Featured Video

Visão Mundial

Somos uma organização não governamental cristã, brasileira, de desenvolvimento, promoção de justiça e assistência, que, combatendo as causas da pobreza, trabalha com crianças, famílias e comunidades.

Wikileaks

Somos uma organização sem fins lucrativos dedicada a trazer informações importantes para o público.

Greenpeace

Somos uma organização global e independente que atua para defender o ambiente e promover a paz, inspirando as pessoas a mudarem atitudes e comportamentos.

Associação de Assistência à Criança Deficiente

Somos uma entidade privada, sem fins lucrativos, que trabalha há 60 anos pelo bem-estar de pessoas com deficiência física.

Médicos Sem Fronteiras

Médicos Sem Fronteiras é uma organização médico-humanitária internacional, independente e comprometida em levar ajuda às pessoas que mais precisam.

28 setembro 2007

Ao lado de Lula, Edir Macedo ataca Globo em lançamento de TV

Já tínhamos a "lavagem"... agora lançaram a "merda"

Para o sacro-santo-pseudo-exorcista-magnata-religioso (e poderia continuar), é fácil criar uma TV de jornalismo gratuita, bem como foi super fácil construir uma nova mansão com a réplica do Monte das Oliveiras no quintal.

Os Marinhos, com sua TV de jornalismo exclusivo a assinantes, assistem a tudo com apenas um pensamento; creio: Por que não crio a Igreja Global do Reino de dEUs?


FONTE: Estadão

SÃO PAULO - Sem se apresentar como bispo, o fundador e líder da Igreja Universal do Reino de Deus e proprietário da Rede Record, Edir Macedo, inaugurou na noite desta quinta-feira o seu novo canal de TV, o Record News, protestando contra o que chamou de "monopólio da informação" no País. Ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador de São Paulo, José Serra, Macedo iniciou seu discurso com um ataque velado à concorrente TV Globo - dizendo que sua empresa "por anos foi injustiçada por um grupo que tinha e mantém o monopólio da informação no Brasil". Ressaltando que o canal de notícias será gratuito - os da Rede Globo são exclusivos para assinantes da TV paga - Macedo disse que o novo canal pretende levar informação de qualidade aos brasileiros.

O presidente Lula discursou logo após Edir Macedo e disse que a imprensa conta hoje com ampla liberdade para exercer suas funções e ressaltou "o firme compromisso de seu governo em não cercear a liberdade de imprensa no País." Lula disse ainda que "o maior desafio do jornalismo continua sendo a missão de informar com independência, imparcialidade e a livre atuação dos meios de comunicação". No final do breve pronunciamento, o presidente disse que toda vez que participa da inauguração de uma rádio, TV ou jornal, tem a vontade de dizer: "Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós" , poema de Medeiros e Albuquerque, do Hino da República, de 1899, e que, cem anos depois, se popularizou como enredo da escola de samba Imperatriz Leopoldinense. Junto de Edir Macedo, Lula acionou o botão que colocou oficialmente no ar a nova emissora de TV, às 20h20.

O governador José Serra também destacou a iniciativa da Record em ampliar a diversidade de opiniões e priorizar a regionalização. O novo canal de notícias levou ao ar uma entrevista exclusiva com o presidente Lula. E às 22 horas, uma entrevista com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB). Dentre as autoridades que também participaram da cerimônia, estava o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, a ministra do Turismo, Marta Suplicy.

Após o discurso de Lula, o apresentador e jornalista Celso Freitas convidou a cantora Fafá de Belém ao palco para encerrar a cerimônia cantando o Hino Nacional. Em 1984, Fafá virou símbolo do movimento "Diretas Já", quando cantava o Hino Nacional e dividia os palanques dos comícios com Lula e outros políticos que lutavam pela redemocratização do País.

*************************************

O Ação Reação não permite a inclusão de comentários anônimos, antes incentiva a participação dos internautas, ou por formulário na página principal do Blog, ou por comentários com nome.

Esteja a vontade para expressar sua opinião.

Aos que mandam email ou que postam comentários perguntando o que a gente deve fazer mediante esta situação caótica que vive o Brasil, digo: busquem conscientizar o maior número de pessoas possíveis, criem blog´s, organizem passeatas pacíficas ou participem das existentes, não votem nulo ou em branco e mantenham viva a chama da esperança, pois desistir não é a REAÇÃO, nem muito menos a AÇÃO que nos levará a conquistas.

um grande abraço

Riva Moutinho

27 setembro 2007

Câmara conclui votação da CPMF em 1º turno

FONTE: Globo.com

Sem alterações, como queria o governo, a Câmara dos Deputados concluiu na madrugada desta quinta-feira (27) a votação em primeiro turno da proposta que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e a Desvinculação de Receitas da União (DRU) até 2011.

Os deputados já haviam aprovado o texto base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prorroga os impostos no último dia 19 de setembro. Ainda faltava votar as emendas e destaques.

Mesmo com a resistência da oposição, os governistas conseguiram manter a alíquota da CPMF em 0,38% até 2011, como constava no texto original, apresentado pelo relator Antônio Palocci (PT-SP). A proposta ainda será votada novamente na Câmara, antes de seguir para votação no Senado, também em dois turnos.

De acordo com o líder do governo na Casa, deputado José Múcio (PTB-PE), a previsão é de que a CPMF seja votada em segundo turno no dia 9 de outubro.

A falta de acordo entre deputados da base governista e da oposição não impediu que a Câmara iniciasse a votação. Os deputados da base conseguiram reduzir o número de destaques e emendas à proposta - após a aprovação do texto base, foram apresentados dez destaques e 65 emendas -, abrindo caminho para que a votação fosse concluída ainda na madrugada desta quinta.

Depois de 17 horas de debates, realizados em quatro sessões extraordinárias, e de 14 votações nominais, os deputados rejeitaram as quatro emendas e seis destaques que sobraram para votação em separado apresentados pelos oposicionistas.

Entenda
A CPMF, conhecida como 'imposto do cheque' tem alíquota de 0,38% e incide sobre todas movimentações financeiras. "A CPMF é uma contribuição necessária para o equilíbrio das contas do país e para garantir a estabilidade econômica. O Brasil não mantém a estabilidade econômica se não manter a estabilidade das contas", disse ao G1 o relator da matéria na Comissão Especial, deputado Antônio Palocci (PT-SP).


A DRU desvincula 20% da receita tributária da União, dando ao governo federal mais liberdade para distribuir os recursos do Orçamento entre os programas que julgar prioritários. Segundo o governo, a DRU é responsável por cerca de 60% do total dos recursos que a União tem liberdade de gastar.

26 setembro 2007

Suzane pede R$ 950 mil em ação contra o Estado

FONTE: Fonte online

A ex-estudante de Direito Suzane Louise Von Richthofen, condenada a 39 anos e 6 meses pelo assassinato dos pais, processa o Estado por danos morais e materiais. Em duas ações judiciais, ela pede indenizações de R$ 950 mil. Na primeira, ela alega ter sofrido ameaça de morte e passado fome durante uma rebelião em agosto de 2004, no Carandiru, zona norte. Na segunda argumenta ter sido obrigada pela diretora-geral de um presídio no interior a dar entrevista coletiva.

O processo 124736/2007 tramita na 8ª Vara da Fazenda Pública Estadual. O advogado de Suzane, Denivaldo Barni Júnior, sustenta em sua defesa que a rebelião iniciada às 12h20 de 24 de agosto de 2004 na Penitenciária Feminina da Capital fugiu ao controle dos funcionários e que sua cliente tornou-se alvo das líderes do motim.

