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09 agosto 2007

Defesa Confusa Complica Pastor


FONTE: Jornal O Tempo

BRASÍLIA - Em um depoimento avaliado por integrantes do Conselho de Ética da Câmara como "nebuloso", "contraditório" e "pouco esclarecedor", o presidente nacional da Igreja do Evangelho Quadrangular, deputado e pastor Mário de Oliveira (PSC-MG), se defendeu ontem oficialmente pela primeira vez da denúncia de ter pagado um pistoleiro de aluguel para matar o ex-amigo e colega de Parlamento, Carlos Willian (PTC-MG).

A relação "de exclusividade" que estabelecia com o obreiro e funcionário da igreja, Odair da Silva - responsável pela acusação na Polícia Civil que incrimina Oliveira -, com doações de recursos mensais de R$ 1.400,00 para uma ONG administrada pelo empregado, viagens pagas pela Câmara dos Deputados e uma linha de telefone pré-paga, que disse possuir para receber ligações pessoais foram questionadas pelos conselheiros da Casa.

"Está tudo muito nebuloso e estranho. Do que ouvimos aqui, há uma relação do deputado com uma ONG que ele nunca conheceu, mas distribuía recursos, há relações de exclusividade com o denunciante Odair, enfim, tudo bem confuso", avaliou a relatora do caso, Solange Amaral. "A mim ele não convenceu que é inocente nem culpado, já que se omitiu de responder várias perguntas", opinou o deputado Dagoberto (PDT-MS).

O pastor Mário de Oliveira disse ter se aproximando de Odair da Silva depois que tomou conhecimento que ele dirigia uma clínica de recuperação de dependentes químicos em São Paulo e pretendia expandi- la nacionalmente, motivo, inicialmente, que o teria levado a emitir passagens aéreas na Câmara para Odair. Oliveira, porém, nunca visitou a instituição. O Conselho de Ética solicitou a Mário de Oliveira a quebra do seu sigilo telefônico, o que ele autorizou.

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