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30 dezembro 2008

SPATIFILUS

Por Riva Moutinho


Para minha surpresa, muito pouco tempo depois, começaram a surgir uma quantidade incrível de novas folhas e brotos. Meu Spatifilus renascia e se mostrava de uma forma como nunca tinha se mostrado. Várias folhas desabrochando, o verde se tornando mais verde, o morto morrendo de vez.

Talvez você pergunte: “Mas e daí?”

Daí que percebi que...

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O MUNDO PERFEITO

Por Riva Moutinho


Estou criando um mundo perfeito pra mim.
Talvez o chame de “céu”,
Talvez eu seja mais criativo que Deus,
Acreditando que o inferno é o lugar onde o diabo se converterá.

29 dezembro 2008

Cardeal critica PT por punir deputados contra o aborto, e MEC aumenta verba de marketing no ano pré-eleitoral

Por Jorge Serrão

FONTE: Alerta Total

O Partido dos Trabalhadores sofreu ontem, durante uma missa, um duro ataque de seus maiores aliados na Igreja Católica. O cardeal arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Geraldo Majella, criticou o PT por abrir processo no Conselho de Ética do partido contra os deputados federais Luiz Bassuma (BA) e Henrique Afonso (AC), porque ambos são contra a descriminalização do aborto.

O ex-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) pegou pesado com os petistas abortistas: “Quando se procura até expulsar de um partido que está no poder (o PT) aqueles que não votaram pelo aborto, o que podemos esperar dessas pessoas? Não há dignidade humana. Daí vêm todas as corrupções, os mensalões, e só quem vai mesmo para a cadeia são os pobres”.

Na missa do Dia dos Santos Inocentes, Dom Geraldo criticou as mortes de crianças e adolescentes ocorridas este ano, e incluiu o aborto como mais uma forma de violência: “Tantas tentativas vemos para a legalização do aborto. Essa é a vitória do egoísmo. Morrem já no ventre materno, porque são bocas que aparecem para serem alimentadas e não há pão suficiente para ser repartido a todos”.

Além de insistir na aprovação do aborto no Brasil – que atende a interesses econômicos de ONGs internacionais e não ao suposto direito de liberdade de escolha da mulher, conforme os propagandistas abortistas apregoam -, o PT deu uma outra mancada em um setor essencial: a educação. A verba de comunicação e publicidade do Ministério da Educação (MEC) para 2009 é 55% maior do que a de 2008. Os R$ 28,72 milhões para as ações de comunicação social, que incluem publicidade e realização de eventos, equivalem a mais do triplo do valor gasto em 2007.

O jornal O Globo denunciou: “O Ministério da Educação justifica o aumento pela necessidade de aumentar a divulgação de ações do PAC da Educação, incluindo o Brasil Alfabetizado, programa que tem como foco ensinar jovens e adultos a ler e escrever. O problema é que esse programa teve sua verba total reduzida pelo MEC em torno de 15%: de R$ 353,9 milhões este ano para R$ 306 milhões em 2009. E, com o corte de R$ 1 bilhão no orçamento do MEC, aprovado pelo Congresso, perdeu ainda mais R$ 6 milhões. A verba para publicidade cresceu, mas o programa encolheu”.

O Globo denuncia mais: “O aumento de pelo menos R$ 10 milhões na verba da publicidade oficial supera a previsão de gastos em dois projetos específicos do MEC: o enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes (que tem R$ 6,8 milhões no orçamento) e o Brasil Quilombola (R$ 1,8 milhão). O orçamento da União de 2009 destina R$ 40,52 bilhões ao MEC. Em termos proporcionais, os recursos de comunicação social correspondem a 0,07% do total”.

O que O Globo não lembra na reportagem é que o ministro da Educação, Fernando Hadad, é candidato a alguma coisa em 2010. Tudo indica que será candidato ao governo de São Paulo pelo PT. Mas, também, seria uma alternativa para a disputa à presidência da República, caso a Dilma Rousseff (pedetista e brizolista histórica, não emplaque). Talvez tais pretensões políticas justifiquem o aumento da verba do marketing. Ou isso é apenas mera coincidência?

Israel volta a atacar e declara Gaza 'zona militar fechada'


FONTE: Estadão

GAZA- A aviação israelense voltou lançar ataques aéreos contra a Faixa de Gaza nesta segunda-feira, 29, o terceiro dia da ofensiva militar detonada contra o grupo radical Hamas, que controla o território palestino desde junho de 2007. O número de mortos já chega a 313, de acordo com fontes médicas palestinas citadas pelas agências Reuters e Efe.

Após uma diminuição dos ataques aéreos devido à baixa visibilidade, Israel começou a preparar-se para uma incursão terrestre de larga escala. Cerca de 6.500 reservistas foram convocados e tropas se posicionam na fronteira de Israel ao norte do território palestino. O governo israelense declarou a faixa de Gaza como 'zona militar fechada'. O fechamento significa que civis e jornalistas podem ser barrados de entrar na região. Esse gesto pode ajudar o país a realizar um ataque terrestre. Esta ofensiva já é considerada a mais sangrenta desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967.

O governo israelense afirma agir em resposta aos quase 150 foguetes lançados pelo Hamas contra o sul de seu território desde o fim do cessar-fogo de seis meses com o grupo, há dez dias. Os ataques palestinos causaram pânico na população e deixaram duas vítima fatais. Uma morreu no sábado, e outra na manhã de hoje .

O soldado israelense Gilad Shalit, capturado por três milícias palestinas em junho de 2006, teria sido ferido após uma das incursões da Força Aérea Israelense, em retaliação, informaram fontes do Hamas à uma rede de televisão egípcia. Não foi informado sobre as condições do refém, nem sobre como ele teria sido ferido.


Novos ataques

Os ataques desta segunda-feira se concentram na cidade de Gaza. O Ministério do Interior do Hamas foi destruído. A Universidade Islâmica de Gaza, que estava vazia, também foi atacada. Cinco mísseis atingiram o edifício de laboratórios da universidade. Segundo o Exército de Israel, o local era utilizado na fabricação de foguetes, explosivos e material eletrônico para o Hamas.

Um ataque aéreo contra a localidade de Yabaliya, no norte do território palestino, matou ao menos quatro meninas, com idades entre um e 12 anos, todas da mesma família, que viviam próximo a uma mesquita alvo de ataques. Outros dois menores morreram em um ataque contra Rafah, no sul da Faixa de Gaza, segundo fontes médicas. O outro morto é um ativista do Hamas.

Na noite de domingo, F-16 israelenses bombardearam várias instalações de segurança e quartéis da Polícia do movimento islâmico Hamas, além de prédios, veículos e outros alvos. Entre os últimos pontos bombardeados ontem está uma delegacia situada no campo de refugiados de Beach, na Cidade de Gaza, que ficou completamente destruída, segundo contaram testemunhas na região.

Fontes de segurança do Hamas disseram que Israel realizou no domingo mais de 50 bombardeios, em um dos quais foi destruída uma prisão do Hamas. Um porta-voz do Exército israelense disse que nos últimos dois dias foram atingidos 240 alvos palestinos em Gaza.

28 dezembro 2008

Israel expande ofensiva militar e fará invasão terrestre a Gaza


FONTE: Folha online

O governo de Israel aprovou neste domingo a convocação de 6.500 reservistas para uma eventual invasão militar de Gaza por terra, com o objetivo de apoiar os bombardeios aéreos que já deixaram 270 mortos e mais de 700 estão feridos. Hoje, pelo segundo dia consecutivo, os israelenses arremessaram cerca de 100 bombas contra os palestinos.

Para a operação, o Exército de Israel organizou na faixa de Gaza centenas de soldados de infantaria e veículos de combate para uma operação terrestre em grande escala. O ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, disse hoje que o Exército "aprofundará e ampliará sua operação conforme necessário, pois o objetivo da operação é mudar completamente as regras do jogo".

De acordo com jornal "Haaretz", o número de convocações de reservistas pode aumentar, na maior ofensiva do país desde a Guerra dos Seis Dias em 1967. "Oficiais da Defesa disseram que alguns reservistas estão sendo mobilizados para ajudar proteger algumas comunidades na fronteira de Gaza e que podem ajudar na retaliação com os palestinos. Os novos reservistas poderão ajudar na nova escalada de ataques".

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse hoje que o governo usará de "sensatez, paciência e firmeza" na gestão do ataque iniciado sábado na faixa de Gaza. Em resposta, as milícias palestinas dispararam mais de 50 foguetes --o que chegou mais longe caiu perto de Ashdod, a cerca de 37 quilômetros da faixa de Gaza.

A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) convocou uma jornada de luto e greve na Cisjordânia e Jerusalém Oriental. Em Nova York, o Conselho de Segurança da ONU realizou uma reunião de urgência e pediu o fim imediato da violência na região, além do fornecimento de ajuda humanitária.

De acordo com o jornal "El País", os ataques israelenses de hoje foram em sedes policiais e centros de entretenimento do Hamas, assim como zonas residenciais, estações de televisão, que desde o início dos ataques, fizeram as transmissões dos ataques.

"Uma mesquita foi bombardeada nas últimas horas por acolher atividades terroristas. Durante a madrugada caças áreas F-16 israelenses bombardearam 23 pontos, entre eles, a sede do governo no Hamas onde está situado o conselho do ministros", informou o jornal.

Hamas

De acordo com o "Haaretz", três oficiais sêniores do Hamas foram mortos nos ataques. "Tawfik Jabber, comandante da força policial em Gaza, o seu ajudante, comandante da Defesa e Segurança, Ismail al Ja'abri, e o governantes da central do Hamas, em Gaza, Abu Ahmad Ashur", informa o jornal.

