Featured Video

Visão Mundial

Somos uma organização não governamental cristã, brasileira, de desenvolvimento, promoção de justiça e assistência, que, combatendo as causas da pobreza, trabalha com crianças, famílias e comunidades.

Wikileaks

Somos uma organização sem fins lucrativos dedicada a trazer informações importantes para o público.

Greenpeace

Somos uma organização global e independente que atua para defender o ambiente e promover a paz, inspirando as pessoas a mudarem atitudes e comportamentos.

Associação de Assistência à Criança Deficiente

Somos uma entidade privada, sem fins lucrativos, que trabalha há 60 anos pelo bem-estar de pessoas com deficiência física.

Médicos Sem Fronteiras

Médicos Sem Fronteiras é uma organização médico-humanitária internacional, independente e comprometida em levar ajuda às pessoas que mais precisam.

31 maio 2007

PRA RELEMBRAR E RELAXAR:
Nenhum de Nós, Engenheiros do Havaí, Ira!

Nenhum de Nós é uma das melhores bandas de pop rock do Brasil.
Criada na década de 80, infelizmente está fora do cenário nacional, mas continua se apresentando na sua terra: a região sul do país.

Nenhum de Nós em 2006 - Sobre o Tempo



Originária também da região sul do Brasil, os Engenheiros do Havaí é uma banda de rock criada também na década de 80 e que fez muito sucesso.
Infelizmente Humberto Gessinger e sua turma estão fora da mídia.


Engenheiros do Havaí - Alívio Imediato



O Ira! é um grupo de rock paulista formado também nos anos dourados da década de 80.
Seu líder é o lendário guitarrista Edgar Scandurra.

Ira! - Tarde Vazia (participação de Samuel Rosa)


Pra todos que viveram a doce década de 80, viver a atualidade do pop rock brasileiro é triste. Parece que o melhor já existiu bem como o gosto mais apurado dos jovens.
A sensação é que não existem mais poetas, mesmo porque não há qualquer valorização do público para que compositores e cantores com qualidade possam fazer sucesso.

OMS pede proibição mundial de fumo em locais públicos

FONTE: BBC Brasil

smoke
OMS quer definir locais em que se pode fumar com segurança
A Organização Mundial da Saúde (OMS) está apelando a todos os países, nesta quinta-feira, a banirem o fumo em todos os locais públicos fechados.

A estratégia marca o Dia Mundial sem Tabaco e tem como objetivo proteger os fumantes passivos.

A OMS estima que cerca de 200 mil pessoas morrem todos os anos em decorrência de doenças ligadas à exposição ao cigarro em locais de trabalho.

De acordo com a OMS, não há um nível seguro de exposição para pessoas que convivem com fumantes e a melhor forma de protegê-las é banindo por completo o fumo em lugares fechados.

A organização espera que todos os países sigam o exemplo da Irlanda e da Escócia, onde já vigoram leis proibindo o consumo de tabaco nesses locais.

Sem desculpas

O líder da campanha, Ermando Perugia, diz que não há mais desculpas para evitar a implantação da medida.

“As evidências são cientificamente comprovadas. Não há nível seguro de exposição para fumantes passivos. É totalmente indiscutível e a conclusão é clara: o fumo deve ser banido de todos os lugares fechados”, defende Perugia.

A Organização Mundial de Saúde ressalta que o objetivo da campanha não é intimidar os fumantes, mas definir os locais em que se pode fumar com segurança.

A OMS recomenda que empresas privadas e governos adotem a proibição por completo do tabaco em suas dependências e ressalta que medidas paliativas como sistemas de ventilação e a instalação de áreas de fumantes já se mostraram ineficientes na proteção aos fumantes passivos.

Para a OMS, a interdição do cigarro não deveria ser voluntária, mas arbitrária e acompanhada de medidas como cobranças de multas a quem desrespeite as regras.

Na Inglaterra, a lei banindo o fumo em lugares públicos fechados entre em vigor no dia 1º de julho - na Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales, as outras nações do Reino Unido, a probição já está valendo.

O governo diz que o principal objetivo é reduzir o fumo passivo, mas prevê, como conseqüência secundária, que mais pessoas aproveitem a oportunidade para deixar de fumar.

Alem da Grã-Bretanha, a França também proíbe o consumo de tabaco em locais públicos. Na Itália, Suécia e Malta, o fumo é permitido apenas quando há salas separadas para fumantes e não-fumantes. Estônia e Finlândia estão em vias de adotar a mesma solução.

Na Holanda, desde 2004, é proibido fumar em vários locais públicos, como estações ferroviárias, trens, banheiros e escritórios. Em Nova York, desde 2003, também é proibido fumar em todos os bares e restaurantes da cidade. O comerciante que não fizer valer a lei pode perder a licença comercial e receber uma multa de no mínimo US$ 200 (R$400).

30 maio 2007

Em 1978, um Fusca foi o patrimônio declarado por senador à Justiça Eleitoral

FONTE: Folha online

Em 1978, aos 23 anos, o então estudante de direito Renan Calheiros iniciava sua carreira política elegendo-se deputado estadual em Alagoas. Na época, ele declarou à Justiça Eleitoral possuir apenas um Fusca. Hoje presidente do Senado, com salário bruto de R$ 12.720 mensais, Renan (PMDB-AL) informa que é dono de uma fazenda e diz que seus rendimentos o permitem pagar, além de despesas próprias, pensão e aluguel à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha de dois anos e 10 meses.

Em seu discurso, anteontem, o senador disse ainda que constituiu, com recursos próprios, um fundo de R$ 100 mil para custear a educação da criança. Disse que, antes de a filha nascer, pagou à jornalista R$ 8.000 mensais, a título de "assistência à gestante", além do aluguel, cujo valor não especificou.

A partir do Fusca de 1978, o patrimônio de Renan sempre evoluiu. Teve casas financiadas, carros da moda, como Opala e Passat, investiu em linhas telefônicas, mas, segundo suas declarações entregues à Justiça Eleitoral, foi a partir de 1994, após ser eleito senador pela primeira vez, que esse crescimento acelerou. Antes de tomar posse, Renan declarou naquele ano possuir três casas (duas em Maceió e uma em Brasília) e seis linhas telefônicas (somando as de Alagoas e Brasília), além de um Uno Mille.

Em 2002, reeleito, informou possuir uma casa e um apartamento em Brasília, uma Toyota Hillux sr5 e um Mitsubishi L200 GLS, além de um apartamento, de 240 m2 à beira-mar, em área nobre de Maceió. Sua participação nominal no setor agropecuário, que teria melhorado ainda mais seus rendimentos nos últimos anos, só estaria presente nas declarações de renda posteriores a 2002. Esses documentos, porém, não foram disponibilizados pelo senador à imprensa. Pouco se sabe sobre a evolução patrimonial de Renan desde então. Em 2004, ele adquiriu uma casa no balneário de Barra de São Miguel (AL), conforme reportagem da Folha publicada em 2005.

