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17 abril 2007

Atirador que matou 32 era aluno da universidade na Virgínia

FONTE: Folha online


O atirador que matou 32 pessoas no campus do Instituto Politécnico da Virgínia era um estudante de origem asiática que morava em uma das residências estudantis, informou o presidente da universidade, Charles Steger, nesta terça-feira.

"Nós sabemos que é um homem de origem asiática e que ele morava em um de nossos dormitórios", afirmou Steger em entrevista à rede de TV americana CNN.

A identidade do agressor, que se suicidou após efetuar dois ataques a tiros, não foi divulgada. Entre os 32 mortos estão os professores Liviu Librescu e Kevin Granata, de acordo com Ishwar K. Puri, chefe do Departamento de Engenharia da universidade.

Após a ação--o pior contra o campus de uma universidade da história dos Estados Unidos-- o governador da Virgínia, Tim Kaine, declarou estado de emergência em todo o Estado americano. Com o estado de emergência, todos os prédios públicos da Virgínia deverão hastear suas bandeiras a meio mastro em sinal de luto pela tragédia.

Os dois ataques, que ocorreram em lados opostos do campus de 1.050 hectares, tiveram início às 7h15 (8h15 de Brasília) em West Ambler Johnston Hall, residência estudantil que abriga ao menos 895 pessoas. Duas pessoas morreram ali.

Cerca de duas horas depois, Norris Hall, edifício da engenharia, foi alvo de outro ataque a tiros. Outras 30 pessoas morreram neste local, a maioria estudantes.

Antes de segunda-feira (16), o pior ataque contra um campus da história dos EUA havia ocorrido em 1966 na Universidade do Texas, quando Charles Whitman subiu em uma torre de observação de 27 andares e abriu fogo. Ela matou 16 pessoas antes de ser baleado e morto.

Após o massacre, todas as entradas do campus foram fechadas, e as aulas foram suspensas. A universidade estabeleceu um local de encontro entre famílias e representantes estudantis. Uma reunião deve ocorrer nesta terça-feira na quadra de basquete da escola.

Segurança

A tragédia suscitou críticas de estudantes a respeito da segurança dentro do campus.

Muitos alunos questionaram a falta de um alerta das autoridades entre um ataque e outro, que tiveram um intervalo de duas horas. Na opinião deles, um aviso poderia ter prevenido muitas mortes.

"A universidade tem sangue nas mãos devido à falta de ação após o primeiro incidente", afirmou Billy Bason, 18, que mora no 7º andar de West Ambler Johnston, residência estudantil onde os ataques tiveram início e onde morreram duas pessoas.

Ao menos 15 pessoas ficaram feridas no segundo ataque, algumas delas com gravidade.

Segundo relatos de estudantes, a primeira mensagem da universidade sobre o episódio foi um e-mail mais de duas horas depois do início do ataque, quando o atirador já estava atirando em Norris Hall.

Ninguém foi informado de que havia ocorrido uma primeira morte, até que o assassino começasse a trancar vítimas em outra região do campus e passasse a fuzilá-las, uma a uma.

Steger disse que as autoridades inicialmente acreditaram que o tiroteio no dormitório estudantil era uma briga doméstica e que o atirador havia fugido do campus.

"Não tínhamos motivos para suspeitar que outro ataque iria acontecer. Só podemos tomar decisões com base nas informações que temos."

O site da universidade informou que o campus recebeu duas ameaças de bombas neste mês, e que havia uma recompensa de US$ 5.000 em troca de informações que levassem aos responsáveis.

Choque

"Há forte comoção. É difícil dizer exatamente o que está acontecendo", disse ontem Jason Anthony Smith, 19, que mora no dormitório onde um dos ataques a tiros ocorreu.

Segundo Aimee Kanode, aluna do primeiro ano, o primeiro ataque ocorreu no primeiro andar do West Ambler Johnston, um andar acima do quarto em que ela dorme.

A Virginia Tech tem 26 mil estudantes e fica a 390 km de Washington.

É a segunda vez em menos de um ano que a universidade teve de ser fechada devido a um tiroteio.

Em agosto de 2006, o reinício das aulas foi suspenso e a entrada no campus foi bloqueada depois que um fugitivo matou um segurança e um policial envolvidos em uma perseguição ocorrida em um ponto próximo da universidade.

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