Hoje, os palestinos prometeram começar a retaliação. " Os ocupantes israelenses devem saber que serão recebidos a fogo pelas nossas organizações militares", disse Iz al Din, Brigadas de Ezzedin al Qassam, braço armado do Hamas.

De acordo com o jornal, a situação na região está caótica. Com a falta de medicamentos e leitos em hospitais, os sobreviventes estão sendo atendidos em corredores e os corpos estão sendo colocados amontoados em salas de refrigeração.

Segundo o "El País", a Jihad Islâmica afirmou hoje que todos os combatentes estão convocados a responder a carnificina israelense. O líder do grupo palestino, Khaled Mechaal, pediu hoje aos partidários uma nova ofensiva contra Israel.

Anteriormente, o líder do governo do Hamas, Ismael Haniyeh, afirmou que os palestinos nunca se renderam em Israel. "Nós nunca abandonamos a nossa terra, nós levantaremos as bandeiras brancas somente a Deus", disse Haniyeh. "Pode haver mártires feridos, mas Gaza nunca irá se render".

O presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmud Abbas, afirmou hoje que a responsabilidade da situação atual vivida hoje em Gaza é do grupo radical Hamas. "Nós conversamos com ele e pedimos: por favor, não comecem com os ataques, nós queremos a continuidade da trégua. Nós poderíamos ter evitado isso se eles tivessem aceitado", disse Abbas.

O grupo radical acusa Israel de ter violado o acordo de cessar-fogo estipulado em junho deste ano e que expirou no dia 19 de dezembro.

27 dezembro 2008

Número de mortos em bombardeio de Israel à Faixa de Gaza passa de 200

FONTE: GloboNews

Caio em Vídeo: A Responsabilidade de Educar os Filhos

25 dezembro 2008

O “IN-GRAXADO” QUE VIVE EM MIM

Por Riva Moutinho


“Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante?”
(Romanos 6:1)

“E daí? Havemos de pecar porque não estamos debaixo da lei, e sim da graça?”
(Romanos 6:15)

Uma das definições que a geometria espacial dá de espaço é: “tudo o que nos envolve e é o local onde podemos nos mover para a frente, para o lado e para cima.” Parece ser muito complicado definir o que seria o espaço, mas todos entendemos o que ele representa para nós. Todos querem ter o seu espaço, todos gostam de ter seus espaços respeitados e muitos gostam de expandir o seu espaço, enfim, às vezes queremos muito para muito, pouco para muito ou muito para pouco. São regras quase sempre egoístas.

Toda sociedade busca delimitar os espaços daqueles que a compõem com o objetivo de manter a ordem e os direitos individuais respeitados, dentre outras coisas. E assim eu e você convivemos num espaço emaranhado de conceitos, regras, leis... É fato que para mantermos algum tipo de organização é necessário definirmos um mínimo de normas, a fim de mantermos uma ordem. Imagine se para o trânsito não existisse aquele livrinho de legislação dizendo o que deve e o que não deve ser feito.

Quando trazemos este mundo de regras à luz do Evangelho, percebemos que o seguir Jesus não é um monte de conceitos e regras, rituais e ritos. À luz do Evangelho a engenhosa organização humana se esfarela e nos leva a um ponto importante e crucial na vida de cada um de nós: o amor.

Mas não digo do amor humano que muito das vezes só sobrevive se tiver o desejo de posse saciado ou que se contorce na obsessão de desejos contínuos e, muito das vezes, doentio. Não digo do amor humano que cria conchavos a fim de saciar seus planos ou, é tão condicional, que no mínimo tempo que vier a existir a unilateralidade morre por suicídio.

Falo do amor de Deus ou do Deus Amor, pois Deus é Amor. Daquele que mesmo sendo o Todo-Poderoso, espontaneamente, decidiu criar seres à sua imagem e semelhança e se “agarrar” a eles com um sentimento capaz de resistir a tudo e de oferecer a vida de seu único filho para salvar ou libertar aqueles que nem sequer lembram Dele, ou que se iram com Ele por causa das adversidades normais da vida, ou ainda aqueles que acreditam que O amam, mas diante do olhar profundo do Pai, se percebe a máscara do cinismo proliferado.

Quando o Pai rasga o “manual religioso da salvação” e derrama sobre todos o sangue de Seu filho, a noção de espaço individual parece se perder em meio a um mundo cheio de possibilidades, desejos, oportunidades, anseios, perspectivas... Afinal o cárcere da Lei foi derrubado e “entramos” na era da Graça.

A alteração da noção do “nada podia” para o “tudo posso” demonstra bem o que a natureza humana produz como entendimento e não como verdade revelada. Demonstra claramente como somos capazes de liberarmos, com uma naturalidade incrível, os desejos mais trancafiados existentes em nossos corações e mente.

Nas duas perguntas citadas no início deste texto na Epístola aos Romanos, Paulo responde a fim de orientar aos romanos de sua época: “De modo algum!” E isto tem uma razão simples: Se antes eu e você éramos dirigidos pelo peso da Lei que impunha o que deveríamos ou não fazer, hoje a Graça, que é fruto do amor do Pai, nos superabunda de tal maneira que o amor incondicional que recebemos torna-nos o doador deste amor incondicional e assim, por simplesmente amar, nos matamos para o mundo e vivemos para Deus. Veja bem: Me mato para a proliferação da maldade existente no mundo e vivo para a disseminação da paz. Me mato para a natureza má que tenta me consumir todos os dias e vivo me convertendo a Ele a cada novo dia. Assim, o velho passa, o novo se faz presente e o fardo torna-se leve.

No entanto quando a Graça é usada como meio para justificar a liberdade de se fazer algumas coisas que antes a Lei e a culpa impediam, transforma-se em GRAXA. E é graxa mesmo! Aquela que apenas lubrifica, que se torna apenas um meio para se fazer ou conseguir algo. E de graxa o mundo também está cheio. Afinal o oposto do fariseu não é outro senão o “in-graxado”.

E neste “novo” “modelo” humano o espaço perde diversos limites, bem como perde o essência: a Vida que gera vida. O “in-graxado” não ora em voz alta, não é rigoroso com dízimo, não estabelece o templo como algo sagrado pra si, no entanto, não ama o próximo, antes permanece dando lugar a sua natureza humana egoísta. Ele não realiza nenhum tipo de corrente e nem participa de nenhum dos chamados cultos de libertação, mas permanece sem conhecer o Evangelho que diz seguir. Ele não critica Jesus por curar aos sábados, mas se delicia com o prazer de ter os seus pecados perdoados antes mesmo de cometê-los e por isso pratica-os na certeza humana e míope da inconseqüência. O “in-graxado” critica o fariseu, mas se esquece que os espelhos são os mesmos, apenas os ângulos mudaram.

A pergunta de Paulo no versículo 2, no capítulo 6, de Romanos: “Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?” Poderia ser feita de outras maneiras: Como viveremos amando nossa natureza má se ela já foi crucificada com Cristo?”, ou “como viveremos ainda formatando falsas desculpas para nossos atos, se a Graça escancarou a realidade fétida do nosso interior?”, ou “como viveremos seguindo a direção do mundo, se o mundo ao qual vivemos, por já pertencer ao maligno, permanece assassinando aquele que nos dá a Vida?”

Amados, a vista de tudo, a Mensagem de Cristo nos leva ao equilíbrio que só pode ser produzido por uma mente consciente na Verdade do Evangelho.
Assim, permanecei-vos na consciência do Evangelho o qual produz discernimento para nossas mentes e corações a fim de não cairmos no engano do mundo, nas artimanhas daquele que sempre se declarou inimigo do Pai.

BH 23/12/2008

22 dezembro 2008

Em 2009: "O Caos da Desordem do Silêncio"



"O Caos da Desordem do Silêncio" foi escrito em 2006 e, naquela época, diante de tantas idéias que vagavam em minha mente sobre este tema, concretizei esta primeira parte e, se Deus assim permitir, lançarei-a em janeiro de 2009 nos blogs: Ação Reação e Infinito de Mim

Pretendo continuar a escrever sobre outras áreas dentro do mesmo tema, no entanto, ainda me falta tempo para poder parar, pesquisar e escrever.

Assim como os outros dois E-books anteriores, este também mantêm o formato pequeno e simples.

Estou nos processos finais de revisão, desenvolvimento de capa e acabamentos "internos"

E gostaria de contar com o seu apoio nesta divulgação.

Riva Moutinho

21 dezembro 2008

A Marcha de Palocci


FONTE: Revista IstoÉ

A notícia de que o Supremo Tribunal Federal (STF) adiou para fevereiro ou março o julgamento do deputado Antônio Palocci (PT-SP) caiu como uma ducha de água fria no Palácio do Planalto. Na comunidade jurídica de Brasília, a absolvição do ex-ministro é tida como líquida e certa e nas últimas semanas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vinha intensificando as consultas, iniciadas a partir de julho, com empresários, banqueiros e lideranças políticas. Elas dão a Lula a certeza de que Palocci é uma poderosa carta para ser jogada em 2010. Nessas conversas, o presidente se convenceu de que a acusação contra o ex-ministro de ter quebrado o sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa não abalou o prestígio dele junto aos formadores de opinião. O presidente percebeu que o parlamentar petista terá todo o apoio do empresariado se quiser retornar ao jogo político. E Lula tem projetos para Antônio Palocci.

