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24 agosto 2007

Obreiro "tagarela" revela detalhes "vergonhosos" da vida particular de Mário de Oliveira, diz delegado Buscariolli

FONTE: Jornal O Tempo

Situação de Oliveira se complica ainda mais


Depoimento de policiais paulistas no Conselho de Ética da Câmara indica que realmente houve um plano para matar Carlos Willian

HÉDIO FERREIRA JÚNIOR

BRASÍLIA - Os depoimentos de um delegado e de quatro agentes da Polícia Civil de Osasco (SP), responsáveis pela prisão do obreiro da Igreja do Evangelho Quadrangular (IEQ), Odair da Silva, desarmou a versão que vinha crescendo no Conselho de Ética da Câmara de que seria uma "armação" o plano de morte atribuído ao pastor e deputado Mário de Oliveira (PSC-MG) contra seu colega Carlos Willian (PTC-MG).

Em testemunhos avaliados como "contundentes" pelos deputados, quatro investigadores garantiram que havia, sim, uma tentativa de homicídio planejada contra Willian, orquestrada por Odair e pelo pistoleiro conhecido como Alemão. "O material apreendido leva a crer que havia, de fato, um plano de homicídio prestes a ser concluído", afirmou Geraldo Buscariolli, o único policial a ter parte de seu depoimento aberto ao público.

O delegado Marcos Rodrigues de Oliveira, que comanda os policiais, foi o que menos demonstrou ter conhecimento do que estava sendo tratado.

Psiu!!!
A sessão, que começou no início da manhã e foi concluída no meio da tarde, foi interrompida às pressas pelo presidente do conselho, Ricardo Izar (PTB-SP), quando Buscariolli disse que o obreiro preso em São Paulo é "tagarela" e havia revelado detalhes "vergonhosos" da vida pessoal do presidente da IEQ.

Levado às pressas para uma outra sala do conselho, o investigador foi ouvido reservadamente pelos deputados e teve que assinar um documento se comprometendo a não revelar publicamente o que sabia de tão "vergonhoso" sobre a intimidade do pastor Mário de Oliveira.

Conclusão
"Queríamos entender o que poderia levar à motivação dessa suposta tentativa de crime. Pelo que ouvi dos policiais, saí convencido de que havia um motivo", contou o deputado Dagoberto (PDT-MS). "As coisas estavam caminhando para uma armação, mas hoje (ontem), eles (policiais) foram muito contundentes e seguros e trouxeram novos elementos", concluiu.




Passagens aéreas esclarecedoras


HÉDIO FERREIRA JÚNIOR

Os policiais que depuseram ontem no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados no caso Mário de Oliveira insinuaram que Odair da Silva, que era office-boy na Igreja do Evangelho Quadrangular – onde recebia R$ 700 por mês –, e administrador de uma ONG de recuperação de dependentes químicos em São Paulo, tinha mordomias pagas pelo deputado federal Mário de Oliveira (PSC-MG), de quem era muito próximo. O próprio parlamentar admitiu que passagens aéreas emitidas por ele em nome do amigo, que o acompanhava em viagens, eram pagas pela Câmara.

O investigador Geraldo Buscariolli sugeriu que se faça um levantamento das viagens feitas por Odair. Cinco dias antes de sua prisão, Odair, Mário de Oliveira e Carlos Willian teriam viajado no mesmo vôo, de Brasília para Belo Horizonte, em poltronas separadas. “Verifiquem em nome de quem essas passagens foram emitidas que muita coisa poderá se esclarecer”, provocou Buscariolli.

A quebra dos sigilos bancário e telefônico dos envolvidos deve ser pedida e um vídeo com o depoimento onde obreiro acusa Oliveira de pagar pela morte de Willian foi entregue ao órgão.(HFJ)

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