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10 julho 2007

Igreja Católica diz ser a única de Cristo

FONTE: Yahoo

A Igreja Católica "não renuncia a sua convicção de ser a única e verdadeira" Igreja de Cristo, mas reconhece que nas ortodoxas e nas "comunidades cristãs" surgidas após a Reforma Protestante há elementos de salvação, mesmo sem considerá-las Igrejas.

É o que afirma o documento "Respostas a algumas perguntas sobre certos aspectos da doutrina sobre a Igreja", preparado pela Congregação para a Doutrina da Fé (antigo Santo Ofício) e apresentado hoje pelo Vaticano.

O texto, assinado pelo prefeito regional da congregação, o cardeal William Levada, foi "aprovado e confirmado" pelo Papa.

O documento traz em anexo um "comentário" no qual se explica que o objetivo é estabelecer o "verdadeiro" significado de "algumas expressões eclesiológicas magisteriais que correm o risco de ser mal-interpretadas em discussões teológicas".

Esta nota refere-se às diferentes interpretações geradas pelo documento do Concílio Vaticano II "Lumen Gentium", de 1963, no qual se afirma que a Igreja de Cristo subsiste na Católica, e pelo polêmico "Dominus Iesus" de 2000.

O documento está dividido em cinco perguntas-respostas e um comentário. A primeira se refere a se o Concílio Vaticano II modificou a doutrina anterior da Igreja e a resposta é que "nem quis mudar nem de fato a mudou", mas a desenvolveu, aprofundou e expôs amplamente.

O comentário afirma que o "Lumen Gentium" não mudou a doutrina tradicional da Igreja e que o "Dominus Iesus" "apenas retomou os textos conciliares".

A segunda é "como se deve entender a afirmação de que a Igreja de Cristo subsiste na Católica?" e a resposta é que Cristo "constituiu apenas uma Igreja" na Terra, e que essa, "constituída e ordenada como uma sociedade, subsiste" na Católica, governada pelo sucessor de Pedro (o Papa) e os bispos em comunhão com ele.

O texto acrescenta que, embora seja possível afirmar que a Igreja de Cristo está presente nas outras Igrejas e nas comunidades eclesiais separadas "graças a elementos de santificação e verdade existentes", o termo "subsiste" só pode ser aplicado à Católica.

Segundo o documento, se fossem admitidas "muitas subsistências" da Igreja fundada por Cristo, a "unidade" da Igreja seria menosprezada.

E neste ponto o Vaticano cita o teólogo brasileiro Leonardo Boff, segundo o qual a única Igreja de Cristo "também poderia subsistir em outras Igrejas cristãs".

"Ao contrário, o Concílio escolheu a palavra 'subsistir' para esclarecer que existe uma só subsistência da verdadeira Igreja, e fora de sua estrutura visível existem apenas elementos eclesiais, os quais, sendo elementos da própria Igreja, tendem e conduzem à Católica", afirma o documento.

E aí entra a terceira pergunta, sobre o uso do termo "subsistit" e não apenas do verbo "est". O Vaticano considera que não muda nada e que é usado apenas para expressar mais claramente que fora da Igreja existem muitos elementos que levam à unidade.

Também reconhece que a identificação da Igreja de Cristo com a Católica "não pode ser entendida como se fora da Católica houvesse um vazio eclesial".

"A substituição de 'est' por 'subsistit', contra tantas interpretações infundadas, não significa que a Igreja Católica renuncie a sua convicção de ser a única e verdadeira Igreja de Cristo. Indica uma maior abertura ao ecumenismo", ressalta o texto.

A quarta pergunta se refere a por que o Concílio Vaticano II atribui o nome de "Igrejas" às Orientais, separadas de Roma, e a resposta é que, mesmo separadas, têm "verdadeiros sacramentos e principalmente, em virtude da sucessão apostólica, o sacerdócio e a Eucaristia".

O documento afirma que, por não reconhecerem o Primaz de Pedro (do Papa), sofrem de "carências", e acrescenta que o Pontífice não deve ser entendido como "algo estranho ou rival" dos bispos destas Igrejas, mas deve ser visto como serviço à unidade.

O documento reconhece que estas Igrejas também são "meios de salvação".

O quinto e último ponto se refere ao não-reconhecimento como Igrejas pela Igreja Católica das "comunidades cristãs" surgidas da Reforma Protestante do século XVI.

Segundo o texto, o motivo seria por elas "não terem a sucessão apostólica mediante o sacramento da Ordem, um elemento constitutivo essencial da Igreja".

Além do sacerdócio, não conservaram a Eucaristia "integralmente", o que impede que sejam consideradas Igrejas, diz o texto.

No entanto, também reconhece nelas elementos de santificação e verdade, "que têm um valor salvador".

O documento lembra que o diálogo ecumênico é uma das prioridades da Igreja Católica e de Bento XVI e afirma que, para que seja verdadeiramente construtivo, "é necessária a fidelidade à identidade da fé católica". EFE

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A igreja católica tem problemas há muito tempo e isto que ela re-afirma hoje não é novidade nenhuma para quem a conhece.

Sinceramente não vou perder linhas escrevendo sobre isto.

Os Concílios cometem aberrações por si só. São delírios, alucinações humanas que infelizmente enganam mais de um bilhão de pessoas espalhadas pelo mundo.

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