Procurado ontem pela reportagem para explicar a origem de sua renda e como pagou os benefícios à jornalista, Renan não se pronunciou. Sua assessoria informou que um advogado convocará os jornalistas para tirar as dúvidas que permanecem sobre o caso.

Citado em gravações telefônicas da Operação Navalha, Renan nega ligações com a empreiteira Gautama, suspeita de comandar esquema de fraudes em licitações. Também nega que a construtora Mendes Júnior esteja envolvida no pagamento da pensão à jornalista.

OPERAÇÃO NAVALHA - Parte I


OPERAÇÃO NAVALHA - Parte II


OPERAÇÃO NAVALHA - Parte III


********************************************************************************
Tá faltando o povo - nós - irmos para as ruas e exigirmos respeito.
Lulla e sua gang tem destruido o país
Quase todo dia tem um novo esquema de corrupção sendo desmascarado e nada tem sido feito.
A PF trabalha enquanto a justiça e o Congresso liberam e inocentam os acusados.
Enquanto isso o povo reclama um com o outro e nenhuma atitude é tomada.
Como diria Gabriel O Pensador:
"ATÉ QUANDO VOCÊ VAI LEVAR PORRADA.
ATÉ QUANDO VAI FICAR SEM FAZER NADA."

28 maio 2007

CAPÍTULO 11
Por Riva Moutinho

“Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem...” (Hebreus 11 : 1)

O capítulo 11 do livro de Hebreus é um convite ao entendimento do que é fé e um campo fértil de alguns exemplos de fé na Bíblia. No entanto se o capítulo 11 fosse escrito pelos dias atuais, poderia ser assim:

HEBREUS 11

1. Ora, a fé é a certeza de coisas que desejamos e ansiamos, a convicção que sonhos podem se realizar pelo positivismo das nossas palavras e através da visibilidade da fé por meio de vários tipos de objetos utilizados nos templos.


2. Pela fé e para aumentá-la e, em alguns casos, criá-la, precisamos além dos objetos, campanhas ou correntes nos templos que, de maneira alguma, podem ser quebradas, para que Deus, mediante nosso esforço e dedicação, nos conceda a benção pedida.


3. Pela fé cremos que um dos presentes recebidos por Cristo – a mirra – pode abençoar nossas casas ao ponto de nada de mau nos sobrevir, bem como qualquer outro tipo de óleo desde que devidamente consagrado pelo nosso líder.


4. Pela fé cremos que o cumprimento das obrigações de doações dos nossos dízimos e ofertas à Casa do Tesouro, convence Deus a liberar um certo número de anjos, suficientes, para nos proteger afim de que o devorador, o destruidor, o cortador e o migrador não consigam entrar nas nossas vidas financeiras.


5. Pela fé cremos que, dado o sonho de crescermos mais do que qualquer outro grupo na terra, precisamos ter seminários teológicos para formarem nossos próximos líderes e que os ensinem como devem falar, gesticular, vestir e propagar o Evangelho para que nos tornemos conhecidos pelo nosso domínio e poder.


6. Pela fé cremos nos nossos líderes espirituais, como sendo eles bocas-de-Deus a todos nós, para que possamos ser guiados pelo Espírito Santo e não sendo necessária a interpretação individual da Bíblia, pois para isto criamos escolas cristãs para formar o caráter da igreja em cada um.


7. Pela fé trabalhamos para a obtenção do título de maior país religioso pertencente ao nosso grupo, afim de que Deus se faça presente em todos os homens através de nós.


8. Pela fé, cremos que a pregação realizada por determinados líderes traz a presença de Deus até nós e nos transforma mediante o poder renovador das palavras utilizadas.


9. Pela fé, cremos no poder da água ungida ou consagrada por homens como fonte libertadora de Cristo.


10. Pela fé, cremos que só a nossa religião é o caminho que nos conduzirá a vida eterna.


11. Pela fé, toda ovelha do nosso rebanho precisa ser admoestada com veemência quando ousar ter uma opinião diferente dos líderes que foram eleitos pelo próprio Deus.


12. Pela fé, organizamos os afazeres do nosso Deus em nossos cultos religiosos afim de que Ele saiba o dia e a hora que precisará libertar, dar alguma vitória, curar e ajudar financeiramente a alguns de nós.


13. Pela fé, repreendemos o demônio que se levanta contra o povo escolhido de Deus, na forma de Tribunal de Justiça, Ministério Público, Polícias e qualquer outras formas que venham a existir atrapalhando a propagação do nosso reino.


14. Pela fé, cremos que Cristo morreu para que pudéssemos viver arraigados a nossa religião, defendendo-a a qualquer custo e se preciso for com a vida, pois como igreja de Cristo lutamos.

Poderia escrever mais... como sobre a numerologia adotada por cristãos, a crença que a oração destinada a Israel gera uma benção especial da parte de Deus a nós, a adoção de alguns costumes da cultura judaica como sendo novos meios para agradar a Deus ou para ser mais abençoado por Ele, a imposição do medo através de profecias pseudo-apocalípticas, as táticas que devem ser usadas para frear o crescimento de qualquer outra religião... etc.

Gente! Cristo não morreu numa cruz para assistir essa pornochanchada que aí está. É isso sim, pois o interesse maior está em conseguir poder e status e que o Evangelho e Cristo sejam o meio através do marketing.

Como eles mesmos dizem: “A igreja forma o caráter de cada um” e adoecem a todos com este esquema, formando um grupo enorme de religiosos cheios de regras comportamentais e vazios da profundidade do Evangelho de Jesus.

Basta!

Ou se crê no Evangelho como é: sem barganhas, sem amuletos, sem mandingas, sem rituais, sem busca por status humanos na terra ou se vive uma vida vazia, distante daquilo que Jesus deseja a cada um de nós.

Cristo morreu e ressuscitou para que cada um de nós tivesse VIDA EM ABUNDÂNCIA, para que fôssemos LIVRES Nele e para que carregássemos o fardo e o jugo Dele.

Não! O capítulo 11 não precisa ser reescrito, somos nós que precisamos voltar para o Evangelho afim de que ele nos liberte, nos cure e nos conduza a Cristo.

BH, 26/05/2007

FAÇA CONTATO:Clique Aqui

CAMINHO DA GRAÇA com Pr. Caio Fábio
O QUE ESTÁ ACONTECENDO À ALMA DOS CRISTÃOS HOJE?

Quando eu era adolescente, ouvia meus pais falarem de como os crentes eram “frios” ou “exagerados”.

Por “frios” ele designavam aqueles que iam à “igreja” aos domingos, davam o dízimo, não faltavam às festas da comunidade, participavam intensamente das assembléias administrativas e de eleição de pastores — mas que, em contrapartida, não oravam em público, pois tinham vergonha; diziam que pouco ou nada liam a Bíblia; não davam testemunho da fé com a boca, e, menos ainda, com as atitudes; e, invariavelmente, davam grande valor o dinheiro, à profissão, aos estudos dos filhos, à aquisição módica, porém confortável de imóveis; e não negociavam as férias com nada. Sobretudo, jamais iam às reuniões de oração da “igreja”.