Um trecho da petição diz: "Mesmo escondida ficou ouvindo palavras de ordem e ameaças contra sua vida. Ficou 22 horas sob intensa violência, pressão psicológica, sofrimento, angústia e terror em plena escuridão, agachada, de cócoras, até o término da rebelião, às 10h30 do dia seguinte." O advogado alega ainda que Suzane ficou 22 horas sem comer. Nessa ação, Barni pede indenização de 500 salários mínimos, o equivalente a R$ 190 mil.

O processo 117836/2007 corre na 14ª Vara da Fazenda Pública Estadual. Por essa ação, Suzane reivindica 2 mil salários mínimos de indenização por danos morais e materiais, equivalente a R$ 760 mil. O mesmo advogado alega que sua cliente foi exposta à mídia, contra a vontade, ao obter habeas-corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na noite de 28 de junho de 2005.

Suzane estava presa no Centro de Ressocialização (CR) de Rio Claro e ganhou do STF o direito de aguardar ao julgamento em liberdade. No mesmo dia, dezenas de jornalistas se posicionaram em frente ao CR. De acordo com Barni, Suzane foi obrigada, sob ameaça da então diretora-geral do CR, Irani Aparecida Torres, a se exibir à imprensa, totalmente contra sua vontade.

A petição diz: "Não bastasse a aparição atrás das grades, como se fosse animal exótico enjaulado, cuja cabeça estava sendo exposta pela diretora, estava totalmente desorientada, angustiada e abalada psicologicamente diante do ocorrido."

25 setembro 2007

Cúpula petista já pressiona Lula para detonar Mares Guia, antes que estouro do mensalão mineiro atinja o governo

FONTE: Alerta Total

Torna-se insustentável no governo a permanência do ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia. A cúpula petista já pressiona pela saída dele. O presidente Lula decide o que fazer quando retornar dos EUA. A Polícia Federal já pediu ao Supremo Tribunal Federal a quebra do sigilo fiscal da Samus Participações Ltda., a holding do grupo Mares Guia. Ele é suspeito de ser um dos idealizadores do chamado “mensalão mineiro” na eleição estadual de Minas Gerais de 1998. O senador tucano Eduardo Azeredo é outro sério candidato ao paredão neste episódio.

O ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, pagou de seu bolso, em 2002, R$ 511 mil de uma dívida do caixa dois da campanha de 1998 do hoje senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que na época foi candidato derrotado ao Palácio da Liberdade. Cinco anos depois, Walfrido nunca cobrou o dinheiro. E o ministro das articulações de Lula com o Congresso e a classe política já avisou que não vai cobrar Azeredo, de quem é "muito amigo".

Até o fim do mês, o procurador-geral da República, Antônio Fernando Souza, vai apresentar denúncia contra os envolvidos no valerioduto mineiro e o nome do ministro certamente estará entre eles. Agora, o Ministério Público Estadual de Minas Gerais promete cobrar judicialmente dos acusados no “mensalão mineiro” o ressarcimento de pelo menos R$ 5 milhões e 170 mil reais, em valores de 1998.

O dinheiro teria sido supostamente desviado de empresas estatais para alimentar a campanha de Eduardo Azeredo. O dinheiro teria abastecido a campanha tucana por meio da agência SMPB, do empresário Marcos Valério, o mesmo que intermediou o mensalão petista, alvo de processo no Supremo Tribunal Federal. A Polícia Federal já pediu o bloqueio dos bens de 36 políticos investigados no esquema de captação ilegal de recursos no mensalão mineiro.

Cogito ergo apedeuta

Em entrevista publicada ontem no jornal "The New York Times", o presidente Lula afirmou não acreditar que haja prova contra o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, que responderá criminalmente, por corrupção ativa e formação de quadrilha, no Supremo Tribunal Federal, pelo envolvimento com o mensalão petista.

"Não acredito que haja prova de que ele cometeu o crime de que é acusado. Ele será julgado".

Três anos após o incidente da tentativa de expulsão do então correspondente do New York Times no Brasil, Larry Rohter, o presidente Lula da Silva deu sua primeira entrevista ao jornal norte-americano para nos brindar com tamanha pérola de inocência ou cinismo.

Quem é traidor?

Na entrevista ao NYT, Lula se recusou a revelar se alguém em especial o traiu:

"Há centenas de empregados ao meu redor que eu não tenho a menor idéia do que fazem".

Daqui a pouco, a culpa de tudo de errado será do mordomo do Palácio da Alvorada...

23 setembro 2007

Empreiteiras de obras da Universal financiam PRB

FONTE: Folha online

O PRB (Partido Republicano Brasileiro) financiou-se quase que exclusivamente por meio de empreiteiras com grandes contratos com a Igreja Universal do Reino de Deus, em 2006, informa neste domingo reportagem da Folha (íntegra disponível só para assinantes do jornal ou do UOL).

Segundo a reportagem, a prestação de contas informada ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostra que R$ 1,51 milhão entraram nos cofres do partido vindo de oito empreiteiras --Liderança, MPC, Icec, Premo, Fujita, Precon, Efer e PBR-- contratadas pela Universal para fazer igrejas de porte médio e as chamadas "Catedrais da Fé".

A Folha informa que as construtoras doaram 94,3% de tudo que o partido recebeu no ano passado.

Em sua defesa, o PRB afirmou que o partido não é um reduto exclusivo da Universal e negou que a legenda se aproveite dos contratos da igreja para receber doações.

*************************************************

FONTE: Folha online

CGU pede que Renascer devolva R$ 1,9 mi

A CGU (Controladoria Geral da União) recomendou ao Ministério da Educação que exija a devolução de R$ 1,9 milhão entregue à Fundação Renascer, entre 2004 e 2005, para programas de alfabetização de jovens e adultos e de capacitação de voluntários para o ensino.

Fiscais da CGU informaram que, por três vezes, tentaram obter os relatórios que comprovariam a aplicação dos recursos, o que foi negado pela entidade. A fundação é a personalidade jurídica da igreja Renascer, fundada por Sonia e Estevam Hernandes, que estão presos nos Estados Unidos por contrabando de dinheiro.

No mês passado, a CGU encaminhou o relatório ao FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), órgão do Ministério da Educação responsável pela liberação dos recursos, e recomendou o resgate dos valores pagos à entidade por dois convênios do programa federal Brasil Alfabetizado.

Na semana passada, em mais uma tentativa para receber os documentos, o FNDE encaminhou novo pedido à fundação. O órgão quer os relatórios fiscais e as listas de alfabetizadores e de alunos para análise.

Números

À época dos repasses, a Renascer informou que, pelo primeiro convênio, de R$ 1,1 milhão e que vigorou de dezembro de 2003 a julho de 2004, contratou 300 alfabetizadores e ensinou 14.686 jovens. Disse que, no segundo convênio, de R$ 785 mil e que funcionou de outubro de 2004 a setembro de 2005, 251 professores educaram 8.016 jovens.

O informe ao Ministério da Educação foi apenas numérico.

Segundo o auditor-chefe do FNDE, Gil Loja, se a Fundação Renascer enviar as listas com os nomes de todos os voluntários e alfabetizados, será feita uma auditoria para saber se os dois convênios foram aplicados corretamente. Após uma seleção aleatória de nomes, fiscais do órgão entrarão em contato com as pessoas para saber se participaram do programa.

"Nossa preocupação é aprimorar cada vez mais o programa e impedir as irregularidades", afirmou Loja.