O plano A do presidente é fazer de Palocci candidato ao governo de São Paulo. Lula revelou isso na primeira quinzena de setembro em uma conversa reservada no gabinete de Gilberto Carvalho. No encontro, o presidente disse que pretende trabalhar a fim de evitar que o seu sucessor, caso eleito, tenha de enfrentar, como ele em 2003, governadores da oposição nas principais capitais do País e incluiu o nome do ex-ministro no bate-papo: “O Palocci tem todas as condições de ser o nosso candidato para vencer em São Paulo. Essa é a minha idéia”, comunicou. Depois das eleições municipais e com a derrota de Marta Suplicy na capital paulista, o presidente voltou a tocar no assunto com um assessor. Na ocasião, avaliou que, para vencer no maior colégio eleitoral do País, Palocci é mais forte do que o senador Aloizio Mercadante e do que o prefeito eleito em São Bernardo do Campo, Luiz Marinho.

O plano B é colocar Palocci na sucessão presidencial caso a candidatura da ministra Dilma Rousseff continue patinando. Essa possibilidade foi revelada por Lula em uma outra conversa, em novembro, com lideranças do PMDB, entre eles o senador José Sarney (AP), Renan Calheiros (AL) e Henrique Eduardo Alves (RN). Segundo relato de um dos participantes, Lula disse que Palocci “não pode ser considerado carta fora do baralho” na sucessão de 2010. O script da reabilitação política do ex-ministro já está pronto. A julgar pela sondagem do presidente junto a empresários, o parlamentar petista não teria grandes dificuldades em retornar. “Eu prefiro Palocci como candidato do que Dilma ou qualquer outro ministro do Lula”, disse à ISTOÉ Sérgio Bueno, ex-integrante do mercado financeiro e um dos maiores produtores de soja do Tocantins.

Um dos obstáculos de Palocci seria conseguir sua redenção perante a opinião pública. Por isso, a idéia é, tão logo o ex-ministro seja absolvido no STF, colocar na praça uma campanha nacional, já encomendada, na tentativa de recuperar a imagem de Palocci entre a população. O formato da campanha está em fase de finalização e nos próximos dias será decidido se ela será uma iniciativa do PT ou uma ação suprapartidária. Mas diversos empresários consultados por Lula, como Antônio Ermírio de Morais, do Votorantim, Jorge Gerdau, do grupo Gerdau, e banqueiros, como Roberto Setubal (Itaú) e Márcio Cypriano (Bradesco), se disporiam a ajudar. “Na verdade, o empresariado nunca abandonou Palocci.O ex-ministro continua sendo o candidato do coração do PIB para suceder Lula, até porque os nomes que estão até agora colocados como candidatos têm perfis intervencionistas”, disse à ISTOÉ um dos empresários que têm sido procurados pelo presidente.

Para sacramentar a recondução de Palocci ao cenário político nacional, o ex-ministro tanto pode voltar à Esplanada dos Ministérios como ser encaixado por Lula em um cargo de visibilidade no Congresso, a liderança do governo, por exemplo. Como médico sanitarista, Palocci tem chances de assumir o Ministério da Saúde, no lugar de José Gomes Temporão, movimento que já vem sendo costurado pelo Planalto e pelo PMDB. No meio empresarial há uma torcida quase incontida para que o deputado retome as rédeas da economia do País.

De perfil discreto, o ex-ministro não quer holofotes antes do tempo. Publicamente, evita ao máximo falar sobre seu futuro político. Às vezes, porém, deixa escapar algumas avaliações. Como a que fez no dia 1º de setembro em palestra proferida por ele na Casa das Garças, um centro de estudos e debates fundado por economistas e empresários ligados ao PSDB e à PUC do Rio. Instado a falar sobre seus projetos políticos, Palocci não descartou uma candidatura majoritária. Explicou apenas que esse projeto “não se planeja de forma solitária, mas a partir de um movimento de partidos”. Estavam presentes o ex-ministro da Fazenda Pedro Malan e os economistas Ilan Goldfajn, Armínio Fraga, Edmar Bacha e Gustavo Franco.

Como superar a herança maldita do Boi?

Por Jorge Serrão

FONTE: Alerta Total

“A masturbação é a melhor maneira de fazer sexo. Motivo: Você f.. com quem quiser”... O princípio sacana se aplica direitinho ao popular chefão chegado numa cana. Ainda mais que a masturbação mental e verbal dele é viagrada por ações estratégicas e táticas de comunicação. Todas cuidadosamente planejadas pelas mentes revolucionárias da turma do Bolcheviquepropagandaminister.

Na Era da Marketagem, o Brasil vive seu momento histórico mais cínico. A cada dia nos consolidamos como um País neocolonizado e mantido artificialmente na miséria pelo poder real globalitário. Não geramos ou distribuímos riquezas na proporção desejável e compatível com nossas potencialidades. Apesar da constatação, cabe uma pergunta no melhor estilo bovino: A gente sifu? Ou nosfu?

Não! Ainda não! Nunca é tarde para reagir. Mas a vaca ta indo pro brejo... Violentada pelo Boi da Traição Nacional. Culpa da omissão generalizada (sem trocadilho). Ou por causa da conveniente conivência dos brasileiros com as coisas erradas.

Nosso modelo econômico é dependente (de crédito, de tecnologia e, principalmente, de idéias ou ideologias fora do lugar). A prática da teoria econômica equivocada só não destrói o Brasil porque nossas vantagens naturais superam as perdas internacionais impostas pelo modelo entreguista. Mas o custo social da operação é impagável. Ninguém merece sifu...

No fim das contas, sobrevivemos ao banqueirismo. Suportamos, no sufoco, juros elevadíssimos, que atraem especuladores e aumentam os lucros do sistema financeiro. Tudo para financiar e rolar as dívidas de um desgoverno incapaz de controlar seus gastos supérfluos.

Todo mundo sabe que o tal do Boi - animal político a que nos referimos - é um baita entreguista pragmático. No passado, entregou adversários sindicais ao Departamento da Ordem Política e Social. No presente, entrega a Nação.

Cuida, primeiro, de seus interesses políticos particulares. Também administra, nas sombras, os negócios pessoais ou do grupo que o cerca. Cada dia fica mais rico, poderoso e, por extensão, popular.

O apicultor Arlindo Montenegro, em seu artigo no Alerta Total de ontem (Crime e Cinismo), meteu o ferrão analítico na atual farra do Boi: “A marketagem oficial fabrica um “herói” nacional socialista, cada vez mais popular no poder, que serve aos interesses transnacionais globalitários”.

A socióloga Maria Lúcia Barbosa também foi no “Chis” do “pobrema” no artigo Lula da Silva e Dercy Gonçalves: “Na era Lula da Silva o correto, o certo, o elegante é quebrar escolas e bater nos professores. Invadir propriedades produtivas e destruir o patrimônio alheio. Exacerbar a violência, inclusive nas torcidas de futebol. E chic mesmo hoje em dia é ser assaltado. Morrer à espera de atendimento do SUS, de dengue ou de bala perdida, de preferência gritando um palavrão no derradeiro momento, seguido do brado “viva Lula”, esse grande inaugurador de um Brasil feito de mentira, de propaganda enganosa, medíocre e vulgar”.

Só existe um jeito de reverter tamanho caos e mistificação imediatamente. Precisamos de uma reforma política de verdade. E tal mudança passa por um processo de Aprimoramento Institucional. Vai além da simples reforma, sempre tão falada, e nunca realizada. Sua base são três ações fundamentais. Primeira, puxando as outras, a adoção do voto distrital puro. É preciso estabelecer o poder local e sua representatividade.

Segundo, o fim do voto obrigatório. O objetivo é gerar consciência cívica e acabar com os currais eleitorais eternamente em vigor no País. O atual sistema de voto obrigatório é a negação da democracia que não temos. Uma Nação sem Segurança do Direito natural é palco para a corrupção de valores. Sem Democracia temos a barbárie, a violência, o terror e a ignorância se disseminando.

Terceiro, um sistema eleitoral realmente honesto e confiável. A votação eletrônica é um avanço inegável. Acontece que ainda carecemos de uma apuração de verdade. Pouco custa uma comprovação impressa do voto. O regime democrático depende de transparência e honestidade. É fundamental um registro impresso do voto, para posterior conferência, auditoria ou recontagem – se a Justiça eleitoral assim resolver.

Em resumo, o que precisamos, agora, de imediato, com toda urgência, é de um Aprimoramento Institucional, compromissado com a Democracia. Só a atitude Política tem chances de promover uma mudança e superar a herança maldita que o Boi nos deixará.

20 dezembro 2008

Valuev vence Holyfield por pontos e segue campeão mundial


FONTE: Estadão

SÃO PAULO - Nikolai Valuev segue como campeão mundial dos pesos pesados da Associação Mundial de Boxe (AMB). Ele venceu, por pontos, o americano Evander Holyfield numa decisão apertada - apenas cinco pontos de diferença na soma da contagem entre os juízes - e, com isso, além de faturar uma bolsa milionária, chega à marca de 50 vitórias na carreira.

O resultado acabou com o sonho americano de voltar a ter um campeão na categoria. E não agradou Holyfield. "Eu esperava um outro caminho na decisão dos juízes, mas não estou desapontado com minha performance", disse o ex-campeão, ainda no ringue, para a televisão. Valuev, por outro lado, se preocupou em fazer a festa e ignorar a vaia que dominou o ginásio.

Cerca de 15 mil torcedores assistiram ao combate em Zurique, na Suíça. E viram um combate equilibrado, mais estudado. Com a evidente desvantagem corporal de peso (44 kg a menos) e altura, Holyfield apostou em sua agilidade - apesar da idade - para tentar surpreender Valuev e evitar a potência dos golpes do russo de 2,13 m. Gingou bastante pelo tablado e quase não precisou usar a guarda para se defender.

