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31 julho 2007

DESEJO
Victor Hugo (1802 - 1885)

Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a lhe desejar.

30 julho 2007

Mário de Oliveira Vai Depor no Dia 9 de Agosto

FONTE: O Tempo

O Conselho de Ética da Câmara marcou para o dia 9 de agosto o depoimento do deputado Mário de Oliveira (PSC-MG), acusado de ter contratado um pistoleiro para matar o também deputado Carlos Willian (PTC-MG). A informação é do presidente do conselho, Ricardo Izar (PTB-SP).

De acordo com Izar, Mário de Oliveira, que responde a processo por quebra de decoro parlamentar movido pelo PTC, tem até quinta-feira para apresentar defesa por escrito e uma lista de até cinco testemunhas para depor no conselho. O presidente do conselho disse ainda que o órgão tem pressa na investigação.

"Precisamos dar uma satisfação rápida para a sociedade. Não podemos demorar muito. Antes de 90 dias, o processo será concluído", disse ele, emendando que o depoimento de Carlos Willian deverá ser marcado para logo depois do de Oliveira.

"O Conselho de Ética trabalha em duas frentes nesta investigação: a primeira é a de ter ocorrido a tentativa de assassinato de Carlos Willian, e a outra é de ter sido uma armação do próprio Willian contra Oliveira", afirmou Izar.

Antes do recesso parlamentar, ao assinar a notificação no próprio conselho, Mário Oliveira disse que queria celeridade na tramitação do processo. "Vou colaborar para o bom andamento das investigações. Sou inocente. Não tenho a mínima idéia de onde partiu essa armação", afirmou, na época, o deputado.

Já Carlos Willian, na época em que descobriu a suposta armação do colega, revelou temor. "Está tudo muito ruim, estou medroso, com medo, preso dentro de casa. Vejo minha mulher aqui em casa estudando ou brincando com meus três filhos e isso tudo parece um pesadelo que não quer passar".

Chip

Mario de Oliveira também é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O inquérito nº 2567 determinou que um cartão de memória de celular (chip) apreendido pela Polícia Civil de Osasco fosse enviado para lá. No último dia 18, os policiais cumpriram a determinação do STF e enviaram o chip, que contem conversas entre um interlocutor de Oliveira e Odair, um integrante da Igreja Quadrangular, da qual o deputado do PSC é presidente. (Com agências)




PF também deve entrar no caso


DENISE MOTTA

O advogado do deputado federal Mário de Oliveira (PSC-MG), Itapuã Messias, já havia dito a poucos dias acreditar que seu cliente deveria ser chamado a depor em pouco tempo. Ele também disse acreditar que a Polícia Federal (PF) deve entrar no caso.

O procedimento normal em casos como o de Oliveira, segundo Messias, é que a Procuradoria Geral da República pede ajuda da PF. A polícia, por sua vez, deverá fazer diligências para desvendar a suspeita do crime encomendado por Oliveira, para matar o colega Carlos Willian (PTC-MG). “Se for oferecida denúncia, ele tem um prazo de defesa. Se a denúncia for aceita, ele (Oliveira) poderá ser intimado a depor no STF. Por enquanto, depoimento só na PF”, avaliou.

A Polícia Civil de Osasco ainda tenta capturar o pistoleiro envolvido no caso, conhecido como “Alemão”. Há um mês, Willian soube que “Alemão” teria sido contratado para executá-lo, por R$ 150 mil. A trama foi descoberta por acaso, porque a polícia recebeu denúncia do envolvimento de “Alemão” em encomendas de assassinatos.

SEMPRE MAIS DO MESMO
Por Riva Moutinho

Foto: David Ligeiro

Quem acompanha nossos meios de comunicação percebe o quanto é difícil encontrar reportagens imparciais que relatam o ocorrido e que separam as opiniões dos fatos. O motivo da raridade é simples: poder. Um meio de comunicação com boa audiência faz políticos, empresários, polícia e toda gama de autoridades tremerem. Observe como uma simples novela dissemina uma nova moda e leva um bando de gente a seguir a “nova tendência” ou como o humor colocado sobre assuntos extremamente importantes os banalizam, ou como uma reportagem tendenciosa cria opiniões como verdades absolutas, ou como a omissão de reportagens blinda pessoas e anulam reações.

Mestres nesta magia estão as Organizações Globo dona de uma dívida gigantesca, que vive de paqueras ardentes com os governos e basta se sentir traída para iniciar um processo de adestramento do povo para que o governo seja “des-popularizado”. Os tentáculos das Organizações Globo estão espalhadas por todos os lados, dominando vários setores: TV Globo, TV a cabo NET, Jornal O Globo, Globo.com, Revista Época e etc. Some-se a ela o Jornal Folha de São Paulo que normalmente acompanha os devaneios dos Marinhos e omite algumas verdades de suas reportagens quando convêm. Não poderia deixar de falar da Revista Veja que vira e mexe mostra suas estranhas tendências como nas primeiras eleições em que Lula se sagrou vencedor, o mesmo foi realizado pela Rede Globo quando Fernando Collor foi eleito presidente.

Estes impérios da comunicação são responsáveis por uma parte do caos que se estabelece no país e como regra básica e simples, para manterem suas credibilidades frente ao povo fingem “bater” no governo, mas para o telespectador, leitor ou ouvinte atento, nota-se que passado alguns dias, os esquemas delatados caem no esquecimento da mídia ou recebem pouca ênfase fazendo com que na mente de muitos brasileiros também caiam no esquecimento.

Ninguém sabe até hoje quem criou o vídeo falso que compara a velocidade de pouso do avião acidentado da TAM com um outro tido como “normal”, no entanto toda a mídia o divulgou amplamente e não vi ninguém reconhecendo a falsidade apesar de estar tão explicitada, além de comprovada pelas primeiras informações extraídas das caixas-pretas. Informações estas que deveriam ser as únicas a serem liberadas para o povo, pois o processo corre em segredo de justiça, no entanto, como sempre, alguma mídia aparece com o baú de moedas de ouro encontrado no fim do arco-íris. Assim “vendem” a idéia da reportagem verdade, pois desta forma há maior credibilidade do que se, a mesma informação, viesse de fontes corretas como a Justiça ou a Polícia.

Nós, brasileiros, nos acostumamos a crer que os furos de reportagens dos nossos meios de comunicação são verdades absolutas, dada a falta de credibilidade do nosso sistema jurídico. Assim sentimos o prazer ao ver esquemas de corrupção revelados e, ao comando do esquecimento produzido pela mídia, demonstramos nossa inércia. O ciclo torna-se vicioso, transformando mentiras em verdades, verdades em meia-verdades e verdades em supostas mentiras.

É sempre mais do mesmo, onde todo tipo de recurso é utilizado para a aquisição ou a manutenção de qualquer forma de poder e onde todo o poder adquirido é usado em benefício próprio na postura terrena de um tipo de dEUs.

Acreditem, o culpado é o mordomo morto.

“E todos vão fingindo viver decentemente, só que não pretendo ser tão decadente não.” (Renato Russo – Tédio com um T Bem Grande pra Você).