Esses eram os “frios”. E eram tão “frios” que nem mesmo davam importância às querelas eclesiásticas, como por exemplo, a neurastenia “Protestante” da década de 60 contra os “Renovados e Pentecostais”.

Já os “exagerados”, eram os “Renovados”, os quais haviam saído em meio a muita briga dentre as igrejas históricas, às vezes por exclusão em razão de falarem em “línguas” nas reuniões públicas de oração, ou por chamarem os irmãos para “um culto renovado”, na casa de algum deles.

Os Pentecostais, entretanto, pouco incomodavam; pois, não eram egressos das igrejas históricas; sendo o seu movimento apenas o resultado de ações missionárias estrangeiras, as quais chegavam para abrir algo novo, pregando diretamente aos não protestantes, embora tivessem nos católicos o seu maior publico alvo. Depois é que os cultos afro-ameríndios concederam aos Pentecostais as suas maiores baixas.

Ora, no caso dos “exagerados-renovados”, a dor de meus pais era que, embora eles cressem também na contemporaneidade de todos os dons espirituais, não aceitavam a chacrinha em meio à qual tais coisas aconteciam. Além disso, eles detestavam os legalismos de usos, costumes, e fanatismos diversos, manifestos em tais meios. Entretanto, ainda falando de meus pais, no que concernia aos “exagerados-pentecostais”, havia o lamento de que muitos pareciam sinceros, porém sem entendimento e sem equilíbrio metal e espiritual.

Meus pais se identificavam com gente como os reverendos Antônio Elias, Daniel Bonfim, David Glass, Ageu Pinto, Alcebíades Vasconcelos, entre outros. Respeitavam o DR. Acioly de Brito, Pr. Israel Guerra (a quem também amavam; mesmo nem sempre concordando com tudo); e, ainda no início da década de 70, muito se afeiçoaram ao reverendo Samuel Doctoriam.

Meu pai, entretanto, dizia que lamentava muito que o reverendo Nehemias Ma riem tivesse deixado a pureza a simplicidade devidos a Cristo. E dizia o mesmo de Rubem Alves e Jonas Resende. O mesmo eles também diziam dos que estavam no pólo teológico oposto da Igreja Presbiteriana do Brasil; gente como Buonerges Ribeiro, Paulo Breda, etc.

No que concernia ao Pastor e depois Bispo Roberto MacAlister (que é o pai histórico-espiritual de Macedo, R.R. Soares, Miguel Ângelo, entre outros), meu pai me dizia desde antes de eu me converter, quando ainda morávamos em Niterói, que eu sempre tivesse cuidado com ele. Ele o achava, mesmo pelo rádio, muito vaidoso. E mais: achava que ele gostava muito de dinheiro, de roupas caras, e tinha uma quedinha por “moveres” e outras modas.

Com relação ao Pastor Nilson Fanini, papai e mãe tinham sérias dúvidas se ele algum dia teria tido uma experiência real com Jesus, ou se fora apenas com a religião; pois, desde a década de 60, quando morávamos em Niterói, que eles recebiam pessoas que vinham de lá, do Fanini, reportando coisas, conluios, negócios, parcerias, e vaidades que faziam aquele pastor fazer negócio com qualquer um que o pusesse numa posição de poder, até e sobretudo, os militares. A história demonstrou que ele seria capaz de ter vínculos com Macedo e até com o Reverendo Moon. Tudo por poder e dinheiro.

Ora, falo do período entre 1960 e 1980. E já era assim. E muito mais...

Portanto, vi e ouvi deles muitas das coisas que me puseram no caminho da observação e do discernimento, especialmente porque eles eram pessoas puras e que se regozijavam sempre na verdade; e, portanto, o que diziam tinha apenas a ver com o Evangelho, e não com antipatias.

Entretanto,ainda era possível encontrar mais pastores bem intencionados ou, apesar da falta de entendimento e conhecimento da Palavra, sinceros com Jesus.

Já escrevi mais de uma vez aqui no site acerca das sementes das perversões que corromperam quase que por completo os “evangélicos”. Hoje, porém, minha intenção não é esta.

Naquele tempo ainda era possível ser Evangélico entre os “evangélicos”, pois, de fato, o fenômeno ainda era o da existência dos “evangélicos” (conforme são hoje) entre os Evangélicos, que eram ainda a maioria.

Hoje, todo genuíno Evangélico (conforme o Novo Testamento) e que não saiu da “igreja evangélica” — existe como um católico convertido ao Evangelho dentro da “igreja católica”. Em alguns lugares, em igrejas da prosperidade, da quebra de maldiçoes, dos movimentos apostólicos, e do pentecostalismo do bizarro — o Evangélico ainda lá presente, vive como um crente viveria dentro de um lugar de Candomblé, ou no meio de uma seita de Guru indiano que se locupleta da burrice pagã dos fanáticos americanos.

Todavia, há algo acontecendo. Sim! Nem tanto porque as pessoas estejam, pela Palavra, dando credito à verdade, mas, sobretudo, porque estão sendo espancadas pela verdade dentro de tais ambientes.

Assim, a cada dia tem ficha nova caindo na cabeça de milhares, não porque creram na verdade, mas porque já não conseguem mais crer na mentira. Portanto, tais pessoas (e são milhões aqui no Brasil), estão vazias, e, de algum modo, estão se tornando cínicas...

Em meio a isso tudo, há uma legião imensa de órfãos. Sim! Tipo os que em vida, e não depois da morte, realizam o fato de que seus pais não são quem eles julgavam que fossem. E, por tal razão, sentem-se órfãos.

É claro que todos os dias há incautos-desesperados entrando no engano, os quais, pela necessidade, se vão à Macumba, não têm porque resistir ao convite para enriquecer rápido num “Templo Lotérico Maior” qualquer... Bem como em suas agencias “Lotéricas” espalhadas por todo o país. Isso sem falar nas “Casas de Cambio” que aprenderam a fazer o mesmo tipo de jogo da Masmorra da Felicidade, e que os inventores do sistema praticam em maior escala.

Uma imensa horda de fiéis está deixando de ir às “igrejas”; e, enquanto isso, tomados pelo vazio ou pela descrença, dizem que são de Jesus, mas, cada vez mais, vão vivendo com raiva de “Deus”, pois, transferem o engano dos homens para a conta divina.

E, interiormente, com ou sem palavras, dizem: “Deus às favas! De que me adiantou? Só perdi tempo. Fui enganado!”

Assim, por tal decepção, há “evangélicos” em todos os grupos de swing, de suruba, de esquemas de lavagem de dinheiro, de exploração ilegal de madeira e do meio ambiente, de contravenções e de trapaças políticas; bem como tendo toda sorte de casos amorosos extraconjugais.

Hoje em dia tem “evangélico” se convertendo ao Budismo, ao Kardecismo, ao Candomblé, à magia negra, ao Vudú, etc.

Sim! Esses são aqueles que nunca se converteram ao Evangelho, embora tenham sido “evangélicos”, e que dizem para si mesmo: “Safadeza por safadeza, e mandinga por mandinga, aqui é melhor e mais barato; e mais sincero...”.