Valuev, por outro lado, apostava na potência de seus golpes, com cruzados e diretos, em boa parte interrompidos pelo norte americano. Teve paciência e não escondeu o incômodo nos intervalos entre os assaltos por não conseguir decidir a luta. Quando se aproximavam, invariavelmente havia um contato físico irregular - como uma cabeçada sem querer de Holyfield pela estatura menor - ou alguém amarrava o combate.


AVALIAÇÃO


Na tentativa de conquistar mais pontos, o campeão mundial dos anos 90 atacava principalmente a cabeça de Valuev, no que pareceu ser mesmo seu ponto mais frágil, sempre com diretos de direita e esquerda, na tentativa de desestabilizá-lo. Porém, a força física do russo falou mais alto e mesmo quando esboçava cansaço, ainda estava longe de perder o controle.

No 12.º e último assalto, o mais aberto, os dois pugilistas foram para o ataque. Valuev dominou e tentou como pôde acertar Holyfield. Foi o suficiente para garantir a vitória e a manutenção do título, na contagem dos árbitros: Guillermo Perez Pineda, 114-114; Mikael Hook 115-114; e Pierluigi Poppi - o decisivo -, 116-112.

Revista Veja: DARFUR - À ESPERA DE UM SALVADOR



Em um mundo em que a corrente de informação circula ao ritmo de terabytes por segundo e quase tudo o que se quer saber está, para 1 bilhão de pessoas, a apenas um clique de distância, como explicar que a tragédia de Darfur seja invisível? O mundo ignora ou finge ignorar que Darfur, no Sudão, é cenário de uma guerra de extermínio contra uma população indefesa. O mesmo mundo que se apieda de um filhote de urso-polar abandonado pela mãe no zoológico de Berlim fecha os olhos para as centenas de milhares de crianças subnutridas dos 130 campos de refugiados de Darfur. O mundo que está prestes a comemorar o Natal, festa que ultrapassou os limites do cristianismo para congraçar homens e mulheres de diferentes credos, esquece que em Darfur a noite de 24 de dezembro será apenas véspera de mais um dia em que crianças morrerão, homens serão executados e mulheres, estupradas. Vem sendo assim desde 2003, quando eclodiu o conflito entre o governo do ditador Omar al-Bashir e rebeldes dessa região do oeste sudanês. E também quando, armados pelo governo de Cartum, bandos de facínoras, a pretexto de combater revoltosos, intensificaram a matança indiscriminada de cidadãos que não pertenciam à sua etnia "árabe".

A questão étnica que alimenta as atrocidades perpetradas na região é, por assim dizer, atávica em Darfur – e nada tem a ver com o tipo de disputa que está na base dos conflitos modernos. De acordo com uma pesquisa divulgada na semana passada pelo Instituto para o Estudo de Conflitos Internacionais de Heidelberg, na Alemanha, os principais motivos de tensões no mundo, hoje, são os fatores ideológicos (teocracia contra estado secular, por exemplo) e o separatismo ou busca por autonomia regional – e tais não são os casos em Darfur. O que se tem ali é uma guerra que há muito perdeu qualquer propósito. O que se tem ali é uma matança selvagem, seja por meio de fuzilamentos sumários, seja por meio da fome imposta pelo isolamento. Paz, em Darfur, é um conceito demasiado abstrato, inalcançável até mesmo como metáfora para as crianças que crescem em campos fétidos e violentos. A única luz nesse mundo escurecido pela ausência da razão é proporcionada pelo trabalho das organizações humanitárias. Os valores universais da civilização, celebrados por ocasião do Natal, movem os voluntários em Darfur como os ventos giram os moinhos. Esses abnegados de diferentes partes do planeta, inclusive do Brasil, mantêm viva a esperança de que, um dia, a comunidade internacional finalmente dirá um sonoro basta ao que ocorre no Sudão.

Tomorrow, inshallah: "Amanhã, se Alá quiser". A frase, parte em inglês, parte em árabe, é repetida em tom monocórdio nas repartições públicas do Sudão, como resposta aos estrangeiros que cobram a autorização do governo para viajar a Darfur, no oeste do país. A guerra civil na região provocou uma crise humanitária de proporções épicas. Quase metade dos 6 milhões de habitantes de Darfur vive em aglomerações humanas improvisadas, os campos de deslocados internos – ou, simplesmente, refugiados. Outros 2 milhões de pessoas ainda não deixaram suas aldeias, mas foram afetadas pela destruição de lavouras ou pela morte de familiares. A exigência da permissão a estrangeiros para viajar à zona de conflito é uma tentativa do governo de sonegar ao resto do mundo dados e imagens dos horrores cometidos em Darfur. O ditador sudanês Omar al-Bashir, que chegou ao poder em 1989 em um golpe organizado por fundamentalistas islâmicos, tem mesmo o que esconder. Com a justificativa de combater rebeldes que lutam contra o regime, o governo do Sudão bombardeia aldeias e apóia os janjaweeds, milícias autoproclamadas árabes cuja missão é limpar Darfur de outras etnias. Ao todo, já morreram 300000 pessoas. Hoje, os ataques acontecem com menos intensidade do que no início da guerra, em 2003 e 2004. Mas não são números que definem um genocídio.

Cinco anos atrás, quando a opinião pública do planeta começou a ser informada sobre a matança em Darfur, havia a convicção de que as organizações mundiais provariam sua capacidade de impedir, às portas do século XXI, extermínios como os que assolaram a história dos 100 anos anteriores. Hoje, os fatos atestam que tal desígnio fracassou. Este mês marca o aniversário de sessenta anos da assinatura da Convenção para a Prevenção e Punição do Genocídio da Organização das Nações Unidas, que definiu como crime internacional a tentativa de destruir a totalidade ou parte de um grupo nacional, étnico, racial ou religioso. Segundo o texto da ONU, não é preciso haver assassinatos em massa para que um crime seja classificado como genocídio. Impor condições de vida subumanas a um grupo de pessoas semelhantes entre si, com o objetivo de levar à sua destruição física, também se enquadra nos critérios da convenção. É o que ocorre em Darfur. O número de combatentes e civis mortos de maneira violenta caiu de 4500 em 2006 para 3000 no ano passado. O genocídio silencioso, no entanto, segue seu curso. Desde o início deste ano, 300000 pessoas foram obrigadas a deixar suas casas, suas pequenas lavouras e suas terras. Elas fogem dos ataques a suas aldeias, do estupro coletivo e da desertificação do Sahel, a faixa semi-árida ao sul do Deserto do Saara que domina a paisagem local.

Vista do alto, Darfur é uma região predominantemente desértica, entrecortada de leitos secos de rios. Sazonais, eles só têm água durante três meses por ano, em média. De perto, a aridez é amenizada pelo colorido dos panos usados pelas mulheres muçulmanas para se cobrir e pela existência de uma vegetação esparsa que exibe improváveis árvores frondosas, como mangueiras. Sob uma delas, na cidade de El Fasher, capital de Darfur do Norte, rebeldes de uma das facções do Exército de Libertação do Sudão (SLA, na sigla em inglês) aproveitam a sombra para conversar sentados em cadeiras de plástico ou apoiados em seus Kalashnikov, com os quais dão sua contribuição às atrocidades da guerra. Cinco vezes ao dia, eles estendem seus tapetes e rezam voltados para Meca, enquanto o fuzil automático repousa ao lado. Entre as casas de alvenaria de El Fasher, construídas sobre a areia fofa, os carros traçam aleatoriamente o percurso das ruas.

Essa Darfur quente, de natureza hostil, é dividida em três estados: o já citado Darfur do Norte, o do Sul e o do Oeste. Juntos, representam quase um sexto do território do Sudão, o maior país da África. A fé da maioria da população é o islamismo – a assertiva vale também para Darfur. Há dezenove etnias no país, que por sua vez se dividem em seis centenas de tribos distintas. O nome Sudão tem origem na palavra "negro", em árabe. "Terra dos negros": era assim que os mercadores e traficantes de escravos vindos do Oriente Médio – introdutores do islamismo a partir do ano 1000, em substituição ao cristianismo – se referiam ao atual território sudanês. Um milênio de miscigenação fez com que em todas as tribos predominasse o mesmo tom de pele muito escuro, inclusive naquelas que se definem como "árabes". A identificação étnica, hoje, tem mais a ver com hábitos culturais, como o nomadismo, do que com a aparência física. Desde a independência do Império Britânico, em 1956, os "árabes" do norte do país detêm o monopólio do poder político e econômico, concentrado na capital, Cartum. Negligenciado pelo centro do poder, o sul, de maioria africana e católica, deflagrou em 1983 uma guerra de secessão que levaria à morte de 2 milhões de pessoas. Um acordo firmado em 2005 acabou com o conflito, dando mais autonomia e mais dinheiro aos estados do sul do país. Foi quando o sul e o norte iniciaram as conversações de paz, que deflagraram uma nova guerra civil em Darfur, onde havia décadas tribos majoritárias se sentiam prejudicadas pelos sucessivos governos corruptos de Cartum. A população da região, quase toda muçulmana, é formada por dezenas de tribos, divididas entre as que também se dizem árabes, em geral nômades e pastoris, e outras de cultura eminentemente africana, de hábitos sedentários e dedicadas à agricultura. A violência étnica, que já era parte do cotidiano local havia séculos, exacerbou-se quando milícias "árabes" começaram a ser armadas por encrenqueiros – inclusive externos, como Muamar Kadafi, ditador da Líbia. Para complicar, grupos armados do Chade, empenhados em derrubar o governo de seu país, usam a região sudanesa como refúgio.

