Featured Video

03 abril 2007

Casal da Renascer pode ser ouvido nos EUA por processo no Brasil

FONTE: Globo.com

Mesmo nos Estados Unidos,o casal de fundadores da Igreja Apostólica Renascer em Cristo, Estevam e Sônia Hernandes, continuam sendo julgados pela Justiça brasileira pela abertura de uma suposta igreja de fachada, que seria parte de uma estratégia para evitar ações judiciais. O casal pode, inclusive, ser ouvido nos EUA, segundo representantes da 16ª Vara criminal.

O Ministério Público Estadual de São Paulo baseou-se no Artigo 299 do Código Penal, que se refere a falsa declaração de informações em documentos públicos para denunciar o casal.

Como eles seguem nos Estados Unidos, onde estão em liberdade vigiada desde que foram presos tentando entrar no país com dinheiro não-declarado, não irão participar da audiência marcada para as 13h desta terça-feira (3) no Fórum da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo, a primeira do processo. A 16º Vara Criminal pretende solicitar o atual endereço fixo do casal de fundadores da Renascer à Justiça norte-americana e pode pedir para que Estevam e Sônia sejam interrogados nos EUA pelo suposto crime cometido no Brasil.

O processo foi acolhido em novembro do ano passado pela juíza titular da 16ª Vara Criminal de São Paulo, Kenarik Boujikian Felippe. Além do casal, o nome de Jorge Luiz Bruno, um dos bispos da igreja, também é citado e é justamente por isso que a audiência será realizada nesta terça-feira.

Segundo a 16ª Vara Criminal, embora a audiência tenha sido marcada antes da prisão do casal nos Estados Unidos, ocorrida em 9 de janeiro, a notificação do encontro só foi levada por oficiais de Justiça após a prisão. Como eles não estavam no endereço no Brasil, não chegaram a ser notificados e não podem ser considerados como faltosos.

A audiência desta terça-feira se destina, portanto, apenas ao bispo Jorge Luiz Bruno; caso ele não compareça, o processo terá andamento a sua revelia, ou seja, sem sua presença.

O advogado de defesa do caso, Luiz Flávio Borges D’Urso, que representa o casal da Renascer, justifica a ausência à audiência “por questões de força maior”. D’Urso acredita que a falta não irá prejudicar Estevam e Sônia porque independe da vontade deles a vinda ao Brasil.

Sobre o bispo Jorge Luiz Bruno, que também é representado por ele, D´Urso não havia se posicionado até a manhã desta terça-feira. A reportagem do G1 deixou recado com sua assessoria e no seu celular.


Processo nos EUA

O julgamento de Estevam e Sônia Hernandes em Miami, nos Estados Unidos, foi remarcado para uma data ainda não definida entre 30 de abril e 11 de maio.


Em reunião preliminar realizada no último dia 13, promotores do governo americano e advogados de defesa do casal decidiram adiar o julgamento. O encontro, chamado de “calendar call”, foi presidido pelo juiz Federico Moreno.

Os Hernandes foram presos no dia 9 de janeiro, no aeroporto de Miami, quando tentavam entrar nos EUA com US$ 56,5 mil, tendo declarado apenas US$ 10 mil. Em 5 de fevereiro, um júri popular (em inglês, "grand jury") decidiu acatar e analisar as denúncias contra os fundadores da Igreja Apostólica Renascer em Cristo.

Atualmente, Estevam e Sônia Hernandes estão em liberdade condicional - vigiada - em Boca Raton. Eles não podem sair da região sul do estado da Flórida e tiveram os passaportes retidos pelo governo. Ambos também estão sendo monitorados por chips nos tornozelos.

Caso sejam condenados nos EUA, Sonia e Estevam terão de cumprir a pena de prisão lá antes de serem extraditados para o Brasil. Em 22 de janeiro, o governo brasileiro entregou ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos o pedido de prisão, para fins de extradição.

A pena prevista é de até cinco anos, mas, na prática, os dois podem ficar presos por no máximo 21 meses. Caso consigam comprovar que os US$ 56.467 que trouxeram para os EUA têm origem lícita, o casal pode se livrar da prisão.

PARTICIPE DA ENQUETE

0 comentários:

Postar um comentário

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More