Segundo auditor-chefe, em 2005 foi feita uma auditoria parcial nos documentos da Renascer, em São Paulo. "Mas, como o programa de alfabetização ainda estava em vigor, não foi possível pedir todos os papéis." Loja disse que, à época, constatou-se que R$ 46 mil do convênio haviam sido gastos indevidamente.

A Fundação Renascer, que sofreu recentemente uma intervenção judicial que destituiu Sonia da presidência, tem até a próxima semana para encaminhar os relatórios.

Denúncia

Supostas irregularidades no cumprimento dos dois convênios do Brasil Alfabetizado já haviam sido relatadas por uma mulher que trabalhou durante anos no setor financeiro da Renascer. A identidade dela é mantida em sigilo pela Justiça.

Segundo a ex-funcionária, algumas igrejas realmente cumpriam o programa corretamente, mas a grande maioria não.

Ela conta que a lista de voluntários e de alunos foi fraudada com nomes de pessoas que nunca participaram do programa. Como responsável pela fraude, ela apontou o bispo José Romildo.

A denunciante disse ainda que o setor de Recursos Humanos gerou folhas de pagamento falsas e recibos de salários com assinaturas forjadas. A maior parte da verba dos convênios, afirmou, ficou nos caixas da igreja. A denúncia está sendo investigada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo.



22 setembro 2007

O MILAGRE É A VIDA

Por Caio Fábio


Quem não discerne que o milagre é a vida, e que o resto que de bom seja, é apenas força e alegria para viver — nunca aprenderá a viver nesta terra de nascimentos chorados, de gozos doídos, de partos arrancados, de uniões entre espinhos; e de necessidade de paciência e perseverança em amor, assim como se necessita de pão, água, ar e calor.

No domingo, já tarde para uma casa em saudade, uma moça veio aqui e entrou no quarto de minha mãe e jogou-se em cima dela, que dormia, dizendo: “Como eu vou viver sem ele?” E gritava isto com insistência, assustando minha mãe. Eu peguei a moça e a levei para a garagem da casa e conversei com ela.

“Você não sabe o que é ficar sem ele!...” — me afirmava ela, que vinha aqui de tempos em tempos, e apenas quando não tinha outra alternativa, em razão da escolha suicida que ela fez e que mantém: viver cheirando pó.

Eu não sei o que é ter que viver sem ele...

Eu?

O fato é que aquela moça bem expressa a verdade acima, ensinada a mim por meu pai:

A pessoa que não discerne que o milagre é a vida, e que o resto que de bom seja é apenas força e alegria para viver — nunca aprenderá a viver nesta terra de nascimentos chorados, de gozos doídos, de partos arrancados, de uniões entre espinhos; e de necessidade de paciência e perseverança em amor, assim como se necessita de pão, água, ar e calor.

Quem não vê a existência assim, jamais encontra vida na existência.

Busca, busca e nunca acha nada.

Só vê vida na existência aquele para quem a vida é o milagre e a existência é a conseqüência. Não importando “o quê”. Pois, já não há mais “quês” depois que a vida é o milagre em si.

Sim! Quem não vê a vida assim é capaz de achar que sua dor longínqua e egoísta é sempre a maior do mundo; e que nesta vida não se tem razão alguma para existir se alguém não viver por nós.

A tristeza é constatar que a fraqueza humana que só aumenta frente à existência, é o amargo fruto de não se ver claramente que a existência é secundaria onde o milagre é a vida.

Pense nisso!

******************************************

PROGRAMAÇÃO DA RÁDIO:
Mensagens todos os dias às 10h, 17h e 22h
Toda terça às 20h Conferência ao Vivo
Todo domingo às 19:45h, ao vivo, do Teatro la Salle em Brasília
Acesse através do link no canto superior direito desta página.


Caio Fábio coordena o Caminho da Graça em Brasília.
Há Estações do Caminho da Graça em BH, SP, Santos, Manaus, Campo Grande(MS), Sete Lagoas(MG), Uberlândia(MG), Niterói(RJ),
Londres(Inglaterra) entre outras cidades.

Conheça o site www.caiofabio.com

21 setembro 2007

QUEM VOTOU A FAVOR DA CPMF

clique na imagem para ver a lista


Guarde o nome de cada político que votou SIM para a próxima eleição.

PROTESTE

ou vai continuar pagando a CPMF, no mínimo, até 2011.

Resultado da Enquete de Agosto / Setembro

Você aprova a postura do Governo Federal frente ao caos aéreo?

Totalmente

15,56%
Em parte

13,33%
Não

64,44%
Prefiro não opinar

6,67%


No Governo petista de Lula, em menos de 8 anos, assistimos a inúmeros casos de corrupção, má gestão de dinheiro público, impunidades, propinas e etc...

Nosso Senado é a VERGONHA NACIONAL.

Nossa Câmara Federal NÃO REPRESENTA o povo.

Mesmo diante de tantas aberrações políticas, o povo brasileiro continua apoiando o Governo.

A CPMF está para ser prorrogada até 2011 e, mesmo assim, o povo não vai às ruas protestar.

Tristemente, cada um de nós demonstra como aprendemos bem a sermos SACO DE PANCADA.

O BRASIL NÃO MUDARÁ SE NÃO MUDARMOS PRIMEIRO

"O que mais me preocupa é o silêncio dos bons"
(Marthin Luther King)

A RELIGIÃO DA MALDIÇÃO

Por Riva Moutinho


Leia GÁLATAS 3

Maldição: Ação ou efeito de amaldiçoar ou maldizer, de expressar, por meio de palavras solenes, que refletem ódio, cólera, aversão ou reprovação, o desejo de que algo ruim aconteça a (alguém ou algo).(FONTE: Dicionário Eletrônico Houaiss)

“É a ação efetiva de um poder sobrenatural, caracterizada pela adversidade que traz, sendo geralmente usada para expressar o azar ou algo ruim na vida de uma pessoa. Antigamente era algo semelhante a um "Feitiço" ou Encantamento", mas que só causa o mal à pessoa.” (FONTE: Wikipédia)

Teria Deus entregado ao homem o poder de falar mal a alguém, a fim de que o mal fosse realizado? Teria Deus criado uma exceção ao sacrifício de Cristo na cruz, de maneira que as ditas maldições hereditárias continuem a perpetuar mesmo após o indivíduo reconhecer que Cristo reina na sua vida? Teria Deus falhado na Graça de maneira que processos chamados de Quebra de Maldição precisariam ser realizados periodicamente para a obtenção de uma vida melhor?

Questões como estas e tantas outras preenchem minha mente quando vejo como o tema MALDIÇÃO é tratado no nosso tempo. Compreender o significado e os limites da maldição só é possível estudando a Palavra, a fim de não sermos lançados nos ventos dos desvarios da religião. O resultado da não compreensão tem levado um incontável número de pessoas à superstição e, por consequência, a se afastarem do Evangelho. Assim o engano da falsa compreensão cria seu próprio evangelho, seu próprio deus, suas próprias verdades, seu próprio caminho errante.

Veja o que diz o missionário R. R. Soares: “A confissão do que cremos pode ser positiva ou negativa. Ambas são necessárias e úteis. A confissão negativa é a que abre a porta para que o Senhor entre em uma vida. A pessoa confessa que é uma pecadora, e que aceita Jesus como Salvador e Senhor de sua vida.

A confissão negativa deve ser usada somente no início da caminhada, em que a pessoa é salva, e depois quando a pessoa escorrega e cai em transgressão ou pecado. A confissão negativa dá ao Senhor condições de perdoar e levantar o penitente.”