Você lê isto e fica alarmado. Mas se você recebesse milhares de cartas como aqui recebo, e que nem consigo responder e colar no site, você saberia que em mim não há exagero.

Os “Evangélicos” do Brasil estão para a antiga “Igreja Evangélica” (e que já não era grandes coisas!...) assim como os católicos do “Catolicismo Sincrético” estão para a “Igreja de Roma”.

Ora, se o contraste é assim já tão chocante em relação àquilo que não é Evangelho, e que é só uma fachada religiosa, e que é apenas um estelionato em relação a Jesus —, que não dizer dos subprodutos de tais coisas em relação ao Evangelho?

Ora, o abismo é maior ainda!

Sim! Se os Protestantes olham para o mundo “evangélico” e dizem: “É loucura e heresia!” — o que o Evangelho (o qual julga o Protestantismo uma iniciativa pífia e pedrada) tem a dizer de tais máfias e macumbas feitas em nome de Jesus?

Hoje o que possui a maioria decepcionada entre os “evangélicos” é algo como o “espírito de Laudiceia”, só que sendo vivido como uma “rebordosa”, como uma ressaca... — por terem visto a arrogância de Laudiceia ter dado lugar à exposição de sua nudez.

Portanto, o que antes era orgulho, altivez, arrogância, surto de superioridade e Síndrome de Lúcifer, agora se tornou em indiferença equivalente, em cinismo equivalente, e em mornidão incomparável.

O que vejo são pastores perdendo a paixão; e crentes abandonando o amor.

Ora, Paulo disse que se a “nossa esperança em Cristo se resume apenas a esta vida, nós somos os mais infelizes de todos os homens”.

Veja: ele não falava dos homens, mas, entre eles, de “nós”, de “nossa esperança” feita religião sem transcendência, sem amor pelo eterno, sem alegria no invisível.

Portanto, o cenário existencial que Paulo pintava era o de cristãos sem esperança; ou, com a esperança confinada por algo como a teologia da prosperidade; a qual, não celebra a eternidade, mas apenas a temporalidade dos sucessos humanos mensuráveis pelas quantificações materiais.

Para Teologia da Prosperidade, ressurreição foi a de Jesus; e, hoje, ressurreição é de negócios. Afinal, se Jesus reina em Glória, em riqueza e glórias humanas devem reinar os seus discípulos.

É ensino de demônios!

O resultado disso é que a farsa está acabando (e não ficará pedra sobre pedra que não seja derrubada; e nem lavagem de grana que não venha a ser contada em público).

Entretanto, os discípulos desse Evangelho Plástico e David-Cooperfieldiano estão perdidos e sem saber o que buscar. Por isto, muito estão voltando para os lugares de onde vieram. E muitos outros estão se tornando esquizóides evangélicos... Andando a esmo pela Internet; e vivendo em chats cheios de “evangélicos” desejos de soltar a franga...

O estrago que é feito em razão de que alguém faliu em algum de seus compromissos pessoais com a fé que ensina e promulga, por mais forte que seja, não empurra ninguém para fora da fé. Mas aquilo que é perversão sistêmica contra o espírito do Evangelho, e que se torna o ensino de um “outro evangelho”; evangelho do dinheiro, da insinceridade, e do abuso de poder — tem sim o poder de anestesiar a alma de milhões... E é o que aconteceu entre nós.

O resultado é esse que todos hoje podem ver!

Quem for filho da religião evangélica, esse ficará perdido em sem fé. Afinal, sua fé não é fé, mas apenas crença; e a relação que eles julgam terem tido com Deus, não era com Deus, mas com o “Deus-Igreja”. Ou seja: quase todo evangélico religioso tem uma relação institucional (que eles pensam ser espiritual) com a Virgem-Maria-Igreja. A Virgem Maria dos “evangélicos” é a “Igreja”.

Quem, todavia, for discípulo de Jesus, por mais chocado que fique com esse retrocesso “evangélico” à Idade das Trevas, não desanimará, e nem se tornará cínico; antes, não mais perderá tempo com o que já morreu, deixando que os mortos se ocupem de tal funeral; e, enquanto isto, olharão para cima, exultarão no Espírito, e sairão para pregar e viver o Evangelho; fazendo de todo banco um púlpito, de cada esquina uma Catedral, de cada mesa de alegria um encontro de Boas Novas, e de todo relacionamento humano uma chance de comunhão ou de anuncio bondoso da Graça de Deus.

Esta não é uma palavra de denuncia. As de denuncia abundam neste site. Esta, entretanto, é uma palavra de ânimo e de consolação.

Portanto, volte a ler os evangelhos e a meditar na Palavra. E não se esconda. Não precisa ser “evangélico” para ser do Evangelho. Ao contrário, do jeito que as coisas estão, a maioria dos que desejam ser do Evangelho precisam romper com os dogmas de morte e juízo proclamados por esses que profanaram o sangue da Nova Aliança, que pisaram sobre a Cruz de Cristo, e transformaram a pregação da fé em negócio.

Com carinho e reverência!

Nele, que é o mesmo ontem, hoje e eternamente,

******************************************

Todos os dias às 10h, 17h e 22h, Caio Fábio na Rádio Caminho da Graça.
Acesse através do link no canto superior direito desta página.


Caio Fábio coordena o Caminho da Graça em Brasília.
Há Estações do Caminho da Graça em BH, RJ, SP entre outras cidades.
Conheça o site www.caiofabio.com

27 maio 2007

A MELHOR BANDA DE TODOS OS TEMPOS:
The Beatles

FONTE: Wikipédia

The Beatles foi uma banda de rock formada em Liverpool, Inglaterra, no final da década de 1950. Formada por John Lennon (guitarra e vocal), Paul McCartney (baixo e vocal), George Harrison (guitarra e vocal) e Ringo Starr (bateria e vocal), obtiveram notoriedade até hoje inédita para uma banda musical.

Atingiram o primeiro lugar nas paradas de sucesso no mundo inteiro com composições próprias como "She Loves You", "I Want To Hold Your Hand", "Can't Buy Me Love", "Help", "Yesterday", "Eleanor rigby", "Hey Jude", "All You Need Is Love" e "Let it Be" entre outras.

Os "garotos de Liverpool" , como eram chamados, não tiveram apenas impacto sobre a música, mas também influenciaram as vestimentas, os cortes de cabelo e forma de ser dos jovens daquela geração. Foi esse sucesso estrondoso que inspirou a criação do termo beatlemania.

Foi um dos grupos musicais mais bem-sucedidos da história, sendo os seus membros aclamados por público e crítica, com mais de um bilhão de álbuns vendidos em todo o mundo, sendo que 20 músicas atingiram o primeiro lugar nas paradas apenas nos Estados Unidos da América - números considerados um recorde até os dias atuais.

Yesterday


Help


A votação termina no final deste mês.

O escolhido terá posts detalhados e mais vídeos.

PARTICIPE!