BH 30/07/2007

29 julho 2007

Homenagem às vítimas de acidentes aéreos reúne 6.500 pessoas em SP

FONTE: Folha online

Após caminhada, manifestantes colocaram flores em frente ao prédio da TAM Express

Apesar do vento, da garoa e do frio de 11ºC registrados hoje em São Paulo, cerca de 6.500 pessoas, segundo a Polícia Militar, participaram da manifestação em homenagem às vítimas de acidentes aéreos e aos bombeiros que trabalharam no resgate. A manifestação também iniciou uma mobilização nacional pela segurança aérea, e mostrou a indignação de paulistanos contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Não sou amiga nem parente de nenhuma das vítimas. Mas fui à caminhada porque sou brasileira, porque tenho que protestar contra o governo Lula, que não sabe de nada e não faz nada", disse a secretária bilingüe Maria Elisa Vanzo, 59, que foi à caminhada sozinha.

Assim como a maioria dos manifestantes, Maria Elisa vestiu roupa preta "dos pés à cabeça" em sinal de luto e levou flores, que foram depositadas em frente ao prédio da TAM Express atingido pelo Airbus-A320 no dia 17 matando cerca de 200 pessoas.

Além das roupas pretas, alguns manifestantes usaram nariz de palhaço e outros levaram faixas com nomes das vítimas ou com frases de protesto ao governo Lula.

A caminhada partiu do Monumento às Bandeiras, próximo ao parque do Ibirapuera, na zona sul da capital, por volta das 9h30, com destino ao local do acidente com o avião da TAM. Os manifestantes passaram pelas avenidas República do Líbano, Indianópolis e Moreira Guimarães até chegar, por volta das 13h, à avenida Washington Luís, em frente ao prédio da TAM Express.

A manifestação foi organizada por diversas entidades, como Associação Brasileira de Parentes de Vítimas de Acidentes Aéreos, a CRIA Brasil (Cidadão, Responsável, Informado e Atuante), Campanha Rir para não Chorar, Casa do Zezinho, Fundação SOS Mata Atlântica, Instituto Brasil Verdade, Instituto Rukha e Movimento Nossa São Paulo: Outra Cidade.

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FONTE: Agência Estado

"Fora Lula" marca passeata contra caos aéreo em SP

São Paulo - Gritos de "Fora Lula" marcaram a manifestação que reúne cerca de duas mil pessoas na Zona Sul de São Paulo para protestar contra o caos aéreo e lembrar as vítimas do acidente com o Airbus A-320 da TAM, que provocou a morte de 199 pessoas no último dia 17, no aeroporto de Congonhas. Os manifestantes carregam ramalhetes de flores e portam cartazes que pedem respeito à vida e aos direitos dos cidadãos. Também há cartazes com fotos de algumas vítimas do acidente, portadas por familiares.

Os participantes do ato se concentraram no Parque do Ibirapuera, no espaço entre o Monumento às Bandeiras e o Obelisco e se dirigem a Congonhas, onde pretendem realizar um ato ecumênico no local mais próximo possível ao prédio da TAM Express, contra o qual se chocou o Airbus A-320, que fazia o vôo JJ 3054, procedente de Porto Alegre. O movimento é organizado por pelo menos oito entidades, dentre as quais o Cria Brasil (Cidadão Responsável, Informado e Atuante).

O líder do Cria Brasil, Marcio Neubauer, disse que o principal objetivo do protesto é mobilizar a sociedade pela defesa de seus direitos. "A sociedade está carente de respeito. É muito importante saber que o povo brasileiro de mobiliza", afirmou, referindo-se à presença considerável de pessoas, apesar do frio e da chuva no início da manhã. "Esta é uma centelha, é um começo", avaliou.

Inicialmente tímidos, os gritos de "Fora Lula" foram aumentando ao longo da caminhada, como palavra de ordem dos participantes, ao final dos discursos que eram feitos no caminhão de som que encabeçava a manifestação. Nas proximidades do Detran, um dos oradores, anunciado como parente de uma das vítimas do acidente, disse que a partir de hoje exigiria responsabilidade por parte das autoridades do país, "sem corrupção, sem mensalão". "Espero que a dor sirva de energia e motivação para que as pessoas cobrem seus direitos e lutem pelo fim do descaso", acrescentou.

Além de protestarem contra o caos aéreo, os participantes do ato saudaram o Corpo de Bombeiros e os funcionários do Instituto Médico Legal (IML) pelo trabalho no resgate e na identificação dos corpos das vítimas. Um grupo de manifestantes também distribuiu folhetos exigindo "o fechamento definitivo e imediato do aeroporto de Congonhas" e defendendo que seja criado um parque no local.

A Tragédia, Segundo as Caixas-Pretas
FONTE: Revista Veja

Os investigadores já sabem que um erro cometido pelo comandante do Airbus da TAM impediu o avião de desacelerar o suficiente ao pousar. Mas o comprimentoda pista, curta demais, e a falta de uma área de escape foram decisivos para que o acidente produzisse tantas mortes


Marcio Aith, Fábio Portela e Julia Duailibi

Divulgação/Airbus


Um erro humano está na origem do pior acidente aéreo da história da aviação brasileira. As informações já obtidas por meio da análise das caixas-pretas do Airbus A320 da TAM – que no último dia 17 se chocou contra um prédio da companhia, causando a morte de 199 pessoas – indicam que o avião, ao pousar, não conseguiu desacelerar o suficiente por causa de um erro do comandante do vôo. Essas informações, ainda mantidas em sigilo pela comissão da Aeronáutica que investiga o acidente, mostram que uma das duas alavancas que regulam o funcionamento das turbinas, chamadas de manetes, estava fora de posição quando o avião tocou a pista principal do Aeroporto de Congonhas. O erro fez com que as turbinas do Airbus funcionassem em sentidos opostos: enquanto a esquerda ajudava o avião a frear, como era desejado, a direita o fazia acelerar. Com isso, o avião, que pousou a cerca de 240 quilômetros por hora, não conseguiu parar. As investigações revelam ainda que, apesar da chuva, não houve aquaplanagem na pista nem falha no sistema de freios dos pneus. A reportagem de VEJA apurou também que quem pilotava o Airbus no momento do acidente era o comandante Kleyber Lima, e não, como suspeitava a Aeronáutica, o co-piloto Henrique Stephanini Di Sacco, que fora demitido da Gol depois de três meses de trabalho e estava na TAM havia pouco tempo.