(FONTE: http://www.ongrace.com/cursofe/licoes.php?id=10)

É interessante observarmos a utilização das palavras positiva e negativa e o que o seu emprego, eventualmente, geraria. Note que é necessária esta atitude nossa, positiva ou negativa, para que Deus execute algo. Até o pecado que é constante nas nossas vidas torna-se temporão (“... e depois quando a pessoa escorrega e cai em transgressão ou pecado.”) e assim, até o perdão, que segundo o Evangelho é gerado mediante a Graça de Cristo, recebe agora uma condicional ou uma regra (“... dá ao Senhor condições de perdoar.”)

O Pr. Alcione Emerich disse num estudo sobre benção e maldição publicado na web: “Característica da maldição: REPETIÇÃO DE SINTOMAS

Exemplos: Prostituição, Divórcio, Violência, Alcoolismo, Abuso Sexual...

Na medida que uma maldição ( ou benção ) se estabelecem, tendem a se transferir de geração a geração: Na vida individual, familiar, geográfica ( cidades e nações ) etc.”

(FONTE: www.montesiao.pro.br/libertacao/vbmaldicoes.htm)


Seria a causa da prostituição uma palavra negativa lançada? Tratarmos tais problemas com a “simples” ideía de maldição nos remete a uma solução unicamente espiritual e sabemos que este nem sempre é o caso. Todos os problemas acima e tantos outros que poderiam ser ditos nos remetem a causas emocionais, psicológicas e sociológicas e, não, espirituais necessariamente. Criar uma relação espiritual culpando uma intervenção aproveitadora, mediante as palavras negativas pronunciadas por alguém, do diabo na vida de outro alguém ou da própria é, no mínimo repassar a um terceiro a responsabilidade de certas decisões tomadas ao longo da vida ou até mesmo da, digamos, falta de oportunidade que a vida tem dado.


Cada um precisa aprender a vencer seus medos, traumas, falta de oportunidades na vida, orgulho, vaidades e tantos outros males que assolam a humanidade e que compõem a natureza humana. Tratar tais males sem diabolizá-los, mas na lucidez que só o Evangelho possui é a chave que muitos líderes religiosos fazem questão de retê-la. Até porque isto aprisiona as pessoas a eles e os transformam numa espécie de gurus.


Jorge Linhares no seu livro Benção e Maldição escreve na contra capa: “Muitos hoje são derrotados, improdutivos, complexados, impedidos de avançar, apenas porque alguém em posição de autoridade lançou-lhes palavras carregadas de ódio e maldição. Em alguns casos, os conflitos provocados por estas palavras passam de pai para o filho, atravessando gerações.”

A expressão utilizada “em posição de autoridade” remete a todos aqueles que lhe são superiores: pais, chefes, padres, pastores... O inimaginável ocorre quando pastores afirmam que eles têm “o poder e a autoridade” para desfazerem todas as maldições. Agora, pare e pense: Quem possui autoridade maior do que a de Deus? Toda maldição termina em Cristo porque Ele se fez maldição ao morrer numa cruz. No livro de Gálatas está escrito: "Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro." (Gálatas 3:13) Assim toda maldição trazida pela Lei foi destruída diante do Amor de Cristo ao morrer por cada um de nós.

E este sacrifício foi ÚNICO e é ABSOLUTO. Não é uma lei que precisa de emendas para consertá-la ou torná-la atual, mas um SACRIFÍCIO de Deus, do Filho, ao qual não há espaço para rituais, pós-morte e ressurreição, de quebras de maldições.

Tais rituais, também chamados de cultos de libertação, apenas servem para que as pessoas não enxerguem que Jesus TUDO fez por elas, caindo assim, na teia maliciosa da religião que as prendem por prazo indeterminado, gerando, assim, o ciclo-de-busca-a-libertação.

A maldição foi a causa que os amigos acreditavam estar sobre Jó quando este teve sua vida assolada por uma quantidade de males terríveis. A Bíblia nos mostra, claramente, o quanto estes amigos de Jó estavam enganados. Em João 16:33, Jesus disse: “No mundo tereis aflição.” E em Mt. 5:45 Ele disse: "Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos."

Caio Fábio, em seu livro O Enigma da Graça diz: “A estratégia do diabo, quando você é um praticante convicto da Teologia Moral de Causa e Efeito, é outra: Satanás convence você de ser uma pessoa cheia de “razões”, “direitos”, “justiças”, “verdades”, “autoridade”, “virtude”, “amor”, e muitas outras coisas; e, então, depois, faz você transformar tais virtudes em Lei para a sua própria vida e para a dos outras.”

Mas quando se está em Cristo nenhuma maldição existe, se cria ou persiste.

Quando se está na Luz nenhuma treva habita e nenhum interior pode ser invadido tornando-se habitação de demônios, pois neste templo sagrado-corporal de cada cristão, há a presença do próprio Espírito de Deus.

Deus não deseja ver seus filhos O servindo mediante o medo de receberem alguma maldição divina, mas sim, deseja que eles O sirvam em verdade, com sinceridade e liberdade; não sendo juízes de seu próximo.

Portanto todos os males que em minha natureza habita, já estão curados em Cristo e Nele torno-me verdadeiramente livre conforme João 8:36. A Lei já não me conduz, mas a Graça que superabundantemente é derramada sobre mim diariamente e ininterruptamente. Graças a Deus!!!

Assim, maldições hereditárias, cultos de libertação (onde teria Deus hora e dia marcado para libertar alguém de alguma coisa ruim), rituais de quebras de maldições, positivismos e negativismos dentro do conceito espiritual, não passam de laços criados pela religião e seus doutores da lei, a fim de estabelecerem um certo domínio sobre o povo que conduzem e satisfazerem aos delírios mais loucos e variados da mente humana.

Perceba e entenda que o diabo não é o oposto de Deus.

Caio Fábio escreveu em seu livro “O Enigma da Graça” o que C. S. Lewis expressou no livro “As Cartas do Inferno”: “Deus não tem um oposto a Ele. Nenhum ser poderia atingir a maldade perfeita a fim de poder competir com a perfeita bondade de Deus. O diabo é o oposto de anjo somente na mesma medida em que um homem mau é o oposto de um homem bom. Satanás, o líder desses diabos, está em equivalência oposta não a Deus, mas a Miguel, o arcanjo.”

Assim, queridos, libertem-se do poder opressor da religiosidade e das verdades-denorex (parece mas não é), e caminhem na estrada segura e verdadeira do Evangelho de Cristo, o qual nos desafia diariamente a viver uma vida livre, porém consciente; com amor por todos indistintamente e convictos que em Deus sou, estou e permanecerei liberto.

BH 20/09/2007

20 setembro 2007

Após barganha, governo consegue aprovar CPMF em 1° turno

FONTE: Estadão

BRASÍLIA - A Câmara aprovou no final da noite de quarta-feira, 20, a emenda constitucional que prorroga até 2011 a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), como queria o Palácio do Planalto. A mesma proposta - que ainda precisa ser votada em mais um turno pelos deputados e duas vezes no Senado - permite ao governo movimentar 20% dos recursos do Tesouro sem vinculação, o que ano passado representou R$ 84 bilhões. O placar foi de 338 votos favoráveis à manutenção do tributo, 117 contra e 2 abstenções.

Veja também:

linkEspecial sobre a CPMF especial

linkAliados aproveitam para cobrar cargos

linkSuspensão de MPs reforça problema da insegurança jurídica

Ao longo do dia, a Câmara realizou três sessões. Juntas, duraram 12 horas e 25 minutos. Como são necessários 308 votos para a aprovação de uma emenda constitucional, o governo conseguiu 30 votos a mais do que o mínimo. A vitória, porém, ocorreu em clima de tensão.

