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04 setembro 2007

Fora, Lula: Roberto Jefferson promove reunião agora para organizar pedido de impeachment do presidente

Por Jorge Serrão

obs: o "agora" da reportagem foi realizado ontem (03/09/2007)

FONTE: Alerta Total


O ex-deputado Roberto Jefferson promete pedir o impeachment do presidente Lula. Ele comanda agora de manhã, em seu escritório no centro do Rio de Janeiro, uma reunião (que seria secreta e reservada) para fechar a estratégia jurídica do pedido de impedimento. O presidente Lula já tinha informações de que o ataque viria. Tanto que, na sexta-feira, em discurso no 3º Congresso do PT, ele avisou que “tsunamis viriam” e que a militância deveria estar preparada para enfrentar as ondas gigantes de ataque.

Se Jefferson protocolar seu pedido de impeachment do Lula na Câmara dos Deputados, que o foro para dar entrada no processo, Lula ainda sairá como vítima e “vidente” do ataque por ele previsto. Ainda não se sabe se a intenção de Jefferson é uma jogada isolada dele, ou se segmentos do governista PTB vão apoiá-lo. O mesmo PTB tem dado tiros de festim no presidente ultimamente. O comandante do partido em São Paulo, advogado Luiz Flávio D´Urso (presidente da OAB-SP), ensaiou a participação no movimento “Cansei”. Mas recuou, estranhamente.

Resta saber se o pedido de impeachment de Lula, tramado por Jefferson, é para valer. Ou se é alguma promoção pessoal dele, ou se o seu partido, o PTB, integrante da base aliada ao Planalto, morde e assopra para conseguir mais cargos e vantagens na administração federal. Qualquer pedido de impeachment de Lula depende de provas objetivas contra o presidente. Pode ser que Jefferson, um dos 40 réus no escândalo do mensalão, queira abrir sua “Canastra da Emília” para detonar Lula – a quem acusa, pessoalmente, de traição.

De toda forma, um pedido destes vai esbarrar na vontade da presidência da Câmara em fazer o caso entrar na pauta de apreciação. O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) não deixará qualquer pedido deste tipo avançar – repetindo os gestos de seu antecessor, o agora sumido camarada Aldo Rebello (PC do B-SP). Outros pedidos de impeachment de Lula acabaram arquivados e sequer apreciados pelo plenário da Câmara, em sessão ordinária, como manda a Constituição e o regimento interno da casa legislativa.

Se Jefferson tem ou não provas contra Lula é uma incógnita. Mas o famoso Carequinha do Mensalão pode tê-las. Marcos Valério Fernandes de Souza teria 11 horas de gravações comprometedoras, em DVD, contra os petistas. Segundo a revista ISTOÉ, depois do julgamento da semana passada, Valério ficou transtornado. A amigos íntimos emitiu os primeiros sinais de sua nova postura. "Como eu posso ter aqui cinco estrelas no peito, enquanto os chefes têm uma ou duas?", indagou, referindo-se aos cinco crimes pelos quais terá de responder. "A dimensão dada a ele foi muito exagerada". Foi o que afirmou à ISTOÉ o advogado criminalista Marcelo Leonardo.

O defensor do publicitário garante que Valério não era a fonte dos recursos (os bancos Rural e BMG), não exercia o papel de mandante (que cabia aos dirigentes petistas no caso do mensalão e à turma do senador Eduardo Azeredo no duto mineiro), nem era o maioral das campanhas. Leonardo argumenta: "O simples operador foi trazido para o papel de figura central".

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