Luiz Carlos Murauskas/Folha Imagem
FALHA HUMANA
O co-piloto Stephanini (à esquerda) e o comandante Kleyber Lima, que pilotava o A320 na hora do acidente. Um erro no pouso fez com que o avião, sem controle, atravessasse a pista de Congonhas e se chocasse contra o prédio da TAM Express (no alto, o interior do prédio atingido)

A investigação completa do acidente deverá durar ainda dez meses. No entanto, já se chegou à conclusão de que o erro do piloto foi mesmo a causa inicial do acidente – que, não fosse pelas características da pista do Aeroporto de Congonhas, poderia ter tido conseqüências muito menores. Os motivos que levaram à queda do Airbus da TAM têm relação indireta com o fato de a aeronave estar voando naquele dia com o reverso direito travado. Reverso é um mecanismo que, ao inverter o fluxo de ar das turbinas, ajuda a desacelerar o avião. Como o sistema de frenagem de uma aeronave é composto de um conjunto de recursos, um aparelho pode voar sem problemas com um dos reversos desativados ou até com dois. Só que, quando isso acontece, o piloto, ao pousar, tem de operar os manetes de forma diferente da rotineira (veja quadro). E isso é o que pode ter confundido o comandante do vôo. Ao manter o manete da turbina direita – que estava com o reverso travado – em posição de aceleração, e não na posição "marcha lenta", ele impediu a frenagem completa do avião, que atravessou o fim da pista a uma velocidade próxima a 200 quilômetros por hora. Não se trata de um erro inédito. Ele foi cometido pelos pilotos de ao menos outras duas aeronaves do mesmo modelo, o A320 da Airbus. Tanto no desastre ocorrido em março de 1998, nas Filipinas, quanto no acidente que houve em 2004, no aeroporto de Taipei, em Taiwan, concluiu-se que houve falhas na operação dos manetes. As coincidências vão além: nos dois casos, os aviões estavam com uma das turbinas travadas, exatamente como no acidente da TAM. Nas Filipinas, um vôo da Philippine Airlines passou direto pela pista e só parou após se chocar com barracos de madeira nas proximidades. Em 2004, o fato se repetiu com rigorosa exatidão. Dessa vez, um A320 atravessou a pista do aeroporto de Taipei. Novamente as investigações mostraram que o manete da turbina que tinha o reverso travado estava na posição errada, empurrando o A320 para a frente.

Na quinta-feira, o brigadeiro Jorge Kersul Filho, chefe das investigações do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) do Ministério da Defesa, disse que a aterrissagem com o reverso travado pode ter "influenciado psicologicamente" os pilotos. Disse ainda ser improvável que a ausência de ranhuras para escoamento de água em Congonhas, o grooving, tenha tido alguma relação com o acidente (chovia em São Paulo na noite do dia 17). A conclusão é que não houve aquaplanagem no dia da tragédia. Ela apóia-se em três evidências. A primeira delas é a ausência de marcas específicas na pista do aeroporto. Essas marcas são formadas quando a água sob os pneus de uma aeronave que está derrapando esquenta até o ponto de fervura. Elas são claras, muito diferentes das marcas negras causadas por frenagens normais. Na pista de Congonhas, tais marcas não foram encontradas. Os dados já colhidos nas caixas-pretas e a análise do que restou dos pneus do Airbus, encontrados nos escombros do prédio da TAM, afastaram de vez essa hipótese.


Fotos Reuters
uters
AS CAIXAS-PRETAS DO AIRBUS A320
FUNÇÃO – A Flight Data Recorder (à esq.), agora carbonizada, grava os dados técnicos do vôo, como o comportamento dos motores e do sistema de frenagem.
A Cockpit Voice Recorder (à dir.), também carbonizada, registra os diálogos mantidos na cabine, inclusive as conversas dos pilotos com a torre de comando
COR – Laranja
PESO – Cerca de 4,5 quilos cada uma
ONDE FICAM – Na cauda do avião
RESISTÊNCIA AO FOGO – Suportam até uma hora a 1 100 graus e até dez horas a 260 graus
RESISTÊNCIA À PRESSÃO DA ÁGUA – Resistem a uma profundidade de até 6 000 metros

Para os familiares do comandante, é um drama ver seu nome protagonizando um episódio que causou tanta dor – principalmente quando ele, uma das vítimas, não pode defender-se. Ocorre que, isolado, seu erro poderia ter uma dimensão muito menor. Bastava que a pista do Aeroporto de Congonhas fosse mais longa e tivesse uma área de escape. No caso do avião filipino, houve apenas três mortes, e todas em solo, por atropelamento. Todos os 130 ocupantes da aeronave sobreviveram. No acidente de Taipei, nem sequer houve feridos graves. Nos três eventos, além das coincidências entre os modelos e a situação mecânica dos aviões, também as condições de pouso eram semelhantes: o vento, o peso da aeronave e a velocidade com que ela se aproximou do solo estavam rigorosamente dentro dos padrões. Em Taipei, inclusive, caía uma chuva fraca, assim como em São Paulo. Por que, então, só aqui todos os ocupantes do avião morreram? Nas Filipinas, onde o acidente ocorreu com tempo seco, a pista tem 2.100 metros e se abre para uma área de várzea, onde havia alguns barracos que formavam uma ocupação irregular. Em Taipei, a pista de pouso é maior: tem 2.600 metros, mais 160 metros de área de escape. A extensão das pistas e as áreas de escape possibilitaram que, em ambos os casos, o erro dos pilotos pudesse ser corrigido a tempo – antes de se transformar em tragédia.

A Airbus, fabricante do A320, emitiu na terça-feira um comunicado mundial para seus clientes relembrando os procedimentos técnicos para aterrissagem com um dos reversos travado. A medida foi tomada cinco dias depois do início da análise das caixas-pretas do avião acidentado – trabalho que representantes da empresa acompanharam. Causa curiosidade o fato de um mesmo erro ter sido a causa de três acidentes, ao longo de uma década, sem que a empresa fizesse modificações substanciais nos equipamentos. A Aviation Safety Council, uma agência independente de Taiwan criada para investigar e prevenir acidentes aéreos, recomendou à Airbus, depois do acidente de 2004, que melhorasse o sistema responsável por alertar os pilotos quando os manetes se encontram na posição errada. Com o acidente da TAM, presume-se que nenhuma medida eficaz foi tomada nesse sentido. A mesma agência produziu um relatório com a transcrição da comunicação entre os tripulantes do avião acidentado no aeroporto de Taipei. Os diálogos gravados mostram o momento em que o piloto pousa e percebe que não consegue parar. Seguem-se segundos dramáticos, em que ele grita por cinco vezes: "No break" (sem breque) e "no break at all" ("nenhum breque"). Enquanto isso, o avião sai da pista principal e percorre a área de escape até finalmente encontrar as valas de drenagem, onde os trens de pouso atolam. O avião pára. A partir daí, as frases registradas pela caixa-preta, embora ainda tensas, são cheias de alívio. O piloto pede à torre ajuda do pessoal de terra e um tripulante dirige-se ao microfone para falar aos passageiros. Informa que o avião saiu da pista, pede desculpas pelo susto e diz que a situação é segura agora. Em Congonhas, os 187 ocupantes do Airbus A320 da TAM e as doze vítimas em solo não tiveram chance. A pista do aeroporto paulistano não deixa margem para nenhum tipo de erro. É o cenário ideal para tragédias.

Com reportagem de Marcelo Carneiro,
Guilherme Fogaça e Wanderley Prete Sobrinho

Romeo Alipalo/AP
NÃO FOI A PRIMEIRA VEZ
A pane ocorrida no pouso do avião da TAM, causada pelo posicionamento incorreto dos manetes, não é novidade na história da Airbus. Em 1998, nas Filipinas (foto acima), e em 2004, em Taipei (foto abaixo), dois A320 se acidentaram exatamente da mesma forma. Por falhas dos pilotos, e por falta de um sistema de alarme mais eficaz, os aviões pousaram com uma das turbinas freando e a outra acelerando. Nas Filipinas, houve três mortos. Em Taipei, nenhum. O pequeno número de vítimas se explica porque, ao contrário do que ocorreu em Congonhas, os aviões tiveram mais espaço para parar
Airlines.net



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OPINIÃO:
Moro num país que infelizmente, possui um histórico péssimo em se tratando de investigação quer seja ela política ou criminal. Exemplos temos aos montes, como tantas operações realizadas pela Polícia Federal e dois, três dias depois todo mundo foi solto e nunca mais voltaram pra cadeia. Que o diga Fernando Collor de Melo que teve seu nome envolvido no maior esquema de corrupção a época, todos os envolvidos morreram (exceto ele) e nada, em absoluto, foi feito a não ser declará-lo inocente. Sanguessugas, mensalão, máfia das ambulâncias...

