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14 agosto 2007

Minas lança movimento pela ética na política

FONTE: O Tempo

"O povo mineiro está apático. Falta reação diante da corrupção. As vozes não aparecem." Essa é a opinião do ex-presidente da República e ex-governador de Minas Gerais, Itamar Franco (sem partido), que participou, na manhã de ontem, em Belo Horizonte, do lançamento do Movimento Mineiro pela Ética, promovido pela Associação Comercial de Minas Gerais (ACMinas). O movimento reuniu autoridades e empresários para debater o assunto.

"A gente atravessa uma fase difícil neste país, que é a fase da falta de ética, da falta de um governo que fez uma pregação que nós defendemos no primeiro mandato, e que, hoje, resvala para conduzir o país a um sentimento que dá tristeza em todos nós. Está faltando movimentos como este. É preciso que as vozes não fiquem apenas nos recintos. Elas precisam ser levantadas", afirmou. O senador Jefferson Peres (PDTAM), que também participou do evento, concorda com Itamar. "A corrupção afeta a todos, e os mais atingidos são os mais pobres, com certeza. É lamentável que não haja uma mobilização geral, independentemente de classes, contra esse câncer que é a corrupção no país", revelou.

O senador aproveitou a oportunidade para criticar o fato de movimentos do tipo estarem sempre ligados à política ou serem usados para fazer campanha contra o governo do presidente Lula. Para ele, diferente do que vem ocorrendo, o debate não pode ser politizado, e nem partidarizado. "Não pode ser um movimento contra o governo. Deve ser um movimento pela erradicação da corrupção, ou pelo menos para sua redução a níveis toleráveis. Isso atinge todos os governos e todos os partidos. É pena que estejam dando um caráter partidário aos movimentos."

Apesar de defender a reforma política, o ex-presidente Itamar Franco disse que ela não é válida para combater a corrupção, já que o problema é inerente ao ser humano. "O combate à corrupção não depende da reforma política. Depende de exercer o poder no interesse do povo. Quando não acontece isso, quando se permite a corrupção, quando se fecha os olhos à falta de ética, de que adianta a reforma política?"

Movimento
De acordo com o presidente da Associação Comercial de Minas Gerais, Charles Lotfi, o Movimento Mineiro pela Ética, lançado ontem na capital, não tem data para terminar. Em seu discurso, Lotfi ressaltou que a iniciativa não pretende ser "um ato de protesto contra instituições, contra poderes democraticamente constituídos, nem contra governos legítimos" e sim ser "o emulador de uma reação da sociedade brasileira instando-a a pressionar, a exigir e a impor às autoridades, medidas capazes de coibir e punir, os desatinos que hoje se cometem.

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