26 maio 2007

ESPECIAL: 1 giga de corrupção
- O senador e o lobista -
Fonte: Revista Veja - Parte III

Renan Calheiros terá de explicar por que diretor de construtora pagava suas contas

Roberto Jayme/AE
O senador Renan Calheiros: "Tudo foi pago com meu dinheiro"


Desde que a Operação Navalha foi deflagrada, o senador Renan Calheiros, do PMDB de Alagoas, tem sido instado a explicar suas relações com o empreiteiro Zuleido Veras, dono da Gautama. O senador tem dito que são apenas conhecidos, mas são mais do que isso. Em 1990, o empreiteiro bancou sorrateiramente a campanha do senador ao governo de Alagoas e, embora tenha terminado em derrota, a eleição serviu como marco de uma amizade sólida. Sólida mesmo, a ponto de o empreiteiro freqüentar a residência oficial do presidente do Senado. A situação de Renan Calheiros, porém, é mais complicada do que sua intimidade com Zuleido Veras. É que o senador tem outro amigo explosivo no submundo da empreita que, tal como Zuleido, freqüenta sua casa e, tal como Zuleido, é seu dileto amigo. O amigo de alta octanagem é Cláudio Gontijo, lobista da construtora Mendes Júnior, uma das maiores do país. Nos últimos anos, Gontijo, mais do que um amigo, tem se apresentado no papel de mantenedor do senador. VEJA apurou os laços financeiros entre os dois:

• O lobista da Mendes Júnior coloca à disposição do senador um flat num dos melhores hotéis de Brasília, o Blue Tree. O flat, número 2 018, é usado para compromissos que exijam discrição. Está em nome de Cláudio Gontijo.

• O lobista da Mendes Júnior pagou, até março passado, o aluguel de um apartamento em Brasília para o senador. O imóvel tem quatro quartos e fica em uma área nobre da capital federal. O aluguel saía por 4.500 reais.

• O lobista pagava 12.000 reais mensais de pensão para uma filha do senador, de 3 anos de idade. A pensão foi bancada por Cláudio Gontijo de janeiro de 2004 a dezembro do ano passado.

• O lobista ajuda nas campanhas do senador Renan Calheiros e nas de sua família. Já ajudou o próprio senador, seu filho e seu irmão.

Tal como Zuleido, Gontijo opera nas sombras. Oficialmente, ele é assessor da Diretoria de Desenvolvimento da Área de Tecnologia da Mendes Júnior há quinze anos. Na realidade, sua função é defender os interesses da empresa junto ao governo. A Mendes Júnior constrói aeroportos, metrôs, linhas de transmissão de energia e estradas. Tem fortes interesses no governo. Hoje, participa, entre outras obras, de um consórcio responsável pela construção do aeroporto de Vitória e fechou vários contratos com a Petrobras para a construção de tubulações e manutenção industrial. Tal como a Gautama, a Mendes Júnior também orbita no Ministério de Minas e Energia, do qual foi demitido o ministro Silas Rondeau. Foi a partir desse ministério que Gontijo estendeu sua área de influência a outros setores do governo nos últimos anos. Com a ajuda de Renan, chegou a indicar nomes para cargos públicos, como o do engenheiro Aloísio Vasconcelos Novais, que assumiu a Eletrobrás quando Rondeau deixou o cargo para ser ministro de Minas e Energia.

Fotos O Jornal e André Dusek/AE
O clã Calheiros: à esquerda, o prefeito de Murici, em Alagoas, Renan Filho, filho do senador Renan Calheiros; no centro, o deputado Olavo Calheiros, irmão do senador; à direita, o vereador Robson Calheiros, outro irmão do senador

O senador Renan Calheiros caiu nas graças do lobista. Nos últimos três anos, a pedido de Renan, o lobista pagou os 4.500 reais de aluguel do apartamento de quatro quartos. No imóvel, até recentemente, morava a jornalista Mônica Veloso, com quem o senador tem uma filha de 3 anos, que recebe a pensão do lobista. Todos os meses, a jornalista ia ao escritório da Mendes Júnior, no 11º andar do Edifício OAB, situado na Asa Sul, onde pegava um envelope branco, timbrado, com o endereço, os telefones e o nome de Cláudio Gontijo. O envelope era identificado com suas iniciais – MV. Dentro havia sempre 16.500 reais. Era o aluguel mais a pensão de 12.000 reais para a criança. VEJA teve acesso ao contrato de locação do imóvel. Nele, Gontijo assina como fiador. Seguindo orientação do senador, o lobista contratou uma empresa de vigilância para garantir a segurança de Mônica Veloso e sua filha. A direção da Mendes Júnior diz que isso tudo é "questão pessoal" de Gontijo e que desconhece esses pagamentos. Procurada por VEJA, Mônica Veloso preferiu não se manifestar.

Cláudio Gontijo também cedia ao senador um flat no hotel Blue Tree, em Brasília. A VEJA, ele confirmou que conhece Renan Calheiros. "Ele é meu amigo, nada mais." Ele diz que classifica como maldade as insinuações de que freqüenta a casa do senador e que, por interesse, lhe presta favores. "Parei de ir à casa dele desde que ele virou presidente do Senado para evitar problemas", disse Gontijo. O lobista admite que entregava dinheiro para quitar as despesas de Mônica Veloso, mas ressalva que o dinheiro não era nem dele nem da empreiteira. De quem era? "Só posso dizer que não era meu", responde. O senador Renan Calheiros diz que ele mesmo era o dono dos recursos. "O dinheiro era meu", afirmou. Se era seu, por que o lobista fazia a intermediação? Nesse ponto, Renan diz que não falará mais sobre um assunto que está sob segredo de Justiça. Renan ganha 12.700 reais brutos por mês como senador, que complementa, nas palavras dele, com "rendimentos agropecuários". Pensão e aluguel, como se viu anteriormente, somam 16.500 reais. A vida íntima do senador Renan Calheiros diz respeito apenas a ele próprio. Não é um assunto público. Mas, quando essas relações se entrecruzam com pagamentos feitos por um lobista, o caso muda de patamar.

Fotos Celso Junior/AE e Cristiano Mariz
Guilherme Palmeira, membro do Tribunal de Contas da União, e o edifício onde o lobista pagava aluguel de 4 500 reais para o senador Calheiros: uma explicação tortuosa

O lobista Gontijo nega que a Mendes Júnior tenha se beneficiado da proximidade com Renan Calheiros para conseguir contratos com o governo: "Não temos nenhuma obra sendo executada no governo federal". Lembrado de que tem contratos com Infraero, Petrobras e Eletrobrás (todas áreas sob influência do senador), o lobista retruca: "Para nós, isso é obra privada". Perguntado sobre o flat que empresta ao senador, encerra a conversa: "Não vou responder mais nada". O lobista também ajudou a família Calheiros em campanhas políticas. Nas eleições de 2004, sempre por trás da contabilidade oficial, contribuiu com as campanhas de Renan Calheiros Filho (filho do senador), de Robson Calheiros (irmão do senador) e de José Wanderley (afilhado político do senador). Certa vez, o lobista chegou a reclamar que os pedidos financeiros de Renan Calheiros estavam exagerados. "Cláudio, arruma aí, pede emprestado", solicitava o senador, de acordo com a versão contada pelo lobista a um interlocutor que conversou com VEJA. Não se sabe o tamanho da ajuda que o lobista deu. Renan Filho foi eleito prefeito de Murici, Robson Calheiros ganhou a suplência de vereador e o médico José Wanderley não se elegeu. No ano passado, emplacou como vice do tucano Teotonio Vilela, governador de Alagoas.