A Justiça no Brasil se mostra justa com os menos favorecidos que cometem delitos, os demais vivem na total impunidade que retro-alimenta este ciclo viciosamente. Que o diga Mário de Oliveira que, numa conversa gravada, diz para seu parceiro Jerônimo Onofre que o máximo que poderia dar pra ele é um processo, mas ele seria réu primário e com isso nada aconteceria.

Ainda não vi gente importante neste país ser presa e cumprir a pena, ou seja, não vi a Justiça fazer justiça com pessoas, humanamente poderosas. Ao contrário vi um vídeo falsificado em que aparece o Air Bus acidentado sendo comparado a uma outra aeronave que teve sua velocidade alterada pelo vídeo posto em velocidade inferior a normal. A mentira espalhada por todos os meio de comunicação foi desmentida pela caixa preta do avião.

Como desde o início ventilaram e pra deixar todos os "magnatas" do poder em estado de completa "graça", a culpa do acidente é dos pilotos. Pena o segredo das caixas-pretas estarem nas mãos de poderes tão duvidosos e dos supostos culpados estarem mortos.

Riva Moutinho

27 julho 2007

AÇÃO REAÇÃO APÓIA PROTESTO EM SÃO PAULO







Toda manifestação pacífica demonstra o quanto um povo com inteligência e consciência pode demonstrar sua indignação frente aos atos praticados por seus líderes políticos, além de demonstrar claramente que não há aceitação frente a atos de desrespeitos e roubo dos direitos já adquiridos ao longo dos tempos.

A este tipo de mobilização, manifestação ou protesto sempre terá, da minha parte, incentivo e apoio.
Riva Moutinho

Mesmo blindado, Lula recebe vaias em SE

Infelizmente, os meios de comunicação Folha e Globo têm omitido certas reportagens e promovido uma certa blindagem ao Governo de maneira sútil, porém eficiente. Por isso tenho peneirado o que leio e ouço além de buscar (como sempre faço) novas fontes de informações que sejam isentas e imparciais.
Riva Moutinho

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FONTE: Estadão

Apesar da blindagem preparada pelo Planalto e pelo governo petista de Sergipe, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi vaiado duas vezes ontem por um pequeno grupo de estudantes da Universidade Federal de Sergipe e de funcionários do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do Ministério da Cultura, que estão em greve. Apenas pessoas portando convites, que haviam sido cuidadosamente distribuídos pelos organizadores, puderam participar da cerimônia de lançamento do PAC do Saneamento Básico e da Habitação, em Aracaju. No dia 13, o presidente já havia sido vaiado seis vezes, no Rio, durante a abertura dos Jogos Pan-Americanos.

As vaias de ontem foram abafadas por aplausos e gritos de 'olê olê olê olá, Lula Lula', vindos de militantes petistas e do Movimento dos Sem-Terra (MST), que chegaram a se desentender com os grevistas. Na cerimônia, os seguranças do Palácio do Planalto e do evento tomaram uma faixa vermelha usada pelos manifestantes, com a inscrição 'Lula traidor'.

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, coordenadora do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), também foi vaiada pelo menos duas vezes pelos poucos manifestantes presentes no evento. Do lado de fora, estudantes promoveram um apitaço, xingaram o presidente e atearam fogo em um boneco de pano com faixa presidencial, batizado de Lula.

IMPACIÊNCIA

Após as vaias no Rio, o presidente se queixou com interlocutores e no seu programa de rádio, Café com o Presidente. Ontem, porém, ignorou os apupos no breve discurso de improviso. Mas deu sinais de impaciência, olhando o relógio, e mostrou-se desatento nas demais falas.

Na semana passada, após o acidente com o Airbus da TAM, Lula cancelou viagens para o Sul e Sudeste, onde poderia enfrentar protestos, e refez a sua agenda, privilegiando eventos do PAC em capitais onde seu governo tem alta popularidade.

O governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT), disse que o presidente 'não ficou chateado' nem irritado com as vaias. 'Eles eram muito poucos', frisou. 'Toda viagem do presidente tem de ter alguém fazendo barulho. Faz parte do jogo.'

A cerimônia teria sido muito mais conturbada se os seguranças tivessem deixado entrar um grupo de mais de cem estudantes. Quatro deles, que ingressaram no centro de convenções e engrossaram as vaias, foram retirados do local, sob a alegação de que não tinham convites.

Em seu discurso, Lula voltou a lembrar a infância pobre no sertão de Pernambuco e comentou que chegou a São Paulo com uma barriga 'que era puro verme', por falta de água tratada. Em seguida brincou, dizendo que ficou bonito depois de velho, e comentou que é importante investir em saneamento, embora seja obra em que político não pode colocar placa.

INVESTIMENTO

'No nosso governo, o pobre vai ser tratado como gente, vai ser tratado com dignidade, as pessoas terão os seus direitos respeitados. É por isso que nós estamos fazendo o investimento de R$ 106 bilhões. Só para saneamento e urbanização, R$ 40 bilhões', disse. Dilma anunciou a liberação de R$ 401 milhões para favelas em Sergipe, beneficiando 900 mil pessoas.

FRASE
Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente

“No nosso governo, o pobre vai ser tratado como gente, vai ser tratado com dignidade, as pessoas terão os seus direitos respeitados”

26 julho 2007

PRA DESCONTRAIR....

Willian Bonner por trás das câmeras - parte 01


Willian Bonner por trás das câmeras - parte 02


Willian Bonner e Cid Moreira em Clô para os íntimos


Flagra do Galvão Bueno

O Exemplo de Ricupero
Por Percival Puggina












FONTE: Mídia Sem Máscara

No dia 1º de setembro de 1994, o economista e diplomata Rubens Ricupero, ministro da Fazenda de Itamar Franco, preparava-se para mais uma das centenas de entrevistas que concedeu nos poucos meses em que ocupou a pasta. O Plano Real dava seus primeiros passos como alvo de especulações externas e sinistras investidas internas. Ricupero sucedera, na árdua missão, o ex-titular Fernando Henrique Cardoso que se afastara para disputar o pleito presidencial. Enquanto se ajeitavam as gravatas e as lâmpadas do estúdio, sem saber que o sinal já estava aberto para antenas parabólicas, o ministro confidenciou ao jornalista da Rede Globo, Carlos Monforte: “O que é bom a gente fatura, o que é ruim a gente esconde”.

Quase treze anos depois, no dia 19 de julho de 2007, decorridas apenas 48 horas do maior acidente aéreo da aviação brasileira, Marco Aurélio Garcia, assessor presidencial para assuntos internacionais, foi flagrado por um cinegrafista da Rede Globo festejando, com gesto obsceno, a notícia de que a tragédia de Congonhas podia ter causa em um problema da aeronave.