Os rebeldes de Darfur, no começo da década, eram formados exclusivamente por membros de etnias como os furs, os zaghawas e os masalits, que se viram obrigados a se armar para proteger suas terras dos janjaweeds. O governo sudanês reagiu aos primeiros ataques dos rebeldes, ampliando assim seu apoio às milícias. Na prática, isso significou armar os janjaweeds e preparar o terreno para os seus ataques. Há relatos de aldeias que foram cercadas pelo Exército sudanês, para que ninguém fugisse antes de os janjaweeds entrarem, saquearem, matarem indiscriminadamente e reunirem as mulheres para estupros coletivos. Hoje, os rebeldes provêm de todas as etnias da região – porque a guerra contra elas é total. "Em Darfur, os árabes e os africanos se parecem uns com os outros. Foi a propagação da ideologia da supremacia islâmico-árabe entre os povos nômades do deserto que levou negros a matar negros," explica o historiador Muhammad Jalal, da Universidade de Cartum.

A reportagem de VEJA visitou, no mês passado, cinco campos de refugiados nos três estados de Darfur. As histórias dos moradores desses campos se repetem com variações ínfimas: suas aldeias foram bombardeadas; seus familiares, assassinados pelas milícias; suas mulheres, raptadas e violentadas. Ou: a aldeia vizinha foi atacada e eles acharam que seriam os próximos. Ou: houve combates entre rebeldes e janjaweeds, a aldeia foi afetada, suas lavouras foram queimadas e o gado, roubado. "Meus irmãos foram assassinados a tiros e minha casa, incendiada pelos janjaweeds", conta Fatima Adam Abdala, de 30 anos. Na fuga, ela caminhou durante dois dias até chegar ao campo de Kalma, em Darfur do Sul, onde vive hoje. Um dos homens responsáveis por proteger a população civil de ataques como esses é o general Henry Anyidoho, de Gana, vice-representante especial da Unamid, a força de paz conjunta da ONU e da União Africana em Darfur. Na tarde de 23 de novembro, um domingo, Anyidoho recebeu VEJA para uma entrevista em seu contêiner com ar condicionado no quartel-general da Unamid, em El Fasher. No mesmo dia, a 100 quilômetros a noroeste dali, uma aldeia foi bombardeada pela Força Aérea sudanesa, informação que só chegou ao comando da Unamid 48 horas depois. O episódio demonstra a impotência dos mecanismos aos quais foi confiada a tarefa de impedir o genocídio que adentra o século XXI.

A missão de paz integrada por Anyidoho não é omissa. Ela simplesmente não conta com o contingente e o equipamento necessários para cumprir seu mandato de impor a paz em Darfur – à força, se necessário. A resolução da ONU que criou a Unamid se dispôs a enviar 26.000 homens e 24 helicópteros militares à região. Hoje, há apenas 9.300 capacetes azuis (a cor das Nações Unidas) para monitorar um território do tamanho do Paraguai (outros 2.400 devem chegar ainda neste mês). E nenhum helicóptero. Repita-se: nenhum. Em julho passado, um comboio da Unamid foi pego numa emboscada por uma milícia com duas centenas de homens armados. No embate, sete soldados da força de paz morreram. Se houvesse helicópteros militares, os 22 feridos poderiam ter sido evacuados em vinte minutos. Como não havia, o resgate levou três horas. Uma missão de paz depende da boa vontade das nações para receber soldados e veículos emprestados. "Quem sabe o governo brasileiro não pode ceder alguns de seus aviões militares da Embraer?", diz Anyidoho. Ele está acostumado a não ser ouvido. No início da década de 90, o general ganense de 120 quilos era o segundo no comando da força da ONU em Ruanda, quando 800000 tútsis foram massacrados por milícias hutus. Anyidoho e seu chefe, o general canadense Roméo Dal-laire, alertaram a comunidade internacional sobre a limpeza étnica antes que ela acontecesse e pediram ao Conselho de Segurança mais soldados e autorização para impedir a matança. Em vez disso, foram ignorados e impedidos de interceder no que o presidente americano Bill Clinton chamou, na ocasião, de "assunto interno de Ruanda". Anyidoho assistiu impotente ao genocídio.

Em relação a Darfur, para contrabalançar a ineficácia da missão de paz propriamente dita, está em curso uma operação de ajuda humanitária que atenua as vicissitudes dos refugiados. Graças a ela, a taxa de desnutrição caiu pela metade nos últimos anos. Atuam na região dezesseis agências da ONU e 85 ONGs, que prestam serviços como atendimento de saúde e distribuição de comida. Para cada 366 habitantes de Darfur, há um trabalhador humanitário. Entre eles, Mauricio Burtet, de 32 anos, um gaúcho hiperativo que trabalha em El Fasher como chefe de campo do Programa Alimentar Mundial (PAM), agência da ONU especializada em distribuição de comida em situações de emergência. Burtet explica a dificuldade de trabalhar na região: "As cotas de comida que conseguimos distribuir a cada pessoa estão abaixo do ideal, porque nossos carregamentos têm sido roubados e nossos motoristas, seqüestrados". Só neste ano, 100 caminhões do PAM desapareceram nas mãos de bandos armados, que ninguém sabe identificar se são janjaweeds, rebeldes ou um dos grupos criminosos sem filiação política que proliferam em Darfur, onde um AK-47 pode ser comprado por 100 dólares. Nos morros cariocas, custa 120 vezes mais.

As organizações de ajuda e a Unamid enfrentam uma situação paradoxal em Darfur. Elas estão lá para proteger a população civil, mas, para atuar, dependem da boa vontade do governo sudanês – algoz dos refugiados. A Unamid, por exemplo, precisa importar milhares de toneladas de equipamentos para suas tropas, de material de escritório a veículos blindados. Com freqüência, os fiscais do governo sudanês levam meses para liberar os contêineres da Unamid na alfândega. Os trabalhadores humanitários passam por dificuldades semelhantes com a burocracia estatal. A atividade das ONGs ficou ainda mais penosa depois do indiciamento de Omar al-Bashir, em julho passado, pelo promotor-chefe do Tribunal Penal Internacional (TPI), o argentino Luis Moreno-Ocampo. O ditador foi indiciado por genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra em Darfur. Se os juízes do TPI acatarem a acusação, uma decisão a ser tomada nos próximos meses, Al-Bashir não poderá mais viajar a nenhum país signatário do tribunal internacional, incluindo o Brasil. Ele será preso se o fizer. Com isso, Moreno-Ocampo criou um motivo a mais para os burocratas sudaneses, afundados em seus sofás velhos nos prédios públicos decrépitos de Cartum, repetirem seu mantra: "Tomorrow, inshallah". Não surpreende que os funcionários da ONU e das ONGs humanitárias critiquem Moreno-Ocampo, a quem acusam de exibicionismo e de não pensar nas conseqüências políticas de suas decisões. "Nunca ouvi dizer que a Argentina tivesse bons advogados", ironiza o etíope Abdul Mohammed, diretor do departamento político da Unamid.

Para além do destemor, os oficiais da missão de paz – que se dividem entre militares e policiais – têm em comum o abatimento. "Temos uma missão impossível", diz William Caine, um policial inglês aposentado. De dentro do quartel-general da Unamid em El Fasher, ele aponta para o campo de Abu Shouk, com cerca de 50000 pessoas, onde os capacetes azuis fazem patrulhas durante o dia. Não há contingente para fazer o mesmo à noite, quando ocorrem tiroteios e raptos de mulheres. Entre suas tarefas está uma paradoxal: treinar a polícia sudanesa dentro de padrões de respeito aos direitos humanos e tentar estabelecer um elo de confiança entre essas forças de segurança e os refugiados. "Como fazer isso se a polícia daqui representa o mesmo governo que os ataca?", pergunta-se Caine.

Que o digam os refugiados de Kalma, em Darfur do Sul. Na manhã do dia 25 de agosto, a polícia sudanesa tentou entrar em Kalma, campo com mais de 80000 pessoas, para procurar por armas e rebeldes. Trinta e três moradores foram mortos e setenta feridos, incluindo mulheres grávidas e crianças. "Ainda tenho medo de que isso possa se repetir", diz Fatima Adam Hamis, de 20 anos, que teve uma irmã e um sobrinho feridos no episódio. O psiquiatra Alberto Hexsel, de 54 anos, gaúcho de Passo Fundo, que passou alguns meses trabalhando para a organização Médicos sem Fronteiras, estava próximo a Kalma quando o ataque aconteceu. Ele participou do socorro aos feridos. "Nós entramos no campo horas depois e, além de muito sangue no local do massacre, vimos chinelos e sapatos espalhados, deixados para trás durante a correria", conta Hexsel. Como na maioria dos campos, os refugiados de Kalma vibraram ao saber que Al-Bashir havia sido indiciado pelo Tribunal Penal Internacional. Mas, também a exemplo do que ocorre nos outros campos, não esperam que o ditador seja preso ou deposto para tentar melhorar sua vida.

