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12 setembro 2007

PT libera bancada para votar caso Renan com "consciência"; PSDB quer cassação

FONTE: Folha online

Um dia antes da votação que vai definir o futuro político do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), vários partidos se reúnem para discutir a posição de suas bancadas na sessão --que será secreta. O PT decidiu liberar a bancada do partido no Senado para votar como quiser. Ou seja, o PT não fez uma orientação explícita aos senadores da bancada para votarem pela absolvição do peemedebista.

Já o PSDB orientou sua bancada --com exceção do senador João Tenório (AL), amigo de Renan-- a votar pela cassação do presidente do Senado. O DEM se reúne no final do dia para decidir como seus senadores votarão na sessão de amanhã.

A líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), disse que os parlamentares vão votar de acordo com as suas "consciências" sem qualquer tipo de orientação do partido contra ou a favor de Renan.

"Não houve pedido nem orientação de voto. Entendemos que não cabe porque é uma situação em que cada senador é juiz, sua convicção deve ser formada com base no processo. Não houve orientação em nenhum sentido", disse.

Apesar de não haver a orientação explícita, a maioria dos petistas deve votar pela absolvição de Renan --que se tornou um dos mais fiéis aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Alguns petistas como o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que se declaram como pertencentes à ala independente do partido, já sinalizaram que vão votar pela cassação de Renan.

A oposição considera o PT como "fiel da balança" para definir o destino de Renan, já que a bancada deve votar dividida --sem sacramentar o apoio do Palácio do Planalto ao peemedebista.

O presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), afirmou que é fundamental para a instituição e para a democracia que Renan perca o mandato.

"O senador [Renan] não tem mais condições de continuar no Senado, e muito menos na presidência da Casa", afirmou o tucano. "É necessário para a instituição e para a democracia [que a cassação ocorra]."

Renan é acusado de ter utilizado recursos da construtora Mendes Júnior para pagar despesas pessoais, como aluguel e pensão alimentícia à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha.

Atualmente, o PMDB tem a maior bancada no Senado, com 19 senadores, seguido pelo DEM, com 17 parlamentares, e o PSDB, com 13 senadores. O PT é a quarta bancada do Senado, com 12 parlamentares no total.

Votação

O plenário do Senado analisa nesta quarta-feira, a partir das 11h, o projeto de resolução que recomenda a cassação de Renan Calheiros.

A reunião começa aberta, mas, assim que o vice-presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC), iniciar a sessão, ela imediatamente será fechada.

Somente poderão participar da sessão secreta os advogados de Renan e do PSOL --autor da representação contra o peemedebista no Conselho de Ética do Senado--, os senadores e a secretária-geral da Mesa, Cláudia Lyra, além do secretário-adjunto, José Roberto.

O projeto de resolução precisa dos votos de pelo menos 41 dos 81 senadores para ser aprovado pelo plenário.

Eleição

Renan foi reeleito este ano à presidência do Senado com votos de 51 dos 81 senadores contra o senador José Agripino Maia (DEM-RN), que saiu derrotado da disputa. Pela tradição do Senado, o partido com o maior número de parlamentares na Casa indica o candidato à presidência.

A disputa entre o DEM e o PMDB ocorreu porque, logo após as eleições, os democratas tinham o maior número de parlamentares eleitos para o Senado. No dia da escolha do presidente da Casa, no entanto, o PMDB já reunia a maior bancada em conseqüência da troca de partidos registrada na Casa.

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