Dois fatos, dois personagens, dois motivos, duas condutas. Rubens Ricupero segurava o rojão do plano econômico que produziu para o Brasil uma moeda sólida, estável e respeitada, libertando-nos de uma inflação socialmente criminosa e economicamente danosa. A oposição lulo-petista atacava a criatura e seus criadores com energias de medalhista olímpico. “A mentira do Real” foi a expressão cunhada para designar a moeda que, após seis meses de preparações, contava, naquela data, seus primeiros 90 dias de circulação.

A frase de Ricupero, um homem de bem, correspondia à expressão sincera de seu dever funcional. Cabia-lhe zelar pelo patrimônio nacional representado por um projeto que salvou o Brasil da hiperinflação crônica. Criminoso seria promover anúncios diários de suas angústias. Burrice inominável seria fazer o inverso do que disse, proclamando os problemas e ocultando os êxitos. Mas o PT era o guardião da moralidade nacional, o porta-estandarte do bem, da verdade e da justiça. E o simples fato de o ministro confessar que não divulgava as dificuldades de percurso enfrentadas pela nova moeda (essa mesma que o leitor traz no bolso e sabe quanto vale cada uma de suas unidades) se constituía em insuportável deslize ético. Escândalo! E o bom Rubens Ricupero, o valioso e valoroso Rubens Ricupero, um dos melhores brasileiros vivos, condenado por fazer o que devia, tratado como vilão sob os raios e trovões de um farisaísmo que o futuro se encarregou de desnudar, renunciou ao cargo para preservar o Plano Real da sanha de seus opositores.

O gesto indecente de Marco Aurélio Garcia teve outras motivações. O país era um velório onde ainda se contavam os mortos e ele vibrava com a notícia que parecia servir aos interesses do poder, cuja conquista, preservação e fins sacralizam, para ele, quaisquer meios. Deve ter feito o mesmo quando Ricupero pediu demissão, embora não seja digno de lhe desatar os sapatos. Creio que este paralelo retrata o que fizeram com o Brasil nos últimos anos.

25 julho 2007

MINISTÉRIO DA DEFESA: SAI WALDIR PIRES ENTRA NELSON JOBIM

FONTE: Agência Estado

'É preciso repensar Ministério da Defesa', diz Lula

Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Ministério da Defesa precisa ser reestruturado, considerando que ele é o órgão responsável por organizar o trabalho de todas as instituições que cuidam do setor aéreo do País. Durante discurso na solenidade de posse do ministro Nelson Jobim, na Defesa, Lula afirmou que o Ministério, do jeito que está funcionando, está aquém do que é necessário. "É preciso repensar o Ministério da Defesa", declarou.

Lula citou a criação da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) como um dos exemplos de medidas que já foram consideradas fundamentais para o pleno desenvolvimento do setor aéreo. Se dirigindo diretamente ao novo ministro, o presidente o preveniu que será preciso "brigar diariamente" para conseguir os recursos necessários para reestruturar as Forças Armadas do Brasil. "Muitas vezes quem cuida da economia do Brasil não coloca essas coisas como prioridade", disse.

(Isabel Sobral e Renata Veríssimo)

Lula: ao governo não cabe culpar ninguém por crise aérea

Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em discurso na posse do novo ministro da Defesa, Nelson Jobim, que tem medo de andar de avião. "Toda vez que entra em um avião, quando ele fecha a porta, coloco minha vida nas mãos de Deus", disse. Lula afirmou que não é segredo para ninguém que o setor aéreo vive uma crise e que não cabe ao governo ficar buscando culpados e, sim, buscar a verdade: "Ao governo não cabe culpar ninguém, não cabe ficar falando o que acha, mas cabe, sim, buscar a verdade e dizer somente a verdade."

Ao abrir seu discurso, Lula afirmou que o momento mais difícil na vida de um presidente da República é sempre quando tem que "trocar um companheiro por outro companheiro, mas, na política, muitas vezes, isso se faz necessário." O presidente disse que a crise pela qual passa o País no setor aéreo é decorrência de vários problemas e não de um único, isolado. "Problemas esses que, possivelmente, já existiam, mas só vieram à tona com a queda do avião da Gol (em 29 de setembro do ano passado)", disse Lula. Acrescentou que, desde esse acidente, vem acompanhando todo o esforço que cada representante de órgãos do governo responsáveis pelo setor aéreo estão fazendo para encontrar a solução definitiva para a crise.

(Isabel Sobral e Renata Veríssimo)

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OPINIÃO

Ele cria um monte de instiuição que só serve para mamar dinheiro público, ou seja, nosso dinheiro e depois diz que o Ministério de Defesa está aquém do desejado. O que ele fez ou os seus companheiros em 10 meses desde o acidente com o avião da GOL??!!

"Buscar culpados"? Ora bolas, claro que não existe um único culpado, afinal as companhias aéreas têm suas parcelas, mas é o Governo que manda, ao menos, deveria mandar. Quando surgem os problemas (quase diariamente), Lula parece surtar e esquece que não é mais um sindicalista ou metalúrgico mas sim o líder máximo de uma nação. Se a responsabilidade pelo controle de tráfego aéreo não é do Governo, de quem será? Minha?!!

O momento mais difícil na vida do Lula Presidente é dispensar "companheiro"... Sentir a morte de centenas de brasileiros não é?!!

Ele disse que a crise aérea é decorrente de vários problemas... por que então não começou a solucioná-los? Não é este o segundo mandato dele??!!

E pra finalizar, Lula disse que tem medo de voar de avião. Dá pra acreditar?! Quando foi eleito no primeiro mandato gastou uma montanha de dinheiro comprando um avião novinho para ele, quando voa tem total prioridade no ar e quando aterrisa também... e o povo que voa?! Brasileiros que estão sendo prejudicados com os atrasos, cancelamentos de vôos, sabotagens nos sistemas, controladores camuflados dando entrevistas dizendo que o sistema é péssimo, americanos concordando, a confirmação por parte das autoridades dos chamados " pontos cegos" no ares.... acidentes e mortes.

Mas o presidente não pensa nisto... pensa nele e nos seus companheiros.

A inércia e sua omissão deixaram claro que Lula é o presidente de um povo manipulável, fruto de um Estado que tirou deles o direito a saúde, a educação e ao emprego. Os programas sociais transformados em esmolas eleitoreiras - votos comprados - não devolvem estes direitos a estes cidadãos, apenas os iludem como se este fosse os melhores momentos de suas vidas.

Se o PT e seus companheiros não fossem tão corruptos e se o presidente não gastasse tanto dinheiro público para se manter no poder, ele poderia transformar este país verdadeiramente e serviria de exemplo bom para os seus sucessores.

Lula não se embriagou com o poder como outros antes dele fizeram, mas se viciou nele. E o Lula de antes morreu assassinado.

BH, 25/07/2007

FACES DA TRAGÉDIA
FONTE: Revista Veja

Profissionais no auge da carreira, jovens cheios de planos, crianças voltando das férias, senhoras aposentadas, duas grávidas. Vidas ceifadas, sorrisos que não existem mais.

