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26 junho 2007

MÁRIO DE OLIVEIRA PODE SER CASSADO
FONTE: Jornal O Tempo


Deputado pode ter mandato cassado

PTC entra com representação na Câmara contra Mário de Oliveira, suspeito do plano para matar o parlamentar Carlos Willian



O Partido Trabalhista Cristão (PTC), legenda do deputado federal Carlos Willian (MG), entrará com uma representação no Conselho de Ética da Câmara Federal com objetivo de cassar o mandato do também deputado federal Mário de Oliveira (PSC). Willian tornou pública na última sexta-feira informação repassada a ele pela Polícia Civil de Osasco (SP) de que uma quadrilha teria o plano de assassinálo. As investigações apontam Oliveira como suspeito de ser o mandante do crime.

O presidente nacional do PTC, Daniel Tourinho, afirmou ontem que sua legenda já designou o advogado Luis Carlos Silva Neto para cuidar do caso e que hoje, na capital federal, haverá uma reunião entre eles e o deputado Carlos Willian para tratar da representação. "É um assunto extremamente grave, que, de um lado, envolve matéria de direito penal e do outro, a questão política. O partido não vai se omitir", avisou o presidente do partido. Tourinho afirmou ainda que terá acesso a documentos do inquérito policial remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para definir detalhes da ação contra Mário de Oliveira.

"Fiquei profundamente chocado e triste, até porque eu conheço o deputado Mário de Oliveira há muito tempo, bem antes de conhecer o Carlos Willian", disse, emendando que não sabe notícias do parlamentar suspeito de planejar a morte de seu correligionário. O deputado Carlos Willian afirmou ontem não ter pretensões de prejudicar Oliveira, entretanto, quer dar uma satisfação à sociedade sobre o caso, uma vez que o esquema vazou para a imprensa.

"Não quero prejudicar ninguém. Acho que Deus me deu a vida de novo, me libertou, me tirou da morte. Eu não tenho propósito de vingança, mas preciso dar uma satisfação à sociedade sobre o porquê da intenção desta pessoa em me matar", considerou Willian, que, assim como Oliveira, é pastor da Igreja do Evangelho Quadrangular.

Plano
Radialista, Willian divulgou na sextafeira passada nota à imprensa informando sobre a existência de uma quadrilha que teria planos de executá-lo. Segundo o parlamentar, a Polícia Civil de Osasco prendeu integrantes do esquema com fotografias, endereços, placas de veículos e um plano com toda a rotina de horários de chegadas e saídas a lugares por ele freqüentados.

Um dos presos, informa também a nota, teria confessado o plano para assassiná-lo. O pistoleiro contratado para o serviço, conhecido como Alemão, está foragido. Ele receberia R$ 150 mil pelo serviço, mas parte deste valor teria sido entregue pelo mandante antecipadamente, incluindo uma motocicleta no valor de R$ 30 mil.

Sorte
De acordo com informações da Polícia Civil de São Paulo, o deputado Carlos Willian escapou de execução na última quinta- feira, na rodovia MG-10, que liga o aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins (na Grande Belo Horizonte) à capital mineira. A expectativa da quadrilha envolvida no esquema era de que o parlamentar desembarcasse em avião de carreira neste dia, mas ele veio da capital federal para Minas Gerais na comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que esteve em Belo horizonte para inaugurar a duplicação da avenida Antônio Carlos.




Suplentes querem rigor na apuração


O suplente do deputado federal Carlos Willian (PTC), Alessandro Marques (PSDC), disse ontem que é um dos principais interessados em desvendar o esquema de uma quadrilha com planos de assassinar seu colega de coligação (“Reconstruindo”). De acordo com Marques, não existe possibilidade de haver suspeita sobre ele porque os dois são amigos e sua condição financeira é estável.

“Quando fiquei sabendo do caso entrei em contato com o Willian para dar um apoio. Nos tornamos amigos durante a campanha. Isso tem que ser apurado com afinco, é inadmissível. Quem tem direito de tirar a vida de alguém é Deus”, declarou Marques, que obteve apenas 1.427 votos a menos que Willian. Assim como ele, o presidente do PSDC em Minas, Augusto Brant Rocha, recebeu a informação de atentado contra Willian com perplexidade. “É uma situação incômoda. Parece filme de televisão. Temos que aguardar o desenrolar para ver o que motivou”, avaliou Rocha.

Beneficiados
De outro lado, lideranças do PSB já dão como certa a conquista de mais uma vaga pelo partido, com a saída de Mário de Oliveira, suspeito de tramar contra a vida de Willian. Isso apesar de a representação do PTC contra Oliveira ainda estar sendo elaborada pela equipe jurídica do partido. É que os dois primeiros suplentes de Mário de Oliveira (PSC) são ex-deputados do PSB. O primeiro é o ex-deputado federal Mário Assad Júnior (PSB), atualmente secretário de Relações Institucionais do prefeito Fernando Pimentel (PT).