Para acalmar a sua própria bancada, que a toda hora se rebelava e ameaçava não votar a prorrogação, o Palácio do Planalto se viu obrigado a prometer tudo, a todos, na hora da votação. E, mais uma vez, a liberar verbas para emendas parlamentares e a efetivar nomeações prometidas em estatais.

Somente nesta quarta-feira foram liberados R$ 21,7 milhões para emendas. Entre elas, as que destinavam verbas para prefeituras controladas pelo PT, por aliados como PTB e PMDB e até por partidos de oposição, como o PSDB.

Controlada pelo PTB, Itinga do Maranhão recebeu R$ 452,1 mil. Administradas pelo PT, Niterói (RJ) levou R$ 626,9 mil e São Leopoldo (RS), R$ 120 mil. Patos (PB), sob gestão do PMDB, obteve liberação de R$ 65,1 mil. Teresina, sob tutela do PSDB, conseguiu R$ 297,6 mil.

Para mostrar que cumprirá as promessas, o governo fez cinco nomeações - quatro para cargos da diretoria do Banco do Nordeste, com as quais atendeu ao PP, PR, PSB e PTB, e outra para a presidência do Porto de Santos, que foi para José Di Bela Filho, apadrinhado dos deputados Márcio França (PSB-SP) e Ciro Gomes (PSB-CE).

O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva encabeçou o esforço governista para enfrentar a barganha generalizada. Ao saber que o maior número de focos de rebeldia estava no PMDB, cobrou da direção do partido o voto a favor da CPMF.

"Quem é parceiro é parceiro para comer no prato cheio e é parceiro para ficar olhando o prato vazio junto, é parceiro nos bons e nos maus momentos", afirmou Lula, em discurso no lançamento do PAC da Funasa, quando a Câmara estava reunida para discutir a votação.

Ao mesmo tempo, líderes governistas e emissários do Planalto juraram rapidez na nomeação de apadrinhados políticos para cargos em estatais e no segundo e terceiro escalões, na liberação do dinheiro das emendas parlamentares e até na renegociação da dívida de R$ 70 bilhões dos ruralistas.

Parceiros

Cansado de tanto negociar e de tentar acalmar os deputados, que vêem na votação da CPMF a última trincheira para tirar o máximo do governo, o líder José Múcio (PTB-PE) desabafou, no início da noite, com uma ameaça: "Para o governo, a votação vai servir para saber quem será seu parceiro nos próximos 39 meses." Antes, José Múcio participara de pelo menos dez reuniões, nas quais fez apelos seguidos pelo voto a favor da CPMF, com a garantia de que o governo cumprirá suas promessas.

Uma das reuniões ocorreu com seu próprio partido, o PTB, e com o ministro das Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia. Encerrado o encontro, foi indagado pelos deputados se seria possível conversar com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Eles concluíram que Mares Guia faz muitas promessas, mas tem pouca margem para honrá-las.

O PR, que tem 41 deputados, fez uma reunião tensa. Deputados exigiam nomeações e a liberação das emendas de imediato. Múcio correu para lá. Ajudou o líder Luciano Castro (RR) a dizer que o governo cumpriria os acordos. Castro decidiu usar o próprio cargo como avalista: "Pedi aos deputados um voto de confiança em mim. Estou me expondo. Se amanhã não resolver, é a minha cabeça que está a prêmio. Se o governo não resolver, deixo a liderança. Não me sentirei confortável se o governo não cumprir os compromissos que assumiu", afirmou.

O partido reivindica cargos no Departamento Nacional de Infra-Estrutura em Transportes (DNIT) de Santa Catarina, Sergipe e São Paulo, a diretoria de Operações de Furnas, um cargo na Agência Nacional do Petróleo (ANP) e outro na área de energia para o deputado Lúcio Alcântara (PR-CE).

Revoltas

Duas das principais revoltas do PMDB ocorreram nas bancadas do Rio Grande do Sul e da Paraíba. A dos gaúchos foi motivada pela revogação da medida provisória que compensava as perdas do setor calçadista com a valorização do real. Para contorná-la, o vice-líder do governo, Henrique Fontana (PT-RS), prometeu o envio de um projeto que retoma as compensações.

A revolta da Paraíba teve como conseqüência uma das nomeações feitas para o Banco do Nordeste. Para atender aos pedidos da base aliada, o governo demitiu o ex-deputado Augusto Bezerra, do PMDB da Paraíba. Foi a conta para a revolta.

Os nomeados do BNB são Paulo Sérgio Ferraro, apoiado pelo PR, PP e pelo governador da Bahia, Jaques Wagner; Luiz Carlos Everton, indicado pelo governador do Piauí, Wellington Dias (PT), e por Ciro; Luís Henrique Mascarenhas, da confiança pessoal do ministro da Fazenda, Guido Mantega; e Osvaldo Serrano, apoiado pelo PTB e pelo oposicionista do DEM Airton Xerez (RJ).

18 setembro 2007

Os documentos do mensalão mineiro

FONTE: Revista Isto é - parte III

Na matemática da PF, o governo e suas estatais entraram de fato com R$ 9.749.981,90, contra os R$ 10.673.981,90 previstos na lista. A questão principal, contudo, não é o que entrou, mas a mixaria que saiu. A PF apurou que a SMP&B repassou apenas R$ 98 mil para a Confederação Brasileira de Motociclismo. A diferença de operações desse tipo ajudava a montar o caixa 2 ou era usada para cobrir parte dos empréstimos que Valério tomava nos bancos, à semelhança do que fez no Mensalão Federal. Segundo a "Lista do Mourão", dos mais de R$ 100 milhões que teriam sido arrecadados para a reeleição de Azeredo, apenas a SMP&B e a DNA (outra agência de Valério) "movimentaram R$ 53.879.396,86".

Além das estatais mineiras, empreiteiras como a ARG, Queiroz Galvão, Erkal, Egesa, Tratex e Servix são citadas pela PF como patrocinadoras de doações irregulares. Segundo a PF, companhias privadas contribuíram com R$ 17,5 milhões para a campanha, através de transferências realizadas para as empresas de Marcos Valério. A ARG, por exemplo, fez depósitos totais de R$ 3 milhões, alguns às vésperas do primeiro turno. Eram valores pulverizados que transitavam por várias contas da DNA e, no final, parte desses recursos foi sacada em dinheiro vivo na boca do caixa. Durante a gestão de Azeredo, a ARG prestou diversos serviços ao Estado, como a duplicação da BR-381, que custou R$ 60 milhões. "A empreiteira ARG possuía motivação necessária para efetuar a doação irregular detectada, pois pretendia garantir futuros negócios", avalia Zampronha.

Com Valério arrecadando, foi montado um "núcleo central" da campanha que traçava as estratégias. Segundo as investigações, ele era constituído pelo próprio governador Azeredo, pelo vice Walfrido dos Mares Guia e pelos secretários Álvaro Azevedo, de Comunicação, Cláudio Mourão, de Administração, e João Heraldo Lima, da Fazenda, hoje diretor do Banco Rural. Perdida a eleição, as relações entre eles mudaram e foi isso que permitiu à polícia mapear o esquema do Mensalão Mineiro e, mais ainda, perseguir o rastro de negócios mal explicados - a ponto de a PF ter recomendado a prisão imediata de Marcos Valério, por perturbar as investigações e ocultar documentos, e a quebra de sigilo fiscal e bancário numa empresa do ministro Mares Guia.

A pista - "Como candidato, ocupeime das tarefas políticas da campanha", escreveu o senador Azeredo em carta enviada à ISTOÉ na edição passada. "Reitero que não houve 'Mensalão' em Minas Gerais. Também não houve uso de dinheiro público na campanha de 1998, quando disputei a reeleição ao governo."