Depois que o pior acontece, gestos que se dissolveriam na banalidade do cotidiano ganham uma dimensão terrível. Por que o aspirante a piloto conseguiu entrar no vôo fatídico no último minuto? Por que o marido deixou a mulher e o filhinho embarcarem no último assento disponível? Como uma família inteira pega um avião para voltar de férias e é varrida do mapa? Como um pai vai esperar o filho no aeroporto e vê o avião desaparecer em chamas? São perguntas sem respostas, mas lembrar as histórias dos que se foram e o sofrimento dos que ficaram é uma forma de dizer que todas as vidas têm um valor intrínseco que nada apagará. Nestas páginas, algumas dessas histórias de vítimas e de sobreviventes.

"Eu deveria estar no lugar deles"

Roberto Setton


O amazonense Ildercler Ponce de Leão, de 42 anos, deixou o único lugar disponível no vôo 3054 para sua esposa, Jamile, de 21 anos, com o bebê do casal, Levi, de 1 ano e 7 meses. Nesse vôo, a mulher e a criança poderiam fazer uma conexão direta para Manaus, onde a família morava e Ildercler tem uma empresa de manutenção. Ele pegou outro vôo, da Gol, cuja conexão exigiria recolher as malas e fazer novo check-in em São Paulo. Foi uma decisão pragmática, banal, que iria adquirir dimensões trágicas. A família vinha de um passeio pela serra gaúcha. Tivera a sorte de ver neve em Gramado. Jamile e Ildercler tinham se casado havia três anos, depois de um namoro rapidíssimo. Recém-saído de um relacionamento amoroso, Ildercler costumava trocar confidências com uma amiga, Gisele. Quase sempre, quem atendia o telefone era a irmã mais nova dela, Jamile. "Ela tinha a capacidade de me tocar com palavras de fé e amor. Propus casamento em três meses", ele conta. Quando se despediu da mulher e do filho no aeroporto de Porto Alegre, o menino deixou com o pai seu carrinho de estimação. "Não consigo mais largar esse brinquedo", disse Ildercler a VEJA, na sexta-feira passada.

O gesto que salvou uma vida

Silvia Zamboni/Folha Imagem

O que acontece quando sua vida depende de um grito de socorro e você não tem mais forças nem para isso? O ascensorista Renato Soares dos Santos, 31 anos, estava no 2° andar do prédio da TAM Express quando o avião atingiu o edifício. Sua primeira reação foi chamar o elevador para ter certeza de que ninguém havia ficado preso. O elevador estava parado. Renato tentou então achar a saída pela escada. Não conseguiu. Foi quando sua irmã, Regina, que sabia que ele estava no prédio, ligou para seu celular: "Tentei acalmá-lo. Disse que os bombeiros já estavam com seu número de telefone e logo iriam resgatá-lo". Deitado de bruços no chão para evitar aspirar a fumaça, o ascensorista ainda ouvia os gritos de outros funcionários. Aos poucos, foi perdendo a consciência. Cerca de vinte minutos depois, quando os bombeiros chegaram, ouviu um deles perguntar se havia alguém no local. Sem voz nem forças para pedir ajuda, Renato fez o gesto que salvou sua vida: começou a bater com uma das mãos no chão. Conseguiu ser ouvido.

Ela já sabia: seria menina

Álbum de família


Nos últimos quatro meses, a advogada gaúcha Fabiana Hetzel Amaral, de 32 anos, passou a dividir o trabalho no escritório de advocacia Freitas de Siqueira, em Porto Alegre, com os preparativos para a chegada do bebê. Estava animadíssima. Afinal, passara um ano tentando engravidar. Há quinze dias, Fofa, como era chamada pelos amigos e pela família, fizera um exame pré-natal e descobrira que, muito provavelmente, teria uma menina. Feliz da vida, avisou as colegas: iria se chamar Maria Vitória. Como qualquer mãe de primeira viagem, saiu afoita em busca dos preparativos. Comprou o carrinho do bebê e até um aparelho daqueles que ajudam a tirar o leite dos seios. Também contratou uma arquiteta para decorar o quarto da filha, na casa que comprara com o marido havia dois anos. Era uma nova fase de sua vida. Na terça-feira, embarcou para São Paulo, onde apresentaria no dia seguinte uma palestra sobre precatórios, uma das áreas em que atuava. Deixou o carro no estacionamento da empresa porque a viagem seria curta. Quando a TV deu as primeiras informações sobre o acidente com o vôo da TAM, amigos e familiares pensaram no bebê. Fofa, sempre forte, iria sobreviver, acreditavam eles. Mas o final da história foi diferente.

Atrasado, ele correu para embarcar

Álbum de família

Ao chegar ao aeroporto de Porto Alegre para embarcar para São Paulo, Diogo Casagrande Salcedo, 25 anos, foi informado de que o check-in do vôo das 17 horas já estava encerrado. Como ele viajava por conta da companhia aérea, a funcionária do balcão decidiu ajudá-lo. Deu nova olhada no computador e avisou que, se Diogo corresse, conseguiria embarcar. Foi o que ele fez. Queria chegar logo a São Paulo, onde tinha marcado um exame psicotécnico, última etapa do processo seletivo para se tornar piloto da TAM. Nas duas terças-feiras anteriores, Diogo havia feito o mesmo percurso para realizar provas de seleção. "Nosso azar foi a funcionária ter conseguido embarcá-lo", lamenta seu pai, Luiz Antonio Salcedo. Se passasse no exame, Diogo realizaria um antigo sonho. Na infância, o tema favorito de seus desenhos eram os aviões. Na adolescência, praticou aeromodelismo. Adulto, tornou-se piloto de táxi aéreo. Antes de viajar, Diogo esboçou a apresentação que faria no dia seguinte: "Nas horas vagas gosto de praticar esportes, entre eles tênis e natação. Tenho uma namorada há seis anos com quem pretendo me casar. Estou muito interessado em fazer parte da TAM e ajudar...".

"Meu filho só queria chegar mais cedo em casa"

Roberto Setton

O paulista Lamir Buzzanelli, de 67 anos, aguardava o desembarque do filho, o engenheiro químico Claudemir Buzzanelli Arriero, ao lado de seu táxi, estacionado em frente ao aeroporto. Foi surpreendido por um forte estrondo seguido de labaredas a apenas 70 metros de distância. O taxista consultou o relógio. Eram 18h45, minutos depois do horário previsto para a aterrissagem do avião no qual viajava Claudemir. Pensou logo no pior: "Tive a certeza no meu coração de que aquele era o avião em que estava meu filho". Lamir ficou alguns minutos sem ação, desnorteado, até começar a perguntar sobre o acidente a todo mundo que passava. Ainda tentou seguidas vezes falar com Claudemir no celular, sem sucesso. Minutos antes de entrar no avião, o engenheiro químico, que havia viajado a Porto Alegre a trabalho, avisou ao pai e à mulher, Rosely, que conseguira antecipar seu vôo e chegaria mais cedo em casa. Estava ansioso para voltar a tempo de jantar com a família naquela noite. Aos 41 anos, ele tinha dois filhos, um de 21 e outro de 13 anos. "Um acidente como esse destrói famílias inteiras", desabafa Rosely.