Depois de quatro ou cinco anos morando de maneira improvisada, os refugiados procuram dar a suas cabanas um aspecto menos precário. Uma das atividades mais dinâmicas nos arredores dos campos é a produção de tijolos. Entre Abu Shouk e Al Salaam, em Darfur do Norte, o terreno ganhou um aspecto de queijo suíço, com centenas de crateras de onde mulheres, homens e crianças cortam pequenos blocos de barro. Em Hamadiya, em Darfur do Oeste, próximo a Jebel Marra, montanha dominada por rebeldes, as acácias e palmeiras foram derrubadas para alimentar o fogo dos fornos de fabricação de tijolos. Sobraram alguns poucos baobás, árvores de caule largo, comuns na savana africana. Com o tempo, as cabanas de palha ou tendas estão sendo substituídas por casas com paredes de barro ou tijolo artesanal. Taiba, em Darfur do Oeste, e outros campos habitados por clãs árabes são uma exceção. Com medo da guerra, seus moradores abandonaram os hábitos nômades, mas mantiveram a tradição de viver em cabanas de palha efêmeras.

Os campos de refugiados são verdadeiras bombas populacionais: a maioria continua recebendo milhares de pessoas por ano. Elas buscam desesperadamente um lugar onde possam ter alguma sensação de segurança, por menor que seja. "A maioria dos campos está à distância de um dia de caminhada de uma base da Unamid", diz o diretor de Informação Pública Kemal Saiki, um argelino que usa um relógio em cada pulso, come faláfel três vezes por dia e já serviu em meia dúzia de missões de paz ao redor do mundo. Nos campos, os refugiados têm condições mínimas de se sustentar por conta própria, pois não há espaço para plantar ou manter uma criação numerosa de bodes e camelos. "Tenho uma pequena plantação a três horas de caminhada do campo", diz Tigani Bilal Suleiman, de 55 anos, morador de Al Salaam que consegue com isso obter uma renda equivalente a 2 dólares por dia. Outros homens tentam algum subemprego nas cidades e as mulheres recolhem lenha para vender, sob o risco de serem estupradas nos arredores do campo. "A violência sexual é um problema real em Darfur, mas o governo quer abafar o assunto, impedindo as ONGs de criar programas de apoio psicológico às mulheres", disse a VEJA o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, John Holmes.

O ponto de encontro de trabalhadores de organizações de ajuda humanitária, funcionários da ONU e jornalistas, enquanto lutam contra a burocracia montada para impedi-los de ir a Darfur, é Cartum. A capital do Sudão é uma introdução eloqüente ao país. O banheiro do Ministério das Relações Exteriores não tem vaso sanitário, apenas um buraco no chão. Os diplomatas saem dali e têm de limpar a sola dos sapatos no tapete vermelho do corredor. Com exceção de algumas poucas vias principais, as ruas de Cartum são de terra, inclusive no centro da cidade. Como chove muito pouco – 150 milímetros por ano, um décimo da média de Brasília –, isso faz da capital sudanesa um lugar empoeirado e marrom. Nem o fato de a cidade estar situada junto ao encontro dos rios Nilo Azul e Nilo Branco salva a paisagem.

Não há muito que fazer na capital. Os canais de televisão abertos são controlados pelo governo. Os jornais, censurados. "Todas as tardes, um funcionário da segurança nacional vem à redação para vetar os artigos que falem do indiciamento de Al-Bashir, de Darfur ou dos desastres ambientais causados pela exploração de petróleo", diz Omuno Otto, membro do conselho editorial do jornal Khartoum Monitor. Apenas um em cada 126 sudaneses tem acesso à internet. No Brasil, a média é de um em cada cinco habitantes. Quando podem, os sudaneses embebedam-se às escondidas, trancados em casa, já que a lei islâmica pune com chicotadas o consumo de álcool. Traficantes etíopes oferecem cerveja e uísque nas calçadas do centro, como se vendessem maconha. Uma garrafa do uísque Johnnie Walker Red Label sai por 100 dólares no mercado negro, três vezes mais do que num supermercado brasileiro. Em maio deste ano, o tédio foi interrompido quando um grupo de rebeldes de Darfur, o Movimento da Justiça e Igualdade, ocupou por um dia um subúrbio de Cartum, depois de atravessar 600 quilômetros de deserto. Pela aparência e falta de infra-estrutura, Cartum faz jus à condição de capital de um dos países mais pobres do mundo. O Sudão está logo abaixo do Haiti no ranking do índice de desenvolvimento humano da ONU. A taxa de mortalidade infantil sudanesa é uma das quinze mais altas do planeta. O serviço de saúde gratuito praticamente inexiste. Mesmo o cidadão mais pobre, quando vai a um hospital público, tem de pagar. As clínicas particulares parecem cortiços. A qualidade dos médicos é tão baixa que, com freqüência, o paciente sai da consulta com três diagnósticos diferentes e a orientação para fazer tratamento para todos eles, por garantia.

As condições de vida dos sudaneses contrastam com os recursos naturais de seu país. A exportação de petróleo estimula um crescimento econômico que, no ano passado, foi de 12,4%. Isso faz do país a segunda economia que mais cresce na África, atrás apenas de Angola. Sob sanção econômica dos Estados Unidos desde 1997, por apoio ao terrorismo islâmico e pelo conflito em Darfur, o Sudão está à margem do sistema financeiro mundial. Todo viajante no país se torna um cofre ambulante, já que cartões de crédito não são aceitos e é preciso carregar dinheiro em espécie. O isolamento aproximou o Sudão da China, hoje seu maior parceiro comercial e investidor. Os chineses são os maiores acionistas da principal empresa petrolífera do país e dominam os contratos na área de infra-estrutura, onde ainda há tudo por fazer: o Sudão tem apenas 3000 quilômetros de estradas e ruas asfaltadas, das quais quase metade foi construída pelo terrorista Osama bin Laden, que viveu em Cartum na década de 90 a convite do governo. Os interesses econômicos da China no Sudão deram a Al-Bashir um aliado com poder de veto no Conselho de Segurança da ONU. Isso explica em parte por que é tão difícil aprovar resoluções de represália ao seu governo – outra razão é a ajuda que o Sudão recebe de países como o Brasil, que se absteve em 2006 numa votação da ONU que visava a exigir a investigação dos crimes em Darfur. Quando permite a aprovação de sanções, a China não as respeita: o país asiático vende equipamentos militares às forças sudanesas, apesar da resolução das Nações Unidas que proíbe o comércio de armamentos com o país africano.

Há um consenso de que a crise humanitária em Darfur só terá fim com negociações de paz que incorporem os líderes rebeldes à política nacional, como ocorreu no acordo que acabou com a guerra civil entre o norte e o sul do país. Uma tentativa de colocar rebeldes e o ditador Al-Bashir para negociar está sendo feita pelo governo do Catar, no Oriente Médio. O problema é que Al-Bashir já descumpriu outros acordos de cessar-fogo. Por isso, são exigidas do seu governo quatro provas de confiança. A primeira será admitir que os habitantes de Darfur foram vítimas de atos criminosos por parte do estado, cuja obrigação era protegê-los. A segunda será compensar financeiramente os afetados pela guerra. A terceira será abolir a divisão de Darfur em três estados, uma medida adotada na década de 90 para enfraquecer a oposição. Por fim, mas não nessa ordem, o governo deverá cessar por completo os bombardeios e iniciar o desarmamento das milícias. Este será o maior desafio porque, como diz o ditado sudanês, dar comida ao leão é fácil. Difícil é tirar. O indiciamento de Al-Bashir irritou o regime militar do Sudão e atrapalhou o trabalho das organizações internacionais no país. Mas criou uma oportunidade: Darfur voltou ao centro das preocupações dos políticos do país e há uma convicção generalizada de que é preciso encontrar uma saída para a região. Esse pode ser o primeiro passo para a paz. Inshallah.

19 dezembro 2008

Música: Quatro Vezes Você

Capital Inicial



Rafael está trancado há dois dias no banheiro
Enquanto sua mãe
Toma prozac, enche a cara
E dorme o dia inteiro
Parece muito mas podia ser

Carolina pinta as unhas roídas de vermelho
Em vez de estudar
Fica fazendo poses
Nua no espelho
Parece estranho mas podia ser

O que você faz quando
Ninguém te vê fazendo
Ou o que você queria fazer
Se ninguém pudesse te ver

Gabriel e a namorada se divertem no escuro
E o seu pai
Acha tudo que ele faz
Errado e sem futuro
É complicado mas podia ser

Mariana gosta de beijar outras meninas
De vez em quando
Beija meninos
Só pra não cair numa rotina
É diferente mas podia ser

(6x)
O que você faz quando
Ninguém te vê fazendo
Ou o que você queria fazer
Se ninguém pudesse te ver

17 dezembro 2008

"Estou na geladeira e não vão me tirar de lá", diz Chico Anysio


FONTE: Folha online


O ator e humorista Chico Anysio, afastado da TV, afirmou que nenhuma emissora ousa pagar sua multa de rescisão de contrato de R$ 5 milhões e por isso ele vai continuar na "geladeira" por mais tempo.

Questionado sobre quando voltaria à TV, na pré-estréia do filme "Se Eu Fosse Você 2", Anysio respondeu: "Acho que nunca, estou na geladeira e não vão me tirar de lá. Eu não sei porquê, devo ter feito alguma coisa terrível ou alguém falou que eu fiz e eles acreditaram, mas é uma ordem irreversível."

"Eu tenho contrato até 2012 com a Globo e até lá tenho que ficar quietinho no meu canto. Minha multa é R$ 5 milhões. Muita coisa para quem tem 77 anos. Eles não querem investir isso, eles acham que eu morro na semana que vem", afirmou ainda Anysio, que interpreta no filme Olavo de Albuquerque, o pai do jovem Olavinho.

O rapaz engravida a filha do casal que troca de corpo, vivido pelos atores Toni Ramos e Glória Pires.

Anysio ainda brincou com a possibilidade de morte. "Eu não vou morrer nunca, vou desaparecer como elefante. Um dia me procuram e não me acham mais", afirmou.