A chamada "Lista do Mourão" representa ao mesmo tempo o pomo da discórdia entre os políticos mineiros e a principal pista oferecida à PF para radiografar o caixa 2 da campanha tucana em 1998. No seu depoimento, Cláudio Mourão confirma ser sua a assinatura aposta no documento, mas diz que não o elaborou. O Laudo nº 3319/05, do Instituto de Criminalística, descarta "a possibilidade de as assinaturas de Mourão terem sido transpostas de outro documento, montagem que seria facilmente detectada pelos instrumentos óticos utilizados nos exames", diz o relatório da PF.

A briga - Essa lista só surgiu depois que Mourão decidiu processar Azeredo. O motivo principal da briga entre os dois foi uma dívida de campanha. Em 1999, Mourão cobrou de Azeredo um pagamento de R$ 500 mil, referentes à aquisição de veículos, através da locadora de seus filhos. Na conversa que os dois mantiveram, o senador tucano reconheceu que deveria honrar as dívidas de campanha, mas disse que não tinha dinheiro para isso. Segundo Azeredo, a partir daí o coordenador financeiro de sua reeleição foi se afastando, a ponto de protestar uma nota promissória assinada pelo próprio Mourão, com base numa procuração do ex-governador e que ainda estava em poder dele. Além disso, Cláudio Mourão teria proposto uma ação indenizatória no Supremo, que não a aceitou.

Na medida em que a campanha de 2002 tomou corpo e Eduardo Azeredo se viu numa disputa apertada com o atual ministro das Comunicações, Hélio Costa, ele decidiu resolver a antiga questão. Recorreu então a Mares Guia, que procurou Mourão. Nas negociações, o atual ministro das Relações Institucionais conseguiu fazer o ex-aliado reduzir a dívida: dos R$ 900 mil que Mourão passou a cobrar, baixou para R$ 700 mil. E quem pagou esse dinheiro a Cláudio Mourão? O cheque nº 007683 da agência 009 do Banco Rural, da conta cujo titular é Marcos Valério.

Segundo Azeredo, Walfrido o havia informado de que saldaria o débito com um empréstimo do Banco Rural - do qual o senador foi avalista. No dia 26 de setembro de 2002, uma semana antes da eleição de Azeredo para o Senado e uma semana depois de Marcos Valério pagar Mourão, o banco emprestou R$ 511 mil em nome da Samos Participação Ltda. Segundo Walfrido, disponibilizados pelo diretor João Heraldo, o exsecretário da Fazenda e ex-integrante do núcleo central da campanha. Azeredo arrecadou com amigos os R$ 200 mil restantes. E Marcos Valério foi reembolsado.

Quebra de sigilo - A Samos é uma holding patrimonial constituída para administrar os bens de Mares Guia e de sua família, com sede na residência do ministro em Belo Horizonte. Como então Walfrido pagou o Banco Rural para não ficar com o mico da dívida de Azeredo? Ao rastrear os créditos na conta da empresa no Banque Nationale de Paris Brasil, a polícia descobriu que eles tiveram origem em fundos de investimento cujos registros permanecem sob sigilo bancário. O ministro Joaquim Barbosa, do STF, solicitou à Receita Federal o levantamento fiscal da Samos. Os dados da quebra do sigilo são intrigantes. Em 2003, por exemplo, quando Walfrido já estava no Ministério do Turismo do governo Lula, a Samos declarou uma receita de R$ 7,18 milhões, mas teve uma movimentação de R$ 12,25 milhões. No ano anterior, a receita declarada foi bem menor, de apenas R$ 1,11 milhão. Mas a movimentação financeira foi quase o dobro, R$ 22,27 milhões.

"As informações (...) caracterizam indícios de irregularidade tributária", registra Paulo Cirilo Santos Mendes, chefe da Divisão de Programação, Controle e Avaliação da Receita Federal. O caso da Samos foi encaminhado à Superintendência Regional para ser incluído no programa de fiscalização da Receita. Além dessa questão fiscal, iniciada no ano passado, o ministro Walfrido dos Mares Guia tem agora um encontro agendado com a questão legal. Se o procurador-geral achar que as provas da Polícia Federal são suficientemente fortes para pedir um julgamento ao Supremo Tribunal, ele pode vir a ser denunciado por lavagem de dinheiro, peculato e formação de quadrilha, como ocorreu com os operadores do Mensalão do PT. É por isso que, a partir de agora, Walfrido também passa a ser uma questão política para o governo Lula. Afinal, depois de sofrer por dois anos o desgaste das acusações contra José Dirceu, Delúbio e companhia, o presidente bem que poderia ter ficado livre de ver o operador de outro mensalão como o responsável pela sua articulação com o Congresso.

voltar a parte I

Os documentos do mensalão mineiro

FONTE: Revista Isto é - parte II


ALAN RODRIGUES/AG. ISTOÉ
AZEREDO (à esq.) e MARES GUIA NA CAMPANHA DE 1998 O hoje ministro Mares Guia teve os sigilos bancário e fiscal de sua empresa quebrados e uma devassa da Receita Federal constatou irregularidade. Ao lado, os manuscritos de Mares Guia sobre os gastos da campanh

Quem organizou grande parte dessa ação foi o ministro Walfrido dos Mares Guia. Na semana passada, ISTOÉ publicou carta de sua assessoria, na qual ele reiterava que, em 1998, "não foi coordenador da campanha de Eduardo Azeredo". "Mares Guia era candidato a deputado federal pelo PTB e cuidava de sua própria campanha", diz a carta. Se tiver acesso ao depoimento do ex-prefeito de Juiz de Fora Custódio de Mattos, Walfrido pode talvez refrescar sua memória. Custódio diz que foi convocado por Walfrido para apoiar Azeredo no segundo turno, "tendo recebido a quantia de R$ 25 mil", informa o relatório à página 111. "Consta transferência da SMP&B no valor de R$ 20 mil, sendo que Custódio não soube informar como recebeu o restante", registra a PF (confira quadro à pág. 37). Na época, o ex-prefeito de Juiz de Fora se elegeu deputado federal e hoje, reeleito, é secretário de Desenvolvimento Social do governador Aécio Neves. Outros três citados integram o secretariado de Aécio: Olavo Bilac, de Ciência e Tecnologia, João Batista de Oliveira, de Direitos Humanos, e Elbe Brandão, de Desenvolvimento do Vale do Jequitinhonha.

Nas suas diligências, a Polícia Federal encontrou quatro folhas manuscritas por Walfrido, com nomes de empreiteiras, siglas, abreviações, números e valores, muitos valores. Em seu depoimento, o ministro confirmou a autenticidade dos papéis e explicou ao delegado Luiz Flávio Zampronha que a anotação "HG", que aparece ao lado de "1.000 mil", significava Hélio Garcia, o ex-governador de Minas, que na época disputava o Senado. Colocada ao lado de "500 mil", as iniciais "JM" se referem à então senadora Júnia Marise. Em seu depoimento, a assessora Maria Cristina Cardoso de Mello confirmou ter recebido um depósito da SMP&B de R$ 175 mil para Júnia Marise, como contrapartida de seu apoio a Azeredo, no segundo turno. Outro assessor da senadora, Antônio Marum, confirmou o recebimento de R$ 25 mil para saldar empréstimo contraído na campanha de 1998. Ou seja, do que foi possível confrontar com extratos bancários, as informações do dossiê original podem divergir nos números, mas não divergem em relação a nomes.