"Não sei mais o que será de mim sem eles"

Que mãe não sentiu o coração encolher ao ouvir pela televisão o "não" vindo do fundo das entranhas de Christiane Bueno? Ao receber a confirmação da queda do avião em que estavam seus dois filhos, a estilista de 40 anos literalmente desabou. A viagem era comum na vida de Rafaella Bueno Dalprat, de 17 anos, e Caio, de 12. Desde pequenos, eles faziam a mesma coisa nas férias escolares de janeiro e de julho: pegavam um avião para Porto Alegre e iam ver o avô, Ítalo Dalprat, e outros parentes gaúchos. "Era para ser mais uma viagem de rotina, nada além disso. Eles fizeram isso inúmeras vezes e nada aconteceu. Por que agora?", perguntava-se Christiane, a dor indizível apenas entorpecida por tranqüilizantes. "Não sei mais o que será de mim sem eles." Caio estava na 7ª série. Era um garoto meigo, capaz de expressar a paixão pelo avô Ítalo de forma comovente. "Vovô, você nem sabe quanto eu te amo", disse ele ao deixar Porto Alegre. Rafaella, a quem Caio chamava de "anjo da guarda", gostava de música e de sair com as amigas. Em janeiro, tinha passado no vestibular para o curso de rádio e TV.

Quatro meses de felicidade e muitos planos

Há quatro meses, o gaúcho Peter Max Finzsch, 28 anos, casou-se com Helena Braga, 26, namorada desde a faculdade. Eles tinham acabado de comprar um apartamento em Porto Alegre. No domingo, dois dias antes de ele embarcar no Airbus da TAM, o casal passeou pelo bairro onde fica o imóvel. Na ocasião, ele confidenciou à mulher: "Nunca fui tão feliz". Analista de sistemas na siderúrgica Gerdau, Peter tinha planos de morar nos Estados Unidos, para onde viajava freqüentemente a trabalho. "Ele estava no melhor momento profissional da sua vida e muito contente com o casamento", lembra o pai, Horst Max Finzsch. Na terça-feira, minutos antes de embarcar no fatídico vôo da TAM, Peter conversou pelo celular com o pai. Disse que acabara de entrar no avião e, assim que chegasse a São Paulo, ligaria de volta.

Uma família inteira riscada do mapa

Férias de inverno na florida Gramado, vida consolidada na ensolarada Natal. No percurso de volta, o aeroporto de Congonhas seria apenas uma escala para a família Cunha. Ivanaldo Arruda da Cunha, de 51 anos, tinha o perfil do homem que vai atrás de oportunidades. Nascido em Santana do Matos, no interior do Rio Grande do Norte, mudou-se para São Paulo aos 17 anos, em busca de trabalho. Na capital paulista conheceu Zenilda. Casaram-se, tiveram dois filhos, deram-lhes nomes imponentes – Caio Felipe e Ana Carolina. Em 2003, com medo da violência, a família decidiu se estabelecer em Natal, onde o empresário era dono de dois postos de gasolina. Nos últimos meses, Caio havia descoberto as corridas de kart. "Apesar de ser um empresário ocupado, Ivanaldo encontrava tempo para se divertir com a família. Eles apareciam aqui todos os fins de semana", conta Ribamar Cavalcante, administrador do kartódromo de Natal. Um dia antes do acidente, na segunda-feira, Cavalcante recebeu um telefonema de Gramado. Era Caio, feliz da vida, contando que o pai havia lhe dado um kart de presente. Ele estava com 13 anos; Ana Carolina, com 10.

24 julho 2007

Caixa-preta aponta que avião desacelerou após pousar; colisão foi a 175 km/h

FONTE: Folha online

O Airbus-A320 da TAM que sofreu um acidente na última terça (17), em São Paulo, bateu e explodiu no prédio da TAM Express estava a 175 km/h. Quando pousou, estava na velocidade padrão para o procedimento, entre 240 km/h e 222 km/h. Essa informação faz parte dos primeiros dados retirados da caixa-preta pela NTSB (National Transportation Safety Board), em Washington, EUA.

Cerca de 200 morreram na tragédia, entre passageiros e pessoas em solo, no pior desastre da aviação brasileira.

A informação foi repassada nesta terça-feira a repórteres pelos deputados Marco Maia (PT-RS) e Efraim Filho (DEM-PB), que acompanham os trabalhos da NTSB. Diferentemente de ontem, os parlamentares evitaram comentar o significado desse dado perante a investigação --se ele indicaria que o piloto tentou frear a aeronave em vez de arremeter, por exemplo.

Ontem pela manhã, Efraim chegou a afirmar por telefone a rádios e sites brasileiros que as primeiras análises da caixa-preta mostravam que o piloto do Airbus não tinha tentado arremeter. Entretanto, posteriormente, ele recuou.

Tanto a caixa-preta que grava as conversas no interior da cabine da aeronave quanto a que contém dados do vôo --como altitude e duração-- estavam em perfeitas condições. Finda a fase de extração das informações --não todas, mas as que interessam--, os técnicos da NTSB passarão à padronização e à sincronização dos dados dos dois equipamentos. No Brasil, deve ser montada, a partir dessas informações, a reconstituição do acidente, que também causou um incêndio de grandes proporções..

O relatório final da NTSB pode levar mais de um ano para ficar pronto.

Congonhas

Nesta terça-feira, o aeroporto de Congonhas enfrenta problemas devido ao mau tempo. O terminal fechou para pousos por quase três horas no começo da manhã, fechou mais uma vez às 11h05, chegou a reabrir às 14h, mas fechou às 15h22. Como os aviões não chegam, as decolagens também estão praticamente paralisadas.

Das 6h às 14h, das 143 partidas programadas, 73 foram canceladas --o equivalente a mais de 51%. O número inclui parte das 68 decolagens que a TAM, sozinha, cancelou.

O caos em Congonhas afeta todos os grandes aeroportos do país.

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A COMPETÊNCIA DOS INCOMPETENTES

Por Olavo Bilac

FONTE: Mídia Sem Máscara

Não faltará, como nunca falta, quem atribua o monstruoso acidente do aeroporto de Congonhas à incompetência pura e simples. Mas a incompetência do governo federal, nessa como em outras áreas, não é nem pura nem simples. Ela é o efeito da dupla agenda estratégica que orienta todas as ações do esquema petista já desde antes de sua ascensão ao poder.

Nas semanas que antecederam as eleições de 2002, só três pessoas na mídia anunciaram a formação da aliança revolucionária continental Lula-Castro-Chávez. Resultado: eu perdi o meu emprego, o analista estratégico Constantine Menges foi xingado até à enésima geração e o herói nacional cubano Armando Valladares foi rotulado de “picareta”. Menções ao “pequeno eixo do mal” foram declaradas anátema. Nos debates nominalmente destinados a informar o público sobre os candidatos em que iria votar, nem mesmo os adversários de Lula quiseram tocar no assunto. Dos entrevistadores, só um – Boris Casoy – ousou perguntar algo a respeito, e mesmo assim muito educadamente, muito discretamente, quase pedindo desculpas. Lula mandou-o calar a boca.

Ao longo dos dois mandatos lulianos, o eixo, que já vinha sendo preparado nas reuniões do Foro de São Paulo desde 1990, tornou-se uma realidade patente, e nenhum dos iluminados que o haviam negado apareceu na mídia confessando-se um idiota ou um mentiroso contumaz. Todas as ridículas tentativas do governo George W. Bush de jogar Lula contra o esquema castrochavista só serviram para provar a solidez da aliança revolucionária, não só entre aqueles três governantes esquerdistas, mas entre todos os membros do Foro, inclusive as Farc e outras organizações criminosas.