O ator não comentou a "Escolinha Muito Louca" que a Band passou a exibir. Rapidamente, já a caminho da sala de exibição, afirmou: "Eu ainda não vi".

Pessoas físicas foram as mais afetadas pelo Madoff no Brasil

FONTE: Estadão

RIO - Clientes em sua maioria pessoas físicas, com pequenas fortunas no exterior, vindas quase integralmente de rendimentos não declarados, e que buscavam investimento com baixa taxa de risco. Este é o perfil básico dos brasileiros que aplicaram - e perderam - dinheiro em cotas de fundos administrados por Bernard Madoff, o ex-presidente da Nasdaq preso esta semana nos Estados Unidos acusado de fraudar Wall Street em US$ 50 bilhões.

Entenda o esquema de pirâmide financeira realizado por Madoff

Segundo um dos próprios investidores, que pediu para não ser identificado, o fundo rendia relativamente pouco, comparado a outros investimentos de maior risco: o ganho girava entre 7% e 8% ao ano. "Quem tem dinheiro declarado opera no mercado", diz a fonte, justificando o fato de as aplicações serem de renda não declarada, mais conhecida no mercado financeiro pelo jargão "caixa 2".

O esquema de Madoff era alimentado por 20 fundos diferentes, que segundo ele ainda não apareceram e cujo volume de recursos também não é conhecido. Aqui no Brasil, argumenta a fonte, a maioria dos investidores sequer sabia que o fundo era ligado ao especulador. Muito menos que se tratava de um modelo como o da pirâmide, no qual o dinheiro de novos investidores remunera aplicações anteriores, até que a base da pirâmide fica com o prejuízo.

As estimativas de perda total entre US$ 1 bilhão e US$ 2 bilhões para brasileiros são apenas um palpite que vem sendo repetido nas rodas de clubes de elite e ganharam as páginas de jornais.

O americano Walter Noel, casado com a brasileira Mônica Haegler, respondia pela oferta do produto em Nova York. No Rio, Noel freqüenta, há mais de duas décadas, agremiações onde se reúne a alta sociedade, como o Country Club e o Gavea Golf Clube, e fazia contatos para intermediação de investimentos.

Noel é cunhado de Alex Haegler. Bastante respeitado no mercado financeiro, ele foi por muitos anos representante do Credit Suisse no País. Sua filha, Bianca, aparece no site do fundo Fairfield Greenwich Group, como representante da instituição no Brasil.

15 dezembro 2008

FBI ajudará Brasil a abrir arquivos de Daniel Dantas

FONTE: Folha online

O Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília, jogou a toalha. Cinco meses depois de a Polícia Federal ter apreendido cinco discos rígidos de computador no apartamento do banqueiro Daniel Dantas, o órgão concluiu que não tem condições de quebrar a senha que protege os arquivos ali guardados. Vai pedir ajuda ao FBI, a polícia federal dos EUA.

Esses discos não são os mesmos apreendidos em 2004 na Operação Chacal. Os de 2004 já foram abertos pelo Instituto de Criminalística e seus dados são usados na investigação que originou a Operação Satiagraha.

Para que as eventuais provas produzidas pela abertura do disco rígido tenham validade no Brasil, a PF e o Ministério Público Federal vão se valer de um acordo que o país assinou com os Estados Unidos em 2001 para remeter os discos.

Esse acordo, chamado MLat (Mutual Legal Assistance Treaty ou Acordo de Assistência Judiciária em Matéria Penal), permite a troca de informações criminais entre os dois países sem muita burocracia. Foi por meio desse acordo, por exemplo, que os EUA enviaram um contêiner com documentos bancários que permitiram que a Justiça brasileira instaurasse ações penais contra mais de cem doleiros.

Não é exatamente uma vergonha, como imagina o senso comum, que o Instituto Nacional de Criminalística não tenha conseguido decifrar os códigos que protegem os discos rígidos encontrados no apartamento de Dantas, dentro de um armário, num corredor que dá acesso ao quarto do banqueiro.

Dois especialistas em criptografia ouvidos pela Folha estimam que um arquivo bem protegido, com chaves de 128 bits, por exemplo, podem consumir anos de trabalho de um computador de grande porte para que a senha seja quebrada.

Essas senhas são feitas com combinações de zero e um, como toda a linguagem de computadores. Para se calcular a possibilidade de combinações de uma senha de 128 bits, por exemplo, basta pegar o número 2 e elevá-lo a 128. Para se ter uma idéia da ordem de grandeza, daria algo como o número dez seguido de 128 zeros. Outra comparação: as combinações possíveis numa criptografia de 128 bits são maiores que o número de átomos do universo.


Ordem judicial

A PF e o Ministério Público Federal têm um plano B caso o FBI não consiga abrir os arquivos de Dantas --uma possibilidade nada remota nesse caso, segundo peritos brasileiros.

O plano B prevê que a Justiça americana peça à empresa que produziu a criptografia usada por Dantas para fornecer a senha. Numa comparação ligeira, seria como pedir a um fabricante de cadeado que fornecesse a senha de abertura.

Há precedentes legais nos EUA para esse tipo de pedido. O Departamento de Justiça dos EUA já conseguiu ordens judiciais para que empresas que trabalham com dinheiro virtual fornecessem a senha da criptografia que protegia os arquivos porque havia suspeita de que essa tecnologia era usada por terroristas.

A legislação criada após os ataques de 11 de setembro de 2001 prevê que o dono de um computador portátil forneça a senha em vistorias em aeroporto caso o funcionário requisite.

Há policiais que são céticos sobre a possibilidade de haver dados novos nos discos rígidos apreendidos no apartamento de Dantas. A razão do ceticismo é simples: o banqueiro sabia que a PF o investigava antes mesmo de a Folha noticiar a existência da apuração, em abril deste ano.

14 dezembro 2008

NÃO TENHO CERTEZA DA MINHA SALVAÇÃO... GRAÇAS A DEUS!

Por Riva Moutinho


Um dos conhecidos jargões religiosos é a pergunta: “Você tem certeza da sua salvação?” E a resposta para tal pergunta necessita ser “sim”, caso contrário a pessoa precisa fazer um “conserto” com Deus. E isto pode envolver alguma “corrente” que precisa ser seguida, ou largar o que pode estar evitando a benção como, por exemplo, frequentar mais a igreja, ou ainda corrigir os conceitos moralistas-religiosos do tipo: parar de falar algumas daquelas “palavras grandes” (lembra de quais?), ou demonstrar uma imagem de um “verdadeiro” cristão evitando estar com certas pessoas, em certos ambientes... enfim. Algo precisa ser urgentemente, corrigido a fim de que você tenha a certeza de sua salvação, a certeza que estará nos céus depois de morrer aqui nesta terra.

Mas aí fico penso: Como eu posso ter certeza de algo que não pertence a mim?

A carta aos Efésios relata no capítulo 2, versículo 8: "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus." Entendeu? Não?! Então vamos lá.

A palavra GRAÇA significa FAVOR IMERECIDO, ou seja, não é uma recompensa, mas sim, algo que você recebe sem imaginar que receberia. A palavra DOM significa PRESENTE e, normalmente, você desconhece o presente quando você o recebe. E pra completar: “E ISTO NÃO VEM DE VÓS”. Ora se a salvação não é algo que sai de mim para mim, ou seja, não é algo que FAÇO POR MERECER, como poderia então ter a certeza da minha salvação?

Eu não tenho certeza alguma da minha salvação e isto me traz paz, pois sei quem eu sou e quem ELE É e, assim sendo, se a salvação dependesse de mim, eu já estaria condenado. Quanto a mim, cabe-me tentar servir ao meu próximo, amá-lo, ajudá-lo. Chorar com os que choram e sorrir com os que se alegram. A mim, cabe-me o proclamar esta mensagem da Graça de Jesus Cristo e seguir meu caminho não preocupando com o amanhã, mas com o dia chamado HOJE e que Ele nos dá.

Assim caminho com o meu coração pacificado, sem saber para onde irei, mas com a certeza absoluta que a minha vida está nas mãos Dele e que nestas mãos é o melhor lugar para minha vida estar.

Aleluia!

BH 13/12/2008

O “ESPÍRITO” DO NATAL

Por Riva Moutinho


O mundo está em crise, mas não prejudiquem o natal.
Então vamos gastar o que imaginamos que iremos ganhar.
Este é o espírito natalino gerado pelo espírito capitalista,
E no final brindaremos a chegada de mais um ano em decadência.

Se as pessoas se preocupassem mais umas com as outras, não haveriam crises
Ao menos, não as crises provenientes de um capitalismo egoísta e autoritário.
Por que só sugerem o amor em épocas programadas?
Por que você ainda continua dançando esta maldita dança?

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Jornalista iraquiano atira sapato contra Bush durante entrevista em Bagdá

FONTE: Globo.com


12 dezembro 2008

Justiça determina bloqueio de bens do casal Garotinho


FONTE: Estadão

SÃO PAULO - A juíza Geórgia Vasconcellos da Cruz, da 6ª Vara da Fazenda Pública, determinou nesta sexta-feira, 12, a indisponibilidade dos bens da ex-governadora do Rio de Janeiro Rosinha Matheus, de seu marido Anthony Garotinho, também ex-governador, do ex-secretário de Saúde do Estado Gilson Cantarino e de mais 25 pessoas.

