Featured Video

11 setembro 2007

Seis anos depois, Al Qaeda se reagrupa

FONTE: O Tempo

NOVA YORK, EUA - Há seis anos, um grupo de militantes islâmicos seqüestrava simultaneamente quatro aviões em aeroportos norte-americanos. Com antecedência, estudaram detalhadamente e definiram quatro alvos distintos. Dois aviões destruíram as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York, e outra aeronave atingiu o Pentágono, em Washington. O quarto avião não atingiu seu alvo e caiu na região em Shanksville, na Pensilvânia. Mais de 3.000 pessoas morreram no que foi considerado o pior ataque terrorista da história dos Estados Unidos. Imediatamente, o governo do presidente norteamericano, George W. Bush, declarou guerra ao terror e, a partir de então, os EUA se empenharam na caçada do cérebro por trás dos ataques: o líder da rede terrorista Al Qaeda, Osama Bin Laden.

No entanto, para Jason Burke, autor do livro "Al Qaeda: a verdadeira história do radicalismo islâmico", reduzir o problema da Al Qaeda à figura de Bin Laden foi um dos grandes erros cometidos pelo Ocidente. "Bin Laden não criou o problema do radicalismo islâmico, ele só o divulgou por meio do ataque mais espetacular feito até agora", afirmou Burke. Em seu livro, o jornalista britânico, do veículo "The Observer", afirma que a Al Qaeda com liderança centralizada deixou de existir depois dos ataques de 11 de Setembro, em decorrência das ações norte-americanas contra o terrorismo. Segundo Burke, hoje em dia, a rede terrorista tem diversos braços que atuam independentemente de uma autoridade central. "A célula de militância da Al Qaeda é tão importante quanto os muitos outros líderes da organização espalhados pelo mundo", explica. "É por isso que é errado pensar que a morte ou a captura de Bin Laden será a solução do problema."

Jason Burke trabalhou como correspondente no Oriente Médio durante uma década, cobrindo ações da militância islâmica. Para ele, o reagrupamento da Al Qaeda apresenta extremo perigo para o Ocidente - em especial para os EUA. "Obviamente, eles (terroristas) não desistiram de suas tentativas de executar atos terroristas em grande escala no Ocidente", explica. De acordo com o escritor, o governo do Paquistão tem sua parcela de culpa no reagrupamento da rede terrorista no norte do país. No entanto, ele ressalta que mesmo se as autoridades paquistanesas estivessem 100% comprometidas em desmantelar e destruir as bases da Al Qaeda no país, elas não conseguiriam. "Imagine um lugar habitado por integrantes de tribos que estão fortemente armados e são extremamente simpatizantes da rede terrorista que você está tentando destruir", disse.

"É assim, mais ou menos, como é o lugar onde estão procurando Bin Laden e os outros integrantes da Al Qaeda." O jornalista afirma que o fim da Al Qaeda ainda está longe de chegar. "A organização vai continuar a se desenvolver e, com o passar dos anos, deve evoluir de maneira mais dinâmica", conta. "Acredito que, no futuro, veremos mais da ideologia da Al Qaeda e menos da organização."




Novo vídeo deve mostrar declaração de terrorista


NOVA YORK – Um site islâmico na Internet informou ontem que o líder da rede terrorista Al Qaeda, Osama Bin Laden, deve divulgar em breve um novo vídeo a respeito dos ataques de 11 de setembro de 2001. O saudita divulgou uma gravação na última sexta-feira. De acordo com o site, o novo vídeo deve mostrar uma declaração de um dos terroristas que perpetraram os atentados contra as torres gêmeas, em Nova York. Na sexta- feira, após mais de três anos sem mensagens visuais, Bin Laden pediu que os norte- americanos “abracem o Islã” e retirem seus soldados do Iraque. No vídeo, Bin Laden não fez ameaças abertas nem menções diretas a ataques. Ele se dirigiu aos norteamericanos falando sobre as falhas dos Estados Unidos no Iraque e as injustiças causadas pelo oeste, incluindo o aquecimento global.

Retirada
Os Estados Unidos podem retirar quase 30 mil soldados do Iraque até meados de 2008, previu ontem o general David Petraeus, comandante das forças norte-americanas no país árabe, ao apresentar ao Congresso dos EUA um esperado relatório sobre os resultados de um recente aumento de tropas em solo iraquiano. Entretanto, caso essa redução de contingente se confirme, ainda restarão no Iraque cerca de 130 mil soldados norte-americanos. Ao apresentar suas impressões, Petraeus declarou ainda que os objetivos militares do reforço de tropas no país árabe “estão, em grande parte, sendo atingidos”. Segundo ele, a redução de tropas poderia ser feita até o meio de 2008.

0 comentários:

Postar um comentário

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More