ANDRÉ DUSEK/AG. ISTOÉ
O PROCURADOR Antonio Fernando fará a denúncia nos próximos dias

Mistério de R$ 1,8 milhão - Nos papéis de Walfrido, permanece o mistério quanto a um certo "TP 1.800 mil". Apesar de ter revelado o significado das outras abreviações da lista, o ministro não soube dizer o que era esse R$ 1,8 milhão para TP. A polícia especula com a possibilidade de TP ser o anagrama de um partido político.

Oficialmente, o coordenador financeiro da campanha foi Cláudio Mourão, que deixou a Secretaria de Administração do primeiro governo de Eduardo Azeredo para se dedicar à reeleição do governador. Na prática, contudo, quem arrecadava era o então desconhecido Marcos Valério, enquanto o ministro Mares Guia ajudava a orientar as despesas.

Na página 1.767 do inquérito, Marcos Valério conta que a SMP&B entrou na campanha de Azeredo pela porta do atual presidente da Confederação Nacional dos Transportes, Clésio Andrade, que era sócio da agência e candidato a vice na chapa dos tucanos. Em 2002, Clésio se elegeu vice de Aécio Neves. Depois, saiu da política.

Foi Valério quem montou a principal fonte do caixa 2, a operação cruzada envolvendo a agência, as empresas estatais e os bancos. No inquérito, vários laudos periciais da PF mostram que Marcos Valério obteve um total de R$ 28,5 milhões em diversas operações de empréstimos com os bancos Rural, Cidade e de Crédito Nacional. Segundo a polícia, os empréstimos eram um subterfúgio para encobrir a origem ilícita das verbas tomadas de empresas do Estado, como a Companhia de Saneamento (Copasa), Companhia Mineradora (Comig), Banco do Estado (Bemge) ou Companhia Energética (Cemig). O delegado Zampronha concluiu que a lavagem do dinheiro seguiu um mecanismo semelhante ao do Mensalão do PT, com a diferença de que, no caso dos mineiros, a garfada sobre os recursos públicos foi ainda mais explícita. Do ponto de vista legal, isso pode complicar ainda mais a vida de Marcos Valério e de todos os que participaram dessas operações.

PABLO VALADARES/AE
STF O ministro Joaquim Barbosa se debruça agora sobre o Mensalão Tucano

Estatais - Um exemplo claro é o do patrocínio do Enduro da Independência, famosa prova de motocross pelas montanhas de Minas Gerais. Segundo a chamada "Lista do Mourão", o governo, com o apoio de seis estatais, arrecadou R$ 10,67 milhões para essa promoção. Em seu depoimento, Mourão não admitiu que recursos desviados das estatais tivessem sido utilizados na campanha de reeleição. No entanto, nas análises financeiras realizadas pelo Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal detectou- se mais semelhanças que diferenças entre os valores apontados na lista de Mourão e os efetivamente gastos pelo governo e suas estatais.

As coincidências: a Cemig entrou com R$ 1.673.981,90 e a Copasa com R$ 1,5 milhão. Este mesmo valor coube à Comig, mas a "Lista do Mourão" aponta que a Comig tinha duas cotas enquanto na prática só houve o desembolso de uma delas. O Bemge, segundo a lista, participaria com R$ 1 milhão, mas a PF constatou que cinco empresas da holding deram cotas individuais de R$ 100 mil, totalizando metade do que se esperava. Em compensação, o Tesouro do Estado aportou R$ 4,576 milhões, mais que o dobro dos R$ 2 milhões registrados na "Lista do Mourão".

continua...

Os documentos do mensalão mineiro

FONTE: Revista Isto é

Estou querendo saber o por que dos principais jornais mineiros: Estado de Minas e O Tempo, não terem publicado nada a respeito desta reportagem da Revista Isto é.


Nos próximos dias, o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, apresentará ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma peça jurídica capaz de provocar um terremoto político tão devastador quanto o do Escândalo do Mensalão. É a denúncia contra os políticos envolvidos no inquérito policial 2245-4/140-STF, que investiga o chamado "tucanoduto" - o caixa 2 da malsucedida campanha do senador Eduardo Azeredo ao governo de Minas Gerais, em 1998. Com mais de cinco mil páginas, o inquérito tem num relatório da Polícia Federal a completa radiografia de como foi montado o esquema e quem se beneficiou com ele.

Obtidos com exclusividade por ISTOÉ, os documentos que integram as 172 páginas dessa conclusão são mostrados pela primeira vez. Eles atingem diretamente o atual ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia (à época vice-governador e candidato a deputado federal), e envolvem o governador de Minas, Aécio Neves (que na ocasião tentava sua reeleição à Câmara). Aécio é nomeado numa lista assinada pelo coordenador financeiro da campanha, Cláudio Mourão, como beneficiário de um repasse de R$ 110 mil.

O relatório compromete ainda 159 políticos mineiros que participaram da disputa de 1998, entre eles a então senadora Júnia Marise e 82 deputados, entre federais e estaduais. No total, 17 partidos são citados, incluindo o PT, acusado de ter recebido R$ 880 mil, divididos entre 34 sacadores, sendo cinco deputados federais (confira a lista completa ao final dessa reportagem).

"Organização criminosa" - De acordo com a denúncia, o esquema capturou mais de R$ 100 milhões, com desvio de verbas de estatais e empréstimos bancários. Oficialmente, a campanha de Azeredo custou R$ 8 milhões. A intermediação entre o núcleo da campanha e os políticos favorecidos ficou a cargo da SMP&B, a agência do publicitário Marcos Valério, que, segundo a polícia, lavou parte do dinheiro com notas fiscais frias. Foi um modo de operar que serviu de laboratório de testes para o que, quatro anos depois, viria a ser o Mensalão Federal.

Walfrido dos Mares Guia

Reservado a promotores próximos do procurador-geral, aos poucos assessores que freqüentam o gabinete do ministro Joaquim Barbosa, do Supremo, e a um grupo seleto de policiais, o documento é demolidor. "Constatou-se a existência de complexa organização criminosa que atuava a partir de uma divisão muito aprofundada de tarefas, disposta de estruturas herméticas e hierarquizadas, constituída de maneira metódica e duradoura, com o objetivo claro de obter ganhos os mais elevados possíveis, através da prática de ilícitos e do exercício de influência na política e economia local", diz o relatório da PF. Com diversos laudos periciais, extratos bancários e dezenas de depoimentos, o documento põe fim a uma batalha política entre oposição e governo que se arrasta há dois anos, desde que a CPI que apurou o Mensalão federal se recusou a investigar o caixa 2 da campanha de Eduardo Azeredo em Minas.

O MINISTRO Acusado de movimentar mais de R$ 24 milhões na campanha de Azeredo, Mares Guia, responsável pela articulação do governo Lula com o Congresso, reconheceu sua letra numa relação de custos eleitorais

Com base nas informações reveladas nesse relatório fica fácil entender por que houve tanta pressão dos tucanos e até a complacência do PT para não se abrir uma CPI exclusiva para esse caso. Na ocasião, o senador Delcídio Amaral (PT-MS), que presidia a chamada CPI dos Correios, classificou de "documento apócrifo" a lista elaborada pelo então coordenador financeiro da campanha de Azeredo, Cláudio Mourão, e que serviu de base para o trabalho da PF. Outra curiosidade: a denúncia da lista tinha sido feita por um companheiro do próprio partido de Delcídio, o então deputado estadual mineiro Rogério Corrêa. Mais curioso ainda: Paulinho Abi-Ackel, o filho do deputado Ibrahim Abi-Ackel, relator da CPI da Compra de Votos (e que também poderia ter investigado o caixa 2 mineiro), recebeu R$ 50 mil do esquema (leia quadro à pág. 32). Ele disse à polícia que prestou serviços de advocacia à campanha.