A informação foi confirmada nesta sexta-feira, 12, pelo Ministério Público, autor da ação civil pública existente contra o grupo por improbidade administrativa. O MP acusa o casal Garotinho e os 26 réus de envolvimento no desvio de recursos por meio do Fundo Estadual de Saúde, da Fundação Escola de Serviço Público e da organização não-governamental Núcleo de Ação Social. Segundo o ministério, a juiz Geórgia considerou fartas as provas apresentadas no processo.



Acusação

Segundo o MPE, a pré-campanha de Anthony Garotinho teria se beneficiado de um esquema que desviou pelo menos R$ 61 milhões da Secretaria Estadual de Saúde em 2005 e 2006, durante a gestão de Rosinha Garotinho. Os secretários de Saúde, Gílson Cantarino, e de Trabalho e Renda na época, Marco Antônio Lucidi, foram presos pela Operação Pecado Capital, que desbaratou a suposta quadrilha em julho.

Além de Cantarino e Lucidi, outros dez acusados foram presos na ocasião, entre eles, a prima do ex-governador e ex-deputada Alcione Athayde e o ex-assessor Itamar Guerreiro. As investigações, que começaram há três anos, deram origem a uma ação penal, que culminou nas detenções e no cumprimento de 30 mandados de busca e apreensão, e à de improbidade administrativa, que pediu a indisponibilidade dos bens do casal.

Na ação civil, os promotores detalharam o papel de cada um dos denunciados no bando. Segundo o documento, além de ter sido beneficiado pelo desvio de verba pública, Anthony Garotinho teria sido o responsável pela indicação política de Alcione e Guerreiro para as Subsecretarias de Assistência à Saúde e Infra-Estrutura, respectivamente.



Prima

A prima e o ex-assessor do ex-governador foram os responsáveis pela dispensa de licitação na contratação da Organização Não-Governamental (ONG) Procefet, que deveria executar o programa Saúde em Movimento. Para o MPE, a dispensa foi realizada de forma irregular. Rosinha Garotinho teria responsabilidade por ter ratificado a contratação da Procefet.

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) divulgou hoje uma nota de apoio a Cantarino. Assinada pelo presidente, Osmar Terra, o Conass considera que ele, "há mais de 30 anos, milita no movimento sanitário brasileiro como médico e gestor, tornando-se uma das mais expressivas lideranças na construção do Sistema Único de Saúde (SUS)".

... E O MUNDO ANDA MAL

Por Riva Moutinho



O mundo anda mal,
Mas hoje acho que sou eu que não estou legal.
E fico vagando pelo universo da minha mente
Procurando por algum lugar que o meu corpo sente.

As pessoas andam mesmo sem amor
E eis aqui mais uma entre tantas outras.
Têm dias que sinto dor.
A dor de não estar entre algumas letras que escrevi.

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Youtube: Ana Maria Braga "detona" ex de Suzana Vieira



Enquanto isso familiares e amigos culpam a apresentadora Ana Maria Braga pela recaída de Marcelo Silva nas drogas que o matou, de overdose, nesta semana

Clique aqui para ler a reportagem completo no Globo.com

Governo anuncia mudanças no IR para beneficiar classe média


FONTE: Globo.com

O governo federal anunciou nesta quinta-feira (11) alterações no formato de cobrança do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), que passarão a vigorar no ano de 2009. Neste ano, mais de 24 milhões de pessoas declararam IR - universo aproximado de pessoas beneficiadas pela medida.

As mudanças prevêem a criação de mais duas alíquotas intermediárias no IR, o que resultará em um recolhimento menor de impostos pela classe média - a principal beneficiada com a medida. Somente esta medida vai deixar mais R$ 4,9 bilhões nas mãos dos contribuintes - recursos que seriam pagos em IR no próximo ano.

Juntamente com a redução do IOF para empréstimos de pessoas físicas, e da alíquota do IPI para compra de automóveis - que está sendo zerada para veículos 1.0 - a correção da tabela do Imposto de Renda pretende injetar mais recursos na economia no próximo ano - momento no qual serão sentidos com mais intensidade os efeitos da crise financeira internacional.

As medidas, todas juntas, deverão manter R$ 8,4 bilhões circulando na economia - recursos que iriam para os cofres públicos via recolhimento de tributos. A intenção do governo é de assegurar um crescimento de 4% para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2009, mas o mercado financeiro estima um crescimento menor para o próximo ano: de 2,5%.

"As medidas têm como objetivo estimular o crescimento da economia, aumentar o volume de crédito e reduzir o custo financeiro. Portanto, a taxa de juros que está sendo praticada na economia", afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, acrescentando que, "certamente", novas medidas serão tomadas.


Sistema anterior e novo formato

Pelo sistema anterior, as pessoas físicas que recebessem até R$ 1.434 em 2009 estariam isentas do IR. Entre este valor e R$ 2.866, a alíquota seria de 15% e, acima disso, de 27,5%. O formato anterior já previa a correção da tabela do IR em 4,5% no próximo ano.

Com as mudanças anunciadas nesta quinta-feira pela equipe econômica, haverá mais duas alíquotas intermediárias, mas a correção da tabela permanecerá em 4,5% - algo que não foi alterado. Pelo novo formato, a isenção de IR continuará para quem recebe até R$ 1.434 por mês em 2009.

Entre este valor e R$ 2.150, porém, está sendo criada uma alíquota menor: de 7,5%. De R$ 2.150 até R$ 2.866, a alíquota será de 15%. Para valores entre R$ 2.866 e R$ 3.582, está sendo criada mais uma alíquota: de 22,5%. Acima de R$ 3.582, a alíquota será de 27,5%.

"O contribuinte que ganha de R$ 1.434 será beneficiado com a redução do IR. Com isso, alivia a carga fiscal e estimula a demanda, em um momento no qual poderá cair", informou o ministro da Fazenda, Guido Mantega.


Simulação

Uma simulação disponibilizada pelo Ministério da Fazenda mostra que, pelo sistema anterior de cobrança do IR, uma pessoa que recebe mensalmente R$ 4 mil, pagaria, por mês, R$ 526 de Imposto de Renda. Após as mudanças anunciadas nesta quinta-feira, passará a pagar, por mês, R$ 437, representando um ganho mensal de R$ 89,5 e anual de R$ 1,1 mil - considerando o 13o. salário.


Incentivo

Segundo o advogado e economista Samir Choaib, especialista em Imposto de Renda, a mudança irá, efetivamente, beneficiar a classe média. "É positivo. Entendemos ser um estímulo à classe média, uma vez que as perspectivas para a economia em 2009 não são das mais positivas", disse ele.

Choiab notou, porém, que a correção de 4,5% na tabela, mantida para o próximo ano, ainda está abaixo da inflação prevista para 2008 - mais de 6%.

"É uma medida paliativa. Muito mais correto seria dar uma correção maior para a tabela do IR, de acordo com a inflação. De qualquer forma, é melhor do que não ter nada. É um estímulo, porque vai resultar em mais dinheiro na economia", afirmou ele ao G1.


IOF para pessoa física


Outra medida anunciada pelo governo nesta quinta-feira é a redução da alíquota do IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras), tributo que é cobrado no momento da contração de empréstimos, de 3% para 1,5% no caso das pessoas físicas. A alíquota extra de 0,38% sobre os empréstimos continua.

Com isso, a alíquota retornou ao patamar do ano passado. Em janeiro deste ano, ela subiu para 3% para compensar parte da perda de recursos com a CPMF - que foi barrada pelo Congresso Nacional no fim do ano passado. Essa medida começa a valer a partir desta sexta-feira (12), informou o ministro Guido Mantega.

"É uma redução para a pessoa física, que hoje paga para aquisição de veículo e cheque especial, entre outros. Vai ser uma redução anual de 3% para 1,5%. Essa taxa é estabelecida diariamente. Vai cair de 0,0082% para 0,0041% ao dia. O impacto deverá ser de 4 pontos percentuais de redução do spread bancário [diferença entre a taxa de captação dos bancos e os juros cobrados dos consumidores]. É um barateamento importante dos juros", disse Mantega.


IPI de automóveis

Além disso, o governo também está autorizando a redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de automóveis. Para carros populares, de até mil cilindradas, o IPI cairá de 7% para zero. Para automóveis entre mil e duas mil cilindradas movidos à gasolina, será reduzida de 13% para 6,5%.

Para carros flex (bicombustível) e movidos à álcool, a alíquota cai de 11% para 5,5%. Entretanto, não será alterada para veículos que tenham mais de duas mil cilindradas. A redução do IPI vale entre 12 de dezembro e 31 de março.

Segundo o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, há um compromisso, por parte das montadoras, em repassar a redução da alíquota do IPI para os preços cobrados dos compradores.


Empréstimos com recursos das reservas

As empresas que tiverem dívidas no exterior, segundo o governo federal, também poderão tomar empréstimos de recursos das reservas internacionais brasileiras - que permanecem acima de US$ 200 bilhões.

Segundo o presidente do Banco Central, os empréstimos serão feitos às instituições financeiras autorizadas a operar com câmbio, que repassarão os valores às empresas com dívidas em moeda estrangeira no fim deste ano e em 2009.

"Com a crise de liquidez, restringiu-se fortemente a oferta de crédito, não só para bancos, mas para empresas que se financiam no exterior. Essas empresas, tendo menos acesso ao crédito externo, na medida em que a taxa de rolagem está baixa, substituem esses empréstimos externos por internos e, com isso, pressionam os custos de crédito interno e a sua disponbilidade", disse o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Ele acrescentou que, com a medida, haverá mais disponibilidade de crédito no Brasil e pressão menor sobre a taxa de câmbio. Meirelles estimou que os empréstimos para estas operações superem US$ 10 bilhões.

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