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30 agosto 2007

Mário de Oliveira e Carlos Willian são sócios

FONTE: O Tempo

Documentos registrados na Junta Comercial de Minas Gerais e na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) revelam que, apesar das recentes desavenças, os deputados federais Mário de Oliveira (PSC-MG) e Carlos Willian (PTC-MG) mantêm uma sociedade antiga. Eles são donos de uma emissora de rádio no município de Ipatinga, no Vale do Aço, cuja a razão social é "Sistema de Comunicação Alvorada Ltda". Trata-se da Rádio 102.3 FM, repetidora da programação da emissora paulista Jovem Pan, a segunda mais ouvida na cidade. Anteriormente, a rádio detinha os direitos de transmissão da Itatiaia, mas, como a programação não cativou ouvintes, houve a mudança. Além dos parlamentares, figuram como sócios o empresário de comunicações e herdeiro da Rádio Itatiaia, Cláudio Emanuel Carneiro, e o pastor da Igreja do Evangelho Quadrangular (IEQ), Joaquim Cantagalli, conforme a documentação oficial obtida por O TEMPO.

Na sede da emissora, no quarto andar da rua Diamantina, 259, em Ipatinga, uma secretária confirmou a sociedade na 102,3 FM. Em 1987, durante o governo Sarney, a emissora foi outorgada, passando a funcionar em 16 de maio de 2001. Nessa época, o pastor Oliveira já havia cumprido três mandatos consecutivos como deputado federal. Apesar do próspero negócio, os sócios se dizem inimigos desde que policiais do 7º Distrito de Osasco, na região metropolitana de São Paulo, descobriram uma trama de morte contra Willian. Em depoimento a polícia paulista, Odair Cunha da Silva, obreiro da Quadrangular, contou que contratou um assassino profissional, conhecido como Alemão, a mando de Mário de Oliveira para matar Willian. Desde então, o paradeiro do pistoleiro é um mistério. Oliveira, por sua vez, alega que se trata de armação para prejudicá- lo, mas não aponta o autor do plano. Por causa do episódio, Oliveira, que é presidente da Quadrangular, responde a processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da Câmara. Sem contar o imbróglio político, Oliveira responde também a um processo na Justiça por formação de quadrilha no caso da Escola de Ministério Jeová Jiré, entidade ligada a IEQ, usada para desviar R$ 1,1 milhão em convênios da Prefeitura de Contagem, em 2005, de acordo com o Ministério Público.

Bens
Tanto Carlos Willian quanto Mário de Oliveira possuem um patrimônio visível milionário. Donos de aplicações financeiras consideráveis, casas e apartamentos bem localizados, caminhonete e carro importado. Mesmo assim, a sociedade na rádio de Ipatinga não consta na declaração de bens dos parlamentares à Justiça Eleitoral. Outra polêmica, diz respeito à legislação brasileira, que veda a participação de políticos no quadro acionário de emissoras de rádio. Segunda-feira, a presidente da Subcomissão de radiodifusão da Câmara, deputada Luiza Erundina (PSB-SP), afirmou que está se empenhando para que o artigo 54 da Constituição proíba, de fato, pessoas com cargos públicos explorarem concessões e outorgas de rádio. Por meio de sua assessoria, Erundina informou que vai encaminhar uma proposta de emenda a Constituição ou um projeto de lei complementar que possa atualizar a legislação. Segundo a parlamentar paulista, a atual legislação possui brechas.




Apesar de registro, envolvidos negam propriedade de rádio


Os deputados federais por Minas Gerais Mário de Oliveira (PSC) e Carlos Willian (PTC) negam que sejam sócios na rádio em Ipatinga, no Vale do Aço. Por meio de um representante, Mário de Oliveira informou que se trata de uma sociedade antiga e que já foi dissolvida. O pastor disse não saber mais detalhes do negócio e que a reportagem deveria entrar em contato com os dirigentes da Rádio Itatiaia. O deputado Carlos Willian disse que ele e o pastor Joaquim Ribeiro Cantagalli compuseram o quadro societário da emissora a pedido de Oliveira. "Nunca tivemos voz ativa na emissora, foi apenas uma formalidade. Por isso, aceitei colocar meu nome. Admito que, formalmente, já fui sócio da rádio, mas não sou mais e tem muito tempo isso", ressaltou. Cláudio Emanuel Carneiro, por meio de sua advogada, também informou que a sociedade foi desfeita, mas que por "demora" do Ministério das Comunicações o negócio não terminou oficialmente.

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Se ainda existe ou não a sociedade, para a moral religiosa, isto pouca importa. Por um motivo muito simples: Os membros da Igreja do Evangelho Quadrangular que ouvem as chamadas rádios "mundanas" com sua músicas "mundanas" - como a que os dois são ou foram sócios - são vistos pelos cantos dos olhos. Afinal, um dos sentidos da santidade no manual religioso evangélico procede de mudanças comportamentais que beneficiem, financeiramente, a instituição ao qual seus membros pertencem.

A chamada música gospel faturam milhões de reais, tornando
seus artistas em pop-stars ricos. Alienaram o povo. Faturam cifras fantásticas. Usaram o Evangelho para o benefício próprio.

Se por um lado a reportagem mostra parcerias em meio a inimizade, por outro, mais uma vez, mostra a falsidade desta moral religiosa existente que cega as pessoas e as transformam em marionetes nas mãos destes líderes.

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