As relações empreiteiro-familiares do clã Calheiros também envolvem o deputado Olavo Calheiros, outro irmão de Renan. No âmbito da Operação Navalha, a polícia captou um diálogo entre Zuleido e Fátima Palmeira, diretora da Gautama, em que eles conversam sobre uma emenda que teria sido oferecida pelo deputado Calheiros, que beneficiaria a empresa. "É o seguinte: aqui, o Olavinho passou aquela emenda que ele tem para a gente", diz Zuleido. "Empreiteiro é bravateiro, quer vender prestígio", justifica Olavo Calheiros, informando que a emenda foi apresentada há dez anos. Pode ser mesmo uma bravata, mas o deputado Olavo Calheiros sempre atuou como uma espécie de abre-alas para empreiteiros amigos. Zuleido, quando tinha dificuldades para se encontrar com ministros para tratar de licitações de obras e liberações de recursos, acionava Olavo Calheiros. O deputado marcava audiência com o ministro e levava o empreiteiro na bagagem. Dois ex-ministros de Lula relataram a VEJA que receberam Olavo Calheiros em audiências às quais ele, de surpresa, apareceu acompanhado pelo empreiteiro Zuleido Veras.

Fotos reprodução
Na imagem à esquerda, Fátima Palmeira, diretora da Gautama, flagrada pela Polícia Federal em um aeroporto; na foto à direita, ela aparece na posse do parente Guilherme Palmeira, no TCU

As investigações sobre a Gautama de Zuleido Veras também mostram que os tentáculos do empreiteiro chegavam ao Tribunal de Contas da União. Em uma conversa captada pela polícia, Zuleido insinua ter acesso privilegiado a pelo menos dois ministros do TCU – Augusto Nardes e Guilherme Palmeira, parente de uma personagem importante do escândalo, Maria de Fátima Palmeira, diretora comercial da Gautama. Renan Calheiros também é íntimo de Guilherme Palmeira. Em 2004, Palmeira chegou a informar o senador a respeito do curso do processo que tramitava no Tribunal Superior Eleitoral sobre a cassação do então governador de Alagoas, Ronaldo Lessa – assunto que interessava a Renan Calheiros. A VEJA, o ministro Guilherme Palmeira confirma que é amigo de Renan, conhece Zuleido Veras, mas diz que nunca atuou em processos de interesse da Gautama. "Ao menos que eu me lembre, não!" Conta que chegou até a receber algumas vezes Fátima no gabinete, mas encaminhou-a ao relator dos processos. O ministro, de fato, tem memória fraca. Ele foi relator do processo número 008 887/2002, que apura irregularidades num contrato da Gautama com a prefeitura de Porto Velho. Consultado por VEJA, mas sem conhecer o caso concreto, o advogado Roberto Caldas, membro da Comissão de Ética Pública da Previdência, diz que a relação financeira entre um parlamentar e um lobista de empreiteira é condenável. Diz ele, falando em tese: "Evidentemente, esse tipo de relação é inaceitável para alguém que ocupe um cargo público".

ESPECIAL: 1 giga de corrupção
Fonte: Revista Veja - Parte II

A casa e a lancha



Alexandre Oltramari
Eduardo Martins/Ag. A Tarde

O empreiteiro Zuleido Veras, dono da Gautama, é um homem pacato. Seu principal lazer nos fins de semana é ficar recluso em sua residência, nas franjas de Salvador. Instalada num terreno de 15 000 metros quadrados, equipada com piscina, campo de futebol, quadra de tênis e trilha para caminhada, a casa está avaliada em 5 milhões de reais. Outro patrimônio vistoso é sua lancha Clara, que vale uns 3 milhões de reais. A lancha, que foi usada num passeio pelo governador da Bahia, Jaques Wagner, e pela ministra Dilma Rousseff, tem 52 pés, três suítes, ar-condicionado e ice maker.

Negociatas às claras

Nas 585 gravações telefônicas feitas pela Polícia Federal, os diálogos têm uma característica comum – todos eles são despudoradamente claros. Os interlocutores, por se julgar acima da lei ou por acreditar que jamais seriam flagrados na criminalidade, falam das negociatas sem pejo, evitando apenas expressões muito comprometedoras, como propina, suborno, corrupção. A seguir, alguns exemplos em conversas inéditas:

"ACERTOU O ESQUEMA"

Neste diálogo, interceptado às 9h21 do dia 13 de julho do ano passado, o lobista Sérgio Sá fala abertamente de um acerto no Dnit, o órgão que cuida das estradas no país. Na conversa, o lobista, talvez convicto de sua impunidade, nem se dá ao trabalho de falar por códigos ou usar frases cifradas. Ele conta a Maria de Fátima Palmeira, diretora da Gautama, que esteve com o diretor do Dnit, Mauro Barbosa, e que o acerto está feito: o dinheiro vai ser liberado – ou "delegado", como se diz no jargão – para a Rodovia BR-020. A Engevix, de Sérgio Sá, faz o projeto, e o restante fica por conta da Gautama. Tudo muito simples.

Sérgio Sá: Eu tive ontem com o Mauro, no Dnit. Acertou já a delegação. Nós, a Engevix, vamos fazer o projeto básico e o executivo. Acertou o esquema da obra lá para vocês.

Fátima: Tá jóia, fechado.

"CONVERSAMOS BASTANTE"

Esta conversa entre o lobista Sérgio Sá e o dono da Gautama, Zuleido Veras, transcorreu às 22h43 do dia 12 de julho de 2006. A gravação mostra a naturalidade com que o lobista se encontrava com o então ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, e tratavam de assunto que deveria ser sigiloso, como editais de licitações.

Zuleido: E aí?

Sérgio Sá: Foi tudo tranqüilo. Estivemos lá com o Silas. Tava tudo já encaminhado dentro da Eletrobrás com relação ao resto do dinheiro do Luz para Todos. Conversamos bastante sobre a questão dos editais. (...) Foi uma visita boa no final de tarde.

Zuleido: Humm...

"É UM ABSURDO"

Nesta conversa, gravada às 12h25 do dia 29 de agosto do ano passado, o lobista Sérgio Sá fala com o empreiteiro Zuleido Veras. Ele diz que o então ministro

Adylson Motta, do Tribunal de Contas da União, fará uma reunião em sua casa com o procurador-geral do tribunal, Lucas Furtado. O assunto é um caso em que a Gautama estava enrolada. Neste diálogo, tudo é estranho: ministro recebe lobista, ministro convoca procurador, procurador se explica, lobista reclama... A conversa sugere que se trata de uma quadrilha capaz de manipular decisões do TCU.

