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05 setembro 2007

Impunidade programada: Jobim costurou com Lula para Renan perder hoje, mas depois ser absolvido no plenário

Fonte: Jorge Serrão - Alerta Total

Renan Calheiros planeja entregar o cargo de presidente do Senado. Basta ser declarado oficialmente inocente na votação secreta da próxima semana, em plenário. O Palácio do Planalto já costurou, junto com a maioria do PMDB e da base amestrada, o tão esperado plano de salvação para que Renan seja levemente ferido hoje no julgamento no Conselho de Ética (onde deve ser derrotado), mas saia completamente ileso do próximo julgamento em plenário, que será por voto secreto.

O Conselho de Ética do Senado vota hoje o relatório dos senadores Marisa Serrano (PSDB-MS) e Renato Casagrande (PSB-ES). O documento aponta oito motivos para o senador perder o mandato. A expectativa é de que se repita o placar de 10 a 5 da semana passada, contra Renan, quando o colegiado decidiu que o voto será aberto hoje. Se for aprovado, o processo será encaminhado ao plenário, onde o voto é secreto e Renan espera que a denúncia seja arquivada.

Renan é acusado de utilizar recursos da empreiteira Mendes Júnior para pagar pensão alimentícia à jornalista Mônica Veloso - com quem Renan tem uma filha fora do casamento. Mês que vem, Mônica posa nas capas da revista Playboy. Renan espera posar de inocente no Senado. Será a gostosa imagem da impunidade. O cidadão brasileiro escolhe aquela que preferir. Ambas são indecentes mesmo.

O presidente Lula sabe tudo na hora de proteger os aliados que lhe convêm. Tanto que escalou seu ministro da Defesa como o principal articulador do acordo pró-Renan. O “genérico” Nelson Jobim é “advogado” informal de Renan. Apenas por coincidência (que não existe), o ministro Nelson Jobim, quando era deputado federal constituinte, foi sócio da banca de Paulo Baeta e Eduardo Ferrão, que agora defende Renan Calheiros no caso do Conselho de Ética. Nelson Jobim se desligou do escritório de advocacia para atuar no STF (Supremo Tribunal Federal). O ministro também foi professor de Ferrão na Faculdade de Direito de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. No sábado, Jobim se reuniu com Ferrão e Renan na residência oficial do presidente do Senado.

Defendendo Renan Calheiros, o “genérico” Nelson Jobim já joga, abertamente, para sentar na cadeira de Lula, a partir de 2011. O próprio presidente já vê tal estratégia com bons olhos. A redenção de Renan, agora, é um investimento para evitar problemas futuros para a quase certa candidatura Jobim. O acordo prevê que Renan deixa a presidência do Senado. Mas, absolvido, continua na casa como um “simples senador”. Alegando pressão e desgaste psicológico, Renan tiraria uns meses de licença, sumindo do cenário político por uns tempos.

Renan tem apego ao poder. Desde a década de 90, na Era Collor, quando fazia parte da tropa de choque do presidente, ele consegue tudo que quer na administração federal. Ao contrário do que possa parecer, sairá da presidência do Senado apenas desgastado. Renan não sofrerá a perda dos seus espaços de poder, já garantidos pelo presidente Lula ao sucessor presidencial preferencial Nelson Jobim.

Perde hoje, ganha amanhã...

O senador Renan Calheiros já armou o circo para sua derrota hoje no Conselho de Ética.

Por isso, com a ajudinha do Palácio do Planalto, já prepara a tática para salvar o mandato no plenário.

Tentará convencer os aliados a esvaziarem a votação no plenário, que deverá ser mesmo secreta.

Ataque inútil

O presidente do Senado em queda livre atacou a decisão de que a votação de hoje seja aberta.

Renan Calheiros reclamou que seu direito está sendo esmagado, "em nome da continuidade do linchamento".

Segundo ele, a Constituição assegura o voto secreto nesse tipo de procedimento.

Veja que interessante...

Renan Calheiros fez ontem no Senado um violento discurso de defesa, sem apartes.

O alvo de Renan foi a editora Abril, que a publica a Veja – cujas reportagens lhe custarão a presidência do Senado:

“A revista Veja que diz que “apura e denuncia tudo que prejudica o Brasil e os brasileiros”, precisa urgentemente publicar a venda das ações da Editora Abril para empresa sul-africana Nasper, conglomerado de comunicação racista que sustentou o “apartheid” na África do Sul e que cedeu três de seus diretores para dirigir a África do Sul segregacionista".

"A Naspers tem aqui dentro, apenas no papel, uma empresa chamada MIH Brasil Participações, que funciona na Holanda. O CNPJ da MIH Brasil, vou ler devagar para aqueles que se interessam por “tudo que prejudica o Brasil e os Brasileiros”; o CNPJ da MIH é 72.091.963/0001-77. Só que a MIH é uma empresa fantasma, isso mesmo, fantasma. O endereço declarado é fictício e este CNPJ pertence à Curundéia Participações Limitada. A Curundéia também não tem sede, não tem funcionários e os endereços e telefones apresentados pela Curundéia são de outras pessoas ou estão em endereços inexistentes. A Curundéia é virtual, não existe, só existe no papel. Foi este laranjal de empresas inexistentes, com CNPJ duplicados, com endereços fictícios, sem sede, sem funcionários, que adquiriu 30% da Editora Abril. Um negócio que movimentou em torno de 900 milhões de reais. A MIH Brasil Participações não existe, o que existe, e só no papel é a Curundéia e esta desembolsou R$ 380 milhões de reais para comprar 30% da Editora Abril”.

“O capital social da Curundéia é de apenas 878 mil reais. Isso significa que para concretizar o malcheiroso negócio, a Curundéia gastou 430 vezes mais do que seu capital Social na compra sorrateira de 30% da patriótica editora Abril. Mas por qual motivo recorrer a tantos “laranjas”, tantos porões infectos, tantos negócios furtivos? Simples. Sendo a Curundéia uma empresa nacional, mesmo só no papel, pode comprar além dos 30% das ações permitidas pela Lei brasileira”.”Veja só, Veja quem planta laranjas, Veja quem lida com fantasmas, Veja quem convive com a clandestinidade!”

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