O segundo é Carlos Mota, que não obteve votos válidos para se reeleger. “Sou suspeito porque sou primeiro suplente. Lamento muito a gravidade do fato, defendo uma apuração rigorosa, mas me sinto constrangido para comentar sobre isso, já que em tese, sou parte interessada”.Integrante da coligação “Justiça Social”, Assad Júnior obteve 70.584 votos contra os 77.719 votos de Oliveira. Já Mota, obteve 42.439 votos. Entre os dois estava apenas o deputado reeleito Júlio Delgado, também do PSB, com 75.504 votos. (DM)




Mário de Oliveira alega armação


O líder do PSC na Câmara, deputado federal Hugo Leal (RJ), afirmou ontem que tem reunião marcada com o deputado federal Mário de Oliveira, em Brasília, para que ele dê sua versão sobre o caso. “Eu falei com o deputado Mário de Oliveira hoje (ontem) pela manhã e ele me disse que está vindo amanhã (hoje) para Brasília. Convoquei uma reunião com outros deputados do partido para a gente conversar sobre isso, mas ele (Oliveira) negou as acusações. Ele disse que é uma armação muito grande contra ele e contra a família dele.

Por enquanto, não posso tomar nenhuma medida. Vamos conversar e analisar a defesa dele”, justificou Leal. O líder disse também que não pode fazer nada a respeito da representação a ser protocolada no Conselho de Ética pelo presidente do PTC, Daniel Tourinho, contra Oliveira, suspeito de ser o mandante de um esquema de execução do colega, deputado federal Carlos Willian (PTC).

“Isso não está na minha alçada. O que eu posso fazer e vou fazer é abrir uma avaliação interna no partido com oportunidade de defesa.” Segundo informações do próprio Willian, ele e Oliveira tiveram uma relação próxima por serem integrantes da Igreja Quadrangular, entidade religiosa presidida pelo último.

As desavenças teriam começado em meados de 2002, quando Willian foi eleito deputado federal pela primeira vez, mas Oliveira teria pedido a ele para renunciar e repassar a cadeira para um afilhado dele, pastor Antônio Carlos. “Quando eu disse que não renunciaria começou a revolta dele”, contou Willian, emendando que já representou contra o colega na corregedoria da casa por ele ter tentado agredi-lo fisicamente durante a posse no início deste ano. (DM)




Parlamentar suspeito chega hoje a Brasília


BRASÍLIA - Para que um inquérito seja provocado pela Mesa Diretora e instaurado no Conselho de Ética da Câmara, a corregedoria precisa concluir as investigações da denúncia e enviar à mesa, que decide pelo arquivamento ou acatamento da representação. Neste último caso, ela pode encaminhar ao conselho um pedido de advertência verbal, advertência oral, suspensão temporária ou cassação.

Assim que o órgão que julga o decoro parlamentar dos deputados abra o processo, mesmo que o deputado investigado renuncie ao mandato, seus direitos políticos não poderão ser mantidos, caso ele venha a ser cassado. Ontem, Mário de Oliveira passou o dia em Belo Horizonte e não atendeu seu telefone celular. Em seu gabinete, assessores informaram que ele ainda consultava advogados para se pronunciar posteriormente. Hoje ele segue para Brasília no começo da tarde. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP) passou o dia em Palmas, no Tocantins, e não se pronunciou sobre o assunto. (HFJ)




Brigas começaram em janeiro


HÉDIO FERREIRA JÚNIOR

BRASÍLIA – Hoje, o corregedor- geral da Câmara, Inocêncio de Oliveira (PRPE), irá tomar conhecimento da denúncia de tentativa de homicídio para decidir se mantém as investigações da representação movida por Willian contra o colega no início da legislatura. Em 1º de fevereiro passado, Carlos Willian entrou com uma representação pedindo a cassação do colega por quebra de decoro. No dia da posse, os dois deputados teriam se estranhado em encontro no cafezinho do plenário.

De acordo com testemunhas, Mário de Oliveira teria xingado o colega com palavras de baixo calão. Outra discussão teria acontecido, posteriormente, em um dos elevadores que dão acesso aos gabinetes do anexo IV da Casa. Em abril, um pedido de urgência de julgamento da representação foi enviado à corregedoria por Willian, que dizia, na época, temer por sua integridade física. Inicialmente, o corregedor buscou a conciliação dos colegas, em vão. A investigação da representação estava parada.

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