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25 abril 2007

QUÍMICA PRA EXPRESSAR
Por Riva Moutinho em 2004

Apaguem as luzes ao sair por último

Neste caminho que seguem as circunstâncias vitais

Infelizmente, todos os dias, este ácido fórmico

Tem estado na minha carne.


Quero aprender a me proteger

Mas meus músculos se preenchem com ácido láctico.

Tento a cada dia caminhar na direção certa

Mas nem sempre tenho mapa ou bússola.


Já limpei minhas feridas com orto hidróxi benzóico

E não há pus... não está viva

E algumas marcas ficaram

Para lembrarem da intensidade da dor.


O acidulante sempre foi notado

Ingerido, às vezes, em doses exageradas

Mas cada caso é um caso

Onde todos formaram lições.


Sempre é um passo após o outro

E um dia subseqüente do outro

E se há sonhos que se sonham a dois,

O que fazer se um acordar primeiro que o outro?


Preciso de aditivos.

Por favor, um volume considerável.

Injete epinefrina.

Estou precisando terminar a semana e o resto da minha vida.


Cadeia para os agentes irritantes

Enquanto preciso de mais um copo de água mineral bicarbonatada.

Ainda tenho que engolir certas substâncias inorgânicas.

É uma pena não submergirem em lugares escusos.


Saco de podridão contaminador

Egoísmos egocêntricos, inconformismos, indiferenças, rejeições, traumas

Puxe de dentro a langanha triste que inunda seu interior.

Atire para bem longe; para onde, nunca mais, possa ser alcançada.


Estou buscando viver,

Mas não se preocupe... Ainda respiro aerobicamente.

novembro / 2004

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