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25 setembro 2007

Cúpula petista já pressiona Lula para detonar Mares Guia, antes que estouro do mensalão mineiro atinja o governo

FONTE: Alerta Total

Torna-se insustentável no governo a permanência do ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia. A cúpula petista já pressiona pela saída dele. O presidente Lula decide o que fazer quando retornar dos EUA. A Polícia Federal já pediu ao Supremo Tribunal Federal a quebra do sigilo fiscal da Samus Participações Ltda., a holding do grupo Mares Guia. Ele é suspeito de ser um dos idealizadores do chamado “mensalão mineiro” na eleição estadual de Minas Gerais de 1998. O senador tucano Eduardo Azeredo é outro sério candidato ao paredão neste episódio.

O ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, pagou de seu bolso, em 2002, R$ 511 mil de uma dívida do caixa dois da campanha de 1998 do hoje senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que na época foi candidato derrotado ao Palácio da Liberdade. Cinco anos depois, Walfrido nunca cobrou o dinheiro. E o ministro das articulações de Lula com o Congresso e a classe política já avisou que não vai cobrar Azeredo, de quem é "muito amigo".

Até o fim do mês, o procurador-geral da República, Antônio Fernando Souza, vai apresentar denúncia contra os envolvidos no valerioduto mineiro e o nome do ministro certamente estará entre eles. Agora, o Ministério Público Estadual de Minas Gerais promete cobrar judicialmente dos acusados no “mensalão mineiro” o ressarcimento de pelo menos R$ 5 milhões e 170 mil reais, em valores de 1998.

O dinheiro teria sido supostamente desviado de empresas estatais para alimentar a campanha de Eduardo Azeredo. O dinheiro teria abastecido a campanha tucana por meio da agência SMPB, do empresário Marcos Valério, o mesmo que intermediou o mensalão petista, alvo de processo no Supremo Tribunal Federal. A Polícia Federal já pediu o bloqueio dos bens de 36 políticos investigados no esquema de captação ilegal de recursos no mensalão mineiro.

Cogito ergo apedeuta

Em entrevista publicada ontem no jornal "The New York Times", o presidente Lula afirmou não acreditar que haja prova contra o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, que responderá criminalmente, por corrupção ativa e formação de quadrilha, no Supremo Tribunal Federal, pelo envolvimento com o mensalão petista.

"Não acredito que haja prova de que ele cometeu o crime de que é acusado. Ele será julgado".

Três anos após o incidente da tentativa de expulsão do então correspondente do New York Times no Brasil, Larry Rohter, o presidente Lula da Silva deu sua primeira entrevista ao jornal norte-americano para nos brindar com tamanha pérola de inocência ou cinismo.

Quem é traidor?

Na entrevista ao NYT, Lula se recusou a revelar se alguém em especial o traiu:

"Há centenas de empregados ao meu redor que eu não tenho a menor idéia do que fazem".

Daqui a pouco, a culpa de tudo de errado será do mordomo do Palácio da Alvorada...

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