O GOVERNADOR Aécio Neves é mencionado na lista de Cláudio Mourão como tendo recebido R$ 110 mil na campanha que fazia para deputado federal em 1998

Nos recibos recuperados pela PF a partir da chamada "Lista de Mourão", fica provado que o dinheiro "não contabilizado" dos tucanos irrigou não só a campanha de reeleição de Azeredo, mas de boa parte da elite da política mineira. O valor total rateado entre ela teria alcançado R$ 10,8 milhões.

"Em dinheiro vivo" - Com exceção dos 82 deputados federais ou estaduais que receberam, em nome próprio ou de assessores, depósitos feitos diretamente pelas empresas de Marcos Valério, não é possível por enquanto assegurar que os repasses ao restante dos 159 políticos, incluindo o então candidato a deputado federal Aécio Neves, tiveram origem no caixa 2 operado pelo publicitário e pelo núcleo central da campanha de Eduardo Azeredo. "Muitos dos saques foram em dinheiro vivo, o que dificulta o rastreamento", garante um dos policiais que participaram dos trabalhos. Segundo a investigação da Divisão de Repressão a Crimes Financeiros, a maior parte da derrama aconteceu para a compra de apoio político no segundo turno da eleição de 1998, no qual Azeredo acabou derrotado pelo ex-presidente Itamar Franco.

Governo faz blitz para aprovar CPMF, mas MPs podem atrapalhar votação

FONTE: Estadão

O Palácio do Planalto se lançou ontem com todas as forças numa ofensiva na Câmara para garantir a aprovação na quarta-feira da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O líder do governo, deputado José Múcio Monteiro (PTB-PE), quis dar uma demonstração de confiança do governo na maioria que detém na Casa e garantiu que a blitz para levar a CPMF a voto não inclui concessões. "Não vai haver negociação nem aqui (na Câmara) nem lá (no Senado). Foi a própria base que disse que não haverá mudança", disse. Enquanto isso, contudo, ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva procuravam deputados e senadores, aliados e de oposição, em busca de acordo para votar a prorrogação até 2011 da CPMF (leia abaixo).

Além de admitir negociações em torno da alíquota da contribuição, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), garantiu que a proposta só será votada amanhã se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva revogar medidas provisórias que trancam a pauta da Casa. "Se não houver a atitude de revogar as medidas provisórias, acho extremamente improvável votar a CPMF nesta semana. Se houver, acho possível", disse Chinaglia. "Comigo, o governo não falou nada de retirar MP", observou José Múcio. "Vamos votar o projeto da CPMF na quarta-feira sem tirar as MPs."

"Gostei da firmeza", comentou Chinaglia. "Mas se não houver um acordo e se a oposição mantiver a obstrução é muito improvável conseguir votar a CPMF em primeiro turno esta semana."

MANTEGA

O próprio ministro da Fazenda, Guido Mantega, acenou com redução na alíquota da CPMF já em 2008, embora dissesse que não abre mão de que seja prorrogada neste ano com a alíquota atual, de 0,38%. Ele não quis dar mais detalhes, alegando que o debate, neste momento, poderia comprometer a manutenção da contribuição. "Essa discussão é interminável. Uns vão querer cortar a CPMF em 0,02 ponto porcentual, em 0,04 , em 0,06, e lá se vai a nossa CPMF."

Na contramão de José Múcio, o vice-presidente do Senado, Tião Viana (PT-AC), vem afirmando desde a semana passada que a emenda só será aprovada depois de diálogo com a oposição e com os governadores. Ao contrário da Câmara, onde o governo tem maioria de votos, no Senado o Palácio do Planalto depende da oposição para aprovar emendas à Constituição.

A base aliada não aceita, no entanto, que haja negociação no Senado para alterar a emenda da CPMF, sem o aval da Câmara. Os deputados já avisaram que não vão ficar com o desgaste político de aprovar a CPMF como o governo quer e o Senado reduzir a alíquota em negociação com o Planalto.

"Se mexer no projeto no Senado, a base na Câmara não vai aprová-lo aqui", sentenciou José Múcio. Depois de aprovada pelos deputados, caso seja alterada no Senado, a proposta tem de voltar à Câmara para nova votação.

De qualquer forma, quatro medidas provisórias precisam ser votadas pelos deputados antes da CPMF. Lula estuda revogar pelo menos duas. A que trata da tributação única para compras no Paraguai - conhecida como "MP do Sacoleiro" - e a que concede benefícios fiscais para os setores calçadista, têxtil e moveleiro são as vítimas mais prováveis.

Renan negocia com Lula milagre para se livrar da acusação de uso de laranjas para montar rede de rádios

Por Jorge Serrão

FONTE: Alerta Total

O principal objetivo da reunião de amanhã do presidente Lula da Silva com o senador Renan Calheiros é a montagem de uma operação politicamente segura para que o presidente do Congresso escapa do terceiro e mais difícil dos processos movidos contra ele, no Conselho de Ética. Renan sabe que, só com a ajuda da base amestrada do governo e com o empenho pessoal do presidente Lula, nos bastidores, conseguirá escapar da acusação de que usou “laranjas” para comprar rádios em Alagoas, com dinheiro sem origem determinada legalmente.

Renan quer avaliar o quadro político com o presidente, para que Lula seja o avalista da decisão que for tomar. Para se salvar no primeiro julgamento, Renan havia negociado com o Palácio do Planalto sua saída da presidência do Senado. Vitorioso, reluta em cumprir o acordo. O alagoano teme que, caso tire licença e deixe seu posto, ficará ainda mais exposto às pressões políticas para renunciar ao cargo e, até mesmo, ao mandato. Renan só aceita, no máximo, um afastamento temporário do Senado. Mas tudo dependerá de novas, complicadas e estressantes negociações pessoais com Lula.

O presidente só pensa na aprovação imediata da CPMF até 2011. Lula aposta que o afastamento, mesmo que temporário, de Renan acalmaria os exaltados ânimos no Congresso – o que facilitaria o governo no uso de sua base parlamentar amestrada, para aprovar tudo que lhe interessa. O interesse particular de Lula e de Renan, na verdade, são mais importantes que qualquer coisa, inclusive a ética pública, brutalmente assassinada no Senado, na vergonhosa sessão secreta de 12 de setembro.

Pizza com laranjada

Aliados de Renan querem emplacar um "nome de confiança" como relator do terceiro processo contra o peemedebista no Conselho de Ética.

As acusações foram movidas pelo PSDB e pelo DEM, cujo poder de pressão no Senado ainda é grande.

A Mesa Diretora do Senado autorizou a investigação desde o dia 16 de agosto.

Só que nada avançou porque um relator sequer foi indicado.

Sem caneta, não!

Renan não aceita a idéia de uma licença do cargo de presidente do Senado.

Sabe que, sem o poder da caneta, mesmo que por pouco tempo, corre o risco de não voltar mais ao cargo.

Renan rejeita as férias imediatas, para não dar na pinta que corre de medo das pressões da oposição.

Brasil apático

Acabou completamente desprezado pelos cariocas um mega-protesto, ontem, contra o presidente Renan Calheiros.

A passeata organizada pelo cantor Tico Santa Cruz reuniu apenas 40 participantes na Zona Sul do Rio de Janeiro.

"Esta apatia mostra que as pessoas estão satisfeitas com o governo".

Foi a bronca do vocalista do grupo Detonautas, enquanto olhava a praia lotada a sua volta...

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More