Sérgio Sá: Adylson chamou Lucas na casa dele à 1 e meia. Tenho que chegar um pouco antes. Deixa o celular ligado que te informo.

Zuleido: O.k.

Horas mais tarde, às 16h56, o lobista comenta com Fátima Palmeira, diretora da Gautama, o teor da reunião na casa do ministro Adylson Motta.

Sérgio Sá: O Lucas levou só os pareceres dos processos. Quando cheguei lá, o Adylson leu e ficou p... para c... Ele falou assim: "Faz de conta que eu não vi isso."

Fátima: É um absurdo!

Sérgio Sá: E tem outra, né? Combinado é combinado.

"PÃO, PÃO, QUEIJO, QUEIJO"

Às 19h09 do dia 12 de março deste ano, Fátima Palmeira, diretora comercial da Gautama, fala com uma lobista identificada como Ivanise "Oncinha". Elas conversam sobre a compra de um parecer do Tribunal de Contas da União (TCU). O diálogo é um escândalo, por sugerir que os pareceres são negociáveis, e emblemático, por mostrar que as propinas eram pagas contra serviços 100% certos. Fátima pede para ler o parecer antes de tudo.

Fátima: Se for para resolver resolvido, ele topa (refere-se ao empreiteiro Zuleido Veras). Agora, eu teria que pelo menos dar uma olhada antes, né?

Ivanise: Queria o quê?

Fátima: Teria que olhar o que está realmente escrito para ter certeza de que está tudo o.k.

Ivanise: Tá, claro. É uma coisa pão pão, queijo queijo.

"NORMAL NÃO FOI NÃO, NÉ?"

Neste diálogo, interceptado às 10h48 do dia 6 de julho do ano passado, Rodolpho Veras, filho de Zuleido, conversa com o administrador da fazenda do pai, Henrique Garcia de Araújo, sobre uma compra de gado – meio usado para lavar dinheiro de corrupção. O capataz conta que precisa levar documentos para o vendedor do gado, e o filho de Zuleido, talvez por temer um grampo, afirma que a compra foi regular. O capataz, sem entender o cuidado do interlocutor, deixa claro que era tudo picaretagem.

Rodolpho Veras: Foi uma compra normal, tá?

Henrique de Araújo: Ué, normal não foi não, né, Rodolpho? Esse gado não vale 10% do valor que está na nota aqui.

ESPECIAL: 1 giga de corrupção
Fonte: Revista Veja - Parte I

No arquivo de provas colhidas pela PF, gravadas em um DVD a que VEJA teve acesso, desenha-se um retrato devastador da quadrilha de Zuleido: ousada, ativa e certa da impunidade.

A Operação Navalha, que desmontou uma quadrilha de assaltantes de verbas públicas, trouxe à tona conexões criminosas em quatro ministérios, revelou laços em seis estados nordestinos, enlameou a biografia de quatro governadores e ex-governadores, além de dois prefeitos e um deputado, e derrubou um ministro – Silas Rondeau, de Minas e Energia. Como a quadrilha logrou criar tantas ramificações, do governo federal a prefeituras do interior? Como conseguiu corromper desde altas autoridades da República, como se suspeita que tenha acontecido com Silas Rondeau, acusado de receber propina de 100.000 reais, até burocratas de quinto escalão de pequenos municípios, como o funcionário da prefeitura de Camaçari que se vendeu por uma passagem aérea de 600 reais? As respostas podem ser encontradas no inquérito da Operação Navalha, a cuja íntegra VEJA teve acesso. O arquivo, em formato de DVD, ocupa 1 giga e tem 52.000 páginas. Contém relatórios de vigilância, vídeos, centenas de gravações de telefonemas e transcrições de diálogos. O material revela a existência de uma quadrilha rudimentar, dona de métodos quase toscos, mas muito ousada – e que atuava com extrema liberdade, como se tivesse a certeza de que nunca seria flagrada na ilegalidade. Se o DVD fosse colocado à venda, como as autoridades que aparecem nele, poderia receber o título de "O Show da Corrupção" e seria na certa um sucesso.

No DVD da corrupção, há um retrato devastador do engenheiro Zuleido Soares Veras e de sua Gautama, a empreiteira-rainha do esquema. As gravações trazem toda sorte de conversa entre integrantes da quadrilha. Há diálogos de deputado cobrando propina, de lobista orientando pagamento de suborno, de advogado plantando nota contra inimigo. Há conversas desabridas sobre compras de sentenças judiciais, negociações de emendas parlamentares e métodos de corromper servidores. Há diálogos didáticos sobre como funciona a sinergia entre corruptos e corruptores: deputado informa que conseguiu aprovar emenda para a obra da Gautama – e é parabenizado por seus bons serviços! O que não há, em nenhuma das 585 interceptações feitas pela PF, é conversa de Zuleido sobre o andamento das obras de sua empreiteira. Pudera: as obras da Gautama nunca ficam prontas. Adepto do budismo, Zuleido homenageou Sidarta Gautama, o Buda, ao batizar sua empresa. Entre os ensinamentos do budismo, consta que o mundo material é uma ilusão provocada pela imperfeição dos sentidos humanos. O DVD das provas sugere que Zuleido criou uma vertente nova da tradicional filosofia oriental, o cleptobudismo. Suas construções inacabadas, pontes que ligam o nada a coisa alguma, são isso mesmo: ilusão. Pobre Buda. Sobreviveu 2 500 anos como símbolo de pureza e desprendimento para acabar como sinônimo de roubalheira no Brasil.

José Cruz/ABR
Dida Sampaio/AE
Rondeau, o ex-ministro de Minas e Energia (à esq.) acusado de receber 100 000 reais, e Adylson Motta, ministro aposentado do TCU (à dir.)

Para produzir suas miragens, a Gautama usava tentáculos múltiplos. Chegaram até o Tribunal de Contas da União, que examina hoje mais de trinta processos sobre irregularidades em obras da Gautama. Eis o motivo pelo qual a empreiteira tinha tanto interesse no TCU. Ali, trabalha Guilherme Palmeira, parente de Fátima Palmeira, diretora da Gautama. Em um diálogo telefônico, Zuleido conta a seu interlocutor que o ministro Augusto Nardes deverá pedir vistas de um processo de sua empresa. Nardes pediu mesmo vistas horas depois do telefonema. Como um ministro só pode pedir ou não vistas de um processo, há chance de Nardes tê-lo feito dentro da normalidade. Mas pode não ter sido apenas mera coincidência. A investigação vai esclarecer esse ponto. Em outro diálogo, fica evidenciada uma relação estreita entre o ministro Adylson Motta, que se aposentou do tribunal em agosto passado, e o lobista Sérgio Luiz Pompeu Sá, que, antes de ser preso, defendia a Gautama no Ministério de Minas e Energia (veja diálogos no quadro). A investigação ainda vai elucidar essas questões.

