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21 junho 2007

PF vê inconsistência em defesa de Renan

FONTE: Globo.com

A perícia da Polícia Federal (PF) apontou diversas inconsistências nos documentos apresentados pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para justificar a origem dos seus rendimentos.

Calheiros busca comprovar que teve rendimentos agropecuários suficientes para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha, e que não recebeu ajuda financeira do lobista Cláudio Gontijo.

Leia íntegra do laudo da PF

A PF analisou em dois dias os documentos entregues pela defesa de Calheiros e constatou dezenas de inconsistências. Em 2006, por exemplo, há notas fiscais para venda de 921 animais, mas somente guias de trânsito para 340 animais.

Além disso, algumas guias indicam outros vendedores de gado: 508 animais estão em nome de Ivanilda Calheiros, 21 em nome de Regina Magalhães e 20 em nome de Remi Calheiros, irmão do senador.

Segundo a Polícia Federal, os nomes dos compradores de gado que aparecem nos cheques e recibos não coincidem com os de notas fiscais. A perícia afirma que não foi possível assegurar a autenticidade das notas fiscais, nem que a venda de gado realmente existiu.

Os peritos da PF confirmaram que o senador Renan Calheiros negociou com empresas não habilitadas, e que um grande número de cheques, notas fiscais e guias de trânsito animal não batem com os recibos apresentados ao Conselho de Ética da Casa.

O senador apresentou três recibos e três notas fiscais para vendas ao açougue Stop Carnes. A PF apurou que a empresa estava inabilitada para fazer negócios.

Recibos em nome da Carnal, de propriedade de João Teixeira dos Santos –que negou ter feito negócios com Renan Calheiros- aparecem anexados a dois cheques de outra empresas, a GF da Silva Costa, que está inativa.

Já a nota fiscal do negócio está em nome de José Acácio da Rocha, casado com a dona do açougue São Jorge, na periferia de Maceió.

Segundo a perícia, nenhuma das vendas em 2004, no valor de R$ 236 mil, pode ser comprovada porque os pagamentos não estão acompanhados de notas fiscais.

No Congresso, os senadores defenderam mais tempo para as investigações.

“Essas incongruências precisam ser esclarecidas pelo investigado e precisam também de mais tempo para que os peritos possam fazer um laudo onde eles possam dizer se ocorreu ou não as transações”, disse o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

O presidente do Senado voltou a dizer que tem como provar a lisura de seus negócios agropecuários. “Há uma denúncia, o que me compete é provar o contrário. Eu tenho feito isso com a maior tranqüilidade, tenho conversado com vocês toda vez que há necessidade de conversar. A minha vida é aberta, eu não cheguei por acaso à presidência do Senado”, disse.

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