Mas, numa campanha eleitoral, a duplicidade moral consiste apenas em dizer uma coisa e fazer outra. Uma vez eleito, o sujeito tem de governar, e aí a incongruência entre a fala e os atos torna-se discordância entre duas séries de atos, uma destinada a implementar os objetivos nominais do seu governo, outra a realizar as finalidades secretas, ou discretas, do esquema de poder que o elegeu. De um lado, trata-se de administrar o país relativamente bem, para se manter alto nas pesquisas. De outro, busca-se desmantelar o Estado e a própria sociedade, para que o partido revolucionário possa se sobrepor a ambos e engoli-los. Não se pode dizer que o governo Lula tenha duas cabeças, porque só uma cabeça única, e bem organizada, pode coordenar esse delicado e complexo jogo duplo. Mas o processo tem um limite natural.

Não é possível desmantelar o Estado e manter o governo funcionando; nem anarquizar a sociedade e continuar indefinidamente dando a impressão de ordem e progresso. Mais dia, menos dia, um dos lados vai ter de predominar. A lógica interna da estratégia revolucionária espera que esse momento só chegue quando as “forças populares” estiverem prontas para rasgar sua própria máscara e partir para a tomada ostensiva do poder. No segundo mandato de Lula, porém, o limite natural do processo foi atingido antes disso.

O Estado e a sociedade já estão bagunçados de alto a baixo, mas a esquerda radical não está madura para o grande golpe. Nada funciona – nem mesmo a estratégia revolucionária. A velha ordem morreu, a nova transformou-se num gigantesco aborto.

Que fazer?, perguntaria Lênin. E responderia: se não for possível adiar o desenlace, deve-se tirar proveito revolucionário do aborto mesmo, lançando as culpas dele no adversário. Não existindo adversário, a parte mais comprometida do esquema revolucionário deve ser ela própria jogada às feras, acusada de traição e direitismo.

Isso já começou a acontecer. Não havendo uma direita capaz de liderar a revolta popular contra o pior governo brasileiro de todos os tempos, essa revolta será muito provavelmente capitalizada pelo mesmo esquema esquerdista que o gerou. Se o próprio Lula tiver de ser sacrificado para esse fim, não haverá aí surpresa nenhuma. Criar o fantoche custou caro, mas quem vai pensar em economizar dinheiro numa hora dessas?

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SOUVENIR MAIS VENDIDO DO PAN: O APEDEUTA MERECE...
FONTE: Alerta Total



A camiseta já faz o maior sucesso de vendas no comércio ambulante do Rio de Janeiro. Será usada no dia 6 de agosto, em plena segunda-feira, na capital paulista, onde ocorrerá uma grande manifestação popular contra o presidente Lula da Silva, aquele que morre de medo de vaia.

O protesto será às 14 horas, saindo da Avenida Paulista, esquina com a Pamplona. A passeata ou marcha vai pedir o Impeachment do presidente.O movimento é engrossado pelos parentes das vítimas da tragédia da TAM. Lula vai pedir ao “parceiro” Gilberto Kassab que não deixe o ato acontecer, ratificando a proibição municipal de manifestações na Avenida Paulista...

O Imperador do Rio, Cesar Maia, em seu ex-blog de hoje, faz uma análise do porquê de Lula se encolher diante das adversidades e das pressões da opinião pública:

Não é a primeira vez que Lula se encolhe frente à adversidade. Em 2005 -durante o mensalão- ocultou-se, e saiu da toca em Paris numa entrevista amadora desastrada. Agora -da mesma maneira. Encolhe-se, se oculta, perde a iniciativa, cancela sua agenda no sul, e a muda para o nordeste. Esta mudança de agenda foi feita da mesma maneira em 2005.

2. Os políticos que se encolhem frente às adversidades não são casos raros. Alguns sistematicamente, numa espécie de ciclotimia, onde se deprimem a qualquer noticia e fato negativos. Há um elemento comum entre eles: colocar a culpa na imprensa. São vários os casos de políticos que na adversidade, param de ler os jornais e não ouvem ou assistem o noticiário. Não entendem o papel -em todo mundo- da imprensa na cobertura política onde faz o controle de qualidade (passam os produtos bons; ficam e são expostos os produtos ruins).

3. O jogo -política/imprensa- está mais do que estudado. Nas ditaduras a imprensa permitida faz o que o governo quer. Do outro lado, entre os políticos frágeis, os governos fazem o que a imprensa quer. Como sempre, no meio está a virtude.

4. Um político que se encolhe frente à adversidade -como Lula- reage quase sempre de uma mesma forma: corre em direção a seu nicho de opinião pública, e passa a tratar apenas deste. E justifica junto aos assessores que é isso que o país precisa. No caso de Lula, se ele permitisse um gravador a seu lado, o que diria seria algo como, "pensam que vim aqui para atender os ricos?"; "essa imprensa serve aos poderosos"; "vou tratar do meu povo e deixar esses pequeno-burgueses de lado".

5. A vaia e a tragédia, auto-atocaiaram Lula. Improvisou uma cirurgia numa vista alegando terçol e com isso se autojustificando pela ausência. Os desdobramentos de sua ciclotimia política podem ser apenas pessoais -meno male- para seu grupo interno. Mas podem ter efeito maior, reorientando suas prioridades ainda mais e muito mais para o assistencialismo desregrado, buscando foco, naqueles que não lêem jornais, e que com alguma bolsa no bolso, podem servir de claque para levantar a moral do chefe.

6. As idas de Lula ao nordeste em 2005, foram assim: com direito a claque e cenário, e ele suado no meio dos amigos contratados, voltando a ser o líder sindical. Essa regressão protetora de seu encolhimento na adversidade voltará nos próximos dias. E contará com a TV para registrar seu passado, teatralizado no presente -sem gravata, suado, sem plural...

7. Um político completo na chefia de governo -um estadista- não é o que temos. A adversidade o colocou na clandestinidade. E o despachou para os seus nichos, de AeroLula, num contraponto triste com a pequena burguesia que rejeita, por autodefesa.

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Hoje, recebi um email com fotos, não publicadas, do acidente trágico em Congonhas...

Não há palavras que expresse a dor e a tristeza ao ver aquelas fotos.

Mesmo sentimento que me sobreveio há 10 meses atrás quando fotos não publicadas, do acidente com o avião da Gol, me foram enviadas.

A pergunta que me veio a mente foi: Por que tão ínfimo amor pelas pessoas?!

Nas cadeiras que habitam o poder deste país, pessoas sentam para se sentirem como reis e governarem com ganância, vaidade e presunção. Sempre dispostos a encherem suas contas bancárias ou se masturbarem com o status que o poder proporciona.

Os olhos da Justiça estão vedados porque se deleita em olhar para si própria e contemplar todas as maravilhas (na concepção deles) que ela pode realizar.

Que nós, como povo, mostremos amor ao nosso próximo e a nós mesmos e que toda essa canalhice que este governo corruPTo realiza diariamente receba nossa indignação, nosso protesto, nossa insatisfação e que, com mais esta lição, possamos, finalmente, escolher nossos dirigentes com seriedade e consciência.

Riva Moutinho BH 24/07/2007

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