A desenvoltura da quadrilha da Gautama deve-se ao ambiente em que atuava. Afinal, a empreiteira comprava políticos (que apresentam emendas ao Orçamento para as obras), subornava servidores públicos (que decidem sobre a liberação de verbas para as obras) e tinha influência junto ao TCU (que fiscaliza a lisura com que são feitas as obras com verbas federais). Estava fechado o círculo, ainda que o esquema nem sempre funcionasse como o desejado. Nos diálogos, constata-se que, numa ocasião, alguém embolsou uma propina prometendo que o TCU tomaria uma decisão favorável à Gautama, mas deu-se o contrário. Prospera então uma cômica revolta na quadrilha. Em uma conversa com Fátima Palmeira, da Gautama, uma lobista identificada apenas como Ivanise, apelidada de "Oncinha", desconsola-se: "A pessoa que fez vai ter que me devolver o dinheiro para eu devolver para você". Replica a diretora da Gautama: "Só quero o dinheiro na minha conta". Em outra conversa, com Zuleido, ela relata com amargura o tombo da propina: "Botaram para roubar em cima da gente".

Fabio Motta/AE
Fernando Sarney: ele recebia com freqüência o ex-ministro Rondeau em seu escritório


As 585 gravações abrangem o período que vai de junho do ano passado a abril deste ano. Sempre aparecem menções explícitas a dinheiro e referências claras a autoridades. Podem ser só bravatas de gente querendo se passar por influente, mas são sempre inequívocas. O governador de Sergipe, Marcelo Déda, do PT, aparece de forma pouco comprometedora, apenas porque seu vice teria facilitado uma obra da Gautama. O governador de Alagoas, Teotonio Vilela Filho, do PSDB, também surge sem referência consistente, mas sua situação é mais delicada devido à devastação que a Operação Navalha causou em seu governo. Cinco de seus auxiliares foram presos pela PF – e o governador, como que inspirado pelos melhores momentos do petismo, disse que não sabia de nada. Há, por fim, conversas que entregam abertamente os servidores da quadrilha. Um citado é Mauro Barbosa, presidente do Dnit. Ele nega qualquer envolvimento. Outro é Rodrigo Figueiredo, segundo homem do Ministério das Cidades, apontado pela PF como um dos servidores que ajudavam a liberar verba pública para os cleptobudistas.

Nas gravações, há uma profusão de apelidos, a começar por Zuleido, que, com seu ar de pistoleiro do Velho Oeste, é chamado ora de "Charles Bronson", ora de "Mexicano", ora de "Bigode". Há "Cabeça Branca", "Indiozinho" e "Ferrugem". No reino animal, além da impagável Oncinha, aparecem "Sapinho" e "Calango". Mas os apelidos não são um meio para despistar um grampo. São apelidos reais, que todos conhecem. Nenhum é tão freqüente nas gravações quanto "Kibe". Kibe é Latif Abud, ex-sócio da Gautama e desafeto de Charles Bronson, ou Mexicano, ou Bigode. Em 2002, Kibe saiu da Gautama e nunca deixou de azucrinar os ex-sócios. Nas gravações, só dá Kibe. É Kibe para cá, Kibe para lá. A quadrilha detesta Kibe. Certa ocasião, exasperada com a interminável cruzada de Kibe, que àquela altura já abastecera inclusive a PF sobre a roubalheira da Gautama, a quadrilha debateu possíveis ações jurídicas contra Kibe. Reclamou da "passividade" de Zuleido. Diz o lobista Sérgio Sá: "Zuleido é muito mole. Não sei como ele agüenta. Tem de encerrar logo isso".

As ações da quadrilha eram tão abertas quanto seus diálogos. Seus integrantes foram filmados e fotografados em situações suspeitas. A polícia filmou a diretora Fátima Palmeira levando um envelope a uma sala contígua ao gabinete do agora ex-ministro Silas Rondeau. Segundo a polícia, o envelope continha 100 000 reais. Rondeau é a mais alta autoridade abatida pelo escândalo até agora. Antes de pedir demissão, fez questão de consultar seus padrinhos políticos – os senadores José Sarney e Renan Calheiros. Faz sentido. O ex-ministro tem laços sólidos com a família Sarney. Quando era ministro, Rondeau tinha o hábito de aparecer no escritório de Fernando Sarney, filho do senador, em Brasília. Eles costumavam ir a um restaurante próximo, o Cielo, onde comiam numa sala reservada no subsolo. O ex-ministro deixou o cargo abalado, mas jurando inocência. Diz que não pegou a propina de 100 000 reais e dá a entender que, se ela entrou no ministério, então ficou no gabinete de seu auxiliar Ivo Almeida da Costa – preso e já demitido.

Como consolo, o ex-ministro pode alegar que não era a única autoridade distraída no escândalo. Outra é o senador Delcídio Amaral (PT-MS), que foi beneficiado pela Gautama – e não sabia. O senador explicou que precisava viajar a Barretos, no interior de São Paulo, para o enterro do sogro e pediu a um amigo que alugasse um avião. O amigo atendeu o pedido, mas não teria informado ao senador que Zuleido pagara o aluguel – no caso, 24 000 reais. Delcídio, distraidamente, nunca perguntou ao amigo quem pagou o avião nem quanto custou. Outro distraído é o governador da Bahia, o petista Jaques Wagner, que levou a ministra Dilma Rousseff num passeio na lancha de Zuleido. Primeiro, o governador disse que a lancha fora alugada por um amigo, o lobista Guilherme Sodré, e que desconhecia a identidade do dono. Até informou o valor do aluguel: 5 000 reais. Onde estaria a nota fiscal? Diante de pergunta tão complexa, o governador mudou a versão. Afirmou que o amigo-lobista pedira a lancha emprestada a Zuleido sem que ele soubesse. Sodré (que foi casado com a atual mulher do governador e hoje é casado com a chefe do cerimonial do governador) trabalha para Zuleido Veras. Jaques Wagner diz que não sabia. Quanta distração!

Com tudo o que já veio a público, fica claro que o esquema da Gautama era vasto, eclético, dinâmico. Isso trai a impressão de que, desde o escândalo do Orçamento, em 1993, as empreiteiras estariam retraídas e teriam deixado de ser as mais vorazes mordedoras de emendas e pagadoras de propina. No DVD da corrupção, há indícios do que pode vir a ser uma segunda etapa da Operação Navalha – envolvendo exatamente duas grandes empreiteiras. Elas estariam implicadas em fraudes de licitações milionárias. Uma outra, a GDK, baiana que deu o Land Rover de presente ao então secretário do PT Silvio Pereira, já entrou na alça de mira: a suspeita é que tenha se envolvido com grampos telefônicos clandestinos. Conforme a polícia, a escuta foi realizada e, no dia 4 de abril, a GDK pagou 10.000 reais pelo serviço. A PF ainda não sabe quem foi espionado ilegalmente, nem o motivo. A GDK nega tudo. Mas, do jeito que as coisas estão, não será surpresa se a Operação Navalha cortar ainda mais fundo do que escalavrou até agora.

Com reportagem de Ricardo Brito

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More