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15 junho 2007

Golpistas e Vigaristas
Por Olavo de Carvalho, filósofo

FONTE: enviado por Walden Carvalho

Os blogs vão acabar matando a grande mídia, se ela não tomar jeito. É a eles que temos de recorrer quando queremos notícias genuínas em vez de fingimento bem-pensante. Já falei aqui da "Nota Latina" (http://notalatina.blogspot.com), que considero a melhor e quase única fonte de informações seguras sobre o movimento comunista no continente. Agora me aparece outro, http://jaelsavelli.blogspot.com/, que não hesita em fazer, a respeito do alegado perigo homofóbico que assola o país, o cálculo comparativo que nem o governo, nem o jornalismo chique, nem os tagarelas acadêmicos e parlamentares ousaram jamais fazer, porque se o fizessem cortariam no ato sua própria língua mentirosa e falaz. Aí vai:

1) O Grupo Gay da Bahia informa que "entre 1980-2005, foram assassinados no Brasil 2.582 homossexuais" (fonte: www.ggb.org.br/assassinatos2005c.html).

2) O governo federal informa que "nos últimos 25 anos ocorreram aproximadamente 800 mil assassinatos no Brasil" (fonte: http://www.camara.gov.br/sileg/integras/398227.pdf).

3) O Grupo Gay da Bahia e o governo, juntos, informam que "os gays representam cerca de 14% da população brasileira: 24 milhões" (fontes: IBGE e www.ggb.org.br/ moviment_glbt4.html).

O leitor tenha a bondade de fazer as contas e verificar que, segundo esses dados, o número de homossexuais assassinados corresponde a 0,3% do total de vítimas de homicídios no Brasil.

Ora, a comunidade que abrange 14% dos brasileiros mas só 0,3% dos assassinados é exatamente o contrário de uma comunidade de risco, sob o ponto de vista policial. É uma das comunidades mais seguras, mais protegidas deste país. Com razão, ela se denomina "gay": É uma das poucas que tem motivo para estar alegre numa população que vive em permanente estado de luto.

Seus líderes, porta-vozes e advogados não podem alegar ignorância desse dado, pois são eles mesmos que o publicam. Se, não obstante, insistem em apresentar essa comunidade como vítima de violência endêmica, como necessitada não só de proteção extra mais de legislação especial que lhe permita criminalizar e mandar para a cadeia todos os que não gostem dela, a conclusão é óbvia: cometem fraude consciente, deliberada, com a finalidade de transformar riscos inexistentes em instrumentos para dar à comunidade gay um status social ainda mais privilegiado do que já tem.

"Privilegiado" é eufemismo. Já expliquei em outro lugar (http://www.olavodecarvalho.org/semana/ 070604dc.html) que, pela amplitude da sua área de aplicação, a lei dita "anti-homofóbica" dará à militância gay um poder repressivo e intimidatório praticamente ilimitado, transformando-a num temível instrumento de chantagem nas mãos de seus mentores e aliados no governo federal e nos partidos de esquerda.

Se, ademais, a implantação dessa monstruosidade vem por meio da mentira e do engodo, então é claro que estamos diante de uma conspiração criminosa das mais perversas, astuciosas e bem camufladas que um grupo golpista já ousou tramar contra as garantias democráticas neste país.

Debater o caso sob o ângulo moral, religioso ou sexológico é discutir o sexo dos anjos, talvez também dos demônios, das sombras do Hades e até dos ectoplasmas. É alienação completa. Pois não é de sexo, de moral ou de religião que se trata nessa lei abjeta; é de poder, e poder sem limites. Duvido muito que a maioria dos homossexuais, no entusiasmo de suas paradas carnavalescas, tenha a menor idéia, seja da perversa engenharia política a que serve, seja do engodo publicitário montado para explorar, com esse fim, seus temores e seu esprit de corps.

Mas também duvido que os adversários da lei, inflamados na defesa de seus valores tradicionais, tenham a serenidade e o tirocínio para acertar o dedo na ferida. Atiçando as paixões polêmicas, desviando as atenções para a questão abstrata e extemporânea do "pró e contra o homossexualismo", o pequeno grupo de espertalhões golpistas coloca a seu serviço, simultaneamente, duas multidões de otários.

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