocular em Seus discípulos alguns anticorpos que pudessem dar a eles a consciência acerca do enganoso vírus do fermento dos religiosos, filhos da Teologia Moral de Causa e Efeito.

Jesus prossegue com a temática das relações de causa e efeito presentes no pensamento de Seus contemporâneos.

É significativo que logo adiante Jesus expulse um demônio numa sinagoga. Ora, ali está o quadro pintado de uma casa vazia, varrida e ornamentada, mas onde o diabo mantinha “filhos de Abraão em cativeiro”.

E qual é a reclamação do gerente da Casa Vazia—a sinagoga? Seu argumento tem a ver com a bagunça que a libertação causou à ordem das coisas na casa bem arrumada, e que fora construída para não ser o lugar da vida, sendo tão somente um showroom de religiosidade. Nesse lugar ninguém quer saber se você está melhor, mas apenas se está tudo em ordem!

A mim vem agora uma pergunta: o que teria instigado os espíritos da casa vazia, varrida e ornamentada a agirem de modo sete vezes pior?

No contexto anterior, em Lucas, Jesus envia setenta discípulos para pregarem o evangelho da Graça, a Palavra do Reino, o Evangelho da Salvação.
Ao retornarem, os discípulos vieram felizes com os resultados: “Até os demônios se nos submetem pelo teu nome”—disseram eles!

Jesus, no entanto, lhes respondeu que Ele mesmo vira Satanás ser atingido em cheio pelo resultado daquela missão, caindo do céu como um relâmpago. E mais: que a alegria dos discípulos deveria sempre ser a alegria de ser e não a de poder, e também jamais deveria se basear no sentimento de prevalência sobre as forças do mal no “outro”—afinal, raramente se encontra um humilde e sadio exorcista ambulante—, mas sim, com o fato de que, pela Graça de Deus, e, em Cristo, seus nomes estavam escritos no Livro da Vida, onde tudo o que de fato Deus chama de ser-história-do-ser está lá registrado para o nosso bem.
O ódio de Satanás vinha do fato que aquela Casa Vazia, Varrida e Ornamentada pelas Leis, pelos cerimonialismos, pelo comportamentalismo exterior, pelas morais homicidas, pelos dias tão santos que neles nem o bem cabia, pelos Concílios da Verdade, pelos aparatos das piedades exteriorizadas, e, sobretudo, pela capacidade de “jeitosamente” desviarem a atenção dos homens dos ambientes do coração para as nulidades das exterioridades da religião e seus infindáveis rudimentos.

Agora, todavia, para horror dos “demônios”, chegara “o mais valente” e com Ele vinha o poder de “amarrar” aquelas forças, a fim de poder encher a casa não com mobília e ornamentos das aparências da piedade exterior, mas com Vida!

Para Jesus, mais vazios que os “vazios” que eram habitados “circunstancialmente” por demônios, eram os que propositalmente “construíam” casas religiosas que nada mais eram que lugar de morada de demônios, tornando a casa cada vez mais mal assombrada! De fato, o que eles chamavam de “mobília ornamental”, Jesus chamava de “rapina e perversidade”.

E aqui voltamos ao nosso tema:

A Teologia Moral de Causa e Efeito é a gestora satânica da Casa Vazia, Varrida e Ornamentada!

E sabe por quê?

Ora, Jesus estava falando dos mestres e seus melhores exegetas, os interpretes da Lei; dos melhores executivos devocionais que a tradição judaico-cristã já teve, os fariseus; dos mais bem sucedidos políticos da religião, os sacerdotes; e dos depositários mais fiéis da Revelação Escrita, os escribas. Todavia, eles eram sepulcros pintados de branco por fora a fim de esconder a podridão que crescia dentro deles.

Quanto mais Moral é o consciente humano, mais adoecidamente tarado, lascivo e perverso o seu inconsciente será!

Eles tinham a casa, o Templo; e possuíam o poder de fazer sua gestão; o poder era oriundo dos cargos que ocupavam na manutenção do sistema; e esses cargos eram mais elevados à medida que alguém se “avantajava” nas praticas das regulamentações legais, exteriormente, é claro!

Todavia, eles só tinham copos, pratos, talheres, lavatórios, mesa, comida e a certeza de belos ornamentos para a decoração. Afinal, o “lixo” dos outros eles cobriam com pedras. E os seus próprios, eles ocultavam no coração.

Faltava-lhes tudo!

Faltava-lhes vida e a real Presença do Deus da Graça em seus corações!

Eles haviam sido tragados. Estavam escravizados pelo pecado de sua quase incurável arrogância. E se tornaram tão vazios de amor a Deus e à vida, que nem sentiam que no seu zelo, eles se tornavam freqüentes transgressores da Lei e dos Profetas. Ora, eles estavam vazios em seu próprio ser, pois, esvaziaram de tal modo a sua própria casa-ser, que eram agora capazes de planejar até mesmo a morte de Jesus— depois vieram a consumá-la, como também tinham consentido com a execução do último profeta, João, o Batista!— e isto enquanto faziam vista grossa ao comercio nojento e asqueroso no qual o “mercado religioso” se tornara. E pior: criando uma religião de causa e efeito que permitia ao filho desonrar aos pais desde que a causa-desculpa gerasse o efeito-contribuitivo para os cofres da Religião.

Tudo isto feito pelo poder, pelo lucro e pela auto-exaltação, piedosamente admitidas como expressão do zelo pelas coisas de Deus. Esses seres se tornaram tão mortalmente vazios que Jesus os chama de “sepulturas invisíveis”.

Todavia, em matéria de exterioridades, de mobílias morais e religiosas, eles eram os melhores e mais devotos religiosos que o Ocidente já teve notícia!

Jesus, entretanto, viria a chamá-los de “filhos do diabo”.

Aquela geração tinha a “mobília”, mas a casa estava vazia de Deus, varrida pela Moral da Lei e ornamentada pelo cerimonialismo sacerdotal. Mas era apenas isto!

Conclusão: os demônios voltaram e foram habitar o inconsciente da maioria, criando assim, uma “consciência” moralmente rígida, e quanto mais rígida se tornava, tanto mais os demônios lhes atordoavam o “interior da casa”.

Estavam literalmente fadados a serem os reis do exemplo, para fora; enquanto, do lado de dentro, viam-se tendo que existir como cativos, sobrevivendo mortalmente entre vôos de aves de rapina e besta perversas, des-cumprindo assim, interiormente, as Leis que impunham “aos outros” do lado de fora, que nada mais eram que as Leis da animalidade predatória, escondidas sob os signos da Moral e da religião. Ora, exatamente conforme os padrões das Leis de causa e efeito